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sábado, 22 de julho de 2017

SESSÃO NOSTALGIA – O diário secreto de Ângela Vasconcelos, Miss Brasil 1964

Daslan Melo Lima

            Ângela Teresa Pereira Reis Neto Vasconcelos, Miss Paraná, Miss Brasil 1964, seguiu para Miami Beach levando a esperança de repetir o sucesso da gaúcha Ieda Maria Brutto Vargas, Miss Rio Grande do Sul, Miss Brasil, eleita no ano anterior Miss Universo 1963. Ângela Vasconcelos obteve destaque e ficou entre as semifinalistas (top 15) do Miss Universo 1964.


          Diário Secreto de Miss Brasil, eis uma das chamadas da capa da revista O Cruzeiro, de 29/08/1964, Ano XXXVI, Nº 47, que circulou com quatro páginas contando, com as próprias palavras de Ângela Vasconcelos, como foi sua experiência no Miss Universo. Além da reprodução das páginas, transcrevi o texto na íntegra, respeitando a acentuação das palavras na época.  

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O CRUZEIRO – EXCLUSIVO
Diário de uma vitoriosa derrotada
MISS BRASIL
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CONFIDENCIAL
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É a vez de Ângela falar, Miss Brasil-64, que levou a Miami o pêso das esperanças de milhões de fãs brasileiros, não parece – mas não parece mesmo – nem um pouco frustrada. Pelas páginas de seu diário, que “O Cruzeiro” divulga, se encontrará a verdadeira explicação. Ângela é o que era. 
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Texto de Ângela Vasconcelos (Miss Brasil) – Fotos de Indalécio Wanderley
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Eis o diário da nossa Miss Brasil:

