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SEJA BEM-VINDO ! SEJA BEM-VINDA! VOCÊ ESTÁ NO BLOG PASSARELA CULTURAL, cujas postagens, na maioria das vezes, são postadas aos sábados e domingos. Nossa trajetória começou em 02/07/2004, com o nome de Timbaconexão, como coluna sociocultural do extinto site de entretenimento Timbafest. Em 12/10/2007, Timbaconexão migrou para blog com o nome de PASSARELA CULTURAL, quando teve início a contagem de visitas. ***** Editor: DASLAN MELO LIMA - Timbaúba, Pernambuco, Brasil. ***** Contatos : (81) 9-9612.0904 (Tim / WhatsApp). E-mail: daslanlima@gmail.com

sábado, 28 de fevereiro de 2015

SESSÃO NOSTALGIA - Uma tarde com Maria Helena Leal, vice-Miss Guanabara 1970

Daslan Melo Lima


     O nosso encontro estava marcado para as 17 horas da sexta-feira, 20 de fevereiro, num restaurante de Copacabana. Cheguei com meu amigo Muciolo Ferreira, jornalista pernambucano, meia hora antes ao local combinado. Cada minuto que passava, mais ansioso eu ficava para conhecer pessoalmente aquela que ilustrou as mais importantes capas das revistas brasileiras de 1969: Maria Helena Leal Lopes, Miss Telefônica Atlético Clube. Ela chegou acompanhada da filha Agnes Lealt. Abraçei aquela mulher sorridente, brincalhona, e pedi que me beliscasse para eu ter certeza de que não estava sonhando.

      A Maria Helena Leal de hoje  tinha me dito por telefone, muito antes de agendarmos nosso encontro: “Daslan, esqueça aquela menina de cabelos longos que você viu nas capas de revistas. Aquela garota não tem nada a ver com a mulher de hoje. Aquilo já passou.”  Já passou, em termos, pois quem foi rainha nunca perde a majestade. Por isso vale a pena recordar um pouco do passado dessa deusa carioca.

       No dia 21 de junho de 1969, enquanto 32 candidatas desfilavam na passarela do Maracanãzinho disputando o título de Miss Guanabara, milhares de pessoas lamentavam o fato de ali não estar desfilando a linda morena Maria Helena Leal Lopes, Miss Telefônica Atlético Clube. Nascida no dia 17/09/1951, Maria Helena não tinha ainda 18 anos completos, idade mínima exigida para concorrer ao título. Uma determinação do Juizado de Menores, uma semana antes, proibiu sua participação no certame.
         
Maria Helena Leal Lopes foi a primeira garota a se inscrever no Miss Guanabara 1969 , e logo passou a ser apontada como a grande favorita. Quando a revista O Cruzeiro divulgou suas fotos como primeira candidata ao Miss GB, a reportagem afirmava que ela tinha 18 anos. Aconteceu que no mês seguinte, alguém denunciou a sua menoridade. Comentou-se na época que a denúncia poderia ter partido de um ex-namorado. O Presidente do Telefônica Atlético Clube foi notificado que deveria provar a idade dela no prazo de 24 horas. Seus advogados recorreram, pois jamais poderiam provar que ela tinha 18 anos. Apresentaram um documento dos seus pais com firma reconhecida, autorizando sua participação. A coisa serenou e Maria Helena deu continuidade aos preparativos visando a disputa do Miss Guanabara. Seu pai precisou resolver uns negócios pessoais nos Estados Unidos e viajou certo da vitória da filha.  Faltando apenas uma semana, o Juizado de Menores fez prevalecer a proibição legal. Sorridente e sem mágoas, ela compareceu ao Maracanãzinho para incentivar suas companheiras. Quando o público percebeu sua presença, os aplausos foram muitos. Tirou fotos nos estúdios das revistas ao lado da vencedora, Mara do Carvalho Ferro, Miss São Cristóvão Imperial, que não cabia em si de alegria pelo título e pelo prêmio máximo: um automóvel Volkswagen  de quatro portas. No Miss Brasil, Mara conseguiu o quarto lugar, perdendo para Vera Fischer, Miss Santa Catarina, primeiro lugar; Maria Lucia Alexandrinho dos Santos, Miss São Paulo, segunda colocada; e Ana Cristina Rodrigues, Miss Rio Grande do Sul, terceiro lugar.
           
