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SEJA BEM-VINDO ! SEJA BEM-VINDA! VOCÊ ESTÁ NO BLOG PASSARELA CULTURAL, a sua revista on-line semanal, fundada em 02/07/2004. ***** Esta é a edição nº 728, referente ao período de 18 a 24 de agosto de 2019. ***** Editor: Daslan Melo Lima - Timbaúba, Pernambuco, Brasil. ***** Contatos : (81) 9-9612.0904 (Tim / WhatsApp). E-mail: daslan@terra.com.br

sábado, 27 de julho de 2019

"Todos temos Luz e Trevas dentro de nós"



"O mundo não se divide em pessoas boas e más. Todos temos Luz e Trevas dentro de nós. O que importa é o lado o qual decidimos agir. Isso é o que realmente somos." A citação é de Sirius Black, personagem da saga Harry Potter, de J. K. Rowling. Sirius é o padrinho de Harry e surge pela primeira vez em "Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban" (1999), o terceiro livro da série.
        Enquanto lá fora a chuva cai, copiosamente cai, o meu cachorro e os meus gatos saboreiam juntos a primeira refeição do dia. O vasilhame de ração caiu das minhas maõs, mas eles não ligam para isso e comem no chão. Gatos e cachorros, apesar da rivalidade natural, dão exemplos de boa convivência para os humanos. "...O que importa é o lado o qual decidimos agir. Isso é o que realmente somos." 

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Daslan Melo Lima
Timbaúba, PE
24/07/2019

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DE TIMBAÚBA PARA O MUNDO - Chuvas de julho de 2019



UM DRAMA NORDESTINO
Era chuva em demasia. 
Um homem dirigia sua moto, 
fonte de renda para ganhar 
o pão de cada dia. 


Quem diria que a água 
tão rápido aumentaria? 
De repente, o tombo. 
A moto afundou.
O homem escapou.

Dias depois, 
a moto retirada e o homem, 
grato a Deus, 
respirando emocionado.

Aqui deixo esse registro 
de um drama nordestino, pernambucano, 
que poderia ser baiano ou sergipano. 
tal qual meu canto alagoano.
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Daslan Melo Lima
Timbaúba, PE
27/07/2019
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Secção em construção
Outras imagens e textos estão pendentes para postagens

DE OLHO NO PASSADO - Sebastião Vila Nova, "Passarinho, pé de alfinete e azul do céu"

Daslan Melo Lima

       Folheando alguns álbuns de recortes nos últimos dias chuvosos, encontrei uma bela crônica de Sebastião Vila Nova (1944-2018) publicada no Diario de Pernambuco, de 22/10/1986. O famoso sociólogo foi meu professor no curso de Ciências Jurídicas e Sociais da Universidade Católica de Pernambuco.  


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Passarinho, pé de alfinete e azul do céu