“Dia 22: De cima, céu limpo, eu via Miami Beach e Miami City – as duas cidades dêste pedaço tropical da Flórida. Tudo muito bonito, tudo novidade. Encontrei no aeroporto um calor que eu não achava possível existir. Ieda estava lá com a sua simpatia e o seu sorriso. Dei autógrafos aos brasileiros que me honraram com a sua presença. Falei com a recepcionista do Miss-U, e rumamos para o Shelborne Hotel. 
Notei na viagem os “free-ways” excelentes. Não havia buracos na cidade. Nem um só. No hotel recebi a minha faixa e me apresentaram a Miss Nevada, minha “roomate”. Um caramelo de gente. Ficamos logo amigas. Ensinei a ela o que queria dizer “fofoca”. Mandaram-me repousar. Não aceitei a idéia. Preferi almoçar com as misses. Depois mergulhei na água americana da piscina. Lá já estavam os fotógrafos brasileiros, inclusive o afável Indalécio Wanderley e o sestroso baiano Gervásio Batista.
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Dia 23: Neste dia foi realmente que iniciei contatos maiores. Comecei a ver as misses, a senti-las. Observei, desde logo, uma certa impermeabilidade no Concurso, nas môças européias, orientais e americanas. Sómente as sul-americanas transmitiam alguma coisa, deixando escapar comunicação humana. Quando escrevo “impermeabilidade”, desejo significar o ar de seriedade bem educada das misses e dos funcionários do Miss-U. Eu me sentia assim como quem está em casa de cerimônia. Não cheguei a ficar à vontade. 
Miss Nevada convidou-me a conhecer Las Vegas. Ela é fã de Frank Sinatra. Diz que o filho de Frank possui também voz encantadora. Deitei-me um pouco tarde. Fiquei de televisão vendo um trecho de ópera. Depois rodei para um filme de “cowboy”. 
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Dia 24: Acordei, comi torradas, geléia e bebi um café fraquinho. Minha “hostess“ é um anjo falando inglês. Raramente diz “não” aos meus saimentos. Concordou em acompanhar-me até a piscina. Este sol daqui parece que é mais sol. Fiquei logo queimadinha. À tardinha estava eu a bordo de luxuosa carroçaria, ao lado de outras môças, numa das extremidades da Flagler Avenue. Estávamos ali para desfilar. Uma tagarelice de Babel, coisinhas em todas as línguas. Vi o gordinho repórter Ubiratan batendo fotos de Miss Israel. O desfile só começou com o escuro das 8 horas. Notei pouca gente na rua.
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Dia 25: Começo a perceber a falta de tempo para mim. Só há tempo para o concurso. Ah!,  os ensaios! Enormes, massacrantes, mecânicos! Tenho agora que acordar com o canto subjetivo do galo americano. Às 7 horas já estou de “Convention Hall” para ensaiar. Eu e todas elas. 102 gurias do planeta Terra ali dentro, naquele quartel de aço e ar refrigerado. Nunca vi tanta organização na minha vida. Uma organização fanática a destes americanos. Tudo bem virgulado, um segundo para cada gesto. 
Tive uma vontade forte de abrir uma brecha de indisciplina, de remexer na teia de aranha de Tio Sam. Dominei-me em nome do Brasil e de vocês. Aconselho a todas as futuras misses do Brasil que façam testes de paciência e boa-vontade. Não é que os americanos sejam impertinentes. Não diria uma inverdade destas. Mas as coisas muito organizadas são monótonas. Ou exigem muito de civilização que eu não tenho. Neste dia aprendi a admirar Miss Argentina, a que ficou nas 10 finalistas. Bela e excelente. Fizemos amizade em conversa curta. 
À noite fui com as outras ao “Mahi Shrine Tenple”, uma espécie de teatro “society” de Miami. Foi a cerimônia inaugural do Miss-U, a chamada abertura. Tôdas nós estávamos de trajes típicos. O de Miss Tennessee era um vexame. Simplesmente meteu-se dentro de um fardo. Outra estava de urso. Gostei da festa, do público, das crianças que concorreram ao “Little Miss Universe”. A garotinha da Coréia, então, era um tico de graça. Fui dormir quase 3 da manhã. Fiquei de palestrinha com Miss Nevada, a quem contei o sentido da Revolução brasileira e coisas boas do nosso País.
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"Miss Brasil e Miss Israel, boas amigas."
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Dia 26: Hoje o dia amanheceu ainda mais atraente porque não houve ensaio no “Convention Hall”. Fomos ao “Seaquarium” em rodada de passeio. Outras foram para o Jardim Japonês, um parque tipo Atêrro da Glória. Fiquei vendo tubarões comendo enormes pedaços de carne. Êles  me pareceram piranhas gigantescas, tal a voracidade do gesto de comer. Apreciei a inteligência dos botos e das baleias. Pode haver peixe burro, mas aquelas baleias e aqueles botos eram sem dúvida intelectuais. Deram um “show” de acrobacias. Dormi cedo, porque os programas de TV não me prenderam a atenção.
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Dia 27: Foi o dia mais duro, mais cansativo. Um dia em que acordei às 6 da manhã, e foi um tal de vestir maiô e traje típico até às 6 da tarde. Às 8 tôdas nós tiramos a fotografia panorâmica, e nos vimos – umas às outras - de maiô. Podemos calcular melhor nossas possibilidades em relação ao Júri. Desde logo marquei as Misses Israel, Japão, Islândia, Malásia e China – para mim as melhores.
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Dia 28: Hoje foram escolhidas as semifinalistas americanas. Não concordei com a não-classificação de algumas. Havia louras lindas que ficaram de fora. Gostei do “show”. O Concurso daqui é mesmo “show”. As misses são figurantes, intercalando quadros ótimos de teatro de revista. Alguns brasileiros disseram a mim que o meu penteado não estava bom. Discordei. É o melhor que me fica. Já tentei outros.
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"As gregas são assim. A beleza de Miss Universo 1964, Kiriaki Tsopei, trouxe, nos tempos novos, de volta à Grécia, o têrmo padrão universal"
