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SEJA BEM-VINDO ! SEJA BEM-VINDA! VOCÊ ESTÁ EM PASSARELA CULTURAL, a sua revista on-line semanal, fundada em 02/07/2004. ***** Esta é a edição nº 620, referente ao período de 21 a 27 de maio de 2017. ***** Editor: Daslan Melo Lima ***** Timbaúba, Pernambuco, Brasil ***** Telefones: (81) 99612.0904 (Tim) e (81) 99277.3630 (Claro) ***** WhatsApp: +55 81 99612.0904 ***** E-mail: daslan@terra.com.br

sábado, 27 de julho de 2013

AABB COMUNIDADE, DE OLHO NA CONSTRUÇÃO DE UM MUNDO MELHOR


Timbaúba-PE - O programa AABB COMUNIDADE é uma tecnologia social em educação que oferece complementação escolar para crianças e adolescentes da rede pública de ensino, com idades entre 6 e 18 anos incompletos. Os alunos participantes desenvolvem atividades lúdicas, no contra turno escolar, nas Associações Atléticas do Banco do Brasil de todo o país. O trabalho educacional engloba temas como educação ambiental, saúde e higiene, esporte e linguagens artísticas, possibilitando a construção de conhecimentos e o acesso à cidadania. Pretende-se, com isso, que crianças e jovens desenvolvam sua capacidade de socialização, em especial na escola e na família, bem como elevem seus níveis de consciência quanto aos seus direitos de cidadãos. ***** Em Timbaúba, o programa atende 100 educandos e terá continuidade por mais quatro anos.  ***** Na foto acima, clicada na sexta-feira, 26, após a assinatura da renovação do contrato,  na presença de alguns alunos,  vemos Eneide Dantas, coordenadora; Arleide Guerra, secretária de Educação;  Diego Krounbauer, gerente da agência local do Banco do Brasil; prefeito Marinado Rosendo e o vice Junior Rodrigues.
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DE TIMBAÚBA PARA O MUNDO - QUANDO OS PAIS SE TORNAM FILHOS DOS FILHOS - QUARENTA ANOS SEM O CEGUINHO DA VILA

QUANDO OS PAIS SE TORNAM FILHOS DOS FILHOS

          Há nove anos, quando a personagem da atriz Glória Menezes enfrentava na novela global “Senhora do Destino” o trauma de perder a consciência lentamente, D. Luiza Apolinário, que acompanhava a trama televisiva, passou a desconfiar que era do mal de Alzhmeir que o seu esposo Antonio Apolinário sofria. Até então, os médicos que o atendiam diagnosticavam como depressão o problema de saúde do Sr. Antonio Cipó, apelido que ganhou desde os tempos em que negociava com confecções na feira livre de Timbaúba. A doença de Alzhmeir é degenerativa e mais de 18 milhões de pessoas padecem desse mal.



      Pai de Alberto (comerciante no Recife), Ana Elizabeth (Betinha, funcionária pública municipal), Antonio Marcos (recepcionista) e Alex (comerciário), Sr. Antonio, beneficiário do INSS, sempre levou uma vida muito ativa. Extrovertido, adorava contar piadas e falar do tempo em que serviu no exército, até que no dia 10/01/2001, sentiu-se tonto e daí em diante passou a se esquecer das coisas. A rotina da família mudou totalmente com o agravamento da situação. Faz cinco anos que Sr. Antônio não fala e não se locomove.

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           Parece que foi ontem que Sr. Antonio Cipó agia como pai. O destino inverteu a situação. O pai de ontem tornou-se filho dos filhos. Betinha afirma: “Dói muito ver o meu pai nesta situação, mas os dramas da vida fazem parte dos desígnios de Deus.”  
          Antônio Marcos estava radicado em São Paulo há 10 anos, mas largou tudo para voltar à Timbaúba, a fim de colaborar com os irmãos nos cuidados com o pai. 
          “É difícil toda esta situação, mas o problema fez com que a família ficasse ainda mais unida”, diz Alex Apolinário, e acrescenta: “Nosso pai cuidou do pai dele, vovô Manoel Apolinário, até o final da vida. Quando estava cansado, repetia o salmo 23:1 : O Senhor é o meu pastor e nada me faltará. Betinha conclui: "Quando o desgaste físico e emocional teima em se instalar no nosso dia a dia, repetimos diante do nosso pai o que ele tantas vezes dizia para o seu: O Senhor é o meu pastor e nada me faltará.
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Na foto, Antônio Marcos, Betinha, Alex e Antônio Cipó. ***** Imagem: DML/Passarela Cultural

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QUARENTA ANOS SEM O CEGUINHO DA VILA
 
          Há 40 anos, no dia 08 de julho de 1973, morria um artista que marcou época em Timbaúba, Antônio Galdino dos Santos, o célebre Toinho Cego. Ele tinha apenas 24 anos de idade quando faleceu vítima de um acidente de carro ao retornar de uma apresentação acompanhado de duas pessoas. O Ceguinho da Vila, como era conhecido, pelo fato de morar na antiga Vila Operária, tocava violão, cantava e encantava. Perdeu a visão aos dois anos de idade e por isso deve ter guardado apenas as coisas boas, leves e puras do planeta, sentimentos mágicos que passava ao cantar os amores e os desamores das canções que interpretava.
 




