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SEJA BEM-VINDO ! SEJA BEM-VINDA! VOCÊ ESTÁ EM PASSARELA CULTURAL, a sua revista on-line semanal, fundada em 02/07/2004. ***** Esta é a edição nº 624, referente ao período de 18 a 24 de junho de 2017. ***** Editor: Daslan Melo Lima ***** Timbaúba, Pernambuco, Brasil ***** Telefones: (81) 99612.0904 (Tim) e (81) 99277.3630 (Claro) ***** WhatsApp: +55 81 99612.0904 ***** E-mail: daslan@terra.com.br

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

TIMBAÚBA, UM CARNAVAL PARA RECORDAR

O poster de D. Penha Queiroz, a grande homenageada do Carnaval , ao lado de uma réplica do seu lendário jeep,  exposto na Praça João Pessoa, centro de Timbaúba, foi a imagem que escolhi para ilustrar a capa desta edição de PASSARELA CULTURAL. ***** Na secção "De Timbaúba Para o Mundo", você irá conferir algumas das mais significativas fotos que cliquei durante a folia timbaubense de 2012, sem dúvida, um Carnaval para recordar.

DE TIMBAÚBA PARA O MUNDO


UM CARNAVAL PARA RECORDAR 
BAILE MUNICIPAL (1) - Tranquelino Monteiro, integrante da comissão julgadora, e Janayna Jussara, assessora do governo municipal, personificando a presidenta Dilma Rousseff.
BAILE MUNICIPAL (2) -Guilherme Alexandre e Edjane, um dos casais mais animados.
BAILE MUNICIPAL (3) - Adriana Morais, integrante da comissão julgadora, e o esposo Fernando, da sociedade de Macaparana-PE, ambos vestindo modelos do estilista Mano Camelo, de São Vicente Férrer-PE.  

AS PIRUAS (1) - Na coxa direita, a Pirua trazia tatuado o nome de uma personalidade importante da sua tradicional família: Braz Coutinho.
AS PIRUAS (2) - Na frente da Prefeitura Municipal, uma pausa para a tradicional foto em conjunto, com direito à presença de Marinaldo Rosendo de Albuquerque, prefeito.
AS PIRUAS (3) - Este grupo, um dos mais animados, vestiu rosa e não hesitou em fazer caras e bocas para PASSARELA CULTURAL.
ELAS POR ELAS (1) - Márcia Andrade e Camila Albuquerque, alegria em dose dupla.
ELAS POR ELAS (2) - Carmélia e o seu sorriso franco, pausa para um flash
ELAS POR ELAS (3) - Uma chuva de papel picado sobre a alegoria do Elas por Elas. Embora ninguém do Guinnes Book, o livro dos recordes, tenha aparecido para homologar o título, sabemos que temos o maior bloco carnavalesco só de mulheres do mundo.  
TIMBAUBINHA NA FOLIA (1) - Josinaldo Barbosa, um dos patrocinadores do bloco Timbaubinha na Folia, esposa e filho.
TIMBAUBINHA NA FOLIA (2) - Nino e Ana Cláudia, Valter e Poline, Juca e Milene, da lista dos casais mais queridos da nova geração timbaubense.
TIMBAUBINHA NA FOLIA (3) - Não faltaram timbaubenses radicados em Goiana-PE na saída do bloco de Timbaubinha, o tradicional bairro da zona norte. Sandra, o filho Matheus e o esposo Severino.
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Como não é possível postar de uma só vez todas as fotos que fiz durante o Carnaval, a cada semana estarei divulgando novas imagens e comentários. Basta ficar acompanhando PASSARELA CULTURAL. As fotos carnavalescas da edição anterior continuam on-line na secção "Vale a Pena Ler de Novo".
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ROTEIRO POÉTICO DE TIMBAÚBA
A POESIA DA VILA OPERÁRIA - Na Av. Fernando de Andrade Queiroz, a rua principal da antiga Vila Operária, quase nada restou das casinhas simples de outrora. Belas residências e imóveis comerciais ocupam os singelos espaços de outrora.   Na ensolarada manhã do verão timbaubense, um pé de boa-noite insiste em crescer no meio-fio da calçada. Em silêncio, o vento diz aos que passam: Bom Dia!  Um poeta passa e, combinando com as flores, responde: Boa Noite!
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MEMÓRIA TIMBAUBENSE
MICHELINE PESSOA CAMPOS, UMA LUZ DE BRILHO INCOMUM - Uma notícia triste tomou conta de Timbaúba na cinza manhã de 28 de fevereiro de 1991: morria Micheline Pessoa Campos, filha de Alfredo e Zuleide Campos, vítima de colapso cardíaco. Na noite anterior, 27 de fevereiro de 1991, Micheline tinha celebrado 18 anos de idade. Eu me perguntava  o porquê de DEUS ter convocado aquela garota tão cedo para uma nova missão em outra dimensão. Micheline se foi no esplendor da sua juventude, linda, simpática, inteligente. Vinte e um anos depois, diante dos mistérios da vida e da morte, tenho apenas uma certeza: Micheline é uma Luz que irradia  um brilho incomum no plano espiritual onde se encontra. Amém ! Assim Seja !
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SESSÃO NOSTALGIA - AS CANÇÕES DE ÂNGELA VASCONCELOS, MISS BRASIL 1964, E KIRIAKI TSOPEI, MISS UNIVERSO 1964

