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sábado, 20 de dezembro de 2014

SESSÃO NOSTALGIA - A beleza também chora

Daslan Melo Lima   

                           
"A sala está repleta. O vozerio é enorme. Impecáveis garçons servem uísque e champanha. Ela, porém, parece distante. É Marta Rocha, a mais bonita, dentre todas a mais sediada."


   Assim começa o texto da reportagem A beleza também chora, escrita por Ronaldo Bôscoli (1928-1994), com fotos de Jankiel, na revista Manchete, nº 438, Ano 8, 10/09/1960. Confissões de Marta Rocha, diz uma das chamadas da capa. 


      A foto na página dupla mostra uma mulher linda que em 1954 conquistou o segundo lugar no concurso Miss Universo e virou um ícone, um mito. Seria dela o título de mulher  mais bela do mundo se não tivesse duas polegadas a mais nos quadris, reza a lenda. Martha Rocha estava viúva do  empresário argentino Álvaro Piano, morto em um acidente aéreo. 


     "Moro a 50 anos metros do mar e não me arrisco a ir à praia com meus filhos. Faz pouco tempo tinha de entrar no cinema quando o filme já tivesse começado e, para sair tranquilamente, sem atropelos, devia fazê-lo antes do final da fita."
   "Olhe, eu não acredito em felicidade sem esforço, nem em amor sem um certo sofrimento. Mas não posso me conformar que o destino me apunhalasse tão profundamente. Tenho que proteger meus filhos e na realidade quem precisa de proteção sou eu, tenho que fazer quase tudo que não me agrada e essa constante contrariedade está minando minha vida. Tenho que ser outra pessoa quando minha vontade é ser a verdadeira Marta Rocha."

      Quem foi que disse que a beleza é um passaporte para uma vida sem problemas? Martha Rocha casou novamente, teve uma filha, descasou, ilustrou outras capas de revistas, colheu óutros aplausos, conheceu problemas financeiros,  enfrentou um câncer...

      Como será o Natal de 2015 de Martha Rocha? Seja como for, acho que ela diria hoje o que disse ao Ronaldo Bôscoli há cinquenta e quatro anos:
      "De qualquer maneira valeu a pena ser Marta Rocha. Sendo a Miss Brasil, eu fui Madame Álvaro Piano, a mulher mais feliz do mundo."

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3 comentários:

Anônimo disse...

Daslan,

embora estejamos a dois dias do Advento, tempos de alegria, de celebração do nascimento do Filho de Deus, nunca é tarde para lembrar que a morte é a coisa mais democrática que existe no mundo. Porque vem para todos. E com Martha Rocha não foi diferente, quando perdeu o grande amor de sua vida.

Um Feliz Natal a todos os leitores do Passarela Cultural, especialmente ao seu editor.

Muciolo Ferreira

Anônimo disse...

A dor de Martha,foi nossa também.Particularmente,eu era criança e ainda ficou marcado na memória de muitos...MB54 vive às custas da ajuda do filho,em Volta Redonda.Lá encontrou abrigo,prestígio e diminui,quem sabe, a solidão.Jap>PS: com os diários associados,MB era celebridade,hoje?

Anônimo disse...

Marta Rocha não é apenas uma mulher belíssima; Marta Rocha é um exemplo incomparável de dignidade, virtude e honra;mesmo nas horas mais difíceis, jamais se prostituiu ou renegou os seus valores neste mundo devastador em que vivemos; que Deus abençoe essa notável criatura !