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SEJA BEM-VINDO ! SEJA BEM-VINDA! VOCÊ ESTÁ NO BLOG PASSARELA CULTURAL, cujas postagens, na maioria das vezes, são postadas aos sábados e domingos. Nossa trajetória começou em 02/07/2004, com o nome de Timbaconexão, como coluna sociocultural do extinto site de entretenimento Timbafest. Em 12/10/2007, Timbaconexão migrou para blog com o nome de PASSARELA CULTURAL, quando teve início a contagem de visitas. ***** Editor: DASLAN MELO LIMA - Timbaúba, Pernambuco, Brasil. ***** Contatos : (81) 9-9612.0904 (Tim / WhatsApp). E-mail: daslanlima@gmail.com

sábado, 7 de julho de 2012

DE TIMBAÚBA PARA O MUNDO - Memória timbaubense - São João 2012 - Roteiro poético de Timbaúba

                                
MEMÓRIA TIMBAUBENSE 
APA
 ASSOCIAÇÃO PAROQUIAL DE ASSISTÊNCIA


Imóvel onde funcionou a APA-Associação Paroquial de Assistência, cuja construção foi iniciada em 1953, por iniciativa do Monsenhor José Marques da Fonseca (1900-1979), e inaugurada em 1º/05/1963. 

      A singela capela, dedicada a São José Operário, patrono da instituição, foi demolida nos anos 2000, com o propósito de se construir no mesmo espaço um templo maior. A capelinha foi destruída, mas a igreja nova não foi erguida. 
   Foi na APA que funcionou a Faculdade de Timbaúba, antes de a mesma se mudar para o prédio próprio, no bairro de Sapucaia. O imóvel da APA continua nas mãos da Igreja Católica. 
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Foto extraída do livro Timbaúba Ontem e Hoje, Volume l, Timbaúba. PE, 1992 - Lusivan Suna, Edição do Autor - Página 185.
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Cópia completa de matéria sobre a APA, extraída do livro Timbaúba Ontem e Hoje, Volume l, Timbaúba. PE, 1992 - Lusivan Suna, Edição do Autor - Página 185.
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"Almofada" original da porta principal da APA, em madeira de lei cedro. Material de demolição, peça pertencente ao acervo de Daslan Melo Lima, editor do blog PASSARELA CULTURAL. ***** Dimensões: 60 cm de comprimento por 34 de largura. Espessura: 4 cm.
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Aspecto da APA sem a capela de São José Operário. 
                    Foto: Facebook/Timbaúba em números, fatos e fotos.                          ---------------

Os arcos da Apa, Associação Paroquial de Assistência, no bairro de Três Cocos, são  as molduras preferidas do Vento, que passa invisível no final da tarde, indo e vindo para o Alto Santa Terezinha. - Texto poético e foto de Daslan Melo Lima.


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UM SÃO JOÃO PARA RECORDAR
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 Gilmara e Urias Rodrigues Nery
   Débora Giselly e Henrique Neto
Isabela Moura e Theo Henrique
 Cezário Jr e Milena Vieira
 Ivaldo Apolinário e Ester Lopes

Juca Queiroz e Mirele Vieira

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ROTEIRO POÉTICO DE TIMBAÚBA

OS COCOS DE TRÊS COCOS - Sob um céu infinitamente azul, o vento traz canções do mar para os coqueiros da Av. Almirante Barroso, no bairro de Três Cocos. Tranquilo, um senhor sobe para tirar cocos, talvez cantando em silêncio aquele frevo que diz "Eu quero me trepar num pé de coco. / Eu quero me trepar pra tirar coco. / Depois eu quero quebrar o coco, / pra saber se o coco é oco, / pra saber se o coco é oco."

