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sábado, 17 de novembro de 2012

SESSÃO NOSTALGIA - Marcia Blanquer Coll, a Miss Simpatia do concurso Miss Pernambuco 1979


Por Daslan Melo Lima
PRÓLOGO



      Quando o produtor cultural Fernando Bandeira Diniz, atual coordenador do Miss Brasil Latina,  conheceu a jovem morena Sandra Buarque de Macêdo (foto acima, à direita), não teve dúvida que ela seria uma ótima candidata do Clube Jovem Teatral e Artístico de Boa Viagem ao título de Miss Pernambuco 1979.  A agremiação que ele tinha criado, e que dirigia com muito carinho, já tinha revelado nas passarelas do Miss Pernambuco jovens que tinham feito muito sucesso, tais como Rita de Cássia Dutra Monteiro (1974) e Martha Waleska Vasconcelos (1975), ambas classificadas em quinto lugar, e Julia Katia Araújo (1976), semifinalista. Sandra agradeceu a lembrança do Fernando e não aceitou o convite, mas apresentou a ele sua grande amiga Marcia Blanquer Coll (foto acima à esquerda), filha de espanhóis oriundos de Barcelona, paulista de nascimento e pernambucana de coração.

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MARCIA BLANQUER COLL,
SANGUE ESPANHOL NO MISS PERNAMBUCO 1979

Marcia Blanquer Coll, aos 13 anos de idade, vice-Garota Verão do Recife 

      Marcia  Blanquer Coll nasceu em São Paulo,  no dia 31/07/1963, filha de Alberto Blanquer Esteves e Ana Coll Blanquer Serra, ambos imigrantes espanhóis. Depois de algum tempo, eles foram morar no Recife. Márcia foi aluna do Colégio Santos Dumont, em Boa Viagem, e sempre chamou atenção pela sua beleza. Aos 13 anos, disputou o título de Garota Verão do Recife, conquistando o segundo lugar. Quando concorreu ao Miss Pernambuco ainda era menor de idade, mas nos formulários que preenchia ao lado da irmã Maria Montserrat, sua acompanhante, alterava o ano do nascimento. Quando pediam um documento de identificação, sorria e alegava que tinha esquecido em casa. 


    Marcia foi uma forte candidata ao título de Miss PE 79. Conquistou o título de Miss Simpatia e classificou-se em quinto lugar. Depois do concurso, trabalhou como manequim da loja Ele & Ela, participou de programas de televisão, fez uma ponta na novela Coração Alado e foi admitida no Bradesco. Casou, teve um filho, morou no Amazonas, descasou, casou novamente e  hoje mora em Fortaleza-CE, onde é sócia de uma empresa de produtos de beleza.  
      Recentemente fui apresentado a ela por minha amiga Julia Katia. A Miss Simpatia do Miss PE 79 não hesitou conceder-me uma entrevista exclusiva. As imagens que ilustram esta matéria são reproduções das originais que pertencem ao seu acervo.

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PING-PONG COM MARCIA BLANQUER COLL

Comida preferida: Paella e bacalhoada. /// Bebida preferida: Coca Cola e vinho. /// Sobremesa preferida: Petit Gateau. /// Fruta preferida: Abacaxi /// Cor preferida: Preto e  branco. /// Clube esportivo: Palmeiras, em São Paulo, e Santa Cruz, em Pernambuco. /// Religião: Evangélica. ///  Viver é.. Amar. ///  Envelhecer é... Com saúde é maravilhoso e sinal de que estou viva. /// Morrer é... Um mistério. /// Um filme inesquecível: Golpe de Mestre. /// Uma peça de teatro inesquecível: Todas as que assisti com a grande dama do teatro pernambucano Geninha Rosa Borges. /// Um programa de TV preferido: The Voice. /// Um livro inesquecível: Momentos de Sabedoria. /// Uma canção inesquecível: “Imagine”, na voz de Elton John. /// Cantores e cantoras preferidos: Marina Monte, Seu Jorge, Roberto Carlos, Elton John e Mick Jagger. /// Atores e atrizes preferidos:  Claudia Raia, Fernanda Montenegro, Demi Moore, Kelvin Costner e Robert Redford. 

Marcia recebendo a faixa de Miss Simpatia de Timbi, apelido de Otávio Catanho, proprietário  da empresa Termas Recife, responsável na época pelo preparo físico das concorrentes ao Miss Pernambuco.

