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SEJA BEM-VINDO ! SEJA BEM-VINDA! VOCÊ ESTÁ NO BLOG PASSARELA CULTURAL, a sua revista on-line semanal, fundada em 02/07/2004. ***** Esta é a edição nº 733, referente ao período de 06 a 12 de outubro de 2019. ***** Editor: Daslan Melo Lima - Timbaúba, Pernambuco, Brasil. ***** Contatos : (81) 9-9612.0904 (Tim / WhatsApp). E-mail: daslan@terra.com.br

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2019

Na embriaguez do Frevo

        

        Do céu parecia cair uma chuva copiosa e multicolorida de pingos d'água de felicidade. Meu carnaval já começou ao lado de amigos e amigas da minha atividade física Treinamento Funcional, jno bloco AABB na Folia. 
        De mãos dadas com o vento, começamos cantando "Voltei Recife", de Luiz Bandeira. "...Quero sentir a embriaguez do frevo, que entra na cabeça depois toma o corpo e acaba no pé".
       Na terra do Frevo, Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade, a simples alegria de se embriagar com Frevo representa possuir um patrimônio pessoal de inexplicável felicidade.
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Daslan Melo Lima
Praça do Centenário, Timbaúba, Pernambuco, 22/02/2019
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PELA PRIMEIRA VEZ
A Lua Cheia desfila solitária, majestosa, soberana e nua. Alguns casais estão encantados,  como se estivessem assistindo ao espetáculo pela primeira vez.  Diante do show dirigido por Deus também fico encantado, como se estivesse assistindo ao espetáculo pela primeira vez. 
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Daslan Melo Lima, em noite enluarada, na Praça José Lins do Rêgo,.
Timbaúba, PE, 20/02/2019
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ENQUANTO A CHUVA CAI
Em seus seis meses de vida, "Nikita" ainda não tinha visto tanta chuva como a que cai nesta segunda-feira do verão pernambucano. Assustado, ele corre para o meu colo. Enquanto se aquieta, faço uma selfie e esqueço de fazer ao vento algumas perguntas sem respostas. Um cão tem o mistério de deixar de ser cão para ser um anjo que nos acompanha. 
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Daslan Melo Lima
Timbaúa, PE, 18/02/2019
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DE TIMBAÚBA PARA O MUNDO - Bloco As Piruas 2019


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PIRUAS 2019 - Faz 28 anos que vi nascer o irreverente bloco As Piruas (sic, assim mesmo, Piruas com a letra "i" ). Composto por jovens da sociedade pernambucana de Timbaúba, que usam looks femininos no domingo pré-carnavalesco, todos de olho no título de Miss Pirua. 
        Há mais de duas décadas que contribuo com o bloco, coordenando a escolha da "miss". Na foto, o Top 3 do Miss Pirua 2019: Jhamerson Lenno, primeiro lugar; ladeado por Rodrigo Manoel, segundo; e Lucas Bezerra, terceiro colocado. 
          Os prêmios das "misses", modestos em termos materiais, são valiosos pelas gratas recordações que ficarão. O prêmio maior é para mim, que dou gargalhadas diante das atitudes irreverentes da juventude: um baú invisível de inspirações.
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Pausa na frente da Prefeitura Municipal para a tradicional foto em grupo. 
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Rivaldo e Nazaré, um dos casais mais queridos da sociedade timbaubense, assistiram ao desfile nas imediações do Viaduto do Açúcar. 
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Jamilton Andrade entrevista o empresário Zezinho, uma das "piruas" pioneiras que marcaram presença.  
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Jefferson Kennedy e Edvaldo Melo, personificando a dupla Mateus e Catirina, ladeando o porta-estandarte das Piruas.   

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FOLIA APROVADA. ASSIM SEJA - Faço parte da multidão que acompanha o bloco carnavalesco. Paro para clicar uma foto e tenho a impressão que estou diante de uma procissão. O monumento de Nossa Senhora das Dores parece um andor sendo carregado pelas pessoas. 
Faço parte da multidão que adora Carnaval. Paro para beber uma dose de misticismo e poesia. Imagino que Nossa Senhora das Dores, a quem chamo "Nossa Senhora das Dores, dos Amores e Desamores", aprova a folia. Assim Seja. 
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Jhamerson Lenno, Miss Pirua 2019, ladeado pelos pai Joelson Souza, ex-pirua, e a mãe Simone Barbosa