         A repercussão da proibição de Maria Helena participar do Miss Gunabara 1969 rendeu matérias na imprensa nacional, lado a lado com outros casos que marcaram o mês de junho do último ano da década de 60 : A derrota da seleção inglesa no Maracanã, que excursionava pela América Latina, diante da Canarinha, aumentando a esperança de que o Brasil poderia ser tricampeão mundial no ano seguinte; o  encontro de Nelson Rockfeller e Costa e Silva, no Palácio da Alvorada; a morte de Cacilda Becker; a eleição de Georges Pompidou, presidente da França;  o nascimento de Carlo Ponti Jr, o esperado primogênito de Sophia Loren;  a recepção ao Paulo VI em Genebra;  e o  sucesso do filme Buillit, estrelado por Steve McQueen.
         
         Moradora da Tijuca e aluna do 2º ano clássico do Colégio Pedro II, Maria Helena tinha participado do concurso “Senhorita Rio 1968”, onde foi vice de Ângela Catramby . Dona de um sorriso encantador, extrovertida, inteligente, adorava lasanhas e massas de todos os tipos, mas tinha a maior facilidade para emagrecer. Como seus sonhos de participar do Miss Guanabara foram frustrados, ela não teve dúvida de transferi-los para o ano seguinte. E em 1970, no Pavilhão de São Cristóvão, uma vez que o Maracanãzinho tinha sofrido um incêndio, lá estava ela, tranquila, linda, disputando o Miss Guanabara, representando o Telefônica Atlético Clube. Perdeu para Eliane Fialho Thompson, Miss Floresta Country Clube, eleita depois Miss Brasil e uma das 15 semifinalistas do Miss Universo 1970, vencido pela porto-riquenha Marisol Malaret Contreras. Para a maioria dos missólogos, Maria Helena Leal tinha tudo para ser a Miss Brasil 1969. "Se ela tivesse disputado o título nacional, Vera Fischer não existiria”, dizem alguns. 

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     Vamos mudar de assunto e falar da  Maria Helena Leal da Costa Pinto. Professora de Educação Física do Estado do Rio de Janeiro, onde dá aulas de natação e hidroginástica nas escolas de ensino fundamental e médio; viúva do médico otorrino Jairo da Costa Pinto Filho, uma personalidade humanitária que dirigiu um hospital carioca, falecido em 27/12/2001; e mãe de Agnes Lealt, sua única filha, fruto do seu casamento com o Dr. Jairo Costa. 

Muciolo Ferreira, eu, Maria Helena e Agnes
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Muciolo Ferreira, Maria Helena e eu
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Maria Helena, eu e Agnes Lealt
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A musa e sua herdeira
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        Durante umas quatro horas, Maria Helena falou sobre amaores, desamores, sonhos, ilusões, desilusões... Na juventude, seus valores eram outros, nunca fez concessões e a fama e a fortuna não estavam entre os seus objetivos. Citou até fatos desconhecidos pela filha Agnes, uma jovem linda que nunca quis saber das passarelas. Agnes é formada em publicidade pela PUC/Rio, estudou em Londres e lida com produção de cinema e televisão. Agnes folheou com atenção a revista Fatos & Fotos , de 03 de julho de 1969, que eu tinha levado para sua mãe autografar, e ficou muito alegre ao ver em página dupla a equipe do seu Fluminense Futebol Clube, campeão carioca de 1969. 


Autógrafo de Maria Helena. 
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        Desde 1969, eu sonhava ficar frente a frente com Maria Helena. Demorou, mas como tudo é no tempo de Deus, agradeci ao Senhor do Universo por ter realizado mais um sonho do menino alagoano de São José da Laje que um dia eu fui.
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          Abaixo, tendo ao lado os respectivos links, a relação das secções Sessão Nostalgia dedicadas a Maria Helena Leal.

