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sábado, 19 de outubro de 2013

SESSÃO NOSTALGIA – Martha Vasconcellos, Miss Universo 1968, um selo de Deus

Daslan Melo Lima


          “Daslan, tô saindo de casa. Vamos iniciar um dos dias mais inesquecíveis da sua vida. Da minha também! Abraço.” O relógio marcava 08h30min da ensolarada manhã baiana do domingo, 13, quando acessei minha página no Facebook e li essa mensagem enviada às 08h04min por Roberto Macêdo. Foi a minha primeira viagem a Salvador e eu estava no Hotel Bahiamar, aguardando a chegada do meu amigo que estava disposto para  me mostrar a cidade. Eu já tinha feito um city-tour no dia anterior com o guia do grupo da minha excursão,  mas nada como a expectativa de um passeio tranquilo, ao sabor das vivências de um jornalista profissional em sintonia com a minha visão de poeta e fã de concursos de Misses. Nosso passeio será contado em três crônicas semanais. Esta é a primeira.

MARTHA VASCONCELLOS, MISS UNIVERSO 1968, UM SELO DE DEUS

       Depois de um giro fantástico pelo famoso Pelourinho, Roberto dirigiu-se a um edifício localizado em área nobre da cidade informando que estava indo ao encontro de um amigo que iria almoçar conosco. Subi com ele no elevador e em determinado andar Roberto tocou a campainha. Se o meu coração não fosse tão saudável como é, minha saúde teria sofrido um grande impacto. Quando meu amigo tocou a campainha, quem abriu a porta foi Martha Vasconcellos, Miss Bahia, Miss Brasil e Miss Universo 1968. Não há nenhuma palavra na língua portuguesa ou em outra qualquer que possa exprimir o meu sentimento e minha emoção. Riso e choro deram as mãos, mas ficaram travados na garganta. Bela, tranquila, Martha mostrou-me sua residência e parte do seu acervo ligado ao seu reinado de beleza e em seguida fomos almoçar no Restaurante Soho, em Marina Bahia.



Martha Vasconcellos mostrando várias homenagens emolduradas num recanto especial do seu apartamento.
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Martha Vasconcellos com a sua faixa de Miss Universo e eu segurando a sua de Miss Brasil.  "Não quer posar usando a faixa? " perguntou Martha com um sorriso. Respondi que não, para frustração do menino tímido  que um dia eu fui. Estar ao lado da deusa, tendo nas mãos objeto tão valioso, já era o suficiente para o menino sonhador.     
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As faixas de Miss Bahia, Miss Brasil, Miss Fotogenia e Miss Universo. Uma vermelha, Miss Tia Martha, homenagem dos seus alunos após voltar de Miami Beach com o título de Miss Universo; outra, onde há escrito simplesmente Rainha, quando foi eleita Rainha da Primavera ainda criança, na escola; e as de Brazil , usadas nos trajes das apresentações como candidata ao título de Miss Universo.
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O menino que um dia eu fui pensava que um troféu de Miss Universo era de ouro. Engano. Mais valioso do que o ouro, a personalidade de Martha Vasconcellos.
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A todo momento, a brisa mansa do Mar sem fim do Senhor do Bonfim entra pela varanda do apartamento de Martha Vasconcellos para saudar a beleza da Miss Universo. 
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Pausa para uma foto após o almoço no Restaurante Soho, em Bahia Marina. Roberto Macêdo, Martha Vasconcellos e eu.
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      Os momentos vividos ao lado de Roberto Macêdo e  Martha Vasconcellos tiveram gosto de sonho. Jornalista e arquiteto, ele é uma companhia ótima, culto, de bem com a vida, escritor (está escrevendo a biografia de Martha Vasconcelos) e  um dos maiores conhecedores sobre assuntos ligados a Misses. Nossa eterna Miss Universo 1968 é uma pessoa maravilhosa que já sorriu e já chorou, pois as pessoas predestinadas à fama e à fortuna também têm os seus problemas como qualquer passageiro da estação Planeta Terra.
       Um título de Miss é para toda vida, mas pelo tempo decorrido, eu e a brisa mansa que soprava do Mar sem fim do Senhor do Bonfim tivemos uma ligeira impressão que a nossa eterna Miss Universo ainda não tem a real dimensão do quanto foi adorada e como ainda é amada pela Bahia, pelo Brasil, pelo Mundo. Martha Vasconcellos irradia aquela luz que remete ao trecho de uma crônica da escritora cearense Rachel de Queiroz (1901-2003), publicada na revista O Cruzeiro, edição de 30/07/1955, originalmente dedicada a Emília Corrêa Lima, Miss Brasil 1955.

