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SEJA BEM-VINDO ! SEJA BEM-VINDA! VOCÊ ESTÁ EM PASSARELA CULTURAL, a sua revista on-line semanal, fundada em 02/07/2004. ***** Esta é a edição nº 616, referente ao período de 23 a 29 de abril de 2017. ***** Editor: Daslan Melo Lima ***** Timbaúba, Pernambuco, Brasil ***** Telefones: (81) 99612.0904 (Tim) e (81) 99277.3630 (Claro) ***** WhatsApp: +55 81 99612.0904 ***** E-mail: daslan@terra.com.br

sábado, 24 de novembro de 2012

DE TIMBAÚBA PARA O MUNDO

                          FATOS EM FOCO





NIVER – Na lista das personalidades timbaubenses aniversariantes da semana, um dos nomes de destaque é o de Ana Glória Ferreira de Araújo, (quarta-feira, 28), Nutricionista radicada no Recife. Sempre que possível, Ana visita a terrinha,  acompanhada da sua mãe, D.Glorinha, e do seu irmão, o artista plástico Teotônio Monteiro. ***** Acima, D.Glorinha, Teotônio e Ana Glória. ***** A  Princesa Serrana faz parte das suas mais caras recordações, conforme revelou certa vez a PASSARELA CULTURAL: "Guardo para sempre comigo as lembranças dos domingos timbaubenses, quando  eu  ia com Teotônio fazer visitas nas casas das senhoras que trabalhavam na minha casa e moravam no Alto da Independência,  Dona Biu e Ana, lavadeiras, pessoas sábias que sabiam o verdadeiro sentido da Vida. Nas  casas humildes existiam  uma cadeira para descansar a subida do morro e o terreiro bem limpinho, com a vassoura de galhos de mato. Outras tinham um tronco de árvore na frente para sentar. Tudo tão carinhoso... Sempre tinha um bolo feito com muito amor e tapioca de coco ou cocada com café para tomar. O dia era tão feliz que parecia que estávamos bem pertinho do céu. Lá longe as estradas de barro que davam acesso à Princesa Serrana. Imagens únicas de minha infância feliz".
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V MOSTRA DE INOVAÇÕES PEDAGÓGICAS DE PERNAMBUCO - Sob esta estrutura  imensa que está sendo armada  na Av. Estudante Micheline Pessoa Campos será realizada nos dias 06 e 07 do próximo  mês, a V Mostra Pedagógica Estadual. Estima-se que 5.000 pessoas visitarão Timbaúba. Naqueles dias não haverá aulas na rede pública, uma vez que as escolas servirão de hospedarias para as caravanas. O evento é um espaço de discussão e de trocas de experiências exitosas entre os profissionais de Educação que atuam nas Escolas de Referencia em Ensino Médio, e Escolas Técnicas Estaduais vinculadas a Secretaria Executiva de Educação Profissional da Secretaria de Educação de Pernambuco. (Foto:WalShow)
                         
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ACIDENTE - Às 19 horas da segunda-feira, 26, na frente da Borracharia Tabajara, o jovem Alvino Neto foi vítima de um grave acidente, quando um automóvel colidiu com a moto que pilotava.PASSSARELA CULTURAL pede a todos os leitores e leitoras que elevem suas orações a DEUS para que o Médico dos Médicos conduza esse caso. Nesta quarta-feira, 28, no Recife, ele estará se submetendo a uma delicada intervenção cirúrgica na coluna cervical. Oremos! 
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SESSÃO NOSTALGIA – Márcia Gabrielle, Miss Brasil 1985, e Deise Nunes, Miss Brasil 1986, contam quase tudo


Por Daslan Melo Lima 

                                                              PRÓLOGO


          No início de abril de 1987, a revista Manchete circulou em todo o pais trazendo na capa duas Miss Brasil que tinham sido semifinalistas no Miss Universo dos dois anos anteriores, Márcia Gabrielle, Miss Mato Grosso 1985, e Deise Nunes, Miss Rio Grande do Sul 1986. A chamada de capa era bombástica, “Dois livros sensacionais – As Misses Contam Tudo”. Abaixo, os trechos curiosos daquela reportagem.


A FORÇA DA BELEZA ACIMA DOS DESENCANTOS: DEISE NUNES E MÁRCIA GABRIELLE VENCEM PELA IMAGEM, DESAFIANDO TUDO.


