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SEJA BEM-VINDO ! SEJA BEM-VINDA! VOCÊ ESTÁ EM PASSARELA CULTURAL, a sua revista on-line semanal, fundada em 02/07/2004. ***** Esta é a edição nº 620, referente ao período de 21 a 27 de maio de 2017. ***** Editor: Daslan Melo Lima ***** Timbaúba, Pernambuco, Brasil ***** Telefones: (81) 99612.0904 (Tim) e (81) 99277.3630 (Claro) ***** WhatsApp: +55 81 99612.0904 ***** E-mail: daslan@terra.com.br

sábado, 26 de maio de 2012

DE TIMBAÚBA PARA O MUNDO

TIMBAÚBA-CANÇÃO NOVA, UMA VIAGEM PARA RECORDAR
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 Voo 3083, da TAM, Recife/Rio de Janeiro, 16/05/2012
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      Fiz parte da excursão promovida pela Obra de Maria/Rosa Mística Turismo que levou vários timbaubenses no dia 16 de maio para a sede da Canção Nova, em Cachoeira Paulista-SP, com direito a uma pausa no Rio de Janeiro para visitarmos o Cristo Redentor. Retornamos na segunda-feira, 21, depois de termos vivido uma experiência inesquecível.  Na rota do passeio turístico-religioso, tivemos a oportunidade de assistirmos  uma Missa celebrada pelo Padre Marcelo Rossi, na capital paulista,  e de visitarmos o Santuário de Frei Galvão e a Basílica de Nossa Senhora Aparecida. Ainda houve tempo para momentos mágicos em Campos do Jordão e no Pico de Itapaiva. 



A comunidade Canção Nova, fundada em 02/02/1978, pelo Monsenhor Jonas Abib, ocupa uma área total de 372 mil metros quadrados.
Imagens feitas na Canção Nova, Cachoeira Paulista-SP, 521m de altitude, a 193Km da capital. Nas duas fotos acima, marco do Circuito turístico-religioso e outdoor de boas-vindas.
Visão parcial do pátio do estacionamento,  vendo-se ao fundo um novo templo em construção.
No imenso refeitório, almoço e jantar incluídos no pacote de viagem dos componentes da nossa excursão.
"Rincão do Meu Senhor", onde acontecem Missas e shows, espaço para 4.000 pessoas.
Formar homens novos para um mundo novo, eis a missão do Instituto Canção Nova, criado em 06/02/2001. Mantido pela Fundação João Paulo II e localizado em frente da entrada da sede da Canção Nova, o Instituto conta com alunos matriculados da Educação Infantil ao Ensino Médio. 
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Abaixo, registros de instantes vividos por alguns companheiros e companheiras de excursão.
  
Zeinha Moura (no centro) e suas afilhadas. Da esquerda para a direita: Edna Andrade, Angélica Pedrosa, Zeinha Moura, Nerilza Pedrosa e Patrícia Albuquerque, em Campos do Jordão, a Suíça brasileira.
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Valéria Barreto de Oliveira Coutinho e sua mãe Marinez Barreto de Oliveira, no marco do circuito religioso da Canção Nova.
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A elegância de Marisa de Andrade Cavalcanti, após o cafe da manhã na Pousada Leão de Judá, produzida para encarar o clima paulista. A temperatura na região oscilava em torno de 14 graus centígrados, muito frio para quem está acostumado com o calor nordestino. Na volta da viagem para Pernambuco, ao desembarcarmos no Aeroporto Internacional dos Guararapes Gilberto Freyre, a temperatura era de 27 graus centígrados. 
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Maria Célia Cavalcanti de Araújo, pausa para um flash, antes de começar a Santa Missa na Canção Nova. 
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Maria Célia Cavalcanti de Araújo, pausa para um flash, diante da Hermida da Mãe Rainha, um dos mais belos recantos da Canção Nova.
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Bruno e sua mãe Maria Goreti, em frente ao painel de entrada da Canção Nova.
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 Mercês e a filha Maria Goreti.
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Sérgio Costa e Irlene Lemos, no frio de Campos do Jordão, o mais alto município brasileiro, 1.628m de altitude, distante 173 Km da capital de São Paulo.
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As irmãs Rita de Cássia, Maria Aparecida (com o filho Miguel Neto) e Laurinda Mello, no Pico de Itapeva, a 2.035m de altitude, de onde se avista 25 municípios de São Paulo.
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As irmãs Aurileide, Aucileide e Aleide Costa, classe e simpatia em dose tripla, tendo ao fundo a escultura do Cavalo Negro do Anel Viário Nídia Arantes Ventura, em Campos do Jordão. No momento desta foto, os termometros da cidade marcavam 8 graus centígrados.
Regina Célia e o filho Sandoval Junior, de Aliança-PE, também integraram a caravana.
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 Miguel e Maria Lúcia.
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Dora, uma das pessoas mais queridas da comunidade católica timbaubense, animou a todos interpretando belos hinos religiosos. Detalhe emocionante: Sua viagem foi patrocinada por um anônimo que, sabendo de sua condição humilde e de sua vontade de conhecer a Canção Nova, patrocinou suas despesas e  fez questão de manter-se no anonimato. Nem Dora e ninguém da excursão tem ideia de quem teve este gesto nobre, o qual merece todo nosso aplauso.
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Laurinda Mello, retornando para a pousada após o show de Doidinho de Deus.  
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A Pousada Leão de Judá, pertinho da Canção Nova, foi uma espécie de   casa de alguém de nossa família, ambiente simples e acolhedor, onde um farto e delicioso café da manhã era servido diariamente.

