Betty Lago
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sábado, 3 de abril de 2021
SESSÃO NOSTALGIA - Leila Schuster, a Adalgisa Colombo dos anos 90
domingo, 7 de fevereiro de 2021
SESSÃO NOSTALGIA - Sete Mulatas e uma Loura
Daslan Melo Lima
A revista Manchete de 8 de maio de 1965, Ano 13,
número 681, trazia na capa as imagens de Solange
Dutra Novelli, Rainha do IV Centenário do Rio de Janeiro, e de Vera Lúcia Couto dos Santos, Miss Renascença,
Miss Guanabara, Vice-Miss Brasil e terceira colocada no Miss Beleza
Internacional 1964. A chamada de capa sobre a guerra no Vietnam, em letras
grandes, era preocupante, mas em letras miúdas à direita do título da revista
estava escrito “As mais lindas mulatas do
Rio de Janeiro em harmonioso espetáculo com a rainha loura do IV Centenário”. Sete
páginas coloridas foram dadas à sangrenta guerra, mas dez páginas foram dedicadas à matéria Sete Mulatas e Uma Loura. Reportagem de Clóvis
Scarpino. Fotos de Gervásio Batista
e Juvenil de Sousa.
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Sete Mulatas e uma Loura
Faz 140 anos que Rugendas
descobriu os encantos das jovens mulatas brasileiras, fazendo o elogio de seus
dotes plásticos e de sua inteligência. Os poetas românticos também celebraram
as esculturais mestiças e um romancista fez correr lágrimas de damas e
sinhazinhas do Segundo Reinado, apresentando como heroína uma dessas mulatas.
Era a Isaura, de Bernardo Guimarães, flor de sensibilidade, recatada e formosa.
Mas uma coisa era a literatura e outra a realidade, com as suas barreiras e
tabus. Nos últimos anos, porém, o panorama social se transformou. Oportunidades
foram oferecidas às moças cor de canela por diversas atividades artísticas:
cinema, teatro, televisão, boates. Além de possibilidades de melhor educação,
surgiram também as de convívio social em clubes recreativos e culturais e o
acesso aos concursos de beleza. A espetacular vitória de Vera Lúcia como Miss
Guanabara e o terceiro lugar que ela conquistou em Long Beach, Estados Unidos,
são um incentivo para muitas. Aqui estão algumas que com ela rivalizam tanto em
graça como em elegância.
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Aizita Nascimento
Aizita Nascimento bateu, no ano passado, todos os recordes possíveis e imagináveis de propostas de casamento: nada menos de mil e noventa e cinco, ou seja, três por dia. Ela passou de Miss Renascença a atriz de televisão e, em poucos meses, marcou sua personalidade, fazendo dupla com Grande Otelo. Agora, vai interpretar um papel, num filme, ao lado do conhecido ator italiano Alberto Sordi.------- Aizita Nascimento, Miss Renascença 1963, foi finalista (sexto lugar, Top 8) no Miss Guanabara 1963.
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Vilma Lindamar
Vilma Lindamar vai viajar, ainda este mês, para a Itália, onde fará um curso de arte dramática. Ela foi descoberta há pouco pelo produtor e diretor italiano Giorgio Moser e acaba de rodar, na Bahia, uma série de filmes a serem apresentados na televisão daquele país. Vilma Lindamar é filha de Maria Ribeiro, a estrela do célebre filme Vidas Secas.
O broto Marlene Marques foi
eleito, há pouco, charme-girl do Renascença Clube, associação que reúne as mais
belas mulatas do Brasil e do mundo. Ela estuda piano e teoria musical e, se
quisesse, poderia ser excepcional manequim.
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Dininha Passos é mineira de
Ponte Nova mas mora em Bangu e é, portanto, autêntica “mulatinha rosada”. Ela
concluiu o curso clássico e prepara-se, agora, para fazer o vestibular de
Filosofia. Enquanto lê Aristóteles e Kierkegard, trabalha numa óptica.