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MEMÓRIA TIMBAUBENSE 


Manoel e Carmelita, um orgulho timbaubense

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SESSÃO NOSTALGIA - Seriam as gaúchas as mais lindas brasileiras? - Capítulo 1

Daslan Melo Lima
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      Um leitor gaúcho, assíduo visitante desta secção, que prefere ser conhecido no mundo miss apenas como Silveira/Pel, enviou para o site  www.voy.com/185349.com um artigo sob o título “Seriam as gaúchas as mais lindas brasileiras?” Trata-se de um longo, inteligente, elegante e bem escrito  depoimento que o citado voy não publicou. Silveira/Pel repassou o texto para mim, o qual será transcrito nesta secção, devidamente autorizado pelo autor, na íntegra, em três capítulos, um por cada edição semanal de PASSARELA CULTURAL. As minhas únicas intervenções no trabalho do Silveira/Pel serão as inserções de imagens de algumas beldades citadas na matéria.
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                        SERIAM AS GAÚCHAS AS MAIS LINDAS BRASILEIRAS ? - Capítulo 1

Texto de Silveira/Pel

 
      Esta é a instigante e venenosa questão proposta  por Marcos 56, por mais de uma vez.  Preferi não entrar na controvérsia. O assunto é por demais complexo para esgotá-lo em umas poucas palavras. Parto do princípio de que não tenho condições de afirmar serem as gaúchas as mais lindas brasileiras.  Não é conhecendo superficialmente a maior parte do país, que teria embasamento para tirar tal conclusão. E já passaram pelo Miss Brasil  mulheres tão maravilhosas oriundas de tantos  estados brasileiros, que isto mostra existirem beldades nos mais diversos recantos do país.
       Sem ter, portanto, a pretensão de afirmar estarem no RS as mais bonitas, ou o maior número, posso constatar, sem qualquer ufanismo que, por vezes, surpreendo-me e fico de boca aberta com as beldades com quem por aqui me defronto casualmente. As misses pelotenses destas últimas décadas, por exemplo, com honrosas exceções, não expressam mais a beleza de mulheres por quem passo, volta e meia, sejam elas da própria cidade ou estudantes de outras plagas, tal como ocorre  com a cidade também universitária de Santa Maria, que detém,  com muita justiça, a hegemonia gaúcha nos certames de beleza atuais.

 Vera Brauner, Miss Pelotas, Miss Rio Grande do Sul, segunda colocada no Miss Brasil e vice-Miss Beleza Internacional 1961.
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                     E só para ilustrar a constatação acima, dentre estas jovens lindas encontradas em Pelotas, em algumas ocasiões, aqui já me encantei, além de loiras e morenas, com quatro beldades de origem afro, daquelas do tipo Deise Nunes, uma já há alguns anos, na formatura do Direito de Eunice Pratti, no mesmo Teatro Guarani, onde presenciei a vitória de Vera Brauner no Miss RS,  frente à primeira Rainha das Piscinas do RS, Hilda Helena Pretto da cidade de Santa Maria, que já começava a despontar.  Mulheres lindas, porém, existem em todos os recantos do estado, não é um privilégio de Pelotas ou de Santa Maria. Porto Alegre, que pouco tem figurado no Miss RS, é um celeiro de verdadeiras beldades. Há algum tempo, fui rapidamente à capital do estado e, na tarde em que lá permaneci, no restaurante onde almocei, na 24 de Outubro, encontrei uma garçonete que, lapidada, daria uma excelente miss e, no elevador do Hospital Moinhos de Vento, uma beleza de fechar o comércio, talvez mais linda do que muita Miss Brasil. De outra feita, em um casamento em Gramado, com gente de diversos pontos do Rio Grande, fiquei extasiado com a beleza de duas jovens, uma loira e outra morena, dentre outras quase tão belas, além de mais uma ou duas avistadas lá pelo centro da cidade. E de passagem pela pequena Pinheiro Machado, avistei uma jovem muito mais bela do que a representante desta cidade na classificatória do Miss RS realizada pouco depois. 

 Deise Nunes, Miss Rio Grande do Sul, Miss Brasil e semifinalista no Miss Universo 1986.

