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SEJA BEM-VINDO ! SEJA BEM-VINDA! VOCÊ ESTÁ NO BLOG PASSARELA CULTURAL, cujas postagens, na maioria das vezes, são postadas aos sábados e domingos. Nossa trajetória começou em 02/07/2004, com o nome de Timbaconexão, como coluna sociocultural do extinto site de entretenimento Timbafest. Em 12/10/2007, Timbaconexão migrou para blog com o nome de PASSARELA CULTURAL, quando teve início a contagem de visitas. ***** Editor: DASLAN MELO LIMA - Timbaúba, Pernambuco, Brasil. ***** Contatos : (81) 9-9612.0904 (Tim / WhatsApp). E-mail: daslanlima@gmail.com

sábado, 20 de maio de 2017

SESSÃO NOSTALGIA - "A beleza é notícia de que Deus existe"

Daslan Melo Lima

        Estou lendo "Crônicas para jovens", do escritor e poeta mineiro Affonso Romano de Sant'Anna, primeira edição, Global Editora, São Paulo 2011, cento e vinte e oito páginas.  
       Adorei "O surgimento da beleza", um dos mais belos textos do livro, que abaixo transcrevo, na íntegra. Ilustrei a matéria com fotos de nove misses e um mister. Vamos conferir?  

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Martha Rocha, Miss Bahia, Miss Brasil e vice-Miss Universo 1954.
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       O surgimento da beleza paralisa tudo.
       A respiração se modifica, os olhos se completam numa outra luz e o corpo inteiro se alça da pequenez do instante.
      E aquela mulher ali na praia, em pé dentro d’água, não pediu licença alguma, mas invadiu minha vida e a de quantos a contemplam em pura epifania e devoção.
    Paro de caminhar. Sou um contemplador do instante. Todos nos concentramos naquelas formas onde a harmonia se condensou em pernas, braços e cabelos ao vento. A beleza tem isto: quando irrompe, alicia a todos. E ali estamos conferindo nos olhos uns dos outros a mesma admiração. Estamos todos coniventes diante da beleza que surgiu no mar.
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Maria Olivia Rebouças Cavalcanti, Miss Bahia, Miss Brasil, quinto lugar no Miss Universo 1962.
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       Mas a beleza, quando surge, mais do que imprevista, é imperiosa e exige dedicação. Se aquela mulher virasse para o seu público e dissesse: “Matem-se por amor a mim! ”, todos nos atiraríamos na eternidade. Se dissesse: “Escalem o Himalaia! ”, subiríamos voando como querubins.
      Por isso, é muito perigoso o encontro com a beleza. A alguns ela devora docemente. A outros ela desarma totalmente e petrifica. Ela não pede nada e, no entanto, parece o tempo todo ordenar. Deve ser por isto que os gregos queriam vinculá-la à Verdade e ao Bem. A beleza perversa seria o nosso fim.

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Ieda Maria Vargas, Miss Rio Grande do Sul, Miss Brasil, Miss Universo 1963.
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       Olhei um girassol no meu terraço outro dia no exato momento de sua maior glória. O que ele me oferecia naquele instante era de uma eternidade penetrante. Examinei-lhe a geometria luminosa, que nenhum Vassarely jamais conseguiria reproduzir em seus painéis, apesar do computador. O girassol, tanto quanto eu, sabia que aquele era o seu instante de beleza aguda e se oferecia a mim extasiado em sua doçura, como só se extasia nele a perdida abelha.

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Anísia Gasparina da Fonseca, Miss Brasília, quarto lugar no Miss Brasil 1967.
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         Há dias que saio pelas ruas e festas faminto de beleza. Abro livros procurando certas passagens, leio poemas que sei de cor, de novo ouço uma flauta, um oboé, procuro aquele movimento de cordas de um determinado concerto. Eu sei onde encontrar a beleza. Vivo com ela. Tenho seu endereço secreto e a frequento amiúde na montanha ou beira-mar.
       Um dia surpreendi-a numa pracinha medieval em Antibes, outro numa ruazinha barroca em Minas. Ela me foi servida em alguns museus, a reconheci em alguns objetos e se eu olhar bem firme nos olhos do semelhante, às vezes, a posso achar.

