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sábado, 7 de setembro de 2013

DE TIMBAÚBA PARA O MUNDO - Mané Barbeiro, 80 anos de cuscuz com rapadura e leite de cabra

MANÉ BARBEIRO, 80 ANOS DE CUSCUZ COM RAPADURA E LEITE DE CABRA

                   
O senhor Manoel Joaquim de Araújo, Mané Barbeiro, aposentado, 80 anos completados no dia 16 de agosto, é de um tempo onde os homens faziam as barbas nas barbearias todas as semanas e não deixavam o cabelo crescer mais do que as convenções permitiam. Mané Barbeiro nasceu na Fazenda Caldeirão, pertencente ao pequeno povoado de Manoel de Matos, em Itabaiana-PB, no dia 16/08/1933, um dos 14 filhos de José Joaquim de Araújo e Izabel de Araújo. Casado com Maria da Soledade Araújo. Pai de Vanda, Vera, Vilma, Maria José, José Antônio e Luiz Cláudio. Avô de Lucas Vinícius, Thamyres e Thaysa. Estudou até a 4ª série primária na Escola São Sebastião, atual Escola Municipal Dr. João Ferreira Lima, em Limoeirinho, distrito de Timbaúba. Andou descalço até aos 12 anos de idade, quando foi picado por um escorpião e passou a usar chinelos. Aos 16 anos, ganhou seu primeiro par de botas e não sabia como calçar meias, achando que uma seria para o pé direito e outra para o  esquerdo. Chegou a fazer um curso de telegrafista e desempenhou tal função como contratado por breve período na estação ferroviária.

         Mané Barbeiro aprendeu a cortar cabelos com o pai, um agricultor que cortava as cabeleiras dos homens da comunidade nos finais de semana. Aos 18 anos de idade, morou por dois anos no Rio de Janeiro e São Paulo. Na capital paulista, exerceu a função de serviços gerais do Conde Francisco Matarazzo, na Av. Paulista. Começou a vida profissional de barbeiro em 23/12/1963, no Salão Le Fígaro, do Mestre Emídio, vizinho da Igreja Matriz. Detalhe: o nome Le Fígaro foi ideia do jornalista Jáder de Andrade.  O ponto comercial mudou-se para o atual endereço, na Praça João Pessoa, em 1981. Ao todo, trabalhou 45 anos como barbeiro e só se aposentou por conta da visão. Operou-se de catarata e está bem, mas convive com pequenas sequelas nos olhos.  

        Alguns o chamam de Manoel Barbeiro, mas ele prefere que o chamem Mané Barbeiro. Ele tem orgulho de ter tido como clientes personalidades que marcaram época em Timbaúba, a exemplo de Monsenhor Marques da Fonseca, Prof. José Mendes da Silva, Sebastião Romildo do Vale e Dr. Irajá D’Almeida Lins. “Ninguém oferece a cara e o cabelo para qualquer um”, acrescenta. Atualizado, inteligente, sincero, de bem com a vida, raciocínio rápido, não hesitou em abrir a alma para PASSARELA CULTURAL no melhor estilo entrevista ping-pong.    

Mané Barbeiro aos 18 anos de idade.
O que mais admira numa pessoa: Educação e higiene. ***** O que não suporta numa pessoa: A má educação. ***** Sua maior virtude: Saber conservar as amizades. ***** Seu maior defeito: Espero que os outros digam. ***** Cidades dos seus sonhos: Gosto de João Pessoa e adoraria conhecer São Luiz do Maranhão. ***** Religião: Católica. ***** Um livro: “Terra do sem fim”, de Jorge Amado, e “Fogo Morto”, de José Lins do Rego. ***** Um programa de TV: Os noticiários e “Globo Rural”. ***** Santo de devoção: N.S. Aparecida. ***** Frevo ou samba?  Ambos. Um frevo: “Oh, bela!” de Capiba; um samba: “Ai que saudade da Amélia”, de Ataulfo Alves e Mário Lago. ***** Momentos inesquecíveis: Meu casamento e minha incorporação no exército brasileiro. ***** Um jogador de futebol: Julinho, ponta-direita do Palmeiras, e Gilmar, goleiro bi-campeão do mundo. ***** 
Com as filhas Nena e Vanda. Homenageado com o troféu

"Um Sábado 2013", no dia 31/08, na festa "Um Sábado em 

Timbaúba", na AABB-Recife, promovida pelo Grupo Matutos

de Timbaúba.
Se fosse Presidente da República: Acabaria com a corrupção. ***** Personalidades históricas que gostaria de ter sido: D. Pedro II, John Kennedy, Martin Luther King, e Getúlio Vargas, que conheci pessoalmente no Rio de Janeiro, em 1952. ***** Uma personalidade que é a cara de Timbaúba: Celma Lucia Vasconcelos. ***** Um ponto turístico de Timbaúba: Alto da Independência. ***** Cor: Azul.  ***** Uma mulher bonita: Minha esposa e minhas filhas. ***** Um homem bonito: Eu, quando me olho no espelho, e meus filhos. ***** Uma comida: Cuscuz com rapadura e leite de cabra. Também aprecio muito fava com rapadura. ***** Sobremesa: Pudim de leite condensado. ***** Bebida: Vodka com água tônica. ***** Cantor: Luiz Gonzaga. ***** Cantora: Elba Ramalho. ***** Música: “Asa Branca”, de Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira; e “Vou Casá Já”, de Zé Dantas e Luiz Gonzaga. ***** Filme: “O Cangaceiro”, versão de 1953, dirigido por Lima Barreto. ***** Ator: Lima Duarte. ***** Atriz: Vera Fischer. ***** A maior diferença da Timbaúba de ontem para a de hoje: Havia mais cultura. Em toda casa de classe média tinha um piano. Fui sócio de todas as agremiações socioculturais e componente do corpo do júri popular. ***** Dia ou Noite? Ambos. O dia é para tomar vodka com água tônica e a noite é para dormir. ***** Um motivo de arrependimento: Não tenho. ***** Uma saudade: José Joaquim de Araújo, meu pai, e José Antônio, meu filho. 

     E assim conhecemos um pouco de Manoel Joaquim de Araújo, Mané Barbeiro, que não hesita em dizer que viver é o contrário de morrer, enquanto o morrer é nascer para a vida eterna. Finalizando, fez questão de revelar o segredo da sua boa forma e longevidade: cuscuz com rapadura e leite de cabra.
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