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SEJA BEM-VINDO ! SEJA BEM-VINDA! VOCÊ ESTÁ NO BLOG PASSARELA CULTURAL, cujas postagens, na maioria das vezes, são postadas aos sábados e domingos. Nossa trajetória começou em 02/07/2004, com o nome de Timbaconexão, como coluna sociocultural do extinto site de entretenimento Timbafest. Em 12/10/2007, Timbaconexão migrou para blog com o nome de PASSARELA CULTURAL, quando teve início a contagem de visitas. ***** Editor: DASLAN MELO LIMA - Timbaúba, Pernambuco, Brasil. ***** Contatos : (81) 9-9612.0904 (Tim / WhatsApp). E-mail: daslanlima@gmail.com

sábado, 19 de novembro de 2016

Um recado para a Lua

         Na noite da última terça-feira, 14, fiquei muito tempo de olho em ti, curioso para te ver mais perto de mim. Sabes que minha paixão é antiga, desde quando espalhavas prata sobre as pedras do rio Canhoto, na minha alagoana São José da Laje, no meu tempo de garoto. Ali, sim, a impressão é que estavas a poucos metros de mim.  
         Talvez estivesses chateada com tanta gente te observando, por isso, como muitos parecem não te dar importância no dia a dia, optasses permanecer recatada em alguns lugares. 
       

        Dizem que só em 2034 é que voltarás a ficar outra vez tão perto da Terra. Pouco importa. Prefiro tua vida longe da mídia, na tranquilidade e simplicidade das noites comuns, quando desfilas no meu quintal linda, solitária, majestosa e nua. 
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- Daslan Melo Lima, em Timbaúba, PE, novembro de 2016.

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REFLEXÃO


"Pior é uma verdade diminuída do que uma mentira mui declarada; porque a verdade diminuída  na essência é mentira e tem aparências de verdade; e mentiras que parecem verdades são as piores mentiras de todas." 
- Padre Antônio Vieira (1608-1697), missionário português.

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DE TIMBAÚBA PARA O MUNDO



SOCIEDADE


BODAS DE PAPOULA – Jefferson Pedro (Gegê) e Rosani Carla Alves, oito anos de carinho e cumplicidade.
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BELEZA EM DOSE DUPLA – A tranquilidade de Mateus, filho de Juca Queiroz e Mirelle Vieira, nos braços da prima Maria Ezir.
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BODAS DE PRATA – “O amor é paciente, tudo crê, tudo espera, tudo suporta”, citação predileta de Luiza Maria e Otávio Luiz.
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JUVENTUDEJoás Henrique e Kevelly Alessandra, o Mister e a Miss Juvenil 2016 da Escola Municipal Dr. Antônio Galvão Cavalcanti (Ginásio Municipal).
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A VOLTA - Com um repertório eclético e de bom gosto, Rogério Falcão voltou a cantar nas noites timbaubenses.
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FAMÍLIA - O jovem casal Jocafe Galvão e Suênia Andrade, felicidade ao lado do filho Lucas, símbolo de esperança num mundo melhor.
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TÚNEL DO TEMPO 


Pessoas observam as alunas da Escola Santa Maria que desfilam com elegância nas ruas centrais de Timbaúba. A cena é de um tempo que se foi, para sempre se foi. Uma senhora caminha ao lado de uma menina que hoje talvez nem se recorde que fez parte da imagem. Um menino passa com sua caixa de engraxate nas costas sem saber que está sendo fotografado e que na foto ficará menino, eternamente menino. ***** Imagem: acervo de Nilza Simões Albuquerque/Facebook, página Encontro de ex-alunas do Colégio Santa Maria.

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SESSÃO NOSTALGIA - “Miss Brasil”, uma música da Banda do Pinduca para Celice Marques

Por Daslan Melo Lima

     Na época de réveillon e carnaval, um disco gravado pela Banda do Pinduca toca muito em Pernambuco, principalmente no Recife e na zoina da mata norte, da qual faz parte Timbaúba, a cidade onde vivo. Entre as músicas, sucesso absoluto para “Miss Brasil”, dedicada a Celice Pìnto Marques da Silva, Miss Pará, Miss Brasil e semifinalista (Top 12) no Miss Universo 1982.

