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sábado, 6 de junho de 2009

SESSÃO NOSTALGIA - Rejane Vieira Costa (Rejane Goulart), a cinderela dos anos setenta

A todos que estão acessando esta matéria, peço que, após a leitura da mesma, acessem este link:
http://passarelacultural.blogspot.com.br/2013/12/sessao-nostalgia_28.html
Nele, vocês irão encontrar meu tributo em memória da eterna Miss Brasil 1972.
Grato pela atenção.
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Daslan Melo Lima






"É um sonho, não pode ser verdade."
A frase de Rejane Vieira Costa, 18 anos, olhos verdes, cabelos castanhos, tímida e sensível, saiu do fundo do seu coração, assim que soube da vitória.
Nos concursos de beleza os sonhos frequentemente se tornam realidade, mas este ano a conquista do título de Miss Brasil revelou uma maravilhosa historia de Cinderela. 

Rejane nasceu em Cachoeira do Sul, e criou-se em Pelotas. 

Moça de família humilde, trabalhava de dia, como vendedora numa loja de calçados e estudava de noite. As portas da glória se abriram para ela quando teve a inspiração de aceitar o convite da Associação Atlética Casas Procópio, firma onde trabalhava, para participar do concurso que escolheria Miss Pelotas. Eram apenas seis candidatas. A história de fadas parecia terminar com sua primeira vitória, mas continuou alguns dias depois, quando, entre 36 moças de todo o estado, foi eleita Miss Rio Grande do Sul. Entusiasmada e feliz, Rejane veio para o Rio considerando que somente a viagem já era um grande prêmio. Ela só conhecia o Rio de fotografias e narrativas de amigas mais afortunadas. Então, o Maracanãzinho entrou em sua vida. Eleita Miss Brasil, ela não chorou. Pensou que fosse um sonho. Mas logo recebeu os aplausos da multidão como justa homenagem à sua beleza. 


De anônima vendedora das casas Procópio, Rejane Vieira Costa tornou-se, hoje, a personalidade mais famosa de Pelotas. A tranqüila rua do bairro do Areal, que não tem calçamento, onde mora com a família em casa alugada, passou a receber visitantes curiosos, que procuram vizinhos e parentes para saber detalhes da vida de Rejane. 

Nas duas lojas da firma em que trabalhava, pelo salário de trezentos cruzeiros mensais, está sendo procurada pelos clientes tradicionais, que a conheciam e ficaram felizes com sua eleição. 



Ela ainda não pediu demissão do emprego, está de férias, mas certamente seus compromissos como Miss Brasil a impedirão de voltar às Casas Procópio tão cedo.
No Colégio Nossa Senhora de Lurdes, onde cursava o segundo ano científico, no período noturno, as colegas ainda não se cansaram de falar sobre ela. 
Os pelotenses se orgulhavam de Rejane. Hoje todos conhecem detalhes sobre sua vida, mas isto não é importante, embora interesse. O fundamental é que a representante de Pelotas, eleita Miss Brasil, é uma jovem humilde e trabalhadora, simpática e afável, que venceu porque era a mais bela e assim obteve condições de melhorar o seu padrão de vida e o de sua família. 

Agora, o mundo inteiro se abre para ela. Emocionadíssima, no jantar da vitória no Rincão Gaúcho, deixou cair a sobremesa e manchou o vestido.

(Revista Manchete, 08/07/1972)

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Não fomos nós que inventamos: seria fácil demais. Mas, a história de Rejane Vieira da Costa, principia de fato como a de Cinderela, falando em sapatos. Só que a gauchinha, agora coroada Miss Brasil 72, não usava sapatinhos de cristal e não perdeu nenhum par nas escadarias do palácio do príncipe.

Os sapatos eram o seu instrumento de trabalho durante o tempo em que foi comerciária, na cidade de Pelotas, Rio Grande do Sul. Ao oferecer calçados às suas freguesas, ela acrescentava o seu lindo sorriso à nota, e assim foi ficando conhecida como “aquela mocinha maravilhosa, filha do sargento James”.


Os oficiais da Brigada Militar, lotados no interior, ganham salários modestos, e Rejane valorizava muito a sua remuneração de Cr$ 300,00 mensais, que lhe dava a oportunidade de ajudar no orçamento da família. Sua existência de moça simples e laboriosa nada tinha de emocionante e ela parecia destinada a repetir a vida rotineira e digna de sua mãe - e agora, sua acompanhante deslumbrada - D.Iraci.
O elemento mágico que mudou toda a biografia de Rejane foi a beleza.

