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SEJA BEM-VINDO ! SEJA BEM-VINDA! VOCÊ ESTÁ EM PASSARELA CULTURAL, a sua revista on-line semanal, fundada em 02/07/2004. ***** Esta é a edição nº 649, referente ao período de 11 a 17 de dezembro de 2017. ***** Grato por sua atenção.

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

DE TIMBAÚBA PARA O MUNDO


Na reinauguração do Supermercado Novo Hiper, Erasmo (gerente da agência local do Bradesco), ladeado por  Raissa e Williana.
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Wellington Morais e o sorriso contagiante da filha Amanda, cumplicidade na paixão pelo Santa Cruz Futebol Clube.
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Entre as personalidades timbaubenses aniversariantes da semana, destaque para o Padre Damasceno, quinta-feira, 27. Radicado há muitos anos no Rio de Janeiro, ele adora retornar aos braços da Princesa Serrana e reencontrar o menino que um dia foi em locais como o da foto acima: na antiga estação ferroviária. 
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ROTEIRO POÉTICO DE TIMBAÚBA
Dependendo do ângulo, o Alto do Cruzeiro remete ao Alto da Sé, em Olinda. De qualquer ângulo, a paisagem timbaubense é linda.  

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MEMÓRIA TIMBAUBENSE
Porque estamos na Primavera, a garota que um dia foi eleita Rainha da Primavera  de Timbaúba volta a ilustrar esta secção: Rebeca Brandão