Garota formosa,
 Cheirosa a patchouli,
Na terra das mangueiras surgiu Celice,  
A Miss Brasil.

Vai moreninha ao mundo mostrar
Mais uma riqueza que tem o Pará.
Brilha no céu tua beleza também,
 Estrela da minha Belém.

Salve o Bancrévea que a descobriu
É paraense a Miss Brasil.
    
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Celice, garota formosa

         Natural de Bélem, Pará, 1 metro e 80 centímetros de altura, a hoje Dra. Celice Marques, médica, radicada em São Paulo, capital, foi eleita a Miss do seu Estado aos 18 anos de idade, representando o tradicional clube Associação de Desportos Recreativa Bancrévea, criado em 1891. Trata-se do segundo clube náutico mais antigo do Brasil (o primeiro é o Clube Barroso, no Rio Grande do Sul). 

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         No dia 26/06/1982, no Palácio das Convenções do Anhembi, em São Paulo, Celice foi eleita Miss Brasil. Um mês depois, no Coliseo Amauta, em Lima, Peru, em meio às 77 concorrentes ao Miss Universo, conseguiu classificação entre as semifinalistas (top 12).

             Quando da sua despedida do reinado de Miss Brasil 1982, Celice respondeu às perguntas do apresentador Sílvio Santos com doçura e emoção.   
          
Sílvio Santos – Hoje é o último dia do seu reinado. Como passou o ano e o que você tem a dizer para os telespectadores?  
Celice Marques - Eu acho que faz tempo que eu não fico com o coração batendo tão rápido. Foi maravilhoso. Eu espero contar com vocês a cada dia do ano que vem. Que eu continue sendo para vocês uma lembrança, porque vocês serão sempre uma lembrança para mim. Esse momento agora eu não vou esquecer jamais. Eu amei ser Miss Brasil! Foi ótimo conviver com todos vocês esse ano todo. Foi fantástico. Só assim eu poderia conhecer vocês todos.
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Sílvio Santos – Celice, você me dizia ontem que ficou muito conhecida em Belém do Pará, não é mesmo? Porque pela primeira vez uma Miss Pará foi eleita Miss Brasil.
Celice MarquesEu sou a primeira Miss Brasil paraense. Esse é o meu maior orgulho.
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Silvio Santos – E valeu a pena ser Miss Brasil?
Celice Marques Claro! Só valeu!
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Sílvio Santos - E qual foi o seu momento mais emocionante? Ano passado quando você recebia a coroa de Miss Brasil ou hoje nesta sua despedida?
Celice Marques : Hoje. Eu acho que hoje é  mais  emocionante que no ano passado. Porque no ano passado, apesar da surpresa, eu não tinha alguma coisa para deixar. Eu estava levando alguma coisa. E quando você deixa é bem mais difícil. 
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                                 Celice, cheirosa a Patchouli


         Patchouli é uma herbácea da família das gramíneas, originária da Malásia. Suas folhas são utilizadas para confeccionar chapéus, mas é nas raízes que está seu grande atrativo. Dotadas de um perfume peculiar, quando secas são usadas para confecção de leques, bonecas, renas e ainda no preparo de "garrafadas". Misturadas a outras raízes e cascas de árvores igualmente perfumadas dá origem ao " Cheiro do Pará". Fonte: www.cdpara.pa.gov.br/


       Pinduca, nome artístico do paraense Aurino Quirino Gonçalves, completa 80 anos de idade no dia 04 de junho do próximo ano. O artista foi muito feliz ao gravar e divulgar uma música que transmite muita energia, e que enaltece a figura de uma garota formosa, cheirosa a Patchouli, Celice Marques, eterna Miss Brasil 1982. 