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Martha Vasconcellos, Miss Bahia, Miss Brasil e Miss Universo 1968.
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          Aquela mulher ali na praia, por exemplo, não sabe que iluminou meu dia para sempre. Ao seu lado está sua amiga. Seu corpo é correto, sadio e humano. Mas não passa de uma sombra junto ao Sol. Em vão agita os braços nas águas, fala alto. Não adianta. A bela mulher ao seu lado sequestrou para sempre a atenção de todos nós.

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Maria Helena Leal Lopes, vice-Miss Guanabara 1970.
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          É assim com o bailarino ou bailarina que irrompe em pleno palco. À passagem de seu corpo, os outros se obscurecem consentidamente. Há um pacto entre o belo e o menos belo. Um pacto entre o ser e o contemplar.
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Gustavo Gianetti, mineiro de Belo Horizonte, Mister Brasil 2001 e Miss Mundo 2003.
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         Mas a beleza não é só mulher. Ela é andrógina. Se assim não fosse, como explicar que também os homens se extasiassem ante outros homens? E há homens tão potentemente belos que podem submeter exércitos só com o olhar.

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Paula Luck, Miss Jaboatão dos Guararapes, Miss Pernambuco 2012.
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      Porém, se a beleza é assim tão urgente e relevante, por que nos aparece tão raramente? Se é assim tão necessária e pungente, por que é de natureza tão avara? Se dela carecemos tanto, por que nos deixa nesse exílio e incompletude?

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Ana Letícia Ramos de Alencar, Miss Piauí, semifinalista (Top 15) no Miss Brasil 2015.
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       A ausência da beleza é uma condenação. É um lapso. É a não história. Tudo que os homens fazem é por ela. Fazem excursões à Europa, vão à Grécia, constroem estradas, lançam passarelas entre as estrelas e inventaram a arte para apreendê-la. Tivéssemos que viver constantemente em contemplação do belo, no entanto, e ninguém trabalharia. Seríamos estátuas petrificadas na admiração. O mundo não careceria de mais nada. Viveríamos num orgasmo luminoso e contemplativo, e aqui se instalaria de vez a eternidade.

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Raíssa Santana, Miss Paraná, Miss Brasil, semifinalista (Top 13) no Miss Universo 2016.
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        A ausência da beleza é quando o tempo se inaugura. E o tempo é falha e ruptura. A ausência de beleza é o erro, o pecado. A beleza é alegria e o avesso do que é triste. 
        A beleza é notícia de que Deus existe.

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        A crônica de Affonso Romano de Sant'Anna, oitenta e sete anos completados no dia 27 de março, lembrou-me a da escritora  cearense Rachel de Queiroz (1910-2003), "Carta a Emília", dedicada à  Emília Barreto Corrêa Lima, Miss Brasil 1955. O assunto foi focalizado na Sessão Nostalgia, de 23/03/2013. Vale a pena ler de novo:

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sábado, 13 de maio de 2017

Enquanto aguardo o sono

         

      
       Enquanto aguardo o sono, lembro-me das noites cheias de estrelas de São José da Laje, a cidadezinha alagoana onde nasci. As pessoas ficavam olhando para o céu, mentalizando que determinada estrela era sinal que um parente distante estaria vivo.
        Enquanto aguardo o sono, imagino que cada estrela do céu pernambucano de Timbaúba simboliza uma pessoa amada que partiu para a Grande Viagem.
    Enquanto aguardo o sono, o menino que um dia eu fui declama “A Estrelinha”, do poeta cearense Martins d´Alvarez (1903-1993), a primeira poesia que decorei quando garoto, às margens do rio Canhoto.

Vejo, à noite, uma estrelinha,

no céu, piscando, piscando...

Mamãe diz que ela, de longe,

pisca, pisca, é me chamando...


Quando eu crescer e papai

me comprar um avião,

vou te buscar, estrelinha,

na palma da minha mão.

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- Daslan Melo Lima, na décima madrugada de maio de 2017, enquanto aguardo o sono.

DE TIMBAÚBA PARA O MUNDO - Rosa Marinheiro, “eu quero viver, mas ninguém vive 200 anos”


>>>>> Dona Rosa, Rosa, Rosinha, um pouco da trajetória de uma das personalidades mais antigas do bairro de Timbaubinha. 