Após a premiação do Top 3, desço com as piruas do trio elétrico.  Familiares, amigos e fãs das "misses" estão ansiosos para abraçar os jovens. Enquanto isso, o hino do bloco, composição de Artur de Moura Apolinário, o Dr. Mourinha, ecoa pelos quatro cantos de Timbaúba. " Pi - pi - pi - pirua, / eu quero ser pirua. / Neste carnaval, vou me fantasiar de pirua infernal. / Pirua.  /// Quero beber, / quero cantar, / quero brincar para os males espantar. Pirua."
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RINDO DAS PROBABILIDADES


De repente, na concentração do bloco As Piruas (sic, assim, com a letra "i"), o momento ficou mais interessante com a presença da dupla Mateus e Catirina, personagens ricas do fantástico folclore brasileiro. 
        Na pele dos atores Jefferson Kennedy e Edvaldo Melo, Mateus e Catirina espalharam carisma, descontração, cultura e risadas.
        Enquanto posava para a foto, lembrei-me de uma citação do poeta americano Charles Bukowski: "Estamos aqui para rir das probalidades e viver nossa vida tão bem que a Morte vai tremer para nos levar." 

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PASARELA CULTURAL parabeniza Sandro Cesar Barbosa, presidente do bloco As Piruas, pela determinação em manter viva a tradição da agremiação. 

SESSÃO NOSTALGIA - Adriana Zselinszky, Miss Rio Grande do Sul 1980, o sonho de ser capa de revista


Daslan Melo Lima


Adriana Zselinszky, Miss Rio Grande do Sul 1980 - Foto: Revista Manchete.
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        Aquela menina linda, gaúcha de Porto Alegre, sempre chamou a atenção de todos. Aos 13 anos de idade, começou a desfilar e mais tarde tornou-se Miss Rio Grande do Sul e quarta colocada no concurso Miss Brasil 1980. Estou falando sobre Adriana Zselinszky, que se tornou um ícone da beleza brasileira, um dos mais belos rostos da história do Miss Brasil.  
       Sua imagem ilustrou várias capas de revistas. Muito apegada à família, não foi fácil manter a carreira de modelo até os dias atuais.   

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Adriana Zselinsky, capa da Cláudia


“Desde criança, quando ainda morava em Porto Alegre, olhava CLAUDIA e outras revistas e tinha o sonho de ser capa. Com 16 anos, me inscrevi em um concurso para aparecer na da antiga NOVA (hoje COSMOPOLITAN) e fui escolhida. Mas meus pais não me deixaram fazer a foto. A profissão de modelo não era bem vista. Só pude me mudar para São Paulo depois de me formar e casar, aos 19 anos.
Queria muito trabalhar na indústria da moda e faria o que precisasse para conseguir. Apesar de haver menos agências, os cachês serem menores e existir o medo do desconhecido, não via as dificuldades como barreiras. Nem quando tive o primeiro filho, Brian, aos 25, deixei a profissão. Morava na Alemanha e trabalhava bastante por lá, mas queria Brian sempre perto de mim.
No início, dizia ao pessoal do estúdio que fazia questão de estar ali com minha família . As pessoas achavam que isso tiraria meu foco. Não concordava, simplesmente ficava feliz em ter minha família a meu lado. Decidi, então, levá-los escondidos em várias das minhas viagens. Era uma aventura. Dava um jeito de fugir depois das sessões de fotos para ficar com os dois – e voltava cedinho no outro dia para o hotel onde estava hospedada toda a equipe.
Quando o Oliver nasceu, eu tinha 29 e já retornara ao Brasil. Então, foi um pouco menos complicado manter todos juntos. Não posso dizer que é simples conciliar os papéis de mãe, esposa e profissional, mas sempre dei um jeitinho. Eu me apaixonei tanto por esse universo que continuo inserida nele. Hoje sou diretora executiva de moda e, apesar de ter diminuído o ritmo, ainda não parei de fazer fotos.
É difícil parar quando gostamos muito do que fazemos. Mulheres de 30 anos se acham velhas para atuar como modelo. Será que são? Olhando para trás, continuei trabalhando bastante até quando já tinha filhos. Acredito ser mais uma questão de se sentir bem consigo mesma. Aí, sim, você passará sua beleza com verdade. ”
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10/04/2018

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Adriana Zselinsky, Miss para sempre Miss

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Imagens: Facebook
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Como descrever tanta beleza? 





