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terça-feira, 17 de janeiro de 2017

DE TIMBAÚBA PARA O MUNDO - Dez anos sem Galvãozinho

DEZ ANOS SEM GALVÃOZINHO 


Texto de Admaldo Matos de Assis
Imortal da Academia Pernambucana de Letras
Cadeira 12



       
        Há dois Antônio Galvão Cavalcanti Filho: o político, Galvãozinho, como era afetuosamente tratado pelos eleitores timbaubenses, e o estudante, Galvão, como chamado pelos colegas do curso clássico e da faculdade. Escrevi acima há, e não, houve, pois tanto o homem público como o outrora colega permanecem vivos na memória do povo e dos que lhe querem bem.


          Galvãozinho foi três vezes prefeito de Timbaúba. A primeira, eleito em 1968, aos vinte e três anos, com apoio do seu padrinho de batismo e político, deputado João Ferreira Lima Filho. Mais tarde, eleito e reeleito, em 2000 e 2004. Inteligente, honesto, dotado de notável espírito público, jamais cedeu ao populismo e ao fisiologismo. Pelo contrário, guardou sempre uma visão de estadista, que se preocupa mais com as futuras gerações, do que com a próxima eleição. Em consequência, se destacou pelas obras estruturadoras do município, tais como: Rodoviária Joel Monteiro, Matadouro Público, Ginásio Municipal Dr. Antonio Galvão Cavalcanti, Centro Educacional / PSF Emilia Cavalcanti de Moraes Neta, conclusão do Ginásio de Esportes Jacques Ferreira Lima.
         Conhecemo-nos em 1960, adolescentes, no Colégio Nóbrega. Convivemos quase diariamente até nos bacharelarmos em Direito, pela UFPE, em 1967. Ele foi um dos laureados da turma. Ainda estudantes, atuamos pela primeira vez no Tribunal do Júri, na Comarca de Timbaúba. Conheci sua família, residente em casa vizinha à Matriz. O pai, Galvão, titular de cartório e ex-prefeito; a mãe, Irene, que sobreviveria ao filho quase dez anos, e nunca abriu mão, até a morte, do comércio de leite; suas irmãs, então solteiras, Zed, Laís e Mônica. Estudamos juntos para dois concursos públicos, nos quais fomos aprovados: ele, para a Procuradoria da Fazenda Nacional; eu, para a Secretaria da Fazenda de Pernambuco. Em 1973, não pude comparecer, por motivo profissional, ao seu casamento com Norma, em Penedo, terra da noiva. Convidados, eu e minha mulher, Ceiça, para padrinhos de sua primeira filha, Juliana, recebi a notícia feliz, porém meio encabulado, por achar que a honraria ultrapassava meu mérito. Galvão era assim mesmo: de poucas palavras e atitudes largas. Depois vieram seus outros filhos: Katiane, Galvão Neto e Raquel; ele os queria muitos. Várias vezes saímos – os dois casais – para casas noturnas, a fim de assistir a shows, conversar e beber cuba-libre. Naquele tempo, como disse o poeta, tudo nos parecia impregnado de eternidade. Devo-lhe, ao longo de quase meio século de amizade, além da ajuda nos estudos e nos percalços da existência, o conselho pragmático e a palavra lúcida, nos instantes de devaneio juvenil e até nos arroubos da vida adulta.
           Em 1997, publiquei um conto sobre dois amigos – um residente na cidade e outro no campo. Aos domingos, todos os domingos, durante mais de trinta anos, o morador da cidade recebia o compadre. Iam à missa, dividiam a leitura dos jornais, almoçavam juntos, alinhavavam um diálogo reticente, que parecia dizer nada, – É isso, compadre... É a vida... Isso mesmo... A vida... –, depois cochilavam em espreguiçadeiras no terraço. Sempre, porém, que o visitante se despedia, o outro lamentava: Vá não, compadre, é cedo. A gente tinha tanto o que conversar...  Surpreendido com a notícia da morte de Galvão, me dei conta de que não nos víamos há alguns anos. Lembrei-me do conto. A realidade fora mais ingrata que a ficção, pois não tive a chance da despedida, não pude sequer lhe dizer: A gente tinha tanto o que conversar...
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Admaldo Matos de Assis
Imortal da Academia Pernambucana de Letras
Cadeira 12

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6 comentários:

DASLAN MELO LIMA disse...

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Comentário de Katiane Galvão, via Facebook

Adorei parabéns pela belíssima reportagem esse nasceu para brilhar. Te amo infinitamente. Saudade eterna onde estiver guarde todo meu carinho e eterna admiração de sua filha preferida.

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DASLAN MELO LIMA disse...


