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SEJA BEM-VINDO ! SEJA BEM-VINDA! VOCÊ ESTÁ EM PASSARELA CULTURAL, a sua revista on-line semanal, fundada em 02/07/2004. ***** Esta é a edição nº 624, referente ao período de 18 a 24 de junho de 2017. ***** Editor: Daslan Melo Lima ***** Timbaúba, Pernambuco, Brasil ***** Telefones: (81) 99612.0904 (Tim) e (81) 99277.3630 (Claro) ***** WhatsApp: +55 81 99612.0904 ***** E-mail: daslan@terra.com.br

sábado, 30 de maio de 2015

SÓ ISSO, ISSO SÓ





Chegou junho, tempo de São João.
Pamonha, canjica, milho cozinhado, milho assado...
Dispenso balões e fogueiras com suas consequências negativas para o meio ambiente, mas não dispenso pamonha, canjica, milho cozinhado, milho assado. Dispenso até as bandas que dizem tocar forró. 
Basta uma sanfona, singelas bandeirinhas e o meu sentimento, só isso, isso só... 


- Daslan Melo Lima, na manhã pernambucana do último dia de maio de 2015, enquanto lá fora chove, copiosamente chove.

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DE TIMBAÚBA PARA O MUNDO - Expressões da Mata Norte


          O professor José Olivá Apolinário, Mestre em Teoria da Literatura pela UFPE, Universidade Federal de Pernambuco,  lançou na quarta-feira, na UPE, Campus Mata Norte, em Nazaré da Mata, PE, a antologia literária EXPRESSÕES DA MATA NORTE
          Duas crônicas da minha autoria fazem parte do livro. Outros autores timbaubenses também foram incluídos na obra, a exemplo de Carmen Gonçalves de Oliveira Melo, Cleydson MonteiroDaniel José de OliveiraJosé da Silva Ramos (professor Zé da Silva) e  Rosani de Andrade Albuquerque 

Um grupo comprometido com a cena cultural timbaubense marcou presença na noite de autógrafos. 
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O professor José Olivá autografando o meu exemplar  
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        Estou muito contente pelo reconhecimento do meu trabalho. As duas crônicas da minha autoria selecionadas para compor a antologia foram "A moça que vem e a moça que vai" e "Pare. Olhe. Escute.
          Sou grato a DEUS pelas inspirações que Ele me concede. Sou um menino grande, discípulo do tempo, aprendendo a espalhar sentimentos ao vento. 
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A MOÇA QUE VEM E A MOÇA QUE VAI

               Da minha casa até ao centro da cidade, a distância é relativamente curta. Durante o trajeto, passo na frente de seis imóveis onde as pessoas mergulham nos mistérios da vida e da morte: Igreja Pentecostal União Com Cristo, Igreja Evangélica Verbo da Vida, Igreja Batista, Igreja Universal do Reino de Deus, Igreja Congregacional Carismática e a Matriz de N.S. das Dores (Igreja Católica Apostólica Romana).  
                  No final da tarde dominical, na calçada por onde caminho, lá vem aquela moça linda que freqüenta uma igreja evangélica, de cabelos compridos, sem maquiagem, Bíblia na mão e vestido abaixo dos joelhos. Na calçada do outro lado lá vai aquela moça linda que não perde uma missa aos domingos, de cabelos curtos, maquiada e  saia na altura dos joelhos.
               A moça que vem precisa tanto ir ao culto como eu preciso do vento que bate em meu rosto. A moça que vai precisa tanto ir à missa como eu preciso ouvir o silêncio. E enquanto passo meditando na minha caminhada até ao centro da cidade, peço a DEUS que conserve para sempre todas as igrejas da terra, que conserve para sempre o vento e o silêncio, a fim de suprir as necessidades espirituais dos poetas, da moça que vem e da moça que vai.
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 - Daslan Melo Lima, Timbaúba-PE, numa tarde dominical de abril de 2011.
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 PARE. OLHE. ESCUTE



