*****

SEJA BEM-VINDO ! SEJA BEM-VINDA! VOCÊ ESTÁ NO BLOG PASSARELA CULTURAL, cujas postagens, na maioria das vezes, são postadas aos sábados e domingos. Nossa trajetória começou em 02/07/2004, com o nome de Timbaconexão, como coluna sociocultural do extinto site de entretenimento Timbafest. Em 12/10/2007, Timbaconexão migrou para blog com o nome de PASSARELA CULTURAL, quando teve início a contagem de visitas. ***** Editor: DASLAN MELO LIMA - Timbaúba, Pernambuco, Brasil. ***** Contatos : (81) 9-9612.0904 (Tim / WhatsApp). E-mail: daslanlima@gmail.com

segunda-feira, 13 de maio de 2019

Maio, para sempre maio


O quinto mês do ano me leva para as noites marianas da minha infância alagoana em São José da Laje. Como membro da Cruzada Eucarística Infantil, certa vez fiz parte de um coral onde cantei o "Canto de Coroação de Maria". 


"Queremos de Maria a fronte coroar.
Ó digna-te, Mãe Pia, tais flores aceitar.
_

Do nosso louvor, recebe hoje a flor.
Aceita-a, Virgem Pia, e dá que no céu, Possamos sem véu, te contemplar um dia. Cantar com alegria, o teu louvor, o teu amor, Em celeste harmonia.
_
Do lírio te ofertamos o casto e puro alvor.
Em ti, porém, achamos mais divinal candor.
_
A flor da caridade, na linda e rubra cor, Aceita-a, com bondade, ó Mãe do puro amor."

Se você for ao altar de Nossa Senhora de Lourdes, na Igreja Matriz de São José, envolvido em silêncio, não estranhe se encontrar um menino ajoelhado vestido de branco. A projeção dessa recordação está lá, eternamente envolvida na saudade de um maio que se foi. 
----------
Daslan Melo Lima
Timbaúba, PE
09/05/2019

----------

Minha canção de maio



Dayvison Gabriel, um dos meus sobrinhos-netos, não deseja hoje no mar se banhar, apenas abrir os braços para o oceano abraçar. Peço a Deus que ele cresça sem perder de vista o menino que é. E quando um dia homem feito for, que em sua alma chegue o eco da canção que agora escuto. E a canção que escuto, "Vento de Maio", do baiano Gilberto Gil e do piauiense Torquato Neto, se para mim é uma dose de fé, para ele seja um legado de esperança.

Oi você, que vem de longe
Caminhando há tanto tempo
Que vem de vida cansada 
Carregada pelo vento
Oi você, que vem chegando
Vá entrando, tome assento.
     
Desapeie dessa tristeza
Que eu lhe dou de garantia
A certeza mais segura
Que mais dia, menos dia
No peito de todo mundo
Vai bater a alegria. 

Oi, meu irmão, fique certo
Não demora e vai chegar 
Aquele vento mais brando
E aquele claro luar
Que por dentro desta noite
Te ajudarão a voltar. 
  
Monte em seu cavalo baio
Que o vento já vai soprar
Vai romper o mês de maio
Não é hora de parar
Galopando na firmeza 
Mais depressa vai chegar. 

       Canções populares como “Vento de Maio” são mensagens motivacionais que não têm preço. Eu diria que são expressões de religiosidade, independente de religiãoA fé e a esperança dão as mãos num apelo que toca a alma e voa ao céu. 
        Torquato Neto desistiu de viver no dia 10/11/1972, um dia depois de ter completado 28 anos de idade. Fatos lamentáveis não anulam a energia positiva do vento. Fortes estarão nossas mãos e braços para continuar acreditando no amor, quando falharem os abraços do vento de maio.  
----------
Daslan Melo Lima
Recife, PE, 03/05/2019, enquanto Gilberto Gil canta "Vento de Maio",
https://www.youtube.com/watch?v=46jMtuF95qs


*****
  


SESSÃO NOSTALGIA – A cápsula do tempo de Yolanda Pereira, Miss Universo 1930


Daslan Melo Lima, com base nas informações colhidas no site gauchazh.clicrbs.com.br e transcritas por Roberto Macêdo no Miss News, missnews.com.br

