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SEJA BEM-VINDO ! SEJA BEM-VINDA! VOCÊ ESTÁ EM PASSARELA CULTURAL, a sua revista on-line semanal, fundada em 02/07/2004. ***** Esta é a edição nº 649, referente ao período de 11 a 17 de dezembro de 2017. ***** Grato por sua atenção.

sábado, 25 de maio de 2013

AINDA HÁ ANJOS NO MÊS DE MAIO


(Timbaúba-PE) -  Neste nosso  imenso país-continente,  ainda há cidades que preservam singelas tradições.  No mês de Maio, Maio das Mães, Maio de Maria e Maio das Noivas, crianças vestidas de anjos e de sentimentos puros dão um toque de ternura  às noites marianas, como estas meninas  que inundaram de esperança  a  noite mariana do educandário timbaubense Escola Santa Maria, na Igreja Matriz de Nossa Senhora das Dores. ***** Nem precisava ninguém rezar. Bastava olhar para elas e num mundo melhor acreditar.  ***** Ainda há Anjos no mês de Maio. Amém ! 


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Crédito das fotos: Facebook/Liliane Apolinário

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AMOR À VIDA

Daslan Melo Lima




          Estou acompanhando a nova novela das 21 horas da TV Globo,  “Amor à Vida”, de Walcyr Carrasco. Aliás, eu sempre acompanho as novelas das nove. Gosto dos temas que elas focalizam e dos debates nacionais que provocam. No caso da última, "Salve Jorge", de Glória Perez, a autora abordou o problema do tráfico humano. 

      Em "Amor à Vida", até o momento, a trama gira em torno de uma personagem muito ambiciosa e sexualmente mal resolvida vivida pelo ator Mateus Solano. Mas o que me leva a tocar neste assunto é a ótima cena de abertura da nova novela. Ryan Woodward criou um casal dançando em pontos turísticos de São Paulo, enquanto a música tema, na voz de Daniel, é “Maravida”, uma pérola de Gonzaguinha (1945-1991), cuja letra diz: 

Era uma vez eu no meio da vida. É essa coisa, tanto mar, tanto mar. / Coisa de doce e de sal, essa vida é assim, tanto mar, tanto mar. / Sempre o mar, cores indo do verde mais verde ao anil mais anil. / Cores do sol e da chuva, do sol e do vento, do sol e o luar. 
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 Era o tempo na rua e eu nua usando e abusando do verbo provar. / Um beija-flor, flor em flor, bar em bar, bem ou mal margulhar. / Sempre menina franzina, traquina de tudo querendo, tomar e tomar. / Sempre garota, marota, tão louca, a boca de tudo querendo levar.
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Vida, vida, vida, que seja do jeito que for. / Mar, amar, amor, se a dor quer o mar dessa dor, / quero o meu peito repleto de tudo que eu possa abraçar, / quero a sede e a fome eternas de amar e amar e amar. 
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   Gosto de "margulhar" no ritmo de "Maravida" ao sabor dos meus pensamentos para no final deduzir que o mar da vida é movido pela sede e pela fome de amar. 

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Em Timbaúba, Pernambuco, na penúltima semana de maio de 2013, ouvindo Gonzaguinha cantar "Maravida",


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DE TIMBAÚBA PARA O MUNDO

DALTHON  E EDINE, LUA DE MEL NA EUROPA



O casal Dalthon Delfino Vieira Patriota e Edine de Vasconcelos Carvalho já está de volta da lua de mel. A Europa foi o cenário inesquecível. 
Dalthon e Edine vão fixar residência na cidade de Tabira, terra natal de Dalthon, sertão pernambucano,  onde ele  desenvolve suas atividades agropecuárias. Edine, por sua vez, montou um consultório e vai exercer sua profissão de médica-pediatra naquela cidade, mas de vez quando virá visitar sua amada Timbaúba ao lado do esposo. 

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 DE OLHO NA RESTAURAÇÃO 
DO CINE TEATRO RECREIOS BENJAMIN 

Na quinta-feira, 23, foi realizada uma reunião no Cine Teatro Recreios Benjamin com a participação de representantes do governo municipal, da  Fundação Jader de Andrade e de algumas personalidades ligadas à arte. Objetivo: dar início ao levantamento das características originais da tradicional casa. O consenso formado é de que o espaço não deve jamais ser desvirtuado de sua finalidade: cinema e teatro, e que haja um equilíbrio entre a restauração e as adaptações de modernização. 