         Três meses antes da tragédia, o seu amigo Josafá de Freitas, timbaubense radicado em São Paulo, tinha concluído, ao lado de outro amigo, o Teonas, um projeto para levá-lo á capital paulista. “Não eram os desígnios de Deus”, diz Josafá. Adiles Dinoá, que ao lado do esposo Jeová Barboza era grande amiga de Toinho Cego, afirma : “Sua voz que tanto embalou meus sonhos de juventude continua presente na minha vida. Nossa amizade não acabou e está muito melhor agora porque tem gosto de lágrimas, mas tem o sabor do Infinito.”
           Na foto acima, da esquerda para direita, em pé: Bito (irmão), Orlando (pai), Roseli (sobrinha), Menininha (irmã) e Edith (amiga). Na mesma ordem, sentados, Mocinha ( irmã ), Toinho Cego e Lula Alves (vizinho e amigo). Foto: Acervo de Sebastiana de Souza Lima.
          José Gilvan Felinto Silva dedicou a Toinho Cego um poema onde há uma estrofe que diz: "A nossa juventude foi feliz / Com o som do coração dos pássaros / Que saía da voz e do violão / Do ceguinho da vila que amamos."
           Nadilza Lima de Morais, que nasceu, cresceu e ainda vive na Vila Operária, confessa o seguinte: "No terraço das casas da antiga Vila Operária, todas tinham um murinho em dois níveis, onde, com certeza, brotava da alma de Toinho aquele belo vozeirão em dias nublados ou noites estreladas. As estações do tempo não eram enxergadas por ele, já que foi tolhido deste sentido, mas percebidas aos olhos da alma."
          Quarenta anos depois, a voz e o violão de Toinho Cego, o eterno Ceguinho da Vila, são ouvidas pelo silêncio nas madrugadas timbaubenses.

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MEMÓRIA TIMBAUBENSE
Timbaúba, setembro de 1969 - I Jogos Estudantis Intermunicipais - Equipe  de vôlei do Colégio Comercial Timbaubense, formado por  alunos  concluintes do curso ginasial de 1969. ***** Em pé, da esquerda para direita: Luiz Henrique, Hélio Damião, Josenildo, Jorge Rodrigues e Belarmino. Agachados: José Arnaldo, Joel Monteiro, Ari Braz Cunha e o técnico Marcão. ***** Foto: Acervo de Luis Henrique / Agradecimentos a José Hélio Guerra.  
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ROTEIRO POÉTICO DE TIMBAÚBA

 
O CÉU, TALVEZ NÃO. PARIS, SIM - As nuvens cinzas anunciam chuva. Se eu subir uma das ladeiras do Alto Santa Terezinha terei a  impressão que o céu é bem ali. O céu,  talvez não. Paris, sim. "A majestosa antena não é uma antena. É a Torre Eiffel", grita em silêncio o  menino sonhador nos ouvidos do homem que sou. E como entendo  de sonhos e fantasias, acho graça do menino e eternizo o momento nesta  fotografia. - Daslan Melo Lima
 
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SESSÃO NOSTALGIA - SOLANGE GUSMÃO RIBEIRO DA COSTA, VICE-MISS PARAÍBA 1975 E VICE-MISS PERNAMBUCO 1975

Daslan Melo Lima
 
PRÓLOGO

         No ano de 1975, entre as concorrentes ao título de Miss Paraíba estavam duas fortes candidatas, Solange Gusmão Ribeiro da Costa, ou simplesmente Solange Gusmão, de Campina Grande, Miss Campinense Clube, e Elze Quinderé Camelo, de João Pessoa, representante do Esporte Clube Cabo Branco, local da realização do evento, e sobrinha de Assis Camelo, diretor social do referido clube. Solange Gusmão era a favorita do público e perdeu o título para Elze Quinderé. Dias depois, representando a cidade de Vitória de Santo Antão, participou do Miss Pernambuco e obteve a segunda colocação.
SOLANGE GUSMÃO, 
VICE-MISS PARAÍBA 1975
     A soberana decisão do corpo de jurados elegendo a senhorita Elze Quinderé Miss Paraíba-75, por grande maioria de pontos, provocou nas primeiras horas de ontem, no Ginásio do Esporte Clube Cabo Branco, local da grande festa, uma onda de protestos poucas vezes registrados em certames de beleza no Estado. Aos gritos de “Solange”, milhares de pessoas protestaram contra a decisão do júri, num clima de tensão, provocado pelo improvisado carnaval da vitória organizado pelos fãs de Elze Quinderé, sem que se tenha registrado qualquer incidente.  
        Logo nos primeiros momentos da festa, a maior realizada no Estado nos últimos tempos, era visível que a tendência de setenta por cento dos presentes torciam pela escolha da candidata do Campinense, a bela Solange Gusmão. Ao anunciar o seu nome, os aplausos se sucediam em escala crescente, chegando, por vezes, a envolver quase todas as dependências do grande ginásio. Os aplausos para a candidata do Cabo Branco, senhorita Elze Quinderé, só ganhavam maior intensidade graças à participação de grupos bem organizados à base de charangas e empunhadores de faixas e bandeiras em sua homenagem.  
      Excetuando-se o histerismo provocado por um costureiro, rapidamente contido em suas ações, o público se conduziu em alto nível, comprovando elevado espírito social. Os gritos e aplausos de protestos contra a decisão do júri, como a vibração carnavalesca dos cabobranquenses, se realizaram num clima quase ideal, cuja maior prova é o não registro de qualquer incidente. 
      Mesmo antes do anúncio da decisão do corpo de jurados, milhares de pessoas em fortes palmas e gritando em alta voz “Solange, Solange”, já estabeleciam um posicionamento da plateia: só Solange Gusmão, entre as oito concorrentes, poderia ser a escolhida para representar o nosso Estado, este ano, no concurso de Miss Brasil. Sua beleza, sua excepcional participação tanto no desfile com seu magnífico vestido preto, como a classe de sua “performance” em maiô, permitiram a formação de uma excelente imagem, aliada à sua altura e maneira de cumprimentar o público. A tendência  pró Solange era tão manifesta que mesmo se qualquer referência ao seu nome pelo locutor oficial,  a um simples aplauso de um grupo de mesas, as palmas aumentavam surpreendentemente, chegando ao ponto de medidas urgentes terem sido tomadas, do ponto de vista da segurança, para evitar conflitos caso a decisão do júri não coincidisse com a vontade do público. 
           Após a proclamação oficial do resultado, lida pelo Sr. Fernando Milanez, em nome do governador  Ivan Bichara, os gritos “Solange”, "Solange", abafaram por completo os  aplausos para a vencedora, culminando com a investida de perto de mil pessoas para o palco onde se encontravam as candidatas, exigindo que a candidata do Campinense Clube desfilasse como vencedora. A esta altura, a tensão era generalizada, prevendo-se a iminência de atritos entre os dois blocos, não tendo se registrado porém nada a lamentar. Seguida por dezenas de adeptos e com a faixa de Miss Paraíba (tinha sido segundos atrás retirada da mesa do júri, por um grupo de fãs de Solange), a segunda colocada voltou a desfilar, enquanto as outras candidatas, inclusive a eleita Miss Paraíba-75 seguiam para as dependências internas do clube, aguardando que chegassem a um fim as manifestações, o que ocorreu uns dez minutos após. 
       Demonstrando excepcionais qualidades, a cantora Eliana Pitman deu um show de mais de uma hora, sendo delirantemente aplaudida pela plateia. A cantora foi cumprimentada pelo governador Ivan Bichara e esposa, sra. Myrthes Bichara. Outras personalidades presentes ao acontecimento, junto com o Governador do Estado apresentaram cumprimentos às candidatas concorrentes, no palco especialmente armado próximo à passarela. 
        À margem da festa, nas  outras dependências, a sra. Gusmão Ribeiro da Costa,  mãe de Solange Gusmão, sendo atendida por um médico amigo desmaiava ao saber do resultado do júri, enquanto que Elze Quinderé , em prantos, era levada por familiares para o camarim, só saindo para o automóvel que a levaria para casa. 
---------- ("Nunca tão poucos votaram contra a decisão de tantos”, reportagem do jornal “O Norte”, João Pessoa, Paraíba.)
                                                                   

