a *****

SEJA BEM-VINDO ! SEJA BEM-VINDA! VOCÊ ESTÁ EM PASSARELA CULTURAL, a sua revista on-line semanal, fundada em 02/07/2004. ***** Esta é a edição nº 620, referente ao período de 21 a 27 de maio de 2017. ***** Editor: Daslan Melo Lima ***** Timbaúba, Pernambuco, Brasil ***** Telefones: (81) 99612.0904 (Tim) e (81) 99277.3630 (Claro) ***** WhatsApp: +55 81 99612.0904 ***** E-mail: daslan@terra.com.br

sábado, 28 de maio de 2011

A cidade dorme e os dramas não descansam

Daslan Melo Lima

         Era uma dessas noites onde o sono demora a chegar, uma noite fria do inverno alagoano, numa época onde as mães colocavam os filhos para dormir cedo.  E foi numa noite assim que ouvi uma canção cujo som vinha da Amplificadora Municipal, um anexo da Prefeitura, onde o locutor Manoel Alemão divulgava sucessos musicais e assuntos de interesse da coletividade, transmitidos através de alto-falantes espalhados pelo centro da cidade. Não tinha televisão e as opções de lazer eram mínimas.
      “Silêncio na noite /está tudo calmo / a cidade dorme /ambição descansa...” A voz feminina cantava um canto longo e dramático. Eu não conseguia entender tudo, mas o início da canção ficou gravado para sempre nas minhas recordações.
     Talvez, naquele momento, eu fosse a única criança que ainda não tinha pegado no sono. Impaciente com as gotas d’água que caiam das telhas. Desejando muito possuir o que quase todos os meus colegas do Grupo Escolar Carlos Lyra tinham: um par de galochas e um casaco de frio, para que meus pés e meu corpo estivessem quentes quando eu fosse para as aulas nos dias chuvosos.
       Numa dessas últimas noites do inverno pernambucano, antes de dormir, fui pesquisar sobre aquela música na Internet.  Descobri que se tratava de Silêncio,  um tango argentino de Carlos Gardel (1890-1935).   “Silencio en la noche / ya todo esta en calma / el musculo duerme / la ambicion descansa (...) / Silencio en la noche / Silencio en las almas.” 
         Desliguei o computador e fui para o terraço da minha casa, onde se vê ao longe as casinhas simples de uma das encostas do Alto do Cruzeiro, um dos três morros de Timbaúba.  Chovia lá fora. Meditando sobre um tempo que se foi, para sempre se foi, não contive minhas lágrimas. Em algumas daquelas casinhas poderia estar algum garoto igual ao menino que um dia eu fui, sem poder dormir, impaciente com os pingos da chuva caindo dentro de casa, sonhando com agasalhos para os pés, para o corpo, para a alma...
-------------
- Daslan Melo Lima, numa madrugada silenciosa de maio, enquanto lá fora a chuva cai, a cidade dorme e os dramas não descansam, ouvindo Carlos Gardel cantar Silêncio,
*****

MEMÓRIAS DE TIMBAÚBA - PE



Dedé Judeu cruzou os braços em cima do motor do Jeep. Sentada no banco de trás, sua esposa Nevinha Pacheco. Ao seu lado, Tereza Leal. Na frente, em pé, de mãos cruzadas, Ivanildo, esposo de Neide, que assumiu a direção do veículo, onde também se encontram Socorro e Emércia Dias. O jovem cabeludo, de bermuda curta e mão na cintura, é Dierson Leal. ***** O rapaz  de roupa escura encostado na janela é Cláudio Junior, um dos mais famosos reis momos do carnaval de Timbaúba.
*****

SESSÃO NOSTALGIA – AS TRÊS FINALISTAS DO CONCURSO MISS BRASIL 1987


Daslan Melo Lima
               No dia 04/04/1987, o Palácio de Convenções do Anhembi, em São Paulo-SP, foi palco do concurso Miss Brasil, o sétimo do que se convencionou chamar “era Sílvio Santos”, iniciada em 1981, depois de o certame ter deixado de ser patrocinado pelos Diarios e Emissoras Associados. 
 
Jaqueline Ribeiro Meirelles, Miss Brasília, eleita Miss Brasil 1987, ladeada por Ana Amélia de Paula Carneiro, Miss Góias, segunda colocada, e Kátia Viana Costa, Miss Minas Gerais, terceira colocada. (Imagem: capa da revista Manchete, de 18/04/1987, colada em um dos meus álbuns de recortes) 

Kátia Viana Costa, Miss Minas Gerais 1987. (Foto: Manchete)
                Gostei muito daquele Top 3, a segurança de Miss Brasília, o sorriso contagiante e a simpatia de Miss Góias e a sensualidade de Miss Minas Gerais. Particularmente, por um detalhe especial, uma das três finalistas ainda reina soberana nas minhas lembranças: Kátia Viana Costa, Miss Minas Gerais, que no especial daquele final de ano do cantor Roberto Carlos, exibido pela TV Globo, foi protagonista do  clipe da música ALÔ, de Roberto e Erasmo Carlos, uma das minhas canções românticas preferidas. 
.....
          Diga logo de uma vez
O que você quer de mim
Não me torture mais
Não me faça mais sofrer
Insistindo em me dizer
Que pensa em mim demais