Uma Miss Pernambuco: Suzy Rego, Miss Pernambuco 1984. ///  Uma Miss  Brasil: a baiana Martha Rocha, Miss Brasil 1954. /// Uma Miss Universo: A gaúcha Ieda Maria Vargas, Miss Brasil e Miss Universo 1963. /// Uma mulher bonita: Claudia Leitte. /// Um homem bonito: Domingos Montagner. /// Uma saudade: Meu Pai. /// Um motivo de arrependimento: É segredo. /// Um motivo de orgulho: Meu filho Roberto Barros Neves Filho, fruto do meu primeiro casamento. /// Um ponto turístico de Pernambuco: O Alto da Sé de Olinda. /// Um ponto turístico do Ceará: Jericoacoara. /// A cidade dos seus sonhos:  Santorini . /// Animal de estimação: Cachorro. /// Sonho de consumo: Viajar. /// Seu maior defeito: Ansiedade. /// Sua maior virtude: Simplicidade. ///  O que mais admira em um ser humano: O caráter. /// O que não suporta em um ser humano: Falsidade. /// Se  tivesse de ser uma personalidade histórica do passado, que personalidade seria? A Imperatriz Elizabeth da Áustria (Sissi). /// Um momento para recordar: Vários, entre eles, o nascimento do meu filho acompanhada da minha irmã Maria Montserrat; o concurso Miss Pernambuco no auge da adolescência; meu retorno ao mercado de trabalho com uma sócia, a Ana, bem diferente de mim,  que me ajuda em momentos difíceis, e meu segundo casamento, aos 45 anos, com Ricardo Hortêncio Pereira dos Santos, um homem maravilhoso; e o que é  melhor, tendo a minha linda mãe sempre presente. /// Você está em ótima forma e continua muito bonita. Qual o segredo? Amar muito e realizar atividades físicas.

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                MARCIA BLANQUER COLL NA NOVELA CORAÇÃO ALADO

Marcia e o ator Paulo Figueiredo, em Tracunhaém (PE), gravando uma cena para a novela "Coração Alado".  
        Em 1980, Márcia Blanquer Coll morava em Boa Viagem, nas imediações do Hotel Miramar, quando foi convidada para fazer uma ponta em  “Coração Alado”,  novela da TV Globo, de Janete Clair, dirigida por Roberto Talma e Paulo UbiratanO seu papel foi o de namorada de Anselmo Pitanga, personagem do ator Paulo Figueiredo, que é abandonada por ele na cidade de Tracunhaém, PE. A novela foi exibida no horário nobre das 20 horas, de 11/08/1980 a 14/03/1981. Marcia foi muito assediada para ser atriz, mas o pai não permitiu.
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VALEU A PENA SER MISS


Marcia e Roberto Barros Neves Filho, fruto do seu primeiro casamento, na formatura do Roberto em Jornalismo.
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Márcia Blanquer Coll casou há 4 anos com Ricardo Hortêncio Pereira dos Santos. Ouçamos o que ela diz: “Coloquei o meu primeiro vestido de noiva aos 44 anos de idade. Muitas mulheres, depois dos 40 anos, acham que estão velhas. Estou com quase 50 anos, mas sinto que a minha vida só está começando.”
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Feliz ao lado do esposo Ricardo Hortêncio Pereira dos Santos.
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          Sobre o seu reinado de Miss, Marcia Blanquer Coll confessa: Valeu a pena ter sido Miss. Guardo ótimas recordações daquele tempo, do meu amigo Baby, do meu coordenador Fernando Bandeira Diniz, do estilista  Paulo Carvalho, criador do meu vestido de gala. Gostei da vitória da minha colega Anne Elizabeth Brasileiro, a linda Miss Aero Clube de Pernambuco, mas acho que eu merecia ter ficado no segundo ou no terceiro lugar, jamais no quinto. Volto a dizer que Anne era uma jovem linda, mais alta que eu, com mais idade. Participei ao seu lado de vários eventos e gostaria muito de saber por onde anda e de ter contato com ela. Eu não hesitaria incentivar uma filha a participar de um concurso de Miss, caso ela manifestasse esse desejo. Mas há um diferencial muito grande dos concursos de ontem para os de hoje. Antigamente, a jovem ou era bonita ou não era. Atualmente, as misses são fabricadas por cirurgiões, a beleza é fabricada em série e isso fez perder todo aquele encanto que existia no meu tempo.  


                                                               EPÍLOGO

       Nesta noite quente e calorenta do penúltimo sábado de novembro de 2012, as imagens daquele Miss Pernambuco 1979 chegam através de pedaços incompletos. Eu estava lá, no Ginásio de Esportes Geraldo de Magalhães Melo, o Geraldão, na noite do concurso. Não me recordo de muitos detalhes, mas várias das concorrentes, entre elas Marcia Blanquer Coll,  ainda desfilam nitidamente em minhas lembranças. Lembro da novela “Coração Alado” , em 1981, na qual Marcia teve uma pequena participação, e de uma música da trilha sonora que me emocionava, “Só nos resta viver”, de Ângela Rô Rô

"Dói em mim saber que a solidão existe / e insiste no teu coração.  / Dói em mim sentir que a luz que guia / o meu dia, não te guia, não. ///  Quem dera pudesse, /  a dor que entristece / fazer compreender. / Os fracos de alma, / sem paz e sem calma, / ajudasse a ver. / Que a vida é bela, / só nos resta viver. / A vida é bela, / só nos resta viver.”