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  Reportagem em construção. 
Outros comentários e fotos sobre a viagem à Canção Nova estão pendentes para postagens.
Aguardem !
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ROTEIRO POÉTICO DE TIMBAÚBA
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O ESSENCIAL É INVISÍVEL PARA OS OLHOS - Depois da Rua da Ponte, nas imediações da Fazenda Santa Luzia, um novo bairro toma forma através das 487 unidades habitacionais populares construídas pelo programa Minha Casa Minha Vida. Para alguns, as casinhas são simples demais e nelas não caberia o seu closet. Mas para muitos,  as casinhas são palácios suntuosos. Eu acredito que o personagem de "O Pequeno Príncipe", de Antoine de Saint-Exupèry , diante deste cenário diria: "O essencial é invisível para os olhos".
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MEMÓRIA TIMBAUBENSE
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O construtor Manoel José dos Santos, pai do ex-vereador Metaxas, foi responsável pela construção, reforma e ampliações de importantes obras, não só na região, mas em todo o Brasil, conforme a página acima, de nº 207, extraída do livro "Timbaúba Ontem e Hoje-Volume II", de Lusivan Suna, Edições A Província-1996. O Sr. Manoel José dos Santos, que completaria 105 anos no dia 18 de maio, morreu no dia 22 de abril. Era a pessoa mais idosa de Timbaúba.
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SESSÃO NOSTALGIA - MARY GRACE OITICICA BANDEIRA, MISS ALAGOAS 1965

