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sábado, 1 de julho de 2017

SESSÃO NOSTALGIA – Marita Lindahl, Miss Mundo 1957, aquele sol quente no Rio de Janeiro

Daslan Melo Lima



            A finlandesa Marita Lindahl, Miss Mundo 1957, faleceu no dia 21 de março, vitima de um AVC, mas a notícia só há poucos dias foi divulgada no Brasil, graças ao site http://missosology.org.  Segundo esse, a informação veio a público após o marido de Marita ter compartilhado a carta abaixo com um jornalista.

"Quando Marita Lindahl venceu o Miss Mundo 1957, ela provavelmente sentiu que seu mundo virara de cabeça para baixo.
Na verdade, sua vitória era um sonho que se tornava realidade para qualquer mulher, mas para a nativa de Helsinque, de 18 anos, tornar-se o centro das atenções foi algo grande demais para lidar.
Como Miss Mundo, Marita ganhou fama, mas isso era algo que ela tinha muitas reservas. Suas imagens foram publicadas em inúmeras revistas e ela se tornou uma modelo requisitada.
Ela viajou muito, em grande parte por causa de seus deveres como Miss Mundo e gostava muito do Reino Unido, apesar disso, manteve discrição. Ela era uma celebridade reservada.
Após seu reinado, Marita voltou ao mundo normal. Ela recusou muitos projetos, incluindo filmes e modelagem. Muitos desses trabalhos poderiam torná-la muito rica, mas para Marita, a privacidade e a família eram sua prioridade. Ela decidiu viver no conforto da austeridade.
Como única mulher finlandesa a ganhar a coroa de Miss Mundo, Marita Lindahl pode ser considerada uma joia da Finlândia. Ela tem um lugar especial na história dos concursos de beleza no país. Mas ela, que não deveria ser esquecida pelos finlandeses, procurou ser esquecida.
Tendo lutado a maior parte de sua vida pela privacidade, Marita morreu ainda lutando por isso. 
Sempre protegendo sua vida, Marita queria que sua morte - como a maior parte de sua vida - fosse privada."
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Capa da revista semanal italiana Oggi - Una pedicure finlandese é stata proclamata la piu belle del mondo 
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        Marita Lindahl, vice-Miss Europa 1957, foi eleita Miss Mundo 1957 no dia 14/10/1957, no Lyceum Ballroom, Londres. Marita esteve no Rio de Janeiro em abril de 1958, para um desfile de modas, acompanhada de três colegas que participaram do Miss Mundo e da famosa modelo francesa Danielle Callier. O assunto mereceu seis páginas da revista Manchete, abaixo reproduzidas. Detalhe: na transcrição do texto, a ortografia foi editada conforme as regras gramaticais atuais. 
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Sol quente para belezas de clima frio


Texto de Gasparino Damata – Fotos de Dilson Martins
Manchete, nº 316, ano 6 – Rio de Janeiro, 10 de maio de 1958
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          Inflacionando Copacabana de beleza, quatro das mais bonitas mulheres do mundo chegaram ao Brasil para apresentar um desfile retrospectivo das modas de Paris: Marita Lindhal, finlandesa e Miss Mundo; Eleonor Ulla, Miss Suécia; Lilian Madsen, Miss Dinamarca; Claudette Navarro, Miss França, e Danielle Callier, um dos mais famosos modelos da França. Chegaram acompanhadas pelo sr. Roger Zeiler, presidente do Comitê Francês de Elegância e membro da comissão que, em Long Beach, elege Miss Universo, e, em Londres, escolhe Miss Mundo. Exibindo chapéus, bolsas, luvas, as últimas criações da moda parisiense, e ainda trajes medievais, desfilaram no Copacabana Palace e no Maracanã.
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A francesinha Claude e a toalha. O maiô está por baixo.
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A ruiva Lilian é uma versão escandinava de Brigitte Bardot. Adorou Copacabana.
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Nos barcos do posto 6, Marita e Danielle, o modelo número um de Paris. O sol tropical maltratou Marita. O do Marrocos bronzeou Danielle.  
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As duas escandinavas gostaram do nosso mar e dos coqueirais, que nunca viram.
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Marita tem a pele sensível e quase não suporta o calor dos trópicos.
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Em assunto de boniteza, campeãs de terra e mar.

