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sábado, 7 de julho de 2012

SESSÃO NOSTALGIA - Seriam as gaúchas as mais lindas brasileiras? - Capítulo 1

Daslan Melo Lima
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      Um leitor gaúcho, assíduo visitante desta secção, que prefere ser conhecido no mundo miss apenas como Silveira/Pel, enviou para o site  www.voy.com/185349.com um artigo sob o título “Seriam as gaúchas as mais lindas brasileiras?” Trata-se de um longo, inteligente, elegante e bem escrito  depoimento que o citado voy não publicou. Silveira/Pel repassou o texto para mim, o qual será transcrito nesta secção, devidamente autorizado pelo autor, na íntegra, em três capítulos, um por cada edição semanal de PASSARELA CULTURAL. As minhas únicas intervenções no trabalho do Silveira/Pel serão as inserções de imagens de algumas beldades citadas na matéria.
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                        SERIAM AS GAÚCHAS AS MAIS LINDAS BRASILEIRAS ? - Capítulo 1

Texto de Silveira/Pel

 
      Esta é a instigante e venenosa questão proposta  por Marcos 56, por mais de uma vez.  Preferi não entrar na controvérsia. O assunto é por demais complexo para esgotá-lo em umas poucas palavras. Parto do princípio de que não tenho condições de afirmar serem as gaúchas as mais lindas brasileiras.  Não é conhecendo superficialmente a maior parte do país, que teria embasamento para tirar tal conclusão. E já passaram pelo Miss Brasil  mulheres tão maravilhosas oriundas de tantos  estados brasileiros, que isto mostra existirem beldades nos mais diversos recantos do país.
       Sem ter, portanto, a pretensão de afirmar estarem no RS as mais bonitas, ou o maior número, posso constatar, sem qualquer ufanismo que, por vezes, surpreendo-me e fico de boca aberta com as beldades com quem por aqui me defronto casualmente. As misses pelotenses destas últimas décadas, por exemplo, com honrosas exceções, não expressam mais a beleza de mulheres por quem passo, volta e meia, sejam elas da própria cidade ou estudantes de outras plagas, tal como ocorre  com a cidade também universitária de Santa Maria, que detém,  com muita justiça, a hegemonia gaúcha nos certames de beleza atuais.

 Vera Brauner, Miss Pelotas, Miss Rio Grande do Sul, segunda colocada no Miss Brasil e vice-Miss Beleza Internacional 1961.
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                     E só para ilustrar a constatação acima, dentre estas jovens lindas encontradas em Pelotas, em algumas ocasiões, aqui já me encantei, além de loiras e morenas, com quatro beldades de origem afro, daquelas do tipo Deise Nunes, uma já há alguns anos, na formatura do Direito de Eunice Pratti, no mesmo Teatro Guarani, onde presenciei a vitória de Vera Brauner no Miss RS,  frente à primeira Rainha das Piscinas do RS, Hilda Helena Pretto da cidade de Santa Maria, que já começava a despontar.  Mulheres lindas, porém, existem em todos os recantos do estado, não é um privilégio de Pelotas ou de Santa Maria. Porto Alegre, que pouco tem figurado no Miss RS, é um celeiro de verdadeiras beldades. Há algum tempo, fui rapidamente à capital do estado e, na tarde em que lá permaneci, no restaurante onde almocei, na 24 de Outubro, encontrei uma garçonete que, lapidada, daria uma excelente miss e, no elevador do Hospital Moinhos de Vento, uma beleza de fechar o comércio, talvez mais linda do que muita Miss Brasil. De outra feita, em um casamento em Gramado, com gente de diversos pontos do Rio Grande, fiquei extasiado com a beleza de duas jovens, uma loira e outra morena, dentre outras quase tão belas, além de mais uma ou duas avistadas lá pelo centro da cidade. E de passagem pela pequena Pinheiro Machado, avistei uma jovem muito mais bela do que a representante desta cidade na classificatória do Miss RS realizada pouco depois. 

 Deise Nunes, Miss Rio Grande do Sul, Miss Brasil e semifinalista no Miss Universo 1986.

