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SEJA BEM-VINDO ! SEJA BEM-VINDA! VOCÊ ESTÁ EM PASSARELA CULTURAL, a sua revista on-line semanal, fundada em 02/07/2004. ***** Esta é a edição nº 641, referente ao período de 15 a 21 de outubro de 2017. ***** Editor: Daslan Melo Lima ***** Timbaúba, Pernambuco, Brasil ***** Telefone: (81) 9.9612-0904 (Tim). ***** WhatsApp: +55 81 9.9612.0904 ***** E-mail: daslan@terra.com.br

sábado, 30 de abril de 2011

TIMBAÚBA, O RESGATE DA MEMÓRIA DE UMA PRINCESA

As duas lindas imagens, em nostálgico preto e branco, mostram uma Timbaúba de um tempo que se foi. Você seria capaz de identificar os locais? Quando essas fotos foram tiradas? Você sabe quem tem mais imagens assim? Vamos resgatar a memória fotográfica da Princesa Serrana


Respostas corretas sobre as localizações das imagens acima: Foto 1 - Rua Dr. Alcebíades, centro da cidade, imagem feita de  um ângulo onde se vê na esquina do lado esquerdo o Cine Teatro Recreios  Benjamin. Foto 2 - Praça João Pessoa, centro da cidade, local onde existiu um carramanchão e  o Grupo Escolar Prof. Cavalcanti, inaugurado em 1925 e demolido em 1955.
 
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VAMOS RESGATAR A MEMÓRIA FOTOGRÁFICA DE TIMBAÚBA ?
           
Recebi do leitor Odilon Lima Filho o e-mail abaixo:

Olá Daslan,
               Inicialmente, gostaria de parabenizá-lo pelo blog, que faço questão de ler semanalmente. Antes de prosseguir, desejaria me apresentar. O nome pode ter dado a suspeitar que fosse Odilon, o fotógrafo, proprietário de Odilon Artes Fotográficas, na verdade não sou ele, mas filho desse.
               Sempre tive vontade de recuperar algumas fotos antigas de Timbaúba, e através da loja já conseguimos isso, pelo pedido de vários clientes, mas para mim ainda era pouco, e ficava a vontade de poder fazer algo maior por Timbaúba. Então decidi ir atrás das fotos, ao invés de esperar que elas fossem até ao nosso estabelecimento comercial. Como na verdade não trabalho lá, até a etapa de reunir fotos já recuperadas está sendo bastante trabalhoso para mim, pois o funcionário não tinha sido orientado até então para fazer uma separação destas imagens.
              Iniciei de fato, ontem, a agrupar estas fotos. Conheço algumas pessoas que possuem verdadeiras relíquias sobre o passado de Timbaúba, como Lusivan Suna, mas que ainda não tive tempo de contatá-las diretamente para digitalização do acervo. Essa será a próxima etapa.
               Visando atingir um maior número de imagens, gostaria de propor uma parceria  para que, através do seu blog, já bastante conhecido, pudéssemos solicitar às pessoas que tivessem fotos antigas da cidade a contribuir com este trabalho de recuperação do passado de Timbaúba. O que você acha?
               Ainda não pensei nos detalhes de como as pessoas poderiam enviar as fotos. Na verdade existem várias possibilidades. Duas possíveis: os proprietários das fotografias poderiam digitalizá-las e enviar por e-mail ou passar em Odilon Artes Fotográficas para que essa digitalização fosse feita. Além da contribuição com imagens, os leitores poderiam contribuir também com descrições para identificação da localização, já que o cenário mudou bastante, e do ano em que elas foram registradas. Pensando já no longo prazo, essas fotos poderiam ser publicadas em um livro e com uma exposição para apreciação de toda a população.
              Se conseguirmos volume para isso seria necessário obter apoio para tocar o projeto para frente. Segue em anexo uma pequena amostra do que já consegui.

Grato pela atenção,

Odilon Lima Filho

          A idéia do Odilon está lançada e PASSARELA CULTURAL tem a satisfação de divulgar esse projeto de relevante alcance cultural para a memória da nossa terra e do noso povo. 
     Adesão/sugestões/colaborações/críticas construtivas: enviar e-mail para daslan@terra.com.br com cópia para odilonflj@gmail.com

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SESSÃO NOSTALGIA - STAËL ABELHA, A MISS BRASIL QUE TROCOU SEU REINO POR AMOR

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Daslan Melo Lima 

PRÓLOGO

               Uma mineira de Caratinga chamada Staël Maria da Rocha Abelha, apelidada carinhosamente pela família de “Telete”, filha do casal Álvaro e Maria da Glória Abelha, sobrinha do Monsenhor Rocha, terceranista de Direito, foi eleita Miss Brasil 1961. 

Staël Abelha - Capa da revista O Cruzeiro, 1º/07/1961
Ela escreve o nome com trema no “e”. Faz questão absoluta disso. E tem olhos castanhos, que não são profundos. No conjunto das 22 concorrentes, Staël saltou como o melhor estilo nacional. Com graça, sobretudo. Tudo isso numa modéstia tranquila. Somem: 1,70 de altura, 58 de peso, 98 de busto, 58 de cintura, 98 de quadris, 56 de coxa, 22 de tornozelo e 19 anos de idade. Adicionem ainda os tons imponderáveis, e eis Stael diante de vocês. (O Cruzeiro, 1º/07/1961)
Detalhe: Nas revistas pesquisadas para elaboração desta matéria, apenas a O Cruzeiro, de 1°/07/1961, escreveu o nome de Staël com o trema na letra "e".
 




Staël Abelha na capa da revista Manchete, de 08/07/1961.

Staël Abelha - Foto: Manchete, 08/07/1961

Após retornar de Miami Beach, onde não obteve classificação no Miss Universo, concurso no qual foi eleita Marlene Schmidt, Miss Alemanha,  Staël Abelha renunciou ao título apresentando sua carta-renúncia onde dizia que trocava seu reino por amor.

