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sábado, 15 de outubro de 2011

SESSÃO NOSTALGIA - UMA TARDE COM VERA LÚCIA COUTO, MISS GUANABARA 1964

Daslan Melo Lima

     Na última quinta-feira, 13ª tarde de outubro de 2011, eu estava no escritório da empresa DJ-Publicidade, do meu amigo Daniel Oliveira, revisando a minha coluna sociocultural mensal da revista Timbaúba em Foco, antes dela ser enviada para impressão em uma gráfica de Carpina, quando o meu celular tocou. Era a  voz do meu amigo jornalista Muciolo Ferreira, do Recife, pedindo que eu ligasse a televisão na TV Brasil, no programa Sem Censura, de Leda Nagle. Rapidamente, sem me preocupar se o meu gesto iria atrapalhar a concentração do Daniel, que negociava com a secretária e um cliente a inserção de uma matéria na revista, pedi  a ele que ligasse a televisão. “Por favor, ligue no Sem Censura, uma das minhas deusas está sendo entrevistada.”  Daniel indagou:  “Quem é essa deusa tão especial? Gisele Bundchen? Camila Pitanga? Angelina Jolie?” Respondi: “Não! Nenhuma delas ! Trata-se de Vera Lúcia Couto, uma das minhas deusas dos anos 60”. 
        
     Daniel ligou a TV no momento em que Vera Lúcia Couto estava falando. Voz suave, rosto belo e sereno. Pedi a ele que tirasse uma foto minha perto da imagem de Vera que aparecia na TV e depois passei a clicar várias imagens como se ali, na minha frente, estivesse Vera, ao vivo. O programa estava repleto de assuntos relevantes: a psicóloga Eda Fagundes falava da polêmica diferença entre traição e deslealdade;  o mastologista Maurício Magalhães conversava sobre câncer de mama; a diretora de cinema Cecília Amado apresentava  o filme “Capitães da Areia”, inspirado em uma das mais conhecidas obras de seu avô, Jorge Amado, e a consultora e especialista em empreendedorismo e marketing feminino Fádua Sleiman abordava seu livro “Marketing de Batom”, sobre  relações empresarias. Para mim, no entanto, nada daquilo tinha tanto interesse como a presença da Assessora da Diretoria de Operações e Eventos da Riotur, Vera Lúcia Couto, que em 1964 foi eleita Miss Renascença, Miss Guanabara, segunda colocada no Miss Brasil e terceira no Miss Beleza Internacional.
 
      
     Entre suas declarações, Vera Lúcia Couto disse  que a saudosa Maria Augusta Nielsen, a Maria Augusta da Socila, que dava aulas de etiqueta e passarela às misses, passava as mãos nos cabelos das candidatas quando desconfiava que eram perucas, o que não era permitido. As misses que por acaso usassem enchimentos, apelidados de sex-appeal, para aumentar o busto, o que também não era recomendado, recebiam reclamações de Maria Augusta. Vera Lúcia  falou dos preconceitos que enfrentou, das viagens, da família (foi casada com um descendente de italianos, teve dois filhos e já tem um bisneto), etc. Frisou bem que valeu a pena ter sido Miss e confessou: “Eu sempre digo que a imprensa foi a maior responsável pela minha vitória. Eu estava em todas as capas de revistas, em todos os jornais.”

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      O menino que um dia eu fui acabou de rever várias imagens de Vera Lúcia, nos meus antigos álbuns de recortes e em velhas revistas que guardo com carinho.

Vera Lúcia Couto, com maiô Catalina e a faixa de Miss Guanabara 1964. Foto: revista O Cruzeiro.
Vera Lúcia Couto na passarela do Maracanãzinho, Rio de Janeiro, na noite do concurso Miss Brasil 1964, onde foi a segunda colocada. Foto: revista Fatos & Fotos.
Vera Lúcia Couto em Long Beach, Estados Unidos, na passarela do Miss Beleza Internacional, onde conquistou o terceiro lugar e o título de Miss Fotogenia. Foto: revista O Cruzeiro.
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     A Vera Lúcia Couto de ontem não é a mesma de hoje, assim como o Daslan Melo Lima de ontem não é o mesmo de hoje, assim como o  mundo e os valores de ontem não são os mesmos de hoje. Em comum, entre o fã e a deusa, esta nostalgia em torno de um  tempo que se foi, para sempre se foi.
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Timbaúba-PE, na 15ª tarde de outubro de 2011. 
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Detalhes:
1 - Para ver /rever o programa Sem Censura, na íntegra, acesse o Youtubbe, http://www.youtube.com/watch?v=ieltdrJoNms
2 – Para recordar a matéria da Sessão Nostalgia, de 23/08/2008, focalizando Vera Lúcia Couto e os preconceitos que sofreu por ser negra, clique: http://passarelacultural.blogspot.com/2008/08/sesso-nostalgia_23.html
                                                 
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6 comentários:

DASLAN MELO LIMA disse...

Quero aqui agradecer publicamente ao Muciolo Ferreira por telefonado para mim na quinta-feira, avisando que Vera Lúcia Couto estava no programa da Leda Nagle.