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Para ouvir a música “Miss Brasil”,
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Celice no Top 12 do Miss Universo 1982,
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Celice na despedida do seu reinado,


sábado, 12 de novembro de 2016

A LEI DO AMOR - Lá vai o trem com o menino


           
      
      Quando Velho Chico, a última novela global chegou ao fim, prometi a mim mesmo que iria passar um longo tempo sem assistir aos folhetins televisivos.  Não que a trama tenha sido ruim, ao contrário, mas a morte do ator Domingos Montagner, semanas antes do último capítulo, levou-me a inúmeras reflexões, entre elas a de não perder tempo diante da televisão assistindo às ficções.  Bastava-me as novelas da vida real. 
           No entanto, não resisti minha curiosidade e logo no primeiro capitulo de A Lei do Amor vi que estava diante de um bom enredo. Outra coisa que despertou a minha vontade de acompanhar a nova novela da TV Globo foi a música de abertura O Trenzinho Caipira, de Heitor Villa-Lobos com letra de Ferreira Gullar, na voz de Ney Matogrosso.


Lá vai o trem com o menino
Lá vai a vida a rodar
Lá vai ciranda e destino
Cidade noite a girar
Lá vai o trem sem destino
Pro dia novo encontrar
Correndo vai pela terra, vai pela serra, vai pelo mar

Cantando pela serra do luar
Correndo entre as estrelas a voar
No ar, no ar, no ar... 

     Inebriado por uma das minhas canções favoritas, lá vai eu, lá vai o tempo diante da televisão acompanhando mais uma novela. Lá vai minha fantasia voando pela serra e pelo ar, diante dos protagonistas Reynaldo Gianechini e Cláudia Abreu, vivendo personagens que conhecem tristezas e alegrias,  tais como as que conhecemos na vida real.   
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Ouça Ney Matogrosso cantando O Trenzinho Caipira
Basta um clique neste link
https://www.youtube.com/watch?v=irFptP8TWEo
 
 
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DE TIMBAÚBA PARA O MUNDO - Banda 1º de Novembro, a gloriosa Pé de Cará chegou aos 94 anos de existência


          A Sociedade de Cultura e Musical 1º de Novembro, instituição à qual pertence a Banda 1º de Novembro, celebrou 94 anos de fundação antecipadamente, na manhã do último domingo de outubro, antevéspera da data oficial, ocasião onde foram inauguradas as salas Jeová Barboza e Luiz Vilar, espaços destinados às reuniões da presidência e biblioteca, respectivamente. 
       Essa ampliação do imóvel foi o maior marco da gestão do advogado Fernando Andrade, ex-presidente, o qual continuará compondo a nova diretoria, desta vez sob a presidência do empresário Otávio Luiz

Familiares do saudoso Luiz Vilar. 
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Uma senhora se protegeu do sol para acompanhar a cerimônia. 
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Dr. Fernando Andrade e Jeová Barboza Lira Cavalcanti. 
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Entre as personalidades presentes, Antônio José Paz de Menezes, Giorgio Bertino e Dr. Jefferson Leal.


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O exemplo melhor de um ideal



        Seis anos, apenas seis anos, é o tempo que resta para a Banda 1º de Novembro, a gloriosa “Pé de Cará”, completar um século de existência. A Sociedade de Cultura e Musical 1º de Novembro é um orgulho timbaubense e precisa de um olhar especial de todos, a fim de que o seu hino, música de Diógenes Soares e letra de Simplício Ferreira, continue ecoando em nossos corações. 


Companheiros na grande jornada

Desta vida de luta e de glória, 
Não devemos temer na cruzada, 
Para os louros colher da vitória. 
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(Refrão) 
Que este canto de doce ternura 
Seja o hino de amor destes céus 
E possua a harmonia e a doçura 
Das orquestras regidas por Deus. 
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Exaltemos nos mestres famosos
A beleza imortal e a magia
Dos poemas, dos sons gloriosos, 
Na conquista maior da harmonia.
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Companheiros se nesta jornada 
Sucumbirmos um dia afinal
Deixaremos na santa cruzada 
O exemplo melhor de um ideal.
 
