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SEJA BEM-VINDO ! SEJA BEM-VINDA! VOCÊ ESTÁ NO BLOG PASSARELA CULTURAL, cujas postagens, na maioria das vezes, são postadas aos sábados e domingos. Nossa trajetória começou em 02/07/2004, com o nome de Timbaconexão, como coluna sociocultural do extinto site de entretenimento Timbafest. Em 12/10/2007, Timbaconexão migrou para blog com o nome de PASSARELA CULTURAL, quando teve início a contagem de visitas. ***** Editor: DASLAN MELO LIMA - Timbaúba, Pernambuco, Brasil. ***** Contatos : (81) 9-9612.0904 (Tim / WhatsApp). E-mail: daslanlima@gmail.com

domingo, 8 de janeiro de 2017

"Terra natal, quanto mais longínqua mas minha"


ENCONTRO DE LAJENSES, UM FESTIVAL DE EMOÇÕES INACABADAS -  "E se o destino tivesse contribuído para que lá eu tivesse permanecido?"  Eis a pergunta que de vez em quando faço ao vento pernambucano. Nunca saberei a resposta exata, diluída em encantos e desencantos. 
        Sei apenas que a infância alagoana às margens do rio Canhoto está presente no meu dia a dia, eternamente tatuada em minh'alma, envolvida em agridoce sabor de poesia. Consola-me o poeta espanhol Luis Cernuda: "Terra natal, quanto mais longínqua mas minha"
           Com a graça de Deus, estarei no próximo sábado, dia 14, na terra que me viu nascer, a fim de marcar presença no já tradicional Encontro de Lajenses, um festival de emoções inacabadas. 
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- Daslan Melo Lima, poetizando em Timbaúba, PE, minha terra adotiva, no segundo domingo de 2017.

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REFLEXÃO
"Há quatro tipos ideais: o cretino, o imbecil, o estúpido e o louco. O normal é a mistura equilibrada dos quatro."
- Umberto Eco (1932-2016), filósofo, semiólogo, linguista e romancista italiano.  
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sábado, 7 de janeiro de 2017

DE TIMBAÚBA PARA O MUNDO - Francisco Rodrigues da Paixão, o Chico Gordo que era magro

Ele fez fortuna e esteve em Londres com toda família

           
         
          Francisco Rodrigues da Paixão era natural da Paraíba e foi criado no engenho Aurora, em Itambé, PE. Filho de pai português e mãe brasileira, nasceu no dia 12 de fevereiro de 1845 e faleceu no dia 06 de fevereiro de 1945. Iniciou a vida profissional como marceneiro, pintor e dourador de igreja, chegando posteriormente a ser grande comerciante e político em Timbaúba.
        Francisco fez parte da primeira Câmara de Vereadores de Timbaúba e, embora fosse magro, era conhecido por todos como Chico Gordo, devido existir um outro Chico que era realmente gordo.  O apelido foi colocado pelo Vigário Augusto Cabral de Vasconcelos, primeiro pároco de Timbaúba.


       Chico Gordo foi focalizado na coleção Nosso Século, da editora Abril Cultural, onde sua foto aparece com a seguinte legenda: “As elites do Nordeste, seguindo velhos hábitos, costumavam viajar com frequência à Europa. Em 1907, Francisco Rodrigues da Paixão, negociante de Timbaúba (Pernambuco), esteve em Londres com toda família. Lá fez uma compra de chapéus da qual sobreviveu a nota fiscal. ”   
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Fonte: Timbaúba Ontem e Hoje-Volume II, Edições A Província-1996

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TÚNEL DO TEMPO - Turma de professoras do Grupo Escolar Elisabeth Lyra, ano de 1968, todas ex-alunas do Colégio Santa Maria. Entre elas, Walda Calábria, Ana Hermes, Maria Lucia Dias, Terezinha Simões e Jacira Maciel. Estava na moda colocar um acessório chamado bobe nos cabelos sob um lenço amarrado na cabeça. 
      Naquele 1968, uma das músicas brasileiras mais ouvidas era “Modinha”. De Sérgio Bittencourt (1941-1979).  

         Olho a rosa na janela, 
Sonho um sonho pequenino.
Se eu pudesse ser menino,  
Eu roubava essa rosa
e ofertava todo prosa à primeira namorada.
 E nesse pouco ou quase nada,  
Eu dizia o meu amor, o meu amor.

 Olho o sol findando lento, 
 Sonho um sonho de adulto.  
Minha voz na voz do vento,  
Indo em busca do teu vulto  
E o meu verso em pedaços 
 Só querendo teu perdão. 
Eu me perco nos teus passos
E me encontro na canção. 

Aí, ai, amor, 
Eu vou morrer buscando o teu amor. 
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Imagem: Acervo de Nilza Simões.

