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SEJA BEM-VINDO ! SEJA BEM-VINDA! VOCÊ ESTÁ EM PASSARELA CULTURAL, a sua revista on-line semanal, fundada em 02/07/2004. ***** Esta é a edição nº 624, referente ao período de 18 a 24 de junho de 2017. ***** Editor: Daslan Melo Lima ***** Timbaúba, Pernambuco, Brasil ***** Telefones: (81) 99612.0904 (Tim) e (81) 99277.3630 (Claro) ***** WhatsApp: +55 81 99612.0904 ***** E-mail: daslan@terra.com.br

sábado, 28 de janeiro de 2012

DE TIMBAÚBA PARA O MUNDO


TIMBAÚBA, ROTEIRO POÉTICO
PARECE QUE O MAR É ALI - É meio-dia na Praça Carlos Lyra. Porque é janeiro, a praça está deserta, como desertas estão dezenas de ruas timbaubenses. Os estudantes estão de férias e muitas pessoas foram sentir na  pele a brisa mansa, o azul e o sal das praias de Acaú, Pitimbu, Pontas de Pedra, Praia Azul...Parece que o mar é ali, diz o silêncio que está aqui.
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MEMÓRIA TIMBAUBENSE

Neste domingo, 29, o casal José Marcos de Vasconcelos Carvalho e Nadja Palma Pedrosa de Vasconcelos celebra Bodas de Coral.  Há 35 anos, ele e ela tornaram-se marido e mulher, em cerimônia  celebrada pelo Padre José de Castro,  na Igreja da Iputinga, Recife. Aposentados do BNB, Banco do Nordeste do Brasil, Marcos e Nadja estão radicados há anos na capital pernambucana, mas não esquecem Timbaúba, sua amada Princesa Serrana.
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O MAR DE TAMBAÚ POR TESTEMUNHA

          Entre as concluintes do curso de Enfermagem da UFPB, Universidade Federal da Paraíba, havia uma timbaubense, Moema Brandão de Albuquerque, filha de Rosinaldo Bezerra de Albuquerque e Marluce Brandão de Albuquerque. A imagem abaixo lembra um baile carnavalesco, mas foi assim, descontraidamente, que a turma compareceu à Aula da Saudade.

           
          Após a Aula da Saudade, diante do mar de Tambaú, quinze concluintes agradeceram a DEUS pela vitória alcançada e prometeram contribuir para a construção de um mundo melhor. 
             
A colação de grau aconteceu no auditório da reitoria da UFPB, no dia 22 de dezembro. O baile de formatura foi realizado no dia 14 de janeiro, na Maison Blunelle, em João Pessoa-PB. Acima, Valéria, Kaisy, Tereza, Moema, Ana Eloísa, Katyenny, Mayara Kaline, Laura e Ana Clara.
Moema Brandão ladeada pelos  pais Rosinaldo Bezerra de Albuquerque e Marluce Brandão de Albuquerque.
 Moema ladeada pelo amigo Márcio e sua irmã Mayara.
 Neves, Elieta, Moema e Rosinha. A formanda e suas tias.
Elaine, Renata, Rosa Magda, Moema, Mayara, Regina e Raquel.
Moema e o noivo Julierme Barbosa.
 Moema o os amigos Sílvio Levino e Izabel Cristina.
Moema e os amigos Nilson  e Lucielma Hipólito.
 Moema e o noivo Julierme.
Marluce, Moema, Rosinaldo e Maiara, dias antes do baile, na cerimônia de colação de grau.
 
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DE ALAGOAS PARA O MUNDO

CHICÓ, A MORTE NUM DOMINGO, SEM BANHO NO TIJUCA

          Na manhã do domingo, 22 de janeiro, recebí pelo Facebook esta mensagem do meu conterrâneo-contemporâneo Ladorvane Cabral: "Sai de cena definitivamente, do teatro da vida, nesse plano, indo atender ao chamado de Deus, talvez em outros palcos, com refletores naturais, plateia mais dedicada, mais compreensível, o músico, cantor e  compositor que amava São José da Laje, Chicó. Nos deixa nessa manhã de domingo, dia 22".
       Chicó, apelido de  Antônio José da Silva, estava residindo em União dos Palmares, depois de ter vivido uma longa fase da sua vida em São José da Laje, onde marcou época como locutor, cantor e compositor.

Chicó, de blusa branca, com o conjunto Sarapós, no ano de 1977, em São José da Laje-AL
           Ao som de Banho do Tijuca, de Chicó, muitas meninas pegaram no sono ouvindo seus pais cantarem  "...eu quero morena ter o prazer / tomar banho no Tijuca com você." 
"C'ést la vie". Assim é a vida, dizem os franceses. Chicó, acima, em plena vitalidade. Abaixo, idoso, carente de cuidados. 
 