        Fiz meu amigo um passarinho que mora próximo à janela do meu quarto. Não sabe ele que é meu amigo. Mas, mesmo assim, o é. Pousa diariamente no pé de alfinete da janela e, ali, tira alguma coisa de que necessita. Outras vezes, pude observar mais tarde, pousa na planta só por pousar, e ali fica imóvel, em completa união com a natureza. Passarinho, céu azul e pé de alfinete me fazem feliz, me fazem lembrar da simplicidade natural para que Deus nos fez, me fazem esquecer as mil complicações que inventamos para deteriorar a nossa existência e a de outros seres à nossa volta - os passarinhos, inclusive. Me fazem lembrar vagamente de uma máxima evangélica que fala de lírios e de passarinhos. Me fazem lembrar de Deus.  
        Deixei de lado, por ora, os livros. A eles muito devo. Graças ao que neles aprendi é que sobrevivo e dou de comer, morar e vestir à família. Livros são amigos que a gente faz pela vida afora. Mas com eles acontece o mesmo que acontece com as amizades: não adianta forçá-las. Como as pessoas, os livros têm seu momento para aparecerem em nossa existência. Do mesmo modo que acontece com as pessoas, às vezes você convive anos e anos com um deles para, um belo dia, descobrir o quanto ele é importante para você, para a sua vida. Forçar não adianta. Os livros, como as pessoas, só entram na sua vida no momento certo: o que os fados quiserem.  
        Em vão, contudo, buscar nos livros o que somente a vida pode nos dar. Em vão procurar na palavra impressa a própria voz. Inútil buscar no alheio depoimento a nossa consciência. Inútil procurar no estilo dos outros a sintaxe dos nossos dias. Somos, cada um de nós, o nosso próprio livro. Somos, cada um de nós, o nosso mais importante personagem. Somente nós, condenados a solidão, sabemos das nossas dores, das nossas alegrias, dos nossos êxtases. Hoje, o que me interessa é ler o livro da minha existência, o que não é fácil. 
       Deixo de lado os livros que povoam a minha mente já tão intoxicada de prazeres cerebrais, para conviver com o passarinho da minha janela. O amigo mais simples que me deu a existência. Para ouvir o seu canto, mais um piado, de pássaro dos mais comuns, sem importância para os conhecedores. Por isto é que ele vive e voa livre. Ninguém o quer em nenhuma gaiola. Esta é outra lição que ele me dá: quanto menor a importância que nos concedam maior a nossa liberdade. Quanto menos importante sejamos, ou nos julgamos ser, menor a possibilidade de que nos prendam nas gaiolas do mundo.
        Todas as manhãs, espero pelo amigo passarinho, pelo seu piado de alegria. Nos fins da tarde, olho o pé de alfinete, certo da sua visita. A vida é triste e cinzenta, como os livros que nos distanciam da vida. Mas há um passarinho, um pé de alfinete e um céu de azul  profundo no por do sol. E isto é bom. E basta para me dar paz e acreditar que a vida vale a pena. 
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        Sebastião Vila Nova nasceu em Rio Largo, Alagoas, no dia 18/01/1944, oriundo de uma  família pobre que mudou-se para o Recife quando ele era criança. Chegou a vender cestas de Natal de porta em porta. Graduou-se pelo Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Recife, em 1971Exerceu diversas atividades como professor e diretor de departamento na UFPE e na Universidade Católica de Pernambuco. Foi professor visitante na Universidade Internacional de Lisboa, no mestrado de Ciências Políticas da Universidade Lusófona, também em Lisboa, e no Departamento de Sociologia, da Universidade de Chicago. É autor de diversos livros, entre os quais, Introdução à sociologia, sua obra mais conhecida. Em 2002, recebeu o título de Cidadão Pernambucano. Faleceu no dia 1º/01/2018. 
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Foto: Fundaj
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Saiba mais:
Fundação Joaquim Nabuco 

Diario de Pernambuco

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SESSÃO NOSTALGIA - Adriana Alves de Oliveira, a loira menina da Sogipa, é a Miss Brasil 81

Daslan Melo Lima


Praça da Independência, Recife, Pernambuco, Brasil
 Segunda-feira, 29 de junho de 1981   

          Passo na frente de uma banca de revistas e encontro um exemplar do jornal Zero Hora, de Porto Alegre, Rio Grande do Sul, com uma notícia em primeira página da vitória de Adriana Alves de Oliveira. A gaúcha nascida na cidade de Rio Grande, radicada no Rio de Janeiro há três anos, tinha sido eleita Miss Brasil 1981, dois dias antes, no sábado, 27, no Centro de Convenções do Anhembi, São Paulo. Uma semana depois, a revista Manchete daria destaque ao certame. Foi o primeiro concurso de Miss Brasil do que se convencionou chamar  de "era S.S.", promovido pelo empresário e apresentador Silvio Santos, proprietário do SBT. 



Em 1979, representando a Sogipa - Sociedade de Ginástica de Porto Alegre, Adriana Alves de Oliveira foi a vencedora do tradicional concurso Rainha das Piscinas do Rio Grande do Sul. Abaixo, eleita Miss Brasil 1981. 

