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domingo, 2 de março de 2008

SESSÃO NOSTALGIA - MARIA HELENA LEAL LOPES , VICE-MISS GUANABARA 1970

Daslan Melo Lima
Maria Helena Leal Lopes (Revista Fatos & Fotos, 30/07/1969)
          No dia 21 de junho de 1969, enquanto 32 candidatas desfilavam na passarela do Maracanãzinho disputando o título de Miss Guanabara, milhares de pessoas lamentavam o fato de ali não estar desfilando a linda morena Maria Helena Leal Lopes, Miss Telefônica Atlético Clube. Nascida no dia 17/09/1951, Maria Helena não tinha ainda 18 anos completos, idade mínima exigida para concorrer ao título. Uma determinação do Juizado de Menores, uma semana antes, proibiu sua participação no certame.

          Maria Helena Leal Lopes foi a primeira garota a se inscrever no Miss GB 1969 , e logo passou a ser apontada como a grande favorita. Quando O CRUZEIRO divulgou suas fotos como primeira candidata ao Miss GB, a reportagem afirmava que ela tinha 18 anos. Aconteceu que no mês seguinte, alguém denunciou a sua menoridade. Comentou-se na época que a denúncia poderia ter partido de um ex-namorado. O Presidente do Telefônica Atlético Clube foi notificado que deveria provar a idade dela no prazo de 24 horas. Seus advogados recorreram, pois jamais poderiam provar que ela tinha 18 anos. Apresentaram um documento dos seus pais com firma reconhecida, autorizando sua participação. A coisa serenou e Maria Helena deu continuidade aos preparativos visando a disputa do Miss GB. Seu pai precisou resolver uns negócios pessoais nos Estados Unidos e viajou certo da vitória da filha , levando dezenas de fotografias para distribuir por lá quando ela fosse coroada Miss GB. Mas aí, veio o pior. Faltando apenas uma semana, o Juizado de Menores fez prevalecer a proibição legal. Sorridente e sem mágoas, ela compareceu ao Maracanãzinho para incentivar suas companheiras. Quando o público percebeu sua presença, os aplausos foram muitos. Tirou fotos nos estúdios das revistas ao lado da vencedora , Mara do Carvalho Ferro, uma loura de baixa estatura, representante do São Cristóvão Imperial, que não cabia em si de felicidade pelo título e pelo prêmio máximo: um volks de quatro portas. No Miss Brasil, Mara ficou com o quarto lugar.

          A repercussão da proibição de Maria Helena não participar do Miss GB 1969 rendeu matérias na imprensa nacional, lado a lado com outros casos que marcaram o mês de junho do último ano da década de 60 : 1)A derrota da seleção inglesa no Maracanã, que excursionava pela América Latina, diante da Canarinha, aumentando a esperança de que o Brasil poderia ser tricampeão mundial no ano seguinte; 2) O encontro de Nelson Rockfeller e Costa e Silva, no Palácio da Alvorada; 3)A morte de Cacilda Becker; 4) A eleição de Georges Pompidou, presidente da França; 5)O nascimento de Carlo Ponti Jr, o esperado primogênito de Sophia Loren; 6)A recepção ao Paulo VI em Genebra; 7)O sucesso do filme Buillit, estrelado por Steve McQueen, nos Estados Unidos e Europa.

          Moradora da Tijuca e aluna do 2º ano clássico do Colégio Pedro II, Maria Helena tinha participado do concurso “Senhorita Rio 1968”. Dona de um sorriso encantador, extrovertida, inteligente, adorava lasanhas e massas de todos os tipos, mas tinha a maior facilidade para emagrecer. Como seus sonhos de participar do Miss GB 1969 foram frustrados, ela não teve dúvida de transferi-los para o ano seguinte. E em 1970, no Pavilhão de São Cristóvão, uma vez que o Maracanãzinho tinha sofrido um incêndio, lá estava ela, tranqüila, linda, disputando o Miss Guanabara, representando o Telefônica Atlético Clube. Perdeu para a loura Eliane Fialho Thompson, Miss Floresta Country Clube, uma estudante de Engenharia que tinha “quase tudo da lendária Garota de Ipanema”, conforme destacou a revista MANCHETE. Logo após, Eliane Fialho Thompson foi eleita Miss Brasil e ficou entre as 15 semifinalistas do Miss Universo 1970, vencido pela porto-riquenha Marisol Malaret Contreras, uma jovem humilde, órfã de pai e mãe, secretária da Companhia Telefônica de Porto Rico. 