Quando você fica só
E precisa ouvir a voz
De quem te ama
Não suporta a solidão
Pega o telefone e então me chama

E quando eu digo alô
Fala de amor as vezes dói
E mexe com meu coração
Me faz pensar que ainda me ama
E alimenta essa ilusão
Que acaba nas semanas que você me esquece

Quando eu penso que esqueci
O telefone entra rasgando a madrugada a enlouquecer
O coração dispara a mesma história vejo acontecer
E atordoado eu digo alô e é você
 .....

               O adolescente que um dia eu fui ainda tem fantasias nas madrugadas silenciosas, esperando que um certo  alguém, de algum lugar imaginário, telefone para mim, a fim de estar comigo plenamente,  para o que der e vier, até as últimas conseqüências.

*****

sábado, 21 de maio de 2011

TIMBAÚBA, A POESIA DA RUA DO SAPO


O belo casario da Rua Tenente João Gomes, conhecida como Rua do Sapo, é um dos recantos mágicos, cheios de charme e poesia de Timbaúba, a Princesa Serrana. ***** Na casa da esquina, pintada de azul, viveu e morreu o poeta  timbaubense José Cassiano de Souza, nascido em 30/05/1908, que um dia assim definiu o que era SAUDADE: "Arte de minha vida e vida de minha arte,  / o pranto que emudece os olhos de quem parte, / a angústia que definha os olhos de quem fica. ". ***** José Cassiano de Souza morreu no dia 05/09/1981, mas antes confessou que a  FELICIDADE existia: "Sim, lá no fundo dos céus / além dos últimos sóis / envolta da luz nos véus / há mil anos-luz de nós." ***** PASSARELA CULTURAL tem um sonho: ver esse casario tombado pelo Patrimônio Histórico, antes que o pesadelo de uma futura especulação imobiliária  tire da Rua do Sapo toda essa magia, todo esse charme, toda essa poesia.
*****

ONDE VOCÊ NEM IMAGINA


Daslan Melo Lima

    
               Na nublada manhã do domingo, 15, acompanhei o sepultamento do corpo de José Antônio de Araújo,  o Toinho Bicudo, 44 anos, falecido na noite anterior enquanto dormia, vítima de um colapso cardíaco fulminante.
 
               Toinho era integrante do Grupo Serra, uma associação informal de amigos, responsável pela criação em 1991 do irreverente bloco carnavalesco As Piruas, que há 20 anos é um dos maiores sucessos do carnaval de Timbaúba.  

               No verão de um tempo que se foi, por diversas vezes, tive oportunidade de interagir com Toinho e sua turma em conversas descontraídas regadas a cerveja., ocasião onde criei um poema chamado Pássaros Livres.
.....
Eram três pássaros livres / e deles me aproximei para ouvir melhor os seus trinados / que também eram os meus cantos tantas vezes não cantados. /// Ficamos quatro pássaros livres beijando o luar / Na serra, a natureza nos banhava de paz / enquanto o vento conduzia nossos sonhos para o mar. /// Se os tolos entendessem nosso puro ritual /jamais aos pássaros livres fariam mal.
..... 
           
               Caía uma chuva fina quando só nós - eu, o silêncio e o vento - ficamos na frente da sepultura do Toinho, depois que todos já tinham saído do Cemitério de Santa Cruz. Na minha mente ficou passando um “filme” onde Toinho era protagonista de atitudes irreverentes, de expressões pontuadas das ideologias que defendia e do slogan do Grupo Serra,  “Onde você nem imagina”.

               Meditando sobre a vida e a morte, em silêncio perguntei ao vento onde a essência daquele pássaro livre  poderia estar naquele momento. Tenho a impressão que ouvi um  anjo invisível  responder: “Toinho está bem, num lugar lindo, onde você nem imagina
..........
Timbaúba-PE, 21/05/2011, sete dias depois de Toinho Bicudo ter partido para uma das moradas do PAI.