STAËL ABELHA, MISS BRASIL 1961, UNANIMIDADE DE OPINIÃO

Staël Abelha - Capa da Manchete, 1º/07/1961
               Um público estimado em 25.000 pessoas acompanhou ao vivo, no Maracanãzinho, Rio de Janeiro, a eleição da Miss Brasil 1961. Vinte e cinco mil juízes, no Maracanãzinho, elegeram a mineira Stael Miss Brasil-61. Pela primeira vez na história deste Concurso houve unanimidade de opinião. Beleza mineira de olhos castanhos tem hoje o título de a mais bela brasileira, pelo voto de 13 juízes e do público que lotou o Maracanãzinho, na maior e mais elegante noite da história do Miss Brasil. ( O Cruzeiro, 1º/07/1961).


Da esquerda para direita: Vera Maria Brauner (Miss Rio Grande do Sul, segundo lugar, representante do Brasil no Miss Beleza Internacional, em Long Beach); Staël Maria da Rocha Abelha, Miss Minas Gerais, primeiro lugar, representante do Brasil no Miss Universo, em Miami Beach); e Alda Coutinho de Morais (Miss Guanabara, representante do Brasil no Miss Mundo, em Londres)***** (Foto: Manchete, 1º/07/1961)

STAËL ABELHA, RECEPÇÃO APOTEÓTICA EM BELO HORIZONTE E CARATINGA


Cinco batedores abriram o cortejo que acompanhou a triunfal entrada de Stael em Belo Horizonte. Na frente, um carro com alto-falante tocava uma marchinha composta em homenagem a Miss Brasil: “Ai, Abelha/do meu coração/eu quisera um dia/ser o teu zangão.” Ela ficou o tempo todo de pé, num automóvel conversível, acenando alegremente para uma multidão de cem mil pessoas. O desfile terminou na Prefeitura, onde ela foi recebida pelo Prefeito Amintas de Barros e os vereadores concederam-lhe o título de “Cidadã de Belo Horizonte”. (Manchete, 08/07/1961)


Orgulhosa de ter sido o berço da linda representante do Brasil no concurso internacional de 1961 em Miami, a cidade de Caratinga recebeu apoteoticamente Stael Maria da Rocha Abelha. Eram 15 horas quando, sábado passado, Miss Brasil chegou, de avião, à Caratinga, sua terra natal. O dia era duplamente festivo: a cidade fazia 110 anos e recebia sua filha mais famosa. Cerca de 40 mil pessoas aclamaram a linda moça, em honra de quem foi organizado um grande préstito. Formaram todos os colégios e as bandas de música locais se incorporaram ao desfile. Seu carro alegórico, acompanhado a pé, pela multidão, do aeroporto à cidade, dirigiu-se ao palanque, onde o prefeito a esperava, com a chave da cidade. Caratinga, por sua estação de rádio, proclamou-se, então, a Capital da Beleza. E com isso culminou a apoteose a Miss Brasil. (Manchete, 08/07/1961)



Os mineiros estão muito orgulhosos de sua vitória no concurso de beleza e, por isso mesmo, cercam Miss Brasil das maiores provas de carinho. Em Belo Horizonte, o Banco de Crédito Real de Minas Gerais, visitado por Stael Maria da Rocha Abelha, ofereceu-lhe um cheque-presente de quinhentos dólares, para ajudar o custeio de sua viagem a Miami. Ofereceu-lhe, também, a chave de um cofre forte, para guardar o cetro de Miss Brasil, ou de Miss Universo se ela conquistar o título máximo. O Banco da Lavoura de Minas Gerais, por sua vez, ofereceu-lhe também um valioso presente: cem dólares, para as despesas com a ida aos Estados Unidos. Exprimindo sua gratidão, Stael declarou à reportagem de Manchete: “Só pelo prazer de sentir o carinho e a estima do povo de Minas Gerais valeria a pena ter vivido as angústias por que passei, até conquistar o título de Miss Brasil. Obrigada a todos!” (Manchete, 08/07/1961)

STAËL ABELHA, “MEU REINO POR AMOR”

Casamento une a Miss e o Deputado – Lua de Mel de Abelha (O CRUZEIRO, 18/01/1964)  

O romance Stael-Múcio Ataíde foi o grande assunto, na época do concurso Miss Brasil-61. Agora, a história chega a um final feliz.
Seu Cupido não há expert que o compreenda quando quer unir duas pessoas pelos laços indissolúveis: faz o seu trabalhinho à socapa, e, em dado momento, puf... o amor se encarrega do resto. Uma de suas artimanhas mais consagradas começou a ser elaborada em 1961 numa passarela de concurso de beleza e acabou com “happy end” ao compasso de marcha nupcial, agora em 1963. Múcio Ataíde, conhecido industrial que na época contava apenas 21 anos de idade, dizia sempre que só se casaria aos 40. Um dia precisou de moça bonita para apresentá-la como candidata do Pampulha Iate Clube ao concurso de Miss Minas Gerais. Stael Rocha Abelha, estudante de Direito, estava no sossego do seu retiro, na sua cidade de Caratinga, onde lecionava para a infância. Cupido deu o primeiro toque na sua obra. Ataíde brincou de piloto e, no seu próprio avião, foi buscá-la. Ela veio e brilhou. Pela primeira vez Minas Gerais levantou o título de Miss. O sucesso da passarela mineira iria se reproduzir jubilosamente no Maracanãzinho, de onde Stael Abelha saiu ovacionada ao conquistar o título de Miss Brasil. A esta altura do concurso, já o romance ganhava raízes cósmicas no coração dos dois jovens, circunstância que contribuiu para que a representante brasileira ao Miss Universo na undécima hora não quisesse mais seguir para Miami Beach. Foi um deus-nos-acuda, mas o bom senso acabou vencendo o coração. Depois muitos interurbanos foram feitos via Minas-States, durante vários e penosos dias de ausência e saudade. Afirmou-se na época que Stael, distante do seu eleito mineiro, não mais se interessou pelo concurso. Desfilou por desfilar, diante de americanos deslumbrados. Quando regressou ao Brasil, a sua entrevista foi uma bomba. Apresentou a sua carta-renúncia em que trocava “meu reino por amor”. Dois anos depois, Cupido, de dedo à cava do colete, deu chamas a esse discutido romance que agora teve um epílogo bonito na Igreja São José em Belo Horizonte. 