          Márcia Gabrielle deixa os cabelos sobre os ombros, caindo até os seios. Deise Nunes volta o rosto para trás. Sai luz pelos olhos, a beleza envolve a sala, a ideia é de uma alegria que jamais acaba. “E viveram felizes para sempre”, cantam, na janela, as fadas que saíram do conto. “Não é verdade”, contesta Márcia, Miss Brasil-85. “Vida de miss não é conto de fadas”, concorda Deise, Miss Brasil 86. Todos os segredos das duas vêm à tona, agora, em livros que serão editados dentro de pouco tempo. “Fui humilhada, enfrentei cantadas terríveis”, diz Márcia, no livro A Trajetória de Uma Miss, que está concluindo. “Nossa vida sempre foi um sufoco”, revela Ana Nunes, 35 anos, mãe de Deise, no livro Do Tanque a Paris, também em elaboração. O conto-não-de-fadas das misses prova: nem tudo é sonho no mundo da beleza. As duas misses sofreram discriminações de toda espécie. Márcia por sua origem, Deise por sua cor.
           Deise concorda plenamente com Márcia, em sua advertência contra a ingenuidade das meninas que vêem os concursos de miss como um contro de fadas. Os concursos, asseguram, são limpos – não há acertos, cambalachos, compra de juízes. Márcia não recebeu cantadas durante o concurso – elas só vieram depois. Mas Deise recebeu  durante e depois, e sabe de muita gente que recebeu também. “Reagi sempre com muita naturalidade”, conta, “mesmo porque não havia outro jeito. Eu podia engrossar, dizer ô cara, vê se te enxergas!, mas se fizesse assim o cara podia sair dizendo que eu tinha dado em cima, essa coisas, O jeito, então, era apelar para a diplomacia. O cara desistia sem fazer barulho. As meninas que entram no concurso devem agir assim, pois o que não não falta é mau caráter capaz de distorcer tudo. Aí a gente fica mal!”

MÁRCIA GABRIELLE: “FUI CANTADA, HUMILHADA, ME CHAMARAM DE COISA À-TOA, SUJEITINHA”


          Márcia Gabrielle nasceu e ainda vive numa área cercada de favelas, no subúrbio carioca  de Bonsucesso. “Só que sempre uma vida muito cercada de amor, sustentação. Tenho pais maravilhosos. Aqui mesmo, sempre recebi da vida muito mais que alguma meninas da Zona Sul”, consola-se. Há pouco tempo, Márcia esteve em Cuiabá, Mato Grosso. Um cronista local, furioso porque ela cobrou cachê para desfilar – como fazem todas as modelos, profissão que adotou – chamou-a de “sujeitinha”, coisa à toa” e coisas piores. Outro cronista insinuou, até, que ela andava atrás de dinheiro, via prostituição
.          Márcia sempre teve facilidade para escrever. “Desde pequena eu fazia meu diário”, ela conta. Hoje, ao escrever “A Trajetória de Uma Miss”, ela é ajudada pelo diário, que às vezes, no entanto, a espanta: “Redescubro pensamentos da infância que jamais seria capaz de supor novamente: “O que ela procura mostrar, no livro, é como uma menina simples, de subúrbio, conseguiu chegar a miss, o que teve de enfrentar na trajetória, o que tirou de proveito, o que foi de mais e menos alegre.“Estou de repente, na minha posição de mulher”, explica Márcia. “O grande sonho das meninas é a fama, é ser miss, coisas do gênero. Pensam que é conto de fadas e não é. Uma coisa que tento mostrar é que beleza só não basta. É preciso inteligência, cabeça boa. Cada uma vai passar por mil problemas e é preciso estar preparada para vencê-los. Meu livro é uma advertência nessa direção. Pois o grande aceno que sempre se recebe nessa trajetória é ser objeto. E objeto só é quem quer.”   
          Ela sai conosco para um pequeno giro pela favela da Maré. Gente olha admirada a alta e lindíssima figura que posa apara as fotos. Vai até uma ponte sobre um canal poluído, aponta os brracos. “Quando eu era menina, minha casa era dentro de uma favela. Agora não é mais favela, a casa é bonita, bem cuidada, como você vê. Mas as favelas estão em volta, a Maré, a Baixa do Sapateiro, que era domínio dos Imrãos Metralha – mataram um deles há pouco tempo, lenbra? No meu livro, eu falo também deste mundo.” O livro está quase pronto. Para publicar, ela precisa ainda de contato com os editores e, até, advogados, pois, embora as pessoas que a disciminaram e cantaram sejam apresentadas com nomes fictíticos, talvez alguém queira processá-la. “Estou preparda, tenho documetos, testemunhos, tudo”, adverte. Dá uma ideia das coisas que enfrentou: “Meu sonho é tirar meus pais daqui, Pois bem, este sonho já teria sido realizado há muito se eu cedesse ás preessões para fazer determinado tipo de coisa. Prometeram muito dinheiro. Mas se eu cedesse, estaria chorando agora sobre uma cama de ouro. Minha consciência seria meu carrasco. Prefiro continuar aqui, mas na minha paz.”
      Ao longo do livro, Márcia procura se colocar sobre os problemas existentes na atualidade. Exemplos: A mulher lutou pela liberação, mas o homem ainda interpreta mal , é preconceituoso  A profissão de prostituta é digna em seu contexto, indigno é o homem que passa cantadas. Nudismo, topless, homossexualismo, casamento, descasamento, amizade colorida, são coisas da privacidade de cada um. Quem sou eu para julgar? Da minha parte, sou cem por cento pelo casamento. Tenho um noivo, o Júnior, e ano que vem, se tudo der certo, caso com ele e vou pra Europa. Já temos convite para um trabalho lá. – E a a virgindade, Márcia? – Também é coisa da individualidade de cada um. Outro dia me perguntaram se eu sou virgem. Respondi que não vinha ao caso, é assunto meu.
        A mãe de Márcia, Dona Enedina, entra na sala. “O problema de muita gente é que vai ao santo em vez de ir a Deus”, sentencia. Márcia explica: “Isto é influência minha. Eu aprendi na Bíblia que a comunhão com Deus é direta. Depois de pensar um pouco: "Há muito tempo eu sabia que ia ser miss. Recebi uma revelação divina. É impressionante. Outro dia, em Manaus, uma profetisa da Assembleia de Deus falou tudo da minha vida sem que eu lhe contasse nada. Quando fui a Mato Grosso, todas as humilhações que passei lá me foram reveladas antecipadamente.” Suspira: “Sou evangélica por opção. Mas não pertenço a nenhuma igreja. Todas têm defeitos. E também sobre religião minha ideia é esta: cada um com a sua escolha.