*****

DE TIMBAÚBA PARA O MUNDO

PROGRAMA MUNDO ALTO


Famosos por estarem na bandeira, no hino e embelezarem nossa paisagem, dando-nos o título de Princesa Serrana, os morros de Timbaúba receberam  um olhar mais atento do governo municipal. ***** O Programa Mundo Alto, Resgatando a Cidadania , desenvolvido através da Secretaria de Desenvolvimento de Políticas Sociais e Segurança Alimentar , deseja ser um exemplo de ação de desenvolvimento social bem-sucedida em Timbaúba e  no Estado  de Pernambuco. ***** Tendo como principal parceiro o Programa de Transferência de Renda Bolsa Família, o Programa Mundo Alto objetiva  possibilitar, através de ações sociais, o resgate da dignidade de uma parcela da população  dos morros que vivem em situação de vulnerabilidade social ou risco, oportunizando condições de amenizar as dificuldades, promover o desenvolvimento social e a melhoria da qualidade de vida da população do Alto do Cruzeiro, Alto da Independência e Alto Santa Terezinha. ***** Graças ao Muro Alto, a vocação gastronômica desses bairros  conquistou  sua visibilidade com as seguintes comidas típicas: Tapioca (Alto do Cruzeiro), Cuscuz (Alto da Independência) e Pamonha (Alto Santa Terezinha).
 *****

O LEGADO DE LEDA PACHECO 


A educadora Leda Pacheco (in memorian) deixou várias criações de Boi de Carnaval expressas  em papel e coloridas com lápis de cor.  Em 2009, Luzanita Monteiro  deu assistência ao Grupo da Terceira Idade Primavera e trabalhou arteterapia com as idosas utilizando as imagens criadas por Leda Pacheco.  ***** Quando as criações foram transportadas para as telas, Leda Pacheco já tinha partido para uma nova missão em outra dimensão.  As pessoas que pintaram as telas não colocaram assinatura em virtude da não autoria. ***** Oportunamente, outras imagens de  Bois de Carnaval concebidas por Leda Pacheco irão ilustrar esta secção.
*****

MEMÓRIA TIMBAUBENSE 



Se você era adolescente nos anos 60 conheceu em Timbaúba os jovens acima. Eles faziam parte de um conjunto no melhor estilo da Jovem Guarda. Cantavam e encantavam.***** O conjunto chamava-se Carlos de Mendonça e os Dez do Ritmo, composto por alguns integrantes que depois fariam parte de outro conjunto de sucesso, Os Líderes. ***** Da esquerda para a direita: Delmon, Carlos de Mendonça, Hebert, Marcão,  Iveraldo Lima (Leonardo Sullivan), Jurandir Sá, Reginaldo Pessoa, Vonez, Édson, e Pinino. (Imagem do arquivo pessoal de Delmon, gentilmente cedida ao PASSARELA CULTURAL) *****Para visualizar a imagem em tamanho maior, basta um clique com o lado esquerdo do mouse em cima da foto. ***** Colabore com PASSARELA CULTURAL no resgate da memória fotográfica de Timbaúba. Adesão/sugestões/colaborações/críticas construtivas: enviar e-mail para daslan@terra.com.br com cópia para odilonflj@gmail.com
  
*****

SESSÃO NOSTALGIA - Renata Bessa, Miss Brasil 1995, além do arco-íris

-->
Daslan Melo Lima
PRÓLOGO
               Sem patrocinadores importantes, sem câmaras de televisão, sem maior visibilidade na mídia. Foi assim que transcorreu o concurso Miss Brasil 1995, coordenado com amor e muito boa vontade pelo saudoso Paulo Max, que desde o ano anterior tinha conquistado a franquia para representar o Miss Universo no país.  O evento estava em baixa. Sem a repercussão nacional dos Diários e Emissoras Associados, que tinha feito o seu último Miss Brasil em 1980. Sem a divulgação do SBT, do Sílvio Santos, cujo último Miss Brasil, do que se convencionou chamar “era SS”, tinha sido em 1989. O Brasil não tinha participado do Miss Universo em 1990, e de 1991 a 1993, o Miss Brasil  esteve sob a coordenação de Marlene Brito.  

Domingo 2 foi o dia de cinderela da mineira Renata Bessa, 1,71 m de altura, 54 quilos e 18 anos de idade: Renata foi eleita Miss Brasil. O concurso foi realizado na casa de espetáculos Scala, no Rio de Janeiro. Não foi televisionado nem teve patrocinadores. Acabou às nove da noite em ponto, para não atrasar a apoteose do evento: um tradicional show de mulatas. No dia 12 de maio, Renata pisará uma passarela na Namíbia, na África, concorrendo pelo título de Miss Universo. Por enquanto, como Miss Brasil, Renata ganhou: R$ 5 mil, um traje de gala, um anel de ouro, muita bijuteria e produtos de beleza. Coroada e com lágrima nos olhos, ela falou: “Tive uma emoção imensa e meu pensamento foi para minha mãe. Ela morreu há seis anos e sonhava que eu seria miss um dia. O nível das concorrentes estava ótimo. Ficaria feliz até com a segunda classificação.” Renata estuda Contabilidade. Quer cursar também Arquitetura, ser modelo, casar e ter filhos. (Revista ISTOÉ, 12/04/1995)


Renata diz: "My name is Renata Bessa. I come from the heart of the Amazonian forest: Brazil!"
Foto: vídeo Miss Universo - Fonte: www.missesemmanchete.blogspot.com

               Renata Aparecida Bessa Soares, Miss Minas Gerais, Miss Brasil 1995, não obteve classificação no Miss Universo, realizado em  Windhoek, Namíbia, cuja vencedora foi  Chelsi Mariam-Pearl Smith, Miss Estados Unidos, mas destacou-se como segunda colocada no desfile de trajes típicos.