      As imagens daquele Miss Pernambuco 1979 chegam através  de pedaços incompletos,  mas esta Sessão Nostalgia, ao trazer de volta o sorriso  a simpatia e a beleza de Marcia Blanquer Coll , vai contribuir para preservar a memória de um tempo que se foi, para sempre se foi.

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sábado, 10 de novembro de 2012

SESSÃO NOSTALGIA - EM MEMÓRIA DE NAIDA LINS DE ALBUQUERQUE, UMA DEUSA PERNAMBUCANA DOS ANOS 60


Por Daslan Melo Lima – 

       No dia 13/10/2012, sob o título NAIDA LINS DE ALBUQUERQUE, UMA DEUSA PERNAMBUCANA DOS ANOS 60http://passarelacultural.blogspot.com.br/2012/10/sessao-nostalgia_13.htmlesta secção rendeu um tributo a uma mulher maravilhosa que se tornou um dos ícones pernambucanos dos mágicos anos 60. Conheci Naida pessoalmente numa tarde de 1968, na Praça Maciel Pinheiro, centro do Recife, no auge da sua juventude e beleza. Naquele ano, representando o Sport Club do Recife, ela foi terceira colocada no concurso Miss Pernambuco. Logo em seguida, conquistou os títulos de Miss Objetiva de Pernambuco, Miss Objetiva do Brasil e vice-Miss Objetiva Internacional. Há dois meses, recebi o e-mail abaixo:

Boa noite Daslan,
Meu nome é Erika Albuquerque e sou sobrinha-neta de Naida Lins de Albuquerque. Cresci ouvindo a família e a própria contarem, com orgulho, as histórias da sua época de Miss. Vi fotos e comprovei como ela merecia conquistar os títulos que conquistou, e muito mais.
Hoje encontrei, por acaso, o seu blog e me deparei com algumas publicações suas citando o nome da minha tia. Sempre muito delicado e simpático. O orgulho que eu já tinha chegou ao ápice, pois, apesar de já ter visto os jornais e fotos que ela mesma guarda, ver a história ser publicada e comentada tão recente não há comparação.
Vi também que você pesquisa e publica como as misses estão atualmente. A minha tia, hoje, passa por um problema de saúde que anda tentando consumir suas energias e alegrias. Descoberto há aproximadamente 8 meses, um câncer no estômago e fígado, vem deixando-a um tanto debilitada, mas nada tira o bom humor e vontade de viver, e viver sempre mais. Com tudo isso pensei: "por que não propor uma sessão nostalgia com a linda morena Naida Lins de Albuquerque?".
Isso, sem sombra de dúvidas, daria a minha tia um gostinho do que viveu lindamente no passado.
A proposta está feita e aguardo ansiosamente uma resposta.
E não poderia deixar de parabenizá-lo pelo blog, lindíssimo e realmente nos leva a uma deliciosa nostalgia.

        A partir daí, eu e Erika ficamos mantendo contato. Não vi sentido tornar público o problema de saúde da Naida, tendo em vista a cautela da família sobre o assunto, afinal ela demonstrava imensa vontade de viver e tudo levava a crer que ia superar o câncer. Enviei um questionário para Naida responder, mas   fiquei sem saber algumas das respostas. Entendam o porquê através deste outro e-mail da Erika:

Boa tarde Daslan, segue a entrevista da minha Tia e as fotos. Respondi o que sabia e preferi não perguntar nada porque ela é muito esperta e poderia estragar a surpresa. Tenho certeza que será uma linda homenagem e ela ficará muito emocionada. Assim que chegar os exemplares do jornal, com um deles faremos um quadro bem bonito e entregaremos para ela como um presente. 
Fico no aguardo para saber quando sairá no blog também. Desde já agradeço o seu empenho e dedicação e dizer que sem o seu apoio essa homenagem tornaria-se bem mais difícil. Tenha certeza que Naida será muito grata por tudo!

      No dia 13 de outubro, a matéria sobre Naida saiu em PASSARELA CULTURAL, ao mesmo tempo em que o jornal CORREIO DE NOTÍCIAS circulava com um resumo da Sessão Nostalgia. Mandei exemplares para a Erika e combinamos que a família iria promover neste mês de novembro um encontro entre mim e Naida. Meu sonho: dar-lhe um abraço quarenta e quatro anos depois daquele encontro na Praça Maciel Pinheiro, e pedir a ela que autografasse a capa do Boletim  Informativo  do Sport Club do Recife. Infelizmente, não houve tempo para isso.  Naida Albuquerque morreu às 13 horas da última terça-feira, 06/11/2012, no Hospital Geral do Recife..