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Dia 29: Elegeram Miss EUA. Havia outras mais belas. A môça do Alabama, por exemplo. Vi Miss Áustria de nervos em briga: questão da programação picada. A loura de Viena não resistiu e abriu a comporta das lágrimas. Não registrei nada mais de importante neste dia. Achei um tempinho para comprar um lenço colorido na esquina.
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Dia 30: Acordei um pouco nervosa. Hoje eles escolherão as semifinalistas internacionais. Isto quer dizer que serei julgada, analisada, votada ou não. Eis-me, afinal, na frente do Júri, desfilando na passarela rubra. Ouço palmas, e penso que deve ser o pessoal lá de casa, do Brasil, em função da torcida. Alguém em português falou: “Levanta mais um pouco a cabeça!” Aceitei o conselho. Foi com satisfação que escutei o meu nome silabado para as semifinalistas. Bem, pelo menos não tinha ficado totalmente de fora.     
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Dia 31: Hoje êles riscaram o “Convention Hall”   do programa. Declararam feriado para as misses. Permaneci longamente na piscina, no diálogo da água e das minhas pequenas idéias. Sempre achei a água respeitosa, uma das coisas com quem me dei muito bem em Miami. À noite eu, minha mãe e amigos brasileiros arriscamos uma boate. Uma oportunidade de fuga, de esquecer o sábado da coroação. 
Tivemos, entretanto, de deixar a boate, a convite, mais ou menos amigável, da direção do Concurso. Eu tinha de me convencer de que estava dentro de uma jaula côr-de-rosa. Eu prezo tanto a liberdade! Sempre me habituei a fazer o que quero, e sempre quero o razoável. Não gostei de sair da boate. Não gostei mesmo.
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Dia 1: Hoje é o fim da linha. Terei de saltar do Miss-U ou viver dentro dêle durante um ano. É evidente que lutarei, se é possível em matéria de beleza, para fazer alguma coisa além do absolutismo da plástica.
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De cima para baixo: 1 - Miss Inglaterra. "Segunda colocada no Miss Universo 64, Brenda Blackler, não é, segundo Ângela, merecedora." ***** 2 -  "Ronit Rinat ganhou um terceiro lugar para Israel. Abençoada beleza. Sangue do Povo de Deus". ***** 3 - "Siv Marta Aberg, no 4º lugar, beldade sueca." ***** 4 - "Lana Yi Yu (chinesa) 5º lugar." 
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Dia 2: Procurei largar de dentro de mim o filão nobre que todos nós temos. Fui a mais conversadeira das Misses, a mais penetra-no-coração-dos-outros. Que poderia fazer além disso? A verdade é que fiquei de lado. Não entrei nas cinco. Estremeci quando o mestre-de-cerimônias não timbrou o meu nome. Mas logo me recuperei, pois estava psicològicamente preparada para qualquer surprêsa – boa ou má. Não acredito que o penteado tenha influído desfavoràvelmente no Júri. Eu conhecia todos os juízes. Falei com eles. Por que seria o penteado responsável por não ter chegado eu até às cinco finalistas?
Nos bastidores falei com Miss Israel. Disse-me ela: “Êles não me elegeram porque eu sou israelita”. Argumentei em contrário. Não poderia ser isto. Foi mera questão de não saber julgar bem. Miss Áustria passou chorando rente a mim. Consolei-a. A chinesa estava uma fervura de alegria. Abracei-a. Até a grega eu fui cumprimentar, embora discordasse da coroa na cabeça dela. Mas à inglêsa eu não consegui dizer “congratulations”. Não aprendi a fingir demasiado. É muito forte para mim.
Digo aqui, com franqueza do Paraná: não aprovei a decisão do Júri. Não que quisesse para mim o título. Mas a grega não merecia a primeira colocação. Israel era, e é, melhor que ela. Tampouco a Miss Suécia deveria chegar ao “five” finalista. Ela não possui dentes de miss. E a inglêsa, nem se fala. Ainda não posso crer que ela tenha tirado o 2º lugar. Foi uma espécie de perde-ganha no “Convention Hall”.
Escrevo isto sem inveja delas. Escrevo como observadora, e não culpo a direção do Miss-U pelo insucesso da escolha.  Julgar, eis um verbo de difícil conjugação. Posso garantir aos que me lêem que levo saldo positivo. Muita experiência e um gôsto bom dos Estados Unidos. Gostei de apertar as mãos de Tio Sam, mas não conseguiria morar na sua casa. Louvo a democracia americana, o confôrto do povo, a funcionalidade da vida. Observei, entretanto, uma certa impessoalidade nas pessoas, um tom de neutralidade, de cimentação da alma. Creio ser o drama da máquina sobre a pessoa humana, o massacre da essência da vida. 
Não me chamem de “snob”, mas Aldous Huxley escreveu sobre essa fronteira da civilização moderna. E o meu Exupéry também: “Só o homem constrói a sua solidão”. Noto que os americanos precisam novamente pisar descalços no chão. Êles são ótimos, e vivem no maior país do Mundo. Peço desculpas pelo diário. Foi escrito sem tempo, nos intervalos do programa. Foi escrito sem o zêlo da discrição exagerada. Deixei aqui boa dosagem de sinceridade tropical, embora, na realidade, viva numa cidade (Curitiba) que quase nada tem de tropical. Até já,
Ângela.”
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"A muito rôgo, Ângela aceitou posar  penteada com os cabelos para o alto. É o tira-teima, diz ela. Os leitores que julguem, embora tarde." 
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"Ângela aceitou a derrota com espírito de vitória. A menina paranaense é esportiva mesmo. Pensando bem, é possível que seja mais feliz assim, livre de ser acorrentada a um programa de 365 dias - ela que tanto preza a liberdade." 
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         Na fria noite pernambucana deste sábado de julho, “viajei no túnel do tempo" com Ângela Vasconcelos, a linda e culta Miss Brasil 1964, através das páginas da revista O CruzeiroConcordando ou não com alguns resultados dos concursos de misses, o sonho continua. Moças lindas de todas as partes do mundo ainda sonham pisar numa passarela em busca do título de a mais bela.