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Nara Monteiro é a
organizadora do conjunto musical Só Mulatas que em breve, vai fazer furor. Ela
tocará piano e bateria, ao lado de Marlene, Marly e Dininha, responsáveis pelos
demais instrumentos. Pratica vôlei e esgrima no Clube Universitário, enquanto
se prepara para estudar Arquitetura. É alegre e desembaraçada e há quem afirme
que ela será boa compositora.
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Alice Simões
Alice Simões é a mais
provável candidata ao título de Miss Guanabara, representando o Renascença
Clube que, esse ano, espera repetir o feito de Vera Lúcia, arrebentando o
bicampeonato no Maracanãzinho. Alice, que é uma beleza, também é estrela:
estuda pintura e está organizando uma exposição a ser brevemente inaugurada nos
salões do Renascença.
-------- Alice Simões teria sido uma bela Miss Renascença, mas em 1965 o clube não apresentou candidata ao Miss Guanabara, preferindo focar sua atenção na reforma da sede do clube.
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Vera Lúcia Couto dos Santos
Vera Lúcia Couto dos Santos é rainha de porte e de tradição, mesmo porque nasceu em São Cristóvão, antigo bairro imperial carioca. Coroada Miss Guanabara e segunda colocada no concurso de Miss Brasil, ela brindou a passarela do Maracanãzinho com um movimento harmonioso, à feição de um gentil corropio, a quem deram o nome de pivot. Em seus já decorridos trezentos dias de reinado, Verinha tem vivido grandes emoções, tanto nas capitais do Brasil como em Long Beach (ali fez bonito, com um terceiro lugar) e na Argentina, onde obteve verdadeira consagração. Poucos sabem que Verinha já gravou um disco e, tão logo termine o seu mandato de soberana da beleza, vai começar uma nova e promissora carreira: a de cantora. De resto, a glória não lhe subiu à cabeça. Continua morando no Grajaú, comparece às festa do Renascença Clube e ainda pretende permanecer solteira por algum tempo.
Há um ano e meio, quando ainda não cogitava de concorrer ao título de Miss Guanabara, Vera Lúcia posou para uma reportagem fotográfica, como manequim. Na semana passada, ela tornou a desfilar, exclusivamente para MANCHETE, exibindo alguns modelos de Hugo Rocha, seu costureiro. Acrescentando um certo tom místico à sua beleza, Verinha vestiu um sari indiano, todo confeccionado em organza dourada e completou a rica indumentária com um costume milenar das mulheres da Índia: um rubi na testa.
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Síntese da beleza no cenário tropical
Síntese da beleza no cenário tropical, elas se harmonizam, apesar do contraste
A loura é Solange, Rainha do IV Centenário. A mulata é Vera, Miss Guanabara. Lado a lado, elas formam a mais perfeita e acabada síntese de beleza da mulher carioca. Juntas, seus encantos se completam e suas graças se multiplicam. Isto porque, conforme já acentuou o poeta Drummond, “...mas as coisas findas, muito mais do que as lindas, essas ficarão.”
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Fico imaginando que aquelas mulheres empoderadas, numa época onde ninguém ouvia falar essa palavra, continuam lindas e elegantes, enquanto recito Carlos Drummond de Andrade,
"...mas as coisas findas, muito mais do que as lindas, essas ficarão."
domingo, 31 de janeiro de 2021
ONDE EU NASCI PASSA UM RIO
Assim começa "Onde eu nasci passa um rio", música de Caetano Veloso:
“Onde eu nasci passa um rio,
que passa no igual sem fim.
Igual, sem fim, minha terra
passava dentro de mim. “
“Passava como se o
tempo
nada pudesse mudar.
Passava como se o rio
não desaguasse no mar. ”
Durante minha infância alagoana em São José da Laje, assistir
ao rio Canhoto, caudaloso ou não, em sua eterna caminhada para o mar, foi a
maior lição de perseverança que a vida me deu.
”O rio deságua no mar.
Já tanta coisa aprendi.
Mas o que é mais meu cantar
é isso que eu canto aqui."
"Hoje eu sei que o mundo é grande
e o mar de ondas se faz.
