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SEJA BEM-VINDO ! SEJA BEM-VINDA! VOCÊ ESTÁ NO BLOG PASSARELA CULTURAL, cujas postagens, na maioria das vezes, são postadas aos sábados e domingos. Nossa trajetória começou em 02/07/2004, com o nome de Timbaconexão, como coluna sociocultural do extinto site de entretenimento Timbafest. Em 12/10/2007, Timbaconexão migrou para blog com o nome de PASSARELA CULTURAL, quando teve início a contagem de visitas. ***** Editor: DASLAN MELO LIMA - Timbaúba, Pernambuco, Brasil. ***** Contatos : (81) 9-9612.0904 (Tim / WhatsApp). E-mail: daslanlima@gmail.com

domingo, 29 de novembro de 2020

SESSÃO NOSTALGIA - Suzana Araújo dos Santos, Miss Brasil 1978, de Ipatinga para Acapulco

 Daslan Melo Lima


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Houve um tempo em que os jornais e as revistas davam muita visibilidade aos concursos de misses. Era a época  dos Diarios e Emissoras Associados, O Cruzeiro, Manchete, Fatos & Fotos, Mundo Ilustrado... Hoje, a Internet está compensando a ausência de material impresso através dos sites especializados, redes sociais e lives. 

Na sexta-feira, 27, o missólogo Josenildo Batista entrevistou Suzana Araújo dos Santos Miss Brasil 1978. Simpática, sorridente, feliz da vida, ela relembrou sua trajetória de rainha da beleza, frisando o quanto estava feliz por estar sendo lembrada quarenta e dois anos depois de ter sido eleita a mais bela brasileira.

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Suzana, de Ipatinga para Acapulco 


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Suzana Araújo dos Santos, filha de pai caminhoneiro, teve seis irmaõs. Nasceu em Dionísio, Minas Gerais, a 160 km da capital Belo Horizonte,  em 08 de agosto de 1958.  Dionísio fica no Vale do Rio Doce e pertence ao colar metropolitano do Vale do Aço. Mas foi em Ipatinga, cidade bem maior, que ela foi eleita em 1978 para disputar o Miss Minas Gerais. Ganhou e daí conquistou o titulo de Miss Brasil, realizado em Brasília, e o direito de representar nosso país no Miss Universo, que aconteceu em Acapulco, México. Não teve a preparação que deveria ter tido. O Miss Brasil foi realizado no dia 08 de julho e ela teve que embarcar atrasada para o exterior no dia 10, com as mesmas duas malas que tinha trazido de Ipatinga para o Distrito Federal. 

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Casada há quarenta anos, três filhos, avó, conciliando as tarefas de Contadora com relevantes trabalhos voluntários, Suzana conquista a todos com seu carisma e sorriso contagiante. 
E nesse contexto de modernidade, não irei entrar em outros detalhes sobre a  eterna Miss Brasil 1978. Basta você, leitor, leitora, clicar no link abaixo. 

https://www.youtube.com/watch?v=-_rlbYEVPLw&feature=youtu.be

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Imagens: Acervo de Suzana Araújo dos Santos

terça-feira, 24 de novembro de 2020

VANUSA, A VIDA INTEIRA PELA FRENTE



Tento em vão afastar a melancolia que se instalou em minh'alma com a morte de Vanusa,
mesmo sabendo que ela fez a Grande Viagem para cumprir outra missão,
em um dos fantásticos mundos do Pai Eterno.



Não consigo esquecer da Vanusa que conheci na adolescência,
na praça Maciel Pinheiro, no Recife,
chegando ao Hotel São Domingos.
Linda, sorridente,
com a vida inteira pela frente.



O adolescente que fui tenta não chorar.
Ele também tinha a vida inteira pela frente.
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Daslan Melo Lima
Timbaúba, PE
09.11.2020

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DE TIMBAÚBA PARA O MUNDO - Banda 1º de Novembro, uma orquestra regida por Deus

UMA ORQUESTRA REGIDA POR DEUS




Novembro chegou de mansinho,
envolvido em cinza,
contrastando com o azul da Sociedade de Cultura e Musical Primeiro de Novembro,
a Banda Primeiro de Novembro,
a "Pé de Cará",
fundada em 1º.11.1922,
noventa e oito anos de uma nobre missão.