             Advertindo que não poria maiô, como suas colegas Lilian, Eleonor e Claudette, por sentir-se ligeiramente indisposta, Marita Lindhal, Miss Mundo, tirou os sapatos, de fabricação italiana. Convidou Danielle, o mais famoso manequim francês do momento, moça de grande charme, cabelos cor de cenoura e rosto salpicado de sardas, e, descalças, foram, passear pela praia.
          Marita tem 18 anos e cabelos cor de areia molhada, finíssimos. É esguia e parece tímida (talvez por só falar o finlandês e algumas palavras de francês, valendo-se do dicionário de bolso). Diz que nasceu em Helsinque, onde o pai é professor e, a mãe, dona de casa. Antes de obter o título máximo da beleza, no seu país, estudava cerâmica. Posteriormente, frequentara uma escola de Medicina, obtendo diploma de especialidade em doenças de pele.
          - Na Finlândia moderna, toda mulher deseja ter uma profissão, além de ser dona de casa – informa, com um sorriso.
          Marita gosta de boas leituras, de música clássica, admirando, principalmente, Sibelius, compositor finlandês, morto recentemente. Ser manequim, sua atual profissão, lhe traz a vantagem de viajar, conhecer o mundo. É, ao natural, sem pintura, moça encantadora, que se revela extremamente doméstica, com uma grande vontade de, quando for possível, casar com “alguém que deixou lá em Helsinque”, à sua espera. É sensível ao amor das crianças, e diz, encabulada: - Pretendo ter muitos filhos, quando casar.
          É a segunda finlandesa a alcançar o título máximo de beleza mundial: a outra foi eleita Miss Universo, em Long Beach, anos atrás. Ser Miss Mundo é, na Europa, o mesmo que Miss Universo, nas Américas.
        A eleição de uma jovem para representar seu país num concurso de beleza, pelos menos em algumas partes da Europa, é simples e curiosa. Na Suécia, a seleção preliminar das candidatas (são três primeiros lugares) se faz à base de fotografias. Assim, escolhem-se as representantes ao concurso de Miss Universo, ao de Miss Europa e ao de Miss Mundo, em Londres.]
          A sueca Eleonor Ulla trabalhava, em sua cidade natal, como retocadora, num atelier fotográfico. Transferindo-se para Estocolmo, passou a posar como modelo. O patrão enviou uma fotografia sua aos organizadores do concurso e ela foi classificada (entre as nove finalistas) para representar a Suécia no concurso de Miss Mundo deste ano. Agora, é manequim para as diversas casas de moda parisiense, profissão que adora, porque lhe proporciona viagens por lugares que nunca sonhou conhecer, como o Rio.
          Lílian Madsen , dinamarquesa, de 20 anos, cabelos vermelhos, tem olhos verdes, profundos. Era estudante ginasial e começou a aprender nas horas vagas, a arte de pentear, em Copenhague. Sua eleição não causou surpresa, pois é dona de todos os atributos (físicos e intelectuais) das jovens modernas da Dinamarca. Atualmente, como as outras, é manequim em Paris. Gosta de viajar e, disse, sempre sonhara conhecer o Rio (que já vira em fotografias). O que mais a encantou: os coqueiros, em frente ao Clube dos Marimbás, e Copacabana. Mas gostou muito de guaraná. Tomou três, geladinhos, de uma só vez. Quando caiu n´água, com a companheira sueca e a francesinha Claudette, foi cercada pela curiosidade dos banhistas.
      A francesa Claudette Navarro descende de espanhóis e se educou em Paris, onde concluiu o clássico, “como toda jovem francesa de sua idade”. É de estatura média, pele alva, acetinada, olhos e cabelos bem negros. Filha de um casal que vive na Argélia, vem a ser a segunda, numa prole de sete. Afirma ter muitos namorados, mas não pretende fazer carreira no cinema nem casar-se tão cedo. Quer continuar manequim, pois gosta de viagens e vestidos bonitos.
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De Paris para o Rio, a moda e os tempos.

Da esquerda para a direita, Lilian, Eleonor, Danielle e Claude, prontas parta desfilar. O desfile nos mostrou que passam as modas, e possivelmente os tecidos passam, mas a mulher continua a mesma agora e em todos os tempos.
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        Noite de 25 de abril, Copacabana Palace, as jovens apresentaram as mais recentes coleções dos ditadores da moda francesa, seguida de um retrospecto da moda, da idade Média até 1957. 
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      Encerraram o desfile com um quadro-fantasia, “Visão do Zodíaco”. Foram aplaudidíssimas. A tímida Marita, sob a luz dos refletores, transfigurou-se. Ajudada pelo físico ideal para as criações (por vezes extravagantes da moda desta temporada, desfilou bem.  Brilhou à medieval e arrancou aplausos, no trapézio.