          Os domingos por si só são melancólicos, imagine quando anunciam morte. Ninguém deveria morrer nos domingos. O corpo de Chicó  foi sepultado em União dos Palmares, longe das margens do Rio Canhoto, longe do Tijuca, longe de São José da Laje, a Princesa das Fronteiras, terra de uma musa anônima que ele tornou imortal: "...eu quero morena ter o prazer / tomar banho no Tijuca com você." 

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ECOS DO 12º ENCONTRO DE LAJENSES
          Novas imagens e comentários do 12º  Encontro de Lajenses serão postados durante os próximos dias. As fotos publicadas na última edição de PASSARELA CULTURAL continuam em evidência mais abaixo, depois da secção "Vale a Pena ler de Novo". Detalhe: Confira no site PRINCESA DAS FRONTEIRAS mais de 200 imagens do evento: 
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SESSÃO NOSTALGIA - Flávia Cavalcante, Miss Brasil 1989

Daslan Melo Lima

PRÓLOGO
Flávia Cavalcante Rebelo, Miss Ceará, eleita Miss Brasil 1989.
          
          O concurso Miss Brasil 1989, realizado no Teatro Silvio Santos, em São Paulo-SP, na tarde de 1º/04/1989, não foi transmitido ao vivo, mas gravado, exibido à noite na TV e  reprisado no dia seguinte, domingo, dentro do Programa Sílvio Santos. Foi a última edição do Miss Brasil produzida e transmitida pela emissora de Silvio Santos. No ano seguinte, o SBT desistiu de realizar o evento e, pela primeira vez desde 1954, o Brasil ficou de fora do Miss Universo. Era o final do que se convencionou chamar “Era SS”, “Era Sílvio Santos”.
         
AS FINALISTAS DO MISS BRASIL 1989

O Top 3 do Miss Brasil 1989: Adriana Conceição Colin, Flávia Cavalcante Rebelo e Ceres Estefânia Sessin Ribeiro.

1º lugar: Flávia Cavalcante Rebelo, Miss Ceará, baiana criada em Fortaleza e estudante de Geografia. Seu traje típico, homenagem à Jericoacoara, uma das mais belas praias do Ceará, era muito grande e impediu que ela participasse do desfile de abertura. 2° lugar: Adriana Conceição Colin, Miss São Paulo. 3° lugar: Ceres Estefânia Sessin Ribeiro, Miss Rio Grande do Sul, a favorita dos fotógrafos. 4° lugar: Sylvia Beatriz Pires Dejá, Miss Goiás, formada em Piano e fluente em inglês e russo. 5° lugar: Amélia Augusta da Cruz Fonseca, Miss Paraíba, professora de inglês.

          O Sílvio Santos, apesar de ótimo animador de auditório, desagradava muita gente, que entendia que ele não conduzia o evento com imparcialidade. Ele iniciou a contagem pelos votos de Flávia Cavalcante, cujo total somou 99 pontos, e disse “...por enquanto você é a Miss Brasil!” Em seguida, contou os votos das Misses Paraíba, Goiás, São Paulo (98 pontos) e por último da Miss Rio Grande do Sul, cujo total só chegou a 95 pontos. A esta altura, a bela baiana-cearense estava em lágrimas, pois a cada nova divulgação de resultado as câmeras flagravam a sua emoção.

AS SEMIFINALISTAS E OS DESTAQUES DO MISS BRASIL 1989

          As semifinalistas foram: Luisiana Paula de Medeiros Carvalho, Miss Amazonas, Técnica em Edificações, umas das favoritas; Bianca Queiroz Rocha , Miss Bahia, sobrinha de Martha Rocha (Miss Bahia, Miss Brasil e vice-Miss Universo 1954); Viviane de Souza Carrelo, Miss Mato Grosso; Deuza Aparecida da Silva Ottoni ,Miss Mato Grosso do Sul; Beatriz Alvarenga Henriques, Miss Minas Gerais,  mineira de São João Nepomuceno, que desfilava desde os quatro anos de idade para as lojas de confecções dos seus pais; Simone Fernandes Julião,Miss Rio de Janeiro, que desfilou com um band-aid e maquiagem em uma perna para disfarçar uma queimadura sofrida de um refletor quando participava de um ensaio, e Mariza Marin Delgado, Miss Rondônia.  