               Descobri recentemente que eu e Renata Bessa temos algo em comum: adoramos a canção Over The Rainbow (Além do Arco-íris), imortalizada por Judy Garland no famoso filme The Wizard of Oz (O Mágico de Oz). 

                           RENATA BESSA, O TALENTO DA DESIGNER DE JÓIAS
Ela despontou no mundo da joalheria em 2004, quando conquistou o 1º lugar na categoria Revelação do AngloGold Designer Forum Brasil. Estudante de Publicidade e Moda naquela época, abraçou a profissão de designer de jóias e hoje vem fazendo sucesso com suas criações.Renata Bessa é formada em Comunicação Social / Publicidade e Propaganda pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais e Especialista em Design de Moda pela FUMEC - Fundação Mineira de Educação e Cultura.
Peça finalista no AngloGold Ashanti AuDitions Brasil 2006,  inspirada no livro homônimo do físico austríaco Fritjof Capra. O top foi confeccionado em ouro branco e tecido ecológico, com o patrocínio da Talento Jóias.
Há dois anos, Renata foi eleita Designer Revelação no AngloGold Designer Forum Brasil com a peça "Raízes e Formas", um cachecol com 320g de ouro, renda nordestina, penas de ganso e franjas de semente de morototó. Como prêmio do concurso, recebeu uma bolsa de estudos que a possibilitou cursar ourivesaria, cravação e modelagem em cera na Escola Mineira de Joalheria e também fazer Pós-Graduação em Design de Moda. Surgia então a oportunidade de se tornar profissional no ramo da joalheria e de aprofundar seus conhecimentos em design e produção de jóias.
 

A partir daí, conquistou mais prêmios: foram dois títulos nacionais no Tahitian Pearl Trophy 2005 (primeiro lugar em parceria com Patrícia Chamon na categoria Acessório e terceiro lugar na categoria Jóia Masculina), finalista do AngloGold AuDitions Brasil 2006 com a peça "Teia da Vida" e o Bronze Prize no Samshin International Diamonds Jewelry Design Awards 2006, na Coréia do Sul. Em parceria com a designer Rachel Távora, finalista do Tanzanite Celebration of Life Jewellery Design Awards (Categoria International Luxury Brands).
Em parceria com a designer Rachel Távora, é finalista do Tanzanite Celebration of Life Jewellery Design Awards (Categoria International Luxury Brands), competição cujo encerramento acontece neste início de 2007 nos Estados Unidos. (Fonte: joia.com.br, destaques 2007)
                                 RENATA BESSA, ALÉM DO ARCO-ÍRIS

A personagem Dorothy Gale, do clássico "O Mágico de Oz", cai como uma luva para descrever a personalidade da designer de jóias Renata Bessa, 31. Bela, delicada e dona de um talento ímpar, Renata também enfrentou "ciclones" em sua trajetória de vida, mas soube encarar desafios e obter reconhecimento em todas as áreas a que se propôs batalhar. Aos 12 anos, perdeu os pais de uma forma trágica. O episódio deu forças para que trilhasse seu próprio caminho e conquistasse, em 1995, o título de Miss Brasil, realizando um antigo sonho da mãe. Sem se acomodar apenas nos atributos da beleza, Renata formou-se em publicidade e propaganda, mas foi na faculdade de moda que descobriu sua verdadeira vocação. Após vencer um concurso de design de jóias na categoria revelação, não parou mais. Atualmente, acumula oito prêmios na bagagem e acaba de montar uma grife que leva seu nome. Casada com o empresário Zezé Perrella há 12 anos, Renata trabalhou, ainda, com o grupo Giramundo, onde aprendeu a confeccionar bonecos. Assim como Dorothy, sua personagem favorita, Renata Bessa parece não só acreditar - como viver - em um mundo “além do arco-íris”, repleto de promissoras possibilidades. (www.jornalpampulha.com.br, 10/05/2008)
 DECLARAÇÕES DE RENATA BESSA
O Mágico de Oz - Esse filme marcou a minha infância e até hoje me inspira em tudo que faço. Ele representa o desejo de uma pré-adolescente que tenta escapar da desesperança do mundo, desde a tristeza da chuva até o brilho do novo mundo. Ela acredita num mundo além do arco-íris, onde existe alegria, paz, onde não há maldade.
Fotografias - Adoro registrar momentos e pessoas. Amo fotografia, acredito que uma foto eterniza um instante. Gosto de pegar pequenas artes da natureza, como paisagens, montanha, mar, pôr-do-sol, e fotografo também pessoas, principalmente em momentos de descontração. Acho importante falar que as coisas da natureza que fotografo me inspiram no design. Tenho mais de mil fotos de orquídeas, elas servem muito de referência para o trabalho, principal - mente para perceber movimentos e perspectivas das formas
Miss Brasil 1995 - O título de Miss Brasil foi um acontecimento que representa muito na minha vida. Meus pais morreram há 20 anos e o sonho da minha mãe era que eu me tornasse miss. Aconteceu de forma inesperada e tenho isso como um presente para ela. Aos 16 anos, conheci o Márcio Bonfim (colunista social), que me indicou para desfilar no Glamour Girl de Minas Gerais. Tirei primeiro lugar, em 1993. No ano seguinte, ele me indicou para o concurso Garota Turismo e, como venci, ele me indicou para ser Miss Contagem. Daí, virei Miss Minas Gerais e, depois, veio o título de Miss Brasil, em 1995. Foi indescritível, principalmente pela minha história de vida. (www.jornalpampulha.com.br, 10/05/2008)
Renata Bessa foi casada com José Perrella de Oliveira Costa, o Zezé Perrella, presidente do Cruzeiro Esporte Clube. (Foto: www.marlonjose.blog.uol.com.br, 20/02/2011)