         REQUIEM PARA UMA MISS

      Comparecei ao sepultamento do corpo de Naida, realizado às 11 horas da quarta-feira, 07, no Memorial Guararapes, na BR 101, Km 79,3, Jaboatão dos Guararapes. Para minha surpresa, a família tinha providenciado dezenas de reproduções da minha matéria veiculada no CORREIO DE NOTÍCIAS. Cada pessoa presente ao local recebeu uma cópia. Foi muito emocionante.
       Naida estava serena no caixão e tinha um sorriso nos lábios. Ouvi uma pessoa dizendo: “Ela era animadíssima. Adorava a natureza. Gostava muito de passar seus finais de semana com a família nas propriedades que tinha na Paraíba e em Porto de Galinhas. Gostava de visitar as cidades de Surubum e Casinhas e de tomar banho na Cachoeira do Urubu". Também foi no velório que tomei conhecimento de uma tragédia que se abateu sobre Naida há anos. Sua filha Morgana morreu de forma trágica quando tinha 15 anos de idade, vítima de um tiro acidental quando brincava com uma espingarda ao lado de uma amiga.

      O ato religioso foi dirigido pelo diácono Antônio Sebastião de Oliveira, da Paróquia de N.Senhora do Perpétuo Socorro. Para início, todos cantaram aquele hino que diz  “Me chamaste para caminhar na vida contigo, / decidi para sempre seguir-te, não voltar atrás.  / Me puseste uma brasa no peito e uma flecha na alma , / é difícil agora viver sem lembrar-me de ti. / Te amarei Senhor, te amarei Senhor,  / eu só encontro a paz e a alegria bem perto de ti.”  A seguir, o diácono Antônio Sebastião se pronunciou:  “O belo é divino. É pela beleza que contemplamos a presença de Deus. Naida foi Miss Objetiva de Pernambuco, Miss Objetiva do Brasil e vice-Miss Objetiva Internacional. Através da sua beleza e simplicidade, ela fez com que sentíssemos a presença de Deus ao nosso redor". continuou citando , que perdeu os filhos e ao invés de blasfemar contra DEUS exclamou:  "Deus me deu, e Deus tirou; bendito seja o nome do Senhor". Depois de todos recitarem o Pai Nosso, o diácono deu iniciou outro canto: "Senhor, quem entrará no santuário pra te louvar? / Quem tem as mãos limpas, e o coração puro, quem não é vaidoso, e sabe amar / Senhor, eu quero entrar no santuário pra te louvar / Ó dá-me mãos limpas, e um coração puro, arranca a vaidade, ensina-me a amar/...". O corpo saiu do velório para o local do sepultamento com todos cantandoCom minha mãe estarei na santa glória um dia, / Ao lado de Maria no céu triunfarei / No céu, no céu, com minha mãe estarei / No céu, no céu. com minha mãe estarei". Impossível conter as lágrimas. Sob aplausos, o corpo de Naida baixou à sepultura. Era quase meio-dia..

               NAIDA NA PASSARELA DE OUTRA DIMENSÃO  
         Assim que soube da morte de Naida, procurei compartilhar a triste notícia com o mundo-Miss, postando uma nota no Facebook, no voy.com/185349/ e expedindo e-mails para os jornalistas Fernando Machado, João Alberto, Muciolo Ferreira e Roberto Macêdo. Muciolo repassou o acontecimento para Maria Eunice Mergulhão,  Miss Caruaru e Miss Pernambuco 1968, colega de passarela de Naida. Maria Eunice ligou para o meu celular lamentando o ocorrido e pediu o telefone de contato da família.   João Alberto noticiou o fato em seu blog e na sua coluna social do Diário de Pernambuco e o mesmo fez Fernando Machado em seu blog. Tanto eu como Erika Albuquerque fizemos contato com Sport Club do Recife. A assessoria do clube informou que no próximo jogo do Sport na Ilha do Retiro, a bandeira rubro-negra ficará a meio mastro e será anunciado um minuto de silêncio. A Missa de Sétimo Dia será celebrada na Igreja de Nossa Senhora da Boa Viagem, na próxima terça-feira, 13, na Praça de Boa Viagem, no Recife.
           
          DEUS convocou Naida Albuquerque para uma outra missão na passarela de outra dimensão. A comissão julgadora e a plateia mudaram. Naida Albuquerque está no caminho da verdadeira Luz. Uma faixa diferente, um manto especial, uma coroa singular e um cetro iluminado estão revestidos de eternidade para adornar a Miss Sport Club do Recife, Miss Objetiva de Pernambuco, Miss Objetiva do Brasil, vice-Miss Objetiva Internacional 1968.