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Capa da O Cruzeiro, de 29/08/1964, Ano XXXVI, Nº 47, que circulou com quatro páginas contando, com as próprias palavras de Ângela Vasconcelos, como foi sua experiência no Miss Universo. ***** Na capa, Miss Alabama e Vera Lúcia Couto dos Santos, Miss Guanabara, Vice-Miss Brasil e terceira colocada no Miss Beleza Internacional 1964.

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Vídeo completo do Miss Universo 1964


sábado, 15 de julho de 2017

Entre um gole e outro de alcatrão

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           Na noite fria da quinta-feira, 13, o clima esquentou com a vitória do meu Sport Club do Recife diante da Associação Chapecoense de Futebol, 3 X 0, pelo Campeonato Brasileiro Série A, o Brasileirão
        Alguns amigos da minha turma do Treinamento Funcional não torcem pelo Leão, mas o que importa é ver o futebol nordestino em evidência na mídia nacional. 
       "Para conhecer a alegria, é preciso compartilhar. A felicidade nasceu gêmea", disse George Gordon, o Lord Byron (1788-1824), poeta inglês. 
         Minh'alma rubro-negra foi ao delírio, entre um gole e outro de alcatrão, com mel de abelha e limão. 


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DE TIMBAÚBA PARA O MUNDO - No ritmo da Santa Emília

    Na Chácara Santa Emília, propriedade da família Ferreira Lima, a energia positiva está presente em cada recanto. E é lá que, de vez em quando, os integrantes da família reúnem parentes e amigos para celebrar a vida.
     Muitas vezes, o paraíso está perto da gente, perto, tão perto que não nos damos conta. 