        A escolha da Miss Paraíba-75 foi uma das maiores festas de público já realizadas no Cabo Branco. A eleita foi Elza Quinderé, o que provocou inúmeros protestos, inclusive impossibilitando a jovem de desfilar com a faixa, “surrupiada” por um dos que aplaudiam Solange, o jovem Ivan Santiago. Enquanto os jurados saiam de mansinho do clube, escoltados pela polícia, Solange desfilava como se fosse a Miss Paraíba, com a faixa oficial. A bela Solange fora eleita, em 1973, Rainha dos Jogos Universitários Brasileiros.   
        Os sete jurados – todos homens – eram presidentes ou representantes das principais instituições jurídicas, artísticas, políticas, educacionais e culturais do Estado: Tribunal de Justiça, Ordem dos Advogados, Universidade Federal da Paraíba, Academia Paraibana de Letras, Instituto Histórico e Geográfico Paraibano, Conselho Regional de Medicina e Instituto dos Arquitetos do Brasil.
     O clima nas arquibancadas do ginásio era realmente de tumulto, desde o início da festa. De um lado, grande claque, gritando o nome de Elze, sob o comando do “agitador social” Anchieta Maia. Do outro, numerosos grupos de campinenses, liderados por Edvaldo do Ó. Criou-se um momento, mesmo antes da formação do corpo de jurados, tão preocupante, que o secretário de Segurança do Estado, Afrânio Melo, atendendo apelo do presidente Fernando Milanez, pediu reforço policial. O júri, contrariando a opinião da grande maioria dos presentes, escolheu Elze, provocando a maior confusão já registrada num concurso de beleza na Paraíba em todos os tempos. Proclamada a vitória de Elze, o ginásio “veio abaixo”, lembra Jader Franca, numa mesa anexa à da família da eleita, com boa parte dos presentes protestando.
    O governador Ivan Bichara, preocupado com a repercussão negativa do resultado, tentou anular o concurso, mas foi vencido pelo argumento do seu amigo e parente Augusto Maia (homem forte junto ao SNI), de que isso era impossível, já que o regulamento era claro ao especificar que não existia recurso da decisão do corpo de jurados, presidido pelo desembargador Anísio Maia, presidente do Tribunal de Justiça. No dia seguinte, domingo, Solange desfilou em carro aberto como se fosse a Miss Paraíba. Elegendo Elze, o Cabo Branco promoveu diversas ações: seu guarda-roupa foi todo montado pela boutique Chez Elle, da empresária Auristella Teixeira de Aguiar. O traje típico (Pesca da Baleia) “constava de calça cocota, com miniblusa em nuances de azul, rebordada com paetês gigantes, formando escamas. Constava, ainda, de botas de prata, sendo também prateado o arranjo de cabeça, tipo turbante”. 
      O concurso Miss Paraíba-75 ocorreu quando era muito grande a rivalidade entre João Pessoa e Campina Grande. Virgínius da Gama e Melo, como sempre bem humorado, retratou muito bem o clima do concurso de então e a “briga” das duas cidades, ao comentar: “Antigamente era difícil arranjar moça para se candidatar. Agora, não, o concurso de  Miss Paraíba está muito bem – de um lado a neta de Heitor Gusmão, do outro, a neta do General Quinderé, o concurso ganha alma. O Campinense lança Solange e a Capital Elza. É o começo de uma guerra”. 
---------- (Wills Leal, no livro “Elas só citavam O Pequeno Príncipe”, João Pessoa-PB, 2003. ---- As imagens desta matéria, exceto as que constam os créditos nas legendas,  foram reproduzidas desse livro).

SOLANGE COSTA, 
VICE-MISS PERNAMBUCO 1975 
            No dia 13 de junho de 1975, no Ginásio de Esportes Geraldo Magalhães Melo, o Geraldão,  no Recife, entre as 24 concorrentes ao título de Miss Pernambuco estava Solange Gusmão, ou seja Solange Costa, como seu nome era  divulgado em Pernambuco. Muito aplaudida, conquistou o segundo lugar, perdendo para  Maria de Fátima  Mourato de Souza, Miss Serra  Talhada. 