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CINE TEATRO RECREIOS BENJAMIN: ESTIGMA CULTURAL DA CIDADE DE TIMBAÚBA-PE (Capítulo 3)
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----- Por Alexandre José Barboza dos Santos, Bacharel em Ciências Contábeis (FACET), Especialista em Auditoria Fiscal e Tributária (UFPE), Mestrando em Gestão Pública (UFPE), Contador, Professor do Curso de Ciências Contábeis da Faculdade de Timbaúba e Servidor efetivo da Prefeitura Municipal de Timbaúba.  
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Em 08 de dezembro de 1916, apresentou-se a opereta “A Princesa de Monte Azul”, do paraibano Camilo Ribeiro, com elenco constituído por Jovens da sociedade local. Em março de 1917, ocorre a reapresentação da opereta “A Princesa de Monte Azul” e na mesma noite a apresentação do “Conserto Instrumental” pelo Club Symphonico. E em meados de novembro de 1918 a Trope “Cora Costa” do Rio de Janeiro, veio a Timbaúba onde encenaram no palco do Recreios Benjamin a revista: “ Por causa da Espanhola” e as peças: “ Os dois Sargentos e o Dote” (SUNA, 1992).
                O Cine Recreios Benjamin passou por uma primeira reforma e foi reinaugurado em 07 de Setembro de 1924, posteriormente em 1926 foi efetuada uma nova reforma. Suas dimensões de palco são assentadas no tamanho do Teatro Santa Isabel da capital pernambucana; sua estrutura é composta de colunas de metal artisticamente trabalhadas, servindo de apoio a cobertura; conta com um fosso para orquestra e oito camarins para atores, sua fachada de inspiração eclética, ostenta cinco largas pontas protegidas por um alpendre.  (REVISTA DO CENTENÁRIO, 1982) 
                No primeiro ano de funcionamento houve 306 sessões, e frequentaram o Cine Teatro Recreios Benjamin, para assistirem filmes, peças, operetas e musicais, 55.787 espectadores. As exibições cinematográficas aconteciam diariamente, interrompendo-se apenas para as temporadas teatrais. Exibiam-se filmes como: “Tapete Sagrado, Judeu Errante, Mais forte que o ódio é o amor, Estrada proibida e Rapariga a La mode”, com Charles Chaplin, fazendo grande sucesso. (REVISTA BANCO NO NORDESTE, 1983)
A partir de 1925, houve um progresso significativo na produção cinematográfica nacional (MIUCCI, 2009). Contudo o Cine contava com apresentações cinematográficas de diversos filmes internacionais europeus e norte-americanos.
Isnar Moura[1], escrevendo o artigo “Timbaúba na Saudade” (ACIAT, 1987, p. 21) descreve:
“a sua lotação, podendo acolher milhares de expectadores. Tendo ainda o privilégio de apresentar programa diferente cada noite. Assim os melhores filmes passados em Recife – europeus e norte – americanos, eram vistos por Timbaubenses freqüentadores da casa.”   
Nos meados de 1926, foram apresentados vários espetáculos pelo “GRUPO ROSAS”, constituído por alunos da Professora Ana Eufrásia[2], em maio de 1928, exibiu-se o “QUARTETO MUSICAL DE GOIANA”, com pianista recém chegado de Paris, em novembro do mesmo ano a “TUNA PORTUGUESA” do Recife, nos anos de 1929 a 1933 não encontra-se registros das apresentações, contudo nesse período não ocorriam interrupção nas programações ora teatro, ora filmes e até mesmo bailes. Já em 1934 foi encenado o drama: “BEIJO DE JUDAS”, com integrantes do Centro Dramático de Timbaúba, o qual era constituído por Jovens da sociedade local. No mesmo ano a comédia: “O BOMBOZINHO” foi apresentado pelo Centro Dramático de Viriato Correia.  De 1935 a 1937, outro período que não se sabe ao certo quais foram as programações, porém já em 1938 foi apresentada a peça “EVA NA POLÍTICA”, pelo Centro Dramático Valdemar de Oliveira, no ano seguinte a comédia “COMPRA-SE UM MARIDO” de José Wanderley. (SUNA, 1992)
O Tradicional Colégio Normal Santa Maria, fundado em 1938 por freiras alemãs, utilizava o Cine Teatro Recreios Benjamin para uma infinidade de eventos escolares inclusive as suas formaturas. Como nos afirma Costa (2003, 152.):
“As alunas consideravam uma importante singular, porque apresentavam peças com instrumentos, dramatizações, músicas e danças no Cine Teatro Recreios Benjamin, com público pagante. Havia polcas, cantigas e danças de Portugal, marchas, sonatas, coros orfeônicos escolares, partituras de autores alemães...”
Para o teatro, a alunas do Colégio Normal Santa Maria apresentavam peças como “Theatro Infantil”, composta por versos do Prof. Américo G. Costa, com música de Francisco, “Sangue que Ora”, em três atos “Ondas do Danúbio Azul”; “O Gazeteiro”, “Os Morangos” em 2 atos, entre outras. Algumas apresentações para público pagante, a arrecadação era destinadas a obras de caridade ou para as missões cristãs católicas. (COSTA, 2003)
Em 14 de fevereiro de 1943, estreou-se a comédia “A DITADURA” de Paulo Guimarães, no mesmo ano “TEM DE CASAR, CASA!” de Waldemar de Oliveira, posteriormente em 1947 ocorre a encenação da cômica “A CIGANA ME ENGANOU”, de Paulo Magalhães e no inicio da década de 1950, apresentam-se as Companhias de Procópio Ferreira e Barreto Júnior. (SUNA, 1992)
Já no final da década 1950 se inicia o período de declínio de espetáculos teatrais, posteriormente este passou a limitar-se apenas a apresentação de filmes de baixa qualidade, no entanto estes gêneros atraiam um vasto público de camadas mais populares da sociedade. 
Nos anos 70, o Cine Teatro Recreios Benjamin passou pela sua última reforma. Foram instalados novos projetores, substituídos os bancos por cadeiras, e a substituição da tela de projeção por outra de maiores dimensões e construído o piso em declive para dar maior visibilidade aos espectadores,     (em razão do piso não ser mais nivelado, deixou-se de ocorrer os bailes que eram realizados em suas dependências), porém as reformas não alteraram a sua arquitetura original. (REVISTA DO CENTENÁRIO, 1982) Ainda na década de 1970, as apresentações cinematográficas que se constituíam no período as únicas apresentações no Cine Teatro Recreios Benjamin ganharam a concorrência de outros tipos de entretenimento como os programas televisivos.  
  O Cine Teatro Recreios Benjamin consagrou-se como local de aglomeração de indivíduos interessados em teatro música, encontros dançantes e recreativos, de conferências literárias e ainda de movimentos filantrópicos e espetáculos beneficentes. O mesmo marcou profundamente várias gerações por haver concentrado uma vivência cultural, passando a ser considerado com um bem de valor coletivo, sendo até apelidado carinhosamente pelos timbaubenses como “O Cacareco”. 
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[1] Professora, escritora, jornalista, poetiza e pesquisadora educacional. Manteve coluna nos seguintes jornais: Jornal do Comércio, Folha da Manhã e Diário da Noite.
[2] Professora, que educou várias gerações timbaubenses, o seu nome esta eternizado em Timbaúba. Em sua homenagem existe uma escola estadual que carrega o seu nome. [2] Professora, escritora, jornalista, poetiza e pesquisadora educacional. Manteve coluna nos seguintes jornais: Jornal do Comércio, Folha da Manhã e Diário da Noite.
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Um comentário:

Anônimo disse...

Todos os timbaubenses, de nascimento ou por adoção, precisam dar a sua contribuição para a restauração do velho "Cacareco".

-Selmo Campos- Recife-PE