Staël Abelha de véu e grinalda, na capa da O Cruzeiro, de 18/01/1964
Dirigindo o seu próprio automóvel, um Aero-Willys azul-escuro, Múcio Ataíde, (integrante da bancada do PTB mineiro na Câmara Federal) chegou para o enlace, que se realizou com uma hora e cinco minutos de atraso. Como manda o figurino de sua grei partidária, chegou de mangas de camisa, só vestindo paletó à entrada do templo onde se realizaria uma das mais concorridas cerimônias religiosas da capital. Um batalhão de fotógrafos e cinegrafistas a postos focalizaram os mais variados aspectos do acontecimento. Fez-se ouvir o coro do madrigal renascentista, tendo oficiado o ato o bispo da diocese de Montes Claros, terra natal do noivo, D. José Alves Trindade. A noiva estava linda como sempre; e o noivo elegante. Ambos recrutaram para padrinhos pessoas humildes – a empregada Maria Cristina, o alfaiate Geraldo Gomes, o copeiro Francisco de Paula Pinto, o contínuo Jose Rios do Nascimento e sua esposa. Múcio Ataíde convidou também o Advogado Sobral Pinto, o Sr. Miguel Miranda, funcionário do seu escritório em Belo Horizonte, e sua irmã Florinda Ataíde Peres. O resto foi lua-de-mel em lugar tranqüilo, que os noivos fizeram questão de guardar em reserva.

                                                  STAËL ABELHA, 50 ANOS DEPOIS



      De 05 a 22 de outubro de 2010, na Casa Ziraldo de Cultura, em Caratinga, MG, foi realizada  a exposição “Stael Abelha, nossa eterna Miss Brasil”, trazendo fotografias e reproduções  de reportagens sobre a caratinguense que foi eleita a mulher mais bonita do Brasil no ano de 1961. Realizada pela Associação Estação de Cultural de Caratinga, com apoio da Prefeitura Municipal, a iniciativa foi do cartunista  Edra que partindo do seu acervo de publicações sobre a homenageada conseguiu o apoio do seu amigo Onair de Freitas, fotógrafo que cobriu o  evento daquela época, emprestando algumas de suas fotografias e exemplares das revistas “O Cruzeiro” e “Manchete”. Outro colaborador para o sucesso da mostra foi o presidente da CDL, Paulo Sérgio da Silveira, além de Cezário Baptista, de Jaguariúna, SP, que cedeu cópias de reportagens. Fonte: http://casaziraldodecultura.blogspot.com.br

EPÍLOGO

               Staël Abelha surpreendeu o país ao renunciar ao trono de Miss Brasil, um título cobiçadíssimo ainda hoje, quanto mais nos mágicos anos sessenta. Vera Maria Brauner, Miss Rio Grande do Sul, sua vice, segunda colocada no Miss Beleza Internacional, foi coroada oficialmente Miss Brasil 1961 em um programa de televisão.

               Espero que hoje, ao rever as revistas daquele inesquecível 1961, Staël Abelha, ao lado de algum neto curioso, possa dizer:  - Eu fui Miss Brasil, mas troquei meu reino por amor, não me arrependi e sou feliz, muito feliz. Que assim seja, Staël Maria da Rocha Abelha, a quem dedico esta SESSÃO NOSTALGIA da  última semana de abril de 2011.

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domingo, 24 de abril de 2011

2º PASSEIO DOS AMIGOS DE QUINQUINHA, ETAPA PARAÍBA 2011


2º PASSEIO DOS AMIGOS DE QUINQUINHA, ETAPA PARAÍBA


QUINQUINHA, CIDADÃO DE TRÊS CIDADES - O jovem agropecuarista Joaquim Francisco de Morais Andrade Filho, o Quinquinha, uma das pessoas mais queridas da região, nasceu em Timbaúba-PE, criou-se em Macaparana-PE  e renasceu em Mataraca-PB, quando DEUS  permitiu  que ele sobreviesse  de um grave acidente de automóvel, em 09/02/2007, em solo mataraquense. 


FAZENDA SANTANA, O TEMPLO DA AMIZADE, DEPOSITÁRIO DA FÉ -A  propriedade Fazenda Santana, do Quinquinha, está localizada em Mataraca, palavra que significa “monte de formiga”, pequeno município localizado na microregião do litoral norte paraibano, distante 85 km de João Pessoa. A capelinha dedicada a Santa Ana, Santana, avó de Jesus Cristo, é depositária de uma relíquia: um comprimido do medicamento anticonvulsivo Trilepital, um dos inúmeros remédios que Quinquinha tomou durante dois anos e meio. No dia em que o medicou o liberou da medicação, aquele seria o último Trilepital que ele tomaria. Não precisou tomar mais, e o comprimido foi depositado aos pés de Santa Ana.    
MATARACA, VALE DOS VENTOS – O município de Mataraca está localizado na microregião do litoral norte paraibano. Limita-se ao norte com Canguaretana e Baía Formosa, no Rio Grande do Norte; ao sul, com Rio Tinto e Baía da Traição; a leste com o Oceano Atlântico; e a oeste, com Mamanguape. Entre as atrações de Mataraca, destacam-se Lagoa Encantada, Parque Ecológico do Caranguejo-uçá e Barra do Camaratuba. A energia eólica é uma realidade e as fotogênicas construções lembram pássaros voando sob o céu infinito.