                              Abaixo, a reedição da SESSÃO NOSTALGIA de 13/10/2012.
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SESSÃO NOSTALGIA - NAIDA LINS DE ALBUQUERQUE, UMA DEUSA PERNAMBUCANA DOS ANOS 60


Daslan Melo Lima

PRÓLOGO
 Naida Lins de Albuquerque 
Miss Sport Club do Recife, finalista no Miss Pernambuco 1968

      Ela é um ícone da beleza pernambucana dos mágicos anos 60. Foi uma das mais fortes concorrentes ao título de Miss Pernambuco 1968, representando o Sport Clube do Recife, e em seguida, na condição de Miss Objetiva de Pernambuco, foi eleita Miss Objetiva do Brasil e vice-Miss Objetiva Internacional 1968. Seu nome: Naida Lins deAlbuquerque, nascida em Olinda-PE, em 11/02/1949, que depois do seu reinado, ao se casar com Joaquim Fonseca, tornou-se a Sra. Naida Albuquerque Fonseca
      O concurso Miss Objetiva era promovido por uma associação de fotógrafos profissionais paulistas. Era uma espécie do Miss Brasil-Miss Universo em tom menor, mas que despertava muita atenção na mídia pela organização, nível das concorrentes, seriedade e prestígio dos organizadores. As finais do certame em âmbito nacional e internacional eram realizadas na capital do Estado de São Paulo.
     Lembro-me como se fosse hoje de certa tarde na Praça Maciel Pinheiro, na frente do Hotel São Domingos, “o hotel das Misses”, centro do Recife. Centenas e centenas de pessoas se aglomeravam para ver a chegada da baiana Martha Vasconcellos, Miss Brasil e Miss Universo 1968, que tinha vindo participar de um desfile no Clube Português ao lado de outras misses nordestinas. Eu estava lá, testemunha daqueles momentos inesquecíveis. E foi na Praça Maciel Pinheiro que conheci pessoalmente naquela tarde de 1968 a Naida Lins de Albuquerque, morena linda de cabelos longos e sorriso cativante, acompanhada de sua mãe. Eu era um adolescente tímido e não tive coragem de lhe pedir um autógrafo. Com vocês, um pouco daquela deusa que marcou época, através de entrevista exclusiva a este blog.  
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                            NAIDA, VALEU A PENA SER MISS

Naida Lins de Albuquerque
Miss Objetiva de Pernambuco 1968
PASSARELA CULTURAL - Seus pais incentivaram você a ser Miss?
NAIDA ALBUQUERQUE - Meu pai torcia, mas “de longe”. Minha mãe era mais presente e procurou guardar cada jornal que falava sobre mim.
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PC - Qual a melhor recordação do tempo de Miss?
NA - O prazer de ser reconhecida e querida.
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PC -  Você acompanha os noticiários sobre os atuais concursos de Misses?
NA-  Não tanto quanto antes
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PC - Você deve ter recebido propostas para ser artista de TV e cinema. Porque não aceitou?
NA - Na época os valores eram outros e os meus objetivos também. Meu  pai não permitiria  que eu seguisse carreira artística. Logo após meu reinado de Miss, casei e constituí família.
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PC - Você incentivaria uma filha ou neta a participar hoje do concurso?
NA - Com certeza. Seria uma grande experiência para ela.
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PC Valeu a pena ser Miss?
NA – Demais! Se voltasse no tempo faria tudo novamente, com certeza!
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PING-PONG COM NAIDA
Naida Lins de Albuquerque
Miss Objetiva do Brasil e vice-Miss Objetiva Internacional 1968 

         Um pouco mais de Naida Albuquerque no melhor estilo entrevista “ping-pong”.Sua maior virtude: Sinceridade. ***** Um sabor: Pudim de leite. *****  Clube esportivo: Sport Clube do Recife. ***** Religião: Católica. *****  Santos de devoção:São Jorge. ***** Um filme preferido: filmes de ação em geral. *****    ***** Um motivo de saudade: Minha mãe. *****  Um motivo de arrependimento: Não tenho. *****  Um motivo de orgulho: A vida. ***** Dia ou noite? Dia. *****  Samba ou frevo? Frevo. ***** A cidade dos seus sonhos: Recife. *****  Sonho de consumo: Viagens. *****  O maior sonho da sua vida: Viver sempre mais. *****  Se o mundo fosse acabar amanhã, o que faria hoje? Curtiria junto com a família até o último instante, sorrindo muito como sempre fiz. ***** Viver é... Felicidade. ***** Envelhecer é... Experiência. ***** Morrer é... O caminho de todos.***** A música da sua vida: O Hino do Elefante de Olinda, de Clídio Nigro e Clóvis Vieira. “Ao som dos clarins de momo  / o povo aclama com todo ardor. / O elefante exaltando as suas tradições   / e também seu esplendor. /// Olinda, este meu canto / foi inspirado em teu louvor. / Entre confetes, serpentinas, venho te oferecer / com alegria o meu amor. ///  Olinda! Quero cantar a ti esta canção. / Teus coqueirais, o teu sol, o teu mar / faz vibrar meu coração. / De amor a sonhar, minha Olinda sem igual / Salve o teu carnaval !”
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NAIDA E O LEÃO DO SPORT 