A singela celebração,
por força dos cuidados para com a pandemia do Coronavírus,
constou de um pequeno concerto,
hasteamento das bandeiras e confraternização entre os músicos e a nova diretoria,
da qual faço parte.



No ar,
lembranças de momentos gloriosos vividos pela banda,
e de eventos inesquecíveis que virão,
com a graça de Deus,
norteados pelo refrão do hino da instituição, patrimônio cultural pernambucano.
"Que este canto de doce ternura
Seja o hino de amor destes céus
E possua a harmonia e a doçura
Das orquestras regidas por Deus."
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Daslan Melo Lima
Timbaúba, PE
1º.11.2020
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A diretoria da Banda 1º de Novembro, eleita em 18 de outubro para o período de 1º.11.2020/31.10.2022, é composta das seguintes pessoas:

Otávio Luiz da Silva Neto, Presidente;  Fernando Andrade Ferreira, vice-Presidente; Fábio Paz da Silva, vice-Presidente Financeiro; Ivanildo Rodrigues de Oliveira, suplente; Jean José da Silva, vice-presidente para Assuntos Musicais; Jorge Luiz da Silva Gomes, suplente; Daslan Melo Lima, vice-presidente Social; Manoel Adelino Filho, suplente; Manoel Gonçalo de Brito Filho, vice-presidente de Patrimônio; Sílvio Trajano da Silva, suplente; Martinho Virgílio Aguiar, vice-presidente para Assuntos Jurídicos; Everaldo José da Silva, suplente; José da Silva Ramos, vice-presidente de Relações Públicas; Celma Lúcia de Vasconcelos, Suplente; Severino Francisco da Silva, Secretário Geral, e Jeová Barboza de Lira Cavalcanti, Secretário Adjunto.

O Conselho Fiscal é composto por Maurício Rodrigues Santos, Presidente; Reginaldo José da Silva e Flávio Ricardo Almeida Ferreira, membros efetivos; José Natal de Souza Neto, primeiro suplente; Eraldo Gregório da Rocha Filho, segundo suplente, e Carlos José da Silva Neto, terceiro suplente.

Fazem parte da Ala Feminina:  Luiza Maria de Sales Silva, Presidente; Carmen Gonçalves de Oliveira Melo, Diretora Secretária; Camilla Gonçalves de Oliveira Melo, Diretora Tesoureira; Letícia de Melo Fretas da Rocha, primeira suplente, e Gilvânia Maria de França Silva, segunda suplente. 

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Imagens: Melo Lima

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SESSÃO NOSTALGIA/ESPECIAL - Os 70 anos da televisão brasileira

Texto de Muciolo Ferreira

mucioloferreira2013@gmail.com

Falar sobre os 70 anos da televisão brasileira é o mesmo que mergulhar no universo artístico e tecnológico nos mínimos detalhes, nuances e transformações que o veículo passou ao longo de sete décadas. Isso levaria a intermináveis conteúdos. O próprio tema é abrangente, sendo necessário revisitar vários programas em épocas tão distintas do nosso país. Portanto, vou logo avisando: esse texto não será cronológico e nem obedecerá datas. Será um depoimento individual e personalíssimo sobre o que vi e gostei na minha telinha. Quem sabe não coincida com a preferência de algum leitor ou leitora?

Era  maio de 1967, quando  uma tela parecida com um cinema "invadiu" a sala da minha casa. Foi uma festa porque não precisaríamos mendigar um lugarzinho na casa da vizinha de maior poder aquisitivo para assistir desenhos, concursos de miss e bang bang americano com os índios sendo os vilões. Até porque nem  sempre a vizinha estava de bom-humor suficiente para abrir a porta. 

Durango Kid, Perdidos no Espaço, As Aventuras do Rin Tin Tin e a atrapalhada Jeane  É um Gênio entraram nas nossas vidas para nunca ser esquecidos diante de um monitor de 21 polegadas em preto e branco da fabricante genuinamente pernambucana ABC- Rádio e Televisão, situado em Afogados.

Preferido das meninas e adolescentes, o loirinho lutador  italiano, Ted Boy Marino, do Tele Cat Montilla, tinha Ibope garantido na nossa sala, nas noites de  segunda-feira, com muita algazarra e pipoca derramada no chão ao final do programa.