              Na primavera da minha vida, uma estrada  de ferro cortava a cidadezinha alagoana  onde nasci. Trens de passageiros  passavam diariamente por São José da Laje, indo de Maceió para o Recife, vindo do Recife para Maceió. Das bandas do Sítio dos Cardoso até lá para as bandas de uma localidade chamada Cento e Dez, em pontos estratégicos, placas sinalizavam para que as pessoas tomassem cuidado ao atravessarem a linha do trem.  “Pare. Olhe. Escute”, diziam as placas. 
           No outono da minha vida, uma estrada de ferro corta a cidade pernambucana onde vivo. Eventualmente, trens de cargas passam por Timbaúba, indo da Paraíba para o Recife, vindo do Recife para Timbaúba. Das bandas dos sítios de Queimadas até lá para as bandas da Fazenda Santa Cândida, em pontos estratégicos, placas sinalizam para que as pessoas tomem cuidado ao atravessarem a linha do trem. “Pare. Olhe. Escute”, dizem as placas. 
               Na primavera da minha vida, quando o outono ainda estava muito distante, eu nem me dava conta que um dia estaria a meditar sobre os mistérios da vida e da morte, diante de uma dessas placas. A qualquer momento , poderei embarcar em um Trem com destino a uma das moradas construídas pelo Arquiteto do Universo. Quando? Jamais saberei.  Enquanto isso, vou caminhando, de mãos dadas com o vento, aprendendo com o silêncio, observando com cuidado as placas do meu destino que assinalam: “Pare. Olhe. Escute”.
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- Daslan Melo Lima, Timbaúba-PE, noite de junho de 2011, entre os bairros de Jardim Guarani e Timbaubinha, após uma caminhada à margem da estrada de ferro. 
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UM FATO EM FOCO
Neste domingo, 31, a Banda Musical 1º de Novembro, a nossa PÉ DE CARÁ, estará realizando o concerto de encerramento das Noites Marianas, a partir das 20h30min, em frente à Igreja Matriz de N. S. das Dores. Essa apresentação marca o retorno da filarmônica ao convívio com o público timbaubense, que há tempo ansiava por isso, visto que a última retreta ocorreu no Dia dos Pais, em agosto do ano passado, há exatos nove meses.
     O concerto servirá, também, para a apresentação dos dez novos músicos que passarão a integrar as fileiras da Banda, todos oriundos da Escola de Música Regente Amaro Jorge, mantida pela entidade. Trata-se de um trabalho árduo dos professores, sob a coordenação do maestro Jean, apesar das dificuldades enfrentadas, principalmente pela falta de recursos financeiros.   De acordo com e-mail enviado por Jeová Barboza Cavalcanti, secretário adjunto da Banda, há mais de um ano que a Prefeitura de Timbaúba não repassa os valores pactuados no convênio firmado entre a 1º de Novembro e Secretaria de Educação do Município.
Saiba mais sobre esse patrimônio cultural timbaubense, 93 anos de fundação a completar no dia 1º de novembro, clicando neste link: https://banda1denovembrotimbauba.wordpress.com

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FERREIROS EM EVIDÊNCIA
         As fotos do cortejo cultural do Movimento Mergulhão, captadas pelas lentes dos fotógrafos potiguares Rodrigo Sena e Vladimir Alexandre vão fazer parte da Exposição de Fotografias do Movimento Mergulhão. A abertura do evento será realizada na próxima segunda-feira, 1º/06, na Biblioteca Municipal Monsenhor José Marques da Fonseca, localizada na rua Imaculada Conceição, 27, na vizinha cidade de Ferreiros, PE.
      O Governo Federal, através do Ministério da Justiça, liberou recursos para a implantação do projeto Movimento Mergulhão em Ferreiros. O projeto realizado  pela Prefeitura de Ferreiros foi implantado com o intuito de revitalizar o cavalo-marinho na comunidade, que  se encontrava extinto e existia apenas na memória de alguns mestres e fazedores da cultura popular. O projeto contou com oficinas de dança, teatro, música, canto e figurino, relacionadas ao folguedo.  Para marcar o sucesso da iniciativa, foi realizado no dia 07 de dezembro de 2014, o cortejo cultural pelas ruas da cidade, onde as crianças e jovens apresentaram o seu  cavalo-marinho.