          Outras Misses que se destacaram: Vanusa Aparecida Pauletti, Miss Espírito Santo,  uma das mais chiques e elegantes, empresária em Vitória e dona de uma cadeia de lavanderias; Acácia Rósea Azevedo, Miss Rio Grande do Norte, estudante do último ano de Pedagogia; Ana Cristina Medeiros, Miss Pernambuco, socialista convicta, e  Marta Maria Gomes, Miss Tocantins. Pela primeira vez, o Estado de Tocantins, criado pela Assembléia Nacional Constituinte de 1988, participou do Miss Brasil e sua representante foi apelidada  carinhosamente de Miss Estado Novo. Bianca Rocha, Miss Bahia,  ganhou o título de Miss Simpatia, conquistado numa disputa acirrada com Alcinéia Florentina de Arruda , Miss Roraima. 
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                  MAIS DETALHES DO MISS BRASIL 1989
          Na comissão julgadora, a presença de Jacqueline Meirelles, Miss Brasil 1987; o ator Carlos Eduardo Dolabella (1937-2003); a atriz Elizabeth Savalla; o ator Paulo Betti; o comentarista esportivo Osmar Santos; o cantor Ronnie Von; o jornalista Ferreira Neto (1938-2002); o estilista Ney Galvão (1952-1991) e o cabeleireiro Silvinho (1945-1989). O show musical ficou por conta de Gonzaguinha (1945-1991), Jane Duboc e Wanderléia

Flávia Cavalcante não se classificou no Miss Universo, realizado em Cancun, México, vencido pela holandesa Angela Visser, mas  trouxe para o Brasil o  troféu de melhor traje típico.

EPÍLOGO

          O bom nível cultural das concorrentes mereceu da Manchete este comentário: "Os tempos mudaram e o concurso de Miss Brasil 89 não é mais aquele. Agora, desafiando Schoppenhauer, as candidatas provam que moças bonitas e de cabelos longos não precisam necessariamente ter ideias curtas. O Pequeno Príncipe foi deixado de lado pelas garotas que, ou já estão fazendo faculdade ou se preparam para ingressar no curso superior. Entre  as concorrentes há dois pontos em comum com as misses de antigamente: a beleza e a vaidade de terem curvas e rostos reconhecidos no mundo."

No lugar de Flávia Cavalcante, a imagem de Roberta Close na capa da Manchete, embora houvesse a chamada "Miss Brasil 89, um show de beleza." Essa edição foi a fonte principal onde colhi a maior parte de informações desta Sessão Nostalgia. 

               Não entendi o porquê da Editora Bloch não ter dado a capa da Manchete de 15/04/1985 a Flávia Cavalcante, preferindo postar a imagem de Roberta Close. Nada contra a figura linda da Roberta, mas na época ainda  havia muita expectativa para ver uma Miss Brasil numa capa de revista.  
          A vida da Miss Brasil 1989 há muito tempo tomou outro rumo. Em vez de ser notícia, ela faz notícia.  A jornalista Flávia Cavalcante apresenta na TV Bandeirantes as notícias da cidade de São Paulo, no programa “São Paulo Acontece”. Detalhe: Ela tem um site, o www.flaviacavalcante.com.br .E quanto à sua beleza, as fotos abaixo mostram o quanto o tempo contribuiu para torná-la ainda mais bela.
 
Flávia Cavalcante e o esposo Luciano Campeão, advogado paulista. Foto: ovadiasaadia.com.br
 Flávia Cavalcante, beleza, educação, simpatia, carisma e inteligência. Foto: elasnatv.blogspot.com


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sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

TIMBAÚBA, A POESIA DAS CARNAUBEIRAS

           
          (Timbaúba-PE) - Há quem confunda as carnaubeiras da Rua Marçal Emiliano Sobrinho, eterna Rua Nova, com as palmeiras imperiais da Praça João Pessoa. Há lógica na semelhança. Ambos os tipos de árvores possuem a mesma imponência, o mesmo porte majestoso, digno da cidade que tem um codinome nobre: Princesa Serrana. O  nome “carnaúba” vem da língua indígena tupi e significa “árvore que arranha”. É capaz de viver por longas estações secas sem qualquer inconveniência aparente. Predominam no Piauí e Ceará. Alexandre Von Humboldt (1769-1859), naturalista alemão, chamou-a de “a árvore da vida”. Presume-se que viva até 200 anos, isso mesmo, dois séculos de existência, uma vida na terra que  jamais será alcançada pelos que passam na Rua Nova.