Foto: Gustavo Vara / Assessoria da Prefeitura de Pelotas
----------

      Uma cápsula do tempo foi descoberta na terça-feira, dia 7, em Pelotas, Rio Grande do Sul, em meio às obras de revitalização da Praça Coronel Pedro Osório, no Centro. O objeto, segundo pesquisadores, estava enterrado há 88 anos. Ficava próximo ao monumento em homenagem à pelotense Yolanda Pereira (1910-2001), Miss Pelotas, Miss Rio Grande do Sul, Miss Brasil e Miss Universo 1930, antes de a competição tornar-se oficial.

Inauguração do monumento à Yolanda Pereira, em 8 de novembro de 1931. À direita da coluna, Yolanda. No lado oposto, a pianista Guiomar Novaes. ***** Ramão Barros / Almanaque de Pelotas 1932.
----------

Postais com o rosto de Yolanda Pereira, Miss Universo 1930.
Acervo de Eduardo Arriada.
------------------

      A colocação da pedra fundamental do monumento foi realizada em 16 de outubro de 1931, data do aniversário de 21 anos da beldade homenageada, às dezessete horas. A solenidade foi aberta por um dos membros da comissão organizadora, M. Vieira Monteiro. A seguir, foi passada a palavra a Aristides Bittencourt, representante do subprefeito em exercício, que convidou a senhorinha Constancinha Pinto Pereira da Silva para leitura da ata de fundação.
      Historiadores consultados pela prefeitura de Pelotas afirmam que o objeto foi colocado na praça em 1931, para ser aberto 50 anos depois, mas caiu no esquecimento e nunca foi resgatado. Essa informação estaria em uma ata das homenagens feitas para a miss na época. Em 2012, ano do bicentenário de Pelotas, o pesquisador Guilherme Pinto de Almeida citou no livro Almanaque do Bicentenário de Pelotas a possível existência da cápsula. Ele fundamentou a pesquisa ao encontrar uma ata da época em que ela foi enterrada. Agora, por conta de uma reforma no paisagismo do local, funcionários da empresa que realiza as obras encontraram o objeto metálico enterrado e consultaram a prefeitura.
       Depois de oficialmente entregue à prefeita, Paula Mascarenhas, a cápsula do tempo foi encaminhada aos técnicos para limpeza e avaliação do melhor momento para a abertura. A conservadora e restauradora Fabiane Rodrigues Moraes foi chamada pela prefeitura para acompanhar o processo de retirada da cápsula.  Devido ao nível de umidade do terreno onde estava, o conteúdo que está dentro da caixa pode ter sido prejudicado.
        Pesquisadores usaram um raio X para ver o interior do objeto na tarde da sexta-feira (10). Segundo Fabiane Rodrigues Moraes, as imagens mostraram que a cápsula está cheia de líquido. A probabilidade é que, com as chuvas nestes 88 anos em que esteve enterrada, a caixa acabou enchendo de água, diz a pesquisadora. Ela acredita, pelas imagens, que nenhum objeto tenha se mantido inteiro dentro da cápsula.
----------

O "mistério" da "cápsula do tempo" 
Depoimento de José Rubens Silveira Acevedo


No dia 11, o meu amigo José Rubens Silveira Acevedo, ex-professor de História da UFPel, Universidade Federal de Pelotas, postou o comentário abaixo no Facebook. 

         Antes de desvendar o "mistério" da "cápsula do tempo" há tanto guardada debaixo da coluna erguida em homenagem à Yolanda Pereira, permitam-me que faça mais algumas digressões, como professor de História que fui a vida inteira, e como guia turístico que ainda gostaria de ser. Em primeiro lugar, considero uma preciosidade esta foto.  

Ramão Barros / Almanaque de Pelotas 1932.