Marita desfilou com um costume napoleônico, à la Hepburn, de “Guerra e Paz”.
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A mais bela do mundo tem medo do sol – Miss Mundo, a finlandesa Marita Lindahl, acompanhada de uma equipe de beldades escandinavas e francesas, veio ajudar uma inflação que nada tem com o que preocupar os economistas. (Foto de Dilson Martins).
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        A capa da minha Manchete, com Marita na capa, está marcada pelo tempo, embora todas as páginas da publicação estejam em ótimo estado de conservação. 
      Talvez a capa esteja passando uma mensagem subliminar: as rainhas da beleza também envelhecem.
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Marita Lindahl, Miss Mundo 1957
* 17/10/1938
+ 21/03/2017
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                 Enquanto a tarde fria deste primeiro dia de julho de 2017, ainda evoca as festividades de São João, em Timbaúba, Pernambuco, nordeste do Brasil, mergulho nos mistérios da vida e da morte.
       Um dia todos partiremos para a Grande Viagem. Resta-nos o consolo da nossa fé. A vida continuará. Iremos cumprir outra missão em um dos fantásticos mundos do Pai.

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Trecho do concurso Miss Mundo 1957 
Lyceum Ballroom, Londres, vinte e três participantes.
14 de outubro de 1957


Da esquerda para a direita: Miss Japão (5º lugar), Miss África do Sul (3º),  Miss Finlândia (1º lugar), Miss Dinamarca (2º), Miss Tunísia (4º) e Miss França (6º lugar)
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Finalistas: 1 - Finlândia, Marita Lindahl; 2 - Dinamarca, Lilian Juul Madsen; 3  - África do Sul, Adele June Kruger;  4  - Tunísia, Jacqueline Tapia; 5  - Japão, Muneko Yorifuji; 6  - França, Claudette Inés Navarro; 7  - Israel, Sara Elimor
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Demais concorrentes: Austrália, June Finlayson / Áustria, Lilly Fischer / Bélgica, Jeanine Chandelle / Canadá, Judith Eleanor Welch / Alemanha, Annemarie Karsten / Grã Bretanha, Leila Williams / Grécia, Naná Gasparatou / Holanda, Christina van Zijp / Islândia, Runa Brynjolfdóttir / Irlanda, Nessa Welsh / Itália, Anna Gorassini / Luxemburgo, Josee Jaminet / Marrocos, Danielle Muller / Suécia, Eleonor Ulla Edin / Estados Unidos, Charlotte Sheffield / Venezuela, Consuelo Leticia Nouel Gómez.
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sábado, 24 de junho de 2017

Cavaleiros do Céu


           “Y-pi-a-ê, y-pi-a-ô, y-pi-a-ê, y-pi-a-ô. / Vaqueiro do Arizona, desordeiro e beberrão / Corria em seu cavalo pela noite no sertão. / No céu, porém, a noite ficou rubra num clarão / E viu passar num fogaréu um rebanho no céu.”
          “Cavaleiros do Céu”, a velha canção norte-americana, parte da trilha sonora da quadrilha Vuco Vuco, fala de touros como fogo que galopam sem cessar; e de vaqueiros como loucos a gritar, vermelhos a queimar também, galopando para o além.
          Enquanto os brincantes se divertem, as singelas bandeirinhas convidam meu coração para administrar antigas emoções que ainda incendeiam o meu São João. 
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– Daslan Melo Lima, na praça Carlos Lyra, junho em Timbaúba, Pernambuco.

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Y-pi-a-ê, y-pi-a-ô.
Vaqueiro do Arizona, desordeiro e beberrão
Corria em seu cavalo pela noite no sertão
No céu, porém, a noite ficou rubra num clarão
E viu passar num fogaréu um rebanho no céu
Y-pi-a-ê, y-pi-a-ô, correndo pelo céu

A rubras ferraduras punham brasas pelo ar
E os touros como fogo galopavam sem cessar
E atrás vinham vaqueiros como loucos a gritar
Vermelhos a queimar também, galopando para o além
Y-pi-a-ê, y-pi-a-ô, seguindo para o além

Centelhas nos seus olhos e o suor a escorrer
Sentindo o desespero da boiada se perder
Chorando a maldição de condenados a viver
A perseguir, correndo ao léu, um rebanho no céu
Y-pi-a-ê, y-pi-a-ô, correndo pelo céu

Um dos vaqueiros, ao passar, gritou dizendo assim:
"Cuidado, companheiro, ou tu virás prá onde eu vim
Se não mudas de vida tu terás o mesmo fim
Querer pegar no fogaréu um rebanho no céu"
Y-pi-a-ê, y-pi-a-ô, correndo pelo céu

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A música “Cavaleiros do Céu” é uma versão de Haroldo Barboza (1915-1979) de “Ghost Riders in the Sky”,  do norte-americano Stan Jones (1914-1963). ***** Clique no link abaixo e ouça a canção na voz de Carlos Gonzaga.



