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segunda-feira, 1 de julho de 2019

SESSÃO NOSTALGIA - O Brasil na passarela. A cada região corresponde um padrão de beleza

Daslan Melo Lima

         



"O difícil na escolha de Miss Brasil", declarou recentemente um veterano do júri do Maracanãzinho, "é que a cada região do nosso território corresponde um padrão de beleza. A cor da pele, a forma do rosto, tudo se apresenta extremamente diversificado de candidata para candidata. Desta forma, quando escolhem uma para receber a coroa, os jurados têm sempre a sensação de estar cometendo uma injustiça. Na verdade, cada uma delas é o que há de mais bonito dentro do padrão que representa". 
A justeza dessa observação poderá ser verificada, agora, durante o novo desfile das misses estaduais, sobretudo quando surgirem em trajes típicos de sua terra natal. Se os jurados usassem um critério regional, todas elas mereceriam o título ambicionado.
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Revista Manchete, Rio de Janeiro, 29 de junho de 1963, Ano 11, Número 584 
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            Quando a Manchete com a reportagem acima estava circulando em todo o país, o concurso Miss Brasil 1963 tinha se realizado no sábado anterior, 22 de junho. Foi a primeira vez que aconteceu o desfile em trajes típicos. Oito misses aparecem com eles em duas páginas. "Se os jurados usassem um critério regional, todas elas mereceriam o título ambicionado."
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Ieda Maria Vargas, Miss Rio Grande do Sul, Melhor Traje Típico, eleita Miss Brasil e Miss Universo 1963. 
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Olga Mussi, Miss Santa Catarina, descendente de libaneses. ***** Detalhe:  Olga Mussi faleceu em 1967, vítima de um desastre de ônibus, quando voltava de uma viagem para Itajaí, SC, sua cidade natal. 
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Solange Brockers Tayer, Miss Goiás, vestida de "bandeirante", uma homenagem aos desbravadores. 
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Miriam Montenegro, Miss Rio de de Janeiro.
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Vera Lúcia Torres Bezerra, Miss Pernambuco, conhece os passos do frevo.
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Tânia Mara Franco de Souza, Miss Paraná, Miss Fotogenia, segunda colocada no Miss Brasil, semifinalista (Top 15) no Miss Beleza Internacional 1963.
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Elizabeth Vapoulki, Miss Mato Grosso, de "índia".
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Maria da Consolação Teixeira e Silva, Miss Piauí, "Vaqueiro do Nordeste".  ***** Detalhe: Por lapso da revista, a legenda da imagem fez referência à Miss Rio Grande do Norte, Ísis Figueira de Melo.
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"Na verdade, cada uma delas é o que há de mais bonito dentro do padrão que representa." 
Você já  imaginou quantas misses brasileiras poderiam ter feito sucesso nos principais concursos de beleza do mundo?

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Para conferir todos os  trajes típicos do Miss Brasil 1963, basta um clique neste link:


3 comentários:

Anônimo disse...


O desfile de trajes típicos contava ponto no Miss Brasil. Daí todo o capricho e critério na hora da escolha do figurino que a miss fosse usar que caracterizasse e tivesse identificação com a cultura e o folclore daquele estado.

Atualmente essa apresentação é apenas para compor o espetáculo de abertura dos eventos. E mesmo assim em sua maioria destoa da finalidade.

Muciolo Ferreira

Unknown disse...

Daslan , mais uma vez não quero levantar polêmicas !. Porém nesse ano houve muita desconversa a respeito deste concurso , pois os paulistas não aceitaram a derrota de sua candidata ( que terminou num modesto guarto lugar ) . A intriga só terminou guando a gaúcha foi eleita Miss Universo , porém mesmo assim até hoje há quem conteste o resultado do miss Brasil desse ano de 1963 , a despeito da miss S.Paulo desse mesmo ano . O que o senhor acha disto ?. jose vagner - cubatao - sp - ( 13 ) 988595800

DASLAN MELO LIMA disse...

Recado para o José Wagner
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É muito difícil um resultado agradar a todos, indistintamente, mas confesso que nunca ouvi falar sobre maiores questionamentos a respeito do veredicto da comissão jurgadora do Miss Brasil 1963.

Daslan Melo Lima