As cinco finalistas do Miss Pernambuco 1975. Da esquerda para a direita: Solange Costa, Miss Vitoria de Santo Antão, segundo lugar; Martha Valeska Vasconcelos,  Miss Grupo Jovem de Boa Viagem, quinta colocada;  Maria de Fátima Mourato de Souza, Miss Serra Talhada, primeiro lugar;  Inês Régis de Melo; Miss Clube Internacional do Recife, terceira colocada; e  Edileide Maria Vital Constantino, Miss Moreno, quarto lugar. (Foto: Diario de Pernambuco)
 
Solange Costa e Inês Régis de Melo. (Foto: Diario de Pernambuco)***** Detalhe: Em outubro de 1975, Fátima Mourato  renunciou ao título de Miss Pernambuco para casar com José Ferreira dos Anjos, Major da Polícia Militar de Pernambuco. Caberia a Solange Costa assumir o reinado, mas a informação surgida na época era a de que estava prestes a casar. Coube então a Inês Regis de Melo, terceira colocada, a responsabilidade de ser oficialmente a Miss Pernambuco 1975. Soube há 10 anos que Solange Gusmão trabalhava como comissária de bordo em uma empresa de aviação sediada na Europa.

 
 EPÍLOGO
           Ao encontrar nos meus álbuns de recortes fotos das candidatas ao Miss Brasil 1975, fico pensando nos mistérios do destino. Por pouco, Solange Gusmão não conseguiu ser Miss Paraíba ou Miss Pernambuco.


  Fátima Mourato, Miss Pernambuco 1975. Imagem: revista Fatos & Fotos.
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Elze Quinderé, Miss Paraíba 1975. ***** Diz a legenda "Elze Quindere, da Paraíba, inspiração para os poetas." ***** Imagem: revista Fatos & Fotos
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Solange Gusmão Ribeiro da Costa, vice-Miss Paraíba e vice-Miss Pernambuco 1975.
        
      Eu estava  no Geraldão naquela noite de 13 de junho de 1975, assistindo ao Miss Pernambuco, e guardo entre as mais gratas recordações da minha vida a  imagem de Solange Gusmão Ribeiro da Costa, ou Solange Costa, vice-Miss Pernambuco 1975, a mesma Solange Gusmão, vice-Miss Paraíba 1975.
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       Estive há uma hora escutando a música "A Lua e Eu", um dos maiores sucessos daquele 1975, do cantor e compositor Cassiano, paraibano de Campina Grande. Vou ouvi-la novamente antes de dormir, enquanto lá fora a chuva cai na noite fria  pernambucana, a última deste julho de 2013 que logo mais também fará parte de um tempo que se foi. 
A LUA E EU - Mais um ano se passou e nem sequer ouvi falar seu nome,  / a lua e eu. / Caminhando pela estrada, /  eu olho em volta e só vejo pegadas,  /  mas não são as suas, eu sei, eu sei, eu sei.///
 O vento faz eu lembrar você. /  As folhas caem mortas como eu. /  Quando olho no espelho, / estou ficando velho e acabado. /  Procuro encontrar  não sei onde está você, você , você.

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sábado, 20 de julho de 2013

CHUVA DE FÉ e outras crônicas de Daslan Melo Lima

... E QUE NÃO ACORDE ANTES DO VERÃO CHEGAR



Daslan Melo Lima



       Faz dois anos que fiz esta foto. Um homem, de pés descalços e sem agasalhos, dormia numa calçada do centro do Recife. Era uma manhã fria e a cena contrastava com um cartaz comercial de uma grife mostrando duas crianças felizes. Lamentei que a cena tão linda estivesse carregada de tanto drama, um lado doloroso da realidade urbana e desumana do dia a dia da cidade grande.
       Naquela ocasião, enquanto fazia a foto, pedi perdão a DEUS pela minha impotência diante do quadro na minha frente, pois eu era uma das milhares de pessoas que passavam diante do homem que dormia na calçada e nada fazia para reverter a situação.
       Fechei os olhos e supliquei em silêncio: “Tomara meu DEUS, tomara, que ele esteja sonhando que é uma criança feliz, e que não acorde antes do verão chegar.”
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Timbaúba-PE, 24/08/2013
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BOA NOITE, PERSÉFONE

Daslan Melo Lima
 
       O capítulo da terça-feira, 13, da novela global “Amor à Vida” foi um alerta para o perigo que passam algumas pessoas carentes e de baixa autoestima. A personagem Perséfone, vivida pela atriz pernambucana Fabiana Karla, estava numa boite e aceitou bebida de um estranho. Foi vítima do golpe conhecido por “Boa Noite Cinderela”, um nome romântico para um crime que já vitimou muita gente.
       A mistura dramática de vazio-solidão-ilusão-desamor faz com que muitas pessoas caiam em armadilhas perigosas. Parabéns ao diretor Walcyr Carrasco por abordar isso na novela.
       Que o destino poupe eles e elas da fragilidade emocional de Perséfone.
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Timbaúba-PE, 17/08/2013.
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AINDA SE FAZ NOITE,
DEIXEMOS QUE SURJA O DIA
Daslan Melo Lima

       Verdade”, eis o título que dei a um dos poemas do meu primeiro livro, Sob a chuva que caía”, editado em 1988, onde digo: "Há uma palavra que falta ser dita / Há um sorriso que falta ser expressado / Ainda se faz noite / Deixemos que surja o dia. / Quando surgir o dia / E o sorriso for expressado / Talvez o sol se esconda / E continue a chover. / Por hoje há só noite / Deixemos que surja o dia."
       Em janeiro de 1989, quando Gilson Muniz Dias foi empossado prefeito de Timbaúba, o seu vice, Givaldo Braz de Macêdo, utilizou em seu discurso um trecho do poema, Ainda se faz noite / Deixemos que surja o dia.” O sempre lembrado vereador Eliezer Barbosa de Araújo, o Bananeiro, adorava este poema e declamou dezenas de vezes, inclusive em conferências por vários Estados brasileiros, os mesmos versos: "Ainda se faz noite / Deixemos que surja o dia.” Conheci Guel Barbosa, vereador timbaubense, filho de Eliezer, quando ele ainda adolescente estagiava no mesmo setor onde eu trabalhava no BNB, Banco do Nordeste do Brasil. Guel também gosta de citar o mesmo trecho, “Ainda se faz noite / Deixemos que surja o dia."
       Não gosto de discutir política e sempre mantive uma postura equilibrada diante de situações onde o assunto envolve problemas políticos. Pelo que sei, Givaldo Macêdo e Eliezer Barbosa usaram as expressões dentro de um contexto humanitário, onde o foco era a esperança em dias melhores. Pelo que sei, o Guel, sabendo das minhas convicções, também tem o mesmo cuidado ao citar os meus versos.
       Quando digo Há uma palavra que falta ser dita / Há um sorriso que falta ser expressado / Ainda se faz noite / Deixemos que surja o dia”, aconselho a um alguém que tenha cautela, pois as coisas ainda não estão esclarecidas. E fecho o poema tentando dizer que a situação poderá ter outro rumo quando a verdade aparecer. “Quando surgir o dia / E o sorriso for expressado / Talvez o sol se esconda / E continue a chover. / Por hoje há só noite / Deixemos que surja o dia."
       "Verdade" combina com a minha maneira de encarar a caminhada no planeta Terra. "Por hoje há só noite / Deixemos que surja o dia."
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Timbaúba-PE, agosto de 2013, vinte e quatro anos depois de ter tido aprendido uma sábia lição com a Verdade.
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O "BOBO" QUE SE APROXIMA SOU EU




