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segunda-feira, 19 de agosto de 2019

DE TIMBAÚBA PARA O MUNDO - Paulo Eduardo, rumo à Austrália para fazer doutorado em Engenharia Aeronáutica



>>>> Filho de Rosemberg e Fabiana Andrade Lima Vasconcelos, neto do Dr. Marcos e Matilde Vasconcelos, a trajetória de um estudante exemplar.  


       Sou um homem do campo. Cresci numa granja em Nazaré da Mata, interior de Pernambuco, onde estudei até os 12 anos de idade no colégio Damas Santa Cristina. Foi lá que formei minha personalidade e reconheci a importância dos estudos. Meu pai largou a escola no ensino fundamental, e minha mãe só concluiu o ensino médio; porém, eles sempre me apoiaram a estudar, me dando oportunidades que não tiveram.
      No meio do ensino fundamental, percebi que teria melhores oportunidades acadêmicas em Recife, e assim eu e meu irmão, que tinha 14 anos na época, mudamos sozinhos para a capital para viver uma nova aventura no Colégio GGE. Lá, comecei a participar de olimpíadas científicas, como as de Física, Química, Matemática e Astronomia. Não demorou muito, e logo comecei a me destacar na nova escola e a acumular medalhas nessas competições, chegando a participar até em eventos em outros estados. Tendo contato com outros alunos do país, descobri que era possível se candidatar para estudar no exterior, algo que eu sempre queria.
      Então, me candidatei para universidades nos Estados Unidos, e por fim, resolvi estudar na Arizona State University (ASU), que me ofereceu uma bolsa de estudos parcial em razão da minha performance nas olimpíadas do conhecimento. Embora já tinha passado em Engenharia na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) desde o primeiro ano do ensino médio, queria ter uma experiência no exterior, justamente para sair da minha zona de conforto e estar aberto a maiores oportunidades acadêmicas. Então, em agosto de 2015, me mudei para Phoenix, capital do Arizona, nos EUA, para estudar Engenharia Aeronáutica e viver os 4 anos mais intensos da minha vida. Minha universidade, a ASU, recebe anualmente cerca de R$ 2.5 bilhões em investimentos em pesquisa, e possui professores com prêmio Nobel, diretores da NASA, chefes de engenharia da Forca Aérea Americana e executivos de empresas renomadas como a Boeing. São 70.000 alunos de 142 nacionalidades na ASU, formando uma comunidade altamente multicultural.
       Na ASU, tive várias dificuldades: barreira da língua no começo, falta da família, situação financeira, cotidiano puxado. Dos 4 anos, trabalhei e estudei ao mesmo tempo durante os três últimos deles. Então, além dos estudos e cadeiras difíceis, tinha que trabalhar 20 horas por semana como mentor. A universidade também me deu a oportunidade de fazer pesquisas na área de aerodinâmica computacional, e com isso, movi um passo à frente, e fui estagiar em Toulouse, na Franca, no Instituto Francês de Aeronáutica e Astronáutica, uma referência mundial da aviação, que inclusive presta serviços para a Airbus e o CNES, a NASA francesa.
       Depois desses 4 anos, saio da ASU com uma média (GPA) de 4.18 de 4.00, mais do que a média máxima, me formando em Engenharia Aeronáutica com Summa Cum Laude, a maior honraria de graduação. Devido à excelente classificação, irei fazer direto o doutorado na  Austrália,  em Engenharia Aeronáutica, na área de Aerodinâmica Hipersônica,  para desenvolver aeronaves e foguetes com velocidade superior a Mach 5 (cinco vezes mais veloz que o som). A meta agora não é só conectar a Terra com meios de transportes mais eficientes e velozes, mas também garantir a evolução da humanidade com a exploração espacial e a colonização humana em outros planetas. 

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Daslan Melo Lima
Página de Comportamento
Revista TIMBAÚBA EM FOCO, julho/2019, Edição 99.


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