02 de março de 2008
SESSÃO NOSTALGIA – Maria Helena Leal Lopes, vice-Miss Guanabara 1970, 
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13 de março de 2010
SESSÃO NOSTALGIA – A história de Maria Helena Leal Lopes, vice-Miss Guanabara 1970, http://passarelacultural.blogspot.com.br/2010/03/sessao-nostalgia_13.html
>>>>>> 
16 de outubro de 2010
SESSÃO NOSTALGIA - Concurso Miss Guanabara 1970,
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03 de março de 2012
SESSÃO NOSTALGIA – Maria Helena , vice-Miss Guanabara 1970, a beleza permanece na alegria de viver, http://passarelacultural.blogspot.com.br/2012/03/sessao-nostalgia.htmliver

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domingo, 22 de fevereiro de 2015

AI DE TI, COPACABANA

          
       
         
         Se o calor aumentar mais um pouco, eu acho que tiro toda a roupa. Se o calor continuar assim, ai de nós, ai de mim, um dia todos andarão nus no Rio, de janeiro a dezembro. Sinto saudades do Recife e relembro Alceu Valença cantando no Marco Zero “Ai de ti, Copacabana”, https://www.youtube.com/watch?v=UBPETwIVUOI . Tudo a ver como o meu estado de espírito.



         Eu te procuro nos lençóis da minha cama.
Ai de ti, Copacabana, será duro o teu penar. 
Pelo pecado de esconderes quem me ama. 
Ai de ti, Copacabana, serás submersa ao mar
No mar, oh, oh, no mar... 

O riacho navega pro rio
E o rio desagua no mar

Pororoca faz um desafio

No encontro do rio com o mar
No mar, oh, oh, no mar


Então mergulho no meu sonho absurdo, 
entre carros, conchas, búzios, 
entre os peixinhos do mar. 
Lembro Caymmi, Rubem Braga, João de Barro
e sigo no itinerário da princesinha do mar. 
No mar. oh, oh, no mar... 

-  Daslan Melo Lima, Rio de Janeiro, fevereiro/2015.


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sábado, 7 de fevereiro de 2015

ENQUANTO O NOSSO TREM NÃO VEM, NÃO VEM. NÃO VEM...

PARTIDA - Numa recente tarde nublada, ele passou por mim, deu um leve sorriso e cumprimentou-me. Eu não poderia imaginar que sua essência estava a um passo de abandonar seu corpo físico. 

       A notícia da morte do vereador Jerônimo Manoel da Silva, o Jerônimo do Trânsito, ontem, vítima de colapso cardíaco, 65 anos de idade a completar no dia 13 de abril, deixou Timbaúba perplexa. 

      Dia e noite, noite e dia, convivemos com nascimentos e mortes, chegadas e partidas. Meditar que na casa do Pai há muitas moradas é o melhor consolo para nós que ficamos na estação, enquanto o nosso trem não vem, não vem, não vem...  Daslan Melo Lima.
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O corpo de Jerônimo está sendo velado na Rosa Master, de onde sairá ás 16 h para sepultamento no Cemitério de Santa Cruz.


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Já está circulando a nova edição do jornal CORREIO DE NOTÍCIAS. Para ter acesso ao seu conteúdo, basta um clique neste link  http://jcnoticias.net/.

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sábado, 31 de janeiro de 2015

SEJA O AMOR COMO O TEMPO, NÃO SE GASTE


          Na tarde quente e ensolarada, enquanto espero a hora de ser entrevistado na Rádio Laje FM, contemplo a vida que pulsa e que passa lá embaixo. Um casal circula de moto e uma criança, entre o condutor e a carona, está protegida por uma sombrinha de cor azul , azul como o céu e o mar. 
                 Lembro-me de uns versos do poeta alagoano Lêdo Ivo (1924-2012), onde ele diz: 


Seja o amor como o tempo – não se gaste 
e, se gasto, renasça, noite clara
que acolhe a treva, e é clara novamente.