     O projeto encerrou o seu prazo, mas a Prefeitura de Ferreiros, através da Secretaria de Educação e Cultura, deu continuidade ao movimento com recursos próprios. Hoje o município oferece aos jovens e crianças oficinas de percussão, dança e rabeca. Dessa forma, a cidade resgata a sua identidade cultural e trabalha a inclusão social na comunidade.

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SESSÃO NOSTALGIA - Fernanda Sirena e Elaine Danella, depois daquele sábado de 1987

Daslan Melo Lima


           Ilha Porchat Club, São Vicente, litoral de São Paulo. Vinte e sete garotas lindas desfilaram naquele sábado de julho de 1987 focadas num sonho: a conquista do direito de representar o Brasil no tradicional concurso Miss Beleza Internacional.  
         A comissão julgadora, composta de trinta e quatro personalidades, foi presidida pelo jornalista José Rodolpho Câmara. Atuando como mestres de cerimônias estavam Odarcio Oliveira Ducci, presidente do clube, e Helô Pinheiro, a musa da canção Garota de Ipanema, de Vinicius de Moraes (1913-1980) e Tom Jobim (1927-1994).

         Duas daquelas vinte e sete garotas, desde que pisaram na passarela, despertaram logo a simpatia do público e as preferências dos jurados: Elaine Cristina Danella, paulista de São Carlos, representante do Estado do Pará, e a gaúcha Fernanda Campos Soares, Miss Rio Grande do Sul, que venceu por apenas um ponto de diferença. ***** Fernanda Campos Soares, nome de solteira, é conhecida hoje como Fernanda Sirena.
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Fernanda Sirena naquele sábado de 1987

Fernanda Campos Soares, 21 anos, eleita Miss Brasil Beleza Internacional 1987, era manequim e modelo profissional. No seu currículo constava os seguintes títulos: Rainha das Piscinas do Rio Grande do Sul; primeiro lugar no Miss Jererê, em Santa Catarina; e vice-Musa Verão.  Entre os prêmios que ganhou, um automóvel Chevette zero quilometro.

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Elaine Danella naquele sábado de 1987 

Elaine Cristina Danella, 18 anos, vice-Miss Brasil Beleza Internacional 1987, tinha no seu currículo vários títulos conquistados em São Carlos, SP,  e região: 
Rainha da Primavera, Rainha do Clima, Rainha do concurso regional “Garota Verão” e  terceiro lugar no  “Manequim de Manequim”. ***** Fotos: Manchete, 08/08/1987.

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Fernanda Sirena, depois daquele sábado de  1987

Dody e Fernanda Sirena ***** Foto: deuochic.com
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Dody, Fernanda e Roberto Carlos

       No dia 13/09/1987, em Tóquio, entre quarenta e sete concorrentes, Fernanda conquistou um lugar entre as semifinalistas do Miss Beleza Internacional, no ano em que o Top 3 foi composto por Laurie Tamara Simpson Rivera, Miss Porto Rico, primeira colocada; Muriel Jane Georges Rens, Miss Bélgica, segunda; e  Rosa Isela Fuentes Chávez, Miss México, terceira colocada. 
         Fernanda Campos Soares, nome de solteira, hoje Fernanda Sirena, empresária, esposa de Dody Sirena, empresário do cantor Roberto Carlos, continua despertando a atenção de todos pela beleza, elegância e carisma. 

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Elaine Dannella, depois daquele sábado de 1987


          Elaine Danella fez comerciais para grandes empresas,  como Caloi, Itaú e Bunnys, e foi capa de revistas. Faleceu no dia 27/07/1990, aos 21 anos de idade, ao ser atropelada por um ônibus na avenida 09 de Julho, na capital paulista. 
Praça Elaine Cristina Danella - São Carlos, SP

          No dia 09/08/2014, São Carlos, sua cidade natal, rendeu-lhe  uma grande homenagem inaugurando uma praça com seu nome na rua Haiti, com as ruas Panamá e Venezuela, no bairro Nova Estância. A denominação da praça foi criada através da Lei nº 12.655, de 04/10/2000, assinada pelo então presidente da Câmara de Vereadores de São Carlos, Antonio Carlos Catharino.