BARRA DO CAMARATUBA, PARAÍSO DOS SURFISTAS – O distrito de Barra do Camaratuba, à margem direita do Rio Guajú, distante 11 km do centro de Mataraca, está arrodeado por vegetação da mata atlântica. A vila tem uma população estimada em 1.000 habitantes, boas pousadas e vocação para o ecoturismo rural e de aventura. Camaratuba, em tupi-guarani, significa o lugar onde existe o arbusto cambará, planta ornamental que produz flores de cores variadas e cujas folhas são usadas para chás no tratamento de resfriados, bronquites e asma. O  Mar aberto de  Barra do Camaratuba , paraíso paraibano dos surfistas, é um convite para a poesia.
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BIG BROTHER MATARACA - Um grupo descontraído hospedou-se  na casa grande da Fazenda Santana  e deu um toque de BBB, Big Brother Brasil, ao ambiente. Sem edredom e sem paredão, eles e elas  beberam,  dançaram, cantaram e espantaram o silêncio.
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FORRÓ PÉ DE SERRA – Na noite do sábado, 23, o conjunto Titãs Nordestinos foi a grande atração musical da Fazenda Santana, tocando forró da melhor qualidade. Surpreendi-me e adorei quando tocaram em ritmo de forró Tortura de Amor, de Waldick Soriano (1933-2008), uma das minhas canções românticas favoritas.
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UM PASSEIO EM DUAS VERSÕES/ETAPAS-  O Passeio dos Amigos de Quinquinha foi criado pelo próprio no ano passado,  com a missão de cultuar a amizade e o objetivo de  promover as belezas naturais da região. São dois eventos, a versão  paraibana, em Mataraca, e a versão pernambucana, em São Vicente Ferrer. O paraibano de 2010 teve um roteiro mais extenso, Barra do Camaratuba-Praia do Sargi-Baía Formosa-Barra do Cunhaú-Pipa. O percurso foi reduzido este ano para Barra do Camaratuba-Sargi-Baía Formosa. Motivo: a maré alta e o período da desova das tartarugas marinhas. Mas nada impediu que a alegria e a amizade fizessem a festa.***** Acima, quatro integrantes da família Cavalcanti, de Macaparana: Marluce e os primos Geraldo, Cláudio e .
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PARCEIROS DO PASSEIO – O 2º PAQUIN-PB  contou com o apoio e a parceria da Prefeitura de Mataraca;  Novo Rumo, concessionária da Honda em Sapé-PB; Agronil-Produtos Agrícolas & Irrigação; Rede Amigos; Rumisal; Ciclo Mojos e CP. ***** Na foto acima, Cláudio Mendonça, Gerente da Novo Rumo, e Wal Show, coordenador do evento.
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A LARGADA - Chovia e o relógio marcava 10h30min quando, após o café servido no Bar do Pedro Birro, dezenas de motos e quadriciclos deram início ao Passeio. Antes, Fred Madruga, representando seu pai Carlos Madruga, prefeito de Mataraca, ausente por motivo de problemas de saúde na família, falou da importância do evento para a divulgação do turismo local.***** Na foto acima, Rute Brandão de Morais Andrade (mãe de Quinquinha), Quinquinha e a namorada Maria Izabel Guedes Regis de Albuquerque
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O RETORNO - Em torno das 14h30min, a caravana começou a retornar. Uma deliciosa peixada foi servida na Pousada e Restaurante Brisa Mar, propriedade de uma senhora simpática conhecida por Mãe Santa. ***** Da esquerda para a direita: Neto-Raniere, Patrícia-Bruno, Marluce, Maria Izabel-Quinquinha e Rute Brandão.
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FLASHES - Alegria, animação, amizade, união... Um passeio para recordar.
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QUANDO JULHO VIER - No dia 10 de julho, em São Vicente Ferrer, teremos o  2º PAQUIN-PE, Passeio dos Amigos de Quinquinha, etapa Pernambuco, sob a coordenação de Miguel Borba. Outras emoções voltarão a ser vividas e PASSARELA CULTURAL estará lá,  se DEUS permitir, afinal, "a amizade não se compra, se conquista."
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SESSÃO NOSTALGIA, DIGO, SESSÃO ESPECIAL - AS NOTAS DE 1 A 10 DO MISS PERNAMBUCO 2011

Daslan Melo Lima

Nayara Berenguer, Miss São Lourenço da Mata. (Foto: Nando Chiappetta)

               Esta semana, excepcionalmente, o espaço de PASSARELA CULTURAL dedicado às grandes Misses do passado focalizará o concurso Miss Pernambuco 2011, no que diz respeito aos mapas de votação. Nayara Berenguer, Miss São Lourenço da Mata, teria obtido o primeiro lugar se a atribuição das notas fosse outra? Qual o melhor método para  conceder notas às candidatas?

Leidyane Vasconcelos, Miss Santa Cruz do Capíbaribe, eleita Miss Pernambuco 2011. (Foto: Nando Chiappetta)
 