          Quando o Juizado de Menores descartou a possibilidade de Maria Helena disputar o Miss GB 1969, assim ela desabafou à revista MANCHETE, de 28/06/1969 :

Não sei bem porque me candidatei a Miss Guanabara. Acho que, conscientemente, um pouco era para expandir a minha vivacidade. Admito que todas nós participamos de concursos de beleza com uma certa dose de vaidade. Mas, isso, toda mulher tem ( e quase todos os homens também ). A vaidade faz parte do ser humano. Mamãe é que não quer mais ouvir falar no assunto – diz que não quer ver o concurso nem pela televisão, porque acha que certas coisas só acontecem uma vez na vida, não se repetem nunca mais.

          Minha cara Maria Helena Leal Lopes , Miss Telefônica Atlético Clube 1969/1970, segunda colocada no Miss Guanabara 1970, sua mãe tinha toda razão. Certas coisas só acontecem uma vez na vida e não se repetem nunca mais. Você poderia ter sido a sucessora perfeita de Maria da Glória Carvalho, Miss GB 1968, que trouxe do Japão o nosso primeiro e único título de Miss Beleza Internacional; você poderia ter composto um excelente Top 3 no Miss Brasil 1969, ao lado da catarinense Vera Fischer ( Miss Brasil.) e da paulista Maria Lúcia Alexandrino dos Santos (vice-Miss Brasil ). Para alguns, embora estivesse acima do peso ideal, poderia ter ficado à frente de Eliane Fialho Thompson , ter sido Miss GB e Miss Brasil, e despontado como favorita do concurso Miss Universo 1970, ao lado da americana Debbi Shelton (vice Miss Universo), com quem tinha um biótipo parecido. Poderia.

          Fazer o que minha Maria Helena Leal Lopes ? Estava escrito. E hoje, na sabedoria dos seus 57 anos de idade, a completar no dia 17 de setembro de 2008, ao sentir saudades daquela época, o tempo devolve aos seus ouvidos a voz de sua Mãe dizendo: 

 Certas coisas só acontecem uma vez na vida, não se repetem nunca mais.

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Confira o desdobramento desta matéria aqui, em PASSARELA CULTURAL, através do link: http://passarelacultural.blogspot.com/2010/03/sessao-nostalgia_13.html
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7 comentários:

Raimundo Junior disse...

Sempre aguardo a sessão nostalgia, e lembrar de Maria Helena, a bela Miss Telefônica 1969 é muito bom, pois como ela não conseguiu concorrer em 1969 e perdeu em 1970, ficou só na lembrança. Memória que você expõe agora. Parabéns Daslan!

Gilson José disse...

Estou muito satisfeito em rever minha maninha na passarela ,fui seu acompanhante em diversos eventos ,filmagens, e ate ensaios para este concurso;carreguei comigo o apelido de misso com muito orgulho e vaidade, pois sua belesa era tanta ,que refletiu em mim .Garanto que ainda ela,, é linda em todos os sentidos ,e vencedora .Um beijo do seu irmão.
Saudaçoes fraternais Daslan.

rogerio disse...

Lena...
Que saudade...
Voce ainda lembra de mim ??/
Eu sou o Rogerio Cesar, seu Sobrinho, Filho do Gildo...
O Tio Gilson foi que me disse sobre essas fotos...
Estou com muita saudade de voce e nao vejo a hora de estarmos juntos, para esse reencontro tao esperado por mim...
meu e-mail é:
rogeriocesarpinto@hotmail.com
mil beijos...

clarisse disse...

noticias de marisa sommer mis brasilia por volta de 1970

Anônimo disse...

Merecia o título e seria MB,também!quiçá,MU.Sou mais um dos milhares de fãs que Maria Helena deixou.Gilson, tenha orgulho,sim!Abraços a todos,Japão

DASLAN MELO LIMA disse...

Leiam o desdobramento desta crônica no link abaixo,onde a própia Maria Helena postou um comentário:

http://passarelacultural.blogspot.com/2010/03/sessao-nostalgia_13.html

Um abraço a todos e muito grato por sua visita à PASSARELA CULTURAL.

Maria Fernandes disse...

Penso que é preciso mostrar fotos da Maria Helena Leal, sabe por que? A mulher em qualquer idade precisa acreditar na beleza natural.É fato que ela era especial, tanto que tem história pública, foi Miss. O que vejo de importante é poder mostrar que,a Lena não foi refém da malhação louca, bombas ou plasticas. Quem teve a chance de ver o charme do seu andar o seu sorriso, lembra com saudade o que a fazia tão elegante. Ela mostrava a liberdade, isso a fez sempre linda. Esse foi,é, e será a razão da beleza atemporal da Maria Helena Leal. Aplausos!!!! Beijos da amiga, Maria José Fernandes.