          Marco Antonio Amaral, o Marquinho, vereador e presidente da Câmara, disse emocionado em seu discurso: Quero falar em nome da Câmara, neste momento de emoção e que é dado o nome da são-carlense e belíssima modelo que foi a Elaine e que por uma fatalidade tão cedo nos deixou. Meus mais sinceros sentimentos à família. Tenho certeza que a Elaine está conosco neste momento, nesta praça tão bonita.
          O prefeito Paulo Altomani, acompanhado da primeira-dama e presidente do Fundo Social de Solidariedade “Amai-vos”, Alice Altomani, e diversos secretários municipais participaram da solenidade e homenagearam os familiares da Elaine Danella,  Oswaldo José Danella (pai),  Maria Marta Pagni Danella (mãe), Oswaldo José Danella Junior, Paschoal Danella Neto e Sandra Helena Danella Cione (irmãos). “Estamos muito felizes em ter mais essa lembrança da nossa querida Eliane, portanto só temos a agradecer. A praça está linda e realmente é a cara da minha filha", declarou Maria Marta. ----- saocarlos.sp.gov.br  ///  marquinhoamaral.com.br/

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         Os ventos da  Ilha Porchat não beijam mais as candidatas ao Miss Brasil Beleza Internacional, já que esse concurso há muitos anos deixou de ser promovido pelo Ilha Porchat Club, mas não esquecem de Fernanda Campos Soares, hoje Fernanda Sirena, e Elaine Cristina Danella, a Miss e a vice-Miss Brasil Beleza Internacional 1987.
       
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sábado, 23 de maio de 2015

NO CONTEXTO DAS CIRCUNSTÂNCIAS


NUDEZ - Quando chove e a tarde timbaubense morre, o ritmo da minha canção muda de rotação. No compasso da paixão, discuto com o vento o mistério das horas mortas. E ele me devolve o perfume do silêncio não escutado. E a nudez dos meus sonhos não revelados.Daslan Melo Lima, em Timbaúba, Pernambuco, maio de 2015.


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CIRCUNSTÂNCIA - "Eu me amo / Eu me amo / Não posso mais viver sem mim.A citação na minha blusa, refrão de uma música da banda Ultraje a Rigor, é emblemática no contexto das circunstâncias: traduz um momento de autoestima, enquanto o vento e os anjos invisíveis exclamam em silêncio: Amém ! Assim seja! – Daslan Melo Lima, no Alto da Independência, Timbaúba, Pernambuco.


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CICLO - Em meio à vegetação nativa, os pés de milho parecem festejar a abençoada chuva que cai, pois logo mais será o mês de São João, quando suas espigas irão para as mesas humildes e abastadas da região. Em meio à água que do céu cai, a natureza compõe uma canção para descontar o tempo sem chuva, sem encanto e sem canto.Daslan Melo Lima, No sopé do Alto Santa Terezinha, Timbaúba, Pernambuco.


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DE TIMBAÚBA PARA O MUNDO

                                     UM FATO EM FOCO
Na vizinha cidade de Aliança, PE, o vereador Xisto Freitas estreia uma fase da sua vida pública. Vale a pena conferir sua carta à população.  
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                   MEMÓRIA TIMBAUBENSE
          As três fotos abaixo documentam o batismo de uma garotinha, filha de um casal que marcou época na sociedade timbaubense. Faz três semanas que PASSARELA CULTURAL perguntou aos leitores quem era ela, seu pais e os padrinhos. 