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NO PARAÍSO

 O caminho de barro semeando poesia.
 O verde relaxando inacabadas emoções. 
O silêncio norteando o dia. 
A fé alimentando inspirações. 
-Daslan Melo Lima
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    Este ano, estive presente em dois momentos festivos na Santa Emília, na celebração do aniversário de Tarcísio Ferreira Lima e na do seu tio Joca

       
          Esta seleção de imagens externa um pouco da animação que reinou no bucólico  lugar,  cujo nome homenageia uma mulher elegante que marcou época em Timbaúba; a sempre lembrada primeira dama Maria Emília Dutra Ferreira Lima (1928-1987), esposa de um ícone da política pernambucana, Jacques Ferreira Lima (1927-1991), três vezes prefeito de Timbaúba e duas deputado estadual.
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Niver do Tarcísio

Tarcisio ladeado pelos pais Céres Fernanda e Jacques Ferreira Lima Filho
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Tarcíso ladeado pelos irmãos Odilon e Felipe
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Tarcísio, a filha Maria Fernanda e o filho João
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Tarcísio ladeado pelo casal Joca e Gisa
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Niver de Joca
Joca e a esposa Gisa
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Joca, esposa, os filhos Eduardo e Carol, genro (Victor Brandão), nora (Daniele) e netos.
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Os irmãos Joca, Cita, Edite, Milinha e Jacques Filho, filhos e filhas de Jacques Ferreira Lima e Maria Emília Dutra Ferreira Lima
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Joca e Jacques, dois irmãos casados com duas irmãs, Gisa e Ceres
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Uma imagem para a posteridade, quatro gerações.
 Dona Fernandinha, a filha Gisa, a neta Carol e a bisneta Maria Eduarda
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NO RITMO DA SANTA EMÍLIA

  A tarde e o cenário convidam para a reflexão.
A noite nasce e o dia morre sem desilusão.
A natureza abre espaço para a sensibilidade.
E tudo recomeça em ritmo de imortalidade.  
- Daslan Melo Lima   

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SESSÃO NOSTALGIA – Martha Vasconcellos, Miss Universo 1968, Miss Tia Martha

Daslan Melo Lima

          No dia 19 de junho de 1968, quatro dias após ter sido eleita Miss Bahia, no  sempre lembrado Ginásio de Esportes Antônio Balbino, o Balbininho, Martha Vasconcellos foi homenageada na Escola Nova, educandário onde lecionava o que atualmente equivale ao primeiro ano do Ensino Fundamental. Na ocasião, a baiana que seria eleita Miss Brasil no dia 29 de junho, no Rio de Janeiro; e Miss Universo em 13 de julho, em Miami Beach, recebeu da aluna Ana Cristina Castro uma faixa vermelha com letras azuis onde se lia Miss Tia Martha.



        Eu tive a satisfação de fotografar a citada faixa no meio de outras, no dia 13 de outubro de 2013, no apartamento de Martha Vasconcellos, em Salvador, Bahia, durante um encontro inesquecível promovido por Roberto Macêdo, jornalista e biógrafo da última brasileira a ser eleita Miss Universo. 
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"Me lembro de tudo. Eu a adorava"


       No dia 13 do mês passado, a ex-aluna, hoje pintora renomada, Ana Castro, postou no Facebook uma relíquia preciosa, a foto em que está colocando a faixa em Martha. “Me lembro de tudo, inclusive de como fiquei triste quando ela teve que sair da escola. Eu a adorava”, escreveu Ana.


       "Pensando que, aqui no meu estúdio, o tempo é outro, o isolamento necessário, o distanciamento, o espirito se eleva, a energia flui, isso é muito bom. Só queria dividir este sentimento, diante da dura realidade, pra relaxar." ***** Vale a pena conhecer as belas obras de Ana Castro. Vide:   http://arteanacastro.blogspot.com.br/

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       Miss Tia Martha


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Martha Vasconcellos fez parte da comissão julgadora do concurso Miss Rio Grande do Norte 2017, realizado no dia 24 de maio, no Teatro Riachuelo, em Natal, ocasião onde foi aplaudida por um público estimado em 1.600 pessoas. Com sua beleza, ela espalhou mel na terra do sal e do sol.   

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           No próximo ano, cinquentenário do título de Miss Universo conquistado por Martha Vasconcellos, várias homenagens deverão acontecer em torno de quem soube levar com tanta dignidade o nome da Bahia e do Brasil para todos os rincões do planeta Terra. 
        Imagino que em um dos eventos Ana Castro estará presente para abraçar Martha Vasconcellos, a professora que tanto adorava.