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Minskoff Theater, New York City, New York, USA
 Segunda-feira, 20 de julho de 1981


Entre 76 participantes, Adriana Alves de Oliveira fica com o primeiro lugar no desfile em traje típico e o quarto no resultado final do Miss Universo 1981.
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Teatro Sílvio Santos, São Paulo, SP, Brasil
 Quarta-feira, 11 de outubro de 1984


Eleita Miss Brasil Mundo representando o Rio Grande do Sul, Adriana Alves de Oliveira ganha o direito de representear o Brasil no Miss Mundo.  
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Royal Albert Hall, London, GBR 
Quinta-feira, 15 de novembro de 1984


Entre 72 participantes, Adriana Alves de Oliveira ocupa o Top 7 do Miss Mundo 1984. 
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Timbaúba, Pernambuco, Brasil
Sábado, 27 de julho de 2019 

Trinta e oito anos depois, diante de recortes colados num álbum, eu pergunto a mim mesmo por onde anda Adriana Alves de Oliveira, aquela loira menina da Sogipa. Tenho a impressão que um anjo invisível sabe a resposta: "Em um evento sociocultural carioca, ou passando férias em algum lugar do mundo, linda e feliz, com seus dois belos filhos, fumando um charuto da sua marca predileta." 


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Créditos das imagens:
Zero Hora, Manchete, Divulgação e site Zé Ronaldo

sábado, 20 de julho de 2019

Mergulho em São João do Sabugi



A alma fica leve num recanto 

potiguar assim.

Pausa para a poesia e 

reflexões sem fim.


Certa rua alagoana de São José da Laje 
era quase assim,

onde fui menino e guardei 

o melhor de mim.


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De Daslan Melo Lima para Quintino Medeiros
Julho/2019

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Casario e jardins públicos da Praça Antônio Quintino de Araújo. 
São João do Sabugi, Rio Grande do Norte.
Foto: Florinha Lins


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DEIXA CHOVER


"Certos dias de chuva, / nem é bom sair de casa, agitar. / É melhor dormir. / Se você tentou, / não aconteceu, valeu! / Infelizmente nem tudo é / exatamente como a gente quer."
      Enquanto lá fora chove, copiosamente chove, eu canto um velho sucesso de Guilherme Arantes. Um gato das redondezas, que de vez em quando vem se alimentar com as rações dos meus gatos, espera pacientemente que a chuva cesse para ir embora.
      Aumento a voz e a chuva parece diminuir um pouco. Tenho certeza que ela sabe que é a musa da linda canção. 
"Deixa chover! / Ah! Ah! Ahhhh! / Deixa a chuva molhar. / Dentro do peito / tem um fogo ardendo / que nunca, nada,/ nada, vai apagar."
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Daslan Melo Lima 
Timbaúba, PE
No segundo domingo de julho/2019
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Vamos cantar "Deixa Chover", 
https://www.youtube.com/watch?v=ZII8j8DSUxs

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DE TIMBAÚBA PARA O MUNDO - Memórias do GTERB e do Teatro de Bolso João Feliciano


 >>>>>  Na década de oitenta, um grupo e um teatro marcaram época na cena cultural timbaubense.