Daslan Melo Lima 

Mary Grace Oiticica Bandeira
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      Jaraguá Tênis Clube, Maceió, Alagoas, 12 de junho de 1965. Quatro jovens lindas disputaram o título de Miss Alagoas. Por ordem alfabética das entidades e cidades que representavam, elas eram Mary Grace Oiticica Bandeira (Miss Iate Clube Pajuçara, primeira colocada); Maria Conceição de Alencastro (Miss Jaraguá Tênis Clube, segundo lugar); Maria José Gomes (Miss Rio Largo) e Josenira de Albuquerque Silva (Miss São José da Laje, terceiro lugar, minha ex-professora). Mary Grace Oiticica Bandeira viajou ao Rio de Janeiro levando as esperanças dos alagoanos que tinham certeza que ela faria uma excelente apresentação no concurso Miss Brasil, com chances de trazer para Alagoas o título máximo da beleza brasileira. 
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 Mary Grace na passarela do Maracanãzinho desfilando com o traje típico "Diana do Pastoril"
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     Lembro-me do jornal Gazeta de Alagoas dando a ela a primeira página e uma reportagem ilustrada com lindas fotografias e legendas enaltecendo sua personalidade e potencial. O meu amigo Paulo D’Arce, missólogo pernambucano, até hoje não esquece de uma matéria que leu em um jornal carioca com o título “As Três Forças do Ouro”, onde três  louras eram apontadas como favoritas ao título de Miss Brasil 1965: Maria Raquel Helena de Andrade, Miss Guanabara; Mary Grace Oiticica Bandeira, Miss Alagoas; e Sandra Penno Rosa, Miss  São Paulo. No Maracanãzinho, na noite de 03/07/1965, Mary Grace despontou como uma das prediletas do público estimado em quase 30 mil pessoas, embora a mais aplaudida tenha sido Marilena de Oliveira Lima, Miss Mato Grosso, que acabou em quarto lugar. Maria Raquel Helena de Andrade conquistou o primeiro lugar, Sandra Rosa o segundo, e Mary Grace ficou fora das oito finalistas.
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Mary Grace de maiô Catalina. O slogan do famoso traje de banho, postado em um cartaz afixado no Maracanãzinho, dizia : "O maillot de miss Brasil. O maillot da miss Universo. O seu maillot." 
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Comentários extraídos da revista "O Cruzeiro", de 24/07/1965,  propriedade da empresa Diarios e Emissoras Associados, promotora do concurso Miss Brasil: 
Duas surpresas para o público: Miss Mato Grosso, que era a mais cotada desde o início, não figurou entre as três finalistas; e Miss Alagoas, uma das mais bonitas concorrentes, não ficou sequer entre as oito primeiras. Depois da apuração, muitos reclamaram dos critérios utilizados. ///// Havia, em realidade, pelo menos dez misses quase em pé de igualdade. (...); a loura das Alagoas, Mary Grace, com seu jeito de nórdica, querendo enganar que veio do sertão... ///// Para Miss Universo-64, a grega Kiriaki Tsopei, a moça brasileira mais bonita era Miss Alagoas. Depois Guanabara e adiante Mato Grosso. Se Kiriaki fosse júri votaria assim. ///// Notícia foram as lágrimas e a voz soluçada de Ângela Vasconcelos, Miss Brasil-64. Tão bela, tão meiga. Ângela anotou para o repórter  as mais lindas: as misses do Estado do Rio, Alagoas, Mato Grosso, Minas, GB, Rio Grande do Sul, Bahia, Paraná e Acre. Isso foi antes da lista do júri. /// Duas surpresas para o público: Miss Mato Grosso (a mais cotada desde o início) não figurou entre as três primeiras colocadas e Miss Alagoas não conquistou um lugar entre as oito finalistas. A primeira, a morena Marilena, era a forte rival de Maria Raquel, e a eleita do povo. A segunda, a loura Mary Grace, contava com muita simpatia. Inclusive entre as misses internacionais (Kiriaki Tsopei, Miss Universo-64, chegou a afirmar que Grace era a sua preferida para o mais alto título da beleza brasileira)
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Quatro beldades de 1965. Da esquerda para a direita: Alda Maria Simonetti Maia (Miss Pernambuco), Sandra Penno Rosa (Miss São Paulo, vice-Miss Brasil), Mary Grace Oiticica Bandeira (Miss Alagoas) e Marilena de Oliveira Lima (Miss Mato Grosso, quarta colocada no Miss Brasil).(Imagem: Fatos & Fotos, 17/07/1965)
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      Vou sair do túnel do tempo. A Vida exige que eu volte para 2012. Até outra ocasião, década de 1960, inesquecíveis anos que mudaram a face do planeta Terra. Que bom que eu fui testemunha de tudo aquilo, embora na época eu não me dava conta do quanto seria mágico um dia recordar um tempo que se foi, para sempre se foi.

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segunda-feira, 21 de maio de 2012

A POESIA DA LADEIRA DO BARRO


(Timbaúba-PE) - Na tranquila tarde de um sábado, no bairro que tem o nome de Barro, a ladeira sente saudade dos  meninos do século passado que escorregavam por ela em carrinhos de rolimãs. Embora a tarde do sábado esteja tranquila, as crianças de 2012 não pensam em brincar na ladeira, preferem os jogos de vídeos-games. Acho que algum menino de ontem quando passa, reduz o passo, fecha os olhos  e em silêncio chora.
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DE TIMBAÚBA PARA O MUNDO

COLÉGIO TIMBAUBENSE, BALLET, DANÇA DE SALÃO E ARTES MARCIAIS

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O tradicional Colégio Timbaubense está oferecendo aulas de ballet e dança de salão, além de artes marciais, nas sextas-feiras, das 13h30min às 16h30min. Vale a pena conferir esta excelente novidade! 