      Nela, Yolanda Pereira, um ano depois de sua consagração como miss, tal como ocorre com a maioria das misses até hoje, mostra-se ainda mais bela, mais esbelta, mais refinada, em suma, em todo o esplendor de sua beleza. E, como não poderia deixar de ser, ela se encontra nesta foto em muito boa companhia. Atrás de Yolanda vê-se duas outras muito belas jovens que eu suponho terem sido das que também disputaram aquele Miss Pelotas, não por escolha de uma comissão julgadora, mas pelo voto popular através de cupons que acompanhavam cada exemplar do hoje mais que centenário jornal Diário Popular. A sua esquerda, de passagem por Pelotas, sua conterrânea Zola Amaro, talvez a única soprano brasileira a ser contratada como "prima donna" pelo Teatro Scala de Milão. A sua direita, o médico Dr. Alcindo Simões, que viria a dar seu nome a uma rua, a uma escola e a um hospital da cidade, que morava em um dos mais suntuosos palacetes de Pelotas, cujo interior vim a conhecer logo após seu falecimento, sem descendentes, quando foi colocado à venda o fabuloso acervo em móveis e objetos de seu interior.
      E por falar em belas e antigas residências da cidade, também é digna de ser vista aquela em que morou Yolanda Pereira até casar, defronte à praça da Catedral, há poucos anos inteiramente restaurada. Esta fica bem próxima de onde residiu a primeira Mais Bela Gaúcha eleita, a pelotense Cladys Caruccio, morena linda de origem italiana, que devia ter disputado o Miss Brasil com Marta Rocha, mas que renunciou, ao que dizem, por pressão da mãe. muito religiosa. Esta, pelo que corria depois na cidade, para compensar o que fizera com a filha, teria sido, quase duas décadas depois, a principal incentivadora e orientadora de Rejane Costa a que esta viesse a disputar o Miss Pelotas.
       E agora, finalmente, o que mais interessa. Na verdade, parece-me não haver mistério quanto ao conteúdo da cognominada "cápsula do tempo", mas desinformação da emissora de TV que divulgou a descoberta de tal caixa. Embora esta tenha permanecido esquecida por várias décadas, a notícia de sua existência, bem como o que nela continha, foi descoberto por pesquisador pelotense de velhos jornais e almanaques da cidade. Embora a caixa ainda não tenha sido aberta, porque sua oxidação impediu que a chave funcionasse, através desse pesquisador, sabe-se que nela foram guardados exemplares de sete jornais doados por Yolanda Pereira que narravam sua trajetória como Miss, dentre eles a Noite, do Rio de Janeiro, que promoveu o Miss Brasil e o Miss Universo, o Diário de Notícias, de Porto Alegre, responsável pelo Miss Rio Grande do Sul, e o Diário Popular de Pelotas, distribuidor dos cupons que deram a vitória à Yolanda Pereira em Pelotas, através do voto popular.
      Ela também doou uma foto sua devidamente autografada, para ser guardada nessa caixa, junto ainda com clichês de moedas de prata que José Maria Withaker, Ministro da Fazenda na época, mandou cunhar com a efígie de Yolanda Pereira representando a figura da segunda república brasileira. Lamentavelmente, pelo peso dessa caixa ao ser resgatada, supõe-se que tenha entrado água nela, o que terá deteriorado os jornais e fotos nela contidos, e que teriam se constituído em uma valiosa documentação histórica sobre a trajetória de Yolanda Pereira como Miss Pelotas, Rio Grande do Sul, Brasil e Miss Universo.
      Para compensar esta provável perda, cabe-me comunicar mais uma vez que, em um pequeno museu existente na Biblioteca Pública de Pelotas, estão expostas as quatro faixas conquistadas por Yolanda Pereira, sendo que a de Miss Universo  é extremamente original porque nela foram bordados, em letras pequenas e coloridas, o nome de cada um dos países que disputaram esse Miss Universo realizado na cidade do Rio de Janeiro. Quem vier a Pelotas e quiser conhecer este pequeno, mas precioso acervo, para os aficionados nos concursos de beleza, estou à disposição para ciceronear e para solicitar prévia autorização para que essas quatro faixas possam ser fotografadas.
----------

    E para encerrar essa Sessão Nostalgia que fala de uma cápsula do tempo, eis um belo poema do gaúcho Mario Quintana (1906-1994), que tem por nome O TEMPO.