Mesmo com imagens não muito nítidas, os  programas infantis, de auditórios, os teleteatros, as novelas e os telejornais eram apresentados por quem tinha muito talento. Isso era visível, pois a programação  era ao vivo. Apresentadores e garotas propagandas não podiam errar o texto e nem sair do script.

Da televisão inaugurada por Assis Chateaubriand até a chegada da tecnologia digital, as novelas sempre foram o "grande filão" em termos de audiência e captação de anúncios. A partir delas, as emissoras de televisão ganharam um público cativo, fiel e  publicidades milionárias no horário nobre,  das 16 horas à meia-noite.

Na minha casa isso não foi diferente, sempre tinha gente para ficar de oito a doze meses acompanhando o folhetim eletrônico.

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Observando a evolução do gênero da teledramaturgia em sete décadas, as novelas são um espetáculo à parte por influenciar os costumes e modus vivendi do brasileiro. Destaco quatro delas que voltaria a rever:  Beto Rockfeller, O Bem Amado, Espelho Mágico e Pantanal. Duas da Globo, uma da TV Tupi e outra da Manchete.


Escrita em 1968, por Bráulio Pedroso e Cassiano Gabus Mendes, e exibida na Tupi, Beto Rockfeller foi um divisor de águas na  televisão. Revolucionou ao levar à tela o cotidiano do brasileiro que se identificou com o anti-herói interpretado pelo ator Luiz Gustavo. Esse folhetim mudou a linguagem e a forma de interpretação dos atores. Era o brasileiro passando na tela. Antes de Beto Rockfeller, as novelas retratavam histórias latino-americanas que fugiam da nossa realidade e tinham na escritora cubana Glória Magadan a maior divulgadora dos dramalhões mexicanos e cubanos. Demitida da Globo, Glória Magadan abriu espaço para os autores nacionais, a exemplo de Dias Gomes, Janete Clair e Cassiano Gabus Mendes.


O Bem Amado, de 1973, escrita por Dias Gomes, ficou marcada por ter sido a primeira novela em cores a retratar a corrupção política no Brasil. No papel do prefeito Odorico Paraguaçu, o ator Paulo Gracindo ganhou todos os prêmios do público e da crítica especializada. 

Já a novela Espelho Mágico, de 1977, e também exibida pela Globo, teve a ousadia de revelar os bastidores da vida real das novelas, sobretudo os conflitos, intrigas e brigas entre atores, diretores, jornalistas e autores nos sets das gravações e fora deles. Foi uma novela dentro de outra novela e muito bem escrita por Lauro César Muniz. Teve o casal Tarcísio Meira e Glória Meneses como protagonistas. 

Novela de maior audiência da extinta TV Manchete, Pantanal, de 1990, mostrou aos brasileiros pela primeira vez o Pantanal, um  Brasil desconhecido da maioria. Benedito Ruy Barbosa escreveu a saga da pantaneira Juma Marruá interpretada pela novata atriz Cristiana Oliveira, muito bem dirigida por Jayme Monjardim.

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Na nossa telinha os programas de auditórios, de calouros e os humorísticos tinham lugar cativo. Chacrinha e Flávio Cavalcanti eram os preferidos. Não perdia Chico City com os multifacetadas personagens criados por Chico Anysio. Ronaldo Golias, Dercy Gonçalves e Consuelo Leandro mandavam qualquer tristeza  embora quando surgiam.

O diferencial no  telejornalismo de ontem e hoje é a tecnologia e a rapidez da informação. Quanto ao editorial e conteúdo, são de acordo com a política e posição dos patrões. De resto, a televisão possui ótimos apresentadores e repórteres, cada um puxando a sardinha conforme o interesse da empresa

Todavia o apresentador de telejornais que marcou a sala da nossa  casa não foi  o ex-marido da Fátima Bernardes, e sim o marido de Zélia de Almeida, o homem do vozeirão do Repórter Esso da TV Jornal do Commercio, Edson de Almeida. Que potência de voz ele tinha! .Isso numa época em que o único recurso tecnológico era seu próprio  gogó. 

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Quando se fala dos 70 anos da Televisão Brasileira me bate uma nostalgia. Lembro dos antigos programas locais  das pioneiras TV Rádio Clube, Canal 6, e TV Jornal do Commércio, Canal 2.