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DE TIMBAÚBA PARA O MUNDO - Maria Eduarda Regis, memórias de uma intercambista na Nova Zelândia

>>>>> Aluna da Eremt fala das emoções e de como amadureceu longe de casa.


           Quando você muda de país para fazer um intercâmbio você não tem a mínima ideia do que vem pela frente. Você consegue imaginar algo, idealizar momentos, você até tenta, mas quando chega ao destino TUDO é completamente diferente do que você pensou e do que te disseram. Nos primeiros minutos o frio na barriga ataca e o nervosismo também. São tantas dúvidas que você acha que já respondeu, mas na verdade você realmente não o fez. Diziam-me que o primeiro mês era o mais difícil, mas nunca me explicaram que eu me veria só na minha cama durante a noite chorando com saudade dos meus pais. Não me avisaram que o choque da mudança drástica de rotina, temperatura e fuso-horário iriam afetar integralmente na minha vida. Minha alimentação mudou, meus horários mudaram, meus hábitos mudaram e passar por tudo isso no começo foi muito doloroso, principalmente por estar longe da minha família. Ninguém me contou que às vezes eu precisaria de um abraço, mas eu não teria quem abraçar e que, eu não teria a quem expressar o que eu sentia da maneira que eu queria, porque eu não confiava nas pessoas e não me via capaz de botar tudo para fora. Quando você vai para um intercâmbio você pega todo o pacote: todas as coisas legais e divertidas, mas também todas as coisas ruins que você tem que aprender, sozinho, a viver com apenas 17 anos. 


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Duda Regis, como é carinhosamente conhecida, ladeada pelos pais Danielli e Fabio Regis. Duda deseja cursar Medicina.
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          O segundo mês já é mais leve, você começa a se sentir independente e quer desesperadamente sair para conhecer tudo de uma vez só. Você aprende a fazer uma refeição decente por conta própria, se habitua a lavar prato e fazer faxina, coisas que antes você não fazia. Aprende que nem sempre você estará acompanhado na hora do jantar e que a solidão, em muitos momentos de sua vida, será sua melhor amiga. Você se sente independente porque você não precisa mais pedir para ir para os lugares (só avisar por consideração) e você pode gastar seu dinheiro do jeito que você quer. O mesmo dinheiro que você usa para comprar chocolate e roupas é usado para comprar seus itens de necessidade básica e depois de certo tempo você se vê fazendo contas e separando as quantias igual você via seus pais fazendo. Você vai passar por situações de aperto financeiro e talvez você até chegue a chorar quando todo o seu dinheiro for embora em um único dia sem você perceber, e vai ser nesse momento que você se dá conta que cresceu e que já não é mais aquela criança bancada por mamãe e papai. 
          O intercâmbio me fez crescer cinco anos em cinco meses e eu não exagero ao falar isso. Tudo que eu faço é de total responsabilidade minha e, qualquer mínima coisa que eu desejar, eu é quem tenho que fazer. No terceiro mês você já tá tão acostumado com tudo aquilo que não é nem mais novidade, quando você vê já faz tudo parte da sua vida. No quarto mês você percebe que já não é mais o mesmo de 16/17 semanas atrás, e percebe que, sem perceber, você criou uma vida TOTALMENTE diferente da que você tinha antes. Seus hábitos alimentares mudam. Seus horários de estudo, descanso, almoço, janta mudaram completamente. Seu gosto musical já não é o mesmo, e seus desejos e sonhos passam a ser outros. Você percebe que sua dieta mudou e que, agora você é apaixonado por brócolis e pimenta. 17 graus para você agora é calor, e você fica torcendo para que essa seja a máxima do dia. 