A vida é o dever que nós trouxemos para fazer em casa. 
Quando se vê, já são seis horas! 
Quando se vê, já é sexta-feira! 
Quando se vê, já é natal... 
Quando se vê, já terminou o ano... 
Quando se vê perdemos o amor da nossa vida. 
Quando se vê passaram 50 anos! 
Agora é tarde demais para ser reprovado... 
Se me fosse dado um dia, outra oportunidade, eu nem olhava o relógio. 
Seguiria sempre em frente e iria jogando pelo caminho a casca dourada e inútil das horas...

*****
P.S. - Últimas Notícias - 14/05/2019
     

        A caixa foi finalmente aberta nesta terça-feira (14). Dentro dela, entre outros itens, estão páginas de jornais com notícias sobre a primeira brasileira a receber o título de Miss Universo, Yolanda Pereira, em 1930. O mistério, no entanto, ainda não chegou ao fim. Como o interior está cheio d'água, os materiais depositados na "cápsula do tempo" ficaram submersos. A retirada dos itens de dentro da caixa pode levar de três meses a um ano.
Fonte:
https://g1.globo.com/rs/rio-grande-do-sul/noticia/2019/05/14/caixa-misteriosa-enterrada-ha-88-anos-e-aberta-em-pelotas.ghtml
Foto: https://gauchazh.clicrbs.com.br
----------

domingo, 5 de maio de 2019

No final da minha rua


No final da minha rua, enquanto o sol se põe, meninos jogam bola sonhando com os aplausos dos estádios internacionais. 



No final da minha rua, enquanto o sol se põe, o Arquiteto do Universo decora o cenário de luzes e sombras, no tom exato para um mergulho nos mistérios da vida e da morte. 



No final da minha rua, enquanto o sol se põe, sonhos se renovam na certeza de que o sol voltará amanhã como parte do ritual eterno de morrer, nascer, falecer, renascer.





------------------
Daslan Melo Lima
Timbaúba, PE
04/05/2019

*****

DE TIMBAÚBA PARA O MUNDO - Nova Cintra e Mocós, o embrião e o berço de Timbaúba



>>>>>  Timbaúba começou em Mocós ou em Nova Cintra? Talvez melhor dizer que houve um embrião e um berço.


NOVA CINTRA, O EMBRIÃO


Por volta de 1750, começaram a fixar-se nestas terras do atual engenho Nova Cintra, os primeiros colonizadores. Desse núcleo inicial não se tem referências dos pioneiros, tão pouco o itinerário utilizado para atingir a região, podem ter vindo de Tejucupapo/Olinda, como do então núcleo habitacional de Igarassu. Das terras do engenho, o povoado expandiu-se na direção das terras da atual Vila de Cruangi, mas com a criação do município de Timbaúba (1879), passando, portanto, o povoado e a região a constituir-se apenas no segundo distrito. Já, no início do século 20, seus habitantes vendo que as perspectivas de desenvolvimento doravante estavam definitivamente sepultadas, procuraram a sede do município ou outras plagas.  

Os efeitos do êxodo não tardaram a aparecer, as casas que estavam nas terras do engenho, ao ficarem desabitadas, foram aos poucos demolidas, resultando consequentemente na redução gradativa da vila até as dimensões atuais, como demonstram os dados do primeiro censo realizado no Brasil (1890) e o ultimo (1991). Em 1890, Cruangi possuía 18.736 habitantes e atualmente apenas a metade: 9.230.

MOCÓS, O BERÇO



Não havendo mais dúvidas de que o primeiro núcleo habitacional do município foi Nova Cintra/Cruangi e, sabendo-se que o homem por necessidade básica habita próximo a mananciais, à margem direita do rio Capibaribe-Mirim, surge Mocós. Historicamente não se sabe a origem dos primeirós habitantes, nas tudo leva a crer que vieram de Cruangi, pois Mocós é posterior à vila de Cruangi, já que a primeira referência que se tem notícia data de 1821, na revolução Goianense. 

