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SEJA BEM-VINDO ! SEJA BEM-VINDA! VOCÊ ESTÁ EM PASSARELA CULTURAL, a sua revista on-line semanal, fundada em 02/07/2004. ***** Esta é a edição nº 633, referente ao período de 20 a 26 de agosto de 2017. ***** Editor: Daslan Melo Lima ***** Timbaúba, Pernambuco, Brasil ***** Telefone: (81) 9.9612-0904 (Tim). ***** WhatsApp: +55 81 9.9612.0904 ***** E-mail: daslan@terra.com.br

sábado, 7 de julho de 2012

DE TIMBAÚBA PARA O MUNDO - MANOEL E CARMELITA, UM ORGULHO TIMBAUBENSE

MANOEL E CARMELITA, UM ORGULHO TIMBAUBENSE
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      Conversar com o Sr. Manoel Matias Barbosa, na lucidez dos seus 94 anos de idade, completados em 21 de junho, é mergulhar no túnel do tempo timbaubense. Ele é casado com Carmelita Vasconcelos Barbosa, também lúcida, 91 anos feitos  no dia 12 de março, uma união feliz que dura desde 28/02/1946. Funcionário aposentado do IBGE, leva uma vida tranquila ao lado da sua amada numa bela casa perto da AABB. Sua vida, no entanto, nem sempre foi um mar de rosas.  Perdeu o pai aos 4 meses de idade e a mãe aos 9 anos. Foi educado por um tio e começou a trabalhar muito cedo. 

O Sr. Manoel Matias Barbosa toca ao piston sua música inesquecível, Taí, composição de Joubert de Carvalho (1900-1977), o maior sucesso da carreira da cantora Carmen Miranda (1909-1955). "Taí / Eu fiz tudo pra você gostar de mim / Ah meu bem não faz assim comigo, não / Você tem, você tem / Que me dar seu coração /// Meu amor, não posso esquecer / Se dá alegria, faz também sofrer / A minha vida foi sempre assim / Só chorando as mágoas que não tem fim / A minha vida foi sempre assim / Só chorando as mágoas que não tem fim /// Taí / Eu fiz tudo pra você gostar de mim /Ah meu bem não faz assim comigo, não / Você tem, você tem / Que me dar seu coração /// Essa história de gostar de alguém / Já é mania que as pessoas têm / Se me ajudasse Nosso Senhor / Eu não pensaria mais no amor / Se me ajudasse Nosso Senhor / Eu não pensaria mais no amor /// Taí / Eu fiz tudo pra você gostar de mim / Ah meu bem não faz assim comigo, não / Você tem, você tem / Que me dar seu coração."

    Um pouco do Sr. Manoel Matias Barbosa no melhor estilo entrevista ping-pong. Um livro: A Bíblia. ///    Uma personalidade timbaubense que a história guardou: Dr. João Ferreira Lima Filho. /// Uma música: Taí, de Joubert de Carvalho, gravada por Carmen Miranda.  /// Um clube esportivo: Torço pela Seleção Brasileira. /// Uma festa: Os  finais de ano em Timbaúba.   /// Uma saudade: A do meu tempo de estudante no Colégio Timbaubense, onde fui aluno do Prof. José Mendes da Silva. /// Motivo de orgulho: Meus filhos Clóvis, Matilde, Cláudio, Marta, Mirtes, Carlos, Clodoaldo e Claudemir. Eles já me deram 14 netos e 7 bisnetos. Quando os meninos nasciam,  eu colocava os nomes com a letra C, em homenagem  a Carmelita. Quando as meninas nasciam, ela colocava os nomes com a letra M, em minha homenagem. Meus filhos são como as estrelas no céu que se multiplicam. /// Santo de devoção: Deus. /// A morte é... O fim da vida material, mas o espírito continua. /// O segredo de uma vida conjugal feliz: Saber compreender, amar e não se esquecer de se voltar para Deus, sempre. /// Como era a Timbaúba de antigamente: Uma cidade muito tranquila. O Alto da Independência era um ponto de encontro familiar. As famílias subiam para lá aos domingos, a fim de apreciar a paisagem. Era uma beleza. /// Um lugar inesquecível: A praia de Pitimbu, onde tenho uma casa.

O casal e seus oito filhos, em 1971, nas Bodas de Prata do seu casamento. Na frente, junto a D. Carmelita, Clodoaldo, e ao lado do pai, Claudemir. Atrás, da esquerda para a direita, Carlos Alberto, Cláudio, Clóvis, Matilde, Marta e Mirtes.
Em encontro recente, o casal e seus oito filhos. Na frente, ao lado de D. Carmelita, Marta, e ao lado do Sr. Manoel, Clodoaldo. Atrás, da esquerda para a direita, Claudemir, Carlos, Mirtes, Clóvis, Matilde e Cláudio.

Sr. Manoel e D. Carmelita ao lado de alguns dos seus 14 netos e 7 bisnetos. 
 
