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Mostrando postagens com marcador Miss Universo 1968. Mostrar todas as postagens
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sábado, 15 de julho de 2017

SESSÃO NOSTALGIA – Martha Vasconcellos, Miss Universo 1968, Miss Tia Martha

Daslan Melo Lima

          No dia 19 de junho de 1968, quatro dias após ter sido eleita Miss Bahia, no  sempre lembrado Ginásio de Esportes Antônio Balbino, o Balbininho, Martha Vasconcellos foi homenageada na Escola Nova, educandário onde lecionava o que atualmente equivale ao primeiro ano do Ensino Fundamental. Na ocasião, a baiana que seria eleita Miss Brasil no dia 29 de junho, no Rio de Janeiro; e Miss Universo em 13 de julho, em Miami Beach, recebeu da aluna Ana Cristina Castro uma faixa vermelha com letras azuis onde se lia Miss Tia Martha.



        Eu tive a satisfação de fotografar a citada faixa no meio de outras, no dia 13 de outubro de 2013, no apartamento de Martha Vasconcellos, em Salvador, Bahia, durante um encontro inesquecível promovido por Roberto Macêdo, jornalista e biógrafo da última brasileira a ser eleita Miss Universo. 
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"Me lembro de tudo. Eu a adorava"


       No dia 13 do mês passado, a ex-aluna, hoje pintora renomada, Ana Castro, postou no Facebook uma relíquia preciosa, a foto em que está colocando a faixa em Martha. “Me lembro de tudo, inclusive de como fiquei triste quando ela teve que sair da escola. Eu a adorava”, escreveu Ana.


       "Pensando que, aqui no meu estúdio, o tempo é outro, o isolamento necessário, o distanciamento, o espirito se eleva, a energia flui, isso é muito bom. Só queria dividir este sentimento, diante da dura realidade, pra relaxar." ***** Vale a pena conhecer as belas obras de Ana Castro. Vide:   http://arteanacastro.blogspot.com.br/

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       Miss Tia Martha


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Martha Vasconcellos fez parte da comissão julgadora do concurso Miss Rio Grande do Norte 2017, realizado no dia 24 de maio, no Teatro Riachuelo, em Natal, ocasião onde foi aplaudida por um público estimado em 1.600 pessoas. Com sua beleza, ela espalhou mel na terra do sal e do sol.   

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           No próximo ano, cinquentenário do título de Miss Universo conquistado por Martha Vasconcellos, várias homenagens deverão acontecer em torno de quem soube levar com tanta dignidade o nome da Bahia e do Brasil para todos os rincões do planeta Terra. 
        Imagino que em um dos eventos Ana Castro estará presente para abraçar Martha Vasconcellos, a professora que tanto adorava.

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domingo, 7 de maio de 2017

SESSÃO NOSTALGIA – Martha Vasconcellos naquela capa da revista Fatos & Fotos

Daslan Melo Lima

         Julho de 1968. Ali estava a linda baiana Martha Vasconcellos,  com a coroa, a faixa e o cetro de Miss Brasil 1968, ao lado de Sylvia Hitchcock (1946-2015 ), Miss Estados Unidos e Miss Universo 1967, nas capas das revistas O Cruzeiro e Manchete. Mas era na capa da Fatos & Fotos, sem faixa, coroa e cetro, que Martha Vasconcellos estava ainda mais linda. Uma das mais belas capas de revista de todos os tempos dedicada a uma Miss. 

Fatos & Fotos - 18/07/1968 - Ano VIII, número 389

      Recentemente, o jornalista e escritor baiano Roberto Macêdo, biógrafo de Martha Vasconcellos, fez o comentário abaixo no Facebook.

Talvez, a foto mais linda de Martha. Ela me contou que foi feita da véspera do Miss Brasil, no ensaio geral no Maracanãzinho. O fotógrafo estava tirando fotos e mais fotos até que ela encheu o saco e disse que “já chega”. E ele: “mais uma, a última”. Aí ela se virou de lado, com o queixo quase no ombro e falou: “tire”.  Foi  essa acima, que se transformou na capa da F&F.

