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SEJA BEM-VINDO ! SEJA BEM-VINDA! VOCÊ ESTÁ NO BLOG PASSARELA CULTURAL, cujas postagens, na maioria das vezes, são postadas aos sábados e domingos. Nossa trajetória começou em 02/07/2004, com o nome de Timbaconexão, como coluna sociocultural do extinto site de entretenimento Timbafest. Em 12/10/2007, Timbaconexão migrou para blog com o nome de PASSARELA CULTURAL, quando teve início a contagem de visitas. ***** Editor: DASLAN MELO LIMA - Timbaúba, Pernambuco, Brasil. ***** Contatos : (81) 9-9612.0904 (Tim / WhatsApp). E-mail: daslanlima@gmail.com

sábado, 25 de julho de 2020

SESSÃO NOSTALGIA - Miss Secretária 1959

Daslan Melo Lima

Revista QUERIDA, Ano VI, julho de 1959, 2ª quinzena, Número 124, Rio Gráfica e Editora Ltda
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       Muito curioso o texto de um anúncio da empresa Remington Rand na revista QUERIDA daquele julho de 1959.  Quem terá sido a Miss Secretária 1959? Nunca soube quem foi. 

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sábado, 11 de julho de 2020

MARTHA ROCHA, A MISS QUE FEZ O BRASIL MUITO MAIS FELIZ

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CAFÉ DA MANHÃ SEM MARTHA ROCHA

Aquele garoto que chegava na padaria, e pedia pão francês para o café da manhã, ficava com água na boca quando via alguém comprar as bolachas "Martha Rocha", nome que homenageava a Miss Bahia, Miss Brasil e Vice-Miss Universo 1954. 
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Aquele garoto, anos depois, quando teve condições de comprar vários quilos de "Martha Rocha", já não se fabricava bolachas com o mesmo nome.
Também não existia mais a padaria do Sr. Manoel Lins d'Emery, o "Seu Neco Emeri", na cidadezinha alagoana de São José da Laje, às margens do Rio Canhoto.

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Aquele garoto que está triste com a notícia da morte da eterna Miss Brasil, sou eu, administrando velhas emoções inacabadas.
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Daslan Melo Lima 
Editor do blog PASSARELA CULTURAL
Timbaúba, PE
05.07.2020

 

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MARTHA ROCHA NÃO MORA MAIS AQUI 


No futuro, ao consultar os obituários deste ano, eles indicarão que ela morreu num dia quatro de julho. Eu, porém, me atrevo a dizer que a morte de Martha começou de forma silenciosa e íntima há quase dois anos quando ela precisou se desfazer da sua casa e ir morar em um abrigo para idosos. Sempre discreta como convém a uma alma nobre, não tornou público seu martírio, nem fez dele um panfleto barato para deleite de curiosos. Com toda certeza engoliu o choro e o sofrimento e seguiu em frente de cabeça em pé, como tantas vezes já havia feito ao longo da vida. 

Foi uma mulher que sempre teve a consciência de que o seu nome era de domínio público, porém a sua história pessoal era somente sua e essa, ela se dava ao sagrado direito de guardar consigo. Uma vida é feita de lembranças. Daquelas que através de objetos físicos ou materiais são guardadas, e de outras que são armazenadas no coração. Ao se recolher em apenas um quarto num abrigo para idosos, Martha tinha a noção de que era forçada a se desfazer de lembranças e pertences que lhe eram tão caros. Certamente sentiu o impacto. Tinha certeza que tanto ela, quanto sua história e sua vida teriam a partir daquele instante, que caber na mala que levava. 

Não é fácil, tampouco agradável, no entardecer da sua vida, ter que aceitar que ela se reduza a uma mala e você próprio tenha que se ajustar a uma “caixinha” para que nela seja depositada toda sua história. Sensível e inteligente como era, Martha percebeu que este mundo não lhe pertencia mais. Deixou-se seduzir pelas doenças oportunistas que surgiram e no final, acamada, sem se locomover, a audição também lhe foi tirada de forma sorrateira. Visitas eram raras. Afagos poucos. Solidão sempre presente ainda que cercada de vigilantes cuidadores. O palco da vida onde ela começou a brilhar ainda adolescente, de repente tornou-se escuro e vazio, sem aplausos e sem flores. E assim, Martha, ícone de um século, eternizada para sempre como uma deusa da beleza, saiu de cena como todas as grandes estrelas de cinema. Luzes apagadas, mas aplausos efusivos e memória permanente. 

