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sábado, 19 de setembro de 2015

SESSÃO NOSTALGIA – Zélia Medeiros, Miss Paraíba 1966, deixa o relógio me olhar

Daslan Melo Lima

     No Estado da Paraíba, quando o assunto é beleza, o nome de Zélia Maria Neves de Medeiros, ou simplesmente Zélia Medeiros, Miss Paraíba 1966, é tido como ícone. 


Loura, 18 anos de idade, Miss Cabo Branco, Miss Paraíba 1966, aluna do tradicional Colégio Nossa Senhora de Lourdes, Zélia Medeiros desfilou na passarela do Sport Club Recife, durante um dos intervalos do concurso Miss Pernambuco 1966. ***** Foto: Clodomir Bezerra/O Cruzeiro, Ano XXXVIII, nº 39, 29/06/1966.
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      Zélia Medeiros conquistou os pernambucanos e recebeu todo o apoio de personalidades ligadas ao mundo da mídia e da beleza, tais como José de Souza Alencar, o Alex; Fernando Barreto; Múcio Catão; João Alberto;  Arnaldo Nolasco; Timbi; Marcílio Campos (que confeccionou o traje de gala com o qual ela desfilou no Maracanãzinho); e a empresa Varig.


         Zélia Medeiros foi garota-propaganda da empresa A Girafa Tecidos. Um poema de sua autoria, O Relógio e o Espelho, foi destaque na revista Tambaú, nº 3, 1966.
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O Relógio e o Espelho

Zélia Medeiros

E o espelho reflete o ar triste e acabrunhado.
Que dizes de mim?
Que pensas?
Que sou um punhado de rosas,
Espinhos que furam as mãos do jardineiro?
Que sou uma vela de que o pavio arrancaram?
Mentes, espelho!
Refletes somente a face da beleza dos cosméticos.
Não te agradecerei se me olhares,
com estes lindos olhos cor de miosótis.
Não te agradecerei se me olhares,
com esta boca rubra de desejos oprimidos.
És mudo, inerte, intransponível,
na tua face de retratar a alma.

Fazes então como o relógio...
Que canta músicas alegres, tristes,
mas que canta!
Canta canções de ninar!
Marca horas angustiantes.
Marca abraços de instantes.
O relógio que corre mundo
e volta ao lar.
O relógio trabalhando ou a parar;
Atrasando-me em me adiantar;
eu o prefiro ao teu fitar
frio e vulgar.
Para, espelho! Para!
Deixa o relógio me olhar.

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     Na décima nona tarde deste setembro de 2015, que logo mais será passado, revendo imagens de Zélia Medeiros, eu pergunto ao tempo por onde anda a eterna Miss Paraíba 1966. 
    Em algum lugar deste nosso imenso Brasil, ela deverá estar mais sábia. Eu também estou mais sábio, embora o espelho frio não reflita minh’alma. Faz muitos anos que ele deixou de refletir o rosto jovem do adolescente que um dia eu fui. Por isso, agora, declamo em silêncio um trecho do poema de Zélia Medeiros. 

O relógio trabalhando ou a parar;
Atrasando-me em me adiantar;
eu o prefiro ao teu fitar
frio e vulgar.
Para, espelho! Para!
Deixa o relógio me olhar.

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Um comentário:

Anônimo disse...


Daslan,

Zélia Medeiros é, indiscutivelmente, a mais elegante entre todas as misses eleitas pelo Estado da Paraíba. Em segundo lugar, eu coloco Maria do Socorro Costa Alves, de 1969. Todavia, Virgínia Helena Barbosa, de 1981, foi a mais sexy e fotogênica. Venceria o Miss Brasil daquele ano desbancando Adriana Alves de Oliveira se na faixa estivessem os nomes São Paulo ou Rio Grande do Sul.

Abraços,

Muciolo Ferreira