           No dia 19 de abril de 1986, na praça Carlos Lyra, 11, segundo andar, com a presença de Luiz Marinho Falcão Filho, Reinaldo de Oliveira, Diná Oliveira e Geninha Rosa Borges, personalidades ligadas ao TAP, Teatro de Amadores de Pernambuco, foi inaugurado o Teatro de Bolso João Feliciano. A noite foi um marco em Timbaúba, ocasião onde houve apresentação e quadros da peça A Capital federal, de Artur Azevedo, montada pelo TAP, e um quadro da peça Triângulo Escaleno, que ficou em temporada.  
         O Teatro de Bolso Joao Feliciano foi fundado pelo GTERB, Grupo de Teatro Recreios Benjamin, no consultório do dentista Dierson  Leal, contando com a participação do citado e das seguintes pessoas: Luiz Marinho  Falcão Filho, Hugo Caldas, Givaldo Braz de Macedo, José Teodorico de Castro Neto, Gilvan Silva, Caetano Marinho e Edilson Lopes. A diretoria ficou assim constituída: Presidente de Honra Perpétuo: Luiz Marinho Falcão Filho; Presidente: Dierson Leal;  Secretário: José Teodorico de Castro Neves; Tesoureiro: Givaldo Braz de Macedo; Diretor artístico: Hugo Caldas; Conselho Fiscal: José Gilvan Silva, Edilson Lopes e Caetano Marinho.  
        De 1983 a 1988,  foram produzidos os seguintes espetáculos: Capitão Flúor no Reino dos Desdentados, de Luiz Marinho; Rua do Lixo, 24, de Vital Santos, participante do Festival de Teatro Amador do Agreste, em 11/11/1984 ; Triangulo Escaleno, de Silveira Sampaio; Berimbau de Ouro, de Carlos Falcão; O Ovo de Colombo;  O Estranho, co-produção com o Grupo Teatro Espontâneo, de Antônio Bivar; Ser Mãe, três quadros de autores diversos; e Lili, de Caetano Marinho, que participou do Festival de Teatro de Bolso promovido pela Fundação de Cultura Cidade do Recife, em 1986,  obtendo indicação de atriz revelação para Shirley Dinoá.
      O palco do Teatro de Bolso João Feliciano foi uma vitrine digna para muita gente talentosa, a exemplo de Aparecida França, Caetano Marinho, Daniel Oliveira, Dierson Leal, Edvaldo Melo, Elisabeth Bezerra, Givaldo Braz de Macedo, José Carlos Araújo, José Honório, Luciano Lira, Normando Menezes e Vera Rosado, entre outros. O GTERB promoveu outras atividades culturais:  apresentação de violeiros, exposições de artes plásticas e coordenou o stand cultural da XIII Exposição de Animais e Produtor Derivados de Timbaúba, em 1990.
     Em janeiro de 1988, Dierson Leal transferiu-se para o Recife, por motivos profissionais. Era o começo do fim do GTERB e do Teatro de Bolso João Feliciano. Missão cumprida. Eles tentaram manter acesa, embora tênue, a chama da arte em Timbaúba. 
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Fonte: 
Timbaúba Ontem e Hoje, Volume I, Lusivan Suna, Edição do Autor, 1992
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Esta matéria é destaque na página de História da revista TIMBAÚBA EM FOCO, junho/2019, edição 98.

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DE OLHO NO PASSADO - Almir, o Pernambuquinho


Jornal do Commercio
Recife, 28 de outubro de 1993
Por Antonio Falcão, escritor
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Dos cinco filhos de d. Adelaide Albuquerque, quatro encantaram os campos de pelada da Madalena e Estrada dos Remédios. Pela ordem de nascença e brilho no futebol, foram eles: Almir, Ayres, Arlindo (o mesmo nome do pai) e Adilson. Todos craques - sendo o primogênito um excepcional em todos os aspectos.
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SESSÃO NOSTALGIA – Geraldão, o templo da beleza pernambucana, e suas misses inesquecíveis