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SESSÃO NOSTALGIA - Marcli Rosseti dos Guimarães, a arma do Clube Militar para a guerra das misses de 1959

Daslan Melo Lima


           O rosto bonito e o corpo harmonioso de Marcli Rosseti dos Guimarães estampou a capa da revista Mundo Ilustrado, de 13/06/1959, em três ângulos, fotografados por Campanella Neto. Eleita Miss Clube Militar do Rio de Janeiro, ela tinha disputado o primeiro concurso de Miss Brasília, onde perdeu para Marta Garcia, sua vice no clube carioca. Era apontada como forte candidata ao Miss Distrito Federal, na época Rio de Janeiro, pois Brasília seria inaugurada no ano seguinte. No Maracanãzinho, obteve o quinto lugar, no ano em que a disputa mais forte ficou entre as candidatas de Vila Isabel, Vera Ribeiro, primeira colocada, e Denise Rocha de Almeida, do Flamengo, classificada em segundo lugar.

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As medidas perfeitas cercam as esperanças de Marcli na batalha com a fita métrica e fazem defesa cerrada.
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     Esporte e vida ao ar livre ajudam a manter corpo e mente sadios.
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    Marcli Rosseti dos Guimarães só tinha medo de Miss Flamengo na disputa do cetro da beleza carioca.  Lia os livros da escritora francesa  Françoise Sagan (1935-2004) no original e estudava inglês.  Preferia a música popular brasileira e achava Recado uma das coisas boas de se ouvir. 
     Seu nome na Mundo Ilustrado estava escrito Marcli Rosete, mas preferi escrevê-lo aqui tal como apareceu na revista O Cruzeiro que fez a cobertura do Miss Distro Federal 1959.
      Fui no Google e descobri que naquele ano Recado, samba de Luiz Antônio e  Djalma Ferreira, tinha sido gavado pela cantora luso-brasileira Vera Lúcia
  
Você errou
Quando olhou pra mim
Uma esperança fez nascer em mim
Depois levou pra tão longe de nós
Seu olhar no meu
A sua voz

Você deixou
Sem querer deixar
Uma saudade enorme em seu lugar
Depois nós dois cada qual
A mercê do seu destino
Você sem mim
Eu sem você

Saudade meu moleque de recado
Não diga que eu me encontro nesse estado

            Clico no Youtube, fecho os olhos e viajo ao som da musica e da voz linda e suave de Vera Lúcia para um tempo que se foi, para sempre se foi.

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Vera Lúcia cantando Recado,  
https://www.youtube.com/watch?v=lNkFIOJeqZ0
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Sessão Nostalgia dedicada ao Miss Distrito Federal 1959, 
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Como foi o primeiro concurso Miss Brasília,
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Por onde anda a primeira Miss Brasília,

sábado, 5 de novembro de 2016

Detalhes da vida que não têm preço


     Òs ´primeiros frutos do meu pé de manga rosa começaram a amadurecer. Mandei três deles para a minha amiga Nadilza Lima de Moraes. Ela gostou tanto do meu gesto que postou a foto das mangas no  Facebook com o seguinte texto: Estou eu trabalhando. De repente sou surpreendida por este mimo do meu amigo Daslan Melo Lima. Detalhes da vida que não têm preço. Obrigada amigo. 
    A postagem rendeu dezenas de curtidas e comentários. Coisa boa saber que o meu gesto despretensioso tenha levado muita gente a refletir sobre o valor das coisas simples da vida.
    Vou concluir esta crônica com uma citação de Benjamin Franklin (1706-1790), político e cientista americano: "Você me diz, eu esqueço; Você me ensina, eu me lembro. Você me envolve, eu aprendo." 