Zayra Pimentel, Miss Pernambuco 1957, cantava no programa "Você Faz o Show", de Fernando Castelão, na TV Jornal do Commercio, Canal 2. Na foto acima, diante da câmara, o cantor Expedito  Baracho. Atrás, da esquerda para a direita,  o apresentador Fernando Castelão;  Marilene Silva, ajudante de palco
, que apresentava o programa ao lado de Fernando Castelão, na ausência de Lolita Rodrigues; Zayra Pimentel; Violeta Botelho e Zé de Castelão. (Foto copiada do livro “Canta se Queres Cantar”, de Carlos Eduardo Carvalho dos Santos.

Sinto vontade de rever Fernando Castelão e Marilene Silva apresentando  o Você Faz o Show; Marcos Macena e Nair Silva no comando do Bossa-2; Luiz Geraldo no Noite de Black-tie; Aldemar Paiva no Cidade contra Cidade; José Maria Marques no Meu Bairro é o Maior; Jorge Sá apresentando A Hora do Cháu; Carmen Towar e Albuquerque Pereira como mestres de cerimônia  na era de ouro do Miss Pernambuco;  José de Sousa Alencar,  o Alex, no  dominical Hora do Coquetel, ao lado de Violeta Botelho; João Alberto com o programa diário Top Set, dividindo com Thaís Notare; Carmen Peixoto vivendo a donzela da novela A Moça do Sobrado Grande; Florisa Rossi fazendo propaganda das Lojas Boa Vista, "as mais famosas da cidade".

Se Abelardo Barbosa, o Chacrinha,  liderava a audiência da televisão brasileira nas noites de quarta-feira com A Discoteca do Chacrinha, e aos domingos no mesmo horário com "A Hora da Buzina", no Recife quem ocupava essa posição de destaque era o apresentador Jorge Sá.

Na mesma linha dos programas do conterrâneo global, o Programa "A Hora do Chau" , aos sábados à tarde na TV Jornal,  tinha o mesmo formato:  cenário tropical com frutas penduradas, bailarinas com figurinos iguais às chacretes, jurados, calouros e uma infinidade de  concursos os mais absurdos. Se gongados, os calouros eram colocados debaixo do chuveiro e depois erguidos pelos braços de dois brutamontes halterofilistas até sair de cena. O irrequieto ex-repórter policial do rádio e da tv pernambucanas sorteava entre a plateia  balaios de feiras contendo gêneros de primeira necessidade. Era uma loucura!

O corpo de jurados era formado por gente conhecida da Rádio Jornal, da cena teatral ou personalidades convidadas A radialista Alcinda Beltrão tinha lugar cativo, assim como o ator e diretor de teatro, Albemar Araújo. Este era o galã e queridinho das menininhas, e quem mais recebia cartas das fãs no meio da semana.

Albemar Araújo, o jurado número 1 do programa  A Hora do Chau, acima, declamando "Hiroshima", e abaixo com a câmera 3 do Canal 2.


Outro destaque era o veterano radialista Mário Filho, decano do júri. A eles se juntavam as atrizes estreantes da cena local, Rosineide Victor e Madalena Chiarelli. Madalena era uma espécie de Elke Maravilha do programa, pois era a última jurada a entrar em cena, e  surgia cantando músicas da Clara Nunes. Era irmã do universitário de jornalismo Muciolo Ferreira, que também era do cast do Teatro Equipe do Recife usando o pseudônimo Cilo Montez.

Enquanto na Globo o Chacrinha recebia uma verba milionária patrocinada pela poderosa Casas da Banha, Jorge Sá tinha uma verba modesta da  Aguardente Serra Grande, única anunciante. Com o fim do programa,  Jorge Sá se exilou na cidade litorânea de São José da Coroa Grande onde viveria até ser chamado para uma  outra missão artística, mas  desta vez no firmamento.

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Porque todos merecem as homenagens pelos 70 anos da televisão brasileira, mas certamente não irão aparecer na Globo ou noutra rede de televisão, o nosso tributo. Eles e elas entraram nas nossas casas sem precisar pedir licença, e foram bem recebidos com nossa audiência.

