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SEJA BEM-VINDO ! SEJA BEM-VINDA! VOCÊ ESTÁ EM PASSARELA CULTURAL, a sua revista on-line semanal, fundada em 02/07/2004. ***** Esta é a edição nº 624, referente ao período de 18 a 24 de junho de 2017. ***** Editor: Daslan Melo Lima ***** Timbaúba, Pernambuco, Brasil ***** Telefones: (81) 99612.0904 (Tim) e (81) 99277.3630 (Claro) ***** WhatsApp: +55 81 99612.0904 ***** E-mail: daslan@terra.com.br

sábado, 4 de junho de 2011

DE TIMBAÚBA PARA O MUNDO

AS CONFISSÕES DE UM JUDEU TIMBAUBENSE

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Daslan Melo Lima

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               José Pachêco Marinho nasceu em 07/08/1924, no Engenho Gameleira, em Itambé- PE, filho caçula de uma família numerosa, o sétimo do casal Henrique Pachêco de Araújo e Severina Caetano de Araújo. Ficou órfão de pai com apenas um ano de idade. Chegou em Timbaúba-PE em 1940. Não tem nenhum constrangimento em dizer que: “Cheguei muito pobre em Timbaúba. Tudo que eu tinha era uns trocados que havia recebido da compra de uma vaca, dinheiro com o qual comprei uma casinha simples na Rua de Goiana, nº 120.” Na foto acima, Dedé posa para PASSARELA CULTURAL na frente de um quadro que mostra ele nos anos 60 ao lado do grande amor da sua vida, Nevinha Pacheco, falecida em março deste ano.
Dedé no quintal de sua casa, de onde se descortina uma visão do Alto Santa Terezinha
                Dedé trabalhou em vários setores: balconista de padaria, motorista e vendedor de veículos. O apelido Dedé Judeu vem do tempo em que ele foi empregado na casa comercial de Samuel e Súnia Kremer,  judeus nascidos na Ucrânia que o adoravam e o tratavam como filho. De 1955 a 1963, vendeu carros na Rua da Imperatriz,  esquina com o prédio da empresa Jornal do Commercio, centro do Recife, até que, em sociedade com João Barbosa de Moura, o popular João Passo Magro, abriu uma agência autorizada da Williams em frente á Igreja Matriz, embrião do que seria depois a Cotram
Dedé e os netos Matheus e Lucas, filhos de Gerluce e Walmir
                Comida: Feijoada ***** Fruta: Banana ***** Bebida: Uísque com gelo ***** Uma música de Carnaval:  Aquela composta pelo inesquecível poeta João Feliciano que diz assim “...Estou aqui para tirar o teu sossego, só porque sou um morcego guiado pela folia.” ***** Programa de TV: Futebol e jornal ***** O que mais admira em uma pessoa: Honestidade ***** Cidades inesquecíveis que conheceu: Porto Alegre, Curitiba e Belo Horizonte ***** Uma saudade: Os antigos carnavais de Timbaúba ***** Cor: Amarela ***** Animal de estimação: Cachorro ***** Viver é... Tudo ! ***** Morrer é... Acredito em Deus, mas não acredito na imortalidade da alma. Morreu, acabou *****  A maior invenção do homem: O avião ***** A pior invenção do homem: As drogas ***** Clube esportivo: Clube Náutico Capibaribe ***** Um jogador inesquecível: Bita ***** Se fosse Presidente da República: Fechava ao Congresso Nacional ***** O maior sonho: Continuar com saúde até o fim dos meus dias ***** Um cantor: Agnaldo Timóteo. O resto é resto. ***** Uma Cantora: Ângela Maria e Fafá de Belém ***** Um timbaubense que a história guardou: Dr. João Ferreira Lima Filho (Dr. Joãozito), João Feliciano e Prof. José Mendes da Silva ***** Uma personalidade que é a cara de Timbaúba: Luiz Gonzaga, o Luiz de Mercês, antigo diretor social do Timbaúba Tênis Club ***** Um político do passado: Ulisses Guimarães e Tancredo Neves ***** Um político do presente: Luiz Inácio Lula da Silva ***** A pessoa mais fascinante que conheceu na vida: Cristina Galvão ***** A canção de sua vida:   "Mãe, Pedaço do Céu", na voz de Leonardo  Sullivan. 

 Timbaúba-PE, 30/03/1963. Dedé Pacheco e Nevinha, um casamento para recordar
Dedé e o seu único e grande amor, Nevinha Pachêco
               Dedé casou com Maria das Neves Dias, treze anos mais jovem que ele, seu único e grande amor, em 30/03/1963. A professora Nevinha, mãe dos seus filhos Henrique e Gerluce, morreu em 07/03/2011. Lúcido, não se queixa de nenhum problema de saúde. Foi vítima de  um enfarte em 2005, mas  acabou sendo objeto de estudo por uma junta médica do Hospital Osvaldo Cruz. Motivo: Inexplicavelmente, a artéria comprometida desviou seu curso e logo ele estava restabelecido. Por motivos alheios à sua vontade, Dedé teve seu nome envolvido no triste episódio ocorrido em 18/07/1958, quando um tiroteio ocorrido num dia de feira, no centro de Timbaúba, gerou um confronto político-partidário com vítimas fatais.  Dedé não  estava armado , apenas passava na ocasião, mas recebeu voz de prisão. Correu e precisou passar uns dias fora de Timbaúba até os ânimos diminuírem.  Dedé afirma que nunca comprou fiado, não tem cheques e nem cartões de crédito. 

 Pontas de Pedra, verão de 2008. Dedé e sua amada Nevinha
Na calçada de sua casa, onde tantas vezes ficava ao lado de Nevinha, vendo o tempo passar 
                  E assim conhecemos um pouco de José Pachêco Marinho, Dedé Judeu, um homem que criou raízes em Timbaúba, que ama a “Princesa Serrana” como poucos timbaubense natos a amam e que não tem vergonha alguma em dizer: “Sou uma pessoa muito sentimental e choro com muita facilidade.”
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MEMÓRIA TIMBAUBENSE

Timbaúba-PE, 30/03/1963 ***** Casamento de José Pachêco Marinho (Dedé Judeu)  e Maria das Neves Dias (Professora Nevinha) ***** Por onde anda a bela garotinha que segue na frente do casal? Alguém sabe seu nome?
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Um comentário:

DASLAN MELO LIMA disse...

Comentário de Rosa Marinho, via formulárioPRO.
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Sou timbaubense,hoje estou na Paraíba,encontrei esse site e gostei muito pois fico sabendo das novidades.Como por ex:Enicênio e Verônica com sua netinha.Ele estudou comigo no Timbaubense.

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