Outro dia, Leite Ferrer, cabeleireiro e missólogo cearense, enviou-me a foto acima perguntando como eu descreveria tanta beleza. As palavras fugiram, enquanto meus pensamentos voaram para 1980, quando Adriana Zselinsky conquistou o quarto lugar no Miss Brasil. 
    Como descrever tanta beleza? Não sei, Leite Férrer, mas vou deixar aqui um trecho de uma crônica da sua conterrânea Rachel de Queiroz (1910-2003), publicada na revista O Cruzeiro, de 30/07/1955, e dedicada à Emília Corrêa Lima, Miss Ceará, Miss Brasil 1955.  
"Tudo são dons, dons gratuitos, que se recebem da fonte de todos os dons. Valerão eles menos por isso? E a beleza, entre os dons, é o mais alto de todos: o maior elogio que se pode fazer a uma realização, a uma paisagem, a um poema, é dizer que são belos. Por que a beleza é a coroa que os completa. Nem a virtude se concebe sem beleza, nem a divindade. (...) Porque a beleza é como um selo de Deus."
      Para conferir a crônica completa da Rachel de Queiroz,  clique neste link:    http://passarelacultural.blogspot.com/2013/03/sessao-nostalgia_7120.html


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Radicada em São Paulo, esposa do gaúcho Gilberto Haider, fashion photographer na Gilberto Haidfr Studio, mãe de Brian e Oliver, Adriana Zselinsky Haider conta tudo sobre fama, glamour e dificuldades 
em entrevista a Marinez Manflin. Vide: 

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domingo, 17 de fevereiro de 2019

Salve Deus. Salve. Salve

  
O automóvel em que me encontro precisa dos serviços de uma borracharia. Há várias no roteiro, inclusive uma com o nome singular de "Salve Deus", sob uma árvore frondosa, onde me sento para relaxar. 
       Na rua movimentada, imediações do Hospital das Clínicas, a denominação da borracharia passa uma mensagem subliminar: "Salve Deus". 
      Imagino a irradiação positiva do nome alcançando e beneficiando os que se dirigem ao hospital em busca de solução para seus males. Basta uma pausa para mentalizar e deixar que ele tome conta do corpo, da mente e da alma. Salve Deus. Salve. Salve. 
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Daslan Melo Lima. Cidade Universitária, Recife, Pernambuco.
17/02/2019
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Além do Sonho

Tenho sempre a impressão que, desde meu tempo de garoto na minha alagoana São José da Laje, até o momento, vivi mais tempo num mundo de sonhos do que no planeta Terra. 
      Levei o menino que um dia eu fui para "Além do Sonho", espaço gourmet de nome encantador para um sonhador. Eu e ele adoramos. Não poderia ser diferente. Já dizia William Shakespeare: "Somos do mesmo material do que se tecem os sonhos, nossa pequena vida está rodeada de sonhos." 
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Daslan Melo Lima, administrando sonhos em Carpina, Pernambuco.
14/02/2019
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Bibi Ferreira, ao Encontro com Deus


A grande dama do teatro brasileiro se foi, enquanto tentamos entender os mistérios de um ano que começou apenas há 44 dias. 
      Ficou seu perfume, através do depoimento profundo que deu um dia: "O que eu gosto muito num palco é que eu estou inatingível. Quando estou num palco ninguém me toca. É um momento só meu. Um momento em que não vou ser interrompida. Estou ali só para dar. O que eu puder dar, eu dou. É o momento da criação. Da comunhão. É muito bonita esta comunhão palco e plateia. É o momento em que, através de vocês, eu me encontro com Deus." 
     A verdadeira Luz estará conduzindo Bibi na Grande Viagem para cumprir outra missão, num dos fantásticos mundos do Pai. Amém. Assim Seja.
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Daslan Melo Lima, em Timbaúba, PE, enquanto chove lá fora.
13/02/2019
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Pela BR-408

Paro à margem de um trecho da rodovia, a fim de admirar as obras de barro dos artesãos de Tracunhaém. A figura de uma águia é a que me desperta mais atenção. 
      Aproximo-me em clima de oração e recito em silêncio um dos meus versículos bíblicos favoritos, aquele do Livro de Isaías, 40:31: "Os jovens se cansam e se fatigam e os moços de exaustos caem, mas os que confiam no Senhor renovam suas forças, voam com asas como águias, correm e não se cansam, caminham e não se fatigam." 
       Deixo o local de alma leve, e renovado prossigo minha viagem pela BR-408. 
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Daslan Melo Lima. Tracunhaém, Pernambuco.
12/02/2019

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DE TIMBAÚBA PARA O MUNDO - Foco na cena sociocultural - Fevereiro/2019

NAMORO

José do Nascimento Muniz de Andrade Neto e Sarah Camilo Costa Pereira, destaques da nova geração timbaubense. 
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ALEGRIA