Uma das versões aceitas para o topônimo do arruado é de que: circundando este núcleo populacional havia capinzais de porte elevado onde se multiplicavam em grande quantidade ratos do mato ou coelhos do mato, conhecidos popularmente por mocó ou mocós. Tinha a população, como meio de subsistência, os citados mamíferos, pois ateavam fogo no capinzal e assim os caçavam em grande quantidade. A outra versão é a de existir inúmeros grupos em várias regiões do Brasil também denominados de mocos, não constitui-se portanto privilégio do arruado. Designam todos aqueles que roubam as lavouras, tal qual os coelhos do mato, ratos do mato e demais animais silvestres.

-----  
Fonte: Timbaúba Ontem e Hoje – Volume I, Lusivan Suna, Edição do Autor-1992.
          
*****     

SESSÃO NOSTALGIA - Três Misses de 1964. Encontro com o General Costa e Silva, Ministro da Guerra

Daslan Melo Lima



          Rio de Janeiro, 06 de julho de 1964. Dois dias depois da eleição da Miss Brasil, o General Artur da Costa e Silva (1899-1969) recebia em seu gabinete três jovens que disputaram o título máximo da beleza brasileira daquele ano: Ângela Vasconcelos, Miss Paraná, eleita Miss Brasil; Vera Lúcia Couto dos Santos, Miss Guanabara, segunda colocada; e Ana Maria Costa Caldas, Miss Pernambuco, quarto lugar.  

Da esquerda para a direita: Ana Maria Costa Caldas, Miss Pernambuco; Ângela Vasconcelos, Miss Paraná-Miss Brasil; General Costa e Silva, Ministro da Guerra; e Vera Lúcia Couto dos Santos, Miss Guanabara.  ***** Foto de Gervásio Batista (1923-2019), revista Manchete, 25/07/1964, Ano 12, N° 640.
----------
Elas receberam de presente uma miniatura da espada do Marechal Luiz Alves de Lima e Silva, o  Duque de Caxias (1803-1880), patrono do Exército Brasileiro. 
----------
Detalhe: Seria lógico que Maria Isabel de Avelar Elias, Miss Sergipe, terceira colocada, tivesse acompanhado Ângela e Vera ao gabinete de Costa e Silva. Deve ter havido algum imprevisto em sua agenda, razão pela qual Ana Maria a substituiu naquela ocasião como integrante do Top 3 do Miss Brasil 1964. 

----------

                  Manchete, 25/07/1964, Ano 12, N° 640.
                                ----------
         

Miniatura (16 centímetros) da espada de Duque de Caxias, com banho de ouro e  cabo madripérola.  ***** Foto: emporiogiovenzzo.com.br

                              ----------

       Depois daquele julho de 1964, Ângela Vasconcelos ficou entre as semifinalistas (Top 15) do Miss Universo, em Miami Beach; Vera Lúcia Couto dos Santos conquistou o terceiro lugar no Miss Beleza Internacional, realizado em Long Beach; Maria Isabel de Avelar Elias,  ausente ao encontro, obteve  o quarto lugar no Miss Mundo, que aconteceu em Londres; Ana Maria Costa Caldas disputou o Miss ONU (Nações Unidas), na Ilha de Majorca, Espanha; e o General Artur da Costa e Silva tornou-se Presidente do Brasil, no período de   15/03/1967 a 31/08/1969.   
          Aquele trio maravilhoso deve conservar até hoje as miniaturas da espada do Duque de Caxias, recordações mágicas de um tempo que se foi. 

                                  ***** 
                               

    

domingo, 28 de abril de 2019

"A vida acontece em off"



Em meio a um friozinho discreto do outono, promessa de um bom inverno nordestino, aceito convite para tomar uns drinks na casa de um amigo. Opto por uma dose de vodka, atraído pela frase gravada na garrafa, "A vida acontece em off."

          Entre um gole e outro, reflito sobre nossos momentos, aqueles em "on", compartilhados nas redes sociais, e aqueles em "off", vividos sem exposição excessiva nas telas dos computadores e celulares. 
        Nossos encantos e desencantos muitas vezes são visualizados, mas não curtidos por amigos e "amigos". Fica a frustração que compartilhamos nossos sentimentos em vão. Por isso é bom de vez em quando escutar o silêncio. Nós diante de nós mesmos, na intimidade das nossas vidas acontecendo em "off".