         DEISE E ANA: “SOFREMOS HORRORES COM A DISCRIMINAÇÃO RACIAL”



          Deise Nunes, filha de mãe solteira, cresceu com ela na casa de uma família no bairro de Petrópolis,  Porto Alegre. “Para viver, eu sempre lavei roupa. Lavando roupa, eu ajudei Deise a ser miss”, informa Ana, a mãe. Quando se fez Rainha das Piscinas (Porto Alegre, 1984), Deise enfureceu tanto os racistas que o concurso acabou. “É o fim do mundo esta crioula participar.” Que absurdo uma negrinha ganhar”  - eram frases que Deise ouvia pelas ruas.
          Ana Nunes, mãe de Deise diz: “No meu livro, Do Tanque a Paris, eu conto como conseguimos chegar onde estamos. Primeiro a vida dura, como lavadeira, e depois a Deise já em passarelas no exterior.” Aos 17 anos, um sobrinho do dono da casa engravidou-a. “Ele nunca quis saber da gente”, desabafa. Nisso tudo, o que nunca lhe faltou foi vontade de vencer. E, se houve profetisas evangélicas para falar do êxito de Márcia, Ana foi profética em relação a Deise, assim que o parto se completou:  “Olha só, esta é a minha Miss Brasil”, disse, acarinhando Deise bebê.
          A profecia começou a se cumprir em 1977, quando Deise, aos 9 anos, foi eleita Miss Simpatia do seu colégio. Em 83, foi primeira princesa em outro colégio. A vencedora adoeceu e ela foi representar o colégio no concurso Miss Unespa (União dos Estudantes Secundários em Porto Alegre) e ganhou a coroa.  Repetiu o feito em 1983, no Miss Mulata do Rio Grande do Sul, e, em 1984, foi eleita Rainha das Piscinas do Internacional, para desespero dos brancos. A grande consagração viria em 1986, quando ganhou os concursos de Miss Canela, Miss Rio Grande do Sul , e, afinal, Miss Brasil.
          Desde sua vitória, Deise vem trabalhando como modelo fotográfico e de desfile, para diversas casas. Ela nasceu na Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre, “onde me deram um tratamento maravilhoso”, conta Ana. Por isto, fez há poucos dias um comercial, de graça, e, favor da campanha Bônus da Vida, da Santa Casa. Sem contos, nem fadas, com sonhos muito bem reais: trabalhando para a vida.
      
                                               EPÍLOGO

          O livro escrito por Ana Nunes, mãe de Deise, foi lançado há alguns anos. Eu tenho um exemplar do mesmo. Quanto ao da Márcia Gabrielle, deve ter ficado apenas na intenção, pois não é do meu conhecimento que a Miss Brasil 1985 tenha lançado seu livro. Vinte e cinco anos depois, sofrendo preconceitos ou cantadas, centenas de jovens sonhadores deste imenso país-continente ainda sonham com o título de Miss Brasil. 

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sábado, 17 de novembro de 2012

DE TIMBAÚBA PARA O MUNDO


 
Já está circulando a edição de novembro do CORREIO DE NOTÍCIAS, focalizando a cena social, cultural, política e econômica de Timbaúba e região. Para conferir a publicação na íntegra, basta um clique neste  link www.jcnoticias.net
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O GATO E A GAROTA VERÃO DE TIMBAÚBA 2012

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       Durante singelo coquetel oferecido à imprensa, PASSARELA CULTURAL  apresentou o Gato e a Garota Verão de Timbaúba 2012, títulos outorgados através da análise de um casting formado por jovens que participaram nos últimos doze meses do ensaio Vitrine do jornal CORREIO DE NOTÍCIAS.

     Mirinaldo da Cunha Lins Filho, Gato Verão de Timbaúba 2012, tem 20 anos, aluno  do 6º período de Educação Física da Faculdade de  Goiana. Joyce Adélia da Silva, Garota Verão de Timbaúba, é timbaubense, reside no distrito de Caueiras, Aliança-PE, mas estuda em Timbaúba, na Escola Técnica Estadual Miguel Arraes de Alencar.
   Durante o evento, quatro personalidade jovens regionais foram agraciadas com o Troféu Taywan 2012: Elizabeth Muniz Falcão (Miss Macaparana)  e três talentos de São Vicente Férrer-PE: Paulo Eduardo Gomes Gaião e Nayara Nóbrega (Modelos Revelação) e Bruna Borges (cantora). O evento teve o apoio cultural de Goiana Auto Molas, Luiza Magazine, Ótica Brasileira, Super Resolve, Taywan Restaurante- Pizzaria e Thulia’s Flores

