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SEJA BEM-VINDO ! SEJA BEM-VINDA! VOCÊ ESTÁ EM PASSARELA CULTURAL, a sua revista on-line semanal, fundada em 02/07/2004. ***** Esta é a edição nº 633, referente ao período de 20 a 26 de agosto de 2017. ***** Editor: Daslan Melo Lima ***** Timbaúba, Pernambuco, Brasil ***** Telefone: (81) 9.9612-0904 (Tim). ***** WhatsApp: +55 81 9.9612.0904 ***** E-mail: daslan@terra.com.br

sábado, 13 de outubro de 2012

SESSÃO NOSTALGIA - Naida Lins de Albuquerque, uma deusa pernambucana dos anos 60


Daslan Melo Lima

PRÓLOGO
 Naida Lins de Albuquerque 
Miss Sport Club do Recife, finalista no Miss Pernambuco 1968

      Ela é um ícone da beleza pernambucana dos mágicos anos 60. Foi uma das mais fortes concorrentes ao título de Miss Pernambuco 1968, representando o Sport Clube do Recife, e em seguida, na condição de Miss Objetiva de Pernambuco, foi eleita Miss Objetiva do Brasil e vice-Miss Objetiva Internacional 1968. Seu nome: Naida Lins de Albuquerque, nascida em Olinda-PE, em 11/02/1949, que depois do seu reinado, ao se casar com Joaquim Fonseca, tornou-se a Sra. Naida Albuquerque Fonseca
      O concurso Miss Objetiva era promovido por uma associação de fotógrafos profissionais paulistas. Era uma espécie do Miss Brasil-Miss Universo em tom menor, mas que despertava muita atenção na mídia pela organização, nível das concorrentes,  seriedade e prestígio dos organizadores. As finais do certame em âmbito nacional e internacional eram realizadas na capital do Estado de São Paulo.
     Lembro-me como se fosse hoje de certa tarde na Praça Maciel Pinheiro, na frente do Hotel São Domingos, “o hotel das Misses”, centro do Recife. Centenas e centenas de pessoas se aglomeravam para ver a chegada da baiana Martha Vasconcellos, Miss Brasil e Miss Universo 1968, que tinha vindo participar de um desfile no Clube Português ao lado de outras misses nordestinas. Eu estava lá, testemunha daqueles momentos inesquecíveis. E foi na Praça Maciel Pinheiro que conheci pessoalmente naquela tarde de 1968 a Naida Lins de Albuquerque, morena linda de cabelos longos e sorriso cativante, acompanhada de sua mãe. Eu era um adolescente tímido e não tive coragem de lhe pedir um autógrafo. Com vocês, um pouco daquela deusa que marcou época, através de entrevista exclusiva a este blog.  
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                            NAIDA, VALEU A PENA SER MISS

Naida Lins de Albuquerque
Miss Objetiva de Pernambuco 1968
PASSARELA CULTURAL - Seus pais incentivaram você a ser Miss?
NAIDA ALBUQUERQUE - Meu pai torcia, mas “de longe”. Minha mãe era mais presente e procurou guardar cada jornal que falava sobre mim.
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PC - Qual a melhor recordação do tempo de Miss?
NA - O prazer de ser reconhecida e querida.
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PC -  Você acompanha os noticiários sobre os atuais concursos de Misses?
NA-  Não tanto quanto antes
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PC - Você deve ter recebido propostas para ser artista de TV e cinema. Porque não aceitou?
NA - Na época os valores eram outros e os meus objetivos também. Meu  pai não permitiria  que eu seguisse carreira artística. Logo após meu reinado de Miss, casei e constituí família.
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PC - Você incentivaria uma filha ou neta a participar hoje do concurso?
NA - Com certeza. Seria uma grande experiência para ela.
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PC - Valeu a pena ser Miss?
NADemais! Se voltasse no tempo faria tudo novamente, com certeza!
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PING-PONG COM NAIDA
Naida Lins de Albuquerque
Miss Objetiva do Brasil e vice-Miss Objetiva Internacional 1968 

         Um pouco mais de Naida Albuquerque no melhor estilo entrevista “ping-pong”. Sua maior virtude: Sinceridade. ***** Um sabor: Pudim de leite. *****  Clube esportivo: Sport Clube do Recife. ***** Religião: Católica. *****  Santos de devoção: São Jorge. ***** Um filme preferido: filmes de ação em geral. *****    ***** Um motivo de saudade: Minha mãe. *****  Um motivo de arrependimento: Não tenho. *****  Um motivo de orgulho: A vida. ***** Dia ou noite? Dia. *****  Samba ou frevo? Frevo. ***** A cidade dos seus sonhos: Recife. *****  Sonho de consumo: Viagens. *****  O maior sonho da sua vida: Viver sempre mais. *****  Se o mundo fosse acabar amanhã, o que faria hoje? Curtiria junto com a família até o último instante, sorrindo muito como sempre fiz. ***** Viver é... Felicidade. ***** Envelhecer é... Experiência. ***** Morrer é... O caminho de todos.***** A música da sua vida: O Hino do Elefante de Olinda, de Clídio Nigro e Clóvis Vieira. “Ao som dos clarins de momo  / o povo aclama com todo ardor. / O elefante exaltando as suas tradições   / e também seu esplendor. /// Olinda, este meu canto / foi inspirado em teu louvor. / Entre confetes, serpentinas, venho te oferecer / com alegria o meu amor. ///  Olinda! Quero cantar a ti esta canção. / Teus coqueirais, o teu sol, o teu mar / faz vibrar meu coração. / De amor a sonhar, minha Olinda sem igual / Salve o teu carnaval !”
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NAIDA E O LEÃO DO SPORT 

