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SEJA BEM-VINDO ! SEJA BEM-VINDA! VOCÊ ESTÁ NO BLOG PASSARELA CULTURAL, cujas postagens, na maioria das vezes, são postadas aos sábados e domingos. Nossa trajetória começou em 02/07/2004, com o nome de Timbaconexão, como coluna sociocultural do extinto site de entretenimento Timbafest. Em 12/10/2007, Timbaconexão migrou para blog com o nome de PASSARELA CULTURAL, quando teve início a contagem de visitas. ***** Editor: DASLAN MELO LIMA - Timbaúba, Pernambuco, Brasil. ***** Contatos : (81) 9-9612.0904 (Tim / WhatsApp). E-mail: daslanlima@gmail.com

sábado, 18 de novembro de 2017

DE TIMBAÚBA PARA O MUNDO - Sociedade em Foco



BODAS DE PRATAFernando Silveira Lima e Maria Niedja Borba de Arruda Lima. *** “Que queres que te diga, além de que te amo, se o que quero dizer-te é que te amo?” (Fernando Pessoa).
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DE VENTO EM POPA Mariana Lobão e Tarcísio Ferreira Lima. *** “A vida é um campo de urtigas onde a única rosa é o amor.” (Victor Hugo).
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FLASH – Cristiane Carvalho, Julia Andrade, Polyne Albuquerque, Paloma Brito e Ana Cecília, simpatia em dose quíntupla, no niver de Polyne, dia 11 de outubro.
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PARA RECORDAR - Edileuza e a filha Marcella  Pedrosa, em Santiago, no vale central chileno, há cinco anos, perto do frio da Cordilheira dos Andes. 
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HONRARIA -  Durante o 9º Baile dos Casais, o professor Guedes baixa a cabeça num gesto de humildade, ao receber Medalha de Mérito da Maçonaria.  
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Numa tarde de lazer, no terraço do Shopping RioMar, Recife, Dilza Pedroza e o neto Gustavo.
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Rute Brandão Morais Andrade, temporada em Londres.
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Aguardando o inicio de uma competição de moto, em Caruaru, PE, Domingos Sávio e Kênia Rocha.

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SESSÃO NOSTALGIA - Sempre valeu a pena ser Miss

Daslan Melo Lima

         Foi em um exemplar da revista Fatos & Fotos, de junho de 1971, "perdida" em meu acervo, que encontrei uma reportagem bem humorada, "Valeu a pena ser  Miss?",  de Juarez Barroso (1934-1976), escritor cearense, ilustrada com imagens de candidatas ao titulo de Miss Guanabara. 

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MISS GB
Valeu a pena ser Miss? 
Sim, sempre valeu, como provamos neste breve ensaio sobre a história do concurso

            Desde o primeiro concurso, realizado  no Egito, com entregas de faixas pelo próprio Faraó Tutankamon, ser miss sempre valeu a pena. Inscrições descobertas recentemente no túmulo de uma rainha contam que a primeira miss casou-se com um sacerdote de Ísis, superprestigiado, ficou viúva e casou-se a segunda vez com um engenheiro projetista de pirâmides, que construiu uma só para ela. Pronta a pirâmide, a jovem miss ficou tão entusiasmada que fez questão de morrer imediatamente para inaugurá-la. 

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Misses em flor, preparando-se para a felicidade que as espera. A miss pode vir em diversas embalagens e tamanhos, embora o de 1m70cm seja o mais popular. Elas têm tudo, até um escritor só pra elas: Saint-Exupéry. 