          As imagens de Nadia que ilustram esta matéria são reproduções de fotos originais pertencentes ao seu arquivo pessoal, mas a ilustração acima é uma das relíquias do meu acervo sobre concursos de Misses. Trata-se da capa da revista Sport Club do Recife-Boletim Informativo, de maio de 1972, quatro anos após Nadia ter conquistado para Pernambuco o primeiro título de Miss Objetiva do Brasil, uma prova do quanto o Sport tinha orgulho de sua Miss de 1968. Depois de Nadia, duas pernambucanas foram eleitas Miss Objetiva do Brasil: Rosângela Carvalho Monteiro da Silva, em 1971,  e Fátima Antunes, em  1972, também segunda colocada no Miss Objetiva Internacional. 
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 EPÍLOGO

          Naida Lins de Albuquerque, ou melhor, Naida Albuquerque Fonseca, mora no Recife e guarda com carinho as faixas, recortes e fotos de um tempo que permanece vivo em suas lembranças, recordações preciosas do seu reinado de Miss. É uma mulher feliz, como esposa de Joaquim Fonseca; como mãe de MorganaMarcelo José,Marco Aurélio e Sandra; e como avó de cinco netos (três meninas e dois meninos). Sua beleza continua na alegria de viver e no sorriso franco. A Miss Objetiva do Brasil 1968   vive o destino típico daquelas jovens maravilhosas, personagens de um mundo mais lento, simples e romântico: os anos 60.  
           Eis um conselho de Naida para os leitores: Curta, com responsabilidade, mas curta. Não deixem oportunidades passarem, agarre-as e viva. Mas viva mesmo, como se todos os dias fossem os últimos.  
          Naida, a nossa querida Miss que tanto fez história em Pernambuco, com sua classe e carisma, é quem mais segue o conselho dado
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        O resumo desta Sessão Nostalgia é o destaque da secção Perfil do jornalCORREIO DE NOTÍCIAS, edição de outubro, publicação onde assino uma coluna sociocultural. 
O jornal circula nos  Estados de Pernambuco e Paraíba. 


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sábado, 3 de novembro de 2012

DE TIMBAÚBA PARA O MUNDO

BANDA 1º DE NOVEMBRO, 90 ANOS, O EXEMPLO MELHOR DE UM IDEAL

      Um trecho do hino da banda, composição de Diógenes Soares e Simplício Ferreira, diz: "Companheiros se nesta jornada / Sucumbirmos um dia afinal / Deixaremos na santa cruzada / O exemplo melhor de um ideal". 
      A dedicação dos que fazem a 1º de Novembro é um exemplo emocionante de amor à cultura. 
"Que este canto de doce ternura / Seja o hino de amor destes céus / E possua a harmonia e a doçura / Das orquestras regidas por Deus." 
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           A Sociedade de Cultura e Musical 1º de Novembro, a  Pé de Cará, celebrou no último dia 1º os 90 anos de sua fundação. A data foi comemorada com uma alvorada pelas ruas da cidade e com um coquetel e um concerto à noite, na sede da instituição, na Rua Regente Amaro Jorge, 86, no bairro de Timbaubinha.  Na ocasião tomou posse a nova diretoria, cujas funções principais serão ocupadas por Fernando Andrade e Manoel Alves Soares (presidente e vice); Otávio Luiz da Silva Neto e Ivanildo Rodrigues de Oliveira (diretoria financeira); Jean José da Silva e Jorge Luiz da Silva Gomes (assuntos musicais); Daslan Melo Lima e Gilmar Gomes da Silva (diretoria social); Manoel Gonçalo de Brito Filho e Fábio Paz da Silva (patrimônio); Martinho Virgílio e Everaldo José da Silva (jurídico); Celma Lucia Vasconcelos e José da Silva Ramos (relações públicas); e Severino Francisco da Silva e Jeová Barbosa de Lira (secretário geral e vice).
        A Banda 1º de novembro, fundada em 1º/11/1922, teve suas origens nos músicos remanescentes da Banda 7 de Setembro ou “Música Velha”, criada em 07/09/1858. Em 1922, com a paralisação das atividades da “Música Velha”, surgiu um movimento de continuidade ao culto da arte musical. O Prof. Zé da Silva é um dos defensores de que a Banda 1º de Novembro deveria estar celebrando 154 anos e não 90. “A 1º de Novembro é uma continuação da 7 de Setembro. Ao surgir com um novo nome, os cabeças, os músicos, o maestro e  os  instrumentos  eram todos da 7 de Setembro”,  afirma com muita segurança, baseado no livro “Tradicionais Bandas de Música”, de José Pedro Damião Irmão (1934-1973).
     Muitos foram os prêmios e as dificuldades enfrentadas pela Banda 1º de Novembro durante a sua trajetória, mas o grupo tem se mantido unido, dentro do espírito que encerra o seu hino, uma poética lição de altruísmo e amor à música.
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HINO DA BANDA MUSICAL 1º DE NOVEMBRO, música de Diógenes Soares e letra de Simplício Ferreira.
Companheiros na grande jornada / Desta vida de luta e de glória, / Não devemos temer na cruzada, / Para os louros  colher da vitória. /// (Refrão): Que este canto de doce ternura / Seja o hino de amor destes céus / E possua a harmonia e a doçura / Das orquestras regidas por Deus. /// Exaltemos nos mestres famosos / A beleza imortal e a magia / Dos poemas, dos sons gloriosos, / Na conquista maior da harmonia /// Companheiros se nesta jornada / Sucumbirmos um dia afinal / deixaremos na santa cruzada / O exemplo melhor de um ideal.
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MAESTRO JEAN JOSÉ, UM ORGULHO TIMBAUBENSE