Renata Bessa, dezesseis anos após ter sido coroada Miss Brasil. - Foto: www.voy.com/185349/
 EPÍLOGO
               A música Over the Rainbow (Além do Arco-íris) , de Harold Arlen (1905-1986) e Edgar Yipsel  Harburg (1896-1981), foi interpretada por Judy Garland (1922-1969), no filme The Wizard of Oz (O Mágico de Oz), de 1939, dirigido por Victor Fleming (1889-1949). Tanto o livro, escrito por Lyman Frank Baum (1856-1919), como o filme e a música, continuam encantando pessoas sonhadoras de todas as partes do mundo.
Judy Garland numa cena do filme O Mágico de Oz.
                   Neste sábado nublado do outono pernambucano, canto Over the Rainbow (Além do Arco-íris) , Oscar de Melhor Canção de 1939, a música preferida de Renata Bessa, Miss Brasil 1995, com minh'alma ainda cheia de sonhos. O garoto que um dia eu fui acredita que "em algum lugar além do arco-íris os céus são azuis. Se felizes passarinhos azuis voam para além do arco-íris, por que, por que eu também não posso?"

  
Em algum lugar além do arco-íris, bem lá no alto
Tem uma terra que eu ouvi falar um dia numa canção de ninar
Em algum lugar além do arco-íris os céus são azuis
E os sonhos que você ousa sonhar realmente se realizam.

Um dia vou fazer um pedido pra uma estrela e acordar bem além das nuvens
Onde problemas derretem como gotas de limão acima das chaminés
É lá que você vai me encontrar, em algum lugar além do arco-íris
Pássaros azuis voam, pássaros voam por cima do arco-íris
Então por que, por que eu também não posso?

Um dia vou fazer um pedido pra uma estrela e acordar bem além das nuvens
Onde problemas derretem como gotas de limão acima das chaminés
É lá que você vai me encontrar, em algum lugar além do arco-íris
Pássaros azuis voam, pássaros voam por cima do arco-íris
Então por que, por que eu também não posso?

Se felizes passarinhos azuis voam para além do arco-íris
Por que, por que eu também não posso?
         
*****

sábado, 14 de maio de 2011

DE TIMBAÚBA PARA O MUNDO

I CONFERÊNCIA MUNICIPAL DE SEGURANÇA ALIMENTAR E NUTRICIONAL
Vânia Lúcia Barreto de Oliveira Souza, Secretária de Desenvolvimento de Políticas Sociais e Segurança Alimentar. Representando o prefeito Marinaldo Rosendo, Vânia Lúcia deu as boas-vindas aos convidados da I COMUSAN.

 Ana Glória Araújo, Diretora de Segurança Alimentar e Nutricional

               Na quarta-feira, 11, foi realizada a I Conferência Municipal de Segurança Alimentar e Nutricional, evento de grande importância para as discussões de ações à luz da Lei Federal  nº 11.346, de 15/09/2006, do Decreto Estadual nº 35.101, de 07/06/2010, e da Lei Estadual nº 13.494, de 02/07/2008.  
               A conferência teve os seguintes objetivos: 1-Construçao do Sistema Municipal de Segurança Alimentar e Nutricional em Timbaúba; 2-Priorizar princípios, diretrizes e propostas para o Plano Municipal de Segurança Alimentar e Nutricional Sustentável como direito do cidadão; 3-Propiciar o intercâmbio e a troca de experiências entre os participantes; 4-Propiciar o controle social dos programas públicos de Segurança Alimentar e Nutricional, incentivando a criação do Conselho Municipal de Segurança Alimentar e Nutricional (COMSEA), fortalecendo os existentes; 5-Discutir o tema, estabelecer propostas e contribuições relacionadas ao tema; 6-Dimensionar os desafios, prioridades e medidas necessárias a serem adotadas para que o município consolide a Política Municipal de Segurança Alimentar e Nutricional Sustentável (PMSAN); 7-Estabelecer compromissos entre sociedade civil e poder público para a implantação do Sistema Nacional de Segurança Alimentar (SISAN) em Timbaúba.