Daslan Melo Lima           

Ginásio de Esportes Geraldo Magalhães Melo, o Geraldão. 
Avenida Marechal Mascarenhas de Morais, 7787 - Imbiribeira, Recife, PE
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        O Ginásio de Esportes Geraldo Magalhães Melo, o Geraldão, foi inaugurado em 12 de novembro de 1970, pelo então prefeito do Recife  Geraldo Magalhães Melo (1927-2009). 
        De 1971 até 1979, a imponente construção polivalente foi palco da eleição da mais bela pernambucana, uma promoção dos Diarios e Emissoras Associados. Tive a satisfação de assistir aos nove concursos de Miss Pernambuco realizados ali. 
       Tudo no Geraldão remetia aos concursos de misses do Maracanãzinho, Rio de Janeiro,  que eu só conhecia através das revistas O Cruzeiro, Manchete e Fatos & Fotos. Grandes atrações musicais se apresentavam nos intervalos dos desfiles, a exemplo de: Jerry Adriani (1947-2017) e Waldick Soriano (1933-2008), em 1971; Antônio Marcos (1945-1992) e Vanusa, 1972; Elza Soares e Jair Rodrigues (1939-2014), em 1975; Maria Alcina,  1976;Jorge Ben (Jorge Ben Jor), Ronnie Von e Simone, 1977; Alcione, Sidney Magal e Banda de Pau e Corda, em 1978.    
      Guardo na memória e em álbuns de recortes, ótimas lembranças. Abaixo, um pouco daquele tempo.
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Miss Pernambuco 1971
Geraldão, 12 de junho de 1971 – 12 candidatas

Dilene Maria Roberto de Araujo
Miss Garanhuns, Miss Pernambuco 1971
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TOP 3 - MISS PERNAMBUCO 1971 - Programa Misses na Passarela, apresentado pela TV Rádio Clube de Pernambuco. Da esquerda para a direita: Stella Maria Silva, Miss Santa Cruz Futebol Clube, segundo lugar, pertencente à equipe de modelos do estilista Marcílio Campos (1930-1991); Dilene Maria Roberto de Araújo, Miss Garanhuns, primeiro; Carmen Towar, jornalista, apresentadora do programa; e Rosângela Carvalho Monteiro, Miss Olinda, eleita depois Miss Objetiva de Pernambuco e Miss Objetiva do Brasil 1971. ***** Foto: Acervo de Carmen Towar/Blog do Fernando Machado.
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Miss Pernambuco 1972
Geraldão, 09 de junho de 1972 – 23 candidatas

        O número de candidatas duplicou em relação ao ano anterior. Público estimado em 20 mil pessoas. Os apresentadores foram Neide Aparecida (uma das mais famosas garotas-propaganda do início da televisão brasileira) e o jornalista pernambucano Albuquerque Pereira. 

TOP 3 - Da esquerda para a direita: Maria de Fátima Filgueiras AntunesMiss Clube Abanadores Leão de Vitória de Santo Antão, segundo lugar; Maria Madalena Jácome da Costa Britto, Miss ESURP, Escola Superior de Relações Públicas de Pernambuco, primeiro; e Maria de Lourdes Gomes de Lima, Miss Esporte Clube Arcoverde, terceiro lugar.
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Fátima Antunes, Vice-Miss PE 1972, foi eleita Miss Objetiva de Pernambuco, conquistou o segundo lúgar no Miss Objetiva Internacional 1972 e atuou nos filmes  “Caingangue, A Pontaria do Diabo”, de Carlos Hugo Christensen (1914-1999); "Trindad...É meu Nome", de Edward Freund (1927-1982), “Caçada Sangrenta”, de Ozualdo Ribeiro Candeias (1918-2007) e  “A Ilha do Desejo”,  de Jean Garrett (1946-1996).
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Maria Madalena Jácome da Costa Britto, Miss Pernambuco 1972. Potiguar, Maria Madalena já tinha disputado o Miss Rio Grande do Norte quando residia em Natal, capital do seu estado. Ficou em quarto lugar no Miss Brasil 1972.
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Curiosidade:
Na saída do Geraldão, presenciei Martha Vasconcellos, Miss Bahia, Miss Brasil e Miss Universo 1968, que havia participado da comissão julgadora,  sendo muito assediada pelos fãs. Em dado momento, um rapaz alto e forte avançou para ela, tentando beijá-la. Martha soltou um grito protegendo o rosto com as mãos. Imediatamente, Reynaldo Loureiro, seu esposo na época, posicionou-se à sua frente, enquanto os policiais afastavam o exaltado admirador e criavam um circulo de proteção ao seu redor.
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Miss Pernambuco 1973
Geraldão, 22 de junho de 1973 – 16 candidatas