Daslan Melo Lima


          Na foto oficial em conjunto das candidatas ao título de Miss Universo 1964, onde todas as concorrentes posaram com maiôs Catalina, o destino fez com que duas mulheres maravilhosas ficassem lado a lado, Ângela Vasconcelos, Miss Brasil, e Kiriaki Tsopei, Miss Grécia,numa ensolarada manhã de julho, em Miami Beach, Flórida, Estados Unidos.  

Em Miami, Kiriaki Tsopei e Ângela Vasconcelos tornaram-se boas amigas. Kiriaki perguntou sobre Pelé e pediu a Ângela para cantar algumas músicas daquele filme bonito, Orfeu Negro. A paranaense atendeu e quis troco: “Agora cante algo de Nunca aos Domingos, mas em grego mesmo.” Seu pedido foi satisfeito. (Revista MANCHETE, 15/08/1964)

 ORFEU NEGRO
           Orfeu Negro, drama ítalo-franco-brasileiro de 1959, dirigido por Marcel Camus (1912-1982), inspirado na peça Orfeu da Conceição, de Vinicíus de Moraes (1913-1980), ganhou o Oscar e o Globo de Ouro de Melhor Filme Estrangeiro de 1960. A adaptação da peça, que por sua vez foi inspirada nas figuras da mitologia grega, Orfeu e Eurídice, ambientou a obra no Brasil, tendo como fundo uma comunidade carente do Rio de Janeiro, no período carnavalesco. No papel de Orfeu, o jogador de futebol brasileiro Breno Mello (1931-2008), e no de Eurídice, a atriz norte-americana Marpessa Dawn (1934-2008). No enredo, Eurídice fugiu do interior com medo de um homem que queria matá-la e  apaixonou-se por Orfeu. 


          Acredito que Ângela Vasconcelos tenha cantado para Kiriaki Tsopei a música A Felicidade, de Vinicius de Moraes e Tom Jobim (1927-1994), uma das mais belas canções de Orfeu Negro.


Tristeza não tem fim, / Felicidade sim.
A felicidade é como a gota / de orvalho numa pétala de flor. / Brilha tranqüila, / depois de leve oscila / e cai como uma lágrima de amor.
A felicidade do pobre parece / a grande ilusão do carnaval. / A gente trabalha o ano inteiro / por um momento de sonho / pra fazer a fantasia / de rei ou de pirata ou jardineira, / e tudo se acabar na quarta feira.
Tristeza não tem fim, / Felicidade sim.
A felicidade é como a pluma / que o vento vai levando pelo ar. / Voa tão leve, / mas tem a vida breve / precisa que haja vento sem parar.
A minha felicidade está sonhando / nos olhos da minha namorada. / É como esta noite / passando, passando,/ em busca da madrugada. / Falem baixo, por favor , / pra que ela acorde alegre como o dia, / oferecendo beijos de amor.
Tristeza não tem fim, / Felicidade sim.