À semelhança do emblemático filme “Alice não mora mais aqui” (1974), de Martin Scorsese, e que concedeu à sua protagonista Ellen Burtstyn o Oscar de melhor atriz por sua interpretação soberba da representação de inúmeras mulheres dos anos sessenta que foram em busca da obtenção do poder sobre suas decisões e suas vidas, Martha Rocha também decidiu que era chegada a hora de sair de “casa” em direção ao mundo que sempre lhe pertenceu e que lhe esperava: o mundo das estrelas... por isso, não chorem senhores.

Martha Rocha não mora mais aqui.
Está posta em merecido lugar de destaque junto ao panteão das estrelas e é a mais brilhante delas todas.
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Dema de Francisco
Dramaturgo, jornalista e memorialista
São Paulo, SP
Facebook / 06.07.2020
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  MARTHA, UMA ROCHA

Conheci Martha Rocha - sim, o Martha dela é com h - em 2007 ou 2008. Havia sugerido o nome dela para a 'Revista Joyce Pascowitch', emplacou de imediato. Naquele tempo ela morava em Volta Redonda e eu no Rio, em pouco tempo estava subindo a serra, sozinho. Cheguei no apartamento dela nervoso, tremia, afinal quem diria que algum dia eu estaria tomando café e entrevistando a maior Miss de todos os tempo?! Logo de cara nos gostamos, meu tremor foi notado por ela, que com toda delicadeza foi comentado com preocupação. Ficamos 2 ou 3 horas juntos, preparei bem a entrevista antes, li sua biografia e tudo mais, e saí de lá satisfeito. O prédio não era luxuoso, mas o apartamento dela sim, só peças boas e a vida dela melhor do que tudo. 

Martha Rocha viveu, de verdade. Teve dois filhos com Alvaro Piano, um milionário louco por ela que veio a falecer cedo, os filhos eram ainda crianças.
Mais tarde se casou com Ronaldo Xavier de Lima, jogador de polo, meio playboy, criado em Copa , tinha grana e também algum sentimento por ela que era tudo, menos amor.
Na lua de mel, durante um cruzeiro ele disse: " Agora vou terminar com o rosto mais bonito do Brasil". Plaft. Ela carregava uma marca debaixo de um dos olhos que disfarçava com uma grossa camada de pancake. Isso foi dito na matéria , não estou revelando segredo. O casamento tem várias versões, mas fico com a dela. Uma coisa é fato, ele era charmosão e traiu Martha com muitas amigas minhas, capas de revista. Alguma coisa ele tinha, pois elas iam no escritório dele tirar a roupa, que só tiravam para as revistas.

Martha ainda teve uma filha com ele - nunca se deram bem - e uma depressão profunda também, ficou magérrima e fumava muito.
Com o tempo a separação era inevitável e ela já madura foi trabalhar na H. Stern de Ipanema, tipo relações púbicas. Martha sempre foi do trabalho e brilhava nos salões do então High-Society do Rio e São Paulo. Além da beleza era iluminada. Quando chegava, parava.
Foi assim quando a levei numa festa de um amigo meu na Vieira Souto, lá muitos gays e senhoras que tiveram seus dias de dondocas e mais nada. Martha parou. Todos queriam tirar fotos com ela - ainda não existia selfie - e ela sempre sorrindo, dizendo que sim e nós na varanda, com o mar de testemunha. Dentro do grande apartamento, dava para sentir o barulho das unhas roídas das tais 'socialites' gordas , duras e invejosas.

Travamos uma bela e saudável amizade. Rodamos. Fomos um dia almoçar no restaurante 'Vernissage' em Penedo, outra vez a peguei para passar uma noite comigo em Bananal - as cortinas eram claras - ela nao dormiu nada, quando saí do meu quarto ela estava já arrumada, conversando com a dona da pousada e louca para ir embora. Sempre com elegância, sabia mandar o recado nas entrelinhas..