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MEMÓRIA TIMBAUBENSE


Antonio da Silva Pereira (Toinho do Couro) e Lourdes Pedrosa Pereira, em 10 de fevereiro de 1975, na direção da sua empresa Cotife, uma referência pioneira no comércio timbaubense. ***** Foto: Acervo da família. 
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SESSÃO NOSTALGIA - Marcia Blanquer Coll, a Miss Simpatia do concurso Miss Pernambuco 1979


Por Daslan Melo Lima
PRÓLOGO



      Quando o produtor cultural Fernando Bandeira Diniz, atual coordenador do Miss Brasil Latina,  conheceu a jovem morena Sandra Buarque de Macêdo (foto acima, à direita), não teve dúvida que ela seria uma ótima candidata do Clube Jovem Teatral e Artístico de Boa Viagem ao título de Miss Pernambuco 1979.  A agremiação que ele tinha criado, e que dirigia com muito carinho, já tinha revelado nas passarelas do Miss Pernambuco jovens que tinham feito muito sucesso, tais como Rita de Cássia Dutra Monteiro (1974) e Martha Waleska Vasconcelos (1975), ambas classificadas em quinto lugar, e Julia Katia Araújo (1976), semifinalista. Sandra agradeceu a lembrança do Fernando e não aceitou o convite, mas apresentou a ele sua grande amiga Marcia Blanquer Coll (foto acima à esquerda), filha de espanhóis oriundos de Barcelona, paulista de nascimento e pernambucana de coração.

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MARCIA BLANQUER COLL,
SANGUE ESPANHOL NO MISS PERNAMBUCO 1979

Marcia Blanquer Coll, aos 13 anos de idade, vice-Garota Verão do Recife 

      Marcia  Blanquer Coll nasceu em São Paulo,  no dia 31/07/1963, filha de Alberto Blanquer Esteves e Ana Coll Blanquer Serra, ambos imigrantes espanhóis. Depois de algum tempo, eles foram morar no Recife. Márcia foi aluna do Colégio Santos Dumont, em Boa Viagem, e sempre chamou atenção pela sua beleza. Aos 13 anos, disputou o título de Garota Verão do Recife, conquistando o segundo lugar. Quando concorreu ao Miss Pernambuco ainda era menor de idade, mas nos formulários que preenchia ao lado da irmã Maria Montserrat, sua acompanhante, alterava o ano do nascimento. Quando pediam um documento de identificação, sorria e alegava que tinha esquecido em casa. 


    Marcia foi uma forte candidata ao título de Miss PE 79. Conquistou o título de Miss Simpatia e classificou-se em quinto lugar. Depois do concurso, trabalhou como manequim da loja Ele & Ela, participou de programas de televisão, fez uma ponta na novela Coração Alado e foi admitida no Bradesco. Casou, teve um filho, morou no Amazonas, descasou, casou novamente e  hoje mora em Fortaleza-CE, onde é sócia de uma empresa de produtos de beleza.  
      Recentemente fui apresentado a ela por minha amiga Julia Katia. A Miss Simpatia do Miss PE 79 não hesitou conceder-me uma entrevista exclusiva. As imagens que ilustram esta matéria são reproduções das originais que pertencem ao seu acervo.

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PING-PONG COM MARCIA BLANQUER COLL

Comida preferida: Paella e bacalhoada. /// Bebida preferida: Coca Cola e vinho. /// Sobremesa preferida: Petit Gateau. /// Fruta preferida: Abacaxi /// Cor preferida: Preto e  branco. /// Clube esportivo: Palmeiras, em São Paulo, e Santa Cruz, em Pernambuco. /// Religião: Evangélica. ///  Viver é.. Amar. ///  Envelhecer é... Com saúde é maravilhoso e sinal de que estou viva. /// Morrer é... Um mistério. /// Um filme inesquecível: Golpe de Mestre. /// Uma peça de teatro inesquecível: Todas as que assisti com a grande dama do teatro pernambucano Geninha Rosa Borges. /// Um programa de TV preferido: The Voice. /// Um livro inesquecível: Momentos de Sabedoria. /// Uma canção inesquecível: “Imagine”, na voz de Elton John. /// Cantores e cantoras preferidos: Marina Monte, Seu Jorge, Roberto Carlos, Elton John e Mick Jagger. /// Atores e atrizes preferidos:  Claudia Raia, Fernanda Montenegro, Demi Moore, Kelvin Costner e Robert Redford. 

Marcia recebendo a faixa de Miss Simpatia de Timbi, apelido de Otávio Catanho, proprietário  da empresa Termas Recife, responsável na época pelo preparo físico das concorrentes ao Miss Pernambuco.