          Dou as costas para a claridade e entro na sala para ser entrevistado pensando no amor que deve haver na família que passou lá embaixo e tentando recordar o texto completo do soneto. 

SONETO PURO

Lêdo Ivo

Fique o amor onde está; seu movimento
nas equações marítimas se inspire
para que, feito o mar, não se retire
de verdes áreas de seu vão lamento.

Seja o amor como a vaga ao vago intento
de ser colhida em mãos; nela se mire
e, fiel ao seu fulcro, não admire
as enganosas rotações do vento.

Como o centro de tudo, não se afaste
da razão de si mesmo, e se contente
em luzir para o lume que o ensolara.

Seja o amor como o tempo – não se gaste
e, se gasto, renasça, noite clara
que acolhe a treva, e é clara novamente.


          Peço a Deus que aquele amor não se gaste e que clara e azul seja a caminhada de todas as crianças da minha terra. 
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Daslan Melo Lima, em São José da Laje, AL, janeiro de 2015.

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REFLEXÕES

“Nada nos torna tão grandes como uma grande dor.” 
Alfred de Mussett (1810-1857), escritor e poeta francês. 
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"Não é trágico não atingirmos o nosso objetivo, o que é trágico mesmo é não termos objetivo.” 
Benjamin Mays (1894-1984), político, educador e escritor americano. 
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"Uma pequena impaciência arruína um grande projeto.” 
Confúcio (551-479 a.C.), filósofo e político chinês. 

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DE TIMBAÚBA PARA O MUNDO - Mirella Monteiro, foco e determinação por um ideal

          

      Por trás do sorriso doce e do ar adolescente, Mirella Monteiro Silva, uma timbaubense nascida em 16/05/1991, fruto do primeiro casamento da empreeendedora Maria das Graças de Sousa Monteiro (Gracita), a gente se depara com uma mulher determinada, estudante de biomedicina da Universidade Federal de Pernambuco e estagiária no Laboratório de Imunopatologia Keizo Asami. O sonho da ex-aluna do Colégio Cenecista Rodolfo Ferreira Lima sempre foi vestir uma bata e estar num hospital para cuidar das pessoas.

Comida: Massas 
Bebida: Suco de laranja
Ritmo: MPB 
Cantores: Lulu Santos, Legião Urbana e Justin Timberlake 
Uma saudade:  Zezo Monteiro, meu avô materno, uma pessoa linda em todos os sentidos 
Autores preferidos:  Dan Brown 
Livro de cabeceira: A Cabana, de William P. Young 
Cor: Azul
Um ícone nacional: Miguel Nicolelis,  neurocientista, criador do exoesqueleto que foi destaque na Copa do Mundo
Um ícone internacional: Albert Einstein
Disciplinas favoritas: Bioquímica clínica e hematologia

     Mirella  Monteiro faz parte de uma equipe do  Centro de Estudos e Sistemas Avançados do Recife (C.E.S.A.R) e do Laboratório de Imunopatologia Keizo Asami (Lika), da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), que desenvolveu um biossensor capaz de gerar um sinal mensurável para identificar marcadores ativos de câncer cujos métodos atuais de diagnóstico, como a mamografia, não conseguem detectar. O aparelho está em processo de ser patenteado e já alcançou visibilidade internacional. Conquistou  a medalha de prata na iGEM Competition, competição internacional promovida pelo Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT, na sigla em inglês), na cidade de Boston, nos Estados Unidos, realizado de 30 de outubro a 03 de novembro.
       Noiva de Filipe Andrade, programador de sistemas, ela confessa que a caminhada para alcançar seus objetivos foi e é árdua, mas o foco e a determinação sempre falam mais alto do que qualquer desafio.    