 "A alimentação adequada é direito fundamental do ser humano, inerente à sua dignidade e indispensável à realização dos direitos consagrados na Constituição Federal, devendo o poder público estadual adotar as políticas e ações que se façam necessárias para promover e garantir a segurança alimentar e nutricional sustentável da população do Estado." (Artigo 2º da Lei Estadual nº 13.494)

 
               Ana Glória Araújo, Diretora de Segurança Alimentar e Nutricional, deu o seguinte depoimento à PASSARELA CULTURAL:

"Já é uma realidade em solo timbaubennse o projeto NUTRIÇÂO, ECOLOGIA POR UMA CULTURA DE PAZ . Trata-se da extensão da UFPE-Universidade Federal de Pernambuco , interiorizando suas pesquisas e estudos na área de Nutrição. Esse Projeto está sendo desenvolvido na Escola Reunidas de Mócos ,onde os professores estão sendo capacitados para ensinar as crianças de 2 a 5 anos a desenvolverem uma alimentação adequada e saúdavel, capacitação essa que também contemplou a comunidade de Mócos. Já foram realizadas palestras sobre hipertensão , obesidade, e  diabetes. Todos estão muito satisfeitos com o trabalho de Segurança Alimentar e Nutricional em Timbaúba, a comunidade e a equipe do projeto,  com os resultados que estão aparecendo em curto espaço de tempo, pois o início foi em março deste ano. O prefeito Marinaldo Rosendo  de Albuquerque e a primeira dama Analice Barbosa Rosendo estão felizes com a grande iniciativa da UFPE em Timbaúba-PE."

               Os convidados para a I Conferência Municipal de Segurança Alimentar e Nutricional não mediram esforços  para comparecerem ao evento, apesar das fortes chuvas caídas na região.
             
Ivan Melo, diretor do Proext, Pro Reitoria de Extensão da UFPE.

Luzanita Monteiro (gestora do Programa Bolsa Família); Suelene Maria (Leninha, presidente da Associação do Alto do Cruzeiro); Maria Ode Aquilino (diretora da Escola Municipal Cel. João de Andrade); Antônio Silva (representante do Loteamento Panorama); Tarciana Cristovão Verçosa (nutricionista, representante da Secretaria da Agricultura e Reforma Agrária); e Ana Glória Araújo (Diretora de Segurança Alimentar e Nutricional).

Cleuza Pereira, assessora do governador Eduardo Campos, coordenadora do Projeto Mãe Coruja-PE, ex-prefeita de Salgueiro por três gestões.

Vírgina Holanda - Programa Estadual Mãe Coruja

A educadora Dora Oliveira, seus alunos e Ivan Melo.
*****
.......... 
  PROGRAMA TERRA NOSSA


O "Terra Nossa", programa desenvolvido pela Secretaria de Desenvolvimento de Políticas Sociais e Segurança Alimentar da Prefeitura Municipal de Timbaúba está inserindo jovens da zona rural em atividades que resgatam os sons, as luzes, as cores e a magia das mais genuínas manifestações culturais.

Jovens da Usina Cruangi interpretam Caboclinhos no antigo Colégio Decisão. Uma poça d'água deixada pela chuva reflete a magia do momento.
Jovens do distrito Livramento do Tiuma (São José do Livramento) apresentando Cavalo Marinho.


                    O  Programa Terra Nossa é uma ação do prefeito Marinaldo Rosendo, desenvolvida pela Secretaria de Desenvolvimento de Políticas Sociais e Segurança Alimentar que tem como secretária Vânia Lúcia Barreto de Oliveira Souza. O Governo Municipal de Timbaúba, através da Secretaria de Desenvolvimento de Políticas Sociais e Segurança Alimentar, percebeu a necessidade de desenvolver ações voltadas para reduzir as desigualdades sociais, promover o desenvolvimento social sustentável e melhorar a qualidade de vida da população que vive em situação de vulnerabilidade social, na zona rural do município de Timbaúba.
Realizado o diagnóstico sócio econômico e ambiental, passou-se a estruturar o Programa de Desenvolvimento Sócio Rural – TERRA NOSSA, com os seguintes objetivos: Identificar necessidades de cada comunidade; desenvolver potencialidades; levar cidadania e melhoria da renda, através de ações de inclusão produtiva; promover o desenvolvimento sócio econômico e oferecer os serviços sócio-assistenciais in loco.  Em seguida foram realizadas palestras em 21 comunidades rurais, conscientizando a população sobre os objetivos do programa, ocasião em que houve tempestade de idéias para identificação da origem do nome de cada comunidade, problemas e potencialidades locais. Foram capacitados 252 jovens e 132 mulheres, sendo os primeiros na área de danças culturais e as segundas para produção do prato típico de cada localidade.