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SESSÃO NOSTALGIA – Castro, a cidade natal de Marly Simon, Miss Paraná 1969


Daslan Melo Lima

     Quantas cidades ganharam mais visibilidade na mídia graças à vitória de uma jovem num concurso de Miss? Dezenas. Uma delas é Castro, terra natal de Marly Sauerzapf Simon, Miss Paraná 1969, localizada às margens do Rio Iapó, fundada em 1778, município com quase 71 mil habitantes, distante 159 km da capital Curitiba.

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UMA CANÇÃO PARA CASTRO

Nandão Overdose interpreta “Castro Paraná”,


Vou voltar, vou voltar pra lá
Vou voltar pra Castro, Paraná.
Vou voltar, vou voltar pra lá
Vou voltar pra Castro, Paraná.

Vou seguindo a minha vida, vou lembrando de você
Passa o tempo não tem jeito, impossível te esquecer
A distância que machuca só aumenta a gratidão
Fui feliz mais que ninguém lá no meu velho rincão.

Me agarro na lembrança, eu te vejo ainda
Tão bonita e tão distante em minha imaginação
Canto alto, canto forte que é pra todo mundo ouvir
O tamanho da saudade que ainda mora em mim.

Vou voltar, vou voltar pra lá
Vou voltar pra Castro, Paraná.
Vou voltar, vou voltar pra lá
Vou voltar pra Castro, Paraná.

Pequenina e tão bonita, feito joia de valor
No caminho do tropeiro, a sua história vingou
Viajante assustado, eu um dia aqui cheguei
Mas foi logo enfeitiçado, me apaixonei por você.

Me agarro na lembrança, eu te vejo ainda
Tão bonita e tão distante em minha imaginação
Canto alto, canto forte, que é pra todo mundo ouvir
O tamanho da saudade que ainda mora em mim.

Vou voltar, vou voltar pra lá
Vou voltar pra Castro, Paraná.
Vou voltar, vou voltar pra lá
Vou voltar pra Castro, Paraná.

Vou seguindo a minha vida, mas você vai junto a mim
Esses anos se passaram, mas eu nunca te esqueci
Nos momentos mais difíceis, quando eu chorava só,
Me confortava a lembrança do meu rio Iapó.
Nos momentos mais difíceis, quando eu chorava só,
Me confortava a lembrança do meu rio Iapó.

Vou voltar, vou voltar pra lá
Vou voltar pra Castro, Paraná.
Vou voltar, vou voltar pra lá
Vou voltar pra Castro, Paraná.
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MARLY SIMON, MISS PARANÁ 1969


Marly Simon, 18 anos, 1,78 de altura, Miss Castro, eleita Miss Paraná 1969, na madrugada de 06/06/1969, e Tita Bastos, sua  treinadora. Vinte e quatro candidatas participaram do concurso.   ***** Foto: misscastrouniverso.blogspot.com.br/
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Marly Simon ladeada por  Heloísa Helena Camargo, à esquerda, segundo lugar, e Elaine Maria Paiva, terceira colocada, representante de Cornélio Procópio. ***** O júri esteve composto por Max Rosmann, Rudolf Kretsch, Diva Maria Stresser, João Milanez, Bráulio Pedroso, Gracy de Oliveira, Neli Fuganti, Raul Giudecelli, Marina Patitussi e Luís Gustavo (famoso por sua personagem na novela Beto Rockefeller). ***** Foto: revista O Cruzeiro, reprodução do missesnapassarela.blogspot.com.br
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Acima, Marly Simon, em foto da revista Manchete, com o vestido que usou na passarela do Maracanãzinho, na noite do concurso Miss Brasil 1969, quando Vera Fischer, Miss Santa Catarina, saiu vitoriosa. ***** Abaixo, o link mostrando seu desfile triunfal pelas ruas de Castro, 

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Oi, Roberto, boa tarde.
Você não  imagina o quanto adorei assistir ao vídeo.
A música é tudo aquilo que eu gostaria de ter composto em homenagem à terra onde nasci, sem falar da emoção de  mergulhar no túnel do tempo e encontrar a Miss Paraná 1969.
Nostalgia pura.
Um abraço.
Daslan

        Esse foi o teor do e-mail que enviei para o Roberto Macêdo, agradecendo o envio, no dia 04, do link para música do Nandão Overdose enaltecendo Castro. Resposta do biógrafo de Martha VasconcellosTive a mesma impressão. rsrsrs. Ao contribuir para a inspiração da minha primeira SESSÃO NOSTALGIA de 2017, Roberto não precisava dizer mais nada, pois sabemos que paixões são paixões, simplesmente paixões, não se explicam.
    Guardando as devidas proporções, Castro lembra São José da Laje, às margens do rio Canhoto, a cidadezinha alagoana onde nasci, por isso a letra e a melodia passaram a dose certa de nostalgia que me emocionou tanto. 
      Um abraço para você, leitor, leitora, e que Deus abençoe nossa caminhada durante todos os dias de 2017. 