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DE TIMBAÚBA PARA O MUNDO - Usina Cruangi, memórias de um patrimônio pernambucano

>>> A produção da safra de 1980/81 foi de 1.056.042 sacos de 50 kg de açúcar. O rendimento industrial foi o melhor de Pernambuco.

    Terminada a primeira guerra mundial (1914-1918), o mundo entrava numa nova era de progresso industrial. As guerras são os grandes elementos geradores, pois o homem produz mais nas necessidades. Não fugiu a esta determinação histórica, “seu” Belo, senhor de engenho, dono de Genipapo, Triunfo e Carnaúba, anexos e localizados no município de Timbaúba, norte de Pernambuco, já nas fronteiras da Paraíba e também no fim da zona da mata e transição para a caatinga. Seu Belo, mesmo sem nada entender do assunto, abastado senhor de engelho, lança-se na aventura de ser usineiro. Compra um lote de ferro velho e monta, em terras do engenho Genipapo, às margens do riacho Cruangi, a Usina Genipapo. Em 1919, colhe sua primeira sagra, reduzida em face da grande seca daquele ano. Em 1912, a Usina Genipapo se encontrava insolvável e hipotecada ao Banco do Recife. 
          Julio de Queiroz nasceu no engenho Cuieiras, no município de Aliança, vivinho de Timbaúba. Seu pai, Coronel Manoel Caetano da Costa Queiroz, era um rico senhor de engenho, tendo deixado para seus três filhos sete engenhos de porteira fechada. O caçula Júlio, tendo ficado órfão de mãe aos sete anos de idade, foi obrigado a estudar cedo num colégio de Tracunhaém e posteriormente no Recife. Terminados os preparatórios, cursou a Faculdade de Medicina da Bahia, onde se doutorou em 1906. O jovem, durante dois anos, foi médico de bordo de nos navios-gaiolas de Belém e Manaus. Em 1910, casava-se com Dona Guiomar de Andrade, filha do comerciante Coronel João de Andrade, dono do armazém Antônio Vicente & Cia. 
              Estando a Usina Genipapo hipotecada ao Banco do Recife, reuniram-se Dr. Julio de Queiroz, Jader de Andrade, Hugo de Andrade e Antonio Vicente de Andrade e João de Andrade Sobrinho, todos cunhados e parentes e formaram a firma Andrade Queiroz & Cia, que comprou a Usina Genipapo por oitocentos contos de reis. Em 1921, o Dr. Julio assumiu a direção da usina, tendo mudado o nome para Usina Cruangi, e ali permaneceu até sua morte, em 07 de setembro de 1974. 
          Em 1916, sob a orientação de um técnico francês, Alexandre O’Henry, foi feita a primeira reforma com a compra à Usina Mussurepe de um conjunto de moenda, dez cristalizadores, uma bomba de ar seco com condensador central, dois vácuos de serpentinas. Todo material de fabricação francesa e seis centrífugas de fabricação inglesa. Com esta primeira reforma, a produção máxima foi de 176.300 sacos na safara de 48/49. Em setembro de 1949, a razão social passou a ser Usina Cruangi S.A. Nova reforma básica foi feita em 1959, toda com recurso próprio, alcançando a produção recorde de 667.790 sacos na sagra 72/73. Em 1973, com o advento do Decreto-lei nº 1.266, de 26 de março, foi mais uma vez empreendida uma reforma completa na usina com o objetivo de eliminar os pontos de estrangulamento existente. Ali tudo foi jeito para elevar a moagem da Cruangi para 150 toneladas por hora, igual a 3.600 toneladas por ano. 
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O texto e a ilustração desta página foram publicados na revista Timbaúba Centenária, editada pela Prefeitura Municipal de Timbaúba em fevereiro de 1982. Nessa época, conforme dados da referida publicação, a Usina Cruangi possuía capacidade de moagem em torno de 60.000 toneladas de cana por dia. Sua produção na safra de 1980/81 rendeu 1.056.042 sacos de 50 kg de açúcar, 7.916.000 litros de álcool. O rendimento industrial na safra de 1980/91 tinha sido o melhor de Pernambuco, 102,5 kg açúcar/t. de cana.

