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SEJA BEM-VINDO ! SEJA BEM-VINDA! VOCÊ ESTÁ EM PASSARELA CULTURAL, a sua revista on-line semanal, fundada em 02/07/2004. ***** Esta é a edição nº 649, referente ao período de 11 a 17 de dezembro de 2017. ***** Grato por sua atenção.

sábado, 26 de março de 2011

DE ALAGOAS PARA O MUNDO


MÉRCIA ALBUQUERQUE, UM ORGULHO ALAGOANO
           O Governo de Alagoas homenageou in memorian a advogada Mércia Albuquerque, com a Comenda Nise da Silveira. O evento foi realizado no Teatro Deodoro, no dia 14, em Maceió Em nome da família, a comenda foi recebida pela advogada e jornalista Eliane Aquino, na foto acima ladeada por Teotônio Vilela Filho, Governador de Alagoas, e seu vice José Thomaz Nonô.
 (Imagem: Arquivo Pessoal/EA).
Mércia Albuquerque (1934-2003)
           Mércia Albuquerque morreu no Recife, em 29/01/2003, aos 68 anos de idade, vítima de câncer. Ficou famosa nacionalmente na luta em defesa dos direitos humanos. Formada na turma de 1961, pela Faculdade de Direito do Recife, ela chocou-se ao ver a polícia escoltando Gregório Bezerra pelas ruas do bairro recifense de Casa Forte, no dia do golpe militar de 1964, ensangüentado, vestido apenas num calção e com uma corda amarrada ao pescoço. A partir daí, Mércia assumiu a causa de Gregório e empenhou-se na defesa dos presos políticos pela ditadura.

           Em seu discurso na Câmara Municipal de Vereadores do Recife, em 05/04/2001, ao receber o título de Cidadã Recifense, Mércia Albuquerque declarou: A minha vida tem sido marcada pela força da emoção, literalmente, desde quando nasci, em situação emergencial. Em 23 de dezembro de 1934, minha mãe, ao visitar uma cunhada em Jaboatâo dos Guararapes, deparou-se com uma situação de conflito social na estação ferroviária da antiga Great Western, na vizinha cidade, com tiroteio e prisões. Impedida de retornar a Recife, minha querida genitora me deu à luz na madrugada do dia 23 daquele mesmo mês e ano, enquanto os ferroviários ainda resistiam. Pouco depois minha família, por circunstâncias da vida, mudou-se para São José da Laje, Alagoas. Naquela cidade alagoana fui criada no ambiente de uma família conservadora, para a qual medo era uma palavra que não existia, sendo esta uma característica de minha educação que considero positiva.”

          Luzinete Albuquerque, sua mãe, morava na rua popularmente conhecida como Rua do Cajueiro, em um imóvel próximo da Casa Paroquial, em São José da Laje-AL. Passei uma tarde de 1991 conversando com Mércia, em seu apartamento do Edifício Ouro Branco, centro do Recife. Mércia Albuquerque tinha o maior apreço por suas raízes lajenses. Merecedíssima  a comenda Nise da Silveira outorgada a esta inesquecível guerreira. Por sua história de vida, Mércia Albuquerque é um orgulho alagoano.

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