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Comentário de Maria Suzanderley (Professora Suzy), via Facebook

A história deste grande homem e político é recheada de causas e causos.
Tive a honra de trabalhar em sua segunda gestão, até a sua morte. Aprendi muito sobre administração,séria,honrada,coerente,porém austera.
Aprendi muito sobre política, muito, palavras chaves que jamais irei esquecer.
Obrigada por tudo. Que pena, Deus te levou tão cedo.

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Gustavo disse...

Como seria bom se os atuais políticos se esperassem no exemplo de Galvão, que diferentemente de muitos não se utilizava da coisa pública em benefício próprio ou mesmo para se promover. Hoje só estamos a presenciar os atuais mandatários estarem envolvidos em escândalos, onde não há distinção do que é do povo e aquilo que pertença ao titular do mandato efetivo.
Vemos políticos se completando, ocultando a verdade ao povo, comprando decisões judiciais, culpando a sociedade por seu insucesso. Que estes tomem as atitudes e preceitos de Galvão como referência e exemplo e que se corrijam no futuro sem que atribua aos eleitores seus fracassos
Sinto enorme falta do exemplar homem que foi Galvão ao qual tive o privilégio de conviver e de iniciar minha vida profissional.

Gustavo Morais

DASLAN MELO LIMA disse...

Comentários via Facebook
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Simone Oliveira: “Um excelente gestor, saudades eternas desse grande ser humano o inesquecível Galvãozinho!"
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Rosivalda Albuquerque Barbosa: “Galvãozinho jamais será esquecido pelos timbaubenses. ”
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Ieda Angelina: “ Vc jamais sairá do meu pensamento, do seu, dos nossos pensamentos. Descanso eterno querido e saudoso. ”
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Ana Lucia Silva: “Não teve outro igual. ”
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Helena Emilia Bezerra; “GALVÃOZINHO . . . É 15, é 15 ! ! ! Saudade.”
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Geruza Moraes: “Ser humano ímpar. Saudades sempre.”
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Angela Brandão: “Merece toda essa homenagem, eternas saudades. ”
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Virginia Cavalcanti : “Oro a Deus por sua elevação espiritual. Com Galvão aprendi que podemos e devemos trabalhar com quem for necessário, com Ele eu descobri o que é confiança, compromisso e me senti valorizada profissionalmente. Oremos por sua elevação espiritual.”
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Maria Jose Ferreira: “ Concordo plenamente grande gestor figura atemporal deixou suas grandes obras estruturadas. Timbaúba jamais vai ter um prefeito igual. Saudade. ”
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Jefferson Moraes Andrade: “Eu aprendi que para crescer como pessoa preciso me cercar de gente mais inteligente do que eu.”
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Edjane Bernardo: “ Que falta faz garanto q para todos timbaubenses.”
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Tania Mendes : “Nunca devemos economizar nas homenagens quando elas são justas e merecidas.”
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Duduca Coutinho: “Grande ser humano!!!”
Valdir Macedo: “HOMEM DE PALAVRAAAAAAAA”
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Mariana Maroja: “Linda homenagem a um grande Homem. ”
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Clodoaldo Melo: “ Grande prefeito de nossa cidade. ”
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Antônio Moraes: “Grande amigo político sério. ”
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Manoel Junior: “ Homem que aprendi o bastante!!”
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Gisa Ferreira Lima: “ Grande homem !!”
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Augusto César De Araújo Mendes: “Com esse aí, aprendi que: "com dinheiro não se brinca e salário de funcionário não pode atrasar." Homem íntegro, honesto e de fazer inveja a qualquer político. Admirado pela situação e oposição, pelo jeito que tinha de administrar. Serei sempre grato pelo que aprendi e que tenho um enorme carinho, consideração e pelo amor que tinhas a nossa Timbaúba. ”
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Edna Morais: “Lindo e muito verdadeiro esse texto sobre Galvão ! Valeu.”
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Simony Ferreira: “Foi um grande político! Homem do bem!
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Alice Coutinho: “Grande homem.”
Rosario Dutra de Morais – “Meu querido amigo, quanta saudade! Amigo de verdade e não só de política! Meu pai tralhava no cartório com o pai dele! Minha primeira carteira profissional foi assinada por ele! Descanse em paz amigo! “

DASLAN MELO LIMA disse...

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Comentário de Juliana Galvão, via WhatSapp

Querido pai, me sinto muito lisonjeada de ter sido sua filha, pai exemplar, homem público de conduta retilínea, de poucas palavras mas de grande atitudes.
Eternas Saudades de sua filha que lhe ama muito,
Juliana Galvão


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Maria Dulce Bandeira disse...

Um político desse "quilate" está difícil de encontrar nos tempos de hoje. Parabéns ao Dr. Admaldo Matos pelas homenagem ao querido conterrâneo Galvãozinho.