Uma Miss Pernambuco: Suzy Rego, Miss Pernambuco 1984. ///  Uma Miss  Brasil: a baiana Martha Rocha, Miss Brasil 1954. /// Uma Miss Universo: A gaúcha Ieda Maria Vargas, Miss Brasil e Miss Universo 1963. /// Uma mulher bonita: Claudia Leitte. /// Um homem bonito: Domingos Montagner. /// Uma saudade: Meu Pai. /// Um motivo de arrependimento: É segredo. /// Um motivo de orgulho: Meu filho Roberto Barros Neves Filho, fruto do meu primeiro casamento. /// Um ponto turístico de Pernambuco: O Alto da Sé de Olinda. /// Um ponto turístico do Ceará: Jericoacoara. /// A cidade dos seus sonhos:  Santorini . /// Animal de estimação: Cachorro. /// Sonho de consumo: Viajar. /// Seu maior defeito: Ansiedade. /// Sua maior virtude: Simplicidade. ///  O que mais admira em um ser humano: O caráter. /// O que não suporta em um ser humano: Falsidade. /// Se  tivesse de ser uma personalidade histórica do passado, que personalidade seria? A Imperatriz Elizabeth da Áustria (Sissi). /// Um momento para recordar: Vários, entre eles, o nascimento do meu filho acompanhada da minha irmã Maria Montserrat; o concurso Miss Pernambuco no auge da adolescência; meu retorno ao mercado de trabalho com uma sócia, a Ana, bem diferente de mim,  que me ajuda em momentos difíceis, e meu segundo casamento, aos 45 anos, com Ricardo Hortêncio Pereira dos Santos, um homem maravilhoso; e o que é  melhor, tendo a minha linda mãe sempre presente. /// Você está em ótima forma e continua muito bonita. Qual o segredo? Amar muito e realizar atividades físicas.

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                MARCIA BLANQUER COLL NA NOVELA CORAÇÃO ALADO

Marcia e o ator Paulo Figueiredo, em Tracunhaém (PE), gravando uma cena para a novela "Coração Alado".  
        Em 1980, Márcia Blanquer Coll morava em Boa Viagem, nas imediações do Hotel Miramar, quando foi convidada para fazer uma ponta em  “Coração Alado”,  novela da TV Globo, de Janete Clair, dirigida por Roberto Talma e Paulo UbiratanO seu papel foi o de namorada de Anselmo Pitanga, personagem do ator Paulo Figueiredo, que é abandonada por ele na cidade de Tracunhaém, PE. A novela foi exibida no horário nobre das 20 horas, de 11/08/1980 a 14/03/1981. Marcia foi muito assediada para ser atriz, mas o pai não permitiu.
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VALEU A PENA SER MISS


Marcia e Roberto Barros Neves Filho, fruto do seu primeiro casamento, na formatura do Roberto em Jornalismo.
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Márcia Blanquer Coll casou há 4 anos com Ricardo Hortêncio Pereira dos Santos. Ouçamos o que ela diz: “Coloquei o meu primeiro vestido de noiva aos 44 anos de idade. Muitas mulheres, depois dos 40 anos, acham que estão velhas. Estou com quase 50 anos, mas sinto que a minha vida só está começando.”
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Feliz ao lado do esposo Ricardo Hortêncio Pereira dos Santos.
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          Sobre o seu reinado de Miss, Marcia Blanquer Coll confessa: Valeu a pena ter sido Miss. Guardo ótimas recordações daquele tempo, do meu amigo Baby, do meu coordenador Fernando Bandeira Diniz, do estilista  Paulo Carvalho, criador do meu vestido de gala. Gostei da vitória da minha colega Anne Elizabeth Brasileiro, a linda Miss Aero Clube de Pernambuco, mas acho que eu merecia ter ficado no segundo ou no terceiro lugar, jamais no quinto. Volto a dizer que Anne era uma jovem linda, mais alta que eu, com mais idade. Participei ao seu lado de vários eventos e gostaria muito de saber por onde anda e de ter contato com ela. Eu não hesitaria incentivar uma filha a participar de um concurso de Miss, caso ela manifestasse esse desejo. Mas há um diferencial muito grande dos concursos de ontem para os de hoje. Antigamente, a jovem ou era bonita ou não era. Atualmente, as misses são fabricadas por cirurgiões, a beleza é fabricada em série e isso fez perder todo aquele encanto que existia no meu tempo.  


                                                               EPÍLOGO

       Nesta noite quente e calorenta do penúltimo sábado de novembro de 2012, as imagens daquele Miss Pernambuco 1979 chegam através de pedaços incompletos. Eu estava lá, no Ginásio de Esportes Geraldo de Magalhães Melo, o Geraldão, na noite do concurso. Não me recordo de muitos detalhes, mas várias das concorrentes, entre elas Marcia Blanquer Coll,  ainda desfilam nitidamente em minhas lembranças. Lembro da novela “Coração Alado” , em 1981, na qual Marcia teve uma pequena participação, e de uma música da trilha sonora que me emocionava, “Só nos resta viver”, de Ângela Rô Rô

"Dói em mim saber que a solidão existe / e insiste no teu coração.  / Dói em mim sentir que a luz que guia / o meu dia, não te guia, não. ///  Quem dera pudesse, /  a dor que entristece / fazer compreender. / Os fracos de alma, / sem paz e sem calma, / ajudasse a ver. / Que a vida é bela, / só nos resta viver. / A vida é bela, / só nos resta viver.”

      As imagens daquele Miss Pernambuco 1979 chegam através  de pedaços incompletos,  mas esta Sessão Nostalgia, ao trazer de volta o sorriso  a simpatia e a beleza de Marcia Blanquer Coll , vai contribuir para preservar a memória de um tempo que se foi, para sempre se foi.