As comunidades beneficiadas foram: Aningas, Bela Vista, Canafístula, Catucá, Coités, Cutias, Gravatá, Guabiraba, Lagoa do Meio, Limoeirinho, Mirador, Panorama, Patos, Queimadas, Santiago, São José do Livramento, Sossego, Usina Cruangí, Várzea do Carpina, Vila Cruangí e Xixá. Atualmente estão sendo trabalhadas as ações de reflorestamento e iniciando as hortas orgânicas. Ao final das etapas foram realizados “intercâmbios” entre as localidades participantes, com o intuito de proporcionar uma maior interação entre as mesmas e como forma de exercitar as práticas realizadas durante o programa.
No dia 08 de dezembro, no Pátio da Igreja de Nossa Senhora da Conceição, no bairro de Mocós, foi realizada a I Exposição de Arte Rural -  ExpoArt Terra Nossa, cujo objetivo foi  criar espaços para geração de renda às mulheres beneficiadas pelo Programa de Transferência de Renda BOLSA FAMÍLIA, residentes nas comunidades rurais de Timbaúba.
        
  *****
MEMÓRIA TIMBAUBENSE 

Nenhum veículo estacionado na Praça Carlos Lyra. Pessoas passam tranquilamente pelas calçadas. Duas linhas que atravessam a rua remetem a uma Timbaúba onde o bonde era o maior e melhor meio de transporte da cidade.  Por onde andam as pessoas e o bonde? Nem o vento sabe a resposta, responde silenciosamente essa foto. ***** Lembrete: Para visualizar a imagem em tamanho maior, basta um clique com o lado direito do mouse em cima da foto. ***** Colabore com PASSARELA CULTURAL no resgate da memória fotográfica de Timbaúba. ***** Adesão/sugestões/colaborações/críticas construtivas: enviar e-mail para daslan@terra.com.br com cópia para odilonflj@gmail.com


            
*****

SESSÃO NOSTALGIA - QUANDO AS MAIS BELAS RECORDAM


Daslan Melo Lima
               Era um dia frio de junho de 1985, quando chegou às bancas de revistas de todo o Brasil mais um exemplar da revista MANCHETE, o de nº 1.735, trazendo a reportagem Quando as Mais Belas Recordam, focalizando quatro mulheres que marcaram época na memória brasileira: Adalgisa Colombo (Miss Distrito Federal, Miss Brasil e vice-Miss Universo 1958); Ieda Maria Vargas (Miss Rio Grande do Sul, Miss Brasil e Miss Universo 1963); Martha Vasconcellos, Miss Bahia, Miss Brasil e Miss Universo 1968) e Vera Fischer (Miss Santa Catarina , Miss Brasil e semifinalista no Miss Universo 1969). Elas falaram sobre suas experiências de vida e posaram ao lado de imagens do tempo em que foram eleitas rainhas da beleza. Abaixo, na íntegra, aquela matéria da Manchete de 20/06/1985, com depoimentos a Eliane Lobato e Fernando Calmon (Rio), Ângela Rahde (RS) e Reynivaldo Brito (BA).

..........

ADALGISA COLOMBO REMEMORA SEM SAUDADES
Miss Brasil de 1958, ela sabe que a glória pode ser tão falsa quanto os brilhantes daquela coroa. ”Se eu fosse Miss agora, a primeira coisa que faria era arranjar um agente para negociar meus contratos e comercializar o título.” No passado as misses viajavam de baixo pra cima pelo país todo, para apresentar shows ou abrilhantar festas, em troca às vezes só da hospedagem, da passagem e de um buquê de flores. Isso vale como uma dica para as novas misses que, segundo Adalgisa, levam a vantagem de não sonharem muito com um reinado encantado, sabendo que terão muito trabalho e vários compromissos pela frente. “Tudo, aliás, torna-se um evento e é um compromisso.” A Miss não podia se vista “de qualquer jeito”, na rua. O público não queria, nem as cláusulas dos contratos. Juntava gente e era preciso segurança, às vezes policial, ela rememora, sem qualquer tom de saudade. Quando recebeu o título tinha 18 anos e atribui ao lirismo dessa idade, naquela geração, o fato de ter renunciado seis meses depois da escolha, para casar e morar nos Estados Unidos. Hoje, casada pela segunda vez e com três filhos, repensa e questiona se não deveria ter insistido em seu grande sonho que era ser atriz. “Mas atriz de Hollywood, das mais famosas” – ironiza. Tem horror aos movimentos feministas. “Igualdade de sexos não existe. Vejam o homem e a mulher, nus. São diferentes hoje, serão daqui a mil anos. A mulher tem de ser reconhecida pelo seu trabalho, isso sim.” 
..........