Daslan Melo Lima


       Na casa simples pintada de azul moravam o meu tio-avô Sebastião Souza Melo, sua esposa Otília e os meus primos Maria Augusta, Marinete e José.
          Marinete cortava minhas unhas, colocava-me no colo, dava-me carinho e me acalmava quando eu me assustava ao ver pela janela algum “bobo” passar. Os “bobos “ eram pessoas que usavam máscaras no Carnaval.
         Quando visito São José da Laje, a cidadezinha alagoana que me viu nascer, passo nesta rua que hoje se chama Prefeito Antônio Ferreira, paro na frente da casa de nº 80, olho para a janela e peço ao menino que um dia eu fui que não se assuste.
         O “bobo” que se aproxima sou eu.


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CIRCO, NOSTALGIA E POESIA

Daslan Melo Lima






A minha amiga Eliane Aquino tem ótimas recordações dos circos do passado. Diz ela: “Na minha infância, circo sempre era uma diversão, mas a parte mais interessante para mim sempre foi a encenação dos“dramas”, peças teatrais improvisadas como último ato da noite. Um desses“dramas” apresentado pela maioria dos circos, provocava no público uma interação emotiva muito grande. “Coração de mãe” tinha como enredo a história de um homem, coagido por uma mulher, que matava e arrancava o coração da própria mãe para presentear a esposa.”
Outra conterrânea-contemporânea, Josenira Degroot afirma: "Lembro-me que uma vez participei de uma dramatização improvisada no circo. Fugi de casa naquele domingo à tarde e fui assistir ao espetáculo. Fui carimbada para ter a permissão de assistir gratuitamente ao espetáculo noturno. Resultado: contei para minha mãe, levei uma surra e fui obrigada a deitar-me mais cedo do que de costume. Morro de saudades dessa coragem que hoje não tenho mais.”
Na São José da Laje de um tempo que se foi, muitos circos eram armados na área onde atualmente está localizada a Praça Clarício Valença Neves. Mabel Rôse Cavalcanti Silva, filha da inesquecível educadora Maria do Rosário, relembra emocionada: “Quanta saudade que eu sinto dos circos da minha infância ! Tinha circo que era armado em frente da nossa casa. Eles pediam as nossas poltronas emprestadas e a gente tinha direito a entrada grátis. Recordações maravilhosas.”
Como não há mais circos como aqueles e hoje as crianças vivem encantadas com jogos eletrônicos, os adultos de um tempo que chegará um dia não sentirão esta doce nostalgia da minha geração, nem a melancolia, nem a poesia.

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CHUVA DE FÉ

Daslan Melo Lima
          Apesar da chuva que caía sobre o Recife no dia 16, milhares de fiéis não deixaram de acompanhar a procissão de Nossa Senhora do Carmo. Crianças, jovens e adultos enfrentaram a água que Deus enviava do céu e permaneceram embaixo de guarda-chuvas e sombrinhas atentas ao roteiro de um espetáculo de Fé, conforme mostra esta foto feita por Luna Markman.
      Fico imaginando os tipos de pedidos que deram origem aos pagamentos de mil e uma promessas: o emprego conseguido, a saúde recuperada, a superação de um amor perdido, a ilusão renovada...
        Os anjos devem fazer um relatório anual do evento para entregar a Nossa Senhora do Carmo. Não precisa, mas eles fazem. Acredito que é por isso que a procissão aumenta a cada ano. Assim Seja !

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DE TIMBAUBA PARA O MUNDO - AS BODAS DE RAFAEL LEANDRO-VALÉRIA DUTRA E PAULO VITOR-PATRÍCIA BORBA

RAFAEL LEANDRO E VALÉRIA DUTRA,
UM DIA PARA SE EMOCIONAR

          No dia 13, A Igreja São José dos Manguinhos, no Recife, foi o cenário abençoado do casamento de Rafael Leandro e Valéria Dutra, filha de Jailton e Maria do Rosario Dutra de Morais (Professora Zarinha, uma das personalidades mais estimadas de Timbaúba). Rafael e Valéria passaram a lua-de-mel em Buenos Aires, Argentina.

 
          Declaração de Valéria: "Sempre escutei que a noiva, de tão nervosa, não vê ninguém ao entrar na Igreja. Mas apesar de toda a emoção, consegui olhar e ver as pessoas e ainda lembro do rostinho de cada uma naquele momento... Como eu disse antes, não tenho palavras para agradecer esse carinho. Acho que vou me emocionar para sempre ao lembrar desse dia."
Felipe Gonçalves, Juliana Marinho, Valéria e Rafael em Edilson Fraga Recepções.

