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sábado, 22 de outubro de 2011

DE MACAPARANA PARA O MUNDO

 MACAPARANA, UM ORGULHO PERNAMBUCANO

Daslan Melo Lima
    
      
          
      José de Souza Oliveira Filho, um macaparanense de 59 anos de idade, artista plástico que adotou o nome artístico de Macaparana, é um nome respeitadíssimo  pela crítica especializada, nacional e internacional, mas permanece  pouco conhecido, não apenas  no eixo de Timbaúba e Macaparana, cidades-irmãs, mas em toda zona da mata norte pernambucana. 
        Pintor, desenhista e escultor autodidata, ele realizou sua primeira individual no Recife, em 1970. Transferiu-se em 1972 para o Rio de Janeiro e em 1973 para São Paulo, onde reside atualmente. Seu apartamento, localizado na Avenida Paulista, é uma verdadeira galeria de arte. Apaixonado por  brechós, Macaparana juntou ao acervo um mobiliário recolhido nas suas andanças pela cidade. Além de produzir sem parar, ele adora música, a quem compara às artes plásticas, “porque ambas precisam apenas ser percebidas, e não explicadas”. Macaparana dá a todas as obras que decoram a sua casa a mesma importância. A distribuição das mesmas é muito mais intuitiva e emocional do que estética. “Tenho pelo prazer de ter, não pelo valor da peça, mas pela história que ela representa para mim”, diz. 



         
       Durante uma exposição na Espanha, o Rei Juan Carlos se encantou por um trabalho seu. O que fez ele? Gentilmente cedeu a obra, muito mais feliz pela bagagem que voltaria mais leve do que pela vaidade de saber que agora faz parte do acervo da realeza espanhola.
        Adriana Morais, colunista social do JORNAL DE MACAPARANA, amiga do artista, mostrou-me recentemente o primoroso catálogo do vernissage do macaparanense, realizado no dia 06 deste mês, em Paris. São imagens instigantes que causam um prazer estético indecifrável. Imagino o impacto visual de tais peças, ao vivo.  Sua fidelidade à geometria se mantém há mais de três décadas. Para ele, "A ação no espaço físico real contrapõe-se àquela possível no espaço pictórico, trazendo significados e resultados novos, ainda que com o uso dos mesmos elementos geométricos sempre presentes em minha poética. Gosto da situação de começar o trabalho de uma maneira e terminar diferente; gosto que ele se perca no caminho."



          Macaparana  não perdeu de vista o garoto simples que um dia foi, tem orgulho de suas raízes e de vez em quando vem rever sua amada terra natal, seus familiares, amigos de infância  e as paisagens que o acompanham pelo mundo afora. 
       Por tudo isso, José de Souza Oliveira Filho, o Macaparana,  é um orgulho pernambucano.
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Crédito das imagens : IstoÉ/Gente e  gravuras.blog.br.
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Vídeo de sua exposição na Galeria Jorge Mara La Ruche, em Buenos Aires, Argentina, realizada no período de 10 de maio a 18 de junho de 2010, https://www.youtube.com/watch?t=17&v=CjdbkJ8Jh28

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sábado, 30 de julho de 2011

DE MACAPARANA PARA O MUNDO

MACAPARANA, O CHORO INVISÍVEL DOS ANJOS

Daslan Melo Lima

                 
                 Há um mês estive em Macaparana, essa hospitaleira cidade vizinha de Timbaúba, ex-distrito da Princesa Serrana. Disseram-me que a Igreja Matriz de Nossa Senhora do Amparo estava sendo restaurada e entrei no templo para conferir.  Tomei um choque como se tivesse levado um soco no estômago. O cenário me deprimiu e o que vi doeu no fundo da minh’alma. 

               Longe de mim a ideia de entrar em confronto com quem teve a iniciativa de "restaurar" a Igreja, mas quando entrei no templo o que vi foi a destruição de coisas que fazem parte do patrimônio religioso, histórico e sentimental de um povo:  o altar-mor, a sacristia, o mosaico, etc. Existe por aí tecnologia suficiente para ampliar. modernizar e melhorar as instalações de um bem imóvel sem prejuízo das suas características originais internas e externas. 

              Na semana passada, a fachada da Igreja desmoronou. Talvez tenha sido reflexo dos abalos na estrutura da obra. Não sou engenheiro e nada posso afirmar. Mas sou poeta e  algo me diz que foi  o resultado do choro invisível dos Anjos, inconsoláveis com a “restauração" da Igreja.
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As pessoas dispostas a colaborar com a reconstrução do templo devem fazer suas doações para a Paróquia de N.S.do Amparo, através do Banco do Brasil, Ag. 2257 – 8, Conta Poupança 010011793 - 7.

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