Da esquerda para a direita, Alfredo Campos, Prof. Marcelo, Izabel, Ismena Monteiro, William Junior e André Fonseca Lima. ***** William e Ismena são arquitetos e estarão à frente das providências técnicas necessárias. ***** Ver o Cine Teatro Recreios Benjamin restaurado e funcionando é o sonho de todas os timbaubenses comprometidos com a cena sociocultural. ***** PASSARELA CULTURAL está de olho no assunto e manterá os leitores informados sobre o andamento das providências.

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MEMÓRIA TIMBAUBENSE



ESCOLA SANTA MARIA, 1991 – Na fila de trás, sentados, da esquerda para a direta,  Marcelo Oliveira, Geraldo Jr, Thiago Ferraz, Clayton, Julierme e Nelson Gouveia. Na fila da frente, da esquerda para a direita: Clemerson, Clodomir Jr., João Luís, Jader Apolinário e Marcelo Melo. ***** Crédito da foto: Facebook/Escola Santa Maria. ***** Detalhe: Marcelo Melo, superintendente do IBGE no Estado do Maranhão, sugere aos seus colegas de turma um encontro de confraternização. Link da sua página no Facebook: https://www.facebook.com/marcelo.melo.16121471?fref=ts

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UMA RAZÃO PARA SONHAR



DEPOIS DAS CHUVAS - Assim como há vários brasis dento deste imenso país-continente, existem vários nordestes dentro do Nordeste brasileiro. Esta vista exibe o verde que voltou a espalhar esperança depois das últimas chuvas. Enquanto animais se alimentam da vegetação que naturalmente a mãe-Terra oferece, um vento frio sopra para avisar que outras chuvas virão.  Amém! Assim Seja!

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SESSÃO NOSTALGIA - Kátia Celestina Moretto, Miss Brasil 1976

Daslan Melo Lima

PRÓLOGO

         Uma nota divulgada por alguns sites especializados em concursos de beleza há quinze dias semeou tristeza em todos aqueles que, assim como eu, gostam muito de misses, particularmente daquelas que fazem parte de um tempo mágico que se foi. A notícia falava da morte de Kátia Celestina Moretto, Miss Brasil 1976. Como nada sobre o assunto tinha sido veiculado em jornais ou nas emissoras de televisão, ficamos na dúvida quanto à veracidade da notícia, haja vista que postagens inverídicas de vez em quando são espalhadas na Internet. Infelizmente, uma matéria publicada recentemente no jornal Cruzeiro do Sul, da cidade paulista de Sorocaba, terra natal de Kátia Celestina, não deixa dúvida sobre a veracidade do ocorrido. A Miss Brasil 1976 partiu para a Grande Viagem no dia 29 de abril, aos 56 anos de idade, vítima de câncer no aparelho digestivo.  

        Nesta última SESSÃO NOSTALGIA de maio de 2013, maio de Maria, maio das Mães e das Noivas, rendo um tributo a Kátia Celestina Moretto, ilustrado com imagens dos álbuns de recortes de Edi Corrêa Leite, leitor assíduo de PASSARELA CULTURAL, fã incondicional desta secção, ex-coordenador do concurso Miss Sorocaba e grande amigo de Kátia Celestina. Recebi um e-mail dele anteontem, quinta-feira, 23, afirmando o seguinte: 
Você não imagina o quanto estou triste. A Kátia era maravilhosa, dona de um astral maravilhoso. A presença dela era de descontração, de alegria, de uma energia muito boa, dona de uma bondade fora do comum, muito generosa. Em 1996,  quando  coordenei o Miss Sorocaba, ela veio com os filhos de  São José dos Campos, distante cinco horas de Sorocaba, somente para me prestigiar. A Kátia era fenomenal!  As fotos do meu acervo não são somente minhas, são  suas também!”