--------------

Daslan Melo Lima
Timbaúba, PE
27/04/2019

*****

DE TIMBAÚBA PARA O MUNDO - Carmen Melo, cordelista: “felicidade não se compra”





>>>>> Radicada em Timbaúba há 52 anos, a autora de mais de uma dezena de cordéis revela curiosidades da sua vida

      Carmen Gonçalves de Oliveira Melo nasceu em 22/09/1950, no Sítio Uruçu, em Macaparana, PE. Seus pais, Severino e Narcisa, tiveram 12 filhos. Carmen era a filha número seis. Chegou em Timbaúba aos 17 anos, a fim de trabalhar na casa de Rosil e Jacyra Marinho Falcão, onde cuidou de Bertha, filha do casal, hoje fisioterapeuta no Recife, esposa do pneumologista José Ângelo Rizzo. Vivi na casa de D. Jacyra como se fosse parente da família. Visitava meus pais esporadicamente. Estudei na Escola Municipal Dr. Antônio Cavalcanti (Ginásio Municipal) e me formei em Contabilidade no Colégio Timbaubense. Amo minha origem macaparanense, mas sou timbaubense de coração, declara emocionada.

Pingue-pongue com Carmen Melo
Uma personalidade timbaubense que a história guardou: Dr. João Ferreira Lima Filho 
Uma saudade: As noites marianas do Sítio Uruçu 
Um cordelista: Cleydson Monteiro 
Uma festa: Carnaval 
Um sonho de consumo: Conhecer o Rio de Janeiro 
Uma canção: A marchinha “Bandeira Branca” e todas as músicas românticas de Roberto Carlos 
Santos de devoção: N.S.da Conceição e São Miguel Arcanjo 
Um livro: O Diário de Santa Faustina 
O que a vida lhe ensinou: Amar e respeitar o próximo. 
Viver é ... Ver a família reunida e feliz 
Morrer é... Uma passagem para outra dimensão 
O que o dinheiro compra: Fazer viagens com a família 
O que o dinheiro não compra: A felicidade, pois esta é uma conquista.

      Funcionária pública estadual aposentada, católica ativa, integrante da Pastoral Litúrgica, Carmen conta quando começou a escrever seus folhetos: “Meu dom poético se manifestou aos 8 anos de idade, quando inventava músicas para cantar nas horas de lazer com as amigas. Despertei para o cordel em 2009, quando trabalhava na Escola Professor José Mendes da Silva, incentivada pela professora Maria de Fátima Ferreira, a Fafá, que conduzia o projeto “Nutrindo Vidas com Sonhos”. Meu primeiro cordel foi “A Triste Vida e Morte de Lampião”, depois vieram “O São João do Nordeste”, que disputou um prêmio estadual, “Luiz Marinho  Falcão Filho”, “Banda Primeiro de Novembro”, “Dom Helder, o Dom do Amor” e outros dez.”
     Em seu currículo ainda consta um trabalho na antologia “Expresssões da Mata Norte”, organizada por José Olivá Apolinário, 2015, e a Comenda Isnar Cabral de Moura, como uma das mulheres do ano de 2018, outorgada pela Funjader, Fundação Jader de Andrade. Casada com Jorge José de Melo, aposentado do SESI, tem dois filhos: Jorge José de Melo JR (contabilista)  e Camila Gonçalves de Oliveira Melo (professora). Tranquila e sorrindo, faz questão de citar que é avó de Pedro e Felipe, filhos de Jorge JR e Karol Nascimento.    

----------
Matéria publicada na revista TIMBAÚBA EM FOCO,
março/2019, Edição 95
*****


SESSÃO NOSTALGIA - Teresinha Morango, Miss Brasil 1957, a boa mestra ensina a ser Miss

Daslan Melo Lima
        

       A revista Fatos & Fotos, Ano IV, número 176, de 13 de junho de 1964, circulou em todo país com uma linda jovem senhora na capa. Ela era Teresinha Morango Pittigliani, Miss Amazonas, Miss Brasil e Vice-Miss Universo 1957. Uma das chamadas dizia Teresinha ensina a ser Miss.  Três candidatas ao título de Miss Guanabara 1964 tinham procurado Teresinha em sua residência para ouvir suas orientações.