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Sempre leram O Pequeno Príncipe

            As misses atravessam as civilizações caldaica, persa, greco-romana e outras menos votadas, lendo O Pequeno Príncipe e chorando na hora de receber o prêmio. E sempre castas. Contam mesmo que a história dos cintos de castidade está intimamente ligada aos concursos de miss. Um certo Barão da Baviera, vendo aproximar-se a data da seleção e sem muita confiança no sistema de defesa da filha, cuja meta perigava dianite dos constantes assédios adversários - pajens, camareiros, etc. - bolou o cinto para garanti-la no concurso, onde as candidatas, como sempre, deveriam comparecer com zero ponto perdido. A moça venceu, casou-se com um nobre arruinado e o cinto pegou. 
           Sim, o concurso de miss é o Festival Internacional da Família, o Concurso Literário das Filhas. No concurso literário, o escritor comparece com seu livro e, caso ganhe, tem direito a casá-la com um milionário alemão, um analista de sistemas, um dono de uma rede de hotéis, um adido cultural de embaixada latino-americana, o herdeiro de uma fábrica de relógios suíços, a escolher. Assim, a coisa que existe mais parecida com escritor é mãe de miss. Sendo que é mais vantagem ser mãe de miss, pelas maiores oportunidades e publicações.  
           A miss é um ser obrigatoriamente feliz. Miss está provida de sofrer, diz um dos primeiros artigos das normas dos concursos. Uma miss na fossa? Uma miss com problemas existenciais? Uma miss chateada porque o avô sofreu um enfarte? Isto é tão feio quanto andar com agarramentos em boates, em automóveis parados em praias desertas, coisas que não se admite numa senhorita miss. Assim, ela se acostuma logo a ser sempre feliz, o que nem dá tanto trabalho. E bacana é que essa felicidade aprendida ela consegue irradiar para todos. Nada existe mais feliz do que um marido de miss. Alguém já viu um marido de miss careca? Alguém já viu um marido de miss com problemas de peso? Um marido de Miss não tem dessas coisas. E se algum faz uma concessãozinha de morrer é em avião de luxo, de linha internacional, como convém a um marido de miss. E tudo para a maior felicidade de sua bela esposa, que fica livre para outro marido mais bacana. 

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Outra série de misses. Para garantir a felicidade, melhor do que frequentar terreiro de macumba, fazer psicanálise ou estudar zen budismo, é vencer concurso de miss. Miss não sofre. 
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O concurso só tem um defeito

          Sempre valeu a pena ser miss. As desgraças jamais aconteceram às misses. Estão imunes a elas, conforme o regulamento do concurso. Nunca houve miss vítima de enchentes, nenhuma foi queimada pela Inquisição e entre os 9 milhões de vítimas do nazismo não havia uma só miss. Miss não entra em fila, miss só tem parto sem dor. Tudo o  que uma miss deseja consegue. É verdade que nenhuma miss até hoje recebeu o Prêmio Nobel, mas esta deficiência do concurso - talvez a única - será sanada em breve. 
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       Será mesmo que aquela jovem Miss do Egito ficou tão entusiasmada pela pirâmide que fez questão de morrer imediatamente? Será mesmo que o cinto da castidade foi criado para resguardar a virgindade de uma Miss? 
         Não sei responder essas indagações. De uma coisa, eu sei: você, leitor, leitora, deve ter dado umas boas risadas sobre as coisas que leu nesta Sessão Nostalgia. Eu também não segurei o riso. 

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sábado, 11 de novembro de 2017

PASSARELA CULTURAL atingiu a marca de 2 milhões de acessos

        


          PASSARELA CULTURAL chegou na manhã de quarta-feira, 08, à marca de 2.000.000 (dois milhões) de acessos. Sou grato a DEUS por este feito significativo e aos leitores e leitoras que me honram com a sua leitura. 
         Tudo começou em 02/07/2004, com o nome de Timbaconexão, coluna sociocultural do extinto site Timbafest, editado por Walfredo Silva. Em 12/10/2007, a coluna migrou para blog com o nome de PASSARELA CULTURAL, com o apoio de Evandro Silva, editor do missesnapassarela.blogspot.com.br , que me ensinou como desenvolver uma página na internet.                 
      PASSARELA CULTURAL tem uma visibilidade impressa através das colunas socioculturais regionais do jornal CORREIO DE NOTÍCIAS e da revista TIMBAÚBA EM FOCO.
        Três secções do meu blog são destaques: DE TIMBAÚBA PARA O MUNDO, sobre a cena sociocultural de Timbaúba, minha pernambucana terra adotiva; MEMÓRIAS DE SÃO JOSÉ DA LAJE, recordações da minha infância em São José da Laje, a cidadezinha alagoana onde nasci; e SESSÃO NOSTALGIA, focalizando antigos concursos de Misses, uma das minhas paixões. A propósito dessa última, o meu reconhecimento a duas personalidades que me incentivaram a escrever sobre o assunto e a compartilhar material e pesquisas: Dido Borges e Roberto Macêdo, editor do Miss News, missnews.com.br
         Muito grato pela atenção de todos. Continuem acessando PASSARELA CULTURAL, www.passarelacultural.blogspot.com.br .