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DE TIMBAÚBA PARA O MUNDO

TIMBAÚBA - URGENTE - 23/01/2012, 15:00h 

          Choveu torrencialmente durante este final de semana e a cidade nesta segunda-feira, 23, chora a morte de Mere (Josimere Marques Ferreira), irmã de Custódio. Seu corpo está sendo velado na Câmara Municipal de Vereadores e o sepultamento será realizado às 16h30min. Mere tinha 51 anos de idade e aparentemente estava bem, mas desde o Natal que enfrentava um problema de saúde relacionado com a tireóide. Às 23 horas de ontem, domingo, 22, estava em casa e passou mal. Chegou a ser atendida no Hospital Memorial Ferreira Lima, mas faleceu. À família enlutada, as condolências de PASSARELA CULTURAL.
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... E ASSIM SE PASSARAM 40 ANOS

                Entre tantas festas de confraternizações que caracterizaram o mês de dezembro de 2011, uma das mais emocionantes foi a da Turma de Contabilidade de 1971, do Colégio Timbaubense. Da formação original, composta por 31 alunos, 5 morreram e  22 não compareceram, mas 15 deles marcaram presença na noite dançante realizada na sede da Banda 1º de Novembro.
          Dezembro de 1971. Concluintes de Contabilidade do Colégio Timbaubense
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          Dezembro de 2011. Eles e elas, 15 concluintes, 40 anos depois. Da esquerda para a direita, na fila de trás: Rivaldo Costa, Antônio Irapuan, Martinho Virgílio, Jeová Barboza, Jarbas Praxedes, Carlos Roberto Neves, Severino Francisco (Prof. Nino), Paulo Fernando de Albuquerque e Francisco Carlos Araújo. Na fila da frente, na mesma ordem: Lúcia Peixoto, Adiles Dinoá, Maria Severina (Mariinha), Cremilda Barbosa, Maria das Dores (Dodora) e Ivanise Silva.
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          O momento mais emocionante da noite ficou por conta de Cremilda Barbosa, que circulou pelas mesas dos antigos companheiros com um álbum de fotografias raras da época de  estudante. Com exclusividade, ela posou para PASSARELA CULTURAL segurando uma foto sua de 1971, numa cena que remetia a "Retrato", o famoso poema de Cecília Meireles (1901-1964):
"Eu não dei por esta mudança, / tão simples, tão certa, tão fácil: /  Em que espelho ficou perdida a minha face?
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 TIMBAÚBA EM FOCO, JANEIRO 2012

          Já está circulando a edição de janeiro/2012 da revista TIMBAÚBA EM FOCO, trazendo na capa um mapa do centro da cidade, apontando as mudanças no trânsito timbaubense. Entre as reportagens, destaques para: "Timbaubenses são capacitados para atuar no polo automotivo de Goiana"; "Vereadores votam o aumento do funcionalismo público"; e mais... muito mais. Você encontra TIMBAÚBA EM FOCO na Banca de Revistas  de Julio Alfredo. Os interessados em fazer uma assinatura da revista poderão fazer contato com a DJ Publicidades, através do e-mail  djpublicidades@hotmail.com, telefones: (81) 9906.3777 e (81) 9443.9958.
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MEMÓRIA TIMBAUBENSE

Qual o ano da foto? O que funcionava no imóvel da esquerda? O que existe  no lugar do Posto Esso? Vamos resgatar a memória fotográfica da Princesa Serrana ! Contatos: daslan@terra.com.br
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DE ALAGOAS PARA O MUNDO

12º ENCONTRO DE LAJENSES


Daslan Melo Lima
          Estive em São José da Laje no dia 14, onde vivi momentos mágicos, revendo a terra onde nasci e celebrando a Vida no 12º Encontro de Lajenses. 

Vânia Buarque, radicada no Recife-PE, era só alegria, ladeada por Mabel e Rosamaria Cavalcante, residentes em Maceió-AL. Womel, abaixo, filho de Vânia, adorou conhecer  a geração lajense dos anos 60.
Vânia, Womel e as irmãs Rolim.
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 Secção em construção. 
Aguarde as postagens de outros comentários e fotos do 12º Encontro de Lajenses.
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Detalhe: Confira no site PRINCESA DAS FRONTEIRAS mais de 200 imagens do evento, 
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SESSÃO NOSTALGIA - CAFÉ DA MANHÃ COM MARTHA ROCHA

Daslan Melo Lima

        - “Eu quero um quilo de Martha Rocha”, pedia um dos meus vizinhos no balcão da padaria do Sr. Manoel Lins d’Emery, o Seu Neco Emery. Eu ficava com água na boca vendo Seu Neco colocar na balança aquelas bolachas bonitas, redondas, grandes e apetitosas. 