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sábado, 8 de julho de 2017

Enquanto voo com as asas do pensamento



           Diante da tarde que lentamente cai, as garças artificiais que decoram as caixas d'água do meu quintal gostariam de alçar voo. Já não tenho esse desejo, pois aprendi chegar ao inalcançável com as asas do pensamento. 

          Enquanto voo, saboreio a poesia de Florbela Espanca
"Há uma primavera em cada vida: 
é preciso cantá-la assim florida, 
pois se Deus nos deu voz, foi para cantar! 
E se um dia hei de ser pó, cinza e nada 
que seja a minha noite uma alvorada, 
que me saiba perder para me encontrar." 
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- Daslan Melo Lima, no primeiro sábado de julho de 2017, em Timbaúba, Pernambuco.

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DE TIMBAÚBA PARA O MUNDO - Um inverno para recordar

Mister e Miss EREM-EPJMS, Escola de Referência em Ensino Médio Professor José Mendes da Silva 2017
        


      Em pleno mês das festividades juninas, a EREM-EPJMS, Escola de Referência em Ensino Médio Professor José Mendes da Silva, promoveu no Motor Clube de Timbaúba a eleição do Mister e da Miss 2017. Os eleitos foram Jefferson Henrique Silva de Macena e Rafaela Maria de Souza





Jefferson Henrique Silva de Macena, Mister EREM PJMS 2017, nasceu no Recife em 11/10/1999. Filho de José Henrique de Macena e Irene Maria da Silva. Aluno do primeiro ano, adora as disciplinas de História e Geografia.

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Rafaela Maria de Souza, Miss EREM PJMS 2017, nasceu em Timbaúba no dia 26/04/2001. Filha de José Gilberto de Souza e Josivânia Maria da Silva. Aluna do primeiro ano, Rafaela sonha se formar em Psicologia.
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Crédito das fotos: soudazoeira.com

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                       Timbaúba no FIG



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SESSÃO NOSTALGIA – As misses da comissão julgadora do Miss Paraíba 2017 e as do Miss Internacional do IV Centenário do Rio de Janeiro

Daslan Melo Lima

            Na terça-feira, 04, assisti ao concurso Miss Paraíba 2017 pelo meu celular. O evento foi realizado no Hotel Manaíra, em João Pessoa. Dez jovens disputaram o cobiçado título, que ficou com Larissa Aragão Holanda, representante da cidade de Bananeiras. Confesso que minha atenção maior não estava concentrada no desfile das candidatas, mas nas beldades da comissão julgadora.


As misses da comissão julgadora do Miss Paraíba 2017 - Da esquerda para a direita: Ariádne Maroja, Miss Mamanguape, Miss Paraíba, semifinalista (top 10) no Miss Brasil 2015; Natália Oliveira,  Miss Areia, Miss Paraíba 2010; Natália Taveira, Miss João Pessoa, Miss Paraíba, quinto lugar no Miss Brasil 2010; Isabela Marinho, Miss Guarabira, Miss Paraíba 2004. 
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Foto: Facebook.

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Um pouco da Miss Paraíba 2017


Larissa Aragão Holanda, representante da cidade de Bananeiras, onde reside alguns familiares seus, é a Miss Paraíba 2017. No ano passado, representando a cidade de Santa Cruz do Capibaribe, foi semifinalista (top 15) no Miss Pernambuco. O Miss Paraíba 2017 teve a coordenação geral de Miguel Braga, coordenador do Miss Pernambuco. ***** Formada em Letras, Larissa Aragão reside em Campina Grande, onde é professora de inglês. 

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Olhar para as candidatas ou para o formoso e famoso júri?