_______ Por Daslan Melo Lima 

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sábado, 24 de janeiro de 2015

VAI COM DEUS, ETERNO MENINO DE ÁGUA BRANCA


         
             
          Morreu na madrugada deste sábado, no Hospital Santa Joana, no Recife, o jornalista e escritor José de Sousa Alencar, o Alex, natural de Água Branca Alagoas, 89 anos a completar em 05 de agosto.  Menino de origem muito humilde, o filho de Dona Sinhá, uma guerreira alagoana na melhor acepção da palavra, Alex formou-se em Direito; foi crítico de cinema; assistente do filme “O Canto do Mar”, de Alberto Cavalcanti; marcou época como colunista social; coordenou concursos de Miss Pernambuco; escreveu vários livros de crônicas e tornou-se imortal da Academia Pernambucana de Letras.  
        Quando eu nem sonhava me tornar colunista sociocultural, já lia religiosamente sua coluna dominical no Jornal do Commercio, quando aprendia a refletir mais sobre a condição humana ao mergulhar em suas sábias crônicas. 
          Tenho num álbum de recortes uma crônica de Alex, onde ele afirma:
 “É tão estranha a vida, tão curiosa. E a morte, com sua realidade imponderável, deve ser, será sem nenhuma dúvida, um momento de mais absoluta solidão. Sim, será a morte um momento de solidão, do homem sozinho consigo mesmo, se não tiver fé, se não tiver o conforto e o consolo subjetivo de que existe algo mais além da vida.” 
         Alex sabia que existe algo além da vida.  Vai com Deus, eterno menino de Água Branca. 
Daslan Melo Lima. (Crédito da foto: Alexandre Belém/JC Imagem)

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TAÇA ARIANO SUASSUNA, MISSÃO VOCAÇÃO E FESTA – Ao vencer pelo placar de 2 x 1 o Nacional do Uruguai, durante amistoso internacional realizado na Arena Pernambuco, o meu Sport Club do Recife conquistou a taça que tem o nome do seu mais famoso torcedor, Ariano Suassuna (1927-2014). 
      O objeto foi feito pelo artista plástico Dantas Suassuna, filho de Ariano, que usou madeira e latão e explicou o sentido da sua bela obra de arte: 
“Peguei símbolos do que meu pai desenhou ao longo da vida. A taça está dividida em quatro partes: a divindade representada pelo gavião, o universo representado pelo sol, a terra representada pela onça e, acima disso, o candelabro da verdade”. 
         A propósito de arte, Ariano Suassuna dizia: “Arte pra mim não é produto de mercado. Podem me chamar de romântico. Arte pra mim é missão, vocação e festa." 
- Daslan Melo Lima, em Timbaúba, PE, na 25ª noite de 2015. (Crédito da imagem: Matheus Albino / Blog do Torcedor).

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sábado, 17 de janeiro de 2015

HÁ NA SAUDADE UM SEGREDO

         
      
Enquanto aguardo o jantar a ser servido no restaurante onde outrora funcionou a empresa Foto Cabral, peço uma cerveja. Lembro-me de uma canção de Bruno Mamet e Floriano Faissal, gravada por Anísio Silva, e basta-me um gole de bebida. Minh’alma logo se embriaga de emoções inacabadas. 


Há na saudade um segredo

Que ninguém sabe explicar
Não sei se a saudade é medo
Ou vontade de chorar

No dia que te deixei
Entre soluços disseste
Hás de saudade sentir
Daquela quem tu amasse

Cruel saudade senti

Da tua longa ausência
Quem sofre como eu sofri
Sente e chora com frequência

Porque a saudade é um segredo
Que ninguém sabe explicar
Se ter saudade é ter medo
Ou vontade de chorar

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Daslan Melo Lima, São José da Laje, AL, 09/01/2015.
Vide  http://www.youtube.com/watch?v=wCspaK5xgMU
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quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

"NINGUÉM SE PERDE NO CAMINHO DA VOLTA"

           
         Todos os anos vivencio no corpo e n’alma a frase do escritor paraibano José Américo de Almeida (1887-1980), “Ninguém se perde no caminho da volta, porque voltar é uma forma de renascer.” 
      Estou na contagem regressiva para viajar à São José da Laje, minha terra natal, a fim de participar neste sábado, 10, do tradicional Encontro de Lajenses, oportunidade em que conterrâneos radicados em várias localidades do Brasil retornam às origens para celebrar o orgulho de nossas raízes alagoanas. 