Em Volta Redonda ela era a rainha. Os colunistas adoravam ela, agenda cheia, mas por alguma razão - talvez financeira, saúde ou ambas - os filhos levaram ela morar em Niterói. Lá começou a nada dar certo. Martha não curtia a casa, mudou, ficou pouco tempo. Também não queria ser vista, era vaidosa, sabia o valor da sua imagem, de tudo que plantou no imaginário. Se recolheu total, depois de uma queda começou a ter problemas de locomoção. Adorava ler, fazer palavras - cruzadas (das difíceis) e usava as redes sociais com maestria. Nos falávamos pelo FB e também por fone.

Um dia, talvez por já nao ser mais possível ficar sozinha ou com cuidadores, os filhos a colocaram numa casa de repouso. Era o que tinha para agora, para uma mulher que teve uma das maiores coberturas da Avenida Atlântica, com boate e mangueira no jardim. Quando vendeu essa propriedade, o cunhado Piano ficou de aplicar seu dinheiro e sumiu. Na maturidade ainda encarou um câncer no seio, ia e voltava da radioterapia de táxi, sozinha, segurando os seios de tanta dor, quando passava pelas ruas de paralelipípedos.

Martha era para poucos, muitos obas e olas, mas intimidade mesmo, para poucos.Tive a honra de ser um deles. 
Descanse em Paz, minha queria amiga,uma rocha de mulher.
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Renato Fernandes
Jornalista 
São Paulo, SP
Facebook / 06.07.2020

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A VICE QUE DEU CERTO

Se até hoje no Brasil existiu um vice que deu certo, certamente errou quem apostou em José Sarney (vice de Tancredo Neves), Itamar Franco (vice de Fernando Collor) ou Michel Temer (vice da presidenta Dilma). Essa personalidade tem nome  e sobrenome: Maria Martha Hacker Rocha ou simplesmente Martha Rocha. 


E pensar que Martha foi eleita Miss Brasil em 1954 numa eleição quase  indireta apenas por um Colégio Eleitoral formado por sete jurados e sem a presença dos eleitores que seriam tempos depois traduzidos em numerosas platéias que lotavam o Ginásio Maracanãzinho poderia até parecer algo inusitado. Isso se não fossem a honestidade e a lisura dos  jurados na hora de escolher a Miss Bahia como a mais bela entre as seis candidatas de outros estados. Naquele júri ninguém foi  indicado pelo Centrão. Manoel Bandeira (poeta), Helena Silveira (escritora), Fernando Sabino, Paulo Mendes Campos e Pompeu de Souza (jornalistas) jamais aceitariam se corromper nem receber propina para eleger outra menos competente nem bela para Embaixadora da Beleza Brasileira, mesmo sendo o Rio de Janeiro sede da competição ser o Distrito Federal e ter candidata. Daí ter sido legítima a eleição daquela que seria "A Primeira Namoradinha do Brasil". 


Uma década depois para esse título ser da atriz Regina Duarte, mas sem direito a coroa, faixa e manto. Então, qual o motivo de Martha Rocha ser "A Vice que deu certo?". Simples: Foi a partir de sua derrota no concurso Miss Universo por duas polegadas a mais no quadril que os concursos de miss em nosso País se popularizaram ao ponto de disputar a audiência no mesmo patamar de uma final da Copa do Mundo de Futebol. Isso até o final dos anos 60. 

Diferente dos outros vices que tivemos e não deram certo, Martha Rocha tinha carisma e sempre foi aplaudida nas aparições públicas. A eterna Miss Brasil nos deixou aos 87 anos. Teve uma vida de glamour. Tive o prazer de conhecê-la num evento no Recife promovido pelo coordenador do Miss Pernambuco, Miguel Braga. Ela resgatou um pouco a auto-estima do brasileiro que andava em baixa com as duas derrotas da seleção Canarinha nas Copas do Mundo de 50 e 54 e após o trágico suicídio de Getúlio Vargas. 


Teve amores e desamores. Mas isso é assunto para colunas de celebridades e de fofoca. O Blog do Magno é coisa séria. Ontem, Martha Rocha saiu de cena para entrar na história.
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Muciolo Ferreira
Jornalista
Blog do Magno Martins
Recife, PE
05.07.2020  
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Descanse em paz, Martha Rocha, 
você fez o Brasil muito mais feliz!

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Roberto Macêdo
Jornalista, porta-voz da nova franquia do concurso Miss Brasil.
Salvador, BA
Facebook / 05.07.2020

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sábado, 4 de julho de 2020

NO RITMO DO DESTINO

 



Um teclado danificado
aguarda o momento
de ser recolhido para o lixo.
Ao som de samba, forró, rock, etc.,
ele não percebia
que envelhecia.