           O Miss Paraíba 2017 me fez viajar no túnel do tempo para uma certa noite de 1965, ano do IV Centenário do Rio de Janeiro, quando o Maracanãzinho foi palco do concurso que elegeu a Miss Internacional do IV Centenário. 
            O certame contou com a participação de vinte e uma concorrentes que vieram de várias partes do mundo para se apresentar no concurso Miss Brasil, antes de seguirem para Miami Beach, onde foi realizado o Miss Universo. 
          A grande noite da beleza aconteceu numa quarta-feira, 30 de junho, dias antes da eleição da Miss Brasil, realizada no sábado, 03 de julho, no mesmo Maracanãzinho.  A vencedora foi Sue Ann Downey, Miss Estados Unidos.


Comissão julgadora do Miss Internacional do IV Centenário - Da esquerda para a direita: Ângela Vasconcelos, Miss Paraná, Miss Brasil e semifinalista (top 15) no Miss Universo 1964; Teresinha Morango, Miss Amazonas, Miss Brasil, vice-Miss Universo 1957; Vera Ribeiro, Miss Distrito Federal, Miss Brasil, quinto lugar no Miss Universo 1959; Ieda Maria Vargas, Miss Rio Grande do Sul, Miss Brasil, Miss Universo 1963; Emília Corrêa Lima, Miss Ceará, Miss Brasil,  semifinalista (top 15) no Miss Universo 1955, e Martha Rocha, Miss Bahia, Miss Brasil, vice-Miss Universo 1954. 
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No momento da foto, desfilava Aliza Sadeh, Miss Israel, quinta colocada. (Imagem: revista Fatos & Fotos).
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Um pouco da Miss Internacional do IV Centenário

Sue Ann Downey nasceu em Ohio em 1945. A Miss Estados Unidos 1965 foi eleita Miss Internacional do IV Centenário do Rio de Janeiro e conquistou o terceiro lugar no Miss Universo 1965. 

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          Desejo que Larissa Aragão Holanda tenha um reinado digno e que possa um dia compor uma comissão julgadora tão bela como a que a elegeu Miss Paraíba 2017.  E que possa ser lembrada como Sue Ann Downey está sendo nesta Sessão Nostalgia, cinquenta e anos depois de ter sido eleita Miss Internacional do IV Centenário do Rio de Janeiro. 

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sábado, 1 de julho de 2017

Um suco de graviola para o rapaz

                 

            Cheguei numa lanchonete e pedi um suco de graviola. Instantes depois, a atendente que estava atrás do balcão alertou para a garçonete: - “Olhe aqui, o suco de graviola do rapaz”. 
          Fazia tempo que não escutava alguém se referir a mim como “rapaz”, mas sempre como “senhor”. Ganhei um presente que afagou a autoestima do sujeito vaidoso que sou.
            Vou voltar outras vezes à lanchonete, pelo suco de graviola e para ouvir de novo a palavra rapaz. Até que a atendente solte um sonoro “senhor” e acabe com a minha ilusão de que o tempo não passou. 
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Daslan Melo Lima, junho de 2017, em Timbaúba, Pernambuco.

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DE TIMBAÚBA PARA O MUNDO - Um São João para recordar





PLANETA - Timbaúba inteira numa imagem panorâmica remetendo a um planeta. (Imagem: Maurício Sobrinho, postada no Facebook e na sua página Recfilm). 
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DESEJO JUNINO - Na cidadezinha cenográfica há tudo que quero: uma igrejinha, uma mercearia e uma moça sonhadora a quem mostrarei minhas crônicas e poesias. 
Na cidadezinha de mentira, a vida corre mansa e a paz reina no dia a dia. Dormirei na praça e aprenderei tocar sanfona e violão. 
Deixarei que o silêncio seja meu melhor amigo, até que venha outro São João. 
– Daslan Melo Lima, na praça Professor José Mendes da Silva, junho em Timbaúba, Pernambuco, admirando as obras de Nem e Ronaldo.





Desejo Junino ***** Imagens: DML/Passarela Cultural
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COSMOPOLITA - No local onde as atrações musicais se apresentaram, a impressão era de que, de repente, a cidade tivesse ganho uma cara cosmopolita. *****  (Foto encontrada em várias páginas do Facebook sem atribuição de crédito). 


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