               Não assisti ao concurso Miss Pernambuco 2011, realizado no Clube Internacional do Recife, no dia 16 de abril. Fiquei desmotivado para ir ao Recife depois que a garota que indiquei para representar Timbaúba no Miss Pernambuco adoeceu e ficou fora do treinamento realizado em Carpina. Também não vi o desfile pela televisão, pois a programação da TV Clube não alcança o território timbaubense, subalterno aos programas gerados no Rio e São Paulo. Não conheci pessoalmente nenhuma candidata ao Miss PE 2011, exceto a eleita, quando disputou o título máximo da beleza pernambucana em 2010. Com base nas imagens divulgadas na Internet, Leidyane Vasconcelos, Miss Santa Cruz do Capibaribe, estava na minha lista do Top 3, como terceira colocada.  Tayanara Gargantine, Miss CPOM-Clube dos Oficiais da Polícia Militar de Pernambuco , em segundo lugar, e  Nayara Berenguer, Miss São Lourenço da Mata, em primeiro lugar. Não sei se manteria essa ordem, caso tivesse comparecido ao Clube Internacional do Recife e visto todas de perto. Na semana passada, promovi uma enquete em PASSARELA CULTURAL, perguntando se os leitores gostaram ou não da nova Miss PE. Eis o resultado: 48% dos internautas disseram que sim, que adoraram a nova Miss PE; 36% disseram que não gostaram e que preferiam outra candidata; e 16% alegaram que não gostaram da nova Miss PE, mas que o título estava em boas mãos.
               Todos nós sabemos que é muito difícil o resultado de um concurso de beleza agradar a todos, indistintamente. Ao criar esse espaço para discussão, meu objetivo foi o de focalizar o critério dos mapas de votação, o sistema de conceder notas, que poderá prejudicar uma concorrente em potencial. Já participei como jurado de concursos de beleza e  fiquei perdido diante das notas de 1 a 10 que eu teria de dar a quesitos diversos, tais como: beleza facial, plástica, simpatia, fotogenia, desenvoltura, entrevista, traje típico, traje social...  Uma loucura ! Muito mais prático e objetivo seria utilizar o método adotado por certames que fazem assim: diante do grupo de candidatas, cada membro da comissão marca apenas um X ao lado daquelas que ele entende que deve figurar entre as finalistas. Quando essas são definidas, cada  membro do júri opta apenas por aquela que ele considera ser a melhor. No ano passado, fui jurado do Miss Brasil Latina, coordenado por Fernando Bandeira, e o método de votação foi o que acabei de relatar. E que bom, no final da eleição, ouvir dos meus companheiros/companheiras  da mesa julgadora expressões assim: Eu votei em fulana para Miss Brasil Latina... Eu votei em sicrana... Tudo tão transparente... Nos modestos concursos de beleza  de Timbaúba e cidades circunvizinhas, quando sou convidado para prestar assessoria, oriento para que as notas sejam de 1 a 3. A comissão opta apenas por três candidatas/candidatos ao título. Nota 3 para o primeiro lugar, nota 2 para o segundo lugar,  e nota 1 para o terceiro lugar.   Vence quem obter o maior número de pontos.
              Entre tantas vozes renomadas que se manifestaram publicamente sobre a condução do concurso Miss Pernambuco 2011, destaquei as que se seguem, por ordem alfabética.
De FERNANDO MACHADO, jornalista, colunista social e ex-coordenador de vários concursos de beleza:  A nova Miss Pernambuco, Leidiane Vasconcelos, já sabia que seria a eleita, conforme algumas misses me contaram nos bastidores. Quando seu nome foi anunciado vencedora ela não chorou de emoção. Muito esquisita essa sua reação. Até um helicóptero foi contratado para tirá-la do Internacional.  ///// Depois de participar do Miss Pernambuco durante cinco anos, Leidiane Vasconcelos, de Santa Cruz do Capibaribe, foi escolhida ontem à noite, no Clube Internacional, a mais bela do Estado. Uma pena que as misses do Clube dos Oficiais da PM Taynara Gargantine, Petrolina Ana Paula Coelho e São Lourenço da Mata Nayara Berenguer tenham ficado de fora.  Entre os prêmios Leidiane faturou um carro zero quilometro. Nayara Vasconcelos (São Lourenço da Mata) ao ouvir que não figurava entre as três desabou no choro. ///// Particularmente achei uma injustiça Taynara Gargantine não ficar entre as três. Caso tenha ela persistência como a vencedora um dia leva a coroa. (fernandomachado.blog.br)
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De JOÃO ALBERTO, jornalista, colunista social do Diário de Pernambuco e ex-presidente de inúmeras comissões julgadoras do Miss PE:  O concurso Miss Pernambuco-2011, realizado ontem, no Internacional, foi um grande sucesso, mas aconteceu um problema que precisa ser evitado nas próximas edições. ///// Alguns dos convidados para jurados tiveram um comportamento lamentável, dando nota 10 a algumas candidatas e 2 às outras. Como os outros jurados deram notas com pouca divergência, a atitude daqueles jurados claro que prejudicou algumas candidatas. ///// Claro que se trata de um julgamento pessoal, cada um tem sua opinião, mas de forma alguma é correto dar apenas 2 pontos a várias candidatas e 10 a que, evidentemente, era sua candidata. Faltou, claro, a imparcialidade que se deveria exigir de um jurado. ///// A apuração foi comandada pelo presidente do Tribunal de Justiça de Pernambuco, desembargador José Fernandes de Lemos, que não poderia fazer nada diante do absurdo que ele mesmo viu, das notas com grandes diferenças de pontos. ///// Tenho o nome desses jurados, mas que prefiro não divulgar, mas que me decepcionaram muito. Nos anos anteriores, eu fui chamado a indicar jurados, este não não fui. Apenas indiquei o presidente da mesa. ///// A direção dos Associados de Pernambuco não gostaram nadinha da atitude daqueles jurados e já decidiram: no próximo ano, a comissão terá menos integrantes, não poderá haver repetição dos mesmo jurados, como vem ocorrendo, e serão todos pessoas totalmente isentas.///// Boas medidas para manter a credibilidade do concurso. Eu mesmo recebi dezenas de e-mails contestando o resultado. Que até me pareceu justo, mas que deixou dúvidas, sem dúvida deixou. /////Desculpem a repetição… (blogs.diariodepernambuco.com.br/joaoalberto/)
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De MUCIOLO FERREIRA, jornalista, ex-colunista social do Jornal do Commercio/Recife e ex-coordenador/assessor de imprensa  de vários concursos de Misses PE e Rainhas do Baile Municipal do Recife: Na visão de Mucíolo Ferreira, que entende tudo de misses, Pernambuco perdeu uma grande chance de eleger a sua primeira Miss Brasil. Ele apostava todas as fichas na candida­ta de São Lourenço da Ma­ta, Nayara Berenguer, realmen­te belíssima, com rosto, corpo e porte de Miss. Segundo ele, uma candidata no ní­vel de Ângela Agra, Miss PE 1978, considerada uma das mais belas da história, que obteve 5º lugar no concurso nacional. (Foco, Paula Imperiano, Folha de Pernambuco, 19/04/2011) ///// "João, lamentável o que aconteceu sábado passado com um resultado duvidoso e que põe em xeque a atual coordenação.Porque, Indiscutivelmente, Pernambuco teria grande chance de eleger sua primeira Miss Brasil, caso a vitoriosa fosse a Miss São Lourenço da Mata, Nayara Berenguer, única candidata com perfil de uma miss exigido atualmente pelos promotores do Miss Universo." ((blogs.diariodepernambuco.com.br/joaoalberto/)

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Detalhe: Muciolo Ferreira viu o concurso pela televisão. Em minha opinião, para opinar sobre quem é a melhor candidata a um título de beleza, necessariamente não se tem que estar no local. Qualquer falha estética fica muito mais visível justamente  na televisão. Tanto é que, em cada set de cena de novela, a  TV Globo usa mais de seis câmeras para captar as melhores imagens antes de editar o capítulo.