A Boa Mestra - Texto de José Rodolpho Câmara e fotos de Gervásio Batista.
--------------------

"Três candidatas a Miss Guanabara visitam Teresinha Morango e saem municiadas para a batalha da beleza. Não há ninguém como a Morango para ensinar quais são os caminhos da beleza."  ***** Da esquerda para a direita, diante de Teresinha Morango: Valéria Pons, Miss Vasco da Gama; Delmira Lemos, Miss Satélite; e Violeta Mafalda Gomes, Miss América Futebol Clube. 
----------
"Foi em 1957 que ela conquistou a cátedra da beleza. O lugar é vitalício."
----------
     Desembaraço, simpatia, fotogenia, elegância e beleza. Estes, os cinco predicados indispensáveis a uma candidata a miss. Quem o diz é uma autoridade: a Senhora Teresinha Morango Pittigliani, Miss Brasil e segunda mais bela do mundo em 1957. Mãe de dois filhos, Alberto Pittigliani Jr. e Andréia (de apenas 5 meses), uns acham que ela continua tão bonita quanto naquele tempo, outros que está muito mais bonita. 
    Os conselhos foram dados a algumas das candidatas a Miss Guanabara: Violeta Mafalda Gomes, apresentada pelo América; Valéria Pons, pelo Vasco e Delmira Lemos, pelo Satélite. Local do encontro: a residência de Teresinha.
    Mesmo sem conhecer as outras candidatas, acha Teresinha que selecionar a vencedora vai ser difícil, este ano. Se fizer parte do júri, irá com essa convicção para o Maracanãzinho.   
    As três candidatas ficaram satisfeitas com o que ouviram de Teresinha, convencendo-se de que ela lhes forneceu boas armas para a vitória. Recebendo dela votos de felicidades, retribuíram com outros: os de que Teresinha não deixe de comparecer ao concurso, que com sua presença cresceria em prestígio. 

----------
     O título de Miss Guanabara 1964 foi conquistado pela Miss Renascença Vera Lúcia Couto Santos, que se tornaria Vice-Miss Brasil e terceira colocada no Miss Beleza Internacional.  Quanto a  Valéria PonsDelmira Lemos e Violeta Mafalda Gomes, elas jamais esqueceram aquele 1964, disso tenho certeza, nem das orientações recebidas de um ícone da beleza brasileira de nome Teresinha Morango.      

*****
          
            

sábado, 13 de abril de 2019

"As Time Goes By"


Um pôster do filme Casablanca, pendurado numa parede da minha casa, tem a magia de acrescentar romantismo e poesia ao meu dia a dia. 
        "Play it, Sam. Play As Time Goes By." Inesquecível aquela cena, quando Ilsa Lund (Ingrid Bergman) pede ao pianista (Dooley Wilson) para tocar a bela canção. 
        Um pôster do filme Casablanca, pendurado numa parede da minha casa, "as time goes by" (com o passar do tempo), é cúmplice de antigos sonhos que ainda sonho.

-------------
Daslan Melo Lima
Timbaúba, Pernambuco
11 de abril de 2019

---------- 

ANJOS AO NOSSO LADO



Enquanto caminho na manhã ensolarada com meu cachorro, faço uma selfie das nossas sombras projetadas numa rua descalça. 
        Acredito em anjos, nos invisíveis, em pessoas-anjos e animais-anjos. E penso que minha sombra talvez seja minha essência disfarçada em Anjo da Guarda.
        Pergunto ao meu cachorro: "Se a tecnologia, através de um simples clique no celular, permite registrar nossas sombras, o que custa acreditar nos anjos? " Juro que o seu latido é uma resposta aos cumprimentos dos anjos invisíveis que caminham ao nosso lado.
--------------
Daslan Melo Lima

Timbauba, Pernambuco
10 de abril de 2019

*****