         Naquelas manhãs da minha infância, Mamãe pedia para eu ir comprar apenas três pães do tipo “francês”, chamados popularmente de “pães aguados”, e dois do tipo “doce”. Esse era o nosso costumeiro café da manhã. E eu ficava imaginando que sabor teria aquelas bolachas bonitas, redondas, grandes e apetitosas. Como eu sonhava tomar um café da manhã com "Martha Rocha" !


            
          Depois que conheci a famosa baiana Marta Rocha através das páginas da revista O CRUZEIRO, entendi o porquê do visual daquelas bolachas que se destacavam dos outros produtos da padaria do Seu Neco. Era uma homenagem à Miss Brasil que perdeu o título de Miss Universo 1954 por causa das lendárias duas polegadas a mais nos quadris.

          Estive recentemente em São José da Laje, a cidadezinha alagoana onde nasci, e passei na rua da minha infância. Na esquina onde ficava a padaria,  agradeci a DEUS por ter dinheiro no bolso para comprar quilos e quilos de “Martha Rocha”. Mas como o Seu Neco Emery há muito tempo morreu e o estabelecimento comercial está desativado, o homem que sou consolou o menino carente que um dia fui e prosseguiu seu roteiro sentimental até a Igreja Matriz, tentando em vão decifrar os mistérios da vida e da morte.
                             
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sábado, 7 de janeiro de 2012

DE TIMBAÚBA PARA O MUNDO

SOLIDARIEDADE
         

     Irmãos, nosso irmão VITAL BERTINO DOS SANTOS, ex-Venerável da LOJA MAÇÔNICA OBREIROS DE NORTE Nº 07, OR.'. de Timbaúba, foi submetido a um transplante de fígado encontrando-se na UTI do Hospital Jaime da Fonte, no Recife. Segundo os médicos, ele precisa receber uma transfusão de sangue. Os irmãos que quiserem participar dessa corrente solidária e humanitária, por favor, dirigam-se ao HEMOPE e façam uma doação em nome de nosso amado irmão. Nós, seus irmãos da Obreiros do Norte, estamos fazendo nossa parte, mas precisamos muito do apoio e da solidariedade dos demais membros de nossa honorável instituição. Vamos fazer uma grnde cadeia de união para ajudar a recuperar a saúde de nosso irmão Vital.
Que o G.'. A.'.D.'.U.'. nos ilumine e proteja.
Fraternalmente,
Marcos Antonio de Vasconcelos
CIM: 0284
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CARLOS EDUARDO, UMA PERSONALIDADE EM FOCO


          Carlos Eduardo Veloso Coutinho, o Duduca, timbaubense, nasceu no Recife,  no dia 25/08/1978, por um detalhe do destino: sua mãe estava na capital quando a bolsa estourou. Filho de João Gomes Coutinho Filho e Márcia Suely Cavalcanti Veloso, Carlos Eduardo é o segundo dos quatro filhos do casal, que lhe deu três irmãos: João Dornelas Veloso de Melo Neto (advogado e vice-prefeito de Timbaúba) e os dentistas Marcos Antônio e Bruno Henrique.  Estudou no educandário timbaubense Escola Santa Maria e no recifense Colégio Contato, formou-se em Direito pela Universidade Católica de Pernambuco, tem duas pós-graduações, está terminando uma terceira e cursa doutorado.  É professor da Faculdade de Timbaúba, coordenador Jurídico da PR Distribuidora de Bebidas e Alimentos Ltda e Presidente da OAB-PE, subseccional de Timbaúba. 
 