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Duda Regis em Auckland, o principal centro financeiro e econômico da Nova Zelândia. 
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          Quando você se dá conta o último mês chega e com ele a saudade antecipada. Um filme passa pela sua cabeça e você então se dá conta que agora vai ter que deixar para trás tudo aquilo que você teve tanto esforço para construir: a relação com a escola, amigos e, principalmente, com sua família que te acolheu com tanto amor. A família a qual você será sempre grato apesar de toda as vezes que você ficou chateada com algum membro dela, porque afinal, somos todos humanos. Em minha opinião a dor de voltar pra casa é maior do que a de vir para o intercâmbio. Quando você deixa sua casa de origem você sabe que você vai voltar para tudo o que você tinha antes e que você vai ver todas (ou a maioria) das pessoas relacionadas com você. Quando você está indo embora/voltando para casa de origem, você entra no avião cheio de dúvidas. Você não sabe se, e quando, verá tudo aquilo que faz parte da sua história, novamente. Você tem que ser forte e deixar para trás aquela nova vida que você construiu, e olhar só para as lembranças e memórias que restaram. Hoje me resta apenas 1 dia aqui na Nova Zelândia e tudo que eu vivi foi um sonho. 
          Passou tão rápido que eu nem senti. Lembro-me das primeiras reuniões de orientação com a agência, as dúvidas bobas (tão bobas que vocês nem imaginam) e o quanto eu ficava ansiosa para saber sempre mais sobre minha jornada. Lembro-me também do passo a passo, eu preenchendo documento de visto, matrícula da escola e toda a correria antes da viagem. Para mim os dias passavam tão lentamente contra minha vontade que eu não conseguia nem dormir de tanta ansiedade. Agora, eu não quero mais que os dias passem, quero congelar o tempo ou volta-lo, mas nem tudo é como queremos, e nossos sonhos só são sonhos enquanto dormimos, porque a graça de ter sonhos é essa, poder voltar para a realidade ao acordar, e assim, almejar algo maior novamente.
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Maria Eduarda Regis, 17 anos, intercambista Nova Zelândia 2017.1

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A mesma matéria na versão para o jornal impresso CORREIO DE NOTÍCIAS, junho/2017
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SESSÃO NOSTALGIA – Miss Beleza Internacional 1964, uma joia chamada Gemma Tereza Guerrero Cruz

Daslan Melo Lima

       "O primeiro dia de uma miss internacional ainda é pontilhado das emoções do sucesso acabado de acontecer. No caso de Gemma Tereza Guerrero Cruz, entretanto, essas emoções não perturbavam a sua maneira simples e quieta de conversar com os repórteres. Miss International Beauty Congress, Miss IBC para os íntimos, estava tranquila diante das perguntas. E disse o que tinha a dizer. Sem vacilar e sem tremer a voz."
         Assim começava o texto da reportagem Uma jóia chamada Gemma, publicada na revista O Cruzeiro, Ano XXXVI, nº 49, de 12/09/1964.


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Uma joia chamada Gemma

Uma jóia chamada Gemma - Ubiratan de Lemos entrevista Miss IBC em Long Beach. Fotos de Indalécio Wanderley. ***** Á esquerda, fotos de Gemma Tereza Guerrero Cruz, a "Mimi", nascida em 30/09/1943, Miss Filipinas, Miss Beleza Internacional 1964, e de Vera Lúcia Couto dos Santos, Miss Guanabara, vice-Miss Brasil e terceira colocada no Miss Beleza Internacional 1964. ***** Á direita, Gemma Tereza Guerrero Cruz na manhã do dia 15/08/1964, após ter conquistado na noite anterior, no Long Beach Auditorium, um dos mais cobiçados títulos de beleza do mundo.  
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- É verdade que você doou os 10 mil dólares do prêmio para as crianças americanas?
- Mandei dar o dinheiro às crianças, não às americanas, que não necessitam de contribuição financeira, mas às do meu país.
-  Você só fala inglês?
- Também uso o espanhol. Com Verinha, de quem me tornei amiga desde logo, só converso na língua de Cantinflas.
- Você tinha candidata a rainha do IBC?
- Sim, Verinha. Não estou dizendo isso agora. Verinha e as outras sabem que meu voto era dela. Para mim ela é a Miss IBC, e eu a sua amiga e fã.
- Por que você escolheu Verinha? Por que não Miss Alemanha, ou a loura da Argentina?
Simplesmente porque acho Verinha completa: tem plástica, personalidade, encanto de conversa, e uma coisa muito importante que eu não sei o nome em inglês.]
 - É borogodó.
- Que é borogodó?
- Borogodó é isso que Verinha tem e você não sabe dizer. Borogodó é magia mulata. Desculpe-nos. Um repórter é um sujeito às vezes profissionalmente mal educado. Você tem costume de ler? Ler páginas de longo curso, não apenas histórias de enredo certo?
 - Ler não é um hábito. Ler é um movimento da vida. É claro que leio coisas sérias e outras sem importância. Entre as primeiras nomeio os escritores franceses, que são os da minha preferência. Cito André Gide, Camus e Mauriac.
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      Já sabíamos da educação de fino trato da charmosa Gemma. Uma doçura em tudo, educação universitária americana, financiada pelo capitalismo de seus pais.   
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- Gemma, você é religiosa?
- Sou católica apostólica romana. O meu país é católico como o Brasil.
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  Deixamos de lado Gemma e tomamos Verinha pelo braço:
- Você está satisfeita com o 3º lugar?
 - Invente outra palavra. “Satisfeita” não satisfaz. Estou explodindo de alegria. Estou que não me aguento.
- Vimos você de conversinha com Arlene Dahl. Que era aquilo?
- Ela foi me dizer que tinha votado em mim. Disse também que gostaria de conhecer o Rio.
- Os americanos trataram bem de você, Verinha? Alguma queixa deles?
- Vou falar francamente. Vou dizer, talvez, o que não deveria dizer: os americanos me tratarem em Long Beach – o povo da rua e a  plateia do estádio – melhor do que fui tratada no Maracanãzinho. E nas ruas do Rio, depois que fui Miss Brasil número 2. Achei os louros do Pacífico adoráveis. Nem por um segundo senti a tal da discriminação. Não é para botar banca não, mais fui beliscada de olho por muito bonitão de olhos azuis.
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Gemma, agosto de 1964