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De ROBERTO MACÊDO, arquiteto e jornalista baiano, missólogo, ex-coordenador de concursos de beleza, editor do Miss News e uma das maiores referências nacionais e internacionais da missologia Infelizmente vemos coisas desse tipo acontecerem em diversos Estados e em muitas cidades. Até no concurso nacional não faltam denúncias. ///// Sou jornalista, baiano, especialista em concursos de beleza. Em 2007 denunciei o Miss Bahia ao Ministério Público. Foram instaurados dois inquéritos: um, de corrupção de menores, e outro, de crimes contra a cidadania. Foram remetidos para a Delegacia de Defraudações e até hoje não deram em nada. Durante dias, a denúncia foi assunto de primeira página nos jornais daqui de Salvador. Levei ao MP provas e algumas ex-misses que testemunharam as falcatruas que acontecem nesses concursos. ///// Em 2009, quase denunciei o Miss Brasil ao Ministério Público Federal. Cheguei a fazer os contatos preliminares com o órgão em Brasília, mas o resultado do Miss Brasil não confirmou o circo que estava sendo armado. Mas permaneço vigilante.///// Será que não é hora de alguém ter coragem e também denunciar o Miss Pernambuco ao Ministério Público? Será que não existem provas? Será que não existem meninas dispostas a irem ao MP??? ///// Não concordo com uma miss precisar de cinco tentativas para se eleger. Acho que quando a moça é bela, ganha todas de primeira, como a minha amiga Martha Vasconcellos, a nossa última Miss Universo. Em 2009 assisti ao Miss Pernambuco e vi esta eleita agora concorrendo naquele ano. É bonita, mas nada excepcional. ///// O pior de tudo nos concursos de beleza é iludir meninas que estão começando a se tornar adultas, iludir famílias, amigos, municípios e até desembargadores em eventos que deveriam ter lisura. É aquela história: a mulher de César não precisa apenas “parecer” honesta. Ela tem de ser honesta.///// Por que a votação no Miss Pernambuco não foi feita com X? Cada jurado marcava um x nas suas dez preferidas. As mais votadas seriam as dez semifinalistas. Depois mais um X para finalista, e assim por diante, até um X para a vencedora. Isso evita esse modelo viciado de dar nota 2 todas as concorrentes e uma nota 10 para a sua única favorita. Desrespeito e má fé!(missnews.com.br)
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De um amigo, via e-mail: Minha preferida era Ana Paula Coelho, Miss Petrolina, garota de muita classe. Nayara Berenguer, Miss São Lourenço da Mata, é linda, mas muito verde.  Conversei com seu coordenador e ele me disse que ela voltará em 2013. Tem tudo para ser uma Miss Brasil.
De outro amigo, por telefone: Nayara Berenguer é a cara de Renata Fan, Miss Rio Grande de Sul e Miss Brasil 1999. Ela merecia o primeiro lugar. Aquela menina tem tudo para ser uma Miss Brasil.
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Luzielle Rayanna Silva Vasconcelos, Miss Pernambuco 2010. (Foto: caras.com.br)
                 Ao encerrar esta matéria, quero registrar aqui minha singela homenagem a Luzielle  Vasconcelos, a Miss Pernambuco 2010, que poderia ter ido mais longe no Miss Brasil, que cumpriu seu reinado com classe e categoria e que deixou seu nome registrado como uma das maiores misses pernambucanas.
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E-mail enviado por Silveira, de Pelotas-RS
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Daslan,

       Visitando mais uma vez seu Passarela Cultural, encontrei diversos comentários sobre o ocorrido com algumas notas, no último miss Pernambuco, inclusive sugestões para que tal não venha mais a ocorrer, no que diz respeito à atribuição de notas, nos certames de beleza. Por isso, lembrei-me de lhe enviar uma matéria que redigi a respeito, não com o propósito de criticar o Miss Pernambuco e sua vencedora, mas, com base no ocorrido, discorrer em tese sobre a questão, propondo a solução que me parece mais viável e definitiva. Caso considerar pertinente, coloco esta matéria a sua disposição, para eventual publicação..Acho que existem vícios e imperfeições que se arrastam por décadas nos concursos de beleza, sem que sobre eles se faça um debate, uma reflexão mais séria. É o que me proponho através desta matéria.

Atenciosamente,
                                                            Silveira/Pel
                                                      

       Terminou por transpirar a notícia da atribuição de notas muito baixas dadas por alguns jurados do Miss Pernambuco a fortes candidatas, provavelmente com o propósito de favorecer a preferida dos que agiram dessa forma. E estas concorrentes muito cotadas parece terem ficado de fora, inclusive do rol das finalistas. É lamentável que isto possa ter ocorrido, por prejudicar todo um trabalho da organização do certame estadual de recrutamento de belas candidatas, desde que tal organização não tenha tido conhecimento prévio do que viria a acontecer, igualmente lamentável por frustrar um estado de onde sempre se aguarda fortes candidatas de ser representado por uma ainda mais credenciada, assim como perde o Miss Brasil de ter outra concorrente dentre as mais competitivas.

