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sexta-feira, 11 de maio de 2018

DE TIMBAÚBA PARA O MUNDO - Marinêz Barreto de Oliveira: “ainda sinto falta de colo de Mãe”

Daslan Melo Lima
Página de Comportamento da revista TIMBAÚBA EM FOCO, abril/2018, edição 84



>>>> Orfã aos 12, viúva aos 33, quatro filhas, ela está chegando aos 70 anos de idade como exemplo de perseverança e fé em Deus


      A boa forma de Marinêz Barreto e o sorriso sempre estampado no rosto não denunciam as lutas que o destino colocou em seu caminho.  Natural de Aroeiras, PB, onde nasceu em 10/09/1948, sexta filha de uma prole de dez, a menina veio morar com os pais em Timbaúba, aos 12 anos de idade. Perdeu a mãe em seguida e enfrentou o desafio de cuidar dos irmãos menores. Casou aos 21, com Severino Bezerra de Oliveira, natural de Nazaré da Mata, dez anos mais velho, numa cerimônia oficializada pelo célebre Monsenhor Marques da Fonseca. Ficou viúva aos 33, com mais um desafio: criar e educar as quatro filhas, Vânia, Virgínia, Valéria e Viviane, de treze, onze, nove e três anos, respectivamente. 

      Viúva ainda jovem, não lhe faltaram pretendentes. Rejeitou todos. “Não tive coragem de dar um padrasto para minhas filhas. Poderia não dar certo. Eis o conselho que eu daria hoje a uma jovem viúva: casando é bom, não casando é melhor. Eu escolhi a melhor parte, priorizei os cuidados com as minhas filhas, que já me deram cinco netos, cinco netas e um bisneto. Não me arrependo de nada na vida”. Com a morte do esposo, ficou à frente da Mercearia Oliveira. Cinco anos depois, como estava cansativo conciliar a administração da empresa com a educação das garotas, Mercedes alugou o ponto do negócio, localizado numa esquina das imediações do Ginásio Municipal.

          A propósito da fé que sempre norteou sua caminhada, ela fala com segurança: “Sou devota de Nossa Senhora de Fátima. Faço parte da Renovação Carismática. Vou às missas dominicais, confesso e comungo. Enfrentei um problema de saúde há pouco tempo, mas quando fui buscar os resultados dos exames, Deus me deu a certeza que tinha saído tudo bem.  O médico ficou admirado. Eu tinha assistido a um programa religioso pela televisão e quando ouvi a citação do Salmo 33, sabia que se referia a mim. Este infeliz gritou comigo e foi atendido, diz o texto bíblico.“

      Pingue-pongue com Marinêz Barreto  

Música: Canteiros, na interpretação de Fagner, meu cantor favorito. 
Cantora: Clara Nunes
Comida: Pirão de carne de boi
Bebida: Água
Sobremesa: Bolo de noiva.
Uma saudade: Saudade da tranquilidade de outrora. Criar minhas filhas como criei nos anos oitenta, seria hoje mais complicado. Estudaram em educandários particulares. Namoravam em casa. Eu sempre estava ao lado delas nas festas. 
Livro: A Bíblia
Programas de TV: Raul Gil e os religiosos.
Viver é... Confiar em Deus e não dar espaço à tristeza.
Morrer é... Morrer é um ganho. Um cristão não teme a luta.

      Ao encerramos nossa entrevista, perguntamos a Marinêz Barreto  o que foi que a vida lhe ensinou. Com os brilhando, afirmou: Amadurei muito cedo, mas em algumas ocasiões sinto falta de um colo de mãe, e choro, mas logo me refaço. Meu choro não é de tristeza, é um choro para lavar a alma, um choro de cura.”

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