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MEMÓRIAS DE SÃO JOSÉ DA LAJE - Onde eu nasci passa um rio


O RIO DA MINHA TERRA 

      “Onde eu nasci passa um rio, que passa no igual sem fim. / Igual, sem fim, minha terra passava dentro de mim." Assim começa "Onde eu nasci passa um rio", música do Caetano Veloso. “Passava como se o tempo nada pudesse mudar. / Passava como se o rio não desaguasse no mar.”
        Durante minha infância vivida às margens do rio Canhoto, eu não me dava conta que aprendia sábias e eternas lições. ”O rio deságua no mar. / Já tanta coisa aprendi. / Mas o que é mais meu cantar / é isso que eu canto aqui.” Vê-lo caudaloso ou tímido, mas determinado em sua eterna caminhada para o mar, foi a maior lição de perseverança que aprendi.
      "Hoje eu sei que o mundo é grande / e o mar de ondas se faz. / Mas nasceu junto com o rio, / o canto que eu canto mais. / O rio só chega no mar / depois de andar pelo chão. / O rio da minha terra / deságua em meu coração. ”
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– Daslan Melo Lima, janeiro de 2017, em São José da Laje, Alagoas.
Maria Bethânia canta "Onde eu nasci passa um rio", https://www.youtube.com/watch?v=mfwsJ8PxJFw
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ATRASADO PARA O BANHO


           E agora que não há pai, mãe e avô, proibindo o garoto que fui a tomar banho no rio Canhoto, o cenário espalha desgosto. 
         Um fio tímido d'água segue para o mar sobre um leito de pedras carente de peixes e meninos travessos. 
         Cheguei atrasado para tomar banho.
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 - Daslan Melo Lima, janeiro de 2017, em São José da Laje, Alagoas.

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DE TIMBAÚBA PARA O MUNDO - Padre Henrique Vieira da Silva (Vigário Henrique), o terceiro pároco de Timbaúba

>>>>> Sua estada foi de sete anos, marcando época na comunidade timbaubense



         Padre Henrique Vieira da Silva nasceu no dia 26 de outubro de 1888, em Olinda, PE. Faleceu na cidade de Cabo de Santo Agostinho, PE, no dia 16 de março de 1954. Foi o terceiro pároco de Timbaúba, no período de 07 de março de 1918 a 31 de dezembro de 1925. Durante sua permanência em Timbaúba foi professor do extinto Colégio Maciel Pinheiro, capelão do Colégio das Damas Cristãs e comissário de Ensino. Também construiu o monumento do Cristo Redentor no morro da República (Alto do Cruzeiro), para celebrar o cinquentenário da Paróquia de Nossa Senhora das Dores.