Valéria Dutra e o seu olhar, mistura de mel, céu e marDetalhe: os brincos de pérolas da Valéria foram usados por sua mãe há 36 anos, quando do seu casamento. A próxima a usá- los será sua irmã Pollyanna.  E assim se seguirá, geração a geração. Amém !
A simpatia e a elegância de Zarinha Dutra, mãe da noiva, em Edilson Fraga Recepções, com uma "piriguete", a sensação da descontração da recepção. Zarinha me disse o seguinte: "Ela veio de Natal, Rio Grande do Norte, para o Recife e deu um show. Os rapazes ficaram loucos, foi a mais disputada e acabou ficando com um só (risos). "
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PAULO VITOR E PATRÍCIA BORBA,
 UM AMOR CARIOCA
 
          No dia 13, o Ginásio de Esportes "O Cirão", foi palco de um dos mais belos casamentos já realizados em Macaparana, o de Patrícia Borba Corrêa e Paulo Vitor Gomes. Ela é filha de Vilma da Silva Borba e Washington Cavalcanti de Melo Corrêa (in memoriam) e ele é filho de José Humberto Gomes e Maria do Socorro de Sousa Gomes, da sociedade carioca. ***** A cerimônia religiosa com efeito civil foi celebrada pelos pastores Joás, da primeira Igreja Batista de Macaparana, e Robson Barbosa, da 1ª Igreja Batista em Floresta da Barra e em Jacarepaguá. Muita gente do mundo social, politico e econômico da região estiveram presentes. A decoração e o buffet, sob a responsabilidade do Daniel Rodrigues, estavam impecáveis. Como bebidas, agua mineral, sucos e refrigerantes. Ausência total de alcool.


Formada em enfermagem, Patrícia é estudante de Medicina. Paulo é designer de interiores. Patrícia é timbaubense, foi criada na vizinha cidade de Macaparana e  conheceu o amado há 7 anos, no Rio de Janeiro. Os noivos passaram a lua-de-mel em João Pessoa e fixaram residência na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro.
 
Rute Brandão, uma das mulheres mais elegantes da mata norte de Pernambuco, foi levar o seu abraço para o casal.
 
Vilma da Silva Borba, mãe da noiva, Paulo e Patricia, e a educadora Joselma Carneiro de Melo
Paulo Barbosa Paquinha, prefeito de Macaparana, e a primeira dama Socorro Barbosa estavam entre os padrinhos da noiva.
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MEMÓRIA TIMBAUBENSE

Timbaúba, setembro 1969 - I  Jogos Estudantis Intermunicipais, time de vôlei.  ***** Foto: Acervo de Luis Henrique ***** Quem são eles? Contatos:  daslan@terra.com.br  
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ROTEIRO POÉTICO DE TIMBAÚBA
 






RUA DA MANGUEIRA - Houve um tempo na Rua Vital Brasil, eterna Rua da Mangueira, no bairro de Timbaubinha, onde reinava dezenas de pés de mangas espadas e rosas. Hoje seu nome está associado ao bloco Mangueira, dirigido pelo produtor cultural Rinaldo da Mangueira. De tanto as pessoas falarem nas mangueiras que lá exisitiram, sinto cheiro e gosto de manga quando passo na Rua da Mangueira. - Daslan Melo Lima
 
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SESSÃO NOSTALGIA - ESPECIAL, CONCURSO MISS PERNAMBUCO 2013

Daslan Melo Lima
PRÓLOGO

              
          Há um mês, recebi convite do meu amigo Joaquim Francisco de Morais Andrade Filho, o Quinquinha, para ir assistir ao Miss Pernambuco com ele e sua namorada Elizabeth Muniz Falcão, Miss Macaparana 2012 e Miss Terra Pernambuco-Coroa do Avião 2013.  No domingo, 14, Joaquim Francisco e Elizabeth escaparam milagrosamente de um acidente de trânsito nas proximidades de João Pessoa-PB.  O casal nada sofreu, apenas a mãe da Elizabeth levou oito pontos na cabeça. O incidente provocou a desmotivação para   Joaquim Francisco viajar ao Recife na quinta-feira.  Moro em Timbaúba, zona da mata norte de Pernambuco, distante apenas 96 km do Recife, o que dá uma hora e meia de viagem. Não dirijo há vários anos e minha ida à capital para assistir ao Miss PE estaria condicionada  à disponibilidade de um amigo dirigir para mim. Enfim, às 17 horas, pegamos a estrada rumo ao Teatro Luiz Mendonça, localizado no Parque Dona Lindu, na praia de Boa Viagem.  Chovia. Um engarrafamento atrasou nossa chegada. Pensei que o evento começaria às 20h.  Chegamos às 19h40min. Adquiri as entradas e fui informado que o acesso ao recinto só seria liberado às 21 horas. Relaxei. O concurso começou as 21h15 minutos.
          Faz de conta que você, leitor; você, leitora, está ao meu lado. Vai começar o concurso Miss Pernambuco 2013.
ABERTURA 

      No teatro, moderno e confortável, um público bem vestido e entusiasmado toma conta de todos os 576 lugares e de dezenas de cadeiras extras.  Apresentadores: Nadja Haddad e Raldney Santos, da Band/TV Tribuna.  Eles avisam que o evento seria  gravado para exibição na noite do sábado e que ninguém poderá filmar.  Na mesma fila de cadeiras onde estou, a satisfação de ter do lado direito Leonardo Sandres, o Léo Sandres, estilista e Williana Siqueira, Miss Alagoas 2008 e Miss Brasil Latina 2009, no lado esquerdo e à frente, a torcida de Andresa Alves, Miss Caruaru.
AS 26 CANDIDATAS