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sábado, 10 de novembro de 2012

SESSÃO NOSTALGIA - EM MEMÓRIA DE NAIDA LINS DE ALBUQUERQUE, UMA DEUSA PERNAMBUCANA DOS ANOS 60


Por Daslan Melo Lima – 

       No dia 13/10/2012, sob o título NAIDA LINS DE ALBUQUERQUE, UMA DEUSA PERNAMBUCANA DOS ANOS 60http://passarelacultural.blogspot.com.br/2012/10/sessao-nostalgia_13.htmlesta secção rendeu um tributo a uma mulher maravilhosa que se tornou um dos ícones pernambucanos dos mágicos anos 60. Conheci Naida pessoalmente numa tarde de 1968, na Praça Maciel Pinheiro, centro do Recife, no auge da sua juventude e beleza. Naquele ano, representando o Sport Club do Recife, ela foi terceira colocada no concurso Miss Pernambuco. Logo em seguida, conquistou os títulos de Miss Objetiva de Pernambuco, Miss Objetiva do Brasil e vice-Miss Objetiva Internacional. Há dois meses, recebi o e-mail abaixo:

Boa noite Daslan,
Meu nome é Erika Albuquerque e sou sobrinha-neta de Naida Lins de Albuquerque. Cresci ouvindo a família e a própria contarem, com orgulho, as histórias da sua época de Miss. Vi fotos e comprovei como ela merecia conquistar os títulos que conquistou, e muito mais.
Hoje encontrei, por acaso, o seu blog e me deparei com algumas publicações suas citando o nome da minha tia. Sempre muito delicado e simpático. O orgulho que eu já tinha chegou ao ápice, pois, apesar de já ter visto os jornais e fotos que ela mesma guarda, ver a história ser publicada e comentada tão recente não há comparação.
Vi também que você pesquisa e publica como as misses estão atualmente. A minha tia, hoje, passa por um problema de saúde que anda tentando consumir suas energias e alegrias. Descoberto há aproximadamente 8 meses, um câncer no estômago e fígado, vem deixando-a um tanto debilitada, mas nada tira o bom humor e vontade de viver, e viver sempre mais. Com tudo isso pensei: "por que não propor uma sessão nostalgia com a linda morena Naida Lins de Albuquerque?".
Isso, sem sombra de dúvidas, daria a minha tia um gostinho do que viveu lindamente no passado.
A proposta está feita e aguardo ansiosamente uma resposta.
E não poderia deixar de parabenizá-lo pelo blog, lindíssimo e realmente nos leva a uma deliciosa nostalgia.

        A partir daí, eu e Erika ficamos mantendo contato. Não vi sentido tornar público o problema de saúde da Naida, tendo em vista a cautela da família sobre o assunto, afinal ela demonstrava imensa vontade de viver e tudo levava a crer que ia superar o câncer. Enviei um questionário para Naida responder, mas   fiquei sem saber algumas das respostas. Entendam o porquê através deste outro e-mail da Erika:

Boa tarde Daslan, segue a entrevista da minha Tia e as fotos. Respondi o que sabia e preferi não perguntar nada porque ela é muito esperta e poderia estragar a surpresa. Tenho certeza que será uma linda homenagem e ela ficará muito emocionada. Assim que chegar os exemplares do jornal, com um deles faremos um quadro bem bonito e entregaremos para ela como um presente. 
Fico no aguardo para saber quando sairá no blog também. Desde já agradeço o seu empenho e dedicação e dizer que sem o seu apoio essa homenagem tornaria-se bem mais difícil. Tenha certeza que Naida será muito grata por tudo!

      No dia 13 de outubro, a matéria sobre Naida saiu em PASSARELA CULTURAL, ao mesmo tempo em que o jornal CORREIO DE NOTÍCIAS circulava com um resumo da Sessão Nostalgia. Mandei exemplares para a Erika e combinamos que a família iria promover neste mês de novembro um encontro entre mim e Naida. Meu sonho: dar-lhe um abraço quarenta e quatro anos depois daquele encontro na Praça Maciel Pinheiro, e pedir a ela que autografasse a capa do Boletim  Informativo  do Sport Club do Recife. Infelizmente, não houve tempo para isso.  Naida Albuquerque morreu às 13 horas da última terça-feira, 06/11/2012, no Hospital Geral do Recife..

         REQUIEM PARA UMA MISS

      Comparecei ao sepultamento do corpo de Naida, realizado às 11 horas da quarta-feira, 07, no Memorial Guararapes, na BR 101, Km 79,3, Jaboatão dos Guararapes. Para minha surpresa, a família tinha providenciado dezenas de reproduções da minha matéria veiculada no CORREIO DE NOTÍCIAS. Cada pessoa presente ao local recebeu uma cópia. Foi muito emocionante.
       Naida estava serena no caixão e tinha um sorriso nos lábios. Ouvi uma pessoa dizendo: “Ela era animadíssima. Adorava a natureza. Gostava muito de passar seus finais de semana com a família nas propriedades que tinha na Paraíba e em Porto de Galinhas. Gostava de visitar as cidades de Surubum e Casinhas e de tomar banho na Cachoeira do Urubu". Também foi no velório que tomei conhecimento de uma tragédia que se abateu sobre Naida há anos. Sua filha Morgana morreu de forma trágica quando tinha 15 anos de idade, vítima de um tiro acidental quando brincava com uma espingarda ao lado de uma amiga.