                Duduca e o Direito Não sou a favor da extinção dos exames da OAB. Trata-se de uma necessidade inerente para seleção de profissionais (operadores do Direito) que serão  responsáveis pela luta social referente à busca de bens, liberdade e à vida, visto que, profissionais sem a devida qualificação e ética, poderiam provocar  celeuma ao estado democrático de Direito.  O que mais me gratifica como advogado é o agir com ética em busca de uma sociedade mais justa; como professor, é ver o brilho nos olhos dos meus alunos por senti-los motivados a gostar da ciência do Direito.   Minha maior decepção é presenciar na vida prática a existência de operadores do Direito que deixam em segundo plano o instituto da ética, tão essencial para a prestação de uma tutela jurisdicional célere e eficaz.  Aconselho a quem desejar cursar uma faculdade de Direito que leia muito, precisamente de forma diária, sabendo que a cada dia um novo aprendizado será alcançado, aprendizado este que servirá em um futuro próximo para o exercício profissional e ético do operador do Direito.
                E agora, um pouco mais de Carlos Eduardo, no melhor estilo entrevista ping-pong. Comida: Feijoada. Bebida: Vodka com morango. Sobremesa: Doce de banana em calda. Um filme:Antes que termine o dia” e "Em busca da felicidade". Um livro: A Cabana, de William P. Young. Uma música: "My Way", na voz de Frank Sinatra. Um programa de TV: Jô Soares. Cor: Azul. Bicho de estimação: Cachorro.  Cidade inesquecível: Timbaúba e Bariloche. Um ponto turístico de Timbaúba: Os Morros. Um ponto turístico de Pernambuco: Instituto Ricardo Brennand. A maior invenção do homem: A busca incessante pela cura de todas as doenças. A pior invenção do homem: A bomba atômica. Uma personalidade que é a cara de Timbaúba: Prefeito Marinaldo Rosendo de Albuquerque. Um advogado que a história guardou: Ruy Barbosa. Um advogado que a história vai guardar: Dr. Martinho, pelo seu relevante trabalho social aos mais necessitados de Timbaúba. Um jurista que a história guardou: Miguel Reale. Um jurista que a história vai guardar: Prof. Sérgio Torres, Juiz do Trabalho de Jaboatão dos Guararapes-PE. Clube esportivo: Náutico.  Um jogador: Mané Garrincha e Rogério Ceni. Com quem gostaria de se encontrar na subseccional da OAB? Ophir Cavalcanti, presidente nacional da OAB. Uma mulher bonita: Emília Lenita Cavalcanti Veloso, minha avó materna. Um homem bonito: Meu irmão Bruno Henrique.  Viver é... Servir a Deus.  Morrer é... Acordar junto a Deus.  Um motivo de orgulho: Ser pai e ter amigos pelos caminhos onde andei Um motivo de arrependimento: O de ter deixado de fazer o que deveria ser feito, demonstrando amor nos diversos momentos em que não tive coragem de expressá-lo. Um dia para recordar: O nascimento dos meus filhos. Um dia para esquecer: A morte do meu avô paterno João Gomes CoutinhoSe fosse Presidente da República... Investiria primordialmente da educação, visto que gente e nação só se fazem com educação. Um sonho: Ser perdoado pelos pecados praticados ou que poderão ser praticados. A palavra mais linda da língua portuguesa: Amor. A palavra mais feia: Ódio. Filosofia de vida: Os versos de Jader de Andrade: Uma verdade parece,/mas eu digo francamente,/que a gente nunca esquece/ de quem se esquece da gente.”
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               E assim conhecemos um pouco de Carlos Eduardo Veloso Coutinho, Duduca, que se considera evangélico, independente de denominação, e que faz questão de enaltecer a figura de Emília Lenita Cavalcanti Veloso, sua avó materna: “Para mim, ela foi a figura mais importante na formação da minha personalidade e do meu caráter.”