Mas nasceu junto com o rio,
o canto que eu canto mais."
"O rio só chega no mar depois
de andar pelo chão.
O rio da minha terra deságua
em meu coração."
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Daslan Melo Lima
São José da Laje, AL
Janeiro de 2017
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Vide: www.youtube.com/watch?v=mfwsJ8PxJFw
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sábado, 30 de janeiro de 2021
SESSÃO NOSTALGIA - Miss Brasil 1989, a verdade venceu no Dia da Mentira
Texto de Muciolo Ferreira
Se tem uma Miss Brasil que
venceu a competição em meio a uma grande pressão originária de pessoas
influentes da própria coordenação do concurso, que queriam outra candidata,
essa miss é Flávia Rebelo Cavalcante, Miss Ceará e Brasil 1989. Como enviado
especial do Jornal do Commercio do Recife, e um dos coordenadores estaduais do
Miss Pernambuco na época, cheguei à São Paulo na semana do concurso e
acompanhei os preparativos indo diariamente ao final de tarde à academia da
Joyce, situada na rua Oscar Freire, Jardins. Ali, assistia aos ensaios e
conversava com os outros jornalistas que cobriam o evento.
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Todos eram unânimes ao
apontar a Miss Ceará como a futura Miss Brasil. Bonita, muito culta e elegante,
até mesmo em traje de ginástica. Algumas candidatas, quando eram indagadas
pelos seus coordenadores sobre qual era a favorita ao título, eram da mesma
opinião. Assim, contrariando pessoas
influentes de dentro da coordenação, e até do mestre de cerimônias que torcia
pela candidata da casa, a baiana criada no Ceará, nordestina porreta e arretada
de inteligente, levou para o estado que representou o segundo título nacional
da mais bela brasileira.
Estou trazendo essas
verdades à público antes de comentar a live que a agora jornalista e multiprofissional de comunicação
bem sucedida concedeu ao "Mago das Lives das Misses Brasil Forever",
Josenildo Batista. Até porque certos fatos não saem da memória, mesmo ocorridos
há 32 anos.
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1º de abril de 1989,
a data em que a verdade venceu no Dia da Mentira
Flavia Cavalcante, Miss
Ceará, eleita Miss Brasil 1989, ladeada por Adriana Colin, Miss São Paulo,
segundo lugar, e Ceres Ribeiro, Miss Rio Grande do Sul, terceira colocada.
O
1° de abril de 1989 está eternizado no mundo da Missologia como "a data em
que a verdade venceu no Dia da Mentira".
Verdade porque nem as notas baixas que dois "jurados
infiltrados" deram a Flávia Cavalcante foram suficientes para lhe lhe
tirar o merecido título. Ao final do concurso, a plateia se manifestou com
aplausos e os telespectadores não se arrependeram de ter ficado até às
primeiras horas do domingo acompanhando o desfecho pela televisão, embora fosse
a gravação de um evento que começou às 14h e terminou às 20 horas.
Linda, loura, leve e solta essa é a nova imagem de Flavia
Cavalcante que está na tela do meu celular participando como mais uma diva
admirada pelos missólogos, respeitada profissionalmente e amada pelo Grupo
Misses do Brasil.
O tipo brejeiro e
brasileiríssimo de Flávia Cavalcanti, que lembrava em algumas fotos a atriz
global Letícia Sabatella, e em outros momentos parecia sair de um quadro
pintado no período renascentista, não foram
suficientes para classificá-la entre as 10 finalistas do Miss Universo
1989, mas isso é o que de menos importa. Mesmo porque é mais fácil uma pessoa
acertar sozinha a mega sena acumulada do que descobrir quais são os critérios
usados pelos jurados do concurso Miss Universo.
Eu quero acreditar que a não
transmissão do Miss Universo pela televisão foi um dos fatores determinantes
para a não inclusão da brasileira entre as semifinalistas. Como também Flavia não tinha recebido todo apoio e logística necessárias do SBT. Quando participei
da coletiva à Imprensa que Silvio Santos concedeu aos jornalistas, uma hora
antes do início das gravações do concurso Miss Brasil, perguntei a ele se era
verdade que aquele seria o último ano que o SBT promoveria o evento. Ele não
disse nada, ficou calado. "Quem cala, consente."