NUNCA AOS DOMINGOS

         Nunca aos Domingos, comédia-dramática dirigida por Jules Dassin (1911-2008),  em 1960, protagonizada por sua esposa Melina Mercouri (1920-1994), enfoca a amizade entre Ilya, uma prostituta grega,  e Homer Thrace, um escritor americano, vivido por Jules Dassin, que tenta mudar a maneira dela encarar a vida. Ilya é feliz do seu jeito, pois não há uma fórmula para a felicidade, e nos braços de Tonio, personagem de George Foundas (1924-2010), ela recupera sua alegria de viver. O filme deu a Melina Mercouri a satisfação de ver seu nome indicado ao Oscar de Melhor Atriz e a emoção de ser premiada como Melhor Atriz do Festival de Cannes de 1960. Nunca aos Domingos, canção-tema do filme, letra e música de Manos Hadjidakis (1925-1994) ganhou o Oscar de Melhor Canção de 1961.

          Acredito que Kiriaki Tsopei, que foi eleita Miss Universo e adotou o nome artístico de Corinna Tsopei,  tenha cantado para Ângela Vasconcelos exatamente a linda canção Nunca aos Domingos, abaixo na versão em português, como aparece nas legendas do filme.


Desde minha janela, envio beijos. / Um e dois e três e quatro. / E ao porto vêm uma e duas e três e quatro aves.

Quero ter um e dois e três e quatro filhos. / Quando se converterem em homens serão o orgulho de Piraeus. / Embora procure em todo mundo, / não acharei outro porto que tenha a magia de meu porto de Piraeus. / Quando chega o crepúsculo, o porto me encanta. / E os homens jovens e os ecos das canções enchem meu porto de Piraeus.

Não há ninguém que passe à porta  por quem não tenha sentido amor. / E aqueles que vêm de manhã  encherão meus sonhos de noite. / E às jóias que adornam meu pescoço acrescento um amuleto de boa sorte. / E agora estou preparada para receber o estranho que vem do porto.

Embora procure em todo mundo, / não acharei outro porto que tenha a magia de meu Porto de Piraeus. / Quando chega o crepúsculo, o porto me encanta. / E os homens jovens e os ecos das canções enchem meu porto de Piraeus.

EPÍLOGO

         Na noite do domingo de Carnaval, desliguei-me totalmente da folia para recordar  o Miss Universo 1964,  através dos meus álbuns de recortes,  e para assistir mais uma vez Orfeu Negro e Nunca aos Domingos.  Entrei no Túnel do Tempo ao lado da Poesia, da Cultura e da Nostalgia,  tomei um banho de inspiração e aqui estou, nesta quarta-feira de cinzas de 2012, concluindo mais uma  Sessão Nostalgia.  
      Concordo que  “A felicidade é como a gota / De orvalho numa pétala de flor / Brilha tranqüila / Depois de leve oscila / E cai como uma lágrima de amor.” E parodiando um trecho de Nunca aos Domingos, embora procure em todo mundo,  não acharei outra inspiração  que tenha a magia do meu acervo sobre  concursos de Misses.

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sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

TIMBAÚBA, UM CARNAVAL PARA RECORDAR - 2012




BAILE MUNICIPAL
BOÊMIOS & MELINDROSAS, um dos grupos mais animados do  4º Grande Baile Municipal de Timbaúba.  Da esquerda para a direita, os boêmios Marcelo Barbosa, Antonio Neto, Rodolfo Maia, Eduardo Ferreira Lima, Victor Brandão e Jacques Ferreira Lima Filho. Na mesma ordem, as melindrosas, Carla Barbosa, Marcela, Edilene Bezerra, Daniele Araújo, Maria Carolina e Ceres Queiroz.

Eduardo Ferreira Lima e Daniele Araújo, Victor Brandão e Maria Carolina.