Gemma é abraçada por Vera Lúcia Couto dos Santos. Foto: revista Manchete, 29/08/1964, Ano 12, nº 645.
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Gemma sendo coroada pelo ator Hugh O'Brian (1925-2016). ***** Imagem: web.
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Gemma e sua mãe, a escritora Carmen Guerrero Nakpil. Imagem: web.
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Vera Lucia Couto e Gemma Tereza na capa da revista Manchete, 29/08/1964, Ano 12, nº 645.
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"A beleza pura alegra para sempre os olhos - Miss Filipinas, agora Miss Beleza Internacional de 1964, nunca fora fotografada em maiô. E pediu que não mandasse tais fotos para seu país, onde é funcionária de um museu e escreve sobre história. Mas Verinha está habituada a posar assim, como uma estátua de ébano animada por um sopro de vida." - Texto e foto de Gervásio Batista, revista Manchete, 29/08/1964, Ano 12, nº 645.
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Gemma Cruz Araneta, um orgulho das Filipinas

Gemma Cruz Araneta - alchetron.com

    A herança ancestral da Gemma Tereza Guerrero Cruz, ou simplesmente Gemma Cruz Araneta, como é mais conhecida atualmente, inclui personalidades proeminentes na história filipina. Maria Rizal, irmã de José Rizal (1861-1896), herói nacional das Filipinas, é sua bisavó. Sua mãe, Carmen Guerrero Nakpil, foi casada com o capitão Ismael Argüelles Cruz, neto de Maria Rizal e Daniel Cruz. Ele foi torturado e morto por soldados japoneses, juntamente com seu pai, Mauricio Cruz (filho de Maria Rizal) durante a "Libertação de Manila" em fevereiro de 1945.
       Gemma tem muitos primos que também são descendentes das irmãs de Rizal. Uma tia se casou com um descendente da família Laurel, que deu ao país um presidente, um vice-presidente, um senador e um presidente da universidade.  Através de seu casamento com o Dr. Antonio Sebastian Araneta, pai da sua única filha Fatimah Araneta, está vinculada a quase todas as famílias que produziram líderes filipinos até o presente, bem como clãs aristocráticos de influências regionais. Outro membro do clã Araneta é  Jorge Araneta, que se casou com a primeira vencedora do concurso Miss Beleza Internacional, a colombiana Maria Stella Márquez Zawadzky, eleita em 1960.
            Em 1968, o presidente Ferdinand Marcos (1917-1989) nomeou a Miss Beleza Internacional 1964 diretora do Museu Nacional. Gemma foi membro do Instituto Nacional de História e Secretária do Departamento de Turismo.  Em 2003, foi eleita Diretora Administradora e Presidente da Heritage Conservation Society of Philippines (HCS) e reeleita em fevereiro de 2006. A HCS tem um projeto em andamento com o Departamento de Educação - Heritage Schoolhouses Restoration Program. Até agora, três casas escolares da época colonial americana foram restauradas, aumentando o inventário nacional de escolas.
         

       Gemma é autora de vários livros, entre eles a biografia de José Rizal, herói nacional das Filipinas. 
"Eu definitivamente quero cutucar a curiosidade intelectual dos estudantes filipinos, esperando que mergulhem mais fundo, mais sérios nos estudos da história das Filipinas. Os jovens devem aprender a amar a nossa pátria e estar preparados para defendê-la em todos os momentos." Gemma Cruz Araneta.
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 Fonte: sites das Filipinas 
          
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       Timbaúba, Pernambuco, Brasil, 24 de junho de 2017. Um forró toca ao longe. É noite de São João. Acredito que não há festas juninas nas Filipinas, pelo menos da forma como nós conhecemos no Brasil. O que sei é que os filipinos adoram concursos de misses. 
        Houve um tempo em que o Maracanãzinho atraía mais de 25 mil pessoas nas noites em que jovens sonhadoras de todos os estados brasileiros disputavam o título de Miss Brasil. Nos meses de junho, por essa época. já sabíamos quem iriam representar o País nos concursos de Miss Universo, Miss Beleza Internacional e Miss Mundo.  
        Se sonho com a volta de um Maracanãzinho repleto? Sim! Sonhar não é proibido. Paixões são paixões, simplesmente paixões, não se explicam.  