                    
DE SOROCABA A HONG KONG

    

          Katia Celestina Moretto nasceu em Sorocaba, sudoeste do estado de São Paulo, a 87 km da capital, no dia 08 de março de 1958. Era uma garota de 1,80 de altura, simples, e extrovertida, estudante da  OSE, Organização Sorocabana de Ensino, e jogadora de basquete, quando recebeu o título de Miss da sua cidade. 
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KÁTIA CELESTINA MORETTO NO MISS SÃO PAULO - Katia era motivo de orgulho para todos e viajou para participar do Miss São Paulo levando as esperanças dos sorocabanos que até então tinham eleito duas misses São Paulo:  Sandra Mara Ferreira, em 1973, Miss Brasil e  semifinalista no Miss Universo; e  Célia Maria Carvalho, em 1971, quinto lugar no Miss Brasil. Entre vinte e três candidatas, naquela noite de junho de 1976, no Parque Anhembi, na capital paulista, ela foi eleita Miss São Paulo.


Primeira página do jornal Cruzeiro do Sul, Sorocaba-SP, 06/06/1976.
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Primeira página do jornal Cruzeiro do Sul, Sorocaba-SP, 08/06/1976.
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A chegada de Katia Celestina Moretto à Sorocaba, na condição de Miss São Paulo, foi uma apoteose. Desfilou em cima de carro de bombeiros e foi alvo de muitas homenagens, entrevistas e destaque de primeira página no jornal Cruzeiro do Sul.


KÁTIA CELESTINA MORETTO 
NO MISS BRASIL  

           
Ginásio de Esportes Presidente Médici, Brasília, 19 de junho de 1976. Kátia Celestina Moretto  em traje típico, criação do estilista pernambucano Victor Moreira.
Em traje de gala.


Da esquerda para a direita: Vionete Revoredo Fonseca, Miss Rio de Janeiro, segunda colocada; Kátia Celestina Moretto, Miss São Paulo, eleita Miss Brasil 1976; e Adelaide Fraga de Oliveira Filha, Miss Brasília, terceiro lugar.


Kátia Celestina Moretto no quarto do hotel, fazendo meditação, acima, e careta, abaixo.

Detalhe: a cena da sua coroação como Miss Brasil poderá ser conferida neste link,


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O educandário OSE, Organização Sorocabana de Ensino, orgulhoso de sua aluna, postou esta homenagem no Cruzeiro do Sul


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Observação: Em várias publicações da época, por lapso, o nome da Miss Brasil 1976 foi escrito desta forma: Kátia Celestino Moretto. Eu mesmo, com base em revistas daquele tempo, só escrevia Celestino, mas Edi Corrêa Leite recentemente esclareceu-me que o correto é Celestina, tal como aparecia no Cruzeiro do Sul, jornal da sua terra natal. 

KÁTIA CELESTINA MORETTO 
NO MISS UNIVERSO

Primeira página do jornal Cruzeiro do Sul.


Kátia Celestina Moretto não obteve classificação no Miss Universo, realizado em Hong Kong, no ano em que a vencedora foi Rina Messinger. 


DRAMA NO GALEÃO, FEIJOADA E CAIPIRINHA

       Na sua volta para o Brasil, Kátia Celestina Moretto viveu um drama antes de desembarcar no Rio de Janeiro, conforme depoimento postado na revista Miss Brasil-A Glória de Uma Cora, em 2004, uma publicação da empresa paulista De Francisco Promoções e Eventos, abaixo transcrito, na íntegra.