      O ato religioso foi dirigido pelo diácono Antônio Sebastião de Oliveira, da Paróquia de N.Senhora do Perpétuo Socorro. Para início, todos cantaram aquele hino que diz  “Me chamaste para caminhar na vida contigo, / decidi para sempre seguir-te, não voltar atrás.  / Me puseste uma brasa no peito e uma flecha na alma , / é difícil agora viver sem lembrar-me de ti. / Te amarei Senhor, te amarei Senhor,  / eu só encontro a paz e a alegria bem perto de ti.”  A seguir, o diácono Antônio Sebastião se pronunciou:  “O belo é divino. É pela beleza que contemplamos a presença de Deus. Naida foi Miss Objetiva de Pernambuco, Miss Objetiva do Brasil e vice-Miss Objetiva Internacional. Através da sua beleza e simplicidade, ela fez com que sentíssemos a presença de Deus ao nosso redor". continuou citando , que perdeu os filhos e ao invés de blasfemar contra DEUS exclamou:  "Deus me deu, e Deus tirou; bendito seja o nome do Senhor". Depois de todos recitarem o Pai Nosso, o diácono deu iniciou outro canto: "Senhor, quem entrará no santuário pra te louvar? / Quem tem as mãos limpas, e o coração puro, quem não é vaidoso, e sabe amar / Senhor, eu quero entrar no santuário pra te louvar / Ó dá-me mãos limpas, e um coração puro, arranca a vaidade, ensina-me a amar/...". O corpo saiu do velório para o local do sepultamento com todos cantandoCom minha mãe estarei na santa glória um dia, / Ao lado de Maria no céu triunfarei / No céu, no céu, com minha mãe estarei / No céu, no céu. com minha mãe estarei". Impossível conter as lágrimas. Sob aplausos, o corpo de Naida baixou à sepultura. Era quase meio-dia..

               NAIDA NA PASSARELA DE OUTRA DIMENSÃO  
         Assim que soube da morte de Naida, procurei compartilhar a triste notícia com o mundo-Miss, postando uma nota no Facebook, no voy.com/185349/ e expedindo e-mails para os jornalistas Fernando Machado, João Alberto, Muciolo Ferreira e Roberto Macêdo. Muciolo repassou o acontecimento para Maria Eunice Mergulhão,  Miss Caruaru e Miss Pernambuco 1968, colega de passarela de Naida. Maria Eunice ligou para o meu celular lamentando o ocorrido e pediu o telefone de contato da família.   João Alberto noticiou o fato em seu blog e na sua coluna social do Diário de Pernambuco e o mesmo fez Fernando Machado em seu blog. Tanto eu como Erika Albuquerque fizemos contato com Sport Club do Recife. A assessoria do clube informou que no próximo jogo do Sport na Ilha do Retiro, a bandeira rubro-negra ficará a meio mastro e será anunciado um minuto de silêncio. A Missa de Sétimo Dia será celebrada na Igreja de Nossa Senhora da Boa Viagem, na próxima terça-feira, 13, na Praça de Boa Viagem, no Recife.
           
          DEUS convocou Naida Albuquerque para uma outra missão na passarela de outra dimensão. A comissão julgadora e a plateia mudaram. Naida Albuquerque está no caminho da verdadeira Luz. Uma faixa diferente, um manto especial, uma coroa singular e um cetro iluminado estão revestidos de eternidade para adornar a Miss Sport Club do Recife, Miss Objetiva de Pernambuco, Miss Objetiva do Brasil, vice-Miss Objetiva Internacional 1968.

                              Abaixo, a reedição da SESSÃO NOSTALGIA de 13/10/2012.
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SESSÃO NOSTALGIA - NAIDA LINS DE ALBUQUERQUE, UMA DEUSA PERNAMBUCANA DOS ANOS 60


Daslan Melo Lima

PRÓLOGO
 Naida Lins de Albuquerque 
Miss Sport Club do Recife, finalista no Miss Pernambuco 1968

      Ela é um ícone da beleza pernambucana dos mágicos anos 60. Foi uma das mais fortes concorrentes ao título de Miss Pernambuco 1968, representando o Sport Clube do Recife, e em seguida, na condição de Miss Objetiva de Pernambuco, foi eleita Miss Objetiva do Brasil e vice-Miss Objetiva Internacional 1968. Seu nome: Naida Lins deAlbuquerque, nascida em Olinda-PE, em 11/02/1949, que depois do seu reinado, ao se casar com Joaquim Fonseca, tornou-se a Sra. Naida Albuquerque Fonseca
      O concurso Miss Objetiva era promovido por uma associação de fotógrafos profissionais paulistas. Era uma espécie do Miss Brasil-Miss Universo em tom menor, mas que despertava muita atenção na mídia pela organização, nível das concorrentes, seriedade e prestígio dos organizadores. As finais do certame em âmbito nacional e internacional eram realizadas na capital do Estado de São Paulo.
     Lembro-me como se fosse hoje de certa tarde na Praça Maciel Pinheiro, na frente do Hotel São Domingos, “o hotel das Misses”, centro do Recife. Centenas e centenas de pessoas se aglomeravam para ver a chegada da baiana Martha Vasconcellos, Miss Brasil e Miss Universo 1968, que tinha vindo participar de um desfile no Clube Português ao lado de outras misses nordestinas. Eu estava lá, testemunha daqueles momentos inesquecíveis. E foi na Praça Maciel Pinheiro que conheci pessoalmente naquela tarde de 1968 a Naida Lins de Albuquerque, morena linda de cabelos longos e sorriso cativante, acompanhada de sua mãe. Eu era um adolescente tímido e não tive coragem de lhe pedir um autógrafo. Com vocês, um pouco daquela deusa que marcou época, através de entrevista exclusiva a este blog.  
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                            NAIDA, VALEU A PENA SER MISS