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sábado, 17 de junho de 2017

Mil sonhos para cada ilusão

     


                  Estranhei ao ver no teto da AABB uma imagem de São José entre as figuras dos santos festejados em junho, Antônio, João e Pedro. 
         Estranhei mas adorei, pois é com São José, patrono de São José da Laje, a cidadezinha alagoana onde nasci, com quem tenho mais aproximação. 
            "Tenho fé em São José", dizia minha mãe, quando rezava pedindo que isso ou aquilo acontecesse.
              Lembro-me de uma música onde Luiz Gonzaga pede a São João para que fale com São José, a fim do seu milho dar vinte espigas em cada pé. Parodiando a canção, vou pedir a Deus que continue me dando mil sonhos para cada ilusão. 



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- Daslan Melo Lima, junho em Timbaúba, Pernambuco.

DE TIMBAÚBA PARA O MUNDO - São João da Chã, “roça de milho, roça meu filho”

>>>>> Faz 18 anos que uma rua de subúrbio promove um dos melhores São João da cidade.


      Foi no final de uma tarde fria de maio de 1999, que o radialista Aldo Cabral e sua amiga Patrícia Duarte Silva tiveram a ideia de fazer um arraial exclusivamente infantil.  Moradores da rua Dativo de Souza Reis, na área conhecida como “chã”, no bairro de Timbaubinha, eles viram a meninada brincando ao som de “Olhinhos de Fogueira”, na interpretação de Mastruz com Leite, quando o sonho nasceu. 

Explodiu meu coração
Feito bomba no São João
Quando deslizei as mãos
Pelas suas costas nuas. 
Vi estrela no salão 
Luar cheio de balão
Teus olhinhos de fogueira
Me queimando de paixão
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    Imediatamente começaram a traçar o formato de um arraial e de uma quadrilha com vinte pares. Não foi fácil conseguir patrocinadores, mas foram à luta e tiveram êxito.  

Aldo Cabral e Patrícia Duarte, os idealizadores do São João na Chã.

     Com a morte prematura de Aldo, em 2009, Patrícia Duarte se afastou e em seu lugar ficou a estudante Isavane Ferreira, contando também com o apoio de Josenilda Félix.  
       As tarefas são divididas. Extrovertida, Josenilda não tem problema algum em sair solicitando colaborações financeiras entre pessoas físicas e jurídicas. Tranquila, Isavane cuida da distribuição dos gastos e outras tarefas.  Mas ambas estão sempre em sintonia, tanto que na última semana de maio a rua já está decorada com as famosas e singelas bandeirinhas de São João. Para este ano, a contribuição de cada pessoa que desejar brincar no arraial é de apenas 20 reais, o que dá direito às comidas típicas, ficando as bebidas sob a responsabilidade dos participantes.
      A comida é farta, com tudo aquilo próprio da época junina: pamonha, milho cozido, mungunzá e canjica, além de paçoca, tapioca e cocada. A programação dos dois dias já está definida: na noite de 23 de junho, quadrilha saindo da praça do Centenário às 21 horas e show de Leo e Banda, às 23 horas. No dia 1º de julho, apresentação de Litinho e Banda, às 21 horas. “Os sucessos musicais não se restringem apenas ao forró. As atrações musicais tocam e cantam de tudo, rock, sofrência, brega...”, esclarece Josenilda.
          Entre as pessoas e instituições que não hesitam dar apoio cultural ao São João na Chã estão: Frei Damião Construções, Bar do Bode, CDL, Comercial Alvino, Luiza Magazine, Nelson Seguros, Neto Apolinário, Pedrita do Hospital e Tonhão Motos.
          Emocionada, Patrícia Duarte diz que é feliz com o rumo tomado pelo São João na Chã, que hoje atrai um público estimado em cem pessoas. “Lá do céu, o Aldo também está feliz”, afirma. E emocionada cantarola o refrão daquela música que tocava na rua  Dativo de Souza Reis há dezoito anos.  