                   Pena que estas beldades tão pouco se interessem hoje em dia pelos certames de beleza, no que concordo inteiramente com Ander, quando faz tal afirmação, numa daquelas discussões provocadas por Marcos 56. Aqui conheço muito duas irmãs lindas. Ambas foram  Glamour Girl de Pelotas, apresentadas a cada ano pelo clube de maior prestígio da cidade e que, a exemplo das demais entidades sócio esportivas de Pelotas, só indicam candidatas para esse certame, por ser organizado por senhoras da alta sociedade, em benefício da Liga Feminina de Combate ao Câncer que o realiza em todo o estado. Pois jamais me animei a perguntar a essas duas meninas cheias de qualidades, que dariam ótimas Miss Pelotas, se elas sequer aceitariam o título em questão, pois tenho de antemão certeza que isso estaria totalmente fora de suas cogitações. Aline André creio ter sido a única dessa galeria de detentoras do título de Glamour que participou do Miss RS. E aí está a explicação para os que reclamam que as misses gaúchas, últimas vencedoras do Miss Brasil, estão aquém das beldades riograndenses das primeiras décadas do Miss Brasil. Só que isto também é válido para as representantes estaduais das outras unidades da federação.

Aline André, Miss Pelotas, vice-Miss Rio Grande do Sul 2007 (Foto: Coluna da Mariana Oliveira-Diário Popular-Pelotas,12/02/2012)

                  A verdade é que a campanha das feministas contra as misses, já há bastante tempo, e dos repórteres que com elas fizeram coro, fez até hoje um imenso estrago no prestígio dos certames de miss. A propósito dessas mulheres lindas que a gente vai encontrando, ocorreu-me um fato  muito pertinente, que permite levar adiante esta reflexão.  Na festa de formatura da Medicina, de uma colega de turma de Aline André,  vice Miss RS de Carol Prates, a certa altura, fui apresentado a um jovem par muito bonito, e fiquei sabendo  ser ela do Piauí, que viera para a formatura com o namorado, gaúcho que trabalha em Teresina . Esta é outra jovem que me  pareceu bem mais bela do que as representantes de seu estado, pelo menos, das que consigo recordar, o que fez dar-me conta de que, mais belas do que suas misses, existem não apenas no RS. Também não há dúvida quanto à diversidade de tipos de beleza aqui existentes, fruto desse caldeirão étnico formado principalmente pelo português, pelo alemão, pelo italiano, aqui em Pelotas também pelo francês e por um muito expressivo contingente de afro descendentes concentrado na parte sul do estado, especialmente em minha cidade, pólo principal da antiga produção do charque que, ao contrário do Uruguai e Argentina, como muito bem salienta Fernando Henrique Cardoso em sua tese de doutorado, por aqui  teve a mão de obra escrava como sua força de trabalho primordial. Mas essa diversidade étnica também não é exclusividade nossa, ela existe igual nos demais estados do sul e em São Paulo, que ainda atraiu o maior número de imigrantes japoneses, além de forte migração interna, especialmente a nordestina.
              Por outro lado, a afirmação de Lai, nessa discussão propiciada pelos banners de Marcos 56 de que, no RS, as mulheres se interessam muito mais por concursos de beleza, e a similar de Guigo de que há no estado gaúcho uma cultura de valorização dos concursos de beleza, fizeram-me muito refletir. O que constato, porém, em minha cidade, para meu desalento, é a morte do concurso Miss Pelotas. E assim, por falta de tais organizadores, os certames não mais vem sendo realizados na maioria das cidades que enviam representantes ao Miss RS.  

 Athena Cunha, Miss Pelotas, vice-Miss Rio Grande do Sul 2012.