         A senhora idosa, de fisionomia determinada, já não tem mais a mesma vivacidade do passado. “A rosa murchou depois da morte da filha Rosinete, em 2015”, afirma Maria Zuleide de Vasconcelos Albuquerque, sua primogênita. Durante duas horas, TIMBAÚBA EM FOCO conversou com Zuleide, e também com Deyse Vasconcelos de Albuquerque Brito e Adriana Araújo de Moura Albuquerque, respectivamente filha e nora de Zuleide. Colhemos interessantes dados sobre a biografia e a personalidade de uma das pessoas mais antigas do tradicional bairro de Timbaubinha, Rosa Marinheiro de Vasconcelos, noventa anos de idade completados no dia 15 de março.
         Rosa Marinheiro nasceu na cidade paraibana de Umbuzeiro, terra natal de um ícone do jornalismo brasileiro, Assis Chateaubriand (1892-1968).  Ao casar em 1952, com João Tavares de Vasconcelos, o Joca (1920-2006), veio residir em Timbaúba, exatamente em Timbaubinha, onde nasceram seus filhos Zuleide, Josabete, Rosinete (1960-2015) e Elias, que já lhe deram onze netos, dez bisnetos e um trineto. Na foto que ilustra esta matéria, a matriarca aparece ao lado do filho Elias e das filhas Zuleide e Josabete, na celebração dos seus 90 anos de idade.
        O que mais proporcionava satisfação a dona Rosa era o trabalho, colaborando com o esposo na gestão da Mercearia São João. No quintal da casa, criava porcos que lhe rendiam um ganho extra. Espírito de guerreira, sonhava alto, sempre teve bom gosto e se vestia nas melhores boutiques. Sua preocupação com o futuro dos filhos era uma constante, pois queira que todos se formassem, no tempo em que concluir o segundo grau não era algo comum. Vaidosa, cuidava da aparência e recorria a cremes rejuvenescedores. Comida? O trivial, galeto. Bebida? Um vinho seco de boa procedência.  Durante nossa conversa, seu bisneto João Pedro, filho de Deyse, envolve-se na conversa para revelar emocionado: Eu já ouvi várias vezes minha bisavó dizer “Eu quero viver, mas ninguém vive 200 anos”.
        A senhora idosa, de fisionomia determinada, convivendo hoje com as limitações impostas pela longa caminhada, adorava cantar “Choram as Rosas”, um dos maiores sucessos musicais da dupla Bruno & MarroneTalvez não seja interessante interromper Dona Rosa quando ele estiver com o olhar distante. Provavelmente estará “viajando” ao passado. Cantarolando sua música predileta.  

Choram as rosas
Seu perfume agora se transforma em lágrimas

E eu me sinto tão perdido.

Choram as rosas.



Chora minha alma.

Como um pássaro de asas machucadas,

Nos meus sonhos te procuro.

Chora minh'alma.


Lágrimas, que invadem meu coração.

Lágrimas, palavras da alma.

Lágrimas, a pura linguagem do amor.



Choram as rosas

Porque não quero estar aqui

Sem seu perfume.

Porque já sei que te perdi
E entre outras coisas
Eu choro por ti.



Falta seu cheiro

Que eu sentia quando você me abraçava.

Sem teu corpo, sem teu beijo,

Tudo é sem graça.


Lágrimas que invadem meu coração.

Lágrimas, palavras da alma.

Lágrimas, a pura linguagem do amor.



Choram as rosas

Porque não quero estar aqui

Sem seu perfume.

Porque já sei que te perdi.
E entre outras coisas,
Eu choro por ti.



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Por Daslan Melo Lima. Texto postado na revista TIMBAÚBA EM FOCO, página de Comportamento, edição nº 64, abril/2017. 
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"Choram as Rosas", composição de Alfredo Matheus / Versão: Joquinha
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Abaixo, outras imagens clicadas no aniversário dos 90 anos de Rosa Marinheiro. Fotos: DML/Passarela Cultural.
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Dona Rosa, Rosa, Rosinha
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Rosa e alguns dos seus netos e bisnetos
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Rosa com a nora Verônica e os genros Edilson Carvalho e Dinamérico (Sr. Dino).
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Na parede, uma foto da juventude, João e Rosa.
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IN MEMORIAM - Rosinete de Vasconcelos Carvalho, a grande ausente fisicamente. (Foto: Facebook)
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          Temos o dever de preservar e compartilhar as histórias relevantes de um povo, para que as novas gerações sintam orgulho de suas raízes.