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quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

FELIZ ANO NOVO TODOS OS DIAS !

"É dentro de você que o Ano Novo 
cochila e espera desde sempre"
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RECEITA DE ANO NOVO


Para você ganhar belíssimo Ano Novo 

cor do arco-íris, ou da cor da sua paz, 

Ano Novo sem comparação com todo o tempo já vivido 
(mal vivido talvez ou sem sentido) 
para você ganhar um ano 
não apenas pintado de novo, remendado às carreiras, 
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser; 
novo 
até no coração das coisas menos percebidas 
(a começar pelo seu interior) 
novo, espontâneo, que de tão perfeito nem se nota, 
mas com ele se come, se passeia, 
se ama, se compreende, se trabalha, 
você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita, 
não precisa expedir nem receber mensagens 
(planta recebe mensagens? 
passa telegramas?) 


Não precisa 

fazer lista de boas intenções 

para arquivá-las na gaveta. 
Não precisa chorar arrependido 
pelas besteiras consumadas 
nem parvamente acreditar 
que por decreto de esperança 
a partir de janeiro as coisas mudem 
e seja tudo claridade, recompensa, 
justiça entre os homens e as nações, 
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal, 
direitos respeitados, começando 
pelo direito augusto de viver. 


Para ganhar um Ano Novo 

que mereça este nome, 

você, meu caro, tem de merecê-lo, 
tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil, 
mas tente, experimente, consciente. 
É dentro de você que o Ano Novo 
cochila e espera desde sempre.


- Carlos Drummond de Andrade (1902-1987), poeta mineiro.

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sábado, 24 de dezembro de 2016

"A hora que passou não volta mais"

          
       
      Você já sentiu alguma vez aquela sensação de que foi apenas espectador do momento?  De que se calou e teve receio de continuar, enquanto uma voz silenciosa pedia para interagir com a situação?  Tenho certeza, leitor, leitora, que suas respostas foram sim. As minhas também, dezenas de vezes.

     Por não termos sido parte ativa do cenário, um calafrio percorre nossos corpos e nossas almas. Não ouvimos a voz que gritava em silêncio dentro de nós. 
       E hoje, quando uma sombra invisível passa perguntando pelo tempo que se foi, tentamos ressuscitar sons e cores do passado, mas não conseguimos e nos apegamos a recordações que só fazem aumentar nossas emoções inacabadas.

       O título desta crônica é a tradução de uma citação do poeta romano Ovídio (43 a.C.- c. 18 d.C.), Nec quae praeterit hora redire potest, enquanto a ilustração é uma pintura de André Kohn, pintor russo contemporâneo. Os caminhos dos dois nunca se cruzaram, mas há uma relação estreita na arte de ambos. Na pintura de André Kohn, figuras caminham embaixo da chuva, vivendo o momento, não esperam pela estiagem. Ovídio canta a hora que passou e que não volta mais, jamais, nunca mais.

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REFLEXÃO
"A vida não tem mais do que duas portas: uma de entrar, pelo nascimento; outra de sair, pela morte."
- Rui Barbosa (1849-1923), escritor, orador e político baiano.

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DE TIMBAÚBA PARA O MUNDO - Atitude, gente fina, noitada, beleza e Bodas de Esmeralda


ATITUDE“Ser feliz é ser suporte um na vida do outro, porque tudo passa e só o amor permanece”, diz Andréa, ao lado do seu amado Sérgio Silva. Bodas de Trigo, três anos de relacionamento celebrados na sexta-feira, 23.
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GENTE FINAAna Caroline Pedroza e o dr. André Rafael de Paula Batista Elihimas, um dos casais mais estimados da sociedade timbaubense.
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NOITADA Sérgio e Edna Vilar circulando pelas noites da região, aqui na AABB, em Timbaúba, uma noite para recordar.
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BELEZA - Claudia Oliveira, Miss Timbaúba 2000, e Cleber Souza celebraram dois anos de casados no dia 1º de setembro.
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BODAS DE ESMERALDA - Reginaldo Gonçalves da Silva e Marizalva da Costa Gonçalves, quarenta anos de amor e cumplicidade.  

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SESSÃO NOSTALGIA - Recordando Anísia Gasparina da Fonseca, Miss Brasília 1967

          Em clima natalino, convido os leitores e leitoras para recordar a  trajetória da vida de Anísia Gasparina da Fonseca, Miss Brasília e quarto lugar no Miss Brasil 1967. Eis uma história com todos os ingrediente de um delicioso conto de fadas.  Basta clicar nos links abaixo mencionados. 
                  Um abraço e Feliz Natal todos os dias ! 