“Tudo são dons, dons gratuitos, que se recebem da fonte de todos os dons. Valerão eles menos por isso? E a beleza, entre os dons, é o mais alto de todos: o maior elogio que se pode fazer a uma realização, a uma paisagem, a um poema, é dizer que são belos. Porque a beleza é a coroa que os completa. Nem a virtude se concebe sem beleza, nem a divindade. Não só os deuses dos pagões eram belos: a própria Igreja, dentro da sua austeridade, pinta os santos formosos. Alguém poderia imaginar Nossa Senhora feia? E Cristo, se viesse ao mundo na figura de um homem malformado, não seria até uma profanação? Não será por frivolidade que a Igreja assim se empenha em tornar seus santos; será antes porque, com o seu profundo conhecimento do coração humano, sabe que a beleza atrai o amor e a devoção. Porque a beleza é como um selo de Deus.”

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       Eu já conhecia Martha Vasconcellos pessoalmente. Por quatro vezes estivesse próximo a ela, conforme descrevi na Sessão Nostalgia de 29/05/2009, http://passarelacultural.blogspot.com.br/2009/05/sessao-nostalgia-meus-encontros-com.htmlmas nenhum deles foi tão íntimo como este do domingo, 13/10/2013. 
        Muito obrigado, Roberto Macêdo! As palavras de agradecimento fogem todas, pois nenhuma definiria o meu sentimento de gratidão pelas horas baianas maravilhosas que você me proporcionou. Vida longa revestida de Saúde e Paz para você, Martha Vasconcellos, Miss Bahia, Miss Brasil, Miss Universo 1968, um selo de DEUS.  

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7 comentários:

Roberto Macêdo disse...

Daslan,

Tô vendo agora nesta madrugada de domingo a sessão nostalgia. Emocionante. Saiba que aquele, conforme eu tinha previsto, foi um dia inesquecível na minha vida também. Você não imagina a felicidade que senti durante todo aquele dia por Deus estar me permitindo proporcionar um pouco de felicidade a você, que parecia uma criança ganhando o primeiro brinquedo. A emoção nas escadarias do Passo foi indescritível! Na porta do apartamento de Martha, por um segundo tive medo de que o seu coração não aguentasse. Que felicidade é sermos felizes e podermos também proporcionar um pouco de felicidade às pessoas queridas. Que venham outras visitas à Bahia, que venham outras emoções e viva Martha! As paixões são paixões e não se explicam, como você sempre diz. Um abraço e muito obrigado pelo carinho.

Anônimo disse...

Posso imaginar a emoção de se estar ao lado de um ícone, uma DEUSA dos anos 60.
Privilegiados pelos deuses, vcs dois, Roberto e Daslan, pois muitos dariam tudo para viver momentos assim!


C.Rocha de Floripa

Anônimo disse...

Muito feliz em ver voce Roberto resgatando nossa memoria, para quem gosta de concursos de beleza como eu,isso nao tem preco.
Apos a biografia da Marta, que sera um sucesso, continue nesse projeto, continue escrevendo sobre a beleza de nossas mulheres reunindo todas as misses do Brasil num so evento com o lancamento de um livro com uma pequena biografia e muitas so fotos..
Eu te ajudo na divulgacao...

Jonata Santos disse...

Seus Lindos!!!

DASLAN MELO LIMA disse...

Mensagem de Martha Vasconcellos, via e-mail
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Alo Daslan!

Obrigada, pela linda crônica publicada no seu Blog, que nosso amigo Roberto Macedo enviou. Você eh mesmo um ESCRITOR e um POETA!

O nosso agradável encontro vai ficar na minha memória eternamente.

Beijos,
Martha

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Anônimo disse...

Daslan, querido!

Você é uma pessoa iluminada, porque teve o privilégio de passar um dia inteiro na companhia de duas pessoas "abençoadas por Deus e bonitas por natureza...". Refiro-me aos baianos Martha Vasconcellos e Roberto Macêdo.

Martha é unanimidade em todos os sentidos e o Macêdo é um gentleman na melhor acepção do termo.

Vida longa aos três e parabéns pela bela crônica evocando o que a Bahia tem de melhor - a sua gente.

Abraços,

Muciolo Ferreira.

Evandro Silva disse...

Oi DASLAN,
Realmente não tinha lido a sua "Sessão Nostalgia" que barato! Eu consigo imaginar a sua felicidade de "estar perto" da nossa grande pessoa que é Martha Vasconcellos! Parabéns amigo e obrigado por avisar-me!