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SESSÃO NOSTALGIA – George Azevedo, coordenador do concurso Miss Rio Grande do Norte: “Estava escrito nas estrelas que eu me apaixonaria pelo mundo Miss.”


Daslan Melo Lima

          Naquele ensolarado dia nordestino, em Mossoró, Rio Grande do Norte, George Azevedo, um garoto simpático de oito anos de idade, nem se dava conta da importância que aquele evento exerceria em sua vida. Era seu primeiro referencial do mundo Miss. Na cidade onde nasceu, estava sendo realizado o concurso Miss Brasil Mirim. Dona Zoraide, sua mãe, com todos aqueles cuidados de uma verdadeira mãe de Miss, estava atenta a cada gesto da filhinha Geovana Azevedo, que acabou ficando em segundo lugar, perdendo para a menina do Rio de Janeiro. Martha Jussara da Costa, Miss Rio Grande do Norte, Miss Brasil, e quarta colocada no Miss Universo 1979, a presença mais ilustre da festa, foi quem passou a faixa de vice-Miss Brasil Mirim 1979 para Geovana Azevedo.

Martha Jussara colocando a faixa de vice-Miss Brasil Mirim em Geovana Azevedo.
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George Azevedo, Geovana e Martha Jussara.

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            O tempo passou e o menino, mascote da ACDP, Associação Cultural e Desportiva Potiguar, o Potiguar, clube de futebol de Mossoró, estudou na ESAM, Escola Superior de Agricultura de Mossoró; criou a agencia Tráfego Models; tornou-se colunista do jornal Tribuna do Norte  e passou a coordenar o concurso Miss Rio Grande do Norte em  2008, certame que já revelou lindas garotas que se destacaram no Miss Brasil.
2008 - Andressa Simone Melo, semifinalista, Top 10  
2009 – Larissa Costa, eleita Miss Brasil
2010 - Joyce Cristiny Silva
2011 – Daliane Menezes, semifinalista, Top 10
2012 - Kelly Alinne Fonsêca, segundo lugar
2013 - Cristina Alves da Silva, semifinalista, Top 10
2014 - Deise de Moura Benício, terceiro lugar
2015 - Manoella Alves dos Santos, quarto lugar
2016 - Danielle Fernandes Marion, segundo lugar
        Cristina Alves, Deise Benício e Manoella Alves foram aclamadas Miss Brasil Internacional e representaram nosso País no Miss Beleza Internacional, com sede no Japão.
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George Azevedo ladeado por Leonardo Patriota e Larissa Costa. Casamento da Miss Brasil 2009. Chaplin Recepções, Natal, RN, 14/03/2014.
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George Azevedo, "Estava escrito nas estrelas."
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       George Azevedo me contou que não sentia entusiasmo pelo mundo Miss. “Durante vinte e cinco anos, meu foco foi moda, mas estava escrito nas estrelas que um dia eu me apaixonaria pelas misses. Gosto de cuidar delas, principalmente depois que Larissa Costa foi eleita Miss  Brasil 2009. Minha irmã mora hoje em Gramado, RS. Casada, vaidosa e dedicada a causas sociais. Minha mãe, guardiã das fotos do Miss RN Mirim 1979, disse que eu tinha um passado com misses, quando aceitei o convite para coordenar o Miss RN.  Minhas lembranças daquele 1979 viviam adormecidas e desabrocharam quase trinta anos depois.”

          Parabéns ao George Azevedo pela paixão à missão que desenvolve no Rio Grande do Norte. Eu sempre digo que paixões são paixões, simplesmente paixões. Não se explicam. 

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domingo, 7 de maio de 2017

O tempo andou mexendo com a gente

    

             Meu baú de emoções inacabadas voltou a se agitar com a notícia da morte de Belchior, no último domingo de abril, sete dias depois da partida de Jerry Adriani. Minha saudosa mãe, com sua personalidade forte, era fã do cantor cearense. “Comentários a respeito de John” estava entre as suas músicas favoritas.
         “Saia do meu caminho, eu prefiro andar sozinho. / Deixem que eu decido a minha vida. / Não preciso que me digam, de que lado nasce o sol, / porque bate lá o meu coração." 
      Nas tantas vezes em que tentei persuadir Mamãe a enxergar algumas situações de uma forma zen, ela tinha resposta determinada: “deixe que eu decido a minha vida.”  
          ”O tempo andou mexendo com a gente, sim. / John, eu não esqueço, a felicidade é uma arma quente. / Quente, quente. "
         Pois é, minha mãe, Belchior também fez a Grande Viagem e o tempo andou mexendo com a gente. O que fazer? Pedir a Deus que nos conceda sabedoria para administrar os mistérios da vida e da morte.
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Daslan Melo Lima, em Timbaúba, Pernambuco, ouvindo Belchior, no primeiro dia de maio de 2017. 