ENCONTRO DE LAJENSES

Voltar a São José da Laje, a "Princesa das Fronteiras", 
é reencontrar o menino que fui.
Imagine não apenas eu, 
mas dezenas de garotos e garotas de um tempo que se foi
 tomando um coquetel de emoções inacabadas. 
Nada supera a magia do momento. 

Os sonhos de ontem, envolvidos em amores e desamores, dão as mãos. 
Os objetivos de ontem, envolvidos em ilusões e desilusões, dão as mãos. 
Pelas linhas dos rostos, marcas de perdas e desencantos. 
Pelo brilho dos olhos, sinais de ganhos e encantos. 

Acho até que o vento e as pedras pedem para o rio Canhoto cessar um pouco sua eterna caminhada para o mar. 
Só para nossas lágrimas enxugar. 
Só para nossa alegria escutar. 
       



      Retornarei para minha terra adotiva, Timbaúba, PE, a “Princesa Serrana”, renascido, ao lado dos eternos parceiros da minha caminhada: silêncio, fé, sonhos e poesia. Daslan Melo Lima.

sábado, 3 de janeiro de 2015

NA ESQUINA DA VIDA

NA ESQUINA DA VIDA – E lá se vai o segundo dia de 2015 envolvido em cinza. A sexta-feira pernambucana de Timbaúba, nublada e chuvosa, acentuou o clima de melancolia que dominou o dia. **** “Um ano que termina é uma pedra jogada para o fundo da cisterna das idades e que cai com ressonância de adeus”, disse um dia o escritor belga Firmin van den Bosch (1864-1949). ***** Um homem dobra a esquina com uma criança. Segura em seus braços, ela não tem noção alguma dos mistérios da vida e da morte. Contemplo a cena e, apesar da minha fé em Deus, assusto-me um pouco diante das interrogações que me aguardam na próxima esquina, na próxima rua, na próxima hora... Fecho os olhos e em silêncio declamo o meu Salmo preferido, "Este é o dia que o Senhor fez; regozigemo-nos e alegremo-nos nele." - Daslan Melo Lima. Timbaúba, PE, na noite de 02/01/2015.

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Ritmo desacelerado. Janeiro e parte de Fevereiro são sinônimos de Férias para PASSARELA CULTURAL. Durante esse período, a condução das postagens será diferenciada. Este blog voltará ao normal depois do carnaval.

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DE TIMBAÚBA PARA O MUNDO, 
Um réveillon para recordar

Marcos e Matilde Vasconcelos com a filha Fabiana Barbosa de Andrade Lima Vasconcelos, o genro Rosemberg de Andrade Lima Vasconcelos e os netos  Marcos Antonio e Dudu Vasconcelos.
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Adriana Brandão Morais Cavalcanti, Antônio Fernando e filhos.
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Alana, Ilko Corrêa Araújo e Ivanise Cavalcanti
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Dido Borges, da sociedade de São Vicente Férrer, PE, ladeado pela esposa Cristina e a filha Bruna Borges, de mil e um admiradores em Timbaúba, no Réveillon Premium, em João Pessoa, PB, no Solar Tambaú. (Coluna de Abelardo Jurema, Correio da Paraíba, 03/01/2015).
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Nadira Albuquerque
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Moema Brandão e Julierme Barbosa
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Clarice, a matriarca da família Ribeiro e sete de suas descendentes
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Em Ferreiros, PE, família Pontes, Adilson Junior, Abraão Pontes,  Edileuza (Leila) e Adilson Dias Pontes.
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Polyne, Paula e Anielly Albuquerque, beleza em dose tripla diante do mar.
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Na casa de Dornélio e Rita Gomes, Jaboatão dos Guararapes 
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A ÚLTIMA VEZ QUE VI PARIS - Há um filme com o título desta crônica, assim como uma canção de Jerome Kern, gravada em português por Agostinho dos Santos. Nesta época do ano, tenho a ilusão de que Paris está bem ali, pois da minha rua vejo a antena da Rádio Nova Timbaúba FM feericamente iluminada. Conhecer a capital francesa e a Torre Eiffel é um dos meus sonhos de consumo, mas enquanto isso não acontece, o menino que um dia eu fui está feliz com a paisagem que vê da minha rua. A última vez que vi Paris faz apenas dois minutos. – Daslan Melo Lima, em Timbaúba, PE, na antepenúltima madrugada de 2014, ouvindo Agostinho dos Santos, http://www.youtube.com/watch?v=w-GhBTsfRYA#t=51


