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SEJA BEM-VINDO ! SEJA BEM-VINDA! VOCÊ ESTÁ EM PASSARELA CULTURAL, a sua revista on-line semanal, fundada em 02/07/2004. ***** Esta é a edição nº 649, referente ao período de 11 a 17 de dezembro de 2017. ***** Grato por sua atenção.

sábado, 2 de junho de 2012

DE TIMBAÚBA PARA O MUNDO - A elegância de Célia e Marisa - A crise da Cruangi - João Feliciano - A praça

 FATOS EM FOCO
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ELEGÂNCIA EM DOSE DUPLA - Na tarde fria de Campos do Jordão, oito graus centígrados, Maria Célia Cavalcanti de Araújo e Marisa de Andrade Cavalcanti
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QUEREMOS APENAS COMIDA  

      Os empregados da Usina Cruangi estão há dois meses sem receber salários. Paulo Roberto, diretor de política salarial da Fetape, afirmou que “O Tribunal Regional Federal bloqueou todo o patrimônio físico e financeiro da usina, por conta de dívidas tributárias com a União. Por causa disso, os trabalhadores estão sem salário e passando por dificuldades, já que não têm outra fonte de renda. Não podemos permitir que isso continue. Dependendo do processo de negociação, poderemos até reivindicar a desapropriação dessas terras para que elas sejam utilizadas no processo de reforma agrária”. 
      Recentemente, alimentos não perecíveis, arrecadados como taxa de inscrição de uma palestra da Faculdade de Timbaúba, foram doados às famílias dos trabalhadores. Outro dia, esses estavam pedindo ajuda pelos bairros timbaubenses e deixavam claro: “Não queremos dinheiro, porque podem pensar que vamos beber. Queremos apenas comida para a nossa família.”
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MEMÓRIA TIMBAUBENSE
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FAZ 30 ANOS – No dia 09/06/1982, faleceu o professor, jornalista, poeta e farmacêutico João Feliciano da Silva, nascido em Timbaúba no dia 02/10/1917. Entre os seus mais belos poemas, destaque para Amanhã, composto em fevereiro de 1948, quando tinha 31 anos, e O Relógio.


AMANHÃ


Minha voz se calará
E os homens reverentes 
Se descobrirão respeitosos 
À passagem do meu corpo adormecido. 

 Minha voz se calará 
E no silêncio do meu silêncio
Outras vozes se farão ouvir
Irrigando com lágrimas
O chão da nova morada. 

Minha voz se calará,
neste amanhã que há de vir 
E mãos semelhantes às minhas mãos 
Num preito de saudade, 
Plantarão cravos brancos, 
À porta do meu jazigo.

Quando a luz espargir sua luz sobre a terra, 
Caminharei sem ver minha sombra,
Porque serei a própria sombra que caminha.

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O RELÓGIO

Na parede o relógio pendurado,
Indiferente, sádico, sisudo;
Monstro faminto, frio, calculado,
Esvaziando do tempo o conteúdo.

Contemplo, nesta noite, apavorado,
Sem coração, metálico, desnudo;
E sinto o peito como transpassado
Por pérfido punhal pontiagudo.

Se pudesse quebrar estas amarras
E o tempo libertar das suas garras,
Certo o faria em menos de um segundo.

Alma gelada e pela dor convulsa,
Sinto crescer em mim forte repulsa
Por todos os relógios deste mundo.


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ROTEIRO POÉTICO DE TIMBAÚBA
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ENTRE O BARRO E ARARUNA - O bairro chamado Barro termina numa tranquila praça onde começa outro bairro, Araruna. E por ser um domingo ensolarado, o vento insistente convida para uma pausa na sombra de uma árvore. 
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