      Eu venho denunciando essa prática antiética, já há alguns anos. Desde a década de sessenta, quando foi introduzido este critério de votação através de notas, que as distorções daí decorrentes têm influenciado negativamente o resultado lógico de muitos certames. Em Passarela Cultural, de meu caro Daslan Mello Lima, ele reproduz a reportagem de um Miss Brasil, se não me engano de 1965, onde alguns jurados e o próprio repórter externam sua indignação pela ocorrência de notas visivelmente manipuladas por um que outro jurado inescrupuloso, com a clara intenção de derrubar a franca favorita da maioria dos demais membros da comissão julgadora, o que veio a ocorrer, efetivamente. Em inúmeros oportunidades, tenho criticado esse critério absurdo de eleição de misses, mas com pouca receptividade tanto da parte dos aficionados nos concursos de beleza, como da organização de tais certames.

      Na verdade, o que ocorreu há pouco no Miss Pernambuco, não se constitui em nenhum fato inusitado, já que a maioria dos concursos de beleza parece continuarem a insistir nesse sistema desastroso de atribuição de notas, além do que, pela falta de transparência da maior parte deles, sou levado a supor que inclusive em meu estado o mesmo possa acontecer, sem que sequer tomemos conhecimento disso. Uma exceção parece ter sido o Miss Santa Catarina deste ano que, ao que consta, adotou o critério muito mais enxuto do voto uninominal de cada jurado em sua candidata favorita, que viabiliza a vitória da que tiver metade mais um dos votos da comissão julgadora. Procurei dar a mais ampla divulgação a esta mudança por demais auspiciosa e, agora, aproveito esse incidente das notas baixas que, por sorte, até, terminou transpirando no Miss Pernambuco, não para tripudiar sobre este concurso e sua vencedora, mas para falar em tese contra essa prática que já deveria ter sido banida há muitas décadas das competições de beleza do mundo inteiro.

       O que é impressionante e lamentável é a mesmice, a rotina tacanha e irracional que persiste, década após década, na realização dos certames de beleza, a começar pelos internacionais, com a repetição dos mesmos procedimentos sabidamente ineficazes e nocivos em suas instâncias inferiores, sem que sobre estas práticas se faça qualquer reflexão ou discussão. Assim, se a matriz internacional usa o sistema de notas, parece ser porque este deva ser o único possível de ser utilizado. Parece não caber qualquer iniciativa de sua substituição por outro critério que não cause as mesmas repetidas irregularidades. Em vez de corrigir este erro, quando ele ocorre,  muitas vezes apenas abafa-se a divulgação dessas distorções, como se o problema não fosse continuar latente. Por isso mesmo, não é comum ficarmos sabendo de tais fatos que só chegam ao nosso conhecimento, quando alguém como esse repórter em Pernambuco parece ter tido a possibilidade de detectá-lo e, ao mesmo tempo, a coragem de trazê-lo a público. Em muitas outras vezes, só nos restam indícios, pelo verdadeiro descalabro de resultados incompreensíveis.
 
       E a mesma prática rotineira e viciada dessas notas envenenadas continuam a ser utilizadas em outros momentos dos certames de beleza, como a leviandade de critérios na escolha das comissões julgadoras, muitas vezes constituídas predominantemente por patrocinadores do concurso, que têm cadeira cativa nesses certames onde injetam dinheiro, completadas por políticos, por jogadores de futebol, enfim, por pessoas que não costumam ter uma noção mais nítida do que se precisa buscar na escolha da vencedora de um concurso de beleza. Também se constitui num absurdo a importância decisiva que ainda é atribuída ao conteúdo da resposta das finalistas à única pergunta que lhes é formulada, como se essa resposta fosse suficiente para aquilatar o nível intelectual de uma candidata, ou como se tais certames de beleza estivessem em busca de uma comunicadora ou formadora de opinião, e não de uma beldade que deverá mostrar sua maior desenvoltura, não diante de um microfone, dando respostas sábias e politicamente corretas a toda e qualquer pergunta, mas diante dos holofotes, das câmeras de televisão e das passarelas internacionais.

        Pelo que consta, a direção dos Associados de Pernambuco não gostaram da atitude desses jurados que, tendenciosamente, teriam dado notas muito baixas a fortes candidatas, por óbvias razões. Também consta que, para o ano, visando evitar a repetição de tal erro, constituirão comissão julgadora com menos integrantes, como se isso, por si, impedisse a inclusão de algum corrupto; também não pretendem repetir integrantes da última comissão julgadora, e que todos os convidados serão "pessoas isentas" (as aspas foi eu quem as colocou). Quanta ingenuidade, quantas soluções paliativas, a persistirem na prática viciada desse critério de notas. Como se poderá ter certeza absoluta de que a unanimidade dos escolhidos portar-se-ão como pessoas isentas?

       O que se torna absolutamente necessário e inadiável, em todas as instâncias de todos os certames de beleza, é a utilização de um critério que impeça eventuais corruptos, que inesperadamente poderão se revelar como tal, levados por interesses inconfessáveis, de darem livre curso a sua falta de ética. E isto é bem mais fácil de se conseguir através do voto direto de cada jurado em sua candidata preferida, porque, aqui, o desonesto queima apenas o seu voto em uma preferência que pode ser meramente pessoal, mas não derruba com notas baixas ou as piores classificações a favorita da maioria dos demais membros da comissão julgadora. Exatamente aí está o cerne da questão. É o mau jurado que, não só exerce o direito de apontar sua preferida como, através do expediente escuso de atribuição de notas muito baixas às mais fortes concorrentes, consegue até impedi-las de seguirem adiante no concurso e, cúmulo dos cúmulos, impede que a preferida da maioria de seus pares seja a vitoriosa. Trocando ainda mais em miúdos, existe uma candidata que é a opção do maior número de jurados, mas ela não obtem o maior número de pontos e, por isso, é derrotada por uma minoria de integrantes da comissão julgadora, o que se constitui no mais absurdo dos descalabros. Este é um júri que faz a vontade de uma minoria de mal intencionados, em detrimento da manifestação expressa da maioria de seus componentes que deram notas éticas e equânimes para todas as candidatas. Nada mais antidemocrático, irracional e antiético. Mas parece que isto é muito difícil de entender, e mais ainda, que tal critério nefasto é impossível de ser substituido por outro isento de desonestidades.