      Um total de 215 (duzentas e quinze) pessoas enviaram suas sugestões. A vencedora do desafio foi Ana Lygia  Cajá, de Timbaúba, que ganhou uma assinatura trimestral da revista TIMBAÚBA EM FOCO e outra do jornal CORREIO DE NOTÍCIAS

A resposta enviada por Ana Lygia Cajá - As fotos são do batizado de Ana Glória Ferreira de Araújo, filha de Joel Monteiro de Araújo  e Maria da Gloria Ferreira de Araújo. Padrinhos: José Mendes da Silva, Maria Ode Barbosa Mendes da Silva e Edna Maria Barbosa de Carvalho (com ela nos braços). Celebrante: Monsenhor José Marques da Fonseca. Local: Igreja Matriz de Nossa Senhora das Dores, Timbaúba.  A Pia Batismal ficava logo na entrada da Igreja, do lado esquerdo. Ana Glória foi batizada aos seis meses de vida, na manhã de 22 de maio de 1960,  dia dedicado à Santa Rita de Cassia, a Santa das Causas Impossíveis.
Depoimento de Ana Glória Ferreira de Araújo, nutricionista timbaubense, radicada no Recife, PE - Eu nasci em 28 de novembro de 1959. Meus pais: Joel Monteiro de Araújo e Maria da Gloria Ferreira de Araújo. Cheguei ao mundo num lindo dia de sol, às 11h45min de 28/11/1959, na Maternidade Darcy Vargas, em Timbaúba, PE. Foi uma grande festa! Meus irmãos Antonio, Joel, Tranquelino e Teotônio, além da minha avó materna Minervina Barbosa, ficaram muito felizes com minha chegada. A equipe da maternidade foi composta de duas parteiras, D.Nenem, de Nazaré da Mata,  D. Primitiva, de Timbaúba,  e o médico Roberto Viana Batista. Segundo o relato do Dr. Roberto Viana, recebi muitas visitas. Meus padrinhos de batismo, realizado no dia 22/05/1960, foram o professor José Mendes, Ode Barbosa e Edna Barbosa. Minha madrinha de Crisma foi Antonia Araújo, a D. Nenem, esposa de Albertino Araújo.
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A PRINCESA SOFIA


      Tranquelino Monteiro, o criador do grupo Matutos de Timbaúba dos Mocós, e Fátima, sua esposa, continuam rindo com o tempo. Sofia, sua primeira neta, filha de Eloy, nasceu em 02 de maio, o mesmo dia onde o casal ganhou há trinta e um anos o seu primogênito.

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TALENTO TIMBAUBENSE
     Miguel Falcão continua recebendo muitos parabéns pelo seu talento. Sua criação Kakito foi a grande vitoriosa do concurso que elegeu o mascote dos Jogos Escolares de Pernambuco
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SESSÃO NOSTALGIA - Dione Brach, a deusa pernambucana de Leverkusen

Daslan Melo Lima


       A bonita e elegante senhora brasileira que passeia tranquilamente pelas ruas da cidade alemã de  Leverkusen, onde mora há mais de 20 anos,   é Dione Brach, esposa do  empresário Wolfgang Brach.