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 MAIO EM CRUZ DO CABOCLO
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Na sequência de imagens, o casal José Ramos-Ana Marinho e dois aspectos do interior da capela de Santo Antônio, em Cruz do Caboclo.

A comunidade de Cruz do Cabloco está de parabéns pelo mês Mariano. Todos os dias, o pessoal reza o terço a Nossa Senhora. Muitas pessoas caminham de longe para a Capela de Santo Antônio. O casal José Ramos e Ana Marinho está de parabéns por resgatar o grande ponto energético daquela bucólica região.
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 MEMÓRIA TIMBAUBENSE
A Banda 1º de Novembro completa 90 anos de fundação este ano. A foto, que faz parte do acervo de Ari do Bar,  talvez seja dos anos 1950.  
 
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SESSÃO NOSTALGIA - Um blog para o Miss Santa Catarina

Timbaúba-PE, 22 de maio de 2012

Prezados leitores, prezadas leitoras,

boa noite.
      

      No lugar da minha costumeira crônica semanal abordando as grandes misses do passado, deixo aqui uma recomendação para que acessem o site www.misssantacatarina.blogspot.com.


      O espaço focaliza o histórico de todos os concursos que elegeram as Misses Santa Catarina e dados curiosos como este, abordando a vitória de Isabel Beduschi no Miss Brasil 1988.

    Quando foi anunciado pelo apresentador Murilo Neri, que a linda loirinha de Santa Catarina era a nova Miss Brasil, Isabel Beduschi parecia não acreditar. Mas não foi fácil, no momento final ela ficou empatada com Miss Bahia, Vanessa Magalhães, que derrotada após nova votação, desmaiou no palco inconformada. Isabel, que disputou e perdeu o Miss Blumenau, venceu o Miss SC 1988, concorrendo por Gaspar. Apos ser eleita Miss Brasil, venceu o concurso Miss América do Sul, realizado em Lima, capital do Peru, sendo a primeira brasileira a conquistar este titulo.

      Na próxima edição de PASSARELA CULTURAL, voltarei a abordar as Misses do passado naquele meu estilo que vocês já conhecem, dentro da minha visão poética e nostálgica. 

        Até lá, se DEUS permitir!

        Daslan Melo Lima

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sábado, 12 de maio de 2012

DE TIMBAÚBA PARA O MUNDO - CÉLLY BARBOSA DE OLHO NO TÍTULO DE MISS PERNAMBUCO 2012

CÉLLY BARBOSA, TIMBAÚBA DE OLHO NO TÍTULO DE MISS PERNAMBUCO 2012

        Késsylla Célly da Silva Barbosa, ou simplesmente Célly Barbosa, uma jovem meiga de 20 anos, olhos claros, vestibulanda de Fisioterapia, é a aposta de Timbaúba para vencer o cobiçado título de Miss Pernambuco 2012, agendado para o dia 31 deste mês, no Teatro da UFPE-Universidade Federal de Pernambuco. Ela gosta da dança do ventre, que pratica imbuída de um sentido de feminilidade e religiosidade,  tem Vera Fischer como símbolo de beleza e adora as músicas interpretadas por Marisa Monte.    
      Célly Barbosa foi lançada como concorrente ao Miss PE durante evento realizado no restaurante Panela Cheia, em Carpina, no dia 08 , e transmitido pela TV Nova Nordeste, no Programa do jornalista Ramos Silva, editor do jonal A Voz do Planalto. Na ocasião  também foi apresentada a representante de Carpina, Aline Machado de Aguiar, 22 anos, estudante de Direito da Faculdade Maurício de Nassau. Presentes ao evento, além das Misses Timbaúba e Carpina, Leidyane Vasconcelos, Miss Pernambuco 2011;  Miguel Braga, coordenador do concurso; a cantora Kátia Rodrigues, filha do saudoso cantor Toinho de Limoeiro;  e PASSARELA CULTURAL.
 