 IEDA MARIA VARGAS E A IDENTIDADE CULTURAL
Miss Universo de 1963 – e uma entre os jurados que escolheram Márcia Canavazes de Oliveira, ou Márcia Gabrielle, este ano -, Ieda Maria Vargas acha que esse é um caminho para uma jovem da classe média tornar-se conhecida e fazer sucesso. Depois do concurso, trabalhou muito tempo como manequim, foi apresentadora de noticiário de televisão e representante comercial de diversas confecções. Hoje, ainda bela e extrovertida, com 41 anos, constata: ”O público continua vibrando com o concurso.” Vai mais além: “Espero que os ares da Nova República façam com que o brasileiro assuma sua verdadeira identidade cultural, que é gostar desse tipo de concurso, assim como gosta de carnaval e de futebol.” Acha que beleza não exclui inteligência. “Vale lembrar que, este ano, a eleição reuniu em sua maioria universitárias de bom nível.” Quanto ao discurso feminista segundo o qual a mulher não deve se expor a esse tipo de exibição, Ieda  tem uma posição: a de que mulher alguma vai deixar de apreciar elogios à sua beleza. Ieda Maria continua lembrando dos chamados bons tempos, em que era “a mulher mais bela do mundo”. Na verdade, o concurso abriu-lhe várias portas. Hoje, sem uma atividade profissional fixa, embora bastante requisitada pelo setor publicitário, suas maiores preocupações dividem-se entre o filho Rafael, 15 anos, e a filha Fernanda, 11, parecida com a mãe e já à vontade diante de uma câmera fotográfica.

..........

MARTA VASCONCELOS E AS NOVAS EMOÇÕES

Detentora de título, faixa, cetro e coroa, em 1968, Marta acabou se transformando em empresária, trabalhando com o marido em sua construtora, há cinco anos. “O mundo de fantasia que criei em minha cabeça simplesmente não existia e tive de trabalhar duro.” Mas, apesar de sofrida, a experiência é lembrada como “extremamente válida”. Baiana, mãe de dois filhos, sobre eles, além dos habituais elogios de “coruja”, observa: “Não estão nem aí para o fato de eu ter sido Miss Universo.” A filha, que poderia se interessar um pouco mais, nunca viu sequer o farto material que Marta tem – e guarda com certo carinho – sobre esse capítulo de sua vida. Faz questão de acentuar: nada de mágoa nesse comportamento. “A juventude está em outra, procurando novas emoções, de acordo com o tempo em que vive.” Assim como o tempo tudo muda – acha -, nunca é demais lembrar: “A mulher atualmente tem uma posição mais firme e uma cabeça melhor. Chega, em determinado instante, até a questionar a validade de um concurso de beleza. Da mesma forma, a estética feminina também mudou, seja em termos de Miss ou não. A moda contribui muito para isso e a mulher sempre está sujeita a uma boa “produção”, para que sua imagem seja elevada e vista positivamente dentro da contemporaneidade.” Pelas próprias palavras, vê-se a mudança.
..........

VERA FISCHER JÁ FALOU MAL, JÁ XINGOU
 

Miss em 1969, Vera, a única que se tornou atriz, teve de batalhar muito para que, além da beleza, também, seu talento fosse reconhecido. “De repente, Blumenau, minha cidade, ficou pequena para mim. Não tinha noivo para casar, não tinha mais nada para fazer lá. E em 71 me mudei definitivamente para o Rio.” Sua relação com o passado de rainha da beleza é complexa, de certa forma contraditória, e sofreu modificação ao longo dos anos. Tendo começado sua carreira de atriz em 1972, teve de lutar muito para se impor pelo talento. Todos os filmes dos quais participou naquele início de carreira exploravam sua imagem exuberante, o que ficava claro em títulos como A Super Fêmea, As Delícias da Vida, O Anjo Loiro, entre outros. Tempos em que a beleza era um verdadeiro obstáculo e ela se fez muito crítica em relação ao título. “Eu falava mal, xingava aquilo tudo.” Agora, atriz consagrada de teatro, sua avaliação é outra: “Minha primeira aventura foi poder viajar pelo Brasil, sozinha, sem meus pais. E me diverti muito, com  a badalação, com aquelas festas todas. A única coisa que eu detestava era desfilar com o cetro e a coroa. Além de ser pesado, eu me sentia como a própria imbecil!” Mas ser Miss ensinou-lhe a ser disciplinada, profissional. “Foi meu primeiro trabalho remunerado, antes eu vivia de mesadas dos pais.” Acha uma bobagem, mas respeita quem entra nessa de medir beleza exterior.
..........

          As vidas de Adalgisa Colombo, Ieda Maria Vargas, Martha Vasconcellos e Vera Fischer ficaram marcadas para sempre, a partir do momento em que foram eleitas Miss Brasil. Vinte e seis anos depois daquela reportagem na revista Manchete, muita coisa mudou em suas vidas, em nossas vidas,  mas o fascínio por um título de Miss ainda continua nos sonhos de milhares de jovens desse imenso país-continente chamado Brasil.

 *****