               Hoje, em todo o estado, a exceção de umas poucas cidades que ainda possuem abnegados, como o colunista social Lanei Langaro em Canoas, a maioria de nossas misses estão sendo indicadas por agências de modelos. É tal o desinteresse pelo concurso, que minha cidade foi representada por Athena Cunha, pelo que me consta, do Paraná. Nem por isso, vou considerá-la, nem tratá-la como uma estrangeira, como chegou a ser feito  por alguns com as gaúchas Francieli Fischer e com Ruth Böch. Athena é tão somente uma brasileira de outro estado irmão que, diante da indiferença das beldades pelotenses,  representou a beleza de uma cidade com tanta tradição nesse tipo de certame. Athena, por certo, valorizou ainda mais o Miss RS de que participou, conseguindo um mais do que honroso segundo lugar. Acho que  temos sempre de somar, jamais de dividir, de subtrair, de discriminar  e, muito menos, de tentar destruir o que tem sido feito. O que não quer dizer, se ocorrem erros, que eles não devam ser apontados para que possam mais facilmente serem corrigidos.
              Será que esse desinteresse da maioria das mais belas gaúchas pelos concursos municipais, confirmado por Ander, nega as afirmações de Lai e de Guigo a respeito dos certames de miss aqui no sul? Cabe mais uma vez, um aprofundamento da questão, através da qual,  pode-se tirar algumas conclusões.
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Na próxima edição de PASSARELA CULTURAL, o segundo capítulo de SERIAM AS GAÚCHAS AS MAIS BELAS BRASILEIRAS ?
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sábado, 30 de junho de 2012

DE TIMBAÚBA PARA O MUNDO

A HORA E A VEZ DO "A PRAÇA"






      A gastronomia do interior de Pernambuco ganhou mais um espaço excelente. Na quinta-feira, 28, na Praça Jader de Andrade, centro de Timbaúba, a empresária timbaubense Cíntia Freitas, na primeira foto,   inaugurou A Praça, bar e restaurante. Sem prejuízo das suas linhas arquitetônicas, um belíssimo casarão centenário, foi adaptado para se tornar um dos templos da cozinha pernambucana. 
      Da varanda se tem uma visão panorâmica da Praça que tem o nome do jornalista, poeta e  escritor Jader de Andrade (1886-1931), o maior ícone da cultura timbaubense. A Praça funcionará diariamente para almoço sel-service e à noite para jantar à la carte e chopperia.


     A simplicidade aliada ao bom gosto tornam A Praça um lugar maravilhoso. As paredes brancas  foram decoradas com nostálgicas fotos em preto e branco que mostram vários logradouros timbaubenses nas décadas de 50 a 60 do século passado.  Quase todas essas imagens já foram postadas em PASSARELA CULTURAL. Não hesitei um só instante em colaborar com Cíntia, leitora assídua do blog, quando ela falou-me do seu projeto. A Praça é uma prova concreta de que uma cidade pode crescer, de que um imóvel pode ter um destino confortável e moderno, sem haver necessidade alguma de destruir a memória arquitetônica, cultural e sentimental de um povo.


      
O  casarão pertenceu ao patriarca Celso de Morais Andrade (1914-2001) e a marca CM, conforme mostra a imagem abaixo,  está  gravada em ferro em uma das portas. A letra C,  de Celso Morais, e a  M de sua esposa, Maria Antonieta Cavalcanti de Morais (1916-2008).
     
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SESSÃO NOSTALGIA - Alda Maria Simonetti de Oliveira Maia, Miss Pernambuco 1965

Daslan Melo Lima



      Estrada dos Remédios, bairro de Afogados, Recife-PE. Na tarde de um domingo de maio de 1965, aguardando a Santa Missa começar na Igreja Nossa Senhora dos Remédios, uma linda moça de pele clara, tranquila, passou por mim. Fiquei imaginando que ela estaria desfilando numa mágica passarela. Semanas depois, reconheci a jovem nas páginas dos jornais com a faixa de Miss Pernambuco 1965. Seu nome: Alda Maria Simonetti  de Oliveira Maia, ou simplesmente Alda Maria Simonetti Maia.

Da esquerda para a direita, as três finalistas do Miss Pernambuco 1965:  Maria Lúcia Caldas, terceira colocada; Alda Maria Simonetti Maia, Miss Sport Club do  Recife, eleita Miss PE; e Helena Viana, Miss Garanhuns, segunda colocada. (Foto: O Cruzeiro, 26/06/1965).
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     EU E ELA NA ESTRADA DOS REMÉDIOS