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       Enquanto admiro pela enésima vez o meu exemplar da Fatos & Fotos,  fico a pensar naquele instante do dia 28 de junho, há quase meio século, véspera do concurso Miss Brasil 1968. O momento mágico, lindo, efêmero,  eternizado pelo fotógrafo Richard Sasso
      Lembro-me de um trecho do livro Alice no Pais das Maravilhas, do escritor britânico Lewis Carrol (1832-1898), quando a garota pergunta ao coelho: Quanto tempo dura o eterno? E o coelho responde:  Às vezes apenas um segundo
          
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sábado, 4 de abril de 2015

SESSÃO NOSTALGIA - Quinta-feira irei abraçar Martha Vasconcellos

Daslan Melo Lima

      Na manhã da próxima quinta-feira, 09, se Deus permitir, embarcarei no Aeroporto Internacional dos Guararapes Gilberto Freyre com destino a Salvador, Bahia. A convite do deputado Marcelo Nilo, presidente da Assembleia Legislativa do Estado da Bahia, estarei naquele dia, às 17h30min, no salão nobre da Associação Comercial da Bahia, para o lançamento da biografia de Martha Vasconcellos, Miss Bahia, Miss Brasil e Miss Universo 1968, escrita por Roberto Macêdo. Quem estará no mesmo voo seguindo para o evento é Fernando Machado. Outro jornalista pernambucano, o Muciolo Ferreira, também convidado, deveria seguir viagem conosco, mas está impossibilitado devido aos cuidados com o estado de saúde de sua mãe.


        A obra é o 42º livro lançado pela Assembleia Legislativa da Bahia, dentro do projeto Gente da Bahia, que homenageia personalidades baianas. São 698 páginas com quase 400 fotografias, a maioria inédita. O livro traz todos os principais acontecimentos da vida da miss, desde o seu nascimento até os dias atuais.

Martha Vasconcellos, Miss Bahia 1968
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Martha Vasconcellos, Miss Brasil 1968
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Martha Vasconcellos, Miss Universo 1968
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      Eu já escrevi aqui como se deu o meu primeiro encontro com Martha Vasconcellos, mas não resisto em tocar outra vez no assunto, diante da emoção e da magia que envolve minhas recordações.  Naquele 1968, Martha Vasconcellos veio ao Recife para um desfile no Clube Português. Eu morava no bairro de Afogados e estudava à noite no Ginásio Pernambucano, na rua da Aurora, centro da cidade. Saí de casa logo após o almoço e fui direto para a praça Maciel Pinheiro, onde posicionei-me na frente do Hotel São Domingos. Eu estava frustrado pelo fato de não ter assistido pela televisão a vitória de Martha como Miss Universo. Naquela época, nem todo mundo possuía televisão, tratava-se de uma coisa de luxo, um bem de consumo inacessível para a realidade econômica da maioria dos brasileiros, inclusive para minha família. No dia da transmissão do concurso Miss Universo, uma das poucas vizinhas que possuía televisão não tinha aberto a janela, chateada com as conversas paralelas da garotada durante a exibição do Miss Brasil no mês anterior.

Praça Maciel Pinheiro. No prédio de esquina, à esquerda, funcionava o Hotel São Domingos.

          Voltando ao que eu falava sobre a praça Maciel Pinheiro, a  multidão tomava conta do lugar. De repente, por conta das sirenes dos veículos da polícia militar, todo mundo ficou sabendo que a mulher mais bela do mundo havia chegado. Dezenas e dezenas de policiais ficaram na frente do São Domingos, então um dos hotéis mais chiques de Pernambuco. Martha Vasconcellos estava com imensos óculos escuros e a multidão gritava: Tira ! Tira ! Tira !  Com muito esforço, consegui chegar próximo da porta principal do prédio, ao tempo de ver de perto Martha abrir um sorriso encantador e tirar os óculos. Depois, da sacada do seu apartamento, no segundo andar, ela jogou beijos e acenou para a multidão. Fiquei muito tempo ainda por perto, imaginando como seria fantástico ficar ao lado da Martha e ouvir sua voz falando de sua trajetória de Miss.