Roça de milho, roça meu filho
Roça assim teu corpo em mim 
Roça mulata, roça a batata
Roça assim teu corpo em mim
Roça de milho, roça meu filho
Roça assim teu corpo em mim
Roça mulata, roça a batata
Roça assim teu corpo em mim

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Por Daslan Melo Lima

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SESSÃO NOSTALGIA – Akiko Kojima, Miss Universo 1959, um exemplo de perseverança

Daslan Melo Lima

      Uma postagem de Claudio Belussi na página do Facebook do grupo Historic Miss Universe, no dia 11 de junho, levou-me a um assunto que eu desconhecia: a japonesa Akiko Kojima, antes de ter sido eleita Miss Universo 1959, foi a segunda colocada no Miss Japão 1953.

TOP 3 - MISS JAPÃO 1953 - Da esquerda para a direita, Akiko Kojima,  segundo lugar;  Kinuko Ito, primeiro; e Aki Wakikawa, terceiro lugar.

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      Abaixo, a edição das trocas de mensagens entre mim, Claudio Belussi e Roberto Macêdo, no Facebook, sobre a curiosidade. Fantástico é que, na ansiedade de chegar logo à verdade, o Roberto Macêdo buscou, e logo encontrou, na internet, um livro sobre a vida de Akiko Kojima.

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Daslan Melo Lima -  E Akiko Kojima voltou a disputar o Miss Japão seis anos depois? Eu não sabia. Valeu a perseverança da Miss Universo 1959.
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Claudio BellussiEncontrei essa foto ontem, e a legenda dava esses nomes. Procurei saber mais, mas não encontrei nada que confirmasse. Também nunca tinha ouvido falar que Akiko já tivesse disputado o Miss Japão. Publiquei justamente para ver se algum profundo conhecedor dos concursos, como você ou o Roberto Macêdo confirmava. Difícil dizer se na foto é ela ou não, mas pode bem ser. Em 1953, ela tinha 18 anos e em 1959, acredito 25.
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Daslan Melo Lima - Você encontrou a imagem na net ou em alguma publicação impressa?
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Claudio Bellussi - Na net, em japonês, tive que traduzir com o automático. Infelizmente não salvei o site. Dizia também que Kinuko Ito, que nas poucas fotos que vi nunca me impressionou positivamente, era de uma beleza excepcional, uma das mais belas misses japonesas.
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Roberto MacêdoOlá Claudio e Daslan, nunca soube disso. O que a revista O Cruzeiro traz numa das reportagens é que a Akiko seria candidata a Miss Japão 1958 mas não pode concorrer por conta de um acidente. Voltou no ano seguinte. Vamos pesquisar ou perguntar a algum missólogo japonês. Rsrsrs.
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Roberto Macêdo - Claudio e Daslan é verdade!


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Daslan Melo Lima - Roberto, que coisa! Mais um dado fantástico para o nosso acervo.
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Claudio Bellussi - Obrigado, Roberto. Pela foto me parecia que era ela mesmo. Sempre bom saber coisas novas.
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Roberto Macêdo - Pessoal, consegui comprar o livro na Amazon. Parece bastante interessante e conta toda a história de Akiko Kojima.


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Daslan Melo Lima - Que beleza! Mais adiante, no novo Miss News, temos certeza que você irá compartilhar as passagens mais importantes do livro.
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Roberto Macêdo - Certamente... Rsrsrs


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        Na história dos concursos de beleza, muitas foram as jovens que pisaram nas passarelas mais de uma vez em busca da vitória. Algumas conquistaram seus objetivos e outras não. 
         Akiko Kojima é um exemplo de perseverança. Em 1953, vice-Miss Japão. Em 1958, um acidente de automóvel impossibilitou que voltasse a disputar o título de Miss Japão. Em 1959, Miss Japão e Miss Universo. 

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PASSARELA CULTURAL já focalizou Akiko Kojima duas vezes na secção SESSÃO NOSTALGIA

12/07/2008 - Akiko Kojima, Miss Universo 1959, o escândalo de um "líquido plástico" 
http://passarelacultural.blogspot.com.br/2008/07/sesso-nostalgia-uma-miss-universo-dos.html

29/08/2015 - Akiko Kojima, Miss Universo 1959, olhos de amêndoas com toque de infância
http://passarelacultural.blogspot.com.br/2015/08/sessao-nostalgia_29.html


sábado, 10 de junho de 2017

De graça, diante do arco-íris


DE GRAÇA - A tarde fria de junho morre lentamente diante do arco-íris. Minhas garças artificiais, ao redor das caixas d'água, não imaginam que pulo de alegria com esse espetáculo de graça. 
     Clico a imagem no momento exato em que garças de verdade voam, tornando o instante quase irreal. 
        Meu quintal, nesta tarde que lentamente morre, é um teatro onde a peça me leva aos desencontros e encontros dos mistérios da vida e da morte, de graça. 
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- Daslan Melo Lima, na quinta tarde de junho de 2017, em Timbaúba, Pernambuco.