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SEJA BEM-VINDO ! SEJA BEM-VINDA! VOCÊ ESTÁ EM PASSARELA CULTURAL, a sua revista on-line semanal, fundada em 02/07/2004. ***** Esta é a edição nº 649, referente ao período de 11 a 17 de dezembro de 2017. ***** Grato por sua atenção.

sábado, 25 de agosto de 2012

DE TIMBAÚBA PARA O MUNDO

UM SÁBADO EM TIMBAÚBA 2012 

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OS 15 ANOS DO LUAR DE PRATA

O Clube Luar de Prata celebrou em grande estilo os 15 anos de sua fundação. A festa aconteceu no Clube Verde Campo, no sábado, 18.

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WELLINGTON, AQUELE GAROTO DE UMA  MANHÃ DE SOL


Daslan Melo Lima


      Neste agosto, o mês que, infelizmente, rima com desgosto, DEUS convocou Wellington Apolinário Borba, 32 anos, para uma nova missão em outra dimensão. Profissional do setor de transporte autônomo, rota Timbaúba X João Pessoa, ele morreu na manhã de quinta-feira, 23, quando sua moto colidiu com um caminhão num trecho da estrada que liga a zona urbana timbaubense ao distrito de Livramento do Tiúma. Wellington era casado com Cinthya Kalyne, mãe dos seus filhos Wellington Filho (12 anos) e Guilherme (8 anos).
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    Conheci Wellington Apolinário Borba numa ensolarada manhã de domingo, no Motor Clube de Timbaúba, no verão de um tempo que se foi.  Eu estava envolvido com a apresentação de um evento estudantil e ele liderava uma torcida. Quando passamos de certa faixa etária, temos a impressão de que esses garotos crescem rápido demais. De repente, Wellington  já não era mais um adolescente. Voltei a  vê-lo já como homem de responsabilidade, conduzindo passageiros para João Pessoa.


   Acompanhei o sepultamento do seu corpo com os meus pensamentos voltados para aquela manhã de sol de anos atrás.  Uma chuva fina caía, mas parou na hora em que seu corpo baixou à sepultura. Não consegui expressar meu sentimento diante da jovem viúva. Cinthya tinha celebrado o seu aniversário na noite anterior ao lado do esposo amado. Em seu rosto havia aquela expressão de perplexidade diante da fatalidade. 


   Olhei para os olhos bonitos do Wellington Filho, cuja fisionomia lembra muito a do pai, e em silêncio pedi a DEUS que ELE desse àquele menino e ao seu irmão milhares de manhãs de sol, para compensar a curta passagem do seu pai pelo planeta,  a curta passagem terrestre do Wellington Apolinário Borba, que ficou em minha memória como aquele garoto de uma manhã de sol.

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3 comentários:

tranquelino disse...

Daslan,

Somente um poeta como voce poderia descrever com tanta emoção a perda de Wellington e com certeza ele vai acompanhar a trejetória de sua familia que ele formou junto com sua esposa e que ele conviveu pouco anos. A morte é a unica certeza que temos do futuro. É também a unica fila que ninguem quer ser primeiro. Meus pesames a familia de Wellington.

WAL SHOW disse...

IA COMENTAR DA MESMA FORMA QUE O GRANDE TRANQUELINO FALOU, SÓ O DASLAN MELO LIMA PARA DESCREVER COM TANTA EMOÇÃO E CUIDADO DE UMA FORMA SUAVE E MENOS DOLOROSA UMA DESPEDIDA DE UMA PESSOA TÃO BACANA COMO WELLINGTON, TANTAS VEZES LEVOU MINHA ESPOSA PRA JAMPA. FICA COM DEUS MEU AMIGO COMO DASLAN DISSE SUA MISSÃO AQUI ACABOU AGORA É AI COM DEUS. WAL SHOW DO SUPER RESOLVE.

Anônimo disse...


Daslan,

lendo essa sua narrativa em homenagem ao seu amigo Wellington, aqui do Recife, por um momento foi como se eu também o havia conhecido. Porque sua crônica foi tão verdadeira e de uma sensibilidadeque me impressionou. Que Deus ilumine os filhos, parentes e amigos dese seu amigo que partiu para uma nova missão em outra dimensão. abraços

Muciolo Ferreira