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PROFESSOR GUEDES, UMA PERSONALIDADE EM FOCO

          O Professor Guedes, José Guedes Filho, marcou época como educador timbaubense. Nascido em Umburetama, distrito de Orobó-PE, na divisa com Umbuzeiro-PB, em 23/01/1940,  chegou em Timbaúba em março de 1960 e sempre morou no bairro Rua da Bomba.   Filho de José Guedes dos Santos, um guarda de higiene que lidava com endemias rurais, e de Maria das Dores de Oliveira, prendas do lar.  Foi seminarista na Escola Apostólica da Várzea, no Recife. É formado em Geografia pela UFPE - Universidade Federal de Pernambuco, com especialização em Geografia do Brasil. Professor aposentado, lecionou na Escola Prof. José Mendes da Silva, Escola Santa Maria, Colégio Cenecista e Colégio Timbaubense. Faz questão de ressaltar que foi nesse último educandário onde teve início sua missão de educador. É casado com Rinalva Maria da Silva Guedes, que lhe deu a filha Paula Rafaela, pai do caçula José Rafael, seu filho do coração, e do advogado Jaime Gabriel, fruto de um relacionamento anterior. 
         Um pouco do Prof. José Guedes, no melhor estilo entrevista ping-pong. Um educador que a história guardou: José Mendes da Silva. Um educador que a história vaí guardar: No lugar de citar apenas uma pessoa, citarei várias: as professoras da Escola Santa Maria. Um filme inesquecível: Aqueles que focalizaram a figura de Tarzan. Um livro: A autobiografia de Gandhi. Cor: Azul.  Um programa de TV: Fantástico. Uma música: “Prá não dizer que não falei de flores”, de Geraldo Vandré. Um motivo de arrependimento: Na época do meu vestibular, a média que alcancei daria para fazer MedicinaEu também poderia ter sido médico, pois sempre adorei trabalhar lidando com pessoas. Um motivo de alegria: José Rafael da Silva Guedes, meu filho do coração. Viver é... É muito difícil definir o que é viver, assim como é difícil definir o que é morrer. É a mesma coisa de tentar decifrar a  Luz e as Trevas. Um ponto turístico de Timbáuba: Os Morros. Um clube de futebol: Santa Cruz. Uma personalidade que é a cara de Timbaúba: Marinaldo Rosendo de Albuquerque.
         Para o Prof. Guedes, a maior dificuldade na vida de um educador é suportar as angústias da vida moderna que se refletem no ambiente familiar. Ele afirma o seguinte: Nunca me senti professor. Eu entrava numa sala de aula na condição de estudante, de eterno aprendiz. E me emocionava muito quando um aluno chegava para mim e desabafava os problemas que enfrentava no ambiente familiar.  Ora, como eu poderia reprovar um aluno que chegava para mim e dizia que a mãe tinha sido vítima de espancamento do pai? Nunca fiz da minha matéria uma arma para reprovar meus alunos. Se alguém não era promovido para o ano seguinte, o problema dava-se pelo fato de ter alcançado o máximo de disciplinas reprovadas, jamais por conta exclusiva da minha matéria. 
          Admirador incondicional de Gandhi, que libertou a Índia sem derramar uma gota de sangue, o Prof. Guedes tem um conselho para quem deseja seguir a carreira de professor: Estude muito e seja um ser humano tolerante. Católico, adora comer o trivial, assim como tomar uma cerveja eventualmente e um cálice de um legítimo Vinho do Porto em épocas festivas. Gosta das marchinhas de carnaval e sempre teve como lema esta frase: Em tudo que fizer seja você mesmo.
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TIMBAÚBA, ROTEIRO POÉTICO

PARECE QUE O MAR É ALI - É meio-dia na praça que tem oficialmente o nome do escritor paraibano José Lins do Rêgo (1901-1957). Porque é janeiro, a conhecida Praça de Timbaubinha está deserta, como desertas se encontram dezenas de ruas timbaubenses. Os estudantes estão de férias e muitas pessoas foram sentir na  pele a brisa mansa, o azul e o sal das praias de Acaú, Pitimbu, Pontas de Pedra, Praia Azul...Parece que o mar é ali, diz o silêncio que está aqui.
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MEMÓRIA TIMBAUBENSE
 Praça Jader de Andrade, nos dourados anos 1950, talvez na década anterior ou nos mágicos anos 1960. 
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SESSÃO NOSTALGIA - NO TEMPO DA SOCILA, O VOTO DECISIVO QUE PODERIA DESCLASSIFICAR UMA CANDIDATA AO TÍTULO DE MISS BRASIL

Daslan Melo  Lima

          Enquanto lá fora brilha o Sol do Verão pernambucano, nesta tarde do primeiro sábado de 2012, permito-me mergulhar no clima nostálgico que emana de um antigo exemplar da extinta REVISTA DO RÁDIO (Ano XVIII, nº 823, de 26/06/1965), com a vedete e cantora Angelita Martinez (1931-1980) na capa.   Mergulhar no túnel do tempo através de uma revista antiga é um dos melhores programas culturais da minha vida. 

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                Entre as notícias de um tempo que se foi, deparo-me com uma “parada de sucessos”, relação das 10 músicas mais tocadas no Rio e em São Paulo naquele junho de 1965.
           Entre as reportagens de um tempo que se foi, encontro a inesquecível Clara Nunes (1943-1983), recebendo pela quarta vez o prêmio de cantora mais popular de Minas Gerais. 
 
           Entre as revelações de um tempo que se foi, encontro  uma instigante matéria onde Maria Augusta Nielsen (1923-2010), fundadora da Socila, dá a sua receita para ser Miss Brasil, ilustrada com seis fotos, duas de Maria Augusta e as outras com Marta Rocha (Miss Bahia, Miss Brasil e  vice-Miss Universo 1954; Teresinha Morango (Miss Amazonas, Miss Brasil e vice-Miss Universo 1957); Adalgisa Colombo (Miss Distrito Federal, Miss Brasil e vice-Miss Universo 1958) e Ângela Vasconcelos (Miss Paraná, Miss Brasil e semifinalista do Miss Universo 1964), cujo texto transcrevo abaixo. 

