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sábado, 4 de outubro de 2014

DE TIMBAÚBA PARA O MUNDO - Jurandir de Sá, cantando em outro tom


      A notícia da sua partida semeou cinza na ensolarada manhã da primavera timbaubense, 26 de setembro de 2014. A voz que marcou época em Timbáuba foi cantar e encantar em um dos muitos mundos abençoados de Deus.  
    Os dados biográficos abaixo foram colhidos por Jeová Barboza de Lira Cavalcanti durante um visita a Jurandir Xavier de Sá, meses antes de sua morte. 

JURANDIR XAVIER DE SÁ – Nasceu em Timbaúba em 29/07/1940, filho de Luiz Xavier de Sá e Sebastiana Xavier de Sá. Ainda pequeno, perdeu a mãe, passando a morar na companhia da Srª. Jovita Barros (conhecida como Dona Du), juntamente com os irmãos Jacirema e Itamar, a qual os criou como verdadeiros filhos. Iniciou seus estudos no Colégio Timbaubense, onde frequentou os antigos cursos primário e ginasial, concluindo-os em 1961; no ano seguinte, matriculou-se no Curso Técnico em Contabilidade, diplomando-se na turma de 1964. Posteriormente ingressou no curso Científico no Colégio Cenecista, concluído em 1967. No ano seguinte, passou a estudar na UEPA de Aliança, PE, ingressando no curso de Técnico Agrícola, fazendo parte da turma de concluintes de 1972, após cinco anos de estudos teóricos e práticos na área, como exigia o currículo escolar. Em 18/10/1978, casou com Cristina Maria Jacques Coutinho de Sá, que lhe deu dois filhos, Christopher Luiz Coutinho de Sá e Cristiano Coutinho de Sá.
      Profissionalmente, Jurandir exerceu várias atividades, dentre elas foi funcionário do Banorte, Banco Nacional do Norte, e do Bandepe, Banco do Estado de Pernambuco; por alguns anos, desempenhou as funções de vendedor de fertilizantes, produtos esses das empresas Maanah, Agrofértil e Profértil, deixando tais afazeres para tentar estabelecer-se como produtor rural dedicando-se ao plantio de cana-de-açúcar, atividade da qual desistiu na segunda safra, em face de baixa produtividade da lavoura, em vista da má qualidade das terras arrendadas.
      Sua trajetória como cantor iniciou-se entre o ocaso dos anos cinquenta e o limiar da década de sessenta, quando se tornou crooner do grupo musical Carlos Mendonça e os 10 do Ritmo, que era exclusivo da Liga Lítero Atlética, onde permaneceu por cinco anos. Com o surgimento do conjunto Os Líderes, passou a integrar esse grupo formado pelos músicos Delmon Vieira, (baixo), José Mário Carvalho (guitarra-solo), Franklin Queiroz (guitarra-base), José Arnaldo Menezes (piston), Antônio Vieira (órgão), Marcos de Andrade Lima (bateria) e  Antônio Coutinho (vocalista). Em determinado momento, por questões de incompatibilidade para conciliar estudo e música, os componentes de os Líderes optaram pelo fim do conjunto deixando tão-somente entre os fãs recordações que o tempo não apaga. 
      Na carreira solo, Jurandir lançou dois cd's com músicas de grandes mestres da MPB, dentre elas Meu Velho, de Altemar Dutra; o primeiro trabalho o fez em parceria com Antônio Coutinho e o segundo, individualmente. Em ambos contou com a participação de Jeófanes Ferreira de Sena (Geo Sena), fazendo os solos de órgão. Participou da edição do lp/cd Timbaúba este é o seu Carnaval, produzido por Vital Bertino e  Artur de Moura Apolinário (Dr. Mourinha), cantando as músicas Arrastão, composta por Jaceguay Marinho; Guarany, hino do bloco O Guarany, de autoria do maestro Paulo Ramos; e Morcego, letra de João Feliciano, música de Zito Damião e arranjo do Maestro Duda
      Sempre atuou como intérprete, não havendo se dedicado à composição. Um sério problema de saúde o afastou das atividades profissionais e artísticas, mas manteve o gosto pela música, que segundo dizia “estava no sangue”. É uma pena que Timbaúba tenha sido privada de uma das vozes mais bonitas e que acalentou muitos sonhos.
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Qualquer assunto relevante sobre a biografia de Jurandir Xavier de Sá deverá ser enviado para o autor da matéria, Jeová Barboza de Lira Cacalcanti, através do e-mail   barbozalira68@hotmail.com

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3 comentários:

tranquelino disse...

O pai de Jurandir Sá, tinha aparencia do comediante de filmes chanchada chamado Zé Trindade.

A voz de Jurandir era inigualavel, segundo comentário de também uma das melhores vozes timbaubense, Rogério falcão.

Eterna saudade.

Anônimo disse...

Lendo o comentário de Tranquilino, lembrei-me de pedir-lhe mais uma vez a força de seu carisma, no sentido de incentivar os matutos de Timbaúba a participarem das festividades dos 80 anos de nosso Colégio Timbaubense, dias 15 e 16 de novembro de 2014, conforme programação divulgada nesse blog.
Um abraço.Jeová Barboza de Lira Cavalcanti

DASLAN MELO LIMA disse...

Qualquer assunto relevante sobre a biografia de Jurandir Xavier de Sá deverá ser enviado para o autor da matéria, Jeová Barboza de Lira Cavalcanti, através do e-mail barbozalira68@hotmail.com