Naida Lins de Albuquerque
Miss Objetiva de Pernambuco 1968
PASSARELA CULTURAL - Seus pais incentivaram você a ser Miss?
NAIDA ALBUQUERQUE - Meu pai torcia, mas “de longe”. Minha mãe era mais presente e procurou guardar cada jornal que falava sobre mim.
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PC - Qual a melhor recordação do tempo de Miss?
NA - O prazer de ser reconhecida e querida.
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PC -  Você acompanha os noticiários sobre os atuais concursos de Misses?
NA-  Não tanto quanto antes
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PC - Você deve ter recebido propostas para ser artista de TV e cinema. Porque não aceitou?
NA - Na época os valores eram outros e os meus objetivos também. Meu  pai não permitiria  que eu seguisse carreira artística. Logo após meu reinado de Miss, casei e constituí família.
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PC - Você incentivaria uma filha ou neta a participar hoje do concurso?
NA - Com certeza. Seria uma grande experiência para ela.
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PC Valeu a pena ser Miss?
NA – Demais! Se voltasse no tempo faria tudo novamente, com certeza!
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PING-PONG COM NAIDA
Naida Lins de Albuquerque
Miss Objetiva do Brasil e vice-Miss Objetiva Internacional 1968 

         Um pouco mais de Naida Albuquerque no melhor estilo entrevista “ping-pong”.Sua maior virtude: Sinceridade. ***** Um sabor: Pudim de leite. *****  Clube esportivo: Sport Clube do Recife. ***** Religião: Católica. *****  Santos de devoção:São Jorge. ***** Um filme preferido: filmes de ação em geral. *****    ***** Um motivo de saudade: Minha mãe. *****  Um motivo de arrependimento: Não tenho. *****  Um motivo de orgulho: A vida. ***** Dia ou noite? Dia. *****  Samba ou frevo? Frevo. ***** A cidade dos seus sonhos: Recife. *****  Sonho de consumo: Viagens. *****  O maior sonho da sua vida: Viver sempre mais. *****  Se o mundo fosse acabar amanhã, o que faria hoje? Curtiria junto com a família até o último instante, sorrindo muito como sempre fiz. ***** Viver é... Felicidade. ***** Envelhecer é... Experiência. ***** Morrer é... O caminho de todos.***** A música da sua vida: O Hino do Elefante de Olinda, de Clídio Nigro e Clóvis Vieira. “Ao som dos clarins de momo  / o povo aclama com todo ardor. / O elefante exaltando as suas tradições   / e também seu esplendor. /// Olinda, este meu canto / foi inspirado em teu louvor. / Entre confetes, serpentinas, venho te oferecer / com alegria o meu amor. ///  Olinda! Quero cantar a ti esta canção. / Teus coqueirais, o teu sol, o teu mar / faz vibrar meu coração. / De amor a sonhar, minha Olinda sem igual / Salve o teu carnaval !”
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NAIDA E O LEÃO DO SPORT 

          As imagens de Nadia que ilustram esta matéria são reproduções de fotos originais pertencentes ao seu arquivo pessoal, mas a ilustração acima é uma das relíquias do meu acervo sobre concursos de Misses. Trata-se da capa da revista Sport Club do Recife-Boletim Informativo, de maio de 1972, quatro anos após Nadia ter conquistado para Pernambuco o primeiro título de Miss Objetiva do Brasil, uma prova do quanto o Sport tinha orgulho de sua Miss de 1968. Depois de Nadia, duas pernambucanas foram eleitas Miss Objetiva do Brasil: Rosângela Carvalho Monteiro da Silva, em 1971,  e Fátima Antunes, em  1972, também segunda colocada no Miss Objetiva Internacional. 
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 EPÍLOGO

          Naida Lins de Albuquerque, ou melhor, Naida Albuquerque Fonseca, mora no Recife e guarda com carinho as faixas, recortes e fotos de um tempo que permanece vivo em suas lembranças, recordações preciosas do seu reinado de Miss. É uma mulher feliz, como esposa de Joaquim Fonseca; como mãe de MorganaMarcelo José,Marco Aurélio e Sandra; e como avó de cinco netos (três meninas e dois meninos). Sua beleza continua na alegria de viver e no sorriso franco. A Miss Objetiva do Brasil 1968   vive o destino típico daquelas jovens maravilhosas, personagens de um mundo mais lento, simples e romântico: os anos 60.  
           Eis um conselho de Naida para os leitores: Curta, com responsabilidade, mas curta. Não deixem oportunidades passarem, agarre-as e viva. Mas viva mesmo, como se todos os dias fossem os últimos.  
          Naida, a nossa querida Miss que tanto fez história em Pernambuco, com sua classe e carisma, é quem mais segue o conselho dado
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        O resumo desta Sessão Nostalgia é o destaque da secção Perfil do jornalCORREIO DE NOTÍCIAS, edição de outubro, publicação onde assino uma coluna sociocultural. 
O jornal circula nos  Estados de Pernambuco e Paraíba. 


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