Enquanto isso,
envelheço ao som do ritmo
que o destino
toca todo dia,
alimentando os versos livres
da minha poesia.
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Daslan Melo Lima
Timbaúba, PE
02.07.2020


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quinta-feira, 5 de março de 2020

É março outra vez



Março de São José, das águas fechando o verão e das minhas acácias amarelas.
Desde dezembro que elas distribuem otimismo e alegria.


Março do padroeiro da doce cidade alagoana onde nasci, São José da Laje.



É março outra vez.
Uma tímida flor de laranjeira apareceu, a fim de harmonizar o cenário com o seu branco de paz e espiritualidade.



Faço minhas as palavras ditas um dia pela escritora francesa Françoise Sagan:
"A felicidade para mim consiste em gozar de boa saúde, dormir sem medo e acordar sem angústia."

É março outra vez e eu desejo a você, amigo, amiga, um mês abençoado.
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Daslan Melo Lima
Timbaúba, PE
Março de 2020

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terça-feira, 11 de fevereiro de 2020

ESCUTA MINHA CANÇÃO


Cartazes de filmes antigos decoram o espaço onde acontece a vigésima edição do Encontro de Lajenses. De repente, fico encantado diante do cartaz de "Escuta Minha Canção", protagonizado pelo garoto espanhol Joselito.

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Emocionado, minhas recordações levam o garoto sonhador que um dia fui para as margens do rio Canhoto. Eu sonhava ser tão famoso quando Joselito, "o menino da voz de ouro", e tentava imitá-lo.

"Águas claras que caminham / entre juncos e canaviais, / onde estará minha vida? "
Cantava Joselito para o mundo e eu para as pedras do rio Canhoto.

Não me tornei ator e nem cantor.
O destino me fez poeta e, de alguma forma, escutou minha canção.
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Daslan Melo Lima
São José da Laje, AL
11.01.2020

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SESSÃO NOSTALGIA - A tradição da beleza baiana, antes e depois daquele pôster

Daslan Melo Lima




Um pôster que ganhei de presente há anos do meu amigo Roberto Macêdo, jornalista e missólogo baiano, evocando cinquenta anos de tradição da beleza baiana, traz numa face as belas imagens de Marta Rocha (Miss Brasil, Vice-Miss Universo 1954), Maria Olívia Rebouças Cavalcanti (Miss Brasil, quinto lugar no Miss Universo 1962), Martha Vasconcellos (Miss Brasil, Miss Universo 1968) e Karoline Araújo de Souza (semifinalista, Top 10, no Miss Brasil 2004). Na outra face, em traje de banho, Karoline Araújo. 


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ANTES DO PÔSTER

Faltou muito pouco para naquele pôster constar as imagens de duas baianas que quase foram eleitas Miss Brasil.


Laura Angélica Viana de Oliveira Pereira
Vice-Miss Brasil 1978
Representante brasileira no Miss Mundo
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Vanessa Blumenfeld Magalhães
Vice-Miss Brasil 1988 
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DEPOIS DO PÔSTER

Depois daquele pôster, duas baianas conseguiram o segundo lugar no Miss Brasil. 

Maria Isabel Santos
Vice-Miss Brasil 2018
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Vanessa Gabriella Marcolino Rocha
Vice-Miss Brasil 2011
Semifinalista (Top 15) no Miss Beleza Internacional 2011
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Detalhe: Um ano antes, Gabriella Rocha conquistou o título de Miss Brasil Latina 2010 e o terceiro lugar no Miss Latina Del Mundo.

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Afinal, o que é que a baiana tem? Com a resposta Dorival Caymmi (1914-2008): 
"Tem graça como ninguém / Como ela requebra bem..."

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segunda-feira, 3 de fevereiro de 2020

MEU PRIMEIRO PRESENTE DE 2020



Dayvid Lucas, sobrinho-neto, aproximou-se de mim com uma folha de papel e num segundo, com muita habilidade, construiu um barquinho, coisa que eu nunca aprendi a fazer. Foi meu primeiro presente de 2020. Adorei!
Agradecido, declamei para ele um soneto de Guilherme de Almeida que decorei no meu tempo de garoto, às margens do rio Canhoto, na minha alagoana São José da Laje.
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Quando a chuva cessava e um vento fino
franzia a tarde tímida e lavada,
eu saía a brincar pela calçada,
nos meus tempos felizes de menino.

