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sábado, 25 de julho de 2015

SESSÃO NOSTALGIA - Ana Cristina Ridzi e Elisabete Santos, um duelo amistoso de umbigos

Daslan Melo Lima 
       
           
Ana Cristina Ridzi, Miss Guanabara, Miss Brasil 1966.

      

       Retiro de uma estante a revista Manchete, ano 14, nº 755, de 08/10/1966, e encontro Ana Cristina Ridzi (1947-2015) vestida num maiô azul da marca Catalina, exibindo seu porte de rainha e seu  belo sorriso ornamentados  pelo cetro, faixa e coroa de Miss Brasil 1966. Na mesma publicação, em página dupla, ela e Elisabete Santos, Miss Renascença, terceira colocada no  Miss Guanabara 1966, vestem  biquínis, uma ousadia para a época.


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Assim é se lhe parece – O duelo do umbigo

A loura e a mulata estão de volta. Ana Cristina Ridzi, Miss Brasil, e Elisabete Santos (princesa nº 3 no concurso Miss Guanabara), decidiram reaparecer juntas numa passarela improvisada. Enquanto disputavam os títulos de beleza, não podiam usar maiô de duas peças. Isso deu margem a uma pequena controvérsia no Maracanãzinho. Uns diziam que, se o maiô não fosse inteiriço, Ana perderia para Elisabete. Outros afirmavam justamente o contrário. Então elas, que se tornaram grandes amigas, resolveram que só juntas apareceriam pela primeira vez com o umbigo de fora. Agora que se aproxima o verão, convocaram os fotógrafos e travaram esse bonito (e amistoso) duelo. Resultado, visíviel na foto: o violão da mulata é mais afinado do que o de Miss Brasil. Mas Ana Cristina, na solidez de seu corpo, constitui um páreo duro para as deusas da fama, tais como Úrsula Andress e Sofia Loren.


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Na capa da revista Manchete, Patrícia Brito e Cunha Engelke, Glamour Girl 1966, e Roberto Carlos. Ao fundo, "Rock and Roll", meu cachorro.

      Largo a revista Manchete numa cadeira do terraço e tento dissipar a nostalgia.  Julho logo mais morrerá nos braços de agosto, o mês que rima com gosto, mas também com desgosto. 


     O céu azul que a natureza oferta de graça, na frente da minha casa, neutraliza qualquer superstição. Os ventos de agosto se aproximam soprando uma certeza: forte continuará minh’alma para admirar o que é belo, embora o mundo hoje seja outro, os valores sejam outros e as anas e elisabetes sejam outras.

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2 comentários:

Anônimo disse...

Minha tia tinha uma revista igual a essa. Fui no Google e pesquisei o nome da jovem que aparece na capa ao lado de Roberto Carlos, Patrícia de Brito e Cunha Engelke. Ela nasceu no Rio de Janeiro, em 26.07.1947, e morreu no Rio de Janeiro, aos 07.10.1996.

Um abraço.
C. Rocha de Floripa

Anônimo disse...


Daslan,

o Miss Guanabara de 1966 ficou marcado eternamente pela participação das irmãs gêmeas Ana Cristina e Elizabeth Ridzi. Todavia houve outras disputas acirradas entre as oito finalistas, a exemplo dos clubes de futebol Flamengo e Fluminense, cujas misses ficaram em quinto e no quarto lugar.

Também pela presença, pela primeira vez no concurso, de duas mulatas espetaculares. Elisabete Santos, do Clube Renascença, e Maria da Conceição, que adotou o nome artístico de Marina Montini, do Grêmio Recreativo e Social Cacique de Ramos. Foi o ano das melhores candidatas do certame carioca. Porque caíria muito bem a faixa de Miss Guanabara em qualquer uma das oito finalistas.

Uma ótima semana.

Muciolo Ferreira