       Em entrevista ao Timbaúba Chic, suplemento sociocultural do jornal A Serra, de 15/11/1922, deixou registrado um pouco da sua personalidade.
Sua impressão sobre TimbaúbaEm religião não vejo outra. Em beleza natural e estética, higiene, ordem e progresso, prima inter pares. Em política, a mais racional e moderada que conheço.
Sua opinião sobre o amor – Só há um amor prejudicial ao indivíduo, à família e à sociedade:  é o amor desordenado, amor mundano, amor das paixões que aviltam e degradam a humanidade. Todo outro amor é necessário, obrigatório e indispensável à vida:  o amor de Deus, amor da pátria, amor do próximo, amor da virtude, amor da esposa, dos filhos e amor dos inimigos, que é o heroísmo do amor.
Sua verdadeira vocação, maior felicidade e maior desventuraCada dia me convenço que fiz bem em ser padre. Maior felicidade, ir para o céu. Maior desventura, morrer de repente
Que terra desejaria habitar e em que épocaAqui mesmo, no alto da Aurora, cinquenta anos atrás, para ter construído a Matriz em Mocozinho e mais elevada.
Suas obras passadas e seus trabalhos atuaisFiz muitas corujas e papagaios de papel quando menino. Trabalhos atuais, concluir a reforma da Igreja Matriz.
Que lhe parece a situação do paísDetesto política. Sobre a situação do Brasil, não quero comprometimento. Nem manifestar o meu juízo.
Como desejaria morrerÉ intuitivo, o mesmo é perguntar ao doente se ele quer saúde.
Sua divisaTodo para todos
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Matéria postada na revista TIMBAÚBA EM FOCO, edição 78, outubro/2017. Editora JK Publicidade e Propaganda Ltda
Fonte de pesquisa: Timbaúba Ontem e Hoje -Volume II, Lusivan Suna, Edições A Província-1996
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SESSÃO NOSTALGIA - Sonia Maria Campos, Miss Pernambuco, a outra Miss Brasil 1958

Daslan Melo Lima


          Foi a partir de 1958 que o Brasil passou a ter "mais de uma Miss Brasil por ano". Enquanto Adalgisa Colombo (1949-2013), Miss Distrito Federal,  primeira colocada no concurso Miss Brasil, ganhava o direito de representar o país no Miss Universo, Sônia Maria Campos, Miss Pernambuco, segunda colocada, recebia dos patrocinadores do certame o título de Miss Brasil nº 2 e o direito de representar o Brasil no Miss Mundo. 
          Sob o título Trajeto Recife-Londres para "Miss Brasil nº 2", a revista Manchete (Ano 6, nº 325, de 12/07/1958),  circulou com uma reportagem de cinco páginas focalizando a linda pernambucana. Texto de Jayme Negreiros e fotos de Gervásio Batista.

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Copacabana (via Maracanãzinho), um dos estágios na trajetória da graciosa pernambucanazinha Sônia. ***** Três participantes do júri e boa parte da plateia preferiram Sônia Maria Campos. Resultado: Viagem a Londres. ***** As duas mais belas do Brasil. Duas viagens diferentes. Ambas fabulosas no final das contas.
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Vai o Capiberibe visitar o Tâmisa - Miss Pernambuco, Sônia Maria Campos, está sendo considerada pela família, por amigos e (principalmente) pelos pernambucanos, como a outra Miss Brasil, porque, colocando-se depois de Adalgisa Colombo, que irá concorrer ao título de Miss Universo, representará o Brasil no concurso de Miss Mundo, em outubro que vem em Londres. 
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Sônia Maria Campos 
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Sônia Maria Campos e Adalgisa Colombo
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Sônia prova: o vice-reinado da beleza merece apartamento de luxo - Sônia Maria, que gostou muito do Rio e ficou contente porque conhecerá a Europa, tem 19 anos, 1,71cm, 62,80Kg, 62 de cintura, 91 de busto, 91 de quadris, 60 de coxa, 22 de tornozelo. Disse: "Não tenho nenhum compromisso". Mas deu, através de um amigo, um recado para alguém no Recife: "Diga ao Gildo para deixar de ser mascarado." Depois de ser a segunda colocada no concurso Miss Brasil 58, Sônia Maria passou a ocupar um quarto de luxo no Hotel Serrador (Rio), deu numerosas entrevistas à imprensa, televisão e rádio, recebeu um armário, dinheiro e perfumes de presente, e vai desfilar em Londres com o maiô dourado e a faixa de Miss Brasil.
         Filha única do casal Maria Vitória-Alcides Campos, Sônia nasceu em Recife, estudou (como interna) nos colégios Santa Sofia e N.S.do Carmo, fala inglês, tem curso de mecanização e gosta de vestir calças compridas. Já foi Miss Clube Militar, no Recife. Parte de sua família, muito católica, não queria que concorresse a Miss Brasil, mas acabou concordando.
          Ela é muito friorenta, gosta de feijoada, mas não de sarapatel. Calça sapatos nº 36. Disse que se candidatou porque "esperava vencer, ora". Trouxe para o Rio, em sua bagagem, 10 chapéus, 20 pares de sapatos, e um guarda-roupa que vale Cr$ 200 mil, costurado por sua prima Cecília Queirós Campos. 
       Ainda não pensou em ser artista de cinema. Não entrou muito confiante na passarela do Maracanãzinho, durante o concurso de Miss Brasil, mas quando o público a aplaudiu, entusiasmou-se e ficou emocionada. Sônia Maria lê Érico Veríssimo, Machado de Assis e Humberto de Campos, gosta de filmes alegres e prefere, entre os artistas, Humphrey Bogart, Jack Palance, Ingrid Bergman e Kim Novak. Seus perfumes são "Fleur de Rocaille" e "Miss Dior". Gosta de dançar e de ir à praia e acha a linha "saco" elegante. 
       Com uma governanta inglesa, aperfeiçoará seu inglês, antes de viajar para Londres. O que preocupa sua família: ela gosta muito de dormir e "dará trabalho para atender a pontualidade britânica."
         O deputado Armando Falcão, o sr. Alfred Blum e o prefeito Negrão de Lima, que participaram do júri de Miss Brasil, votaram em Sônia Maria para finalista. Ela terá grande recepção, quando chegar ao Recife. Mas há momentos em que diz: "Às vezes, gostaria de passear incógnita por uma rua, olhar as árvores e ouvir os pássaros, sem precisar dar autógrafo".