                   Pena que estas beldades tão pouco se interessem hoje em dia pelos certames de beleza, no que concordo inteiramente com Ander, quando faz tal afirmação, numa daquelas discussões provocadas por Marcos 56. Aqui conheço muito duas irmãs lindas. Ambas foram  Glamour Girl de Pelotas, apresentadas a cada ano pelo clube de maior prestígio da cidade e que, a exemplo das demais entidades sócio esportivas de Pelotas, só indicam candidatas para esse certame, por ser organizado por senhoras da alta sociedade, em benefício da Liga Feminina de Combate ao Câncer que o realiza em todo o estado. Pois jamais me animei a perguntar a essas duas meninas cheias de qualidades, que dariam ótimas Miss Pelotas, se elas sequer aceitariam o título em questão, pois tenho de antemão certeza que isso estaria totalmente fora de suas cogitações. Aline André creio ter sido a única dessa galeria de detentoras do título de Glamour que participou do Miss RS. E aí está a explicação para os que reclamam que as misses gaúchas, últimas vencedoras do Miss Brasil, estão aquém das beldades riograndenses das primeiras décadas do Miss Brasil. Só que isto também é válido para as representantes estaduais das outras unidades da federação.

Aline André, Miss Pelotas, vice-Miss Rio Grande do Sul 2007 (Foto: Coluna da Mariana Oliveira-Diário Popular-Pelotas,12/02/2012)

                  A verdade é que a campanha das feministas contra as misses, já há bastante tempo, e dos repórteres que com elas fizeram coro, fez até hoje um imenso estrago no prestígio dos certames de miss. A propósito dessas mulheres lindas que a gente vai encontrando, ocorreu-me um fato  muito pertinente, que permite levar adiante esta reflexão.  Na festa de formatura da Medicina, de uma colega de turma de Aline André,  vice Miss RS de Carol Prates, a certa altura, fui apresentado a um jovem par muito bonito, e fiquei sabendo  ser ela do Piauí, que viera para a formatura com o namorado, gaúcho que trabalha em Teresina . Esta é outra jovem que me  pareceu bem mais bela do que as representantes de seu estado, pelo menos, das que consigo recordar, o que fez dar-me conta de que, mais belas do que suas misses, existem não apenas no RS. Também não há dúvida quanto à diversidade de tipos de beleza aqui existentes, fruto desse caldeirão étnico formado principalmente pelo português, pelo alemão, pelo italiano, aqui em Pelotas também pelo francês e por um muito expressivo contingente de afro descendentes concentrado na parte sul do estado, especialmente em minha cidade, pólo principal da antiga produção do charque que, ao contrário do Uruguai e Argentina, como muito bem salienta Fernando Henrique Cardoso em sua tese de doutorado, por aqui  teve a mão de obra escrava como sua força de trabalho primordial. Mas essa diversidade étnica também não é exclusividade nossa, ela existe igual nos demais estados do sul e em São Paulo, que ainda atraiu o maior número de imigrantes japoneses, além de forte migração interna, especialmente a nordestina.
              Por outro lado, a afirmação de Lai, nessa discussão propiciada pelos banners de Marcos 56 de que, no RS, as mulheres se interessam muito mais por concursos de beleza, e a similar de Guigo de que há no estado gaúcho uma cultura de valorização dos concursos de beleza, fizeram-me muito refletir. O que constato, porém, em minha cidade, para meu desalento, é a morte do concurso Miss Pelotas. E assim, por falta de tais organizadores, os certames não mais vem sendo realizados na maioria das cidades que enviam representantes ao Miss RS.  

 Athena Cunha, Miss Pelotas, vice-Miss Rio Grande do Sul 2012.


               Hoje, em todo o estado, a exceção de umas poucas cidades que ainda possuem abnegados, como o colunista social Lanei Langaro em Canoas, a maioria de nossas misses estão sendo indicadas por agências de modelos. É tal o desinteresse pelo concurso, que minha cidade foi representada por Athena Cunha, pelo que me consta, do Paraná. Nem por isso, vou considerá-la, nem tratá-la como uma estrangeira, como chegou a ser feito  por alguns com as gaúchas Francieli Fischer e com Ruth Böch. Athena é tão somente uma brasileira de outro estado irmão que, diante da indiferença das beldades pelotenses,  representou a beleza de uma cidade com tanta tradição nesse tipo de certame. Athena, por certo, valorizou ainda mais o Miss RS de que participou, conseguindo um mais do que honroso segundo lugar. Acho que  temos sempre de somar, jamais de dividir, de subtrair, de discriminar  e, muito menos, de tentar destruir o que tem sido feito. O que não quer dizer, se ocorrem erros, que eles não devam ser apontados para que possam mais facilmente serem corrigidos.
              Será que esse desinteresse da maioria das mais belas gaúchas pelos concursos municipais, confirmado por Ander, nega as afirmações de Lai e de Guigo a respeito dos certames de miss aqui no sul? Cabe mais uma vez, um aprofundamento da questão, através da qual,  pode-se tirar algumas conclusões.
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Na próxima edição de PASSARELA CULTURAL, o segundo capítulo de SERIAM AS GAÚCHAS AS MAIS BELAS BRASILEIRAS ?
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