          Parece um sonho! Quinta-feira irei abraçar Martha Vasconcellos!”, repete a todo instante o menino alagoano de São José da Laje que um dia eu fui.
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Roberto Macêdo, o biógrafo, e Martha Vasconcelos, o ícone biografado. 
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Para ler (ou reler)  o que já escrevi sobre os meus encontros com Martha Vasconcellos, clique nos links abaixo
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SESSÃO NOSTALGIA, 29/05/2009
SESSÃO NOSTALGIA, 19/10/2013, 

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sábado, 22 de novembro de 2014

SESSÃO NOSTALGIA - Martha Vasconcellos e Wilza Rainato, o reencontro de duas deusas


Daslan Melo Lima


      Na noite de 29 de junho de 1968, a baiana Martha Vasconcellos foi coroada Miss Brasil pela paranaense Wilza Rainato,  vice-Miss Brasil do ano anterior.  A primeira colocada no Miss Brasil 1967 tinha sido a paulista Carmem Sílvia de Barros Ramasco, que renunciou ao titulo meses depois de participar do Miss Universo, cabendo a Wilza a responsabilidade de dar continuidade ao reinado de Carmem.


     No dia 11 deste mês, as duas deusas derramaram lágrimas de emoção quando se reencontraram durante um almoço em Londrina, Paraná. Desta vez, as posições foram invertidas. Coube a Martha Vasconcellos coroar Wilza Rainato.  O jornalista baiano Roberto Macêdo estava presente e conta como foi.

      "Um reencontro inesquecível: Martha Vasconcellos e Wilsa Rainato não se viam desde aquele 29 de junho de 1968, quando a Miss Brasil reinante passou a coroa para a sua sucessora. A coroa saía do Paraná e pousava nos cabelos cor de mel da baiana. No dia 11 de novembro de 2014 as duas se reencontraram em Maringá, graças ao convite do empresário Wall Barrionuevo, coordenador do Miss Paraná e do Miss Teenager. Foi um reencontro emocionante, com lágrimas derramadas por todos. Wilsa viajou 100km, saindo de Londrina exclusivamente para estar com Martha, e ganhou uma coroa, já que em 1967 ela não teve a joia quando substituiu a miss que renunciou. O sonho da neta de Wilsa, Laura, é ser miss e foi assim coroada pela Miss Universo 1968. Depois, as duas rainhas da beleza deram entrevista para a televisão."


        A garotinha de vestido verde é Laura, a neta de Wilza que sonha ser Miss. Roberto Macêdo, autor da biografia de Martha Vasconcellos, um livro que está sendo ansiosamente aguardado, e nossa Miss Bahia-Miss Brasil-Miss Universo 1968 foram convidados especiais de Wall Bairronuevo para compor a comissão julgadora do Mister Paraná e do Miss Paraná Teenager  2014.  Roberto explica que “inicialmente o promotor do evento, Wall Barrionuevo, queria fazer o lançamento da biografia de Martha Vasconcellos com noite de autógrafos dentro da programação do concurso. Como o livro ainda não foi entregue pela gráfica, ele não abriu mão da nossa presença, e fomos jurados do concurso. Martha foi homenageada, recebeu o troféu da Cidade Canção e posou para fotos com os fãs de todas as idades. Eu entreguei a faixa do Mister Fotogenia. Viagem inesquecível! Muito obrigado a Wall, sua esposa Elaine Barrionuevo e suas duas encantadoras filhas. Conhecemos muitas pessoas simpáticas e interessantes, às quais agradeço o carinho homenageando-as na pessoa do Mister Brasil, o potiguar Bruno Mooneyhan.”



       Quem não gostaria de ter assistido ao reencontro de Martha com Wilza? Centenas de missólogos! Quem não derramaria lágrimas vendo estas senhoras lindas recordando um tempo que se foi? Centenas de saudosistas! 

        Muito grato, Wall Bairronuevo, por sua sensibilidade. Através das imagens acima,  copiadas das páginas do seu Facebook e das do Roberto Macêdo, posso sentir a vibração da sua paixão para com as nossas eternas deusas, eternas misses. Por isso vivo a repetir que paixões são paixões, simplesmente paixões, não se explicam

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sábado, 19 de outubro de 2013

SESSÃO NOSTALGIA – Martha Vasconcellos, Miss Universo 1968, um selo de Deus

Daslan Melo Lima


          “Daslan, tô saindo de casa. Vamos iniciar um dos dias mais inesquecíveis da sua vida. Da minha também! Abraço.” O relógio marcava 08h30min da ensolarada manhã baiana do domingo, 13, quando acessei minha página no Facebook e li essa mensagem enviada às 08h04min por Roberto Macêdo. Foi a minha primeira viagem a Salvador e eu estava no Hotel Bahiamar, aguardando a chegada do meu amigo que estava disposto para  me mostrar a cidade. Eu já tinha feito um city-tour no dia anterior com o guia do grupo da minha excursão,  mas nada como a expectativa de um passeio tranquilo, ao sabor das vivências de um jornalista profissional em sintonia com a minha visão de poeta e fã de concursos de Misses. Nosso passeio será contado em três crônicas semanais. Esta é a primeira.