Eu tinha que colocar para
fora essas informações, pois me sentia engasgado há mais de três décadas com
esses fatos que ouvi e presenciei na
semana que antecedeu ao concurso. Agora, já aliviado, posso iniciar essa crônica
escrevendo em homenagem à Flávia Cavalcante, baseado na live.
Aliás, "o Mago das
Lives das Misses Brasil Forever ", Josenildo Batista, tem nos contemplado
com entrevistas sensacionais. Josenildo abriu espaço às misses que marcaram
época para narrar suas vivências, experiências,
propiciando aos especialistas e curiosos no tema enriquecerem seus
conhecimentos com fatos de bastidores contados pelas eternas divas das
passarelas.
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Flavia foi incrível nas respostas, comunicativa sem ser
sisuda e nem demonstrar
autossuficiência ; simpaticíssima, porém
sem pieguismo ou sentimentalismo exagerado. Foi classuda até na hora de
responder aos críticos sobre ter sido eleita apenas com um ponto de diferença
para a segunda colocada.
Confreira,
permita usar esse termo comum entre dois jornalistas, aquele ponto fez toda a
diferença e escreveu sua história no Mundo Miss. Graças a esse pontinho
recebido "a verdade prevaleceu no Dia da Mentira", derrotando dois
jurados infiltrados.
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Flavia Cavalcante, Miss
Brasil 1989, e Patrícia Godoy, Miss Brasil 1991.
Essa live, além de
histórica, ainda teve um sabor especial, porque ao final fomos brindados com a
participação de Patrícia Godoy, Miss Brasil 1991, na condição de "chaperona", com direito a aparição
e depoimento incentivando Flávia a disputar novamente o Miss Brasil. Claro que
Patrícia se referia à beleza eterna da amiga. Isso é notável na sua bela e
jovem aparência com uma estética mais moderna, conforme os novos padrões de
beleza contemporâneos que exigem novos cortes e os cabelos mais claros. Qual
será o elixir da eterna juventude? Revela, Flávia!
E assim, nessa última semana
de janeiro, Josenildo proporcionou à Missologia um prazeroso reencontro entre a
Miss Brasil de 1989 com outras amigas misses, a exemplo de Adriana Tavares
(Miss Ceará Mundo 1987), Ceres Ribeiro (Miss Rio Grande do Sul 1989), Deise
Nunes (Miss Brasil 1986), Jacqueline Meirelles (Miss Brasil 1987), Márcia
Gabrielle (Miss Brasil 1985), Maria Carolina Portela Otto (Miss Brasil
1992) e Suzana Araújo dos Santos (Miss
Brasil 1978), além de jornalistas,
missólogos e os fãs que acompanharam a merecida vitória de uma baiana criada no
Ceará e última Miss Brasil eleita no que convencionamos chamar "era Silvio
Santos".
Que me perdoem as feministas
"mas beleza é fundamental", já dizia o poeta Vinícius de Moraes. E
quando esse atributo é apenas um complemento da inteligência, simpatia,
bondade, humildade e sinceridade, torna qualquer ser humano mais bonito do que
já é diante das pessoas.
Tudo isso traduz o que foi
essa live com Flávia Cavalcante, eterna Miss Brasil Forever dos Anos 80, cuja beleza
triunfou no Dia da Mentira, num sábado, 1° de abril.
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Segunda parte da live, https://youtu.be/d-_ffE7pYsE
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Nota do Editor
Esta página é parte da edição de 30.01.2021, do blog PASSARELA CULTURAL, www.passarelacultural.com .