(Revista O Cruzeiro)


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      Rejane Vieira foi a segunda colocada no concurso Miss Universo 1972, perdendo o titulo para a australiana Kerry Anne Wells, modelo profissional de 21 anos de idade.  Em 1973, Rejane Vieira foi estrela do filme Negrinho do Pastoreio, dirigido por Antonio A.Fagundes, atuando ao lado de Grande Otelo e Brenno MeloDepois, como Rejane Goulart, sobrenome do primeiro esposo, a Miss Brasil 1972 trabalhou nas novelas Felicidade, A Viagem e Era Uma Vez, da Rede Globo.
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      O texto abaixo, publicado na Manchete de 08/07/1972, de onde reproduzi as fotos que ilustram esta matéria, é emblemático.

Ser Miss Brasil é uma glória? 
A gaúcha Rejane Vieira Costa começa agora a sentir o doce sabor do sucesso e, como as outras, no futuro também terá uma história para contar. 

Será eleita Miss Universo, como sua conterrânea Ieda Maria Vargas ou a baiana Marta Vasconcelos? 

Renunciará ao trono da beleza, como a mineira Stael Maria Abelha? 
Terá a carreira e o renome internacional de modelo como a belíssima Adalgisa Colombo Flores? 
Vai casar-se com um milionário e entrar para a alta sociedade como Teresinha Morango Pittigliani e Martha Rocha de Lima? 
Tudo isso poderá acontecer, mas nem sempre os caminhos de uma rainha de beleza são fáceis.




      Rejane Vieira Costa, ou Rejane Goulart, também tem sua história para contar. Quase foi eleita Miss Universo, cumpriu com dignidade seu reinado até o fim, não teve uma carreira de modelo internacional e não entrou para o que se convencionou chamar de alta sociedade.

      Rejane Vieira Costa, ou Rejane Goulart, também tem sua história para contar, uma das mais belas histórias brasileiras: A da Cinderela da descalça rua do bairro do Areal, em Pelotas, que um dia foi eleita a mais bela mulher do Brasil e a segunda mulher mais bela do universo.

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9 comentários:

EVANDRO SILVA disse...

Parabéns Daslan, você a cada sessão desta nostalgia tão gloriosa evoca sonhos que se tornaram realidade. Linda Rejane, orgulho do Brasil. Abraços

DASLAN MELO LIMA disse...

O conto mágico da Cinderela é eterno e de vez em quando ganha uma versão repaginada.
A história de Rejane Vieira, ou Rejane Goulart, é uma prova disso.

Vera disse...

Sou E resido em Pelotas e gostaria de ver fotos recentes de nossa querida Rejane e saber mais dela. Onde vive o que faz, enfim saber mais dessa bela mulher

Anônimo disse...

gostei da reportagem estão de parabens, dou nota 1000,gostaria de uma reportagem com a Miss Brasil mais Brasileira Emilia Correa Lima

Anônimo disse...

estou vendo ela na novela felicidade era muito gata

Claudia Regina Da Silva disse...

Que Deus te receba nos seus braços de amor e Luz e que tu sejas muito feliz na tua nova vida no plano espiritual.
Obrigada por tudo!

Luiz Araujo disse...

Notícia triste: Morreu, nesta quinta-feira,26/12/2013, vítima de um Acidente Vascular Cerebral (AVC), a Miss Brasil e Vice Miss Universo 1972 Rejane Vieira da Costa. Aos 59 anos, a atriz se recuperava de uma cirurgia feita na perna, em decorrência de uma trombose causada por uma queda.

Unknown disse...

HOJE UM DIA MUITO TRISTE PARA MIM,RECEBI A NOTICIA DO FALECIMENTO DA MINHA QUERIDA AMIGA REJANE,LINDA ESPECIAL,SUA BELEZA SEMPRE FOI O REFLEXO DE UMA PESSOA GENEROSA,MEIGA E VERDADEIRA.....RE OBRIGADO PELO CARINHO QUE VOCE ME DEDICOU...ATE UM DIA AMIGA

Anônimo disse...

Eu tive o prazer de conhecer Rejane ainda com 15 anos, na sede do Clube Cruzeiro, que a elegeu Rainha da Piscina e sua representante no certame estadual. Era uma menina moça cuja beleza começava a desabrochar. Fui convidá-la, bem como a diretoria de seu clube, para a escolha da Rainha da Piscina do Grêmio Esportivo de Herval. Rejane não pode comparecer, por compromisso já assumido anteriormente, para a mesma ocasião. Três anos depois, ela e Regina Ferreira, eleita rainha da Piscina do clube que eu presidia em Herval, encontraram-se em Bagé, na disputa do Miss Rio Grande do Sul 1973. Rejane já estava aí em todo o esplendor de sua beleza. Quando a vimos, aí, pela primeira vez, no wall de entrada do Clube do Comércio de Bagé, onde as candidatas recebiam suas credenciais, um primo que também foi conosco assistir o certame estadual, depois de ver Rejane comentou que, mesmo não conhecendo ainda a maioria das outras candidatas, que duvidava muito que houvesse outra mais bela que Rejane. Não deu outra, Rejane Miss RS, Rejane Miss Brasil, Rejane vice Miss Universo 1973.