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sábado, 14 de março de 2015

SÃO JOSÉ DA LAJE, MEMÓRIAS DE UMA TRISTE MADRUGADA ALAGOANA


FAZ 46 ANOS - Na madrugada do dia 14/03/1969, São José da Laje, a cidadezinha alagoana onde nasci, dormia tranquila quando uma tromba d’água transformou o rio Canhoto num oceano furioso, provocando um desastre natural de grandes proporções. 
       Nesta madrugada deste sábado, 14 de março de 2015, cumpri um ritual silencioso diante de duas testemunhas mudas que escaparam daquele pesadelo: um quadro e um banco. 
        O quadro, um vitral onde se lê “Jesus Cristo reina n’esta casa”, pertenceu a minha tia Lizete Macedo de Melo. O banco fez parte do mobiliário da Loja São José, a casa comercial de José Francisco da Silva (Galego) e da sua esposa Soledade Lima (tia Dade). Diante destas relíquias, não rezei pelas almas dos que se foram, pois na dimensão onde se encontram suas dores já se diluíram em louvores. Agradeci a DEUS pelo consolo dado aos que escaparam e pela força que até aqui ELE nos concedeu para administrar os traumas que ficaram. ***** Daslan Melo Lima, refletindo sobre as águas de março que fecham o verão, em Timbaúba, Pernambuco.
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"Mais de 200 mortos e mil desaparecidos", primeira página do Diario de Pernambuco. Á esquerda, a devastação no centro da cidade, foto da revista O Cruzeiro. Abaixo, três imagens da tragédia. Esta matéria ficará nos arquivos permanentes de PASSARELA CULTURAL e oportunamente outros textos e fotos serão inseridos.
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Um dos maiores desastres naturais do planeta Terra  


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2 comentários:

Anônimo disse...

Sou moradora de sao jose da laje , e lendo essa materia lembrei-me dos meus avos e tios que vivenciaram essa tragedia ,agradeço a Deus por terem sobrevivido a ela . Parabéns, pessoas como o senhor faz com que a cidade não perca suas memórias.

Paulo Valenca disse...

Boa noite, Daslan Melo! Encontrei seu blog graças à procurava que eu estava fazendo sobre a tragédia de 1969 que se abateu sobre São José da Laje, cidade onde eu morava na ocasião (eu tinha 5 anos quando vivenciei o fato. Minha família residia praticamente defronte à casa de seus tios, que se abrigaram em nossa casa na fatídica madrugada. Lembro-me de Seu Galego, de Dona Soledade, de seu filho "Robinho"! Brincávamos,eu me irmã, com "Maninha", filha do casal. Ela não estava na cidade durante a repentina inundação. Mundo pequeno!