     Foi em uma manhã, meados de julho de 1976, voltando ´para o Brasil, em um voo que saiu de São Francisco por volta de meia noite, depois de já ter voado 16 horas de Hong Kong aos Estados Unidos. O fuso horário e a ansiedade não me deixaram dormir. Depois de 17 dias em um país diferente, com horários contrários, alimentação exótica e um desgaste indescritível, avistei o Corcovado, o Cristo Redentor e a Baía de Guanabara. Meu coração disparou. Enfim de volta à Pátria.
      Os letreiros luminosos da aeronave indicaram para apertar os cintos de segurança e o comandante pelo alto-falante comunicava que em 30 minutos estaríamos pousando na cidade maravilhosa. Saquei a filmadora da valise e a preparei para, da janela, filmar a aterrissagem. A aeromoça sentou-se à minha frente. Eu estava sentada na primeira fila e ela naqueles bancos que se fecham encostados na parede da cabine, ficamos joelho com joelho (diga-se de passagem o espaço físico nas aeronaves para pessoas grandes é bem apertado). A aeromoça colocou o cinto e começamos a conversar, antes mesmo dela terminar a frase, ouvimos um barulho forte, o avião estremeceu, os luminosos piscaram e o comandante chamou a tripulação.
     O avião fez uma curva ao contrário voltando para o mar, o pânico se instalou. Logo a aeromoça pelo microfone anunciou um problema na turbina do lado esquerdo, o lado em que eu estava sentada. A fumaça que saía de sob a asa era grande e todos já tinham notado. Não demorou muito o comandante voltou a anunciar: “Dentro de 15 minutos estaremos pousando no Aeroporto Internacional do Galeão. Era difícil acreditar, a sensação era que iríamos cair na baía. Enquanto isso, o piloto fazia uma manobra espetacular para a esquerda e apontou para a cabeceira da pista descendo com certa velocidade. A pista estava branca, os bombeiros ainda colocavam espuma, ambulâncias se posicionavam e havia grande movimentação de pessoas uniformizadas como seguranças, policiais, enfermeiras, ente outros. A aeromoça voltando da cabine orienta os passageiros a ajustar as poltronas na posição vertical e baixar a cabeça sobre as pernas. Sentou-se novamente à minha frente  enxugando as lágrimas que corriam pelo seu rosto e fez o Sinal da Cruz. Eu a acompanhei e com certa tranqüilidade estendi a minha mão em direção à dela.
     Foram só quatro minutos, o tempo que levou para a aeronave pousar entre solavancos e gritos, que nesse momento não mais eram de pavor e sim de alegria e êxtase. Durante esses quatro minutos a sensação de impotência era tanta que só me restava acompanhar a aeromoça no “Pai Nosso e na Ave Maria”. Percebi que todos os acontecimentos recentes, como a fama, o sucesso, os três títulos, naquele momento nada tinha de importante. Era tudo muito frágil. A minha vida corria por um fio e poderia acabar ali. Reavaliei todos os meus valores, inclusive os materiais que até então almejava. Tenho vivido com humildade, respeito e fé Naquele que me deu tudo que possuo. Horas mais tarde conheci o comandante. Ele só tinha 34 anos e foi muito elogiado pelos colegas mais velhos e experientes.
      E comemorei com feijoada e caipirinha!
Katia Moretto, Miss Brasil 1976

EPÍLOGO





Kátia em 2004, trinta e dois anos depois de ter sido eleita Miss Brasil.

          Após cumprir o seu reinado, Kátia Celestina Moretto saiu de Sorocaba para residir na capital. Tempo depois, mudou-se para São José dos Campos, a 94 Km, onde abriu o restaurante Via Moretto no distrito de São Francisco Xavier. Kátia deixou uma filha, Anayan, de 33 anos,  e um filho, Felipe, de 31 anos. A família pretende fazer uma cerimônia em Sorocaba e jogar suas cinzas na cidade que ela tanto amou.   Acredito que esse gesto vai ao encontro dos sentimentos de Katia Celestina, a julgar pelo que ela disse ao receber do prefeito Armando Pannunzio (1915-1985)  o brasão de Sorocaba em 07/06/1976: 
 “Este brasão que eu recebi vale mais que qualquer outro presente ou prêmio  que eu ganhei até agora.Isto porque antes de tudo eu sou sorocabana e meu coração está aqui.”  

      Anteontem, ao comunicar ao Edi Corrêa Leite que ia render um tributo á sua famosa conterrânea neste blog disse-me ele:  
A Kátia merece a sua homenagem! A homenagem que você fizer para Kátia será emocionante para todos nós que a amamos! A Kátia será inesquecível para nós! Eu fico muito agradecido pela sua sensibilidade, pelo seu amor e carinho para com a nossa eterna amigona Kátia. Muito obrigado! Vou informar aos seus familiares. Eles vão ficar muito emocionados. Deus te abençoe por tudo!” Detalhe: Edi Corrêa Leite tem um blog, o www.edicorrea.blogspot.com , e foi motivo de uma Sessão Nostalgia, em 20/08/2011, quando falou das suas memórias como ex-coordenador do Miss Sorocaba,  http://passarelacultural.blogspot.com.br/2011/08/sessao-nostalgia_20.html  .

         Espero que esta Sessão Nostalgia tenha conseguido resgatar um pouco da história da bela sorocabana. No lugar de tristeza, vamos recordar sua trajetória na terra apenas com saudades, pois DEUS convocou a Miss Brasil 1976 para outra missão na passarela de outra dimensão. 