          Nascida em 29/09/1945, em São Bento do Una, PE, onde seu pai Dirceu Valença de Oliveira chegou a ser prefeito duas vezes, Dione Brito de Oliveira, nome de solteira, foi morar em Caruaru, PE, aos 15 anos de idade, a fim de prosseguir seus estudos. Em 1959, na condição de Miss Clube Intermunicipal de Caruaru,  foi eleita Miss Pernambuco, segunda colocada no Miss Brasil e representante do nosso País no Miss Mundo. Em março de 2012, ela esteve em Caruaru para doar peças importantes do seu acervo de Miss ao IHC, Instituto Histórico de Caruaru, tais como o maiô com o qual desfilou no  Miss Mundo, recortes de jornais, cartas, telegramas e capas de revistas.
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          O presidente do Clube Intermunicipal, Leonardo Fontes, comemorou a visita de Dione. "Para nós é um orgulho muito grande recebê-la ao lado do Instituto Histórico e de pessoas ligadas ao passado de Caruaru. Trouxemos Dione de volta ao local onde aconteceu o início de sua carreira. Aqui no clube, procuramos vivenciar a atualidade e o passado de Caruaru. Temos um acervo enorme, inclusive de fotografias, e vamos inaugurar, no dia 21 de abril, o Memorial do Clube Intermunicipal", enfatizou. Anastácio Rodrigues lamentou a pouca preocupação com a memória da cidade. "O que mais lamento é que Caruaru, com um século e meio de existência, só agora tem o seu Instituto Histórico. Eu culpo mais a insensibilidade do que a passagem do tempo. Se o IHC não existisse, Dione não estaria aqui", ressaltou.
        Questionada sobre sua trajetória vitoriosa, Dione assumiu uma visão pré-determinista. "Eu acredito muito em destino. Quando a gente nasce, a nossa história vem junto." Sobre a doação de seu acervo ao IHC, ela também fez questão de justificar. "O tempo passa, a gente envelhece e as recordações são esquecidas. E eu quis preservar o meu acervo, presenteando a cidade que me deu tantas alegrias", concluiu.
----- Fonte: jornalvanguarda.com.br/, 17/03/2012
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Dione foi capa das mais importantes revistas brasileiras da época, O Cruzeiro, Manchete e Mundo Ilustrado. Na Manchete de 21/11/1959, a legenda dizia: Em Londres a estonteante Dione brilhou na grande noite de luzes e ilusões.
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    Na mesma publicação, a foto de Dione Oliveira ocupou  quase toda a página da reportagem. Quem venceu o Miss Mundo daquele ano foi a holandesa Corine Rottschaefer. As outras beldades que aparecem na matéria são Kirsten Olsen, Miss Dinamarca, quinta colocada, à esquerda de Margit Jaatinen, Miss Finlândia, e Michele Mok Ping-Ching, Miss Honk Kong.

       Dione brilhou em Londres. Era a mais bonita, a mais distinta, a mais encantadora. Toda a graça e beleza do Brasil estavam em Dione, na noite em que Londres escolhia a Miss Mundo. Com os cabelos cheios de luzes, o coração aos pulos e o passo firme, a brasileira caminhava para a vitória. Os jornais da tarde diziam que Dione era uma das favoritas. E acrescentavam que sua grande ambição na vida se resumia em duas coisas: casar e ter muitos filhos.
    Depois de viver as emoções dos primeiros contatos com a cinzenta e misteriosa Londres, a bonita pernambucana percorreu as ruas famosas do centro, com suas pontes célebres e o big ben sempre ao alcance da vista. De noite, a sedutora Dione de Oliveira estava em grande forma para levantar o título de Miss Mundo.  
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       A bonita e elegante senhora brasileira que mora em Leverkusen numa casa de varanda cheia de flores é uma sentimental que sente muitas saudades do País onde nasceu. Mãe orgulhosa de Adriano, Marcelo e Gabriela, residentes em São Paulo, frutos do seu primeiro casamento, e avó de sete netos. 
     Tranquila, de bem com a vida, Dione Brach, a deusa pernambucana de Leverkusen,  não tem dúvida ao afirmar com segurança:  "Eu acredito muito em destino. Quando a gente nasce, a nossa história vem junto."

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Nos links abaixo, você confere as matérias deste blog dedicadas a Dione Oliveira.
SESSÃO NOSTALGIA de 28/06/2008 – O perfil de consumidor da Miss Mundo Brasil 1959
http://passarelacultural.blogspot.com.br/2008/06/sesso-nostalgia_28.html
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SESSÃO NOSTALGIA de 15/11/2008 - Dione Oliveira, a flor dos campos
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SESSÃO NOSTALGIA de 22/08/2009 – Denise Rocha de Almeida e Dione Oliveira, gostos e desgostos na passarela