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O sábado é este


        Acordo cedo. Preciso de dinheiro e vou fazer um saque num caixa eletrônico. É dia de feira-livre. Passo numa lanchonete e peço um pão com queijo de manteiga e um café sem açúcar ou adoçante. Sinto-me bem humorado. O sábado está começando, a praça está tranquila e uma energia boa me envolve. 
       A Igreja Matriz de Nossa Senhora das Dores, a quem chamo de "Nossa Senhora das Dores, dos Amores e Desamores", ainda está fechada. A brisa mansa e fria me envolve e recito silenciosamente o meu Salmo preferido, o 118:24. "Este é o dia que o Senhor fez; regozigemo-nos e alegremo-nos nele."
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Daslan Melo Lima
Timbaúba, Pernambuco, sábado, 06 de maio de 2017

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DE TIMBAÚBA PARA O MUNDO - Cláudio Fonsêca, “não nasci para cantar, nasci cantando”

>>>> Natural de Timbaúba e criado em Ferreiros, com larga experiência pelos palcos do Nordeste, ele sonha com o reconhecimento nacional.


         Cláudio Fonsêca é o nome artístico de Edinaldo Pedro da Silva, nascido no dia 18/02/1984, em Timbaúba, filho do pedreiro Luiz Pedro da Silva e da dona de casa Severina Inácio da Silva, um casal que teve uma dúzia de filhos, seis do sexo masculino e seis do sexo feminino. Criado em Ferreiros, Cláudio Fonsêca estudou até a sétima série na Escola Emiliano Pereira Borges. 

      Começou a cantar aos 16 anos de idade. Morou em Carpina e viveu um tempo em Fortaleza. Retornou às raízes para dar uma assistência melhor ao filho Kayque Trigueiro. 
“Meu filho é um menino sensível e estava precisando muito da minha presença ao seu lado. Larguei tudo em Fortaleza para ficar mais perto dele, que já arranca aplausos como cantor. ”



Pingue pongue com Cláudio Fonsêca 

Cantor: Marquinhos Maraial, minha grande  inspiração.  
Cantora:  Alcione.   
Música que adora cantar: “Ponta de Faca”, de Vicente Nery.
O que mais o gratifica como cantor: Ver o povo feliz. 
Um motivo de decepção: Saber que a violência se alastra. Fui assaltado há três anos em Camutanga
Religião: Tenho muita fé em Deus. Minha ligação é com Ele.  
Santo de devoção: Santa Ana.  
Sonho de consumo: Ter um veículo para transportar os meus instrumentos musicais. Não quero ser o melhor. Quero fazer o melhor. Sempre tenho em mente que o próximo show será melhor do que o anterior.
As músicas que você canta e que despertam maior emoção: Oceano, Tortura de Amor e Camas Separadas. 
Programa de TV: Fantástico.  
Um livro: A biografia de Luiz Gonzaga.  
Uma frase: O dia de amanhã pertence a Deus. 
Um motivo de alegria: Está com saúde e ter a consciência tranquila.  
O que a vida lhe ensinou: Fazer o bem é a melhor coisa do mundo.

         Cláudio Fonsêca é casado com Tatiana Marques Trajano, mãe do seu filho João Pedro, dois anos. Kayque Trigueiro, 10 anos, é fruto do seu primeiro casamento. O artista já gravou doze cds, um dvd e atuou como vocalista de grandes bandas, tais como Forró Dois Corações,  Garota Dourada, Forrozão Nega Maluca, Forrozão Sonho Real, Balaio de Gato e Grupo Alta Tensão.  
      Cláudio Fonsêca canta todos os ritmos e tem muito cuidado em permanecer fiel às letras, observando a concordância e pronúncia. Atualmente, alimenta um projeto para lançar em Maceió, cidade que considera ideal para isso, o “brega-sofrência”. Com segurança, afirma: “A partir da capital alagoana, ganharei mais visibilidade e em seguida retornarei para Timbaúba, minha base. ” 
       Para conservar a voz versátil, grave-agudo-médio, não toma bebidas geladas, não fuma e não ingere bebida alcoólica. Para aliviar o cansaço vocal, gargareja um copo americano de água morna, sal e vinagre.
  Um sonho? Emocionado ele respondeu, concluindo nossa entrevista: “Sonho fazendo sucesso nacional. Tenho certeza que Deus vai me proporcionar a graça de ser reconhecido em todo território brasileiro”. 
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______Serviço: Contatos para apresentações: (81) 9.9327.8099 (Claro) e (81) 9.9483.4841, Tim/Whatsapp. 