          Com tranqüilidade e competência, desde 1990 que Jean José da Silva, um timbaubense de 44 anos de idade, vem colocando o seu talento a serviço da Banda 1º de Novembro, na função de Regente. Nascido em 28/10/1968,  segundo dos sete filhos do casal José Porfírio da Silva e Alzerina Maria da Silva, Jean José é casado com Gilvânia Maria de França Silva, mãe dos seus filhos  Jáfia Lorraine, Jamerson José e Jean José de França Silva. Eletricista de profissão e músico por vocação, Jean José já inscreveu seu nome na história dos grandes regentes pernambucanos, tanto que sua foto está decorando o salão principal da nonagenária banda,  lado a lado com o famoso Amaro Jorge (1899-1946).
         AS VERDADES DE UM REGENTE :  Sou funcionário da empresa C & C, desde 1996, onde exerço a função de eletricista. Adoro o que faço, mas se as circunstâncias fossem outras, eu dedicaria todo o meu tempo à música. Não existe um instrumento mais complexo do que outro para se  tocar, depende da aptidão e dedicação do aluno. Sou espírita convicto, mas não frequento  nenhum centro, prefiro estudar a doutrina e meditar no Evangelho em minha casa. O segredo de uma boa regência requer duas coisas: disciplina e respeito. Aprendi a tocar saxtenor, mas não há necessidade de saber lidar  com todos os instrumentos musicais para reger bem uma banda, basta ter  noção básica do conjunto e apurado senso de harmonia. Fui aluno da Escola Municipal Dr. Antônio  Galvão Cavalcanti e me formei em Contabilidade no Colégio Timbaubense.  Minha vocação para a música aflorou aos 14 anos de idade. Não sei o que é ser discípulo do Conservatório de Música de Pernambuco. Tudo que sei aprendi em Timbaúba e esforçando-me como autodidata. Tenho orgulho de fazer parte da Banda 1º de Novembro, a gloriosa “Pé de Cará”, e o maior sonho da minha vida é ver a música no Brasil ter o devido reconhecimento como um bem imprescindível para a formação cultural do nosso povo.
          PING-PONG COM JEAN JOSÉA música da sua vida: Cuando Calienta el Sol.  ***** Samba ou frevo? Frevo. ***** Um frevo: “Relembrando o Norte”, de Severino Araújo. ***** Um músico timbaubense que a história guardou: Maestro Amaro Jorge. ***** Um músico timbaubense que a história vai guardar: Marcos FM. ***** Cantores preferidos: Roberto Carlos, Alcione, Lionel Richie e Diana Ross. ***** O maior regente de todos os tempos: Zumbi Metha e Issac Karabtchevsky. ***** Um filme musical: Dio Come Te Amo.  ***** Sonho de consumo: Conhecer a França, mas antes conhecer o Brasil de ponta a ponta. ***** Uma Orquestra: Tabajara. ***** Viver é... Respeitar a individualidade do próximo. ***** Morrer é... A morte não existe, pois a vida continua. ***** Se o mundo fosse acabar amanhã... Procuraria amar mais ainda aquilo que faço.
          E assim conhecemos um pouco de Jean José da Silva. Por sua personalidade e amor à cultura,  ele é, sem dúvida alguma, um orgulho timbaubense.