MARTHA VASCONCELLOS, MISS UNIVERSO 1968, UM SELO DE DEUS

       Depois de um giro fantástico pelo famoso Pelourinho, Roberto dirigiu-se a um edifício localizado em área nobre da cidade informando que estava indo ao encontro de um amigo que iria almoçar conosco. Subi com ele no elevador e em determinado andar Roberto tocou a campainha. Se o meu coração não fosse tão saudável como é, minha saúde teria sofrido um grande impacto. Quando meu amigo tocou a campainha, quem abriu a porta foi Martha Vasconcellos, Miss Bahia, Miss Brasil e Miss Universo 1968. Não há nenhuma palavra na língua portuguesa ou em outra qualquer que possa exprimir o meu sentimento e minha emoção. Riso e choro deram as mãos, mas ficaram travados na garganta. Bela, tranquila, Martha mostrou-me sua residência e parte do seu acervo ligado ao seu reinado de beleza e em seguida fomos almoçar no Restaurante Soho, em Marina Bahia.



Martha Vasconcellos mostrando várias homenagens emolduradas num recanto especial do seu apartamento.
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Martha Vasconcellos com a sua faixa de Miss Universo e eu segurando a sua de Miss Brasil.  "Não quer posar usando a faixa? " perguntou Martha com um sorriso. Respondi que não, para frustração do menino tímido  que um dia eu fui. Estar ao lado da deusa, tendo nas mãos objeto tão valioso, já era o suficiente para o menino sonhador.     
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As faixas de Miss Bahia, Miss Brasil, Miss Fotogenia e Miss Universo. Uma vermelha, Miss Tia Martha, homenagem dos seus alunos após voltar de Miami Beach com o título de Miss Universo; outra, onde há escrito simplesmente Rainha, quando foi eleita Rainha da Primavera ainda criança, na escola; e as de Brazil , usadas nos trajes das apresentações como candidata ao título de Miss Universo.
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O menino que um dia eu fui pensava que um troféu de Miss Universo era de ouro. Engano. Mais valioso do que o ouro, a personalidade de Martha Vasconcellos.
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A todo momento, a brisa mansa do Mar sem fim do Senhor do Bonfim entra pela varanda do apartamento de Martha Vasconcellos para saudar a beleza da Miss Universo. 
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Pausa para uma foto após o almoço no Restaurante Soho, em Bahia Marina. Roberto Macêdo, Martha Vasconcellos e eu.
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      Os momentos vividos ao lado de Roberto Macêdo e  Martha Vasconcellos tiveram gosto de sonho. Jornalista e arquiteto, ele é uma companhia ótima, culto, de bem com a vida, escritor (está escrevendo a biografia de Martha Vasconcelos) e  um dos maiores conhecedores sobre assuntos ligados a Misses. Nossa eterna Miss Universo 1968 é uma pessoa maravilhosa que já sorriu e já chorou, pois as pessoas predestinadas à fama e à fortuna também têm os seus problemas como qualquer passageiro da estação Planeta Terra.
       Um título de Miss é para toda vida, mas pelo tempo decorrido, eu e a brisa mansa que soprava do Mar sem fim do Senhor do Bonfim tivemos uma ligeira impressão que a nossa eterna Miss Universo ainda não tem a real dimensão do quanto foi adorada e como ainda é amada pela Bahia, pelo Brasil, pelo Mundo. Martha Vasconcellos irradia aquela luz que remete ao trecho de uma crônica da escritora cearense Rachel de Queiroz (1901-2003), publicada na revista O Cruzeiro, edição de 30/07/1955, originalmente dedicada a Emília Corrêa Lima, Miss Brasil 1955.