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SESSÃO NOSTALGIA
Hamilton, Di Paula e Fátima, 
os legados de três missólogos


      Eles tinham em comum uma paixão, Misses, paixão essa que também faz parte da minha caminhada, e partiram para uma nova missão em outra dimensão no ano que recentemente se foi, para sempre se foi.

     

Hamilton Mota Mendes, advogado carioca,  era uma pessoa espiritualizada e jamais esquecerei o texto que ele me enviou no  dia 04/06/2013, a respeito da Sessão Nostalgia em homenagem póstuma a Kátia Celestina Moretto, Miss Brasil 1976, falecida em 29/04 /2013: 

Bom dia Daslan,
Fiquei emocionado com sua matéria em homenagem a saudosa Kátia. Não somos imortais e um dia partimos para outra esfera. O que a Kátia deixou foi amor, beleza, solidariedade e humildade. Leio sempre o Passarela e envio votos de muito sucesso para vc e sua Timbaúba querida.
Acho que educação e sensibilidade estão fazendo falta no mundo atual. Com tantas notícias ruins, é um bálsamo ler sua página. Abraços.
Hamilton.
      Hamilton foi focalizado na Sessão Nostalgia de 08/02/2014,
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Waldeilton Costa de Paula, o Di Paula, artista baiano de grande talento, teve uma trajetória brilhante em várias atividades culturais, além de ter vestido inúmeras misses e criado fantasias para o bloco carnavalesco As Muquiranas, composto em sua maioria por militares vestidos de mulheres. Na imagem acima, Di Paula ao lado de  Vanessa Blumenfeld Magalhães, Miss Bahia e vice-Miss Brasil 1988. 

     Di Paula foi o destaque da Sessão Nostalgia de 15/02/2014, http://passarelacultural.blogspot.com.br/2014/02/sessao-nostalgia_15.html
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Fátima Gomes, pernambucana de Olinda, simples e humilde, não hesitava em correr atrás de patrocínio para as misses a quem dava apoio. Com perseverança e determinação, procurava salões de beleza, boutiques, clínicas de estética, etc., e não descansava enquanto não garantia a participação da jovem no concurso Miss Pernambuco. 
      Fátima Gomes foi homenageada  na Sessão Nostalgia de 08/11/2014,  
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      Muita Paz para vocês, Hamilton, Di Paula e Fátima Gomes. Onde vocês se encontram, os cenários, os palcos  e as passarelas são outros, mas não será difícil encontrar mil Misses em busca de uma coroa diferente, revestida de outro valor, outro brilho e outra  luz, a verdadeira luz.
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P.S.: Djanir Pinheiro Landim, guia turístico cearense, ex-rei momo do carnaval de Fortaleza, também se foi no ano passado, vítima de latrocínio, no dia 14 de março.  Na foto ao lado, feita em agosto de 2008, Djanir está acompanhado de Emília Corrêa Lima, Miss Ceará, Miss Brasil, semifinalista no Miss Universo 1955.  (Foto: Paulo Tadeu D'Agostini/ missesemmanchete.blogspot.com.br/2008/08/foto-do-fato.html) ***** O autor do crime foi condenado a 20 anos de prisão, http://diariodocariri.com/noticias/barbalha/51079/ce-acusado-de-matar-agente-de-viagens-e-condenado-a-20-anos-de-prisao.htm

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