          As imagens de Nadia que ilustram esta matéria são reproduções de fotos originais pertencentes ao seu arquivo pessoal, mas a ilustração acima é uma das relíquias do meu acervo sobre concursos de Misses. Trata-se da capa da revista Sport Club do Recife-Boletim Informativo, de maio de 1972, quatro anos após Nadia ter conquistado para Pernambuco o primeiro título de Miss Objetiva do Brasil, uma prova do quanto o Sport tinha orgulho de sua Miss de 1968. Depois de Nadia, duas pernambucanas foram eleitas Miss Objetiva do Brasil: Rosângela Carvalho Monteiro da Silva, em 1971,  e Fátima Antunes, em  1972, também segunda colocada no Miss Objetiva Internacional. 
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 EPÍLOGO

          Naida Lins de Albuquerque, ou melhor, Naida Albuquerque Fonseca, mora no Recife e guarda com carinho as faixas, recortes e fotos de um tempo que permanece vivo em suas lembranças, recordações preciosas do seu reinado de Miss. É uma mulher feliz, como esposa de Joaquim Fonseca; como mãe de Morgana, Marcelo José, Marco Aurélio e Sandra; e como avó de cinco netos (três meninas e dois meninos). Sua beleza continua na alegria de viver e no sorriso franco. A Miss Objetiva do Brasil 1968   vive o destino típico daquelas jovens maravilhosas, personagens de um mundo mais lento, simples e romântico: os anos 60.  
           Eis um conselho de Naida para os leitores: Curta, com responsabilidade, mas curta. Não deixem oportunidades passarem, agarre-as e viva. Mas viva mesmo, como se todos os dias fossem os últimos.  
          Naida, a nossa querida Miss que tanto fez história em Pernambuco, com sua classe e carisma, é quem mais segue o conselho dado
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        O resumo desta Sessão Nostalgia é o destaque da secção Perfil do jornal CORREIO DE NOTÍCIAS, edição de outubro, publicação onde assino uma coluna sociocultural. 
O jornal circula nos  Estados de Pernambuco e Paraíba. 


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P.S.: Naida Albuquerque morreu pouco tempo depois desta Sessão Nostalgia, em 06/11/2012. Confira a reportagem em memória clicando neste link
http://passarelacultural.blogspot.com.br/2012/11/sessao-nostalgia_10.html

6 comentários:

Anônimo disse...

Adorei conhecer mais uma Miss nordestina dos anos 60, uma prova do quanto essa região é um celeiro de beldades.

Até agora, eu sabia que 1968 foi excelente para o Brasil, com as vitórias da baiana Martha Vasconcellos (Miss Universo) e da carioca Maria da Glória Carvalho (Miss Beleza Internacional).
Foi bom saber que o Brasil quase conquistava outro título mundial com a Nadia Albuquerque.

C.Rocha de Floripa

Anônimo disse...

Daslan,

que matéria maravilhosa você ilustra o mês de outubro! Nádia mostra como as misses se destacavam no seu tempo. Eram lindas, de famílias de bem, classudas e honravam as instituições que representavam.

O ano de 1968 deu muita dor de cabeça aos jurados, porque tiveram muito trabalho para eleger a mais bela pernambucana. Três misses se destacavam aparecendo como favoritas ao título: Nádia Lins de Albuquerque(Sport), Maria Eunice Mergulhão(Intermunicipal de Caruaru) e Rosa Maria Bastos(Clube Português).

Surpreendentemente, eis que surgiu no caminho delas a beleza mignon e suave da sertaneja Gizoneide Diniz, de Arcoverde, que quase arrebata o título, ficando em segundo lugar, deixando empatadas na terceira colocação Nádia e Rosa Bastos.

Seria interessante se você descobrisse por onde anda Rosa e Gizoneide para compartilhar com os leitores histórias tão encantadoras como essa que narrou a trajetória vitoriosa de vida da minha querida Miss rubro-negra.

Vida longa a Nádia e uma semana iluminada a todos os leitores do Passarela Cultural.

Muciolo Ferreira, jornalista do Recife, ex-coordenador do Miss Pernambuco em 1988 e 1989.

Anônimo disse...

Eu era mocinha naquele concurso de Miss PE-68 e estava ao lado da minha familia torcendo pela Miss Sport.
Registro aqui minha emoção em saber notícias de Nadia.

LuizaMarilac
Campina Grande/PB

Anônimo disse...

Não há dúvida que esta morena linda de cabelos longos foi uma deusa dos anos 60.
Como emociona para quem a viu na mídia daquele tempo saber que é uma mulher feliz!

Belo resgate de 1968!

R.S.(Caruaru,PE)

Anônimo disse...

VENHO INFORMAR A TODOS QUE INTERESAR QUE NOSSA AMIGA NADIA LINS DE ALBUQUERQUE, FALECEU HOJE DIA O6/11/12

DASLAN MELO LIMA disse...

Naida morreu ontem, terça-feira, 06/11/2012, às 13 horas, no Hospital Geral do Recife, devido a complicações de saúde decorrentes de um câncer no fígado.

Fui ao seu sepultamento, ocorrido hoje, quarta-feira, 07/11/2012, às 10 horas, no Memorial Guararapes, em Jaboatão dos Guararapes.

No próximo sábado, 10, estarei reeditando esta SESSÃO NOSTALGIA e contando maiores detalhes sobre o assunto.

À família enlutada, renovo aqui as minhas condolências.

Daslan Melo Lima
Timbaúba-PE