Enilda Sá Barreto Miss Associação Universitária para o Trabalho, Miss Pernambuco 1973. 
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Mégene Eliane Nunes de Freitas, Miss Timbaúba, terceiro lugar, e Cleusa Adelaide Durant (Alessandra Durant), à direita, Miss Sport Club do Recife, segunda colocada. Alessandra Durant, modelo paulista que estava residindo no Recife, meses depois venceu o concurso Miss Objetiva de Pernambuco 1973.
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Miss Pernambuco 1974
Geraldão, 24 de maio de 1974 – 29 candidatas
Cilene Aubry Bezerra da Costa
Miss Serra Talhada, Miss Pernambuco 1974
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TOP 3 - Da esquerda para a direita, Isolda Lira Cabral, Miss Caruaru, terceiro lugar; Cilene Aubry Bezerra da Costa, Miss Serra Talhada, primeiro; e Angélica Moura Lins, Miss Gravatá, segundo lugar, representante de Fernando de Noronha no Miss Brasil. ***** Foto: Diario de Pernambuco.
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Entre as semifinalistas (Top 10), Albanise Maria Braga Coelho, Miss Sport Club do Recife, acima, e Laurineide Coutinho Ferreira, Miss Timbaúba, abaixo.
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Miss Pernambuco 1975
Geraldão, 13 de junho de 1975 – 24 candidatas

Maria de Fátima Mourato 
Miss Serra Talhada, Miss Pernambuco 1975
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Solange Gusmão Ribeiro da Costa, Miss Vitória de Santo Antão, Vice-Miss PE, tinha ficado em segundo no Miss Paraíba, representando o Campinense Clube. 
Inês Régis de Melo, à esquerda, Miss Clube Internacional do Recife, terceira colocada, acabou sendo oficialmente declarada Miss Pernambuco 1975 pelo seguinte motivo: Maria de Fátima renunciou ao título quatro meses depois do Miss Brasil, a fim de casar com  José Ferreira dos Anjos, Major da Polícia Militar de Pernambuco. Caberia à Solange Gusmão, ocupar o seu lugar, mas a paraibana estava de casamento marcado.  
Fotos: Diario de Pernambuco
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Curiosidades:  
1 - Edileide Maria Vital Constantino, Miss Moreno, quarta colocada, era irmã gêmea de Edinilza Maria Vital Constantino, Miss Jaboatão dos Guararapes, semifinalista (Top 10). 
2Janeta Eleomara Hoeveler, Miss Rio Grande do Sul, Vice-Miss Brasil 1974, desfilou na passarela na condição oficial de Miss Brasil 1974, pois a paulista Sandra Guimarães de Oliveira tinha renunciado ao título após ter participado do Miss Universo 1974. 
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Miss Pernambuco 1976
Geraldão, 04 de junho de 1976 – 25 candidatas