     A ti, Kátia Celestina Moretto, eu canto meu canto de nostalgia banhado de esperança, enquanto o mês de maio de 2013 vai se despedindo da passarela das nossas vidas.
                                      
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sábado, 18 de maio de 2013

PERDENDO PARA CRESCER

Daslan Melo Lima

       
            Porque é maio, o meu pé de acácias amarelas está mais frondoso do que nunca. Os galhos tentam atingir o azul do céu e o azul da calçada. Gostaria de não ter que podá-lo, mas a perda de alguns galhos se faz necessária. 

       Imagino DEUS, em sua sabedoria infinita, “cortando” nossos sonhos e fantasias, e a gente administrando mal as desilusões, sem alcançar a essência das coisas que têm que ser porque serão positivas em nossa missão.
    Quando dezembro vier, a natureza vai despir meu pé de acácias amarelas. Como acontecem todos os anos, as suas folhas cairão e dos seus galhos surgirão flores de ouro em profusão. 
          Amém! Assim Seja!

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DE TIMBAÚBA PARA O MUNDO

FATOS EM FOCO

A PERSPICÁCIA DE JOSÉ - José Monteiro Neto
, três anos a completar no dia 27 de julho, filho de Givanildo Monteiro e Irlandia Lemos, estava brincando sozinho diante da TV, enquanto a mãe se envolvia com uma tarefa em outro aposento da casa. De repente, as imagens começaram a mostrar uma  Missa celebrada na sede da Canção Nova, em Cachoeira Paulista, São Paulo. Um dia antes, José tinha ouvido conversas de adultos  dizendo que sua tia Irlene estava na Canção Nova e poderia ser focalizada pela TV durante a Missa. Resumindo: quando a câmara deu um close na tia amada, José já estava com o celular pronto para fotografar um momento singular. 
Irlene Lemos na TV, foto de José Monteiro Neto
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DE OLHO NA CONSTRUÇÃO DE UM MUNDO MELHOR - Os organizadores da 2ª  Caminhada do Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual Infantil  estão de parabéns pelo sucesso que alcançou a passeata. Apesar da chuva, centenas de pessoas prestigiaram a manifestação. 

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MEMÓRIA TIMBAUBENSE



Foto da família Simões Correia feita em 1949, no quintal da sua casa, na Usina Cruangi, onde o pai Miguel Correia foi dono da mercearia, denominada na época de barracão, durante mais de quarenta anos. 
Da esquerda para a direita, sentadas, no primeiro plano, Neide Simões; a mãe Ornila Simões  (poetisa, pintora e compositora), com Terezinha (Teca) no colo; e Maria José Simões (Marizete). Da esquerda para a direita, em pé, Tito SimõesNilza e Ana Maria Simões
Depois desta cena  nasceram Miguel Simões (o único que reside ainda em Timbaúba, comerciante, proprietário da MTSom, no centro da cidade,  e Ornila Simões.
Faltaram na foto o pai Miguel Correia e os garotos Nivaldo e Nicomedes. Já partiram para a grande viagem Nicomedes e Tito, assim como o  Sr. Miguel Correia e D. Ornila.  ***** Foto: Álbum da Família.

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ROTEIRO POÉTICO DE TIMBAÚBA


A POESIA DAS LADEIRAS  

Ladeiras abaixo, ladeiras acima, a vida segue seu curso, com altos e baixos.
Pra baixo, pra cima, pra cima, pra baixo.

É nas ladeiras que o vento indiscreto revela um segredo: 
As nuvens pensam que as roupas no varal são bandeirinhas decorando a manhã ensolarada,
por isso esquecem de fabricar chuva. 

Ladeiras abaixo, ladeiras acima, homens, mulheres e crianças nem se dão conta que a caminhada lá em baixo também é feita de altos e baixos.
Pra baixo, pra cima, pra cima, pra baixo

- Daslan Melo Lima, no Alto da Independência.

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SESSÃO NOSTALGIA - O verdadeiro papel de uma Miss


Por Daslan Melo Lima




           No dia 12 de fevereiro deste ano, recebi da empresa BMW Eventos, responsável pela organização do concurso Miss Paraná desde 2007, um e-mail expondo os princípios que devem nortear o perfil de uma Miss.  

Wall e Elaine Bairronuevo,
donos da empresa BMW Evento
s
          O texto merece ser lido por todas as pessoas sensatas envolvidas com a realização dos concursos e distribuído com as garotas que almejam conquistar um título de Miss. Transcrevo abaixo o teor do referido e-mail, na íntegra, intercalado por imagens das Misses Paraná eleitas nos certames promovidos pela BMW Eventos. 