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Por Daslan Melo Lima - Matéria postada na página PERFIL, edição de abril/2017, do jornal CORREIO DE NOTÍCIAS

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SESSÃO NOSTALGIA – Martha Vasconcellos naquela capa da revista Fatos & Fotos

Daslan Melo Lima

         Julho de 1968. Ali estava a linda baiana Martha Vasconcellos,  com a coroa, a faixa e o cetro de Miss Brasil 1968, ao lado de Sylvia Hitchcock (1946-2015 ), Miss Estados Unidos e Miss Universo 1967, nas capas das revistas O Cruzeiro e Manchete. Mas era na capa da Fatos & Fotos, sem faixa, coroa e cetro, que Martha Vasconcellos estava ainda mais linda. Uma das mais belas capas de revista de todos os tempos dedicada a uma Miss. 

Fatos & Fotos - 18/07/1968 - Ano VIII, número 389

      Recentemente, o jornalista e escritor baiano Roberto Macêdo, biógrafo de Martha Vasconcellos, fez o comentário abaixo no Facebook.

Talvez, a foto mais linda de Martha. Ela me contou que foi feita da véspera do Miss Brasil, no ensaio geral no Maracanãzinho. O fotógrafo estava tirando fotos e mais fotos até que ela encheu o saco e disse que “já chega”. E ele: “mais uma, a última”. Aí ela se virou de lado, com o queixo quase no ombro e falou: “tire”.  Foi  essa acima, que se transformou na capa da F&F.

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       Enquanto admiro pela enésima vez o meu exemplar da Fatos & Fotos,  fico a pensar naquele instante do dia 28 de junho, há quase meio século, véspera do concurso Miss Brasil 1968. O momento mágico, lindo, efêmero,  eternizado pelo fotógrafo Richard Sasso
      Lembro-me de um trecho do livro Alice no Pais das Maravilhas, do escritor britânico Lewis Carrol (1832-1898), quando a garota pergunta ao coelho: Quanto tempo dura o eterno? E o coelho responde:  Às vezes apenas um segundo
          
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domingo, 30 de abril de 2017

Todo meu amargor

        

      A morte de Jerry Adriani deixou muito triste o adolescente que fui. Lembro-me das tardes de um tempo que se foi. No trajeto para o Ginásio Pernambucano, na rua da Aurora, Recife, eu passava sempre pela praça Maciel Pinheiro, onde estava localizado o Hotel São Domingos. 
         Não era difícil encontrar aglomerações em torno das celebridades que ali se hospedavam, a exemplo de algumas que conheci chegando ao local: Martha Vasconcellos, Miss Universo 1968; Roberto Carlos, Vanusa e Jerry Adriani. O movimento musical Jovem Guarda estava no auge e Jerry Adriani era um dos meus cantores preferidos. 
       Entre suas canções, "Querida", aquela que põe em ebulição as minhas emoções inacabadas.


Querida, 
Quero lhe dizer, 
Que toda a minha vida entreguei a você.
Procure olvidar o que lhe fiz, 
Querida perdoe, querida não vá.

Oh querida relembre os momentos tão felizes,
Que juntinhos passamos sob a luz do luar.
Diga ao menos, meu bem, 
Que de mim não tem mais rancor,
Pra que eu possa esquecer todo o meu amargor.


         Resta-me administrar todo meu amargor mentalizando que Jerry Adriani está em paz, a caminho de outra missão, em um dos fantásticos mundos do Pai.
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 – Daslan Melo Lima, em Timbaúba, PE, na vigésima quinta madrugada de abril de 2017, ouvindo “Querida”, https://www.youtube.com/watch?v=YQv4G2kCU0U

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