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SESSÃO NOSTALGIA – Conselhos de Ieda Maria Vargas e reflexões de Rachel de Queiroz para Raíssa Santana, Miss Brasil 2016

Daslan Melo Lima


        Faz poucos instantes que mergulhei no meu acervo de revistas antigas sobre misses, atrás de uma matéria sobre Ieda Maria Vargas, Miss Rio Grande do Sul, Miss Brasil e Miss Universo 1963, onde ela dava oito conselhos de como Ângela Vasconcelos, Miss Paraná, Miss Brasil 1964, deveria se conduzir no concurso Miss Universo.

Revista Fatos & Fotos, 11/07/1964

         Dos oito conselhos, cinco deles, no meu entender, são atemporais e poderiam ser importantes para Raíssa Santana, Miss Paraná, Miss Brasil 2016. Vejamos:  Seja sempre pontual; Não queira aparecer demais... **** Trate a todos, homens e mulheres, com urbanidade, inteligência e simpatia... ***** Desfile com naturalidade, sem muitos requebros... ***** Faça o seu specah sobre o Brasil, o traje típico e a emoção de participar do concurso: os americanos gostam de coisas leves. ***** Não queira fazer nada fora dos limites do concurso: os regulamentos são muito rigorosos.

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      Caso essa Sessão Nostalgia, minha encantadora Raíssa, chegue até você, peço que, também, medite nos trechos abaixo, extraídos de uma crônica primorosa da escritora cearense Rachel de Queiroz (1910-2003). Essa pérola foi dedicada à Emília Corrêa Lima, Miss Ceará, Miss Brasil e semifinalista no Miss Universo 1955, e publicada na revista O Cruzeiro, edição de 30/07/1955.


 “... não acredite nunca quando lhe disserem que beleza é um acidente que não tem valor, que não dá felicidade, que mais vale inteligência, etc. Isso são chavões nascidos do desejo e da necessidade de consolar os feios. Uma bela mulher é uma perfeita obra de arte. Seja bonita com orgulho, com tranquilidade, com segurança...”
 “ Tudo são dons, dons gratuitos, que se recebem da fonte de todos os dons. Valerão eles menos por isso? E a beleza, entre os dons, é o mais alto de todos: o maior elogio que se pode fazer a uma realização, a uma paisagem, a um poema, é dizer que são belos. Por que a beleza é a coroa que os completa. Nem a virtude se concebe sem beleza, nem a divindade. ”
“... a beleza atrai o amor e a devoção. Porque a beleza é como um selo de Deus. ”
“Você foi escolhida a mulher mais bela do Brasil. É um grande título, não acredite em quem lhe deprecie o valor, nunca desdenhe o seu dom maravilhoso. Todos lhe queremos bem por isso, lhe somos gratos por ter nascido e se criado tão bonita, nos orgulhamos de você. “

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         Sucesso, Raíssa Santana, garota baianense. Ter a Bahia como berço, magia de todos os santos. Ter o Paraná como destino e se tornar a Miss Brasil 2016, quiçá Miss Universo, conspiração de todos os deuses.  

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sábado, 29 de outubro de 2016

Pausas para agradecer a Deus


Pausa para agradecer a Deus por mais um mês de outubro na minha vida. 
Pausa por sua amizade, amigo, amiga, leitor, leitora, que reservou alguns minutos na sua agenda para me desejar feliz aniversário no dia 17; 
Pausa para sentir o vento; 
Pausa para pedir ao Senhor do Universo que ilumine nossa caminhada no conturbado planeta Terra. 
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- Daslan Melo Lima, em São Vicente Férrer, Pernambuco.

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REFLEXÃO

"Dois horizontes fecham nossa vida: Um horizonte, a saudade do que não há de voltar; Outro horizonte, a esperança dos tempos que hão de chegar."
- Machado de Assis (1839-1908), escritor, poeta e cronista carioca. 

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