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          Adalgisa Colombo, a Miss Brasil nº 1 de 1958, conquistou o segundo lugar no Miss Universo, realizado em Long Beach, Estados Unidos. Sônia Maria Campos, um exemplo de perseverança, foi Vice-Miss Pernambuco 1957, representando o Círculo Militar do Recife, e no ano seguinte, como Miss Santa Cruz Futebol Clube, tornou-se Miss Pernambuco 1958. Em seguida, Vice-Miss Brasil (Miss Brasil nº 2)  e   primeira representante brasileira no Miss Mundo. Não houve semifinalistas no concurso de Londres, apenas um Top 6, sem a inclusão da pernambucana. No Miss Brasil 1959, foi ela quem posou de Miss Brasil nº 1 de 1958, passando faixa, coroa, manto e cetro para Vera Ribeiro, Miss Distrito Federal. Adalgisa Colombo não tinha cumprido o seu reinado e renunciou para casar.
      Detalhe: O texto da Manchete afirma: "Vai o Capiberibe visitar o Tâmisa." Capiberibe ou Capibaribe? Capibaribe é o rio. É chamado de Capiberibe, quando se encontra com o rio Beberibe para desaguar no Oceano Atlântico.  
         Sob as pontes do Recife, o Capibaribe sente saudade de Sônia Maria Campos, que hoje, residindo em São Paulo, pode "passear incógnita por uma rua, olhar as árvores e ouvir os pássaros, sem precisar dar autógrafo".

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sábado, 4 de novembro de 2017

"Não há nada que passe tão rápido quanto os anos". O vento sábio continua convidando: "Carpe Diem"




Outubro, adeus. Você se foi deixando com mais idade o garoto que um dia eu fui. Nesta ocasião, peço a Deus que abençoe a todos que no dia 17 do mês passado reservaram alguns minutos do seu tempo para me desejar feliz aniversário.

         Logo mais, Outubro, você estará de volta para me encontrar mais sábio, afinal, como disse Leonardo da Vinci (1452-1519), pintor italiano, "não há nada que passe tão rápido quanto os anos". Amém. Assim Seja.  

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          “Carpe diem, quam minimum crédula póstero” (Aproveite o dia e confie o mínimo no amanhã), escreveu o poeta latino Horácio (65 a.C. - 8 a.C.).  Faz seis anos que, todas as vezes que eu saía do Recife para Timbaúba, o vento me convidava para parar em São Lourenço da Mata, diante da futura Arena Pernambuco, a fim de admirar a construção de um dos palcos dos jogos da Copa do Mundo de 2014.