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sábado, 16 de maio de 2015

GATOS SÃO APENAS GATOS, SIMPLES ASSIM

    Concentrados em saborear a primeira refeição do dia, meus oito gatos desconhecem o noticiário do sábado: imigrantes asiáticos abandonados em alto-mar; mudanças no INSS; morte de B.B. King; lucro de bilhões da Petrobrás após o escândalo dos prejuízos... Gatos são apenas gatos, simples assim. 
          Da esquerda para a direita, Neymar, Magrão, Paula Brito, Fred, Hulk, Ava Gardner, Miss Terra e Príncipe Albert de Mônaco. Cada um com o seu jeito de ser, embora passem a impressão de que não há diferença entre suas personalidades. 
          “De todas as criaturas de Deus, somente uma não pode ser castigada. Essa é o gato. Se fosse possível cruzar o homem com o gato, melhoraria o homem, mas pioraria o gato", disse o escritor norte-americano Mark Twain (1835-1910)
          Gatos não são apenas gatos, simples assim. 
 - Daslan Melo Lima.
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REFLEXÃO
"Amigos deveriam ser mestres em adivinhar e calar: não se deve querer saber tudo."
- Nietzsche (1844-1900), filósofo alemão.
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DE TIMBAÚBA PARA O MUNDO - Dom Frei Severino Batista de França, uma tarde em Cruz do Caboclo

 Daslan Melo Lima


         Apesar do tempo nublado, o Sol fez questão de marcar presença na visita pastoral que Dom Frei Severino Batista de França, bispo diocesano de  Nazaré da Mata, fez à comunidade de Cruz do Caboclo na tarde da quinta-feira, 14. 


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Dom Frei Severino Batista de França, “fiat voluntas tua

        Dom Frei Severino Batista de França, da OFMC, Ordem dos Frades Menores Capuchinhos, é pernambucano de Bezerros, PE, onde nasceu em 29/01/1945. Ingressou no Seminário dos Capuchinhos aos 12 anos de idade, em 15/10/1957. Emitiu os primeiros votos na Ordem em 08/12/1964, e os votos perpétuos em 12/12/1967. Cursou Filosofia em Guaramiranga, CE, e Teologia em Salvador, BA. Ordenou-se Sacerdote em 08/12/1972, em Bezerros, por Dom José Lamartine Soares, Bispo Auxiliar de Olinda e Recife.
       

         Entre as missões da sua trajetória religiosa, consta as de vigário nas paróquias de Santa Rita de Cássia (Maceió, AL), Sagrada Família (Bom Conselho, PE);  Nossa Senhora do Rosário e Nossa Senhora da Penha (ambas no Recife); e  Nossa Senhora dos Remédios (Catolé do Rocha, PB).  Foi também coordenador da Pastoral da Juventude na Arquidiocese de Maceió e vigário episcopal para os religiosos na mesma; fez parte do Colégio dos Consultores e Conselho Presbiterial da Diocese de Cajazeiras, Conselho Presbiterial da Arquidiocese de Natal e da Arquidiocese de Maceió, onde coordenou  a  Pastoral Familiar.

          Foi eleito Bispo Auxiliar da Diocese de Santarém por sua Santidade o Papa João Paulo II, tomando posse em 31/10/2004. Dom Frei Severino foi nomeado Bispo Titular da Diocese de Nazaré em  07/03/2007, por sua Santidade o Papa Bento XVI. Seu lema episcopal: “fiat voluntas tua”, faça-se a tua vontade.
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Atento aos detalhes, Dom Frei Severino fez referências positivas à organização da Capela de Santo Antônio, fundada em 02/01/1936. Em uma das paredes, as listas dos dizimistas e noiteiros marianos. "Tragam suas Bíblias quando vierem para a igreja", recomendou aos presentes.  
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Após o descerramento da placa comemorativa da sua visita, Dom Frei Severino posou ao lado do José Ramos e Ana Marinho, donos da propriedade Cruz do Caboclo, e de José Ramos Filho, o caçula do casal.
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"Em todos os locais onde chego, as pessoas me recebem com lanches. Desse jeito, vou sair de Timbaúba mais gordo, com dez quilos a mais" , afirmou Dom Frei Severino, dando uma lição de simplicidade, carisma e bom humor. 

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 Cruz do Caboclo, uma tarde para recordar 



No interior do nicho, restaurado em 23/10/1974, Dom Frei Severino escutou com atenção as explicações de Ana Marinho sobre o significado do nome Cruz do Caboclo. 