Beleza em dose dupla. Célly Barbosa,  Miss Timbaúba 2012, e Leidyane Vasconcelos, Miss Pernambuco 2011. 
Célly Barbosa, Miss Timbaúba 2012; Leidyane Vasconcelos, Miss Pernambuco 2011; Ramos Silva, editor do jornal A Voz do Planalto; e Aline Machado, Miss Carpina 2012.

 Célly, Aline, Ramos Silva, Leidyane e Miguel Braga.

Pausa para um flash antes do início das gravações para o programa do Ramos Silva, exibido na TV Nova Nordeste.

                                                      
Beleza em dose dupla. Leidyane Vasconcelos, Miss Pernambuco 2011, e Aline Machado, Miss Carpina 2012.
 
Beleza em dose tripla. Célly Barbosa, Miss Timbaúba 2012; Leidyane Vasconcelos, Miss Pernambuco 2011; e Aline Aguiar, Miss Carpina 2012.

A cantora Kátia Rodrigues cantou e encantou durante o evento de apresentação das Misses Timbaúba e Carpina, no Panela Cheia.                                  
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ROTEIRO POÉTICO DE TIMBAÚBA
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O vento espalha o cheiro dos eucalíptos na direção das casinhas populares do Conjunto Ismael Vasconcelos, popularmente conhecido como Vila dos 300. Pobre de quem passa apressado de carro. Nem sabe o que perde por não se permitir um segundo relaxar e do cheiro se anestesiar.
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SESSÃO NOSTALGIA - MISSES E MÃES NA TARDE QUE MORRE

 Daslan Melo Lima

      Timbaúba-PE, tarde de domingo, 13 de maio de 2012, Dia da Mães. Esta Sessão Nostalgia tinha que falar de Mãe. Ao buscar no meu acervo inspiração para compor esta crônica, deparei-me com a revista O CRUZEIRO, de 13/07/1966. Na capa, três mulheres lindas, em foto de Indalécio Wanderley : Analzira Ridzi, de coroa, ladeada pelas filhas gêmeas  Ana Cristina, com  faixa e  cetro,  e Maria Elizabeth Ridizi, com manto. Na minha opinião, uma das mais belas e emocionantes capas de revistas de todos os tempos sobre concursos de Misses. 

        Da esquerda para a direita, Ana Cristina Ridzi, Miss Guanabara, eleita Miss Brasil 1966; Analzira Ridzi, sua mãe, e Maria Elizabeth Ridzi, vice-Miss Guanabara 1966. Distribuir entre elas faixa, cetro, coroa e manto foi a maneira original que o  fotógrafo encontrou para homenagear a jovem mãe e suas filhas.

       Nos bastidores do Maracanãzinho, no estúdio da revista O CRUZEIRO, a alegria de Ana Cristina Ridzi, Miss Brasil 1966, ladeada pela mãe e irmã.
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      Tarde melancólica de domingo. Este é o quinto ano da minha vida sem ter ao meu lado a presença física de Ana Melo Lima, minha Mãe. Os versos de "Para Sempre", poema de Carlos Drummond de Andrade (1902-1987), expressam o sentimento que habita na minh'alma nesta tarde que morre.
Por que Deus permite que as mães vão se embora?
Mãe não tem limite, é tempo sem hora,
luz que não se apaga quando sopra o vento
e chuva desaba, veludo escondido
na pele enrugada, água pura, ar puro, puro pensamento.

Morrer acontece com o que é breve e passa sem deixar vestígio.
Mãe, na sua graça, é eternidade.
Por que Deus se lembra
- mistério profundo -
de tirá-la um dia?