Jéssica Brandão, prefeito Marinaldo Rosendo, Risalva Brandão, Fernando e Adriana Morais, Quinquinha e Bel Regis. 
Momento em que Ana Maria e Julio Alfredo recebiam da primeira dama Ana Alice e do prefeito Marinaldo Rosendo a homenagem in memorian a sua mãe Penha Queiroz, a personalidade que deu nome ao carnaval timbaubense deste ano.  
Eles também causaram sensação no Baile Municipal de Timbaúba. Milene, Juca Queiroz, Arthur, Shirley, Poline e Valter. Detalhe: as fantasias foram concebidas por Poline Albuquerque, que demonstra talento como estilista. 
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AS PIRUAS
MISS PIRUA 2012 - Eis o Top 3 do irreverente bloco As Piruas, onde  jovens da sociedade desfilam em trajes femininos. Eles receberam Troféus ofertados pelo Bar e Restaurante Taywan e prêmios em dinheiro.
PIRUAS SEMIFINALISTAS - Medalhas Taywan para as semifinalistas.

SEMIFINALISTA -José Cláudio Brandão não participou da foto coletiva porque se sentiu mal na ocasião, mas também foi contemplado com medalha Taywan de Pirua Semifinalista 2012.
A PIRUA TEM DONA - Sílvio colocou peruca loura, caprichou na maquiagem e vestiu um modelito verde-branco com o apoio total da esposa Cida.
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 ELAS POR ELAS
Ana Alice Rosendo, segunda da esquerda para a direita, primeira dama de Timbaúba, fez parte de um dos grupos mais animados do Elas por Elas
Rosinha Albuquerque e Adriana Morais.
Nadilza Lima colocou uma peruca ruiva e manteve o posto de uma das personalidades  mais simpáticas do bloco.
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TIMBAUBENSES NO GALO DA MADRUGADA
 
O sábado amanheceu frio e chuvoso, mas nada impediu que eles viajassem às 7 da manhã ao Recife. 
A alegria das irmãs Albuquerque no Galo da Madrugada, Patrícia, Poline e Pollyana. Só faltou a Paula que estava no Canadá, digo, em Caxangá.
Para os timbaubenses do Camarote Brahma Express, esta loura linda foi a Rainha do Galo da Madrugada. Não registrei o seu nome, mas dei a ela o cartão de visita de PASSARELA CULTURAL, onde consta o nosso e-mail daslan@terra.com.br. Garota, envie uma mensagem dizendo seu nome, a fim de que eu possa inseri-lo nesta legenda.
  
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VACA ATOLADA 
A interação de figuras da sociedade e populares continua sendo a fórmula do sucesso do bloco Vaca Atolada. Tudo começa às 9 da manhã na conhecida Rua da Mangueira, com cerveja e degustação de Vaca Atolada, um prato popular da cozinha mineira.



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DE TIMBAÚBA PARA O MUNDO - Carnaval Penha Queiroz