Num recanto do nicho, dois pés de barro e um coração de madeira, sinais das muitas graças alcançadas pelas pessoas que fazem suas promessas no local. 

Ao passar sob o frondoso pé de cajá, Dom Frei Severino elogiou a beleza da árvore.  Em seguida, tomou um táxi rumo a outro compromisso em Timbaúba.  
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Dona Chiquinha e Dona Biuzinha, mãe e filha, moradoras antigas da casinha localizada na frente da capela, optaram por assistir ao movimento de longe, apesar de Ana Marinho ter insistido para que fossem à capela.
Enquanto isso, o gato de Dona Chiquinha parecia indiferente aos fogos de artíficios que soavam na tarde histórica de Cruz do Caboclo.   
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 Cruz do Caboclo, o resgate cultural de um local mágico

A paisagem de Cruz do Caboclo atualmente.
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A paisagem de Cruz do Caboclo antigamente. ***** "Cruz de Caboclo", óleo sobre tela, 40 x 31, de Teotônio Monteiro. A obra, datada de abril/2014, está tombada como a de nº 1.515. O artista tem quadros seus em coleções particulares dos cinco continentes. 
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         A área de Cruz do Caboclo está envolta em muitas lendas, mas  Teotônio Monteiro, artista plástico timbaubense radicado no Recife, concedeu à PASSARELA CULTURAL o depoimento abaixo baseado nas histórias que ouvia da avó Minervina Barbosa de Moura.
        A história de Cruz do Caboclo teve início com o viúvo José Barbosa, dono das terras, pai de nove filhos, que casou com a viúva conhecida como D. Bombom de Moura, de Aliança, PE, mãe de três meninos pequenos. Desse matrimônio nasceu um único filho, Júlio de Moura Barbosa, que viria a ser Monsenhor. Da citada união, também houve um casamento entre os filhos Minervina Barbosa e Tranquelino de Moura, os quais passaram a se chamar Minervina Barbosa de Moura e Tranquelino de Moura Barbosa, meus avós.  Esse  casal  ficou nas terras dos pais trabalhando muito. Ele e ela tornaram-se verdadeiros empreendedores, líderes na comercialização de couro nas cidades da região, Aliança, Timbaúba, Itabaiana, entre outras.
         Em meados do século XIX, quando um viajante caboclo morreu, foi erguida uma cruz pequena no local.  As pessoas que passavam na estrada deixavam agradecimentos, faziam promessas, pediam graças e acendiam velas. Vovô e vovó despertaram para esse sentimento religioso e mandaram construir uma cruz maior com os símbolos dos instrumentos utilizados na crucificação de Jesus Cristo, no mesmo local da cruz anterior. Quando Tranquelino e Minervina passaram a ser proprietários da localidade, deram às terras o  nome de Cruz do Caboclo, em homenagem ao caboclo viajante.
         Meu avô e minha avó formavam um casal muito feliz, bondoso para a comunidade e  sempre a serviço do próximo. A terra é fértil e nela impera fé, religiosidade, luz e curas. Vale lembrar que, durante muitos anos, era comum o costume de enterrar, durante a madrugada, as crianças que nasciam mortas, popularmente chamadas de anjinhos, atrás do nicho da Cruz do Caboclo.   
        A comunidade cresceu e uma capela, cujo Padroeiro é Santo Antônio, foi inaugurada. Houve tempo em que aconteciam muitas festas religiosas com celebrações de missas, sacramentos, mês mariano, festa do padroeiro Santo Antônio, Natal... Todos os sábados realizava-se a Feirinha do Capuchinho e à noite sempre uma atração cultural, Pastoril,  Cavalo Marinho,  teatro de bonecos e retretas. Era um oásis de misticismo e cultural. 
       Parabéns ao Sr. José Ramos e a senhora Ana Marinho, atuais donos da propriedade, pelo resgate cultural e religioso de Cruz do Caboclo.

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Antes de voltar para casa, puxei levemente a corda do sino da capela, só para ouvir aquele som místico saudando os anjos invisíveis que estavam ao redor da Cruz do Caboclo.   

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