      Quando jovem, Sr. Manoel adorava carnaval. Tocava piston nas memoráveis festas da Liga Lítero Atlética e acrescenta um detalhe curioso:  Cheguei a tocar no Cabaré Rosa de Ouro e por conta do preconceito das famílias tradicionais para com as “meninas da vida”, na hora do show dávamos as costas a elas.  Detalhe: O Sr. Manoel até há pouco tempo dirigia automóvel e D. Carmelita até hoje adora bordar e costurar. 
Por suas histórias de pessoas íntegras e  equilibradas, exemplos de vida para toda a comunidade, o casal Manoel e Carmelita é um orgulho timbaubense.
                                  
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UM SÃO JOÃO PARA RECORDAR
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 Gilmara e Urias Rodrigues Nery
   Débora Giselly e Henrique Neto
Isabela Moura e Theo Henrique
 Cezário Jr e Milena Vieira
 Ivaldo Apolinário e Ester Lopes

Juca Queiroz e Mirele Vieira
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Outras imagens clicadas no São João serão postadas na próxima edição de PASSARELA CULTURAL.


ROTEIRO POÉTICO DE TIMBAÚBA
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OS COCOS DE TRÊS COCOS - Sob um céu infinitamente azul, o vento traz canções do mar para os coqueiros da Av. Almirante Barroso, no bairro de Três Cocos. Tranquilo, um senhor sobe para tirar cocos, talvez cantando em silêncio aquele frevo timbaubense que diz "Eu quero me trepar num pé de coco. / Eu quero me trepar pra tirar coco. / Depois eu quero quebrar o coco, / pra saber se o coco é oco, / pra saber se o coco é oco."
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MEMÓRIA TIMBAUBENSE
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Imóvel onde funcionou a APA-Associação Paroquial de Assistência, cuja construção foi iniciada em 1953, por iniciativa do Monsenhor José Marques da Fonseca (1900-1979), e inaugurada em 1º/05/1963. A singela capela, dedicada a São José Operário, patrono da instituição, foi demolida por um vigário nos anos 2000, com o propósito de erguer no mesmo espaço um templo maior. A capelinha foi destruída, mas a igreja nova não foi erguida. Foi na APA que funcionou durante os primeiros antes a Faculdade de Timbaúba, antes de a mesma mudar-se para o bairro de Sapucaia. O imóvel continua nas mãos da Igreja Católica e nele ocorrem reuniões de interesse do governo municipal. Se você tem alguma história para contar envolvendo a APA, deixe seu comentário ou envie um e-mail para daslan@terra.com.br
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2 comentários:

tranquelino disse...

D. Carmelita foi quem bordou no bolso dos macacões o simbolo do Fubá Pererê para sairmos na camionete de Fernando Fittipaldi no carnaval de 1973. A turma era formada por: Tranquelino, Joelzinho, João Roberto, Normando, Jacques Ferreira Lima Filho, Itamar, Airon, Djalma, (faltam 4 que não me lembrei)

Anônimo disse...

A brilhante (para dizer ao contrário) ideia de demolir a Capela dedicada a São José Operário foi do Monsenhor Orlando. Ele sonhava muito alto e queria construir aqui em Timbaúba uma CATEDRAL (creio que queria que a sede da Diocese mudasse de Nazaré da Mata para Timbaúba e ele seria o Bispo) . Primeiro, ele botou na cabeça que seria na Praça do Centenário e como a Prefeitura não permitiu, ele derrubou a capelinha para fazer a sua sonhada Catedral naquele local.

Na época da demolição, lembro que diziam que o movimento do neo-catecumenato iria bancar a construção com verbas vindas não sei de onde. Até a Creche Mãe Rainha que fucionava em uma parte no lado esquerdo da APA e em um prédio construido em um terreno anexo ( que foi levantado com doações dadas e a Igreja não contribuiu em nada nada), ele aperreou tanto pelo espaço utilizado pela creche que botou D. Santinha para correr. Diante da pressão dele a coitada não aguentou. Graças a DEUS e a Sâo José, achou uma alma caridosa que lhe cedeu um espaço para transferir a creche). Hoje o local só não esta entregue às baratas porque a Prefeitura e outros órgãos estaduais utilizam o que restou para promover seminários e capacitações.

Antes da demolição, todo dia 1º de maio a procissão saía de lá. São José é o Santo Protetor dos Trabalhadores. Era uma procissão luminosa e acompanhada por um grande número de fiéis e pela Banda 1º de Novembro; mesmo a Capela não estando em bom estado eram celebradas missas e casamentos, pois tinha um salão ao lado para a recepção.

QUE TAL FAZER UM MOVIMENTO PARA CONSTRUIR UMA NOVA CAPELA ??? VAMOS PENSAR NO ASSUNTO ??? JÁ TEMOS O PRINCIPAL QUE É O TERRENO E OS SINOS QUE SAO DE BRONZE DA MELHOR QUALIDADE E COM O NOME DO DOADOR GRAVADO..... DOAÇÃO DE J M DA S E FAMILIA. 1963