CARNAVAL PENHA QUEIROZ - Séria, com aquele ar de liderança, a mais forte característica de sua personalidade, a Dona Penha que atendia aos clientes da única banca de revistas de Timbaúba era a mesma Dona Penha que brincava o Carnaval como ninguém.  No volante de um jeep, ela circulava pelas ruas da cidade acompanhada dos seus amados netos, cenas antológicas que marcaram época. 
      A homenagem que o governo municipal rende este ano a uma das figuras timbaubenses mais emblemáticas vai ao encontro das atitudes culturais em preservar a memória de um povo. 
       Dona Penha foi convocada por Deus para uma nova missão em outra dimensão no dia 17/02/1998. Era uma terça-feira da semana pré-carnavalesca e ela iria completar 77 anos de idade no dia 28 de julho daquele ano. Desnecessário dizer que não houve carnaval para a família Queiroz  em 1998. C’ést la vie, assim é a vida, dizem os franceses. Catorze anos depois, a família Queiroz tem motivo para festejar como nunca o Carnaval 2012. Dona Penha é a “dona” do carnaval timbaubense. Exultante, em uma das moradas do Pai onde se encontra, os anjos estão ao seu lado cantando um velho frevo de Capiba.  E se aqui estamos, cantando esta canção / Viemos defender a nossa tradição / E dizer bem alto que a injustiça dói / Nós somos madeira de lei que cupim não rói.
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ROTEIRO POÉTICO - O dia amanhece em Timbaúba. A entrada principal da cidade está decorada para o Carnaval. O vento sopra manso e as bandeirinhas amarelas não balançam, um frevo dançam.
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  MEMÓRIA TIMBAUBENSE
Joel Monteiro de Araújo, Chupeta, uma legenda dos antigos carnavais de Timbaúba.
          Joel Monteiro de Araújo (1926-1992), carinhosamente conhecido como Chupeta, empresário do setor de transportes, fundador do Clube dos Motoristas de Timbaúba, hoje Motor Clube de Timbaúba, e sócio-fundador do Timbaúba Tênis Clube.   
        Joel Monteiro de Araújo foi um grande folião. Com muita atitude e coragem vestia-se de mulher na década de 1950, encantando a todos com seu espírito de carnavalesco autêntico, revolucionário, singular... Uma personalidade carismática, na verdadeira acepção da palavra.  Sua filosofia de vida se pautava em viver, viver cada momento, como um instante único, e nunca ficar com culpa de nada.  Para Ana Glória, sua filha, que cedeu estas imagens para PASSARELA CULTURAL, era fantástico o modo de viver daquele homem ímpar. Carnaval em Timbaúba era uma energia contagiante ao lado de Joel Monteiro de Araújo, o Chupeta, um nome que enriquece a memória timbaubense.
Um "pastoril" composto de homens vestidos de mulheres em plena Timbaúba da década de 1950. Joel Monteiro de Araújo é o primeiro da direita.

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DE ALAGOAS PARA O MUNDO

TIMBAÚBA E SÃO JOSÉ DA LAJE, IRMÃS EM VÁRIOS SENTIDOS

Chamada de capa no CORREIO DE NOTÍCIAS.A chegada do timbaubense Carlos Lyra em São José da Laje-AL, no final do Século XIX, instituiu um laço fraterno entre as duas cidades nordestinas. No 12º Encontro de Lajenses, realizado no dia 14 de janeiro, essa ligação foi enfatizada.




 
.....O jornal CORREIO DE NOTÍCIAS está circulando com uma reportagem sobre o 12º Encontro de Lajenses, evento realizado em São José da Laje no dia 14 de janeiro. Confira neste link:  http://www.jcnoticias.net/edicao/atual/13.jpg .
.....Peço aos meus conterrâneos que desejarem receber exemplares do jornal que façam contato comigo através do e-mail daslan@terra.com.br, fornecendo o endereço completo para correspondência. 
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.....Após o Carnaval, darei continuidade às postagens das imagens clicadas no Encontro.   
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SESSÃO NOSTALGIA - RENATA FAN, MEMÓRIAS DA MISS BRASIL 1999

Daslan Melo Lima


          Gosto muito de ver Renata Fan, Miss Brasil 1999, atuando como apresentadora de um programa esportivo na TV Bandeirantes. A presença linda, inteligente, simpática e carismática de Renata Fan é um presente incomum para os telespectadores. Sou fã dessa gaúcha de Santo Ângelo que tão bem representou o Brasil no Miss Universo 1999, realizado em  Trinidad & Tobago, concurso no qual saiu vitoriosa  Mpule Keneilwe Kwelagobe, Miss Botswana.   Adoro o jeito de ser dessa linda mulher que em 2000, em Seul, Coréia, derrotou 45 jovens de vários países e foi eleita Miss Mundo Universitária. Confesso que tornei-me ainda mais seu fã há poucos dias, quando li um depoimento seu na revista “Miss Brasil, A Glória de uma coroa”, uma publicação da empresa De Francisco Promoções e  Eventos, de 2004, um presente que recebi do empresário e missólogo Dema de Francisco, de São Paulo-SP. Abaixo, na íntegra, o depoimento de Renata Fan.
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 RENATA FAN, MEMÓRIAS DE UMA MISS BRASIL