Matilde de Souza Terto levou para a cidade sertaneja de Serra Talhada  o terceiro título consecutivo de Miss Pernambuco. As outras do Top 5 foram: Rejane Maria Liberal, Miss Clube Elefantes de Olinda, segundo lugar; Maria Pompéia Freitas Farias, Miss Clube Náutico Capibaribe, terceiro, irmã de Jerusa Farias, Miss Pernambuco 1969; Maria de Fátima Lima, Miss Flamengo Esporte Clube de Arcoverde, quarto; e Maria de Lourdes Cavalcanti da Nóbrega, Miss Sport Club do Recife, quinto lugar. ***** O Miss PE 1976 foi motivo de reportagem na revista Manchete onde estava registrado o recorde de público: 22 mil pessoas.
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Julia Katia, semifinalista (Top 12) do Miss Pernambuco 1976
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       Entre as semifinalistas, Julia Katia Lopes, Miss Grupo Jovem Artístico de Boa Viagem, agremiação dirigida por Fernando Bandeira Diniz, atual coordenador geral  do Miss Brasil Latina. A instituição fazia um belo trabalho cristão, dando suporte às ações do Padre Osvaldo, pároco da Igreja Católica de Boa Viagem. 
     Nascida em 24 de dezembro de 1956, vinte anos incompletos, a recifense Julia Katia era a sensação das passarelas dos desfiles de moda dos estilistas Marcílio Campos (1930-1991) e Paulo Carvalho. Notícia em todas as colunas sociais pernambucanas e até em revistas de circulação nacional, Manchete, Fatos & Fotos e Ele & Ela. Eu estava nas arquibancadas sem imaginar que um dia seríamos amigos.  


As semifinalistas (Top 12) Maria Betânia Magalhães de Albertim, Miss Pesqueira, e Julia Katia Lopes, Miss Grupo Jovem Artístico de Boa Viagem. 

     Maria Betânia Magalhães de Albertim foi a primeira concorrente que tomou a iniciativa de parabenizar Matilde Terto
      "Te respeito e admiro muito", escreveu anos depois Julia Katia na foto do Diario de Pernambuco colada em um dos meus álbuns de recortes.

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Miss Pernambuco 1977 
Geraldão, 03 de junho de 1977 - 25 candidatas


TOP 3 - Da esquerda para a direita: Mônica Araújo, Miss Santa Cruz do Capibaribe, segundo lugar; Zilene Sá Torres, Miss Goiana, primeiro; e Maria de Fátima Coutinho, Miss Caruaru, terceiro lugar. 
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Márcia Cavalcanti Neves, Miss Sesi Industriária, quarto lugar.
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Meses depois, encontrei Márcia Cavalcanti Neves durante um evento no Sesi de Casa Amarela. Ela se surpreendeu quando lhe pedi um autógrafo. Hoje, claro, em lugar de colher sua assinatura, eu teria solicitado fazermos uma selfie com o meu celular. Um coral da instituição cantou uma música que dizia: "Tem até Miss na passarela / passarelando com o coração. / O povo grita: / com essa menina eu não perco não." *****  Fotos: Diario de Pernambuco.


Rosângela Moura, Miss Custódia, quinto lugar.
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Miss Pernambuco 1978
Geraldão, 26 de maio de 1978 – 18 candidatas


Diario de Pernambuco
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Ângela Agra Galvão, Miss Clube Português do Recife, Miss Pernambuco 1978. O senhor que aparece ao fundo é Paulo Max (1933-1996), mestre de cerimônias do evento, apresentador durante anos do concurso Miss Brasil. A imagem, publicada no Diario de Pernambuco, faz parte do meu acervo e está autografada por Ângela Agra, quinta colocada no Miss Brasil 1978.***** Foto: Diario de Pernambuco
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Miss Pernambuco 1979
Geraldão, 1º/06/1979, 12 candidatas


O último concurso Miss Pernambuco realizado no Geraldão, por coincidência, contou com 12 candidatas, o mesmo número de participantes do primeiro. O título ficou com Anne Elizabeth Brasileiro da Silva, Miss Aeroclube de Pernambuco, semifinalista (Top 12) no Miss Brasil 1979. ***** Foto: Divulgação/Blog de Fernando Machado.  
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         Depois de fechado por doze anos, o Geraldo está previsto para ser reinaugurado  no final deste mês. De acordo com dados da Caixa Econômica Federal, a reforma da modernização teve um custo total de R$ 45.470.400,93, sendo R$ 20 milhões do Governo Federal e o restante de contrapartida do município.  
          Assim como sonho com o Maracanãzinho voltando a ser o local da realização do concurso Miss Brasil, sonho também com o Geraldão voltando a ser palco do Miss Pernambuco. Sonhar não é proibido. 

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