          A Socila é a única escola brasileira, registrada e oficializada, que se dedica ao aprimoramento educacional, em todos os sentidos, da mulher. Fundada e dirigida por Maria Augusta, a Socila mantem os mais diversos cursos (postura, maquiagem, vestuário, penteado, etc.) destinados às solteiras ou casadas. Porém, apesar das suas atividades ininterruptas durante o ano, é mesmo por ocasião do concurso de Miss Brasil, que a Socila ganha maior evidência. Isso porque, todas as misses concorrentes passam por ela, em um curso rápido, a fim de melhor saberem desfilar na passarela do Maracanãzinho. Mais ainda: a Socila possui no resultado final, um voto que pode ser decisivo. Assim deixamos que Maria Augusta nos dê os esclarecimentos que pedimos, e que podem ser considerados, mesmo, como uma “Receita para ser Miss Brasil”.
          - Qual a sua atuação no concurso? – As candidatas a Miss Brasil, que vêm, dos Estados, chegam com a antecedência de uma semana, a fim de receberem lição de como devem se apresentar na passarela. Excluindo a ministração desses cursos, cuidamos ainda do vestuário e penteados. E eu, pessoalmente, encarrego-me da organização do desfile, bem como da disciplina interna. Observo as reações e o temperamento das moças, estando obrigada a apontar ao júri, quem não possui as qualidades exigidas para nos representar lá fora. Está claro que isso pode eliminar uma candidata.
          - Que deve ter uma jovem para ser Miss Brasil? - Antes de tudo deve possuir altura, peso, e medidas exigidas nos concursos de âmbito internacional.
         - Qual a altura mínima para uma moça que aspira o título? - 1,68. Quem não possuir essa altura mínima, não terá maiores chances.
           - E outros atributos, fora os físicos? - Depois das qualidades físicas, sem dúvida imprescindíveis, deve ela possuir ótima apresentação. Ser Miss Brasil é possuir um conjunto atraente, corpo, rosto, pele, desembaraço e até boa cultura geral.
        - Que devem fazer as moças que sonham com esse título? – As que julgam-se  possuidoras das qualidades físicas exigidas, devem se preparar com antecedência. Tanto fisicamente, fazendo exercícios, quanto culturalmente, estudando de preferência o idioma do país, para o qual ela sonha em ir representado a mulher brasileira. 
     Maria Augusta não quis, por uma questão de ética, acrescentar que o caminho mais certo para essas moças, é certamente a Socila, como fizeram as nossas representantes Gina Macpherson e Maria Olívia Rebouças. Essas duas, meses antes do concurso, preferiram ir à Socila receber todos os ensinamentos necessários.  E Maria Augusta acrescenta: - Os defeitos, inclusive os mais simples de postura, não podem ser corrigidos às pressas. Muitas vezes se torna necessário um treinamento intensivo para que a perfeição seja obtida.
          - Acha que o concurso de Miss Brasil está progredindo? - De ano para ano o concurso vem melhorando o seu nível. Como exemplo posso citar a nossa última vencedora, Ângela Vasconcelos, uma moça de excelente cultura, que pinta e tem grande pendor para a literatura.
         - Alguma nossa Miss Brasil não alcançou lá fora o resultado esperado? - Esperei que Gina Macpherson e Maria Olívia Rebouças obtivessem melhores resultados, E, estava certa de que Adalgisa Colombo seria facilmente Miss Universo.   A segunda colocação dela surpreendeu-me.
     - Há, na Socila, alguma jovem preparando-se para o concurso? – Atualmente, não.  Dentro de poucos dias, sim.
        - Apontaria alguém, que se candidatando esse ano poderia vencer? – Acho que é só dar um passeio pelo Castelinho, em dia de sol, pra se conseguir dezenas de moças que poderiam ser facilmente Miss Brasil.
     Portanto, nas palavras de Maria Augusta, aqui está a receita para ser Miss Brasil: possuir as medidas exigidas, uma altura mínima de 1m68, ter um belo conjunto de corpo, rosto e pele, andar e portar-se com desembaraço e naturalidade; finalmente, enfrentar o concurso com esportividade. Caso contrário, é eliminação na certa.
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          Diante da reportagem acima, está explicado o porquê de muitas jovens apontadas como franco-favoritas, aplaudidíssimas pela plateia, queridas pelos missólogos e pela crítica especializada, não terem conseguido o primeiro lugar no concurso Miss Brasil, ou sequer alcançado um lugar entre as finalistas. Para uma jovem ser eleita Miss Brasil não bastavam os aplausos do público e os votos da comissão julgadora. Existia um voto que poderia mudar para sempre o destino de uma moça: o de Maria Augusta Nielsen, da Socila. Sem desmerecer o mérito das vencedoras, o assunto é digno de reflexão por parte de todos aqueles que alcançaram os anos dourados do concurso Miss Brasil.

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