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Esta secção é parte integrante da edição nº 756 do blog PASSARELA CULTURAL, www.passarelacultural.blogspot.com.bra sua revista on-line semanal. ************ Editor: Daslan Melo Lima - Timbaúba, Pernambuco, Brasil. **************************** Contatos : (81) 9-9612.0904 (Tim / WhatsApp). E-mail: daslan@terra.com.br

sábado, 10 de outubro de 2020

Eternamente Meninos

   ETERNAMENTE MENINOS




Decidi entrar no aplicativo e seguir as orientações devidas,
curioso para saber que cara teria o meu Avatar,
o novo passatempo do Facebook.
O resultado agradou a mim e ao menino
que um dia eu fui.
Estranho,
mas as ilustrações me passam algo da essência do garoto que eu poderia ter sido:
leve, de bem com a vida, simpático, extrovertido...
"Leva-se muito tempo para ser jovem",
disse um dia o pintor espanhol Pablo Picasso.
Concordo.
Leva-se muito tempo para entender e conviver bem com a criança que fomos.


Dizem os místicos que Avatar é uma manifestação corporal de um ser imortal.
O meu Avatar, editado pelo Facebook,
leva minha fantasia para uma dimensão
onde os seres humanos são meninos,
eternamente meninos.
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Daslan Melo Lima
Timbaúba, PE
10.10.2020

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sábado, 3 de outubro de 2020

É OUTUBRO OUTRA VEZ



Faz anos que outubro
chega mais rápido,
só para lembrar que tudo passa
neste planeta conturbado.



Disposto a continuar aprendendo,
não tenho pressa na caminhada,
até que o destino dissolva
minha última emoção inacabada.



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Daslan Melo Lima
Timbaúba, PE
1º.10.2020
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DE TIMBAÚBA PARA O MUNDO - Dorme, "Joca Show", dorme

DORME, "JOCA SHOW", DORME

A cidade acordou perplexa na manhã nublada, com a notícia da morte de uma das suas personagens mais populares, o morador de rua "Joca Show", encontrado morto com sinais de pauladas e facadas.

Guardarei dele a imagem de um homem tranquilo, bem humorado, falando sobre política e externando lúcidas opiniões, durante pausa para um cafezinho no centro da cidade.
Esforço-me para imaginar que o "Joca Show" está dormindo, tal como na foto clicada há quinze dias.
Dormindo para se acordar envolvido na Luz, ao encontro de outra missão, rumo a um dos fantásticos mundos do Pai Eterno; longe, bem longe, desse planeta conturbado.
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Daslan Melo Lima
Timbaúba, PE
28.09.2020
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Crédito da imagem: Ana Cláudia Araujo Melo

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DE TIMBAÚBA PARA O MUNDO - Poeta Joao Feliciano, um nome que a história timbaubense guardou

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Colaboração enviada por Jeová Barbosa de Lyra Cavalcanti,  funcionário aposentado do Banco do Brasil

barbozalira68@hotmail.com    

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JOÃO FELICIANO DA SILVA nasceu em Timbaúba, PE, em 02 de outubro de 1917, onde residiu até sua morte. 

Fez o antigo curso primário com o Prof. João Barbosa de Melo (Prof. Nô). Aos 13 anos incompletos teve seu primeiro emprego como balconista na mercearia do Sr. José Higino de Queiroz, político influente da época, destituído do poder pela Revolução de 04 de outubro de 1930. Presenciou de perto a queda dos “Perrepistas” da cidade a quem servira aperitivos e as conhecidas “paredes” (tira-gostos), e dos quais ouvia muitas histórias sobre coisas, fatos e pessoas daquele tempo.

Achava que foi muito boa a experiência adquirida em seu primeiro emprego e se chegasse a escrever um livro fá-lo-ia focalizando esta história que considerava palpitante. 

João Feliciano foi autodidata, e todos os cursos que fez foi depois de já conhecido como “homem dos sete instrumentos”.

Nesta cidade destacou-se como poeta, professor de Economia Política e Prática Jurídica no antigo Externato Timbaubense (hoje Colégio Timbaubense), onde se formou por exigência da época. Era jornalista, prático de farmácia, compositor e, durante certo período, foi rábula, numa época em que as pessoas podiam advogar sem a exigência de diploma. Ele o fez principalmente em defesa dos pobres.