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          Os tubos de concreto, agora invisíveis aos olhos de quem passa, são partes eternas da Arena, assim como eu, passageiro dos dias ensolarados e nublados, continuo um ser em construção.    


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        Fugazes são todos os momentos, independente das tristezas, das alegrias, dos amores, etc.  A sensação de estar presente, aqui e agora, e que o instante nada mais é do que uma fração de segundo da eterna caminhada, ao contrário de ansiedade, deveria propiciar tranquilidade.



      Os cenários, as pessoas e as situações mudam, mas o vento sábio continua convidando: “Carpe diem”. A depender dos valores de cada um, pode ser um convite para enxugar as lágrimas, tomar umas cervejas com amigos ou se permitir ser um simples passageiro, eterno aprendiz dos dias nublados ou ensolarados.
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- Daslan Melo Lima

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MEMÓRIAS DE SÃO JOSÉ DA LAJE - Igreja Matriz de São José


>>>>> Igreja Matriz de São Carlos ou Igreja Matriz de São José? Uma pesquisa do arquiteto José Maria de Mattos cedida ao Instituto Lajense. 

                                                         


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           Em 1922, nos primeiros dias do mês de outubro, uma comissão de personalidades do município de São José da Lage procurou o coronel Carlos Lyra, em uma das suas usinas, a Serra Grande, levando ao seu conhecimento o projeto para a construção de uma nova Igreja Matriz, visto que a cidade estava em pleno desenvolvimento e a existente já não estava mais comportando a população que vinha constantemente crescendo.
                No dia 11 do mesmo mês, em uma sessão no Paço Municipal, sob a presidência do prefeito Júlio Figueiredo, além dos senhores Theófanes de Barros e Avelino Silva, foi dada a notícia do acolhimento da ideia e da promessa de máximo apoio ao projeto, por parte do abnegado industrial e amigo o Cel. Carlos Lyra.
             O terreno maior foi generosamente oferecido pelo proprietário, Sr. Antonio de Souza Melo, além de que foram desapropriadas várias casas ali existentes. A primeira pedra para a construção foi benta pelo Abade do Mosteiro de Olinda  D. Pedro Roeser, no dia 17 de janeiro de 1923, com o a presença do vigário Xavier, autoridades e a comunidade.
          Os fundos iniciais recolhidos foram de 42:735$000 (quarenta e dois contos e setecentos e trinta e cinco reis). Comercio e povo lajense: 11:225$000; Fornecedores da Usina Serra Grande e Apolinário: 21:510$000 e o Coronel pessoalmente 10:000$000, depois 45:000$000, mais tarde 80:000$000 e finalmente o custo total da construção ficou em 501:321$900 (quinhentos e um contos, trezentos e vinte e um mil e novecentos reis).
        Num dos três sinos antigos, todos vindos da França, existia uma descrição mais ou menos assim: “ ... meu protetor é São Carlos e o meu Padroeiro é São José...”, mas isso não dá nenhuma certeza sobre o que muitos falam, de que foi dado a São Carlos o nome da igreja, visto que era apenas o santo protetor do coronel. O santo de devoção de toda a família Lyra era N. S. de Lourdes.
        Assim publicou o Jornal de Alagoas sobre a inauguração da igreja em 24 de abril de 1929:
A INAUGURAÇÃO DA MATRIZ DE SÃO JOSÉ DA LAGE – Realizou-se, anteontem, quarta-feira, com extraordinária e festiva pompa, a inauguração da linda e rica igreja construída pelo povo de São José da Lage, deste estado, sob os auspícios do falecido Cel. Carlos Lyra, grande industrial e chefe da firma Carlos Lyra & Cia, proprietário da Usina Serra Grande. O que é erra obra de construção elegante, sóbria, cheia de majestade nos traços ricos, disfarçados em simplicidade, só ao exame detido de cada uma pode enaltecer.
       Portanto, a nova igreja construída, apenas substituiu a antiga, e não foi a ela determinada nenhum outro santo. Em tempos outrora costumava-se se falar: a “Nova Matriz de São José” ou a “Velha Matriz de São José”, todas elas “evocando o Santo amigo, o Padroeiro São José.”