      Eu morava na Rua José da Bomba, uma transversal da Estrada dos Remédios, próximo ao Ginásio São Pedro, em frente a  uma comunidade chamada Caranguejo, que sofria na época das marés altas. Alda Maria morava na Rua Dr. João Marques, em um pequeno edifício, algumas ruas depois da minha, e do seu apartamento se avistava a  sede do Sport  Club do Recife, meu clube de coração, que ela tão bem representou no concurso Miss Pernambuco. Quando Alda voltou do Rio de Janeiro, seu traje típico ficou exposto numa vitrine da Dias Junior, uma loja de confecções que existia na Rua Duque de Caxias,  esquina com a Praça da Independência. Passei mais de uma vez na frente da loja para admirar aquele traje.
Maracanãzinho,  Rio de Janeiro, sábado, 03/07/1965, noite do concurso Miss Brasil 1965.  Na passarela,  Alda Maria Simonetti Maia, usando o  traje típico que remete às cortadoras de cana-de-açúcar. (Foto: O Cruzeiro, 24/07/1965).

ALDA, BELEZA E INTELIGÊNCIA
 

Alda em três momentos do concurso Miss PE 1965, realizado na sede social do Sport Club do Recife, em 05/06/1965. (Fotos: Manchete, 10/07/1965, e blog do Fernando Machado, www.fernandomachado.blog.br) .

 
     A imprensa pernambucana e nacional destacou o alto nível intelectual de Alda Simonetti Maia, natural da cidade de Goianinha, Rio Grande do Norte. O jornalista José de Souza Alencar, o Alex, membro da comissão julgadora, em sua coluna social do Jornal do Commercio, do Recife, não poupou elogios à sua eleição, e na revista O Cruzeiro, de 26/06/1965, Ubiratan de Lemos disse:  "É loura de berço, segundanista da Faculdade de Direito da Universidade do Recife, falando fluente o espanhol, inglês, francês e alemão. E ainda tem tempo para acordeão, piano e violão. A festa foi a maior do ano, reunindo o melhor da sociedade pernambucana. O governador Paulo Guerra e autoridades militares deram presença à passarela , bem como o povo, na sua faixa de bom gosto. Marcílio Campos, na sua qualidade de um dos mais famosos costureiros do Brasil, está preparando o enxoval de Alda. E eis a certeza de termos, no Maracanãzinho, uma Miss Pernambuco de talhe internacional no guarda-roupa."
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UMA LEI PARA ALDA
       
      Como documento de um tempo que se foi, vale a pena recordar que uma Lei Municipal, a de nº 9.420, de 26/06/1965, concedeu a Alda uma ajuda de custos de CR$ 250.000,00 (Duzentos e cinqüenta mil cruzeiros), em moeda da época. Fonte: www.legiscidade.com.br/lei/09420/

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LEI Nº 9.420
Ementa: Autoriza a Prefeitura Municipal a auxiliar com a importância de Cr$ 250.000, as despesas de viagem da Sta. ALDA MARIA SIMONETTI DE OLIVEIRA MAIA Miss Pernambuco 1965.
O Prefeito do Município do Recife faz saber que o Poder Legislativo decreta e eu sanciono a seguinte Lei:
Art. 1º Fica o Chefe do Executivo autorizado a abrir o crédito de duzentos e cinqüenta mil cruzeiros (Cr$ 250.000) para auxiliar a senhorita ALDA MARIA SIMONETTI DE OLIVEIRA MAIA - Miss Pernambuco 1965 nas despesas a que terá de realizar para, como representante da beleza pernambucana, concorrer ao título de Miss Brasil, no certame que se realizará nos próximos dias no Estado da Guanabara.
Art. 2º O crédito aberto correrá por conta da verba constante do Quadro 2.08.04., Consignação 3.1.4.0 - Encargos Diversos - Subconsignação 3.1.4.8, do orçamento em vigôr.
Art. 3º Esta lei entrará em vigor na data da sua publicação, revogadas as disposições em contrário.
Recife, 26 de junho de 1965
AUGUSTO LUCENA
Prefeito
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  POR ONDE ANDA ALDA MARIA SIMONETTI MAIA