“Tudo são dons, dons gratuitos, que se recebem da fonte de todos os dons. Valerão eles menos por isso? E a beleza, entre os dons, é o mais alto de todos: o maior elogio que se pode fazer a uma realização, a uma paisagem, a um poema, é dizer que são belos. Porque a beleza é a coroa que os completa. Nem a virtude se concebe sem beleza, nem a divindade. Não só os deuses dos pagões eram belos: a própria Igreja, dentro da sua austeridade, pinta os santos formosos. Alguém poderia imaginar Nossa Senhora feia? E Cristo, se viesse ao mundo na figura de um homem malformado, não seria até uma profanação? Não será por frivolidade que a Igreja assim se empenha em tornar seus santos; será antes porque, com o seu profundo conhecimento do coração humano, sabe que a beleza atrai o amor e a devoção. Porque a beleza é como um selo de Deus.”

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       Eu já conhecia Martha Vasconcellos pessoalmente. Por quatro vezes estivesse próximo a ela, conforme descrevi na Sessão Nostalgia de 29/05/2009, http://passarelacultural.blogspot.com.br/2009/05/sessao-nostalgia-meus-encontros-com.htmlmas nenhum deles foi tão íntimo como este do domingo, 13/10/2013. 
        Muito obrigado, Roberto Macêdo! As palavras de agradecimento fogem todas, pois nenhuma definiria o meu sentimento de gratidão pelas horas baianas maravilhosas que você me proporcionou. Vida longa revestida de Saúde e Paz para você, Martha Vasconcellos, Miss Bahia, Miss Brasil, Miss Universo 1968, um selo de DEUS.  

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sábado, 5 de outubro de 2013

SESSÃO NOSTALGIA - JERUSA FARIAS, MARTHA VASCONCELLOS E BAHIA

Daslan Melo Lima        

         

      Jerusa Farias, Miss Pernambuco 1969, tem um acervo fabuloso sobre a sua trajetória de rainha da beleza pernambucana, mais de 2.000 fotos e recortes de jornais e revistas. Um dos prêmios que ganhou por ter sido eleita a  mais bela pernambucana foi uma viagem a Miami Beach para assistir a eleição da Miss Universo 1969, ocasião em que teve uma maior aproximação com a baiana Martha Vasconcellos, Miss Brasil e Miss Universo 1968. Faz uma semana que conversei com Jerusa Farias. Ela me falou do sonho que acalenta há muito tempo, escrever um livro sobre as suas experiências como Miss Pernambuco. 
      Funcionária aposentada do Bandepe, Banco do Estado de Pernambuco, onde foi advogada e procuradora, Jerusa Farias leva hoje uma vida tranquila, arrodeada do carinho dos filhos e netos, das recordações e da sua fé cristã como membro da Igreja Presbiteriana. Ela disse-me  que o título do seu livro seria algo que remetesse a um trono de Miss trocado por uma coroa celestial, onde pudesse externar sua religiosidade. Combinamos de continuar a conversa no próximo mês, durante um almoço no Recife, com a presença do jornalista Muciolo Ferreira, ex-coordenador do Miss Pernambuco.


      Voltando a falar sobre Martha Vasconcellos, cuja biografia está sendo escrita por Roberto Macêdo, jornalista e arquiteto baiano, Jerusa Farias passou-me as três imagens abaixo da nossa Miss Universo 1968. “Talvez nem a própria Martha tenha estas fotos”, adiantou. Compartilhei as relíquias com o Roberto Macêdo e aqui estou  repassando-as  para todos vocês, como documento precioso de um tempo que se foi.

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      Vou me permitir tirar uns dias de férias. Voltarei com outra Sessão Nostalgia no dia 19, se DEUS permitir. Sabem onde vou relaxar? Em Salvador, Bahia, terra de outras duas deusas que adoro: Martha Rocha, Miss Brasil, vice-Miss Universo 1954, e Maria Olívia Rebouças Cavalcanti, minha Miss inesquecível, Miss Brasil, quinto lugar no Miss Universo 1962. 



      É bom não ir à Bahia, uma música gravada pela dupla Tom & Dito,  no ano de 1973, diz que “é bom a gente não, não ir à Bahia, porque se for fica querendo ficar, fica querendo ficar, na Bahia, fica querendo ficar.”  Eu nunca fui à Bahia. Vou comprovar! 

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