        E nada mudaria se a nota mínima, em vez de dois, como parece ter sido o caso do Miss Pernambuco, fosse cinco, porque o efeito perverso dessa nota mal intencionada continuaria sendo o mesmo. E nota mínima oito, também não me parece a solução, até porque embolaria perigosamente a pontuação das finalistas e porque dois ou três oitos dados maldosamente a uma favorita, entre candidatas com pontuação muito próxima, também poderiam afastá-la.da merecida vitória. E então, pergunto, por que não substituir esse viciado critério de notas pelo do voto direto de cada jurado em sua preferida, tal como ocorria nos primeiros certames do Miss Brasil? Existe alguma objeção a este sistema? Qual seria ela? Por sua vez, existe alguma vantagem das notas em relação ao sufrágio uninominal? Este último tem uma particularidade que talvez faça com que até possa ser encarado com reservas. É que voto uninomial é algo muito simples de ser dado, e mais ainda, de ser computado. Por isso, talvez não seja revestido do aparato, da pompa e da circunstância que se imagina dever revestir o critério de escolha em um concurso de miss. O muito simples, às vezes, pode ser visto como simplório, daí ser preciso complicar, para impressionar, para dar foros de eficiência e seriedade.

       Mas existe, talvez, um outro motivo para explicar a dificuldade que eu sinto da maioria em admitir a supressão do sistema de notas. Silvio Santos, com seu Miss Brasil de muito mau gosto, costumava fazer suspense barato com essas notas dos jurados. E fez deste momento, talvez, o de maior sensação. A verdade é que até nesse voto a descoberto da era Silvio Santos, uma jurada muito cara de pau, com uma nota um, derrubou grotescamente as chances de uma candidata favorita. Mesmo assim, esse sistema nefasto, em suas linhas básicas, continuou como sempre, até os dias de hoje. Silvio acostumou o telespectador brasileiro a ver no sistema de notas algo inerente aos concursos de miss. Por aí talvez esteja uma explicação para que, diante do sucedido mais uma vez no Miss Pernambuco, a maioria dos que se interessam por esse tipo de certame chegue apenas a propor remendos no sistema de notas, mas não consiga imaginar nem admitir a sua supressão e substituição, ainda mais por um sistema tão simples, como o do voto uninominal. Mas se é para não se perder o suspense, que se recolha o voto de cada jurado em uma urna, e que simplesmente se faça o computo deles diante do público.
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       Além do mais, em um certame que é eminentemente comparativo, será que já se pensou no absurdo de se conferir nota a uma candidata, sem antes ter tido a possibilidade de comparar o desempenho desta concorrente com o das outras que se apresentarão a seguir? Isto me parece uma leviandade. Digamos, por exemplo, que uma das primeiras a se apresentar tenha sido considerada merecedora da nota máxima, por seu desempenho que pareceu excelente. Como irá agir o jurado no caso de outra candidata se apresentar, posteriormente, com uma performance ainda superior? Não seria muito mais lógico fazer concisos comentários escritos sobre a apresentação de cada concorrente, ou sublinhar as que se sairam melhor e, baseado nestes apontamentos, ao final da apresentação de todas, fazer um balanço bem fundamentado sobre qual delas foi a melhor, ou quais as melhores?

       Também igualmente válida é a idéia de, para a escolha das semi finalistas e das finalistas, além dos breves comentários feitos em folha separada para servir de orientação ao jurado, colocar-se um X ao lado do nome das candidatas preferidas, classificando-se as quinze, ou dez ou cinco, que obtiverem o maior número de indicações dos membros da comissão julgadora. Mas para a escolha da vencedora, o ideal é o voto direto de cada jurado em sua preferida, para que  jurados mal intencionados não possam dar maldosamente a pior das classificações à candidata da maioria, com o propósito de lhe impedir a vitória. E no caso de, em primeira votação, não haver concorrente com essa maioria de votos, pela dispersão de preferência dos jurados em três ou mais candidatas, é só repetir a votação em torno das duas mais votadas que aí surgirá a vencedora da forma mais transparente e insofismável.  

        Um fato curioso e digno de, aqui, ser levado em consideração foi o que ocorreu, e o que poderia ter sucedido, na eleição de Marta Rocha, quando a escolha ainda era feita pelo voto direto de cada jurado em sua preferida. Sei de fonte mais que fidedigna de que Marta, por incrível que nos possa parecer, venceu o Miss Brasil pela escassa margem de um voto, simplesmente pela resistência de alguns jurados à sua loirice "pouco brasileira". Se a eleição tivesse sido por nota, é muito possível que algum desses jurados com maior preconceito contra loiras, mais cioso da morenice que deveria se estampar na pele de nossa Miss Brasil, e com postura menos escrupulosa, tivesse facilmente boicotado sua vitória, atribuindo-lhe alguma nota bem baixa, suficiente para sua derrota. Por sorte o critério ainda era isento de falcatruas, e não chegamos a ser privados, por um expediente tão baixo, da eleição de Marta Rocha, o maior e mais merecido mito brasileiro de beleza feminina de todos os tempos. Mas depois que as notas passaram a ser adotadas, elas tem feito muitos e repetidos estragos, dentre os quais, pelo que consta, a escolha da última Miss Pernambuco pode ter sido o mais recente. E que venha a ser o último, não custa esperar, ainda que muito ingenuamente.

         Enfim, está mais do que em tempo de deixarem as organizações dos concursos de persistir, ano após ano, nessas práticas rotineiras, burras, ineficazes e perniciosas, tais como esse critério de atribuição de notas, que pode garfar a candidata mais bela, assim como a má escolha dos integrantes das comissões julgadoras, além do excesso de importância dada ao conteúdo da resposta a uma única pergunta, como fator decisivo para definir a vencedora de um certame de beleza. É preciso que as organizações desses concursos atuem com maior discernimento, seriedade e transparência, para que possamos encarar os certames de beleza, bem como suas organizações, com muito mais respeito e credibilidade.
                                                                              
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