        A Dra. Alda Maria Simonetti Maia mora no Recife. É Mestra em Direito Urbano pela Universidade de Paris XII. Faz parte do Conselho Editorial da Revista Científica Gestus,  da FACOL ,  Faculdade Escritor Osman da Costa Lins, instituição de ensino superior localizada em Vitória de Santo Antão, Zona da Mata de Pernambuco. A faculdade tem seis cursos de graduação, todos autorizados pelo MEC: Administração, Marketing, Sistemas de Informação, Turismo, Direito e Pedagogia. Além desses, oferece também pós-graduação lato sensu que atendem toda a região. Alda é  membro do CEJ, Comissão de Ensino Jurídico da OAB, Ordem do Advogados do Brasil, secção de Pernambuco, e responsável pela edição do Informativo Sindape, Sindicato dos Advogados do Estado de Pernambuco.
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ÍRIS TÉBÉKA, A HERDEIRA DE ALDA

Irís Raquel Maia Tébéka, filha única da Miss PE 1965. 

      Alda casou com um cidadão francês e tem uma filha, Íris Raquel Maia Tébéka, tão inteligente quanto a mãe. Íris Tébéka é graduada em  Química pela UFPE, Universidade Federal de Pernambuco, com Doutorado na USP, Universidade de São Paulo, e fala francês, inglês e alemão. Navegando na Internet, encontrei um vídeo no Youtube, onde ela canta La Boheme, durante uma comemoração do ano Brasil-França,  em 2009. Fiquei emocionado ao encontrar um rosto parecido com o da sua mãe,   http://www.youtube.com/watch?v=ApIpqTi6cgs&feature=relmfu

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      Embora não tenha obtido classificação entre as finalistas do Miss Brasil 1965, concurso vencido por Maria Raquel Helena de Andrade, Miss Guanabara, quando a favorita era Marilena de Oliveira Lima, Miss Mato Grosso, Alda Maria Simonetti de Oliveira Maia deixou seu nome registrado na lista das grandes misses de Pernambuco. 
     Os festejos juninos passaram e aqui estou, nesta tarde ensolarada do primeiro domingo de julho de 2012,  a relembrar aquela deusa  que conheci numa missa dominical da Igreja de Nossa Senhora dos Remédios, naquele distante 1965. Após a Missa, senti vontade de chegar perto de Alda Maria Simonetti Maia para dizer-lhe com todo o respeito: "Como você é bonita!". Faltou coragem. A timidez do menino que um dia eu fui falou mais alto. Que pena !

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sábado, 23 de junho de 2012

DE TIMBAÚBA PARA O MUNDO

...FESTA DE SANTO ANTÔNIO EM CRUZ DO CABOCLO
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FESTA DE SANTO ANTÔNIO – O povoado Cruz do Caboclo, como nos velhos tempos, voltou a viver momentos marcantes de Fé, quando da realização da Festa de Santo Antônio, de  10 a 13 deste mês. O casal de empresários José da Silva-Ana Marinho (Ótica Brasileira), proprietários do Sítio Santo Antônio, comprometido com a revitalização das tradições religiosas locais,  não mediu esforços para promover a Festa de Santo Antônio. No dia 10, às 10 h, o Padre Marcos Henrique celebrou a Santa Missa na capela, ocasião onde aconteceram as cerimônias das bênçãos dos pães e dos lírios. No dia 13, às 19 h, foi realizada a procissão, saindo da sede do sítio para a capela. Acima, o belo andor de Santo Antônio teve a assinatura do decorador Abrahão Rodrigues Gondra. Abaixo, José da Silva Ramos-Ana Marinho  e  dois momentos significativos do evento religioso.
 

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....MEMÓRIA TIMBAUBENSE

Uma típica família classe média timbaubense da época de ouro do pólo calçadista. O patriarca Ramiro Brandão, esposa, genro, neta e filhos. Da esquerda para a direita: Joaquim Francisco, Rute com Adriana no colo; a matriarca D.Maria José (in memorian) e o esposo; Raquel e Rebeca. À frente, Ramirinho e Risalva. (Foto: Acervo de Rebeca Brandão)
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ROTEIRO POÉTICO DE TIMBAÚBA

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Nas tardes calmas de domingo, Timbaúba fotogênica oferece suas curvas para quem desejar fotografá-las. Enquanto isso, o Ginásio de Esportes lembra uma nave espacial que pousou de repente, para enfeitar a terra da gente. (Foto: Márcia Tarciana de Andrade). 