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.....Escolher uma bela mulher para representar todas as outras. Uma proposta ousada e desafiadora a de eleger uma rainha entre tantas possíveis majestades. A beleza sempre encantou pessoas. Formas, sorrisos, elegância e simpatia. Muitas mulheres com disposição para alcançar o satuts de beldade máxima. Uma só mulher podendo desfrutar desta posição.
.....Todos os anos o mundo opta por padrões de beleza e mulheres deixam seus estilos e suas marcas por onde passam. Todas gostariam de ostentar uma coroa e um brilho diferenciado. Ser Miss é uma síntese da mulher privilegiada. Não só usufruindo de regalias por sua beleza. Mas, viver e sentir na pele a sensação de poder representar uma cidade, um estado ou uma nação.  Figurar na galeria das misses que participam do Miss Universo e viver este intercâmbio cultural foi uma vitória que repercute até hoje. Fui Miss Brasil em 1999 viajando, participando de eventos, buscando um espaço entre as mulheres, cultivando meu público, buscando levar alegria e classe em todos os lugares. Esta sempre foi minha proposta. Uma meta insistente. 
.....O concurso de Miss chegou ao novo milênio revitalizado. Evoluiu e permaneceu no imaginário e nos olhos de cada um de nós. A figura de uma Miss é admirada e cortejada nos quatro cantos do planeta com êxtase. Multidões, fãs inveterados e um séquito real ainda se deslumbram com a presença da mais bela de todas.  Só que esta evolução fez com que a Miss ganhasse novos contornos. Formas que se expressam também pela cultura, perspicácia e atualização. A mulher moderna está concentrada no perfil de uma nova Miss. Engajamento, determinação, comunicabilidade e confiança são características obrigatórias para uma autêntica representante da beleza. Nós mulheres queremos ver a modernidade sendo refletida pela Miss Brasil.
.....Cresci acreditando na garra e na determinação feminina. Meu padrão de beleza sempre foi pautado na personalidade forte. E a lembrança mais carinhosa do meu ano de reinado é a de ter sido respeitada e admirada pelo caráter e pela segurança. A Miss Renata Fan nunca foi diferenciada da mulher Renata Fan. Sempre andamos juntas e de mãos dadas.  Sou advogada e agora estudo jornalismo, além de trabalhar em televisão. Falo sobre futebol, uma área predominantemente masculina. Supero barreiras e obstáculos todos os dias e esta força retirei da minha trajetória como miss. Nunca competi; apenas quis ser autêntica.
.....A retrospectiva do Miss Brasil foi um espelho em minha vida. Através dele vi mulheres fortes que escreveram a história do concurso com beleza e harmonia. Vi mulheres deslumbrantes como Marta Rocha. Vi mulheres inteligentes como Ieda Maria Vargas. Vi mulheres ousadas como Vera Fischer. Vi mulheres quebrando tabus como Deise Nunes. Vi mulheres que obtiveram o sucesso profissional. Vi um lado feminino que a cada ano se renova e ganha um novo rosto. Um símbolo de como uma mulher pode ser idolatrada somente pelo fato de ser mulher.
.....A saudade é constante. Mas, sei que este foi o tempo de preparação. Estou mais confiante e luto pelos meus objetivos. Cresci por dentro e por fora. Aprendi a valorizar o Brasil como cidadã participativa e entendi que cada mulher tem seu espaço e que só reinamos com um conjunto de qualidades.
.....Fé, autenticidade e força de vontade foram fundamentais para que eu exercesse meu nome nos registros do concurso de Miss Brasil. Em 1999 a coroa e a faixa de Miss Brasil tinham nome e sobrenome: Renata Fan. Um momento singular e que me transformou em uma mulher de verdade. Em cada foto, nos eventos e na receptividade das pessoas percebi que o importante não é conquistar o título, mas mantê-lo por toda a vida. Esta é uma missão de uma Miss de verdade.   
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Renata Fan e o namorado Átila Abreu,  piloto de Stock Car. (Foto: revista Contigo!)

As palavras finais do seu depoimento é um alerta para as misses atuais: ".... o importante não é conquistar o título, mas mantê-lo por toda a vida. Esta é uma missão de uma Miss de verdade". Abençoada seja Renata Fan, Miss Brasil 1999, Miss Mundo Universitária 2000, um nome que orgulha a história do concurso Miss Brasil.

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