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DE TIMBAÚBA PARA O MUNDO - Heróis da Fidelidade, de olho na modernidade da Maçonaria


>>>>> Instalada em Timbaúba a terceira Loja Maçônica filiada ao Grande Oriente de Pernambuco a utilizar o Rito Schröder na região.

          Quem passa pela rua Martins Junior, no bairro conhecido por Rua de Goiana, poderá ficar surpreso se alguém disser que naquela área está localizada a Augusta e Respeitável Loja Simbólica Heróis da Fidelidade, fundada em 11 de junho deste ano, criada em defesa dos fundamentos que norteiam a Ordem Demolay. A instituição patrocina o Capítulo Obreiros do Norte nº 732, da SCODB, Supremo Conselho da Ordem Demolay para o Brasil. A Loja é jurisdicionada ao GOPE, Grande Oriente de Pernambuco e federada à GOB, Grande Oriente do Brasil, reconhecida pela Grande Loja Maçônica da Inglaterra


Em pé, da esquerda para a direita: Reginaldo Pereira, Agamenon Albuquerque, Rivonaldo Martins, Tiago Tavares, Euzébio Lourenço, Maurício Andrade, Gustavo Matias, Ademir Leitão e Dvair Mário. Sentados, na mesma ordem: Iran Vasconcelos, Isaías Rodrigues, Orlando Ribeiro, Ivany Gomes e Tyago Silva.


      A Ordem DeMolay é a maior organização juvenil do mundo, de fins filosóficos, filantrópicos, e sem fins lucrativos, já tendo iniciado desde de sua origem, mais de dois milhões e quinhentos mil jovens. Trabalha alicerçada na máxima de que “educando-se o jovem estaremos nos eximindo da tarefa de ter que castigar o adulto”. Fundada em 18/03/1919, em Kansas City, Missouri, Estados Unidos, tem como objetivo formar jovens de 12 a 21 anos de idade, melhores cidadãos e líderes através do desenvolvimento e fortalecimento da personalidade e enfatizando virtudes indispensáveis para a boa conduta social. A Ordem Demolay não é uma instituição Maçônica Juvenil, mas unificada e dirigida por Maçons.  (http://demolay.org.br
      
           Tendo oito membros fundadores, e atualmente contando com um número superior a esse, a Heróis da Fidelidade tem como objetivo apoiar os vários jovens membros do Capítulo Obreiros do Norte 732, que permaneceram fieis ao seu Supremo Conselho e ao juramento feito. O objetivo não se restringe ao apoio incondicional ao Capítulo, mas também a proporcionar que jovens tenham contato com os ensinamentos maçônicos e também para mostrar à sociedade que a Maçonaria deve ser aberta para os mais jovens, independentemente de sua função profissionalizante e de seu status social.

        A Heróis da Fidelidade é a terceira Loja Maçônica filiada ao Grande Oriente de Pernambuco a utilizar o Rito Schröder, tornando-se pioneira na utilização desse rito na região, o qual é utilizado por várias Lojas alemães. Seu criador foi o Maçom Ludwig Schröder, dentro do seu conceito do que seria uma maçonaria moderna.

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Esta matéria foi veiculada na revista TIMBAÚBA EM FOCO, outubro/2017, edição 78, à venda na banca de revistas do centro da cidade.  
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SESSÃO NOSTALGIA/ESPECIAL - Concurso Miss Brasil Latina 2018

Daslan Melo Lima



"Como não ser grata a tudo que a vida tem me proporcionado? Que dia incrível! Tudo conspirou para esse resultado espetacular. Gratidão a todos que contribuíram de alguma forma." 
- Tereza Laís Lima, Miss Ceará Latina, Miss Brasil Latina 2018.
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Eu, de blusa rosa, analisando rostos, brilho nos olhos, corpos... Tentando conciliar o que via com a sutileza das atitudes e dos sonhos que também desfilavam. ***** Em pé, Luiz Welter de Souza. Sentados, da esquerda para a direita: Manoel Emídio Leão, Bianca Dias Lopes (Miss São Paulo Latina-Miss Brasil Latina-Vice-Miss América Latina Del Mundo 2017), Rafael Duarte, Fernando Bandeira Diniz, Daslan Melo Lima, Tiago Leite e Heloísa Helena Bandeira.