Rafael Gomes Peixoto Apolinário e o tio Marcone Gomes Peixoto, no Tênis Clube, formatura da E.T.E. - Escola Técnica Estadual Miguel Arras de Alencar.
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SIMPLES ASSIM
GB e Mazé, como são mais conhecidos na sociedade timbaubense. Classe e categoria.  
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TÚNEL DO TEMPO
Banda e estandarte das Ciganas Revoltosas. Carnaval de 1930, época do sucesso de “Taí”, de Joubert de Carvalho, na voz de Carmen Miranda. *** “Taí, eu fiz tudo p'rá você gostar de mim / Oh! Meu bem, não faz assim comigo não! / Você tem, você tem que me dar seu coração! /// Meu amor não posso esquecer / Se dá alegria faz também sofrer / A minha vida foi sempre assim / Só chorando as mágoas que não têm fim.” *** Foto copiada do livro "Carnaval de Timbaúba – 102 anos de resgate jornalístico”, de Socorro Cavalcanti e Jefferson Leal.
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PAUSA PARA REFLEXÃO
“Até mesmo os homens honestos precisam de patifes à sua volta. Existem coisas que não se podem pedir às pessoas honestas para fazerem." - Jean de La Bruyère (1645-1696), escritor francês.  

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SESSÃO NOSTALGIA - Albanise Maria Braga Coelho, Miss Sport Club do Recife 1974


Daslan Melo Lima

          Noite de 24 de maio de 1974. Geraldão, Ginásio de Esportes Geraldo Magalhães Melo, bairro da Imbiribeira, Recife. Vinte e nove jovens e um sonho: ser eleita Miss Pernambuco 1974, diante de um público estimado em vinte mil pessoas.  Eu estava lá.
          Depois de anunciadas as semifinalistas (top 10), que se apresentaram mais uma vez para a comissão julgadora, o resultado oficial foi anunciado: quinto lugar, empatadas, Rita de Cássia Dutra Monteiro, Miss Grupo Jovem de Boa Viagem, e   Albanise Maria Braga Coelho, Miss Sport Club do Recife; quarto lugarRosângela Dourado Lins, Miss Vitória de Santo Antão; terceiro lugarIsolda Lira Cabral, Miss Caruaru; segundo lugar, Angélica Moura Lins, Miss Gravatá; e primeiro lugar, Cilene Aubry Bezerra da Costa, Miss Serra Talhada.
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Albanise Coelho, aos 15 anos de idade, antes de ser Miss, com 1,70 de altura e 54 quilos.
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Albanise Coelho, Miss Sport Club do Recife 1974.
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Albanise Coelho, Miss Sport Club do Recife 1974, e sua antecessora Cleusa Adelaide Durant (Alessandra Durant), Miss Sport Club do Recife, Vice-Miss Pernambuco 1973.
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Albanise Coelho na passarela do Geraldão.
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Albanise Coelho (primeira à esquerda) e outras duas concorrentes ao título de Miss Pernambuco 1974.
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O jornalista Muciolo Ferreira, que assistiu ao concurso Miss Pernambuco 1974, deu um depoimento exclusivo para PASSARELA CULTURAL:
Albanise era minha vizinha no bairro de Casa Amarela, Recife. Estudávamos no Colégio Estadual Dom Vital. Eu cursava o último ano do curso científico e ela terminava o ginasial. Era uma jovem belíssima.  
Albanise era uma das favoritas do público e a minha preferida. Nosso amigo missólogo Paulo d’Arce também queria ela para Miss Pernambuco 1974. Paulo achava Albanise a cara de Martha Vasconcellos (Miss Bahia, Miss Brasil e Miss Universo 1968), enquanto eu achava que ela lembrava Rejane Vieira da Costa (a Rejane Goulart, Miss Rio Grande do Sul, Miss Brasil e Vice-Miss Universo 1972). Tinha o mesmo biótipo físico e facial da gaúcha, incluindo a altura e as medidas.
Abanise ficou em quinto lugar, empatada com Rita de Cássia Dutra Monteiro, Miss Grupo Jovem de Boa Viagem, pois não houve tempo para desempatar. A transmissão era ao vivo pela televisão e o horário tinha de ser cumprido rigorosamente. Eu estava no Geraldão com o bailarino Fred Salim, que era da minha turma e muito amigo de Albanise. Fred, inclusive, deu uma ajuda a ela nos camarins. 
A última vez que encontrei Albanise foi na década de 1990, na agência do Bandepe, Banco do Estado de Pernambuco, da Rua da Imperatriz, esquina com a  Sete de Setembro. Ela trabalhava na carteira de novos clientes, no térreo do banco. Continuava linda, esbelta, nem parecia mãe de duas jovens adolescentes, e casada com um delegado da Polícia Civil, moradora de Piedade, Jaboatão dos Guararapes. Anos depois a reencontrei num domingo de Carnaval, nas ladeiras de Olinda, mas não consegui me aproximar devido à multidão. 
Até hoje não entendo o quinto lugar conferido para Albanise no Miss Pernambuco 1974. Coisas da vida. 
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"Quem é esta senhora bonita, elegante, educada e jovial, posando na varanda do seu apartamento?" Responde o mar: "Albanise Coelho, Miss Sport Club do Recife 1974".
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"Quem é esta senhora bonita, elegante, educada e jovial, que em visita a uma filha que mora na Itália posa nos canais de Veneza e na Fontana Di Trevi? " Responde minhas recordações e a voz de um tempo que se foi: "Albanise Coelho, aquela que poderia ter sido Miss Pernambuco 1974."
     