A SESSÃO NOSTALGIA rendeu um tributo à Flavia Cavalcante em 28 de janeiro de 2012, http://passarelacultural.blogspot.com/2012/01/sessao-nostalgia-seccao-em-construcao_28.html
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Daslan Melo Lima / E-mail: daslan@terra.com.br / Telefone/WhatsApp: (81) 9.9612-0904
sábado, 16 de janeiro de 2021
Basta confiar em Deus, Senhor do Universo.
Na manhã cinza da antevéspera de um novo ano,
faço uma caminhada atento a sinais
que poderão ajudar a
compor minha mensagem.
Dobro uma esquina e me renovo diante da paisagem.
As interrogações quanto a um novo ciclo
não podem roubar
nossa fé e nossa esperança.
Basta confiar em Deus, Senhor do Universo.
Na próxima esquina da vida,
Ele pode reverter o desencanto em encanto.
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Daslan Melo Lima
Timbaúba, PE
30.01.2020
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DE SÃO JOSÉ DA LAJE PARA O MUNDO - Com Deus, sempre com Deus
COM DEUS, SEMPRE COM DEUS
SESSÃO NOSTALGIA - Adriana Tavares, a Iracema loura do Ceará
Texto de Muciolo Ferreira
mucioloferreira@2013@gmail.com
Fazer amizade para toda a vida; praticar o exercício diário da gratidão; manter o equilíbrio do corpo e da mente com uma alimentação saudável e a prática regular de exercícios. Esses são alguns conselhos para quem deseja manter a boa forma dados pela Miss Ceará Mundo 1987, a pedagoga Adriana Tavares. Com relação ao Mandamento nº 1 "fazer amizade para toda a vida", este é o grande legado herdado de sua participação nos tempos das passarelas e estúdios fotográficos.
Em 1966, por exemplo, uma cearense loura de olhos verdes ficou em terceiro lugar no Miss Brasil. Francy Carneiro Nogueira, conseguiu a vaga para ser a brasileira no Miss Beleza Internacional, que acontecia em Long Beach, Califórnia. Como naquele ano não houve esse evento, Francy nem esperou para passar a faixa à sua sucessora: renunciou ao título para casar. Isso também aconteceu com Adriana Tavares que dois meses depois do Miss Brasil Mundo estava casando com o seu primeiro marido, segundo afirmou na live.
Fiz esse preâmbulo porque ao invés da morena do romance de José de Alencar que conquistou o coração do homem branco, Martim Soares, na telinha do meu celular surgiu uma loura de olhos azuis que nem parece que há trinta e quatro conquistou o terceiro lugar no Miss Brasil Mundo. O tempo não passou para Adriana. O rosto e o corpo são os mesmos da miss e manequim de passarela, embora já tenha um casal de filhos adultos, como mostram as fotos enviadas pelo Josenildo.
Saindo um pouco do foco da live, vale salientar que, se nas décadas de 50 e 60 os concursos de miss foram inundados pelas jovens batizadas Vera (Vera Ribeiro, Vera Brauner, Vera Saba, Vera Maia, Vera Couto, Vera Castro), na década 80 foi a vez das adrianas marcarem presenças permanente nos concursos de beleza. Só em 1987 a edição do Miss Brasil Mundo teve três adrianas: Adriana Collin, de São Paulo, segunda colocada; a homenageada desta crônica Adriana Tavares, terceira classificada; além da Adriana Meira, do Espírito Santo, semifinalista. Antes, em 1981, outras duas adrianas chegariam ao Top 1 e 2 do Miss Brasil Universo: Adriana Alves de Oliveira, do Rio de Janeiro, e Adriana Barcellos, do Amazonas. Então, ser Adriana nessa década era terminar nas passarelas.
Outra coincidência em 1987, o Miss Brasil Mundo foi o concurso das louras. Em sua totalidade, as candidatas tinham a pele clara e os cabelos louros. Em 2017, trinta anos após sua participação num concurso de miss, Adriana Tavares voltaria a ser notícia e dessa vez no jornal Extra, do Rio de Janeiro, e no programa Domingo Espetacular da TV Record, quando se viu pela segunda vez na passarela do Miss Brasil Universo, através da filha Alexia Duarte, Top 10.