Diante da TV, vivi momentos mágicos de Nostalgia, na melhor acepção da palavra.

Um abraço e uma semana por DEUS abençoada.

Daslan Melo Lima

Anônimo disse...

Cecília Meireles disse sobre a Primavera:

"Só os poetas, entre os humanos, sabem que uma Deusa chega, coroada de flores, com vestidos bordados de flores, com os braços carregados de flores, e vem dançar neste mundo cálido, de incessante luz."

Eu acho que só os missólogos-poetas poderiam falar de misses de um jeito carinhoso assim, como Daslan em suas já famosas Sessões Nostalgias.

C. Rocha de Floripa

DASLAN MELO LIMA disse...

E-mail enviado por Muciolo Ferreira
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Que agradecer nada, Daslan,
eu é que tive uma intuição movido pelo que nós, jornalistas e missólogos, quando queremos dá um furo de notícias em primeira mão, sentimos de longe o "faro" ou o "cheiro" de uma miss, mesmo que ela esteja a mais de 3 mil km de distância, no caso da eterna Miss Renascença, Guanabara, Brasil Nº2, e 3ª colocada do Miss Beleza Internacional de 1964, Vera Lúcia Couto dos Santos.

É a única explicação plausível encontrada, pois eu nem sabia que a Verinha seria uma das entrevistadas do Sem Censura, naquela tarde.
Na verdade, eu tinha acabado de deixar um amigo compadre de meus pais na sua última morada na Terra. Estava triste quando cheguei em casa. A única coisa que queria fazer era ligar a televisão e mexer o controle remoto para me distrair um pouco.

De repente, ao lado de minha mãe, eis que aparece a primeira negra eleita Miss Brasil. Isso mesmo. Porque nos anos 60 eram consideradas misses Brasil as três primeiras classificadas no certame nacional e que iriam carregar a faixa com o nome do país nas três principais competições internacionais que tinham como franqueados os Diários & Emissoras Associados.

Sei que essa minha opinião irár gerar polêmicas, principalmente entre os missólogos que chegaram agora. Ou sejam, os mais jovens que não tiveram o privilégio como nós de conhecer e acompanhar os concursos nos tempos da passarela do Maracanãzinho. Irão contestar dizendo que a primeira negra eleita foi a Deise Nunes. Negativo. Deise foi a primeira brasileira negra a participar do Miss Universo.

Polêmicas à parte, voltando ao que interessa, a Sessão Nostalgia desta semana está primorosa. É o tipo de texto que gostaria de ter escrito(sem inveja do autor).

Apenas uma informação a mais sobre a entrevista: Verinha é quem coordena o Carnaval de rua do Rio de janeiro e até hoje quando ela chega nos locais para fiscalizar os palcos e pólos carnavalescos montados pela Rio-Tur é recebida ao som da famosa marchinha e brincam com ela cantando "Olha a mulata Bossa Nova!".

Uma boa semana a todos os leitores desta fantástica Sessão Nostalgia.

Com um forte abraço,

Muciolo Ferreira - Recife

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Anônimo disse...

Quero dizer a Muciolo que faço parte da nova geração dos missólogos brasileiros. Por gostar de pesquisar muito sobre o assunto Miss, sabia que o Top 3 do Miss Brasil nos anos 60 tinha esta classificação: Miss B nº 1 (para o Miss Universo) e Miss B nºs 2 e 3(para o Miss Beleza Internacional e Mundo ou para o Miss Mundo e Beleza Internacional).

Gostaria de ter vivido naquele tempo, pelas Misses e, como fala o Daslan, por um tempo mágico que se foi.

Um abraço para vcs e para este povo lindo do nordeste!!!!

José C. Ribeiro Pedroza-Campinas///SP

Roberto Macêdo disse...

Daslan,

Parabéns por passar as emoções de uma forma tão lírica, mágica e encantada, realmente lembranças de anos dourados que já se foram.

Vi o programa dias depois e, mais uma vez, constatei o quanto Vera continua "miss", no melhor sentido da palavra.

Tive a sorte de conhecer Vera em 2002, em Cabo Frio, quando ela foi jurada do primeiro Beleza Brasil. Em novembro do ano seguinte, passamos dias inesquecíveis em São Carlos, ao lado de outras 11 ex-Misses Brasil, quando fomos convidados para a eleição da miss da cidade e a comemoração dos 50 anos do concurso nacional. Tomei café da manhã no hotel ao lado de Vera e de Ana Cristina Ridzi, na mesma mesa. Foram momentos mágicos e que dinheiro nenhum do mundo pode comprar.

Parabéns hoje mais uma vez por conta do seu aniversário. Que seus dias continuem encantados e que os tempos mágicos jamais fiquem somente no passado e sejam sempre trazidos para o seu dia a dia.

Um abraço do seu fã,

Roberto Macêdo

P.S. Um abraço também para Mucíolo. Saudade!

Adriano Miné disse...

Maravilhosa matéria, Daslan... linda. Sempre dá vontade de conhecer essas misses depois de ler suas matérias!

Adriano Miné