 - Daslan Melo Lima

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Sessão Nostalgia, 09 de agosto de 2008
Anísia Gasparina, Miss Brasília, um conto de fadas dos anos 60
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Sessão Nostalgia, 10 de julho de 2010
Anísia Gasparina da Fonseca, Miss Brasília 1967, e o menino da rua do Bagaço

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domingo, 18 de dezembro de 2016

A um passo do Natal



        Volto a afirmar o que já disse em outras ocasiões, tenho a impressão de que os movimentos de rotação e translação da terra estão girando muito rápido. Parece que o ano começou ontem, mas já estamos no último mês de 2016. 
      O tempo é eterno, atemporal. Somos nós que passamos rápidos pelo planeta, aprendendo com os encantos e desencantos da caminhada. Por falar nisso, é tempo do meu pé de acácias amarelas promover o seu festival de ouro, uma pequena demonstração do poder de Deus. A cor amarela está relacionada ao otimismo e à coragem, ferramentas perfeitas para continuarmos a caminhada, cumprindo com sabedoria nossa missão no conturbado planeta Terra.
      Para você, prezado leitor, prezada leitora, o meu desejo é que possamos, através de pequenos gestos que se tornam grandes, fazer com que o Natal seja um estado de espírito de todos os dias. Amém! Assim Seja!
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Daslan Melo Lima, em Timbaúba, PE, a um passo do Natal.

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REFLEXÃO


"Aproveite bem as pequenas coisas, algum dia você vai descobrir que elas eram grandes."
- Robert Brault, tenor americano.

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DE TIMBAÚBA PARA O MUNDO - De repente, Lua de dezembro



DE REPENTE, a chuva forte surpreendeu o intenso calor da tarde, espalhando cheiro de terra molhada e renovando sonhos adormecidos. Enquanto isso, o vento trouxe de longe lembranças que não envelheceram: cheiro de café e pão torrado na manteiga, após banhos alagoanos sob a chuva da infância em São José da Laje. 
De repente, o silêncio da praça grita mais alto, mas não anula as emoções inacabadas de quem foi garoto às margens do rio Canhoto. 
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Daslan Melo Lima, na praça José Lins do Rego (praça de Timbaubinha), Timbaúba, PE, na tarde da terceira quinta-feira de dezembro de 2016.

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LUA DE DEZEMBRO - Sem o alarde da mídia, a Lua desfila solitária, linda, soberana, majestosa e nua. Parece querer se aproximar para saborear as mangas-rosas do meu quintal. 
Quero esta Lua de dezembro nas canções de todos os meses que virão, antes que a incerteza do que virá espalhe cinza no meu coração. 
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Daslan Melo Lima. Timbaúba, PE, 13/12/2016.

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SESSÃO NOSTALGIA – Denise Rocha de Almeida e Vanja Nobre Jacob, belas na Quinta da Boa Vista

Daslan Melo Lima



      Maio de 1959.  A carioca Denise Rocha de Almeida, Miss Flamengo, e Vanja Nobre Jacob, Miss Botafogo. amazonense residente há quatro anos na rua Barata Ribeiro, em Copacabana,  foram fotografadas por Indalécio Wanderley (1928-2006) na Quinta da Boa Vista. Apontadas como fortes concorrentes ao título de Miss Distrito Federal (Rio de Janeiro), Denise conquistou o segundo lugar, perdendo para Vera Ribeiro, Miss Vila Isabel, enquanto Vanja obteve o quarto lugar.

Denise Rocha de Almeida
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Vanja Nobre Jacob
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       Elas fazem parte daquelas misses inesquecíveis que desejaram muito o título de Miss Brasil. Vanja voltou às passarelas no ano seguinte, concorrendo ao Miss Brasil na condição de Miss Amazonas, onde conquistou o quarto lugar. Denise retornou em 1963, disputando o Miss Brasil como representante de Brasília, obtendo a quarta colocação.

O Cruzeiro, Ano XXI, Nº 30, 09 de maio de 1959
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       A capa de O Cruzeiro daquele 09 de maio de 1959, que circulou com a matéria sobre o encontro das duas beldades na Quinta da Boa Vista, não poderia ser mais emblemática. Mostrava Denise Rocha de Almeida na capa com o braço direito apoiado numa imagem menor de Adalgisa Colombo (1940-2013), Miss Distrito Federal, Miss Brasil e vice-Miss Universo 1958. Isso passava a impressão que a revista, uma publicação pertencente aos Diarios e Emissoras Associados, cadeia nacional de órgãos de comunicação, promotora do concurso Miss Brasil, apostava em sua vitória.

       Imagino que, de vez em quando, em alguma tarde ensolarada de domingo, Denise e Vanja conduzem seus pensamentos para a Quinta da Boa Vista, onde reencontram os sonhos e as mais doces recordações de um tempo que se foi.

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