Esbanjando naturalidade, jovialidade e simpatia, Adriana respondeu a todas as perguntas dos internautas e missólogos, com exceção da enviada justamente por mim. Indagada sobre qual a Miss Brasil Universo de sua preferência e que mais admira, a "Iracema Loura do Ceará " usou a diplomacia. Alegou ser uma pergunta de difícil resposta. Certíssima. Não quis se comprometer diante das muitas amizades feitas e conservadas até hoje. Até porque será a embaixadora e anfitriã do próximo encontro do Grupo Misses do Brasil, que no ano passado foi cancelado devido à pandemia do Corona vírus. O litoral cearense de Jericoacoara deve ser o destino das beldades para a confraternização, mantendo a amizade iniciada nos tempos dos concursos.
Perto de se aposentar como professora de escola pública, a Miss Ceará Mundo de 1987 mostra-se conectada e antenada com tudo que acontece em sua volta. Torce para a ciência descobrir rapidamente a cura da Covid19. " Que o mundo volte a ser o mesmo de antes e as pessoas possam se abraçar", finaliza.
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Imagens: Acervo de Adriana Tavares
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Link para a live,
https://www.youtube.com/watch?v=QYF3in743Ww&feature=youtu.be
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Esta secção SESSÃO NOSTALGIA é parte integrante da edição de 16.01.2021 do blog PASSARELA CULTURAL, www.passarelacultural.blogspot.com
Editor: Daslan Melo Lima
segunda-feira, 4 de janeiro de 2021
SESSÃO NOSTALGIA - Evandro Hazzy, do Forte Apache às passarelas
Depois de assistir à live de 12 de setembro, com mais de três meses de atraso, enviei um comentário ao Josenildo dizendo ter sido aquela "A Live das Lives do Miss Brasil Forever ", pela importância do convidado e o que dissera na entrevista ao responder as perguntas dos missólogos, misses e dos internautas em geral.
quarta-feira, 30 de dezembro de 2020
“É dentro de você que o Ano Novo cochila e espera desde sempre.”
Daslan Melo Lima
>>>>>>> Pausa para esquecer a pandemia do Coronavírus e cultivar a leveza no dia a dia.
Na contagem regressiva para
chegar ao novo ano, todos falam por uma só voz que foi muito complicado 2020.
Após o Carnaval, tivemos que administrar as inquietações diante da pandemia do Coronavírus.
E a um passo de um Novo Ano, como a situação não foi realmente controlada, ainda
temos que conviver com os cuidados e as tensões do dia a dia.
Os meios de comunicação estão
repletos de notícias sobre a pandemia. Não gostaria de me estender sobre o assunto. Quero
deixar esta página leve, assim como a brisa que sopra à beira do mar nas tardes
nordestinas. Quero ocupar esse espaço com um poema de Carlos Drummond de
Andrade (1902-1987), em nome dos pensamentos positivos que devem nortear a esperança em
dias melhores.
RECEITA DE ANO NOVO
Para você ganhar belíssimo Ano Novo
cor do arco-íris, ou da cor da sua paz,
Ano Novo sem comparação com todo o tempo já vivido
(mal vivido talvez ou sem sentido)
para você ganhar um ano
não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser;
novo
até no coração das coisas menos percebidas
(a começar pelo seu interior)
novo, espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,
mas com ele se come, se passeia,
se ama, se compreende, se trabalha,
você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,
não precisa expedir nem receber mensagens
(planta recebe mensagens?
passa telegramas?)
Não precisa
fazer lista de boas intenções
para arquivá-las na gaveta.
Não precisa chorar arrependido
pelas besteiras consumadas
nem parvamente acreditar
que por decreto de esperança
a partir de janeiro as coisas mudem
e seja tudo claridade, recompensa,
justiça entre os homens e as nações,
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,
direitos respeitados, começando
pelo direito augusto de viver.
Para ganhar um Ano Novo
que mereça este nome,
você, meu caro, tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo
cochila e espera desde sempre.
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Seja bem-vindo 2021, com a graça
de Deus!
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