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SESSÃO NOSTALGIA - MARGARETA ARVIDSSON E SATU ÖSTRING, RECORDAÇÕES QUE NÃO TÊM PREÇO

Daslan Melo Lima

      Recife, Pernambuco, 1966.  As bancas de revistas expunham O Cruzeiro e Manchete abertas nas páginas principais que mostravam as misses. No caminho para o Ginásio Pernambucano, na Rua da Aurora, eu me detinha várias vezes para apreciar as beldades e ficava desejando que os dias passassem logo para encontrar as revistas em sebos, onde poderia comprá-las por preços baixos. Naquele julho de 1966, a Miss Universo e sua vice encantaram os meus olhos e até hoje fazem parte da minha lista de misses inesquecíveis.

O Top 5 do Miss Universo 1966 na capa da revista O Cruzeiro. Da esquerda para a direita: Yasmin Daji, Miss Índia, quarto lugar;  Satu Charlotta Östring, Miss Finlândia, segundo; Margareta Arvidsson, Miss Suécia, primeiro; Jeeranun Savettanun, Miss Tailândia, terceiro; e Aviva Israeli, Miss Israel, quinto lugar. 
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Outro ângulo do Top 5 em nostalgico preto e branco. Da esquerda para direita: Aviva Israeli, Miss Israel, quinta colocada; Satu Charlotta Östring, Miss Finlândia, segunda; Margareta Arvidsson, Miss Suécia, primeira; Jeeranun Savettanun, Miss Tailândia, terceira; e Yasmin Daji, Miss Índia, quarta colocada.
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Na véspera da grande final do concurso Miss Universo 1966,  realizado em 16/07/1966, com a participação de representantes de 58 países, dezenas de fotógrafos de todos os continentes  elegeram Margareta Arvidsson como Miss Fotogenia. 
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     O rosto emocionado de Margareta Arvidsson na capa da Manchete.
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    Na Wikipédia consta que ela foi eleita Miss Universo como uma das vencedoras mais relutantes em aceitar a coroa. Não queria o título e durante a competição tinha pedido aos organizadores para voltar para casa porque estava cansada e com saudades da família. Outro dos motivos alegado, é que não queria passar um ano inteiro numa '"prisão", sendo acompanhada por uma governanta da organização onde quer que fosse. Quando foi coroada, Margareta chorou mais de desespero com a situação do que de emoção. Já tendo declarado desde a véspera da final que não queria o título, sua disposição, porém, mudou quando, sentada no trono, ouviu da segunda colocada, Satu Östring, da Finlândia, que ela se decidisse ali mesmo, pois se Margareta não queria o título, ela, Satu, queria, pois "tinha ido a Miami para vencer". A partir dali sua disposição mudou, e no dia seguinte, perguntada pela imprensa sobre o fato, declarou que não se lembrava de nada da véspera e estava pronta para assumir as funções de Miss Universo.
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Detalhe de um dos meus álbuns de recortes sobre Misses mostrando Margareta Arvidsson ao lado  do fotógrafo brasileiro Otto Stupakoff (1935-2009), com quem foi casada e teve dois filhos. Imagem publicada na revista Interview, maio de 1978.
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Satu Ostring, segunda colocada no Miss Universo 1966, foi a quinta colocada no Miss Europa 1966;   Miss Escandinávia 1967;  segunda colocada no Miss Beleza Internacional 1969 e Miss Charme Internacional 1972. 
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Satu Charlotta Östring-Procopé, nome de casada, ingressou na política, fez parte do parlamento europeu em 1999 e é diretora da Conferência da União Européia no parlamento finlandês. (missesemmanchete.blogspot.com.br, 23/12/2007).
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          Timbaúba, Pernambuco, 24 de junho de 2012. As revistas   O Cruzeiro e Manchete deixaram de circular há muitos anos. Tudo atualmente parece mais prático. Navegando na Internet, basta um clique para o computador ser invadido por  dezenas de imagens de Misses. O missólogo dos novos tempos não compra revistas, que por sinal dedicam pouco espaço em suas páginas para os certames de beleza. Tudo parece desprovido de emoção. Tenho agora ao meu lado as O Cruzeiro e Manchete sobre o Miss Universo 1966. Toco nelas, fecho os olhos e me vejo indo para a Rua da Aurora, no Recife, rumo ao Ginásio Pernambucano,  passando pelas bancas de revistas e admirando minhas deusas. Mágicas recordações de um tempo que se foi. Abençoadas recordações que inundam esta noite fria e chuvosa de São João. Recordações que não têm preço.