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          E la estava eu, na noite do terceiro domingo do mês passado, 15 de outubro, a convite do Fernando Bandeira Diniz  (coordenador geral) e de Luiz Welter de Souza (diretor artístico), no Recife Praia Hotel, compondo o júri técnico do concurso Miss Brasil Latina 2018. A final do certame aconteceu na terça-feira, 17 de outubro, no Teatro Luiz Mendonça, no Parque Dona Lindu, Boa Viagem, Recife. Não fiz parte do júri na noite decisiva, uma vez que coincidiu com a data do meu aniversário. Fiquei em Timbaúba para receber alguns amigos. 

As candidatas

Miss Alter do Chão - Jéssica Medeiros
Miss Amazonas - Marjorie Honda
Miss Canoa Quebrada - Nathalia Ribeiro
Miss Ceará - Tereza Laís Lima
Miss Cerrado do Mato Grosso - Mikaela Miranda
Miss Fernando de Noronha - Thaís Andrade
Miss Ilha de Itamaracá - Keron Linn
Miss Ilha do Marajó - Kíssia Oliveira
Miss Mato Grosso - Juliana Confessor
Miss Minas Gerais -  Bianca França
Miss Pará - Rúbia Abati
Miss Paraíba - Mariana Souto
Miss Paraná - Amanda Gimenez
Miss Parque do Cocó - Low Valentim
Miss Pernambuco - Bruna Rodrigues
Miss Rio Grande do Sul - Ingrid Brito
Miss Roraima - Juliana Isabelly Aguiar
Miss São Paulo - Thainá Freitas Pereira
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As classificações

TOP 12 - Miss Ceará, primeira colocada; Miss Ilha do Marajó, segunda; Miss Rio Grande do Sul, terceira; Miss Amazonas, quarta; Miss Pará, quinta; Miss Parque do Cocó, sexta;  Miss Minas Gerais, sétima; Miss Paraná, oitava; Miss Roraima, nona; Miss Canoa Quebrada, décima; Miss Pernambuco, décima primeira; Miss Alter do Chão, décima segunda colocada.
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Melhor Coordenação Estadual: Ceará
Melhor Concurso Estadual: Pará
Melhor Entrevista: Rúbia Abati, Miss Pará, e Amanda Gimenez, Miss Paraná 
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Miss Simpatia: Bianca França, Miss Minas Gerais
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Melhor Rosto: Mariana SoutoMiss Paraíba
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Melhor Corpo: Juliana Isabelly Aguiar, Miss Roraima
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Melhor Traje Típico: Tereza Laís LimaMiss Ceará
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Top 5


Da esquerda para a direita: Ingrid Brito, Miss Rio Grande do Sul, terceiro lugar; Rúbia Abati, Miss Pará, quinto; Kíssia Oliveira, Miss Ilha do Marajó, segundo; Tereza Laís Lima, Miss Ceará, primeiro; e Marjorie Honda, Miss Amazonas, quarto lugar.  

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                                       O momento da decisão
                                     Ilha de Marajó ou Ceará?


Kíssia Oliveira, Miss Ilha de Marajó, Vice-Miss Brasil Latina 2018, e Tereza Laís Lima, Miss Ceará, Miss Brasil Latina 2018.

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Recife, capital da beleza latina
Elas jamais vão esquecer o setembro de 2017


Diante da bela escultura do Terminal Marítimo de Passageiros, jovens sonhadoras de todas as regiões do País ambicionam o título de Miss Brasil Latina 2018. Todas sabem que a figura leonina é símbolo do Sport Club do Recife e do Estado de Pernambuco, o "Leão do Norte". Recife, a Veneza Brasileira, está em festa. Imagino que a energia do local fortaleceu os sonhos de cada concorrente ao título de Miss Brasil Latina 2018. 

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No Marco Zero, tendo ao fundo a famosa escultura de Francisco Brennand. 
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No Marco Zero, Recife antigo.
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Elas jamais vão esquecer o mês de setembro de 2017!

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