Fosse eu Rei do Mundo,
baixava uma lei:
Mãe não morre nunca, mãe ficará sempre
junto de seu filho e ele, velho embora, será pequenino
feito grão de milho.
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Timbaúba-PE, no final da tarde de 13/05/2012 
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Abaixo, relação de todas as crônicas publicadas em PASSARELA CULTURAL focalizando as gêmeas Ana e Elizabeth Ridzi:

21/06/2008, SESSÃO NOSTALGIA - ANA CRISTINA E MARIA ELIZABETH RIDZI, AS MISSES GÊMEAS DE 1966,   
 >>>>>>>

25/12/2009, SESSÃO NOSTALGIA - MARIA ELIZABETH RIDZI, VICE-MISS GUANABARA 1966, E OS ROMANCES DE A.J.CRONIN , http://passarelacultural.blogspot.com.br/2009/12/sessao-nostalgia_25.html

>>>>> 
27/08/2011, SESSÃO NOSTALGIA – ANA CRISTINA E MARIA ELIZABETH RIDZI, ONDE O VENTO ENCONTRAVA AS ROSAS, http://passarelacultural.blogspot.com.br/2011/08/sessao-nostalgia_27.html
>>>>> 

12/05/2012, SESSÃO NOSTALGIA - MISSES E MÃES NA TARDE QUE MORRE , http://passarelacultural.blogspot.com.br/2012/05/sessao-nostalgia_12.html


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sábado, 5 de maio de 2012

DE TIMBAÚBA PARA O MUNDO - FERREIRINHA, O GUARDIÃO DOS SEGREDOS DOS VELHOS CABARÉS DE TIMBAÚBA

FERREIRINHA, O GUARDIÃO DOS SEGREDOS DOS VELHOS CABARÉS DE TIMBAÚBA

Daslan Melo Lima
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      “Cuidado! Ferreirinha começou assim!” Essa é uma expressão preconceituosa que ainda se ouve em Timbaúba-PE quando alguém discrimina algum garoto ou adolescente devido a sua suposta homossexualidade. Poucos, no entanto, conhecem o lado humano do Ferreirinha, apelido de  José Ferreira da Silva, natural  do Engenho Pedreiras, Macaparana-PE, o filho de número 17 de uma mãe solteira que sem ter condições de criar os filhos teve de espalhá-los pelo mundo. 

 A MADAME SATÃ DE TIMBAÚBA
 
         Ainda criança, aos 7 anos de idade, Ferreirinha  veio morar em Timbaúba, onde passou a trabalhar nas cozinhas dos cabarés da conhecida Rua das Flores, concentração das mais famosas casas de prostituição da zona da mata norte de Pernambuco, tais como Rosa Branca e Apolo 11. Logo ganhou a simpatia de todos. Ele fala rápido, sempre rindo, de bem com a vida. Não guarda mágoa e nem fotos do passado e dá muitas gargalhadas ao fazer confissões como estas:
 
“Muitas mulheres bonitas viveram na zona de Timbaúba. A mais bonita era Lu Pintada.”
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“Amei muito um cara e quando soube que ele me traía com uma mulher resolvi me vingar. Peguei uma faca e cortei minha perna para pensarem que foi ele que quis me matar. Perdi muito sangue. Mas quando foram levar ele preso, confessei que tinha sido eu que queria me matar. Fizemos as pazes e passamos a noite amando.”
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“Quando alguma mulher da zona queria me prejudicar, eu pegava palitos de fósforos e colocava na comida delas para que se engasgassem. Mas nenhuma chegou a morrer.”
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“Teve homens de família rica que tiraram meninas da zona e casaram com elas. E com elas foram felizes.”
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“Sou filho de Oxum. Gosto de paquerar. Comecei a amar muito cedo. Já amei muito e também fui muito amado.”  
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“Trabalhei  muitos anos como cozinheiro na casa de....., mas só consegui   me aposentar por idade.Tenho minha casinha que é própria e sou feliz.” 
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"Tenho muito orgulho dos troféus e prêmios que recebi nos carnavais, um reconhecimento pelo meu esforço e dedicação ao Maracatu Urubatan". 
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      Ferreirinha adora Carnaval. Fundou o Maracatu Urubatan em 1963 e como líder do mesmo já ganhou vários troféus. Foi um dos homenageados do Carnaval timbaubense de 2012 e seu nome já foi cogitado para disputar o prêmio Memória Viva de Pernambuco. Mora numa casinha simples de varanda, sala, um quarto, banheiro e cozinha, localizada na Rua Henrique Dias, na encosta do Alto Santa Terezinha.