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sábado, 16 de junho de 2012

DE TIMBAÚBA PARA O MUNDO

 FATOS EM FOCO.....
Outros textos e imagens referentes aos eventos abaixo ainda estão pendentes para postagens.
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ARRAIAL DOS AMIGOS - Engenho Latão, Macaparana, 16 de junho, V Arraial dos Amigos, o maior São João privê do interior pernambucano.
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MISS E MISTER ETE 2012 - ETE, Escola Técnica Estadual Miguel Arraes de Alencar, 15 de junho. Joyce Adélia Silva e Bruno Henrique Medeiros, eleitos Miss e Mister ETE 2012.
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FESTA DE SANTO ANTÔNIO - Cruz do Caboclo, Festa de Santo Antônio, 10/13 de junho. O casal José da Silva-Ana Marinho, proprietários do Sítio Santo Antônio, no povoado de Cruz do Caboclo, focados na revitalização das tradições religiosas locais,  promoveu a Festa de Santo Antônio. No dia 10, às 10 h, o Padre Marcos Henrique celebrou a Santa Missa na capela, ocasião onde aconteceram as cerimônias das bençãos dos pães e dos lírios. No dia 13, às 19 h, foi realizada a procissão, saindo da sede do sítio para a capela. 
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PRÉVIA JUNINA DE TIMBAUBINHA -  Bar do Bode, 09 de junho. A prévia junina privê da zona norte.
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ROTEIRO POÉTICO DE TIMBAÚBA
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PRAÇA DA BÍBLIA - A escultura é um imenso livro aberto, mas não se trata apenas de um livro, é A Bíblia, o livro dos livros. De vez em quando alguém passa, aproxima-se, medita no versículo que está escrito e tranquilamente vai embora, renovado para prosseguir a caminhada.
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MEMÓRIA TIMBAUBENSE
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   A GRANDE DAMA – Ela morreu num sábado cinza recifense de abril, 21/04/2012. Irene Ferreira Brandão de Galvão Cavalcanti, ou simplesmente Irene Galvão, timbaubense nascida em 11/06/1919, filha de Deoclecio Filgueira Brandão e Alzira Ferreira Brandão, marcou época em Timbaúba. Foi casada por 35 anos com Antonio Galvão Cavalcanti (1907-1973), tabelião e ex-prefeito de Timbaúba. Teve quatro filhos: Maria José Galvão Cavalcanti Gueiros de Oliveira; Laís Galvão Cavalcanti Laureano; Antonio Galvão Cavalcanti Filho (1945-2007), que também foi prefeito da cidade, e Mônica Galvão Cavalcanti Barboza. Ficou viúva aos 54 anos, assumindo os negócios da Fazenda Canaã, como pecuarista e vendedora de leite. 
    Os meninos e adolescentes que trabalhavam com ela e que seguiram sua orientação, hoje estão encaminhados na vida, empregados, participando e colaborando ativamente com a vida da cidade. Ela acreditava nas pessoas e era dona de um otimismo ímpar, aliado a um grande dinamismo e capacidade de liderança. Foi atuante na política e participou ativamente nas campanhas eleitorais, desde a época do Dr. João Ferreira Lima (1895-1959) e do Dr. João Ferreira Lima Filho (1924-2003).
   Durante toda sua vida, Irene Galvão procurou ajudar e orientar todos que dela se aproximaram. Por tudo isso, a grande dama é um nome que ficará na história, um orgulho timbaubense.
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(Foto/dados biográficos de Irene Galvão: agradecimentos a Lygia Cajá)
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