Como compositor, só tem um frevo feito em parceria com José Pedro Damião (Zito Damião). As demais composições: sambas, sambas lentos, toadas, maracatus, frevos e outros ritmos, todas tinham letra e música de sua autoria. Como poeta e jornalista tem um acervo publicado em vários jornais, principalmente no Jornal do Commercio do qual era correspondente.

Aproveitando as facilidades do art. 100 da Lei de Diretrizes e Bases do Ensino, instituída à época, fez os 3º. e 4º. anos do antigo curso ginasial no Colégio Osvaldo Cruz, o que lhe assegurou o ingresso na Escola Técnica de Comércio Timbaubense, de onde saiu Técnico em Contabilidade na primeira turma formada nessa escola do saudoso prof. José Mendes da Silva, sendo na ocasião o representante da turma como orador.

João Feliciano morreu aos 65 anos, no dia 09 de julho de 1982, no Hospital Neuro, no Recife. Seria um pleonasmo falar do vazio que ele deixou, não apenas entre os familiares como também no seio da sociedade timbaubense.

Muitos são os artigos e poesias de sua lavra que até hoje continuam inéditos, e são cuidadosamente guardados por sua esposa, D. Alga Marina de Oliveira Feliciano. Esperamos um dia vê-los publicados. Dentre as poesias de sua autoria, uma chama a atenção pela profundidade de sentimento, "Amanhã".

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SESSÃO NOSTALGIA - Adeus, Edilene Torreão, Miss Pernambuco 1960


Daslan Melo Lima


Foto: revista Manchete

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O dia da "Grande Viagem" chega para todos, inclusive para nossas deusas, divas e misses. 

Maria Edilene Vidal Torreão, ou simplesmente Edilene Torreão, faleceu no Recife, no último domingo do mês passado, 27 de setembro de 2020. 

Natural de São José do Egito, sertão de Pernambuco, distante 362 Km da capital, Recife, ela era (e continuará sendo) um dos maiores ícones da beleza pernambucana. 

Edilene Torreão, nascida em 21 de abril de 1942, foi Miss Clube Náutico Capibaribe 1959, Miss Santa Cruz Futebol Clube e Miss Pernambuco 1960, terceira colocada no Miss Brasil e Top 10 no Miss Mundo 1960. Deixou dois filhos, Roberto Phaelante da Câmara Filho e Vicente de Paula Phaelante da Câmara Neto, além de oito netos.    

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EDILENE TORREÃO, 

UM ÍCONE PERNAMBUCANO 

 
TOP 3 - MISS BRASIL 1960 

Capa da revista MANCHETE, Ano 8, número 427, 25.06.1960

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Da esquerda para a direita: Edilene Torreão, Miss Pernambuco, terceiro lugar, Top 10 no Miss Mundo; Gina Macpherson, Miss Guanabara, Miss Brasil, semifinalista (Top 15) no Miss Universo; Magda Pfrimer, Miss Brasília, segundo lugar, representante do Brasil no Miss Beleza Internacional. 

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Edilene Torreão
Foto: Facebook

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"A morte deveria ser assim:
um céu que pouco a pouco anoitecesse
e a gente nem soubesse que era o fim."

Mario Quintana (1906-1994)

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Nos links abaixo, mais sobre Edilene Torreão, através de três matérias postadas em PASSARELA CULTURAL.

SESSÃO NOSTALGIA - Miss Brasil 1960

http://passarelacultural.blogspot.com/2009/04/sessao-nostalgia-concurso-miss.html

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SESSÃO NOSTALGIA - Edilene Torreão, Miss Pernambuco 1960 

http://passarelacultural.blogspot.com/2010/02/sessao-nostalgia_27.html

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SESSÃO NOSTALGIA, Magda Primer e Edilene Torreão na moldura de Copacabana

https://passarelacultural.blogspot.com/2018/10/sessao-nostalgia_27.html


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sábado, 26 de setembro de 2020

A LUA E O MOMENTO



Música ao vivo
num barzinho
do bairro vizinho.
A Lua,
linda,
solitária,
soberana,
majestosa e nua,
parece escutar as canções
de amor e desamor
que inundam a rua.


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Daslan Melo Lima
Timbaúba, PE
23.09.2020
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