      RUA DAS FLORES X RUA DA LAMA 
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      Já não existem cabarés na antiga Rua das Flores, que também chamavam Rua da Lama. O espaço é um Páteo de Eventos, apelidado por muitos de forroré, mistura de forró com cabaré. Agora em maio, um Parque de Diversões faz a felicidade das crianças que conhecem uma realidade diferente da que viveu a Madame Satã de Timbaúba, a do Ferreirinha que não teve infância.

  "CUIDADO! FERREIRINHA COMEÇOU ASSIM!"
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      Ferreirinha, cuja casa é perto do Páteo de Eventos, levará para o túmulo os segredos  comprometedores que um dia inundaram a Rua das Flores, ou a Rua da Lama. Ele não cita nomes de pessoas importantes, vivas ou mortas, que adoravam os cabarés. Sua atitude é politicamente correta. Diferente do comportamento de quem ainda discrimina algum garoto ou adolescente com a expressão:  “Cuidado! Ferreirinha começou assim!”
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           QUEM FOI A VERDADEIRA MADAME  SATÃ

       Existem muitos pontos em comum entre Ferreirinha e João Francisco dos Santos Sant´Anna, a verdadeira Madame Satã, conforme percebi ao consultar a Wikipédia. Madame Satã nasceu em Glória do Goitá-PE, em 25/02/1900 e morreu no Rio de Janeiro em 11/04/1976.  Criado numa família de 17 irmãos, João Francisco chegou a ser trocado, quando criança, por uma égua. Jovem, foi para o Recife, onde viveu de bicos. Posteriormente, mudou-se para o Rio de Janeiro, indo morar no bairro da Lapa. Analfabeto, o melhor emprego que conseguiu foi o de carregador de marmitas. Mas há quem diga que foi cozinheiro de mão-cheia. Foram fatores de sua marginalização o fato de ser negro, pobre e homossexual.
     Dotado de uma índole irônica e extrovertida, logo pegou gosto pelo carnaval  carioca. Foi assim que, em 1942, ao desfilar no bloco-de- rua Caçador de Veados, surgiu seu apelido. O transformista se apresentou com a fantasia Madame Satã, inspirada em filme homônimo de Cecil B. DeMille. Era freqüentador assíduo do bairro da Lapa, (reduto carioca da malandragem e boemia na década de 1930), onde muitas vezes trabalhou como segurança de casas noturnas. Cuidava que as meretrizes não fossem vítimas de  estupro ou de agressão.
     Foi preso várias vezes, chegando a ficar confinado ao presídio da Ilha Grande.  Freqüentemente, Madame Satã enfrentava a polícia, sendo detido por desacato à autoridade. Exímio  capoeirista, lutou por diversas vezes contra mais de um policial, geralmente em resposta a insultos que tivessem como alvo mendigos, prostitutas, travestis e negros. É considerado uma referência na cultura marginal urbana do Século XX. No ano de 2001, foi rodado no Brasil um filme sobre sua vida, que leva  também o nome de Madame Satã, dirigido por Karin Ainouz, vencedor de diversos prêmios nacionais e internacionais. Nesse filme, João Francisco dos Santos foi interpretado pelo ator Lázaro Ramos.

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MEMÓRIA TIMBAUBENSE

Capa da "Revista de Timbaúba" - Ano de 1932
Página da revista "Informador de Timbaúba" - Ano de 1937
ALMANAQUE DE HISTÓRIA - Recomendo a todos uma visita ao site Almanaque de História, http://www.almanaquedehistoria.blogspot.com.br/ .O blog é editado por Cláudio Roberto de Souza, timbaubense radicado no Recife, Mestrando em História pela Universidade Federal de Pernambuco. Apaixonado pela cidade onde nasceu, Cláudio Roberto adora pesquisar sobre Timbaúba no Arquivo Público do Estado.
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ROTEIRO POÉTICO DE TIMBAÚBA

FESTIVAL DE CORES - O muro verde do Centro de Políticas Sociais e Administrativas é um festival de cores, com obras de arte assinadas por Nem Pernambuco, talentoso artista plástico timbaubense. Até a árvore frondosa deixou de ser vegetal para se incorporar ao festival. 
   
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