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SESSÃO NOSTALGIA - MISSES NA PRIMAVERA DO RECIFE, AQUELE NOVEMBRO DE 1955 NA ILHA DO RETIRO


Por Daslan Melo Lima

     

        É intenso o calor pernambucano neste terceiro dia de novembro de 2012, embora no calendário conste que estamos na Primavera, estação que teve início em 22 de setembro.  Há poucos minutos, fui buscar no meu acervo uma publicação da década de 1950. Tinha de ser de novembro e dos anos 50,  muito longe da realidade dos nossos dias, talvez, consciente ou inconsciente, para “fugir” de tanto calor.

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            Tenho nas mãos um exemplar da revista Manchete, de 19/11/1955, em cuja capa aparece o General Henrique Duffles Batista Teixeira Lott (1894-1984), Ministro da Guerra, figura central de acontecimentos que puseram em jogo a sorte da República. Na  longa reportagem sobre o assunto, ele conta como e por que foi obrigado a desencadear no país, em nome dos ideais republicanos, uma intervenção militar de longo alcance. Eu até poderia me estender nesse assunto, mas a essência desta  secção não é outra senão focalizar as misses que marcaram época neste imenso país-continente chamado Brasil.

                                   
PRIMAVERA NO RECIFE


     No meio da revista, em página dupla colorida, uma reportagem focaliza várias misses  fotografadas por Gervásio Batista. Elas eram o alvo das atenções no Recife, naquele novembro de 1955.  O trecho da matéria,  abaixo transcrito, respeitando a ortografia da época, diz:

Por iniciativa da “Fôlha da Manhã” e da “Rádio Olinda”, Recife assistiu ao mesmo belo espetáculo esportivo já realizado no Rio: os Jogos Olímpicos da Primavera. Dois mil jovens, rapazes e moças de colégios e clubes pernambucanos, compareceram ao estádio da ilha do Retiro para a abertura do grande certame. Em roupas esportivas, cada qual com seu uniforme colorido, desfilaram as balisas, os rapazes e as môças do basquete, do vôlei, da esgrima, do remo, do atletismo, da natação, do ciclismo, do tênis de mesa, conduzidos pelas bandeiras de suas agremiações. Fechando o desfile, as misses, que ali foram. Uma festa magnífica. No campo do Sport, os atletas fizeram a volta ao campo e, perfilados, prestaram o jurado olímpico. Depois, as misses percorreram as ruas da cidade, em tronos armados em jipes. Quando apareceram no estádio lotadíssimo, foram obrigadas a duas voltas em tôrno do campo: o público pernambucano não se cansou de aplaudi-las. Estavam realmente lindas, como se pode ver pelas fotos que ilustram estas páginas.

Miss Cinelândia 1954;  Elvira da Veiga Wilberg, Miss Distrito Federal; e Ingrid Schmidt (1938-2008), Miss Estado do Rio de Janeiro.
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Maria Eunice Dias, Miss Bahia;  Annete Stone, Miss Amazonas;  e Bertini Mota, Miss Alagoas.
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Maria José Valera, Miss Rio Grande do Norte; Maria Aparecida Benz,  Miss Minas Gerais; Wilma Sozzi,  Miss Paraná; Ingrid Schmidt,  Miss Estado do Rio de Janeiro;  Simei Ribeiro Bílio,  Miss Maranhão, Elvira da Veiga Wilberg, Miss Distrito Federal; a  Rainha dos Jogos Olímpicos da Primavera; a Miss Cinelândia 1954; Bertini Mota,  Miss Alagoas; Maria Eunice Dias,  Miss Bahia;  e  Annete Stone, Miss Amazonas.  
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A GRANDE AUSENTE


            Alba de Souza Leão, Miss Pernambucano, não participou da festa. Motivo: cinco meses depois de ter disputado o título de Miss Brasil, vencido pela cearense Emília Corrêa Lima, renunciou ao título para casar com o milionário Harry B.Richburg, Oficial da Força Aérea dos Estados Unidos. Sua foto aparece na página 52 da referida Manchete, vestida de noiva, ilustrando o comercial do Leite de Rosas.  Sobre a imagem está escrito : Ao “Leite de Rosas”, patrocinador do Concurso “Miss Brasil 1955” e embelezador de todas as mulheres brasileiras, ofereço minha fotografia no dia do meu Enlace Matrimonial. Sinceramente. Alba de Souza Leão, “Miss Pernambuco”.
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     O calor desta tarde de sábado continua intenso. Vou lá fora ao encontro de uma brisa refrescante. Vou fechar os olhos e imaginar que sou menino e estou na Ilha do Retiro, no Recife, naquele novembro de 1955, aplaudindo e admirando aquelas misses de um tempo mágico que se foi, para sempre se foi.

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Timbaúba, PE, na tarde primaveril do terceiro dia de novembro de 2012, 

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