Paula Luck, Miss Pernambuco 2012, em excelnete forma e mais bela do que nunca, à frente das candidatas ao Miss PE 2013, no desfile de abertura. Cenário: Fred de Castro.
      Começa o primeiro desfile. Coreografia de Romildo Alves.  Juntas com Paula Lück, Miss Pernambuco 2012, as misses usam trajes casuais da grife Club Noir.  São 26 belas jovens e um sonho: ser  a Miss Pernambuco 2013. Desfilam:  Miss Afogados da Ingazeira, Taynara Kalystra  //  Miss Beleza Regional, Gabrielle Cordeiro //  Miss Bezerros, Brennda Melo  // Miss Brejo da Madre de Deus, Clecia Lima // Miss Camaragibe, Gerlane Chagas // Miss Carpina, Gabriele Freitas  // Miss Caruaru, Andresa Alves  //  Miss Custódia, Annyelle Simões //  Miss Fundação Gilberto Freyre, Andrielle Karla  // Miss Gravatá, Franciele Silva //  Miss Ibimirim, Isis Correia //  Miss Igarassu, Samantha Diniz  // Miss Macaparana, Daniele Lima  // Miss Moreno, Jéssica Souza  // Miss Olinda, Mônica Andrade //  Miss Paulista, Luana de Paula // Miss Recife, Helena de Castro Rios, // Miss Ribeirão, Allana Cavalcanti // Miss Santa Cruz do Capibaribe, Gláucia Arruda // Miss São Jose da Coroa Grande, Étila Santiago // Miss Serra Talhada, Ana Gabriela Leal // Miss Surubim, Anna Mateus // Miss Taguaritinga do Norte, Lely Santos // Miss Toritama, Aislane Leite // Miss Triunfo, Andressa Carneiro // Miss Xexéu, Thaiana Andrade.  ***** Algumas candidatas não estavam com a forma física ideal para disputar o título. Espero que se preparem melhor para  retornar às passarelas com chances reais de destaque. ***** Neste vídeo, fotos oficiais das concorrentes ao Miss PE 2013,  http://www.youtube.com/watch?v=vfkYoAvzzT8

                                                                    O TOP 12
          Todas as candidatas desfilaram em traje casual, vestidos de gala e maiôs. Um exemplo a ser seguido pela coordenação do Miss Brasil para que não cometa este ano o fato lamentavel do ano passado, em Fortaleza, quando as não classificadas ao Miss Brasil 2012 não tiveram o direito de mostrar ao público o seu potencial.  As 12 semifinalistas do Miss PE foram selecionadas por um júri  técnico durante o período que permanceram concentradas nos dias que antecederam a noite final. Quando seus nomes foram anunciados, o Top 12 surgiu vestindo biquinis. Fizeram parte desse grupo as misses Beleza Regional, Camaragibe, Caruaru, Igarassu, Macaparana, Moreno, Paulista, Recife, Ribeirão, Santa Cruz do Capibaribe, São José da Coroa Grande e Serra Talhada. ***** Mônica Andrade, Miss Olinda, no meio das chamadas das componentes do top 12, saiu da sua posição e foi para a frente, como se tivesse ouvido seu nome ser anunciado. O apresentador explicou que a posição das caixas de som voltadas para a plateia talvez estivesse dificultando a propagação do som no palco. Miss Olinda retornou descontraidamente para onde estava. No quadro seguinte, recebeu a faixa de Miss Simpatia. Independente da falha, merecia um lugar no Top 12.
                     

Havia muitas torcidas organizadas. O líder da torcida de Miss Caruaru era Alan, seu namorado, um belo rapaz que vibrava a cada aparição de Andresa Alves.


O TOP 6 E AS ENTREVISTAS




As 12 semifinalistas retornaram aos bastidores e na sequência a seguir o público tomou conhecimento do Top 6 de forma diferente.  Quando as cortinas se abriram, as componentes do Top 6  já estavam no palco em trajes padronizados, vestidos longos,  variando apenas as cores, laranja, rosa pink e verde  cítrico. ***** Momento da “entrevista”, ocasião onde  perguntas são sorteadas com as garotas que chegam às finais. 1) Miss Beleza RegionalQual o homem mais importante da historia de Pernambuco? (Deu uma boa explicação antes de concluir que esse era Luiz Gonzaga); 2) Miss Caruaru - Qual a importância do titulo de Miss Pernambuco para você?  3) Miss Macaparana - Como avaliaria a expressão Educação Direito de Todos?  4) Miss RecifeDiante das últimas manifestações, qual a melhor forma de lutar por um Brasil melhor?  4) - Miss Santa Cruz do Capibaribe - Como colocar na prática as leis que garantem a qualidade de vida para os idosos? 5) - São José da Coroa GrandeQual o ponto turístico de Pernambuco que mais divulgaria no seu reinado de Miss Pernambuco?  ***** As garotas deram boas respostas, mas continuo defendendo a ideia de que deveria ser feito uma única pergunta para todas. Seria interessante ouvir a visão de cada uma sobre um mesmo assunto. Uma não ouviria a resposta da outra,  pois elas estariam numa cabine a prova de som, num canto do palco, ou com fone de ouvidos que impedissem ouvir o que estava sendo respondido pela entrevistada.   
O TOP 3



Miss Recife, Helena de Castro Rios, primeiro lugar
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Miss Macaparana, Daniele Lima, segundo lugar
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Miss Caruaru, Andresa Alves, terceiro lugar

  DETALHES

          A comissão julgadora foi composta por 21 personalidades, entre elas duas misses, Meyriele Abrantes, Miss Pernambuco 2003, e a gaúcha Gabriela  Markus, Miss Brasil 2012 e quinta colocada no Miss Universo 2012.  ***** Ao ser chamada ao palco, Gabriela Markus desfilou ao som de Ellen de Lima cantando “Canção das Misses”, de Lourival  Faissal, trilha sonora de muitos concurso de Miss Brasil dos anos 60.  Sou saudosista e pensei que estava sonhando.  Fechei os olhos e viajei no túnel do tempo para o Maracanãzinho.  Os Estados brasileiros se apresentam /  nesta festa de alegria e esplendor. /  Jovens misses seus Estados representam /  seus costumes, seus encantos, seu valor. ///  Em desfile, nossa terra, nossa gente, /  pela glória do auriverde em céu de anil, /  sempre unidos leste, oeste, norte, e sul, /  na beleza das mulheres do Brasil.” ***** Em seu discurso, Gabriela Markus, visivelmente emocionada, falou que amadureceu muito com o titulo e que se tornou grande amiga de Paula Luck. Em seus pronunciamentos, ambas confessaram que o autoconhecimento foi  uma das melhores coisas que aconteceram em suas vidas durante o reinado de Miss.***** Até  começar o desfile, eu conhecia pessoalmente apenas uma candidata, Étila Santiago, Miss São José da Coroa Grande. No ano passado ela foi eleita Miss  Pernambuco  Latina 2013 e há algum tempo  finalista do Menina Fantástica da Rede Globo, seletiva do  Recife, além de vencedora de um concurso nacional específico para cabelos promovido por uma marca de cosméticos. Não entendi o que Étila fez  (ou que fizeram) com seu belo cabelo encaracolado.  Ficou muito estranha sem os cachos. 
 