Fazia de papel toda uma armada,
e estendendo meu braço pequenino,
eu lançava os barquinhos, sem destino,
ao longo da sarjeta na enxurrada...

Fiquei moço. E hoje sei, pensando neles,
que não são barcos de ouro os meus ideais:
são feitos de papel, são como aqueles,

perfeitamente, exatamente iguais...
- Que meus barquinhos lá se foram eles!
Foram-se embora e não voltaram mais!
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Quero aprender a construir barquinhos de papel com o Dayvid Lucas.Tenho que aprender, preciso aprender, mesmo que, tentando administrar velhas emoções inacabadas,
venha a perder todos num dia de chuva.
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Daslan Melo Lima
Timbaúba, PE
07.01.2020

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DE TIMBAÚBA PARA O MUNDO

POR UMA NOITE, APENAS UMA NOITE


Ontem, em torno das 21 horas, uma flor desabrochou no meu pé de Mandacaru.
Linda, delicada e sutilmente perfumada, contrastando com o cacto, repleto de espinhos.



A flor do Mandacaru tem existência passageira.
Vive só o tempo de uma noite.
Amanheceu sem vida.

Acredito que os relógios e os calendários marquem diferente a duração dos
nossos desencantos e desilusões.
Tudo pode durar por uma noite, apenas uma noite, dentro dos planos de Deus
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Daslan Melo Lima
Timbaúba, PE
03.02.2020

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PARA UM DOMINGO


"Dia dois de fevereiro, dia de festa no mar, eu quero ser o primeiro a saudar Iemanjá." Enquanto cantarolo a canção de Dorival Caymmi, chove lá fora, copiosamente chove. Uma chuva abençoada para compensar o sol escaldante.
Uma postagem minha de cinco anos, com três reflexões, eis o que o Facebook traz do Túnel do Tempo.
1) - “Nada nos torna tão grandes como uma grande dor.” - Alfred de Mussett, escritor e poeta francês.
2) – "Não é trágico não atingirmos o nosso objetivo, o que é trágico mesmo é não termos objetivo.” - Benjamin Mays, político, educador e escritor americano.
3) – "Uma pequena impaciência arruína um grande projeto.” - Confúcio, filósofo e político chinês.

Finalizando, uma foto da chuva, caindo no centro da cidade, enviada por um amigo pelo Whatsapp, inunda o meu domingo de poesia.
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Feliz mês de fevereiro, amigos, amigas, leitores, leitoras, em nome do domingo que se reinventa e ajuda a reinventarmo-nos.
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Daslan Melo Lima
Timbaúba, PE
02.02.2020
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Foto: Marcone Gomes Peixoto

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SESSÃO NOSTALGIA - Vera Ribeiro naquele 1959, "quero apenas cinco coisas"

Daslan Melo Lima
      


          Uma imagem de Vera Ribeiro, Miss Distrito Federal, Miss Brasil, quinta colocada no concurso Miss Universo 1959, publicada na página Bela Lages por Julio Vasco, no Facebook, desfilando no atual Calçadão João Costa, em Lajes, Santa Catarina,  faz qualquer romântico, incorrigível como eu, viajar ao Túnel do Tempo
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Naquele 1959, Celly Campelo (1942-2003), fazia a juventude brasileira cantar e dançar ao som da música Estúpido Cupido.
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Naquele 1959, o filme Quanto Mais Quente Melhor, de Billy Wilder (1906-2002), levava muita gente ao cinema. No elenco estavam Marilyn Monroe (1926-1962), Tony Curtis (1925-2010) e Jack Lemmon (1925-2001). 
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Naquele 1959, o poeta Pablo Neruda (1904-1973) lançava mais um livro de sucesso,  Cem Sonetos de Amor
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        Imagino Pablo Neruda lendo O Cruzeiro e Manchete naquele 1959. Imagino e penso que foi Vera Ribeiro a musa inspiradora dos versos abaixo. 


Quero apenas cinco coisas...
Primeiro é o amor sem fim

A segunda é ver o outono

A terceira é o grave inverno
Em quarto lugar o verão
A quinta coisa são teus olhos
Não quero dormir sem teus olhos.
Não quero ser... sem que me olhes.
Abro mão da primavera para que continues me olhando.

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