O E-MAIL DA BMW E AS MISSES PR 2007/2012

           Há sempre quem pergunta sobre o "verdadeiro" papel de Miss

           Na concepção dos diretores da BMW Eventos SER MISS é, sobretudo, estar em harmonia consigo mesmo. Ter equilíbrio moral, estético e natural, com valores éticos e de caráter. Mulher que irradie felicidade, que contagia com bons princípios o maior número de pessoas que vier a conhecer ao longo de sua vida/reinado e ser única em seu tempo! Que se preserve diante às convenções que ditam o bom convívio em sociedade e que divulgue em alto e bom som que é a favor dos valores que solidificam e enobrecem a família. Ser uma mulher dos tempos modernos que exerça poder sobre a mídia atraindo holofotes para as suas ações enquanto representante de um conjunto cultural – com ricas histórias, costumes e tradições.


Vivian Noronha Cia, Miss Paraná 2007, terceira colocada no Miss Brasil

          Uma Miss não fica atrás apenas daquilo que acredita ser seus "direitos" - uma Miss deve saber de seus direitos antes de participar de um concurso, mas principalmente saber quais são seus deveres.


Bronie Cordeiro Alteiro, Miss Paraná 2008, semifinalista (Top 10) no Miss Brasil


        A Miss com DNA de Miss não se sujeita a "acordos" com "manipuladores" de "resultados" e "comerciante de títulos".  A Miss deve identificar muito bem onde vai depositar os seus "sonhos" e se o "título" oferecido vai lhe trazer benefícios. Uma Miss consciente não aceita desvio de conduta de quem quer que seja, principalmente dos "organizadores" de um concurso que participou ou participará.

Karine Martins de Souza, Miss Paraná 2009, semifinalista (Top 10) no Miss Brasil


           Você como Miss o que tem feito? Quais suas ações diante aos acontecimentos em seu município, no seu Estado, em seu País ou no mundo? Se você não se sensibilizou ou é sensível diante dos fatos que exija de você uma postura digna de Miss é melhor abdicar do título conquistado ou não ir em busca de um.  Você está sendo porta-voz unicamente de seus sonhos e desejos caso a Faixa e a Coroa lhe traga o conforto de um "trono" ilusório.
 Marylia Bernardt Lilah, Miss Paraná 2010, terceiro lugar no Miss Brasil
           Hoje se exige mais que elegância, classe e beleza. Deve ser eleita quem tem capacidade de se articular diante das oportunidades que certamente surgirão. Uma Miss mal escolhida, não agradecida, que não demonstra verdadeiro amor ao seu semelhante,  é uma Miss eleita com prazo de validade vencido.  A palavra que resume tudo é: comprometimento. A grandiosidade de ser comprometida vai além de seus próprios desejos.

            Gabriela Cristina Pereira, Miss Paraná 2011, semifinalista (Top 15) no Miss Brasil


          
            Pense nisso, pois coroa e faixa são símbolos facilmente comprados e, quiçá, conquistados,  mas assumir tudo o que se espera de uma Miss  só mesmo sendo e se portando como uma verdadeira MISS !


Alessandra Bernardi, Miss Paraná 2012

          Um conselho para quem é ou deseja ser Miss: Não fique na retaguarda querendo apenas se beneficiar do seu título. Vá em busca daquilo, valorize a sua biografia enquanto Miss e pessoa. Não há nada mais frustrante quando nada se tem a falar de um reinado vazio ,  sem sentido e certamente efêmero.  O título está em disputa. Você se habilita?


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A Miss Paraná 2013 será eleita no dia 18 de junho. Estes sorrisos, estes gestos com  as mãos, estas cabeças cheias de sonhos e esperanças... Misses eternamente Misses, a cada ciclo em revoadas, feito aves mágicas.


          No site da BMW Eventos, http://bmweventos.com.br/ podemos ter uma noção do trabalho desenvolvido por  Wall Bairronuevo e sua esposa Elaine Bairronuevo  no Paraná, Estado que já deu ao Brasil três garotas que representaram o nosso país no concurso Miss Universo:


Ângela Vasconcelos, Miss Brasil 1964
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Ana Carolina Otto, Miss Brasil 1992


Maria Joana Parizotto, Miss Brasil 1996
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