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Crédito das imagens: Acervo Pessoal de Albanise Coelho.

domingo, 10 de fevereiro de 2019

Adeus, meninos do Flamengo

                  

          Enquanto eles dormiam sonhando com vitórias e aplausos, a madrugada da sexta-feira emudeceu seus corpos físicos e suas essências partiram para outros planos. Nossas lágrimas caem, enquanto a gente mergulha nos mistérios insondáveis da vida e da morte. Nosso consolo é imaginar que uma seleção de futebol, incompreensível para nós, precisou deles para outros tipos de jogos, em alguns dos fantásticos mundos do Pai. 


          Adeus, Arthur Vinicius, Athila Paixão, Bernardo Pisetta, Christian Esmério, Gerson Santos, Jorge Eduardo, Pedro Henrique, Rykelmo Viana, Samuel Thomas e Vitor Isaías. Adeus, meninos do Flamengo.
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Daslan Melo Lima
09/02/2019
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O CORAÇÃO ME DIZ ISSO

Simone Darot (Miss França, Top 15 no Miss Universo 1961) e Andrea Giordana. Fotonovela "O Urso Azul". Revista Capricho, Ano XXI, número 332, agosto 1973.

           Colocando ordem em minha biblioteca, encontro uma revista antiga de fotonovela. Permito-me fazer uma pausa para mergulhar na ficção. A trama fala de uma jovem casada, bonita e imatura, cujo filho nasceu com uma lesão cerebral. Meses depois, descobre-se que o problema é reversível e ela amadurece com as lições da adversidade.
          Final feliz com a fala da personagem, ao lado do esposo e filho: "Eu sentia, eu sentia! O coração me dizia isso... Me dizia para esperar, que a felicidade acabaria vindo!" 
            Fecho a revista e lamento não haver mais fotonovelas. Piegas e melosas? Talvez, mas que semeavam sonhos numa geração que desconhecia o celular e lia mais, muito mais. 
          Antes de guardar a revista, detenho-me a olhar para o bebê. O que o destino reservou para ele? Um anjo invisível responde em silêncio: "Felicidade". Eu sinto, eu sinto! O coração me diz isso. 
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Daslan Melo Lima
07/02/2019
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A VINGANÇA DA BOLA



           - "Vamos jogar hoje?" Convida o professor da minha atividade física Treinamento Funcional. Respondo que não, com inveja dos que entendem de futebol e gostam de uma "pelada".
           Um corre, outro salta, um pula, outro cai. Imagino que estão num estádio, com aquele vai e vem, vem e vai... No intervalo, pergunto ao professor: "Quantos deles poderiam ser profissionais?" Ele disfarça o riso e responde: "Nenhum deles!" Imagino que a bola ouviu a resposta e se sente vingada dos chutes que recebeu.
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Daslan Melo Lima
Assistindo ao jogo do Futebol Society da AABB. 
Timbaúba, PE, 07/02/2019
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VOZES DO MAR

Dedico esta crônica à autora da foto, Anuska Prado, Miss Mundo Brasil, terceira colocada no Miss Mundo 1996.

          Diante do sal do mar da Bahia, um festival colorido de algodão-doce enche as bocas de doce e os olhos de poesia. O vendedor que para diante do oceano nem sabe que espalha beleza sob o sol escaldante. 
        O vento sopra os pedidos de crianças, adultos e orixás. Todos querem algodão-doce. O som das ondas é mais forte. O homem jura que as vozes vêm do mar..
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Daslan Melo Lima
03/02/2019



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