Gabriela Markus, Miss Brasil 2012; Helena de Castro Rios, Miss Pernambuco 2013; e Paula Luck, Miss Pernambuco 2012. ***** Foto: Milla Guedes/Divulgação.
 
          O evento, mais uma vez sob a coordenação geral de Miguel Braga,  homenageou o Frevo pernambucano, patrimônio imaterial cultural da humanidade. Senti falta de um número com  passistas dançando frevo, mas no intervalo musical  André Rio entrou cantando "Que bom te ver de novo em fevereiro. / Eu agradeço a Deus / tua cara pintada, teu sorriso. / O Recife é teu, / o trio, a tribo, a trupe na rua, / na lua ou em qualquer lugar. / No frevo, no passo / ou num mar de braços abertos / abraçando o mar, / sou teu amor, êo, êo, êo. / Vem me beijar, êo, êo, êo,  / sou teu amor, êo, êo, êo,  / vem me beijar, êo, êo, êo." ***** No teatro havia quatro misses Pernambuco: Meyriele Abrantes, Miss Pernambuco 2003 (fazendo parte do júri) e na  plateia Luzielle Vasconcelos, Miss Pernambuco 2010 e Miss Pernambuco World 2011; Leidiane Vasconcelos, Miss Pernambuco 2011; e  Taynara Gargantini, Miss Pernambuco Latina 2012 e Miss Pernambuco World 2013. ***** Outra pre- sença bonita na noite: a baiana Gabriella Rocha, Miss Brasil Latina 2010 e   vice-Miss Brasil 2011. ***** Um telão no palco mostrou imagens das misses durante os dias que passaram em Santa Cruz do Capibaribe e Gravatá, inclusive o desfile de traje típico, que teve como vencedora Gláucia Arruda, Miss Santa Cruz do Capibaribe. ***** A Miss Pernambuco 2013 e sua vice quando participaram do Miss Recife ficaram respectivamente em primeiro e segundo lugares. ***** Gravando para a televisão, o consultor de moda Marcos Salles e Wilma Gomes, Miss Pernambuco 2008, atuaram na Sala Vip, na condição de comentaristas. ***** Créditos das imagens que ilustram esta matéria: DML/Passarela Cultural, Divulgação e Facebook.

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Entre os belos trajes da noite, algumas verdadeiras obras de arte. Acima, Helena de Castro Rios, Miss Recife, vestido em renda de renascença pernambucana, um legado do tempo dos holandeses, confeccionado manualmente. Abaixo, Andresa Alves, Miss Caruaru, vestindo um modelo de Léo Sandres, estilista pernambucano radicado em Maceió.


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 UM POUCO DE HELENA DE CASTRO RIOS,
MISS PERNAMBUCO 2013


Nome completo: Helena de Castro Rios
Idade: 20
Data de nascimento: 07/03/93
Altura: 1,74 m
Peso: 57 kg
Medidas (busto - cintura - quadris): 87 cm - 62 cm - 92 cm
Títulos que já ganhou: miss Recife 2013
Cidade onde nasceu: Recife (PE)
Cidade onde mora: Recife (PE)
Música preferida: Luz dos Olhos, de Nando Reis
Cantor(a) ou banda predileta: Kings of Convenience e Amy Winehouse
Filme: A Lista de Schindler
Ator ou atriz: Robert Downey Jr.
Cor preferida: rosa
Perfume favorito: Hypnôse, da Lancôme
Esmalte favorito: Rose Insolent, da Chanel
Livro: O Livro dos Abraços, de Eduardo Galeano
Sonho: Ser uma médica de sucesso
Uma viagem inesquecível: Florença e Roma
Uma miss inesquecível: Leila Lopes
Ídolo: Eduardo Galeano [escritor uruguaio]
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Fonte do texto acima: http://entretenimento.r7.com/blogs/tudo-miss-e-tudo-mais/2013/06/16/rainha-da-beleza-helena-de-castro-rios/
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Após ter sido eleita Miss Recife 2013, Helena de Castro Rios concedeu uma entrevista ao Leia Já.  Vale a pena conferir,  http://www.leiaja.com/cultura/2013/helena-rios-um-retrato-intimo-da-miss-recife/

EPÍLOGO

Paula Luck, Miss PE 2012, e Helena de Castro Rios, Miss PE 2013.

          O meu relógio marcava meia-noite e meia do sábado, 19, quando Paula Luck, Miss Pernambuco 2012, colocou a coroa de Miss Pernambuco 2013 em  Helena de Castro Rios
          As minhas favoritas foram bem classificadas e  o título de Miss Pernambuco 2013 esta em boas mãos. 
          Com sua classe, beleza e inteligência, Helena vai marcar época na historia do Miss Pernambuco. Espero que sua estrela brilhe no Miss Brasil, agendado para setembro, em Belo Horizonte, Minas Gerais,   e que retorne para Pernambuco com uma boa colocação, quiçá com o titulo de Miss Brasil 2013.
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        Antes de entrar no carro de volta para Timbaúba, pausa para uma foto em frente ao Teatro Luiz Mendonça. A brisa mansa que vinha do mar de Boa Viagem era relaxante. Eu estava leve e agradeci a DEUS por ter passado aquelas horas em meio às misses, uma das paixões da minha vida. Paixões são paixões, não